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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Arte Colombiana 1948 - 1965

Inaugurou-se em 19/10/2009 a exposição acima em função da visita do presidente Álvaro Uribe a São Paulo, para a assinatura de vários tratados comerciais.
Para isto a Fiesp convidou o Museu Nacional da Colômbia para ser o curador desta exposição de arte moderna Colombiana.
Uma bela mostra, com vários artistas colombianos, com obras criadas no período de 1948 a 1965. Tive nesta exposição a mesma sensação de "já te vi" quando visitei a exposição "ARTE DE CUBA" no CCBB em 2006.
Naquela ocasião perguntei à monitora do evento se ela tinha esta mesma sensação, qual não foi minha surpresa quando ela disse que sim e me explicou os motivos; tinha dito a ela que via semelhanças com Tarsila, Djanira, Di Cavalcanti, Portinari e Picasso, quando ela me contou que os artistas desta época, quase todos estudaram em Paris, nas mesmas escolas, portanto seria natural que houvesse semelhanças entre seus trabalhos.
E naturalmente encontrei estas mesmas semelhanças nos artistas colombianos, a novidade foi perceber o início do estilo inconfundível de Fernando Botero, com suas primeiras obras em transição para as figuras rotundas, que são hoje sua marca registrada, há nesta exposição telas em que ele ainda não havia adotado este estilo.
Seguem imagens de algumas obras expostas, e na sequência, o 'press release' do site da Fiesp.










Galeria de Arte do Sesi abre a exposição Arte Colombiana - 1948 a 1965

Mostra inédita traz obras de artistas com intensa e influente produção no período, como Fernando Botero e Edgar Negret. Entrada franca


Entre 20 de outubro e 25 de janeiro, um acervo de 140 peças – pinturas, esculturas, gravuras e material referencial (revistas culturais e filmes de época) – produzidas entre 1948 e 1965 estará exposto, gratuitamente, na Galeria de Arte do Sesi.

Resultado de parceria entre o Museo Nacional de Colômbia, a Asociación de Amigos del Museo Nacional e o Sesi-SP para a viabilização do projeto, a mostra Arte Colombiana – 1948 a 1965 reúne importantes obras de acervos particulares de colecionadores colombianos.

O acervo inédito, composto por obras de 47 artistas, conta com renomados colombianos com intensa e influente produção no período. Os destaques ficam para obras de Fernando Botero, Alejandro Obregón e Edgar Negret, que raramente ou nunca foram vistas fora daquele país.

A mostra, que tem curadoria dos pesquisadores colombianos Julián Serna, Nicolás Gómez e Felipe González, está disposta em cinco eixos temáticos a partir dos quais os artistas formularam diversas abordagens de um entorno comum. Na primeira instância, a partir do geográfico: é onde são assimilados os componentes que conformam a paisagem natural e urbana circundante.


Depois, a partir do objetual: a função e disposição dos objetos dão conta das dinâmicas do cotidiano de um contexto específico. Uma terceira plataforma, a partir do antropológico: os artistas fixaram o olhar sobre aspectos relativos ao corpo, ao comportamento e aos costumes.

Em quarto lugar, a partir do político: conformaram-se códigos iconográficos que, além de comunicar o itinerário de um clima político agitado, davam testemunho da experiência vivida diante desta conjuntura.

Finalmente, a partir do místico: o interesse dos artistas da época articulou-se pelas alegorias e expressões simbólicas e materiais provenientes de práticas religiosas.

Para consultar a programação completa do Centro Cultural Fiesp - Ruth Cardoso, clique aqui.

Serviço:
Exposição: Arte Colombiana – 1948 a 1965
Local: Galeria de Arte do Sesi - Av. Paulista, 1313 – Metrô Trianon-Masp
Vernissage: dia 19/10 (segunda-feira), às 19h30 – só para convidados
Datas e horários: de 20 de outubro até 25 de janeiro - às segundas-feiras, das 11h às 20h, de terça-feira a sábado, das 10h às 20h, e aos domingos, das 10h às 19h.
Informações: (11) 3146-7405 / 3146-7406
Agendamento de grupos: de segunda-feira a sexta-feira, das 10h às 13h e das 14h às 17h, pelo telefone 3146-7396 / falar com Leni
Entrada franca
Recomendação: Livre

domingo, 18 de outubro de 2009

Silvia Machete

A primeira vez que ouvi falar de Silvia Machete foi há mais ou menos dois anos no "Sintonia Fina", e confesso que não prestei muita atenção, pois estava no carro na hora do 'rush', pensando em nada e ao mesmo tempo em tudo.
Alguns meses depois zapeando os canais da TV, deparei-me com um lindo sorriso coquete, encimado por uma pomba branca; claro que estacionei naquele programa, Sarau do Chico Pinheiro.
Que surpresa deliciosa, Silvia Machete em todo seu esplendor, apresentando suas composições e contando um pouco de sua carreira.
Nestes tempos de cantoras que tomaram o leite pasteurizado da Vaca Profana, alguém genuinamente original, cantando num tom próprio, fora do modismo atual.
Descobri vários videos seus no youtube e escolhi este abaixo, porque é uma linda música de sua composição, acompanhada por um bate papo com sua plateia, onde percebemos que ela já possui vários fans.
Hoje em dia vejo Sílvia Machete perto da consagração, conseguida sem concessões à indústria do consumo instantâneo.

sábado, 10 de outubro de 2009

Henry Cartier-Bresson

São Paulo tem sido presenteada com várias exposições fotográficas nos últimos tempos, a maioria espetaculares como a de Hernri Cartier-Bresson no Sesc Pinheiros.
Rapidamente me lembro das mostras da Agência Magnum na Caixa Cultural do Conjunto Nacional, do Japão de Pierre Verge na Caixa Cultural da Praça da Sé. Aliás a Caixa Cultural tem se superado quando o assunto é exposição de fotografias, alternando entre novos artistas e os sempre consagrados.
Esta exposição do Sesc nos brinda com imagens de Cartier-Bresson de várias fases, desde os anos 20 até quase o fim de sua vida, e o mais interessante, em uma exposição paralela, são mostradas obras de artistas que teriam sofrido sua influência.
De Cartier-Bresson não tenho nada a acrescentar, a não ser dizer que o fotógrafo é quase como um vidente, que antecipa um momento, sabendo exatamente a hora de disparar o obturador (vide a foto abaixo - Atrás da Gare de Saint-Lazare - onde a água da poça não tinha sofrido ainda nenhuma perturbação, e em uma fração de segundo depois, o cenário estaria completamente revolto).
Quanto aos outros fotógrafos, que segundo os curadores apresentam referências a Cartier-Bresson, penso que o grande ponto em comum é a constante observação do que ocorre ao seu redor, estando sempre prontos a registrar um instante; e porque não falarmos em influências de Sebastião Salgado ou Orlando Brito, que são grandes fotógrafos brasileiros com fama mundial?
Abaixo das imagens, segue o Press Release sobre a exposição.
Em tempo, as imagens abaixo não ilustram toda grandeza da exposição.


Puebla - México - 1963

Dieppe - França - 1926

Atenas - 1953

Atrás da Gare Saint-Lazare - 1932

Aquila deglli Abruzzi - Itália - 1952

Alberto Giacometti - 1961

Av. Paulista - 1984
Carlos Moreira

Crianças na Prais de Puri - 1998
Marcelo Buanainain

Árvore em Cachoeira - 2002
Cristiano Mascaro










Henri Cartier-Bresson e Bressonianas
O que é: maior exposição já realizada no Brasil sobre o fotógrafo francês, Henri Cartier-Bresson: Fotógrafo reúne 133 imagens clicadas em 23 países ao longo de mais de cinco décadas – entre 1926 e 1979. O evento será acompanhado do lançamento de um livro (pela Cosac Naify, em parceria com o Sesc) e de um amplo calendário de debates, palestras, saídas fotográficas e cursos (confira a programação completa em www.vejasaopaulo.com.br). Há ainda a mostra paralela Bressonianas, com sete brasileiros exaltando a influência do mestre. Cristiano Mascaro, Carlos Moreira e Marcelo Buainain são alguns deles.

Por que ver: antes de morrer, Henri Cartier-Bresson (1908-2004) organizou seus melhores trabalhos em módulos temáticos. No térreo do Sesc Pinheiros ficam as fotos do chamado street photography, gênero do qual foi precursor. "Ele inaugura a linguagem dos flagrantes urbanos, favorecido pelo uso da Leica, uma câmera que dá para levar no bolso", conta o curador Eder Chiodetto. "Isso libertou os fotógrafos da impossibilidade de captar flagrantes, por causa das câmeras enormes utilizadas até então." O 2º andar traz outros dois módulos: Conflitos, sobre suas coberturas jornalísticas, e Retratos.

Destaque: além de relembrar a poesia captada no cotidiano por Bresson em instantâneos, o espectador tem a chance de conhecer sua produção retratista. Entre as celebridades fotografadas estão o escritor William Faulkner, o filósofo Jean-Paul Sartre e o escultor Alberto Giacometti.

Sesc Pinheiros.
Rua Paes Leme, 195, Pinheiros, 3095-9400. Terça a sexta, 10h30 às 21h30; sábado, domingo e feriados, 10h30 às 19h30. Grátis. Até 20 de dezembro. A partir de 17 de setembro.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Complexo de cachorro vira-latas


Penso que a primeira pessoa que ouvi dizer que o brasileiro tem complexo de vira-latas foi Tom Jobim, quando sofreu a patrulha dos "politicamente corretos" por ter cedido, à troca de muito dinheiro, a música 'Águas de Março' para um "reclame" da Coca-Cola.
Ele disse que para os brasileiros é pecado ter sucesso e ganhar dinheiro.
Lembrei-me disto esta semana, quando em conversas com pessoas próximas surgiu o assunto das Olimpídas no Rio.
Antes da escolha falaram que a cidade não teria a menor chance, pois concorria com mega metrópoles, de países do 1º mundo, e pelos problemas do Pan; e que seria bom pois este seria o fim da era Nuzman frente ao esporte brasileiro; bom além de presidente do COB, ele é o responsável pelo inquestionável sucesso de alguns esportes que eram inexpressivos antes de sua gestão.
Mas não é sobre isto que quero discorrer, e sim sobre a grande oportunidade que a sociedade brasileira tem de mostrar que somos um país maduro, com uma democracia verdadeira.
O que mais ouço agora é estimativas de quanto será desviado e como.
Me desculpem, mas , "porra!", será que o país com a 10ª economia do mundo, que terá a 5ª em menos de 6 anos, não é capaz de criar mecanismos de controle de um processo desta magnitude?
Será que ainda vivemos sob a égide de Ademar de Barros e Paulo Maluf, do 'rouba mas faz'?
O que prevejo é a redenção da Mui Leal e Heróica Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, vide artigo do Nelson Mota abaixo, quando as obras de infra-estrutura forem entregues.
Renascerá assim, um dos paraísos brasileiros, mas, para que este sonho seja completo, será preciso mudar alguns artigos do Código Penal, pois o Rio não merece viver este desassossego e o medo perene da violência urbana.
Bom, este é assunto para outro comentário.








Destino, vocação e estilo

Nelson Motta
Jornal O Globo
24/10/2008

O Rio de Janeiro morreu, simbolicamente, pela primeira vez em 1960 quando deixou de ser Capital da República.
Morreu novamente em 1976, durante o regime militar, quando o fundiram a um Estado atrasado e dominado pelo coronelismo.
Finalmente foi massacrado pela intervenção feita no diretório carioca do PT, feita por Lula e sua turma, em 1998 quando destituíram a candidatura de Vladimir Palmeira (PT autentico) para entregar a cidade e o estado ao brizolista Garotinho, que comandou 08 anos de atraso e populismo.
Esse populismo provinciano foi eleito com votos do interior, já que na Capital, o marido de Rosinha só conseguiu ser ridicularizado como em sua famigerada greve de fome.
Castigou a cidade com rancor e ressentimento, brigando com a prefeitura e o governo federal. No meio disso, a Cidade do Rio de Janeiro pagou o pato.
Qual cidade do mundo resistiria a 02 governos Brizola, 02 governos Garotinho/Rosinha com um Moreira Franco no meio?
Eles teriam quebrado Tóquio, Madrid e São Paulo. O Rio de Janeiro sobreviveu e continua lindo.
Seu nome: MUI HERÓICA CIDADE DE SÃO SEBASTIÃO DO RIO DE JANEIRO.
Seu padroeiro: um santo crivado de flechas.
Mesmo depois de 03 mortes, seu destino é renascer, se reinventar como metrópole, viver para a natureza, as artes e a inovação.
O Rio precisa de um novo estilo político, um novo governo democrático, com independência, transparência e eficiência.

É DESTINO, VOCAÇÃO E ESTILO

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Cotas

Estou repassando o livro do Paulo Francis "Waaal - O dicionário da corte", uma coletânea de assuntos publicados em sua coluna no Estadão e na Folha, quando me chamou a atenção o verbete "Educação", onde ele escreve: "A função de universidades é criar elites, e não dar diplomas a pés-rapados."(FSP, 24/11/90).
Porque se reservar vagas nas boas universidades a pessoas que talvez não tenham a necessária capacidade intelectual para usufruir plenamente os conhecimentos adquiridos.
Isto criará, não melhores oportunidades, mas castas, onde os cotistas certamente serão segregados.
Não estaremos criando uma nova geração de advogados chave de cadeia, médicos de atestados admissionais( antigamente tirava-se uma "Abreugrafia", para comprovar se não éramos tuberculosos)?; que confiança teremos daqui a cinco anos em consultar profissionais oriundos desta "facilidade"?
Somente a OAB aplica um exame de conhecimento para que o bacharel de Direito possa exercer sua profissão, e vide a taxa de aprovação para saber o nível dos formandos.
O que o país precisa é de bons técnicos, que tenham condições de aplicar toda a tecnologia que surge a cada dia, e não de "doutores" que em nada contribuirão com o crescimento da nação.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Yang Shaobin no Masp

Estive semana passado no Masp em uma de minhas visitas rotineiras, fui sem saber o que estava em exposição e acabei conhecendo as obras de Yang Shaobin.
Para completar minhas impressões, sempre tenho acrescentado as informações veiculadas no site da "Veja São Paulo", tentei obter outras visões de mais fontes, quando percebi que todos reproduziam o mesmo texto, com certeza o "Press Release" dos curadores.
Certo, como informação inicial é sempre válido, mas penso que uma crítica adicional é muito bem vinda.
Divido esta exposição em duas, a Série Vermelha, que apresenta as obras mais interessantes, que tem algo a mostrar, apesar de discordar do texto da divulgação abaixo, que as compara com características da obra de Francis Bacon; achei que elas possuem maior semelhança com algumas obras de Lucian Freud.
As pinturas tiradas de imagens de televisão, para mim, não passam de pura falta de imaginação, com o pintor procurando assunto para completar um conjunto, sem nenhum valor artístico.















Yang Shaobin - Exposição até 18 de Outubro de 2009
Depois de fazer barulho na Bienal de Veneza de 1999, o pintor chinês se tornou um dos nomes mais valorizados de seu país no mercado ocidental. Agora, Yang Shaobin ganha a primeira individual na América Latina com cinquenta obras provenientes de coleções da Europa e da Ásia. É preciso ter estômago forte para encarar as enormes e impactantes telas expostas no 1º andar do Masp. O conjunto de trabalhos mais conhecido do artista, a Série Vermelha, exibe figuras grotescas e deformadas em tom sangrento, como se derretessem aos olhos do espectador – efeito semelhante ao das telas do irlandês Francis Bacon (1909-1992), um de seus modelos. Há ainda pinturas tiradas de imagens de televisão. Entre elas está um tríptico que relembra o tombo sofrido pelo ditador cubano Fidel Castro em 2004, uma sarcástica investida de Yang Shaobin contra os regimes

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Hansen Bahia

Engraçado, nunca tinha dado muita importância à xilogravura como forma genuína de arte, mas coincidentemente, em menos de quinze dias estive em duas exposições de artistas que se especializaram nesta forma de expressão, e como conseguiram se expressar (ver "post" anterior).
Penso que o verdadeiro artista é o que consegue nos passar toda a emoção e intensidade de uma cena , nos transportando ao instante de sua criação.
O texto após as imagens é o de apresentação da exposição, publicado no site da Veja São Paulo, que ocorre até o dia 25 de outubro.
Este é um grande passeio, pois o espaço da Caixa Cultural da Caixa Econômica Federal é um lugar mágico.
Aproveite para dar uma volta pelo centro da cidade, e se encantar com as construções.
No próximo texto posso sugerir vários lugares que valem a caminhada.









"Nascido na Alemanha, Karl Heinz Hansen (1915-1978) chegou ao Brasil em 1950 – antes, havia servido como soldado na II Guerra. Fixou residência em São Paulo e, cinco anos depois, mudou-se para Salvador. Foi obrigado a retornar à Europa por causa de problemas financeiros pouco depois, mas voltou em 1966 e ficou de vez. Apaixonou-se a tal ponto pelo Nordeste que resolveu mudar seu nome para Hansen Bahia. Uma retrospectiva na Caixa Cultural da Sé reúne 64 xilogravuras – a parte central de sua produção – e nove matrizes recém-restauradas. Hansen Bahia recebeu influência das formas angulares do expressionismo, mas, curiosamente, muitas vezes abandonou a tristeza associada ao gênero. Retratava divertidas baianas e pescadores, além de figuras saídas do universo do escritor e amigo Jorge Amado (1912-2001). Um lado menos solar aparece nas impactantes peças de inspiração bíblica. "

Oswaldo Goeldi - Luz Noturna

O texto abaixo é o de apresentação da exposição do Oswaldo Goeldi, levada no Centro Cultural da Caixa - Galeria Paulista, no Conjunto Nacional, publicado no site da Veja São Paulo.
A vi numa tarde, após sair de minha primeira consulta de rotina com um urulogista, é, já estava passando da hora, aliviado após saber que tudo está na maior normalidade.
Não sei se por ter naquele momento o estado de espirito leve, não tive a impressão soturna das obras transmitida pelo texto.
Me surpreendi com as cores nas xilogravuras, que trazem vida às cenas, e em algumas obras também a alegria.
Escutei comentários de pessoas que disseram que nunca teriam obras como esta em casa, que estas lhes transmitiam muita angústia. Há sim várias cenas tristes, que incomondam, mas sem agressão.
Esta foi mais uma das belas exposições proporcionadas pela Caixa Cultural.
As imagens a seguir são de obras que estiveram expostas.


"O poeta mineiro Murilo Mendes escreveu em seu poema-homenagem, publicado em 1959, uma frase que parece sintetizar a obra do amigo Oswaldo Goeldi (1895-1961): "Gravas qualquer solidão". Também lembrado em versos de Carlos Drummond de Andrade, o grande gravador carioca ganha uma retrospectiva na Caixa Cultural do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista. Composta de sessenta trabalhos, Luz Noturna reúne as características mais marcantes da carreira de Goeldi. A solidão evocada por Mendes e a sombra da morte sobressaem em cenários de ruas vazias e becos escuros – influência do expressionismo, movimento com que ele teve contato na adolescência, quando viveu na Suíça. Ladrões, prostitutas, urubus, mendigos e sobretudo pescadores são personagens recorrentes nessas obras. Outra inspiração essencial para seu universo era o escritor russo Fiodor Dostoievski, de quem ilustrou as edições brasileiras de diversos romances. "

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Virada Russa








Estive hoje à tarde no CCBB para ver a exposição Virada Russa, que ocorre de 15 de setembro a 15 de novembro.
Se eu já não fosse um aficcionado por pintura, teria minha curiosidade despertada por uma avalanche de informações veiculadas na imprensa, que nesta semana nos apresentam este evento. Todas as reportagens a que li e assisti, nos mostram a importância desta mostra.
Longe de querer discorrer sobre os artistas ou do próprio movimento, só quero comentar minhas impressões como um curioso que procura sempre ver e conhecer obras que me enlevem.
Para mim, a arte tem sempre que nos despertar bons sentimentos, seja pintura, música, escultura ou teatro. Mesmo que em primeiro momento tenhamos um choque, que nos faça refletir e depois nos amplie os horizontes.
Esta é uma exposição da qual saí muito melhor do que entrei pois tive contato com obras das quais já tinha ouvido falar, e conheci novos artistas dos quais quero saber mais.
Voltarei a esta exposição pois quero, a partir de agora, registrar todas minhas impressões sobre cada obra que me encante.
Se não for muito pedante, poderei transcrevê-las aqui. Este foi um programa que fez de meu dia muito melhor.
Além do espaço maravilhoso, a cenografia não nos distrai, e nos deixa concentrados em apreciar as obras.
Como é bom ter cada dia mais a certeza de que esta arte é universal, e não precisa de tradução para ser compreendida, visualmente percebemos o que o artista pensava e sentia no momento da criação.
Seguem imagens de algumas obras que me impressionaram, e é só uma pequena amostra do que vocês verão.