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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Além dos limites - Ricardo Stumm

Esta é a outra excelente mostra em cartaz na Caixa Cultural, de um artista que encontrou sua forma de expressão e se aprimora dentro dela.

Ricardo Stumm começou uma carreira premiada como gravurista em Porto Alegre, de onde partiu, para a Espanha e França onde se dedicou aos estudos e ao aprimoramento de suas técnicas, tendo recebido vários prêmios ainda dentro desta escola.

Tendo abraçado a escultura, com especialização em fundição de bronze, penso que abriu uma larga estrada para criar Arte em seus melhores sentidos.

As obras expostas são de uma beleza e delicadeza ímpar, que nos instiga e faz pensar.

A Escultura Brasileira, com toda a sua tradição, está muito bem representada neste artista que, não só mantém, como engrandece sua história.



Quebra Pedra - Mario Adnet (Jobin Jazz)


Abaixo das imagens fornecidas pela assessoria de imprensa da Caixa Cultural, o "press-release" dos curadores com informações adicionais sobre o artista e sua carreira.












CAIXA CULTURAL SÃO PAULO APRESENTA A MOSTRA “ALÉM DOS LIMITES” DE RICARDO STUMM
O artista realiza workshop sobre a técnica da fundição em bronze, especialidade do artista
A Caixa Cultural São Paulo apresenta do dia 18 de julho a 29 de agosto de 2010 a exposição “Além dos Limites”, que conta com 16 esculturas em bronze do artista plástico Ricardo Stumm. Trata-se da última série desenvolvida pelo escultor onde inspira-se na expressão corporal e reflete a necessidade do ser humano de extrapolar seus próprios limites, conquistar novos espaços e relacionamentos.
Partindo do corpo escultural humano até certo encontro com a abstração, a composição permite tanto elevar-se a uma perspectiva cósmica como penetrar fundo na terra. Com a maestria de um animador, Stumm manipula toda esta energia e cria quadro a quadro uma dança imaginária e dramática.
Formas de inspiração biológica, geometrias e às vezes pequenos personagens que surgem na sombra, curiosos seres que animam a cena com sua ingênua presença.
Para desenvolver as peças, o artista fotografa modelos em movimento, colocados dentro de tecidos elásticos. As imagens servem como referência para a modelagem das esculturas em argila, que na etapa final são fundidas em bronze, na fundição do próprio artista.
O processo criativo do artista também poderá ser conferido na mostra. A exposição das esculturas é complementada com fotos e desenhos dos modelos vivos.
Ficha Técnica
Concepção das obras: Ricardo Stumm
Fundição: Tacello Fundição Artística
Currículo do artista
1980 - Curso de pintura e artes gráficas em Indianápolis (EUA),
realizando os estudos de 2º grau em High School.
1981 - Estudo de anatomia com modelo vivo na escola “CRESÇA” com Glênio Bianchetti, Brasília.
1983 - Curso de desenho da figura humana e pintura no Centro Municipal de Cultura, Atelier Livre de Porto Alegre.
1985 - Iniciação às técnicas de gravura em metal com os professores Armando Almeida e Danúbio Gonçalves, no Centro Municipal de Cultura, Atelier Livre de porto Alegre.
1992 - Curso de Artes Gráficas na Academie Julian Met de Pennighen Ècole Supériere d’Arts Graphique et Architecture Intérieure, Paris.
1993 - Curso de Comunicação Visual no Institut Supérieur d’Arts e Publicité ISAP, Paris.
1998 - Curso de escultura e formas com a professora Denise Nachif de São Paulo.
2003 - Curso avançado de Modelagem em escultura com o professor Israel Kislanski em Brasília.
2004 - Especialização em fundiçao de bronze, técnica cera perdida, na Escuela Massana de Barcelona (Espanha), com o professor Joaquim Manuel Chavaria.
2005- Curso de Fundição em cera perdida com lama cerâmica no Centro tecnológico do Senai de Itauna – Minas Gerais.
Exposições Individuais
1987- Exposição de gravura na Universidade de Santa Cruz do Sul RS
1987- Exposição de Gravura no Atelier Livre da Prefeitura, Porto Alegre
1989- Exposição de Gravura e pintura na casa Thomas Jefferson, Brasília
1992- Exposição de Gravura no Atelier Livre de Porto Alegre
1992- Exposição de gravuras no Cult Café em Brasília
1995- Exposição de Gravuras “Le tour du monde d’Arts au Centre Culturel
Pierre Poiret, à la ville de Gonesse, região Parisiense - França
1996- Exposição “Andanças” pinturas no Centro Cultural de Santa Cruz RS
1997- Exposição de gravuras e pinturas na Casa da Cultura de Paracatu MG
1998- Exposição de esculturas, gravuras e pintura, Liberty mall, Brasília
1999- Exposição de esculturas “Arte ao Ar Livre” no parque da Cidade, Brasília
2003-Exposição Dom Quixote, gravura e escultura, no Clube de Golfe
2005- Exposição de esculturas no Banco do Estado do Rio Grande do Sul Brasília
2005- Exposição no Espaço Cultural do Ministério das Finanças em Lisboa – Portugal
2005- Exposição de gravura, pintura e esculturas em bronze na Casa D’Italia - Brasília
2006- Exposição de esculturas “Musas e Mandalas” Casa Thomas Jefferson – Brasília
2007- Exposição “Deusas e Guerreiros” – Câmara dos Deputados – Brasília
2008- Exposição “Musas” Ministério da Previdência – Brasília
2009- Exposição “Além dos Limites” Espaço Chato Fundação Assis Chatobriand BSB
Prêmios
1989 - Prêmio no salão de gravura “PRIMEIRA MÃO” de Santos - São Paulo
1990 - Prêmio no “SALÃO DA GRAVURA” de Curitiba -PR
1991 - Prêmio no salão “MINI PRINT” de Cadaques - Barcelona, Espanha
1995 - Primeiro lugar no concurso de cartazes da Cidade Universitária de Paris para a “FÊTE DE NATION”
1995 - Primeiro lugar no concurso de cartazes organizado pela UNESCO “ANNÉE DE NATIONS UNIES POUR LA TOLÉRANCE AU QUOTIDIEN” (ONU) - Paris
Sobre o artista
Radicado em Brasília, o escultor gaúcho tem carreira internacional e muitas andanças pelo velho mundo.
Gravuras premiadas na Espanha e design gráfico em Paris, onde estudou na Academie Julian e recebeu o prêmio do concurso internacional de cartazes da ONU pela tolerância, organizado pela Unesco.
Retornou ao Brasil em 1995, estabelecendo-se na capital federal e coloca em ebulição toda a bagagem adquirida em suas vivencias no além mar. Começa a pesquisar as formas tridimensionais, em especial a escultura em bronze.
Inaugurou a primeira fundição artística de Brasília, a Tacello, especializada na produção de esculturas com a técnica da cera perdida, em bronze e alumínio.
Stumm esteve em 2004 na Espanha, onde se especializou em fundição de bronze, na Escuela Massana de Barcelona.
SERVIÇO:
Exposição “Além dos Limites”, de Ricardo Stumm
Abertura para convidados e imprensa: 17 de julho de 2010, às 11h
Visitação: de 18 de julho a 29 de agosto de 2010
Horário de visitação: de terça-feira a domingo, das 9h às 21h.
Dia e horário do workshop: 20 de julho de 2010, das 9h às 18h
Local: CAIXA Cultural São Paulo (Sé) - Galeria Florisbela - Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo/SP
Informações, agendamento de visitas mediadas, inscrições para workshop e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400
Acesso para pessoas com necessidades especiais
Entrada: franca
Recomendação etária: livre
Patrocínio: Caixa Econômica Federal

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Guilherme de Faria - Obra Gráfica

Quando escrevi em meu comentário Rubens e seu Ateliê de Gravura, que a Caixa Cultural teria dificuldades em nos proporcionar uma mostra com aquela qualidade não sabia que estava totalmente enganado, pois não é que nas instalações da Praça da Sé estão em cartaz duas magníficas exposições, esta de Guilherme de Farias e a de Ricardo Stumm.

Conheci a obra do artista neste evento e adorei.
Feitas com delicadeza e competência, nos agradam de imediato, fazendo com que as apreciemos com vagar e atenção, absorvendo toda suas emoções.

Além das lindas figuras femininas, há algumas gravuras com uma certa inspiração surrealista, que provavelmente tem sua origem nos sonhos do seu criador .

Um grande passeio, que ajuda a ampliar nosso horizontes.


Abaixo das imagens, fornecidas pela assessoria de imprensa da Caixa Cultural, carregadas em alta definição, o "press-release" dos curadores.



Cantaloupe Island - Herbie Hancock






"Dos Segredos" - Litografia - 1976 - 60x70cm

"Regaço" - Litografia - 1984 - 60x80cm

sem título - Nanquim e Ecoline - 2007 - 50x70cm

"Autoretrato" - Nanquim e Ecoline - sem data

"A Filha do Capitão" - Litografia - 1983 - 70x50cm


CAIXA CULTURAL SP APRESENTA A EXPOSIÇÃO ‘GUILHERME DE FARIA – OBRA GRÁFICA’
Mais de cem obras mostram o percurso do artista em 20 anos de atuação.
A Caixa Cultural São Paulo apresenta, de 17 de julho a 29 de agosto de 2010, a mostra ‘Guilherme de Faria - Obra Gráfica’, expondo um dos grandes ícones da gravura brasileira da década de 80 e que produziu (entre 1978 e 1993) mais de 600 edições documentadas, totalizando 83.000 litografias originais impressas a partir de matrizes em pedra litográfica. A exposição pretende formar uma síntese dessa enorme produção, que traduza o sucesso causado pelas gravuras de Guilherme de Faria, afastado da gravação há mais de 15 anos. A entrada é gratuita e o evento é patrocinado pela Caixa Econômica Federal.
São 130 peças entre gravuras e desenhos, vídeo da época mostrando o artista desenhando, matrizes originais em pedra e cobre, acervo fotográfico, demonstrações de como as pedras eram criadas pelo artista, montagem de atelier de litografia com prensa e impressor executando impressões de gravuras e ainda documentos curiosos como o arquivo das tiragens de gravura, além de estudos de cor e esboços de desenhos.
O curador Sérgio Pizoli busca privilegiar os momentos de produção intensa e estética, nas gravuras em metal, nas litografias dos anos 70 e nos desenhos de grande dimensão e também referenciar sua guinada comercial, com a qualidade invulgar de sua extensa produção litográfica da década de 80, construindo um grande mural com suas personagens femininas.
Ação educativa:
Ocorrerão em horários pré-agendados:
- atelier aberto com o artista, compreendendo a demonstração da produção de litografia - 17/07, sábado, às 11hs
- palestra e visita guiada com o artista que fecham ciclo didático sobre a Litografia - 14/08, sábado, às 11hs
Revelações sobre o meu desenho, com Guilherme de Faria
A anima é, de fato, o arquétipo da própria vida...
Carl Jung
Descobri cedo que a Arte não consiste no que está representado, mas em como está representado. Aconteceu em 1964 (já desenhava desde 1962), após assistir a uma determinada cena de um filme japonês que apresentava episódios da vida do samurai Miyamoto Musashi; a cena, uma espécie de koan (pequena fábula Zen, sem moral), produziu em mim um estado de satori (iluminação); ao chegar em casa, retirei parte das cerdas de um pincel nacional, fino, roliço e de cerda longa, e assim, com pouquíssimos fios, molhei-o na tinta nanquim e, com o pincel na vertical, o braço solto, sem olhar para nada, lancei o primeiro desenho, com a mente em branco, reflexo único e espontâneo: nasceu assim, num momento sem precedente, sem modelo, o primeiro desenho de nu feminino - preciso, fluido, sem emendas, sem retomadas, sem rasuras; fluiu o inconsciente pela ponta do pincel, num desenho gestual, Zen, como um sumiê japonês, mas com característica e temática ocidentais... Tinha 22 anos e o traço nasceu pronto, peculiar, expressivo. O sucesso de público foi imediato. Nos primeiros dez anos, produzi mais de dois mil desses desenhos, dado a instantaneidade e espontaneidade dessa maneira de trabalhar. Nunca tive modelos. E os eventuais retratos desenhados das mulheres que conheci e ou amei ao longo da vida, surgiram sem que elas posassem e quando menos esperávamos.
A mulher, tema da maioria destes desenhos, é uma só: a anima, conceito jungiano, que revela a mulher que todos temos no inconsciente humano: ...todo homem contém Eva, sua esposa, escondida no seu corpo. A temática é sempre um pretexto, o lado literário, mas pode ser o elemento revelador da personalidade do artista, da cultura de uma época, de um momento artístico etc.
(...)
Sem a presença de modelo, demorei uma década para perceber o que era essa mulher recorrente, que fluiu com tanta insistência e sem desgaste nos meus desenhos, mulher que jamais conheci e a quem acresci, em coloração, apenas os detalhes da roupa e o vermelho do cabelo... Foi quando descobri a “teoria da anima”, de Carl Jung: era a anima que se projetava no papel! Quase sempre de costas, como Jung a descreveu, em carta a um amigo. A anima é de índole erótica e emocional... Coincidências à parte, importa verificar e concluir que todo bom desenho é o seu grafismo puro, uma representação ‘abstrata’ e sedutora, um divertimento do e para o olhar.
Guilherme de Faria
Sobre o artista:
Guilherme de Faria (São Paulo-SP, 1942)
Pintor, gravador e desenhista. Em 1963, realiza sua primeira exposição individual na Galeria Ambiente, em São Paulo.
Entre as mostras de que participa, destacam-se: Exposição Jovem Desenho Nacional do Museu de Arte Contemporânea da USP, na Fundação Armando Álvares Penteado, São Paulo, 1965; Bienal Internacional de São Paulo, 1967; Coletiva de Artistas Brasileiros, na Zegri Gallery, Nova Iorque (Estados Unidos), 1967/1968; Panorama de Arte Atual Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1969/1971/1974; Brasil/Hoje/50 Anos Depois, na Galeria Collectio, São Paulo, 1973; 6 Gravadores Brasileiros, no Festival de Spoletto, Spoletto (Itália), 1975; I Bienal Latino-Americana - Retrospectiva 1962 a 1978, São Paulo, 1978; Tradição e Ruptura: Síntese de Arte e Cultura Brasileiras, na Fundação Bienal de São Paulo, 1984; Eros e Thanatos, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, 1988; Obras Para Ilustração do Suplemento Literário, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1993; Paisagens Imaginárias, na Galeria de Arte da Hebraica, São Paulo, 1996.
Exposições Individuais:
1963 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Ambiente
1964 - São Paulo SP - Individual, na Galeria São Luiz
1966 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Chelsea
1967 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Chelsea
1972 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Cosme Velho
1977 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Cosme Velho
1980 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Cosme Velho
1974 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Arte Global
1976 - Assunción (Paraguai) - Individual, no Centro de Estudos Brasileiros
1976 - Toronto (Canadá) - Individual, na Informall Art Gallery
1980 - Ribeirão Preto SP - Individual, na Casa da Cultura
1984 - São Paulo SP - Individual, na Artescultura Galeria
1984 - São Paulo SP - Individual, na Associação do Ministério Público do Estado de São Paulo
1986 - Quito (Equador) - Individual, no Colégio de Arquitetos de Pichincha
1987 - Brasília DF - Individual, na Performance Galeria de Arte
1987 - Penápolis SP - Individual, Itaugaleria
1988 - Guarujá SP - Individual, na Galeria do Centro Municipal Cultural do Guarujá
1990 - Belo Horizonte MG - Individual, na Novotempo Galeria de Arte
1996 - São Paulo SP - Guilherme de Faria: pinturas, na A Hebraica
Exposições Coletivas:
1963 - São Paulo SP - 1ª Exposição do Jovem Desenho Nacional, na Fundação Armando Álvares Penteado. Faculdade de Artes Plásticas
1964 - Belo Horizonte MG - 1ª Exposição do Jovem Desenho Nacional, no Museu de Arte da Pampulha
1965 - São Paulo SP - 1ª Exposição Jovem Desenho Nacional do MAC/USP, na Faap
1967 - São Paulo SP - 9ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1967 - Nova York (Estados Unidos) - Coletiva de Artistas Brasileiros, na Zegri Gallery
1969 - São Paulo SP - 1º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1971 - São Paulo SP - 3º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1973 - São Paulo SP - Brasil/Hoje/50 Anos Depois, na Galeria Collectio
1974 - São Paulo SP - 6º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/RJ
1975 - Spoletto (Itália) - 6 Gravadores Brasileiros, no Festival de Spoletto
1975 - Toronto (Canadá) - Coletiva, na Informal Gallery
1976 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria Arte Global
1977 - São Paulo SP - 9º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1978 - Rio de Janeiro RJ - 18ª Exposição Arte e Pensamento Ecológico, na Biblioteca Euclides da Cunha
1978 - São Paulo SP - 1ª Bienal Latino-Americana - Retrospectiva de suas obras 1962/1978
1978 - São Paulo SP - 16ª Arte e Pensamento Ecológico, na Cetesb
1979 - Buenos Aires (Argentina) - Trienal del Grabado
1979 - Tóquio (Japão) - 25 Contemporary Brazilian Artists
1980 - Buenos Aires (Argentina) - Pintores Populares y 3 Grabadores de Brasil, no Instituto Nacional de Bellas Artes
1980 - Flórida (Estados Unidos) - Five From Brazil, no Boca Raton Center For The Arts Inc.
1980 - São Paulo SP - 12º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1983 - Munique (Alemanha) - Litografias, na Galeria da Varig
1984 - São Paulo SP - Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal
1987 - São Paulo SP - 20ª Exposição de Arte Contemporânea, na Chapel Art Show
1988 - São Paulo SP - Eros e Thanatos, na Pinacoteca do Estado
1992 - Santo André SP - Litogravura: métodos e conceitos, no Paço Municipal
1993 - São Paulo SP - Exposição Luso-Nipo-Brasileira, no MAB/Faap
1993 - São Paulo SP - Obras para Ilustração do Suplemento Literário: 1956 - 1967, no MAM/SP
1996 - São Paulo SP - Mostra do Acervo, na Sudameris Galleria
1996 - São Paulo SP - Paisagens Imaginárias, na Galeria de Arte da Hebraica
1998 - São Paulo SP - Impressões: a arte da gravura brasileira, no Espaço Cultural Banespa-Paulista
1999 - São Paulo SP - Litografia: fidelidade e memória, no Espaço de Artes Unicid
Sobre o curador:
SÉRGIO PIZOLI (São Paulo-SP, 1950)
Formado em Letras pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Assis, 1972;
Pós-graduado em Comunicações e Semiótica pela PUC - São Paulo, 1979.
Pós- graduado em Política e Administração Cultural, nível Especialização, convênio PUC - São Paulo e Ministério da Cultura, 1986. Qualificações:
Vinte anos de experiência como programador e produtor cultural junto a empresas privadas e órgãos públicos. Produções realizadas na Pinacoteca do Estado SP, Museu da Casa Brasileira SP, Centro Cultural Correios Rio, FIESP, MASP, Paço das Artes – USP etc. Experiência em gerenciamento de mostras de artes plásticas e afins, com ênfase nas áreas de curadoria, produção e pesquisa. Realizações no SESC SP, Bienal de SP, Casa França Brasil, BankBoston, CAIXA Cultural, no Brasil; Fundação Vieira da Silva e Fundação Gulbenkian, em Lisboa, Portugal; Centro Cultural do BID, Washington D.C., USA e outros.
Também montou diversas exposições e organização de acervos; desde 1993, Curador e Conservador de Arte sobre Papel da Biblioteca José e Guita Mindlin. Amplo conhecimento da produção plástica e gráfica brasileira com contatos em todos os segmentos do meio artístico e de produção. Exposições individuais realizadas com os artistas: Maria Leontina, Darel, Sérgio Camargo, Ianelli, Renina Katz, Amílcar de Castro, Geraldo de Barros etc., além de exposições temáticas e coletivas sobre arte popular, produção gráfica e de jovens artistas.
Produção: GLATT & YMAGOS
SERVIÇO:
Exposição ‘Guilherme de Faria - Obra Gráfica’
Abertura para convidados e imprensa, e demonstração da produção de litografia em atelier aberto com o artista: dia 17 de julho de 2010, às 11h
Palestra e visita guiada com o artista: 14 de agosto de 2010, sábado, às 11hs
Datas: 17 de julho a 29 de agosto de 2010
Horário de visitação: de terça-feira a domingo, das 9h às 21h.
Local: CAIXA Cultural São Paulo (Sé) - Galeria Humberto Betetto - Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo/SP
Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400
Acesso para pessoas com necessidades especiais
Entrada: franca
Recomendação etária: livre
Patrocínio: Caixa Econômica Federal

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Sir Paul II

Recebi o comentário abaixo de um grande e querido amigo, que reproduzo e a minha resposta, acompanhado de "Band on the Run ", grande sucesso de Paul com a banda Wings, na fase pós Beatles.



Legal, Maca!
Mas esse na verdade é William Campbell, que tomou o lugar de Paul em 1966, quando este morreu num acidente de carro.
O cara tem muito talento, mas não é Paul!
Em mina opinião, foi até bom pros Beatles a mudança - depois que William assumiu o papel de Paul, a banda ficou mais psicodélica e transformou a história do Rock'n'Roll.
Long life to Sir William Campbell!
Aldo

Aldo,

Já tinha escutado esta história e não foi pela voz de Mel Gibson (Teoria da conspiração).
Penso ser esta mais uma das inúmeras lendas urbanas.
Fui pesquisar e achei o artigo abaixo que me convenceu.

Abraços

PAUL McCARTNEY MORREU EM 1966

Publicado em 03/12/2004 - 02:00

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Por Edson Aran*

É a maior conspiração do mundo pop. Pior do que a invenção do Menudo. Mais horrível do que explorar comercialmente o Jordy. Paul McCartney morreu num acidente de carro em novembro de 1966 e foi substituído por um sósia. Na época, os Beatles eram o principal item de exportação na balança comercial britânica. A perda de Paul destruiria a banda e, por isso, a gravadora resolveu armar uma estratégia para salvar os Beatles. Um sósia de talento duvidoso chamado Billy Shears (segundo algumas fontes) ou William Campbell (segundo outras) assumiu o lugar do beatle esmagado no desastre. Depois de alguma relutância, John, George e Ringo concordaram com a conspiração, mas esconderam cuidadosamente pistas sutis nos discos do grupo que revelam a trama macabra. A maioria dessas evidências estão na capas de Sgt Pepper´s Lonely Hearts Club Band (1967) e Abbey Road (1969).

As pistas de Sgt Pepper´s:

1. No lançamento do disco, os Beatles anunciaram que nunca mais fariam shows ao vivo. Certamente para que Billy Shears ou William Campbell não fosse desmascarado.
2. No centro da fotomontagem da capa, um arranjo de jacintos amarelos forma uma guitarra de canhoto com três cordas. A guitarra simboliza Paul, que era canhoto, e as três cordas mostram que só três beatles estão vivos. Além disso, a ilustração é claramente um funeral.
3. Outro arranjo de flores forma a palavra "Beatles". É a primeira vez que a banda assina um disco como "Beatles" e não "The Beatles". Faz sentido. Se Paul está morto, "The Beatles" não existe mais, mas apenas os três "beatles" remanescentes.
4. Na capa também aparece uma estátua de Kali, a deusa hindu da morte e do renascimento. Claro. Paul partiu desta para uma melhor, mas ressuscitou em outro corpo.
5. No centro da fotomontagem tem uma bateria desenhada por um certo Joe Ephgrave. O nome Ephgrave é considerado um amálgama de "Epitaph" (epitáfio) e "grave" (túmulo). Dizem que se você colocar um espelho horizontalmente no meio de "Lonely Hearts", você lê a seguinte mensagem ?I ONE IX HE < > DIE". A interpretação é a seguinte: "I ONE" significa 11 e, portanto, a mensagem é "em 11 de setembro ele morre". O símbolo < > aponta diretamente para Paul McCartney. O acidente teria ocorrido em 11 de setembro - uma data de múltiplos significados cabalísticos, como se vê.


As pistas de Abbey Road:

1. A capa mostra os quatro Beatles cruzando uma rua, simbolizando um funeral. John está de branco (cor do luto para algumas religiões orientais). Ringo está de preto (luto no Ocidente).
2. Paul anda com o passo trocado e está descalço (algumas religiões enterram seus mortos sem sapatos).
3. No lado esquerdo da rua tem um fusca (que em inglês é conhecido como beetle) com a placa "28 if". Ou seja, Paul faria 28 anos, se (if) não tivesse morrido aos 27. Também tem um carro funerário estacionado do lado direito da rua.


Existe uma infinidade de outras pistas disponíveis na Internet para pesquisadores interessados. No entanto, apesar das evidências abundantes, a conspiração é apenas uma practical joke extremamente elaborada, com acréscimos de vários autores diferentes. A história parece ter começado com um acidente de moto que Paul realmente sofreu em novembro de 1966. Os fãs ficaram preocupados, mas Paul só quebrou um dente.

A trama conspiratória foi relatada pela primeira vez em 1969, no jornal universitário Times-Dephic, da Drake University, em Iowa, Estados Unidos. Inspirado pelo acidente, o autor, Tim Harper, apontava as supostas evidências da morte na capa de Abbey Road. O radialista Russell Gibb, da WKNR-FM de Detroit, gostou da piada e a reproduziu no ar, acrescentando colaborações pessoais à lenda (as pistas na capa de Sgt Pepper´s são possivelmente invenção dele). A partir daí, a teoria conspiratória se propagou por fanzines e jornais alternativos. Faz sentido. Na época, o grande herói da imprensa underground era Hunther S. Thompson, o célebre inventor do gonzo journalism, que mistura reportagens investigativas a um humor absurdamente escrachado. Thompson inventava descaradamente. Seus imitadores, mais ainda.

A criação do sósia William Campbell é atribuída a um certo Fred LaBour no artigo "McCartney Dead: New Evidence Brought to Light" da Big Fat Magazine. O outro suposto sósia, Billy Shears, é um personagem misterioso citado no álbum Sgt Pepper´s: "So let me introduce to you the one and only Billy Shears", diz a letra da primeira canção. A citação a Billy Shears não faz muito sentido no disco mas, pensando bem, nada faz sentido em Sgt Pepper´s.

O fato é que o boato da morte de Paul tomou tamanha proporção que, em 1969, ele teve de convocar uma coletiva de imprensa para provar que estava vivo. Alguns beatlemaníacos atribuem a suposta conspiração à própria banda. Tudo não passava de um projeto de arte conceitual idealizado por John Lennon, afirmam os fãs. Lennon sempre negou isso, assim como George e Ringo. Paul McCartney, por sua vez, sempre encarou o boato com extremo bom humor. O que prova que ele é muito espirituoso, mesmo no além-túmulo.

*Extraído do livro "Conspirações - Tudo o Que Não Querem Que Você Saiba"

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Sir Paul

Consegui o link deste vídeo através de meu amigo Maurício "Brotinho" Caggiano, um grande músico da cena paulistana.

Fiquei tão encantado que resolvi compartilhar, é sempre muito bom perceber que é possível fazer coisas maravilhosas com simplicidade, como a execução desta canção.

Não é à toa que Paul McCartney faz sucesso à quase 50 anos.

A guitarra de David Gilmour eleva a música a um patamar quase sublime; observem que é um instrumento que carrega toda uma história, está desgastado pelo uso mas cumpre seu papel com extrema competência e sofisticação.

Divirtam-se.



segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Keith Haring - Select Works

Estou ainda tentando assimilar as imagens, esta exposição me causou sentimentos conflitantes.

Ao mesmo tempo em que há séries de imensa alegria e profusão de cores, há também as séries que apresentam o profundo desespero do artista e a ante visão de seu fim, talvez até em função de sua doença, à época sem muitas perspectivas de sobre vida. A outra com elementos de extrema violência e alguma perversão que me lembraram algumas fotos de Mapplethorpe.

Como sempre na Caixa Cultural, o catálogo da exposição é uma obra de referência muito bem feita, maravilhosamente ilustrada, com as explicações detalhadas de cada série mostrada.

Este sim é o verdadeiro produtor da "Pop-Art", nunca ficando preso a fórmulas pré concebidas ou de consumo fácil, buscando sempre inovações.



Blondie - One way or another


Abaixo das imagens, carregadas em alta definição, o "press-release" da Caixa Cultural.










CAIXA APRESENTA EXPOSIÇÃO “KEITH HARING - SELECTED WORKS”

COM OBRAS INÉDITAS NO BRASIL

São Paulo e Rio de Janeiro recebem 94 obras de mostra inédita, que marca os 20 anos da morte do artista, realizada em parceria com a Fundação Keith Haring

A Caixa Econômica Federal patrocina a exposição “KEITH HARING - Selected Works” com 94 obras do artista nunca vistas no Brasil. A mostra organizada pela Litmedia Productions apresenta obras de Keith Haring (1958-1990) que tanto influenciam a arte urbana atual. Na Caixa Cultural São Paulo (Galeria Vitrine da Paulista), a visitação estará aberta a partir de 31 de julho e fica até 5 de setembro de 2010. Depois, segue para Caixa Cultural Rio de Janeiro onde permanece de 28 de setembro e 14 de novembro de 2010.

Com expectativa de receber cerca de 30 mil pessoas por cidade, Selected Works revela a obra do artista ícone da cultura underground da Nova Iorque dos anos 80 por meio de 55 serigrafias, 9 gravuras, 29 litografias e 1 xilogravura.

A exposição percorre dois estados sob comando da produtora e curadora americana Sharon Battat, da Litmedia Productions, responsável por projetos relacionados à arte, moda e publicidade. “Selecionamos trabalhos do Keith Haring que nunca foram vistos aqui e que têm uma estreita ligação com o Brasil, além de artigos pessoais como seu passaporte, skates desenvolvidos por ele, fotos e vídeos pessoais do artista no Brasil e até seus pares de tênis”, detalha Battat. Além de sua participação na Bienal de São Paulo de 1983, Haring esteve no Brasil em diversas ocasiões – principalmente na casa de seu amigo e artista Kenny Scharf, que possui uma casa em Ilhéus (BA). Haverá ainda a exibição de dois documentários na exposição, sendo eles “The Universe of Keith Haring” (direção de Chistina Clausen) e “Drawing the line” (direção de Elisabeth Albert).

A Litmedia Productions também busca parceiros para viabilizar uma série de workshops de pinturas e desenhos para crianças com artistas locais e amigos de Keith como Kenny Scharf, assim como palestrantes convidados. Haring elaborou muitos murais públicos em prol dos direitos civis, caridade, hospitais, creches e orfanatos. Em 1989, foi diagnosticado com HIV e fundou a Keith Haring Foundation no ano seguinte para apoiar campanhas de prevenção do HIV e programas infantis. “Estamos organizando programas educacionais sobre prevenção do HIV em parceria com a ABIA (Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS) e APTA (Associação para Prevenção e Tratamento da Aids), além de outras instituições”, adianta Sharon.

Sobre Keith Haring

Sua obra é forte, democrática e despretensiosa, carregada de mensagens de vitalidade e união, e teve um impacto profundo na arte e espírito de nossa época. Seu trabalho é facilmente reconhecido pelas linhas grossas, cores vibrantes e figuras características.

Nascido no estado da Pensilvânia (EUA), em 1958, numa família de classe média, cedo mostrou interesse pelas artes plásticas. De 1976 até 1978, estudou design gráfico numa escola de arte em Pittsburgh. Antes de acabar o curso, transferiu-se para Nova Iorque (NY), onde foi grandemente influenciado pelo graffiti, inscrevendo-se na School of Visual Arts (SVA). Lá, Keith ficou amigo de outros artistas como Kenny Scharf e Jean-Michel Basquiat. Depois de dois anos na SVA, Haring saiu da escola e começou a fazer seu nome como um dos mais celebrados e controversos artistas da década.

Keith Haring começou a ganhar notoriedade ao desenhar a giz nas estações de metrô de Nova Iorque. As suas primeiras exposições formais acontecem em espaços alternativos e clubes da cidade, fato que o levou a conhecer Madonna, Grace Jones e David Byrne. Sua primeira exposição individual aconteceu na Tony Shafrazi Gallery, no Soho, em 1982. Em pouco tempo, já participava de exposições e performances no vanguardista Club 57.

Em 1986, ele abriu a loja Pop Shop em NY, onde comercializava roupas e objetos estampados com suas famosas ilustrações. Outra loja é aberta em Tóquio em 1988, fechando em 1989. Em 2005, a Pop Shop de NY fechou as portas, mas ainda existe online.

Parte do movimento das artes underground de Nova Iorque, Haring sempre teve forte preocupação social e a representava com obras repletas de mensagens sobre preconceitos, amor, paz, liberdade e, acima de tudo, a prevenção do HIV. Foi fortemente influenciado pelo graffiti, por sua forma independente e utilização do espaço público.

Sua arte naturalmente tornou-se pública em todas as esferas. Seus desenhos eram vistos nos metrôs de Nova Iorque, no Muro de Berlim, antes da queda, e em exposições ao redor do mundo, como a Documenta 7, em Kassel, a Bienal de São Paulo (em 1983, pintou murais pela cidade numa amostra da arte urbana e efêmera que circula fortemente pelos anos 2000) e a Bienal do Whitney Museum.

Além de seguir pintando murais em vários países, Keith colaborou com painéis iluminados na Times Square, cenários de peças de teatro, campanhas publicitárias e desenvolvimento de produtos. Um de seus últimos trabalhos, “Tuttomondo”, foi dedicado à paz, instalado perto da igreja de Sant'Antonio Abate, em Pisa, na Itália, em 1989. Mas foram seus murais públicos em prol de causas sociais que, de fato, marcaram sua carreira, muitos dos quais criados em prol dos direitos civis, caridade, hospitais, creches e orfanatos.

SERVIÇO:

Exposição KEITH HARING - Selected Works

Local: CAIXA CULTURAL São Paulo - Galeria Vitrine da Paulista - Conjunto Nacional - Av. Paulista, 2083 - Cerqueira César, São Paulo (SP) - Metro Consolação

Abertura para convidados e imprensa: dia 30 de julho, às 19h
Datas: 31 de Julho a 5 de setembro de 2010
Horário de visitação: terça-feira a sábado, das 9h às 21h e domingos e feriados das 10h às 21h.

Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400

Local: Caixa Cultural Rio de Janeiro - Galeria 3

Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro, Rio de Janeiro (Metrô: Estação Carioca)
Abertura para convidados e imprensa: 27 de setembro de 2010, às 19h
Vsitação: de 28 de setembro a 14 de novembro de 2010.
Horário: de terça a sábado, das 10h às 22h; domingo, das 10h às 21h
Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (21) 2544-4080

Classificação: Livre
Entrada franca
Acesso para pessoas com deficiência