Visualização de vídeos

Os vídeos e músicas postados neste espaço podem não ser visualizados em versões mais recentes do Internet Explorer, sugiro a utilização do Google Crome, mais leve e rápido, podendo ser baixado aqui.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

VISÕES DA COLEÇÃO LUDWIG

Esse é um evento que foi super estimado pelo CCBB e seus curadores. Imagino que esperassem multidões como nas mostras anteriores, já que havia na rua em frente ao centro cultural as divisórias para organizar as filas que ocorressem.

Não foi o que aconteceu, pelo menos não a hora em que fui visitá-la. Com poucos visitantes pude observá-la com o devido respeito a essa coleção tão famosa na sua totalidade.

E pude concluir que as obras expostas, com raras exceções, são de uma pobreza ímpar, irritante até, pois nos põem a refletir: Seríamos nós os idiotas que não alcançam a grande subjetividade das mensagens nas peças ali dispostas?

É só vermos a imagem do grafite de Jean-Michel Basquiat, a primeira abaixo, para entendermos a minha consternação. Protegido de Andy Warhol, outro artista bastante questionável, ganhou a vida produzindo essa "arte".

É um belo passeio, até para constatarem se minha opinião é valida. Espero comentários.



Lou Reed & The Velvet Underground - Berlin

Abaixo das imagens, o press-release, fornecidos pela assessoria de imprensa do evento.








CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL- SP APRESENTA A EXPOSIÇÃO
“VISÕES DA COLEÇÃO LUDWIG”, REUNINDO OBRAS DE ÍCONES DAS ARTES
VISUAIS COMO PICASSO, ANDY WARHOL, JEAN-MICHEL BASQUIAT, ENTRE OUTROS

A partir do dia 25 de janeiro, público poderá conhecer de perto parte do
acervo de uma das mais importantes coleções particulares de arte do mundo

No dia do aniversário de 460 anos da cidade de São Paulo, 25 de janeiro, o Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo abre sua principal exposição no primeiro semestre de 2014: “Visões da Coleção Ludwig”. Trata-se da reunião de 74 obras de uma das mais importantes coleções particulares de arte no mundo.

Com curadoria conjunta de Evgenia Petrova, diretora adjunta do museu russo de São Petersburgo, que hospeda Museu Ludwig; Joseph Kiblitsky, curador dessa instituição de onde vem a grande maioria das que compõem a exposição e Ania Rodriguez, curadora da Arte A Produções, a mostra propiciará ao público a chance de ver de perto, com entrada franca, trabalhos das artes plásticas de diferentes períodos estéticos, assinadas por artistas fundamentais como Picasso, Andy Warhol, Jean-Michel Basquiat, Roy Lichtenstein, Tom Wesselmann, Claes Oldenburg, Jasper Johns, entre outros.

Para a abertura, o CCBB-SP realizará uma “virada”, abrindo às 11h do dia 25 de janeiro (sábado), recebendo visitantes até às 21h de domingo. A exposição ficará em São Paulo até o dia o dia 7 de abril, seguindo para o CCBB RJ a partir de maio e o CCBB BH no final de agosto.

Colecionador - As obras, que vão ocupar todos os cinco pavimentos do CCBB-SP, são da coleção particular do empresário alemão Peter Ludwig (1925-1996), considerado um dos patronos das artes em seu país e dono da maior coleção particular de Picasso do mundo. Ao centrar na Coleção Ludwig, a exposição joga luz na figura do colecionador como um agente que intervém na produção cultural, ressaltando assim a sua importância.

Pioneiro e com um olhar sempre atento à produção contemporânea, Peter Ludwig foi o primeiro colecionador alemão a visualizar o potencial da pop art e ficou famoso por comprar trabalhos de Roy Lichtenstein e Jasper Johns, que atualmente alcançam valores expressivos por conta da sua relevância artística. 

Por meio dos trabalhos expostos, os visitantes poderão mapear as coordenadas geográficas das viagens que o colecionador fazia por várias partes do mundo em busca de obras de arte, bem como refletir sobre os contextos estéticos que em muitas ocasiões marcaram suas épocas dentro da história da arte.

Destaques - Desta maneira, um dos destaques da mostra é a obra de Picasso “Big Heads” (1969), representando o início da conexão de Ludwig com a arte contemporânea. Outro importante contexto da exposição é o da arte pop americana e seus seguidores, com os trabalhos “Portrait of Peter Ludwig” (Andy Warhol, 1980), “Steel Drawing with fruit, flowers and Monica” (Tom Wesselmann, 1986), “Banana Splits and Glaces en Degustation” (Claes Oldenburg, 1964), “Ruins” (Roy Lichtenstein, 1965), “Shade/Shadow” (Jasper Johns, 1959), entre outros.

A mostra também inclui tendências herdeiras da arte pop como o hiperrealismo - representado por artistas como Robert Bechtle e Ralph Goings -, o fotorrealismo de artistas italianos como Michelangelo Pistoletto e Domenico Gnoli – e graffiti, com Jean-Michel Basquiat. Já a arte da Alemanha na segunda metade do século XX é representada na exposição com as obras de Joseph Beuys, Gerhard Richter, Georg Baselitz, Markus Lupertz e Anselm Kiefer.

Vale destacar ainda a pintura monumental com seis metros de altura “Cabeça de Menina”, do austríaco Gottfried Helnwein, que ficará exposta no átrio co CCBB-SP, que será responsável pelo primeiro contato do visitante com a exposição.

SERVIÇO
CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL - SP
VISÕES DA COLEÇÃO LUDWIG
Abertura: dia 25 de janeiro (sábado), às 11h
Virada: para a abertura, o CCBB-SP ficará aberto das 11h do dia 25/01, até às 21h do dia 26/01
Visitação: até o dia 7 de abril
Locais: Subsolo, 1º, 2º, 3º e 4º andares 
Horário: De quarta a segunda, das 9h às 21h.
Grátis

Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Álvares Penteado, 112 - Centro - São Paulo
Próximo às estações Sé e São Bento do Metrô
Informações: (11) 3113-3651 / 3113-3652

Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a domingo, das 9h às 21h.
Aceita cartões de crédito e débito Visa e Mastercard ou dinheiro.
Clientes BB, estudantes, professores da rede pública e maiores de 60 anos pagam meia-entrada. É indispensável a apresentação de documento que comprove o direito ao benefício.

Ingressos antecipados pelo Ingresso Rápido: (11) 4003-1212 ou  www.ingressorapido.com.br
Acesso e facilidades para pessoas com deficiência física // Ar-condicionado // Cafeteria Cafezal

Estacionamento conveniado - Estapar Estacionamentos
Rua da Consolação, 228 (Edifício Zarvos) - R$ 15,00 pelo período de 5 horas. Necessário carimbar o ticket na bilheteria do CCBB.

Van faz o transporte gratuito até as proximidades do CCBB – embarque e desembarque na Rua da Consolação, 228 (Edifício Zarvos) e na XV de novembro, esquina com a Rua da Quitanda, a vinte metros da entrada do CCBB.

Assessoria de Imprensa:
Sylvio Novelli - Assessoria em Comunicação
Com Sylvio Novelli e Fausto Cabral e Caio Parente
11 3806-1636
sylvio@sylvionovelli.net (cel: 11 99231-3211)
fausto@sylvionovelli.net  (cel: 11 99855-8144)
caio@sylvionovelli.net (cel 111 99612-1065)


Assessoria de Imprensa CCBB São Paulo:
Wagner Vasconcelos - (11) 3534.6761 - wvasconcelos@bb.com.br
imprensaccbbsp@gmail.com
Eduardo Vasconcelos - (11) 3534.6761 - eudu@bb.com.br

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Daft Punk, Pharrell Williams & Stevie Wonder

Já fazia algum tempo que não escrevia sobre música, principalmente estrangeira e contemporânea, mas nessa semana esta apresentação do conjunto conjunto Dafh Punk com o auxílio mais que luxuoso de Steve Wonder na cerimônia de entrega dos Prêmios Grammy foi tão comentada que fui conferir.

E qual não foi minha surpresa ao me ver encantado, tanto pela música, que devia já conhecer, pois lá no fundo do meu subconsciente comecei a acompanhar, quanto pelo arranjo e o resultado apresentado.

Foi dito que isso foi um improviso, nunca, pois por mais capazes que sejam os músicos envolvidos, não se teria um resultado tão precioso como esse sem uma preparação rigorosa.

Muito legal também for ver a empolgação com que a platéia acompanhou a função, platéia essa carregada de cabeças coroadas como Sir Paul, Sir Ringo, Yoko, Steve Tyler, John Legend, Beyonce e o marido, Katy Perry e várias carinhas conhecidas das quais não associo os nomes.

A presença de artistas consagrados em apresentações deste tipo, mais que uma homenagem é um pedido de benção ao trabalho desenvolvido pelos novos talentos. O próprio Steve Wonder chamou Dizzie Gilespie para uma participação em seu clipe Do i Do, onde o mestre deu o seu recado.

Diversão garantida, até para tentar achar os outros artista que não reconheci na platéia.





sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Flávio de Carvalho na Coleção MAB-FAAP

Flávio de Carvalho é uns dos artistas que sempre me empolgaram ao ver suas obras, é daquela classe de profissionais que executam seus trabalhos com pleno conhecimento das técnicas de desenho e pintura, tendo assim chegado à sua estética.

Já sabia que o MAB - FAAP possuía um grande acervo de suas obras, e qual não foi minha surpresa ao me deparar com tal quantidade de obras como as apresentadas nesta mostra.

Essa é uma característica desta instituição cultural que possuí um belíssimo acervo de arte brasileira, notadamente de obras modernistas, lembro das  exposições O Secreto Discurso do Olhar e Os Tesouros da FAAP  onde são mostradas parte das suas obras. Com duas grandes salas de exposição, poderia tê-las em exposição permanente, dando nos a oportunidade de sempre visitá-las, o que para mim trás imensa satisfação.

Uma ótima oportunidade para conhecer ou rever este artista de fundamental importância em nossas artes plásticas.


Setting the Scene - Rogério Duprat

Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa da FAAP







Flávio de Carvalho na Coleção MAB-FAAP

A mostra apresenta 103 obras que integram o acervo do Museu de Arte Brasileira da FAAP. São 32 originais, entre pinturas, aquarelas e nanquins. Há ainda uma maquete da Fazenda Capuava, em Valinhos, local onde Flávio de Carvalho morava e que foi projetado por ele, e reproduções de máscaras criadas para o espetáculo teatral ‘O Bailado do Deus Morto’.

O público poderá conferir ainda uma reprodução de parte do traje desenhado por Flávio de Carvalho e denominado ‘New Look’, que chocou a população na época em que foi criado, além de fotografias do artista, de seus parceiros e intelectuais da época, e de projetos arquitetônicos.

Formado em Engenharia, Flávio de Carvalho executou projetos audaciosos e inovadores para a época. O curador da exposição, José Luis Hernández Alfonso, explica que foram trabalhos considerados pioneiros da arquitetura modernista brasileira. Como artista plástico, suas obras mostram uma tendência expressionista, revelada principalmente em seu tema favorito, o retrato.

“Flávio de Carvalho foi uma figura destemida e polêmica, cujas  criações revelam, com grande singularidade,  um período de buscas, experiências, exercícios e consolidação das artes e cultura brasileira no século XX, e que ainda hoje inspira as novas gerações de artistas”, finaliza o curador.

O MAB-FAAP é a instituição cultural que concentra a maior coleção de obras de autoria de Flávio de Carvalho.



Programação MAB-FAAP

ExposiçãoFlávio de Carvalho na Coleção MAB-FAAP – De 12/11 a 19/01/2014
                       
HorárioDe terça a sexta-feira, das 10h00 às 20h00
Aos sábados, domingos e feriados, das 13h00 às 17h00
(Fechado às segundas-feiras, inclusive quando feriado)
Local: MAB-FAAP
Endereço: Rua Alagoas, 903 – Higienópolis
Informações:    (11) 3662-7198         



INFORMAÇÕES:             FAAP / WN&P COMUNICAÇÃO


Sala de Imprensa: www.faap.br/imprensa

Tel: (11) 3662-7270/ 7271 – Fax: (11) 3662-7271

Jornalistas: Fabiana Dourado (fabiana.dourado@wnp.com.br)

               Iracema Carvalho (iracema.carvalho@wnp.com.br)

Luigi Ghirri no IMS

Mais uma vez o IMS nos brinda com uma grande exposição fotográfica, agora de um artista contemporâneo que realiza seus trabalhos em diversas estéticas, ecléticas sem serem elitistas.

Usando sempre as cores, consegue resultados às vezes surpreendentes, resultado das diferentes regulagens de abertura e tempo de exposição, bem como na saturação de determinado espectro.

Tanto nas fotos de estúdio como nas paisagens, é possível perceber o apuro do artista ao disparar o obturador.

Percebi que alguns trabalhos já precisam de restauro, pois como todos as fotos ampliadas nos anos 80/90 sofrem com o esmaecimento das cores. Estranho é eles serem apresentados sem esse cuidado, principalmente por ser o IMS referência mundial em conservação de fotografias.

Mas é um belo passeio que merece ser feito.



Attenti al lupo - Lucio Dalla


Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do IMS.








 Pela primeira vez no Brasil, grande mostra do fotógrafo italiano Luigi Ghirri, que vem sendo redescoberto pelos museus do mundo todo.


“Fotografar, para mim, é como observar o mundo num estado de adolescência, renovando cotidianamente a maravilha; é uma prática que inverte o adágio de Eclesiastes: nada de novo sob o sol. A fotografia parece nos recordar que ‘não há nada de antigo sob o sol’.” Luigi Ghirri, Paisagem italiana, 1989



O Instituto Moreira Salles de São Paulo abre no dia 23 de novembro, às 11h, com coquetel e visita guiada com os curadores italianos, às 11h, a primeira grande retrospectiva do fotógrafo italiano Luigi Ghirri (Scandiano, Reggio Emilia, 1943-1992) no Brasil. Dono de uma vasta produção e de um talento incomum para explorar a linguagem fotográfica, Ghirri foi uma figura fundamental da cena artística italiana, mas apenas depois de sua morte começou a ser redescoberto e consagrado no mundo todo.
A exposição Luigi Ghirri. Pensar por imagens. Ícones, Paisagens, Arquitetura é uma das maiores exposições já realizadas sobre o fotógrafo e foi organizada segundo três caminhos centrais ao seu universo: a investigação dos ícones visuais que povoam o mundo contemporâneo; uma releitura da paisagem italiana, baseada num profundo conhecimento da história da arte; e uma indagação sobre os modos de viver, habitar e perceber o espaço.
Serão expostas quase 200 fotografias, a maior parte delas cópias de época, além de provas de impressão, livros de artista e outros objetos que ajudarão entender a carreira fascinante do fotógrafo que foi também editor, curador e um grande pensador da fotografia.
Ghirri contribuiu, na década de 1970, para que a fotografia ganhasse importância artística na Itália. À tradição pictórica de seu país, uniu a sedução da fotografia colorida e da fotografia amadora. Neste ano, quando assumiu o cargo de curador-chefe de fotografia do MoMA, o francês Quentin Bajac declarou que Ghirri é o exemplo de gênio subestimado pelo museu, que recentemente o incorporou a sua coleção.


O trabalho de Ghirri se debruça sobre fontes variadas: as montagens espontâneas, os achados do cotidiano, as paisagens sublimes e também as mais banais, a arquitetura autoral e a anônima. Para Ghirri, o mundo é um espetáculo que o fotógrafo deve decifrar, interpretar e traduzir. Com influências tão distintas como o neorrealismo italiano, os pintores renascentistas, a fotografia americana e Bob Dylan, Ghirri reinventou os modos de olhar e expandiu os limites do fazer fotográfico. “Suas fotos impressionam por mostrar objetos cotidianos como se estivessem sendo vistos pela primeira vez ou paisagens banais como se fossem lugares oníricos, onde temos vontade de viver”, afirma a pesquisadora Marina Spunta em matéria publicada na revista ZUM #3.
O catálogo que acompanhará a exposição traz um longo portfólio de imagens, textos do próprio Ghirri, que era um escritor perspicaz, além de ensaios críticos dos curadores e de Quentin Bajac (MoMA), do fotógrafo alemão Thomas Demand, de Bice Curiger (que apresentou Ghirri na Bienal de Veneza de que foi curadora), de Lorenzo Mammì, do historiador da arte italiana Giuliano Sergio e de Larissa Dryansky.
Em fevereiro a mostra segue para o IMS do Rio de Janeiro, onde ganha cem novas obras.

Luigi Ghirri nasceu em Scandiano, Reggio Emilia, no norte da Itália, em 1943. Começou a vida como topógrafo e designer gráfico, antes de se tornar fotógrafo no início dos anos 1970. Mais para fins da década, começou a ser conhecido no exterior: em 1979, foi convidado a expor na Light Gallery, em Nova York; em 1980, foi chamado para trabalhar no estúdio da Polaroid de Amsterdã; já em 1982, foi eleito um dos maiores fotógrafos do mundo na feira Photokina. Em alguns projetos, Ghirri colaborou com escritores como Gianni Celati e o arquiteto Aldo Rossi. Morreu em 1992.

“Cada uma das fotografias do livro de Ghirri, explícitas e infinitamente misteriosas, não contém quase nenhum incentivo para avançarmos, para virarmos a página e ver a foto seguinte. Satisfazemo-nos com olhar e esperar, observar”. Geoff Dyer, ensaísta britânico e colunista do site da ZUM, sobre Kodachrome

“Ghirri não se pauta pela poética do momento decisivo, pelo esforço de resumir no instante o significado inteiro de uma ação. É fotógrafo dos tempos longos, das permanências.” Lorenzo Mammì, crítico de arte

“Ghirri fez muita coisa que eu não faço, e que provavelmente não farei – mas, sem dúvida, estou feliz que ele tenha feito.” William Eggleston, fotógrafo americano

“No trabalho de Ghirri sempre há uma surpresa. As fotografias das maçãs na máquina de venda automática (Lucerna, 1971), por exemplo: é uma coisa tão comum, mas é também uma sensação e tanto. Transformar as coisas mais normais em sensações, e fazer isso repetidamente, é grande arte.” Thomas Demand, importante fotógrafo contemporâneo, sobre a obra do Ghirri.

A exposição Luigi Ghirri. Pensar por imagens. Ícones, Paisagens, Arquitetura é promovida por MAXXI Museo nazionale delle arti del XXI secolo, pela municipalidade de Reggio Emilia e pela região de Emilia Romagna, e tem curadoria de Francesca Fabiani, Laura Gasparini e Giuliano Sergio.
Abertura: 23 de novembro de 2013, às 11h
Exposição: de 23 de novembro de 2013 a 26 de janeiro de 2014
De terça a sexta, das 13h às 19h  
Sábado, domingo e feriado, das 13h às 18h
Entrada franca - Classificação livre

Instituto Moreira Salles – São Paulo
Rua Piauí, 844, 1º andar, Higienópolis
Tel.: (11) 3825-2560



Luigi Ghirri. Pensar por imagens: ícones, paisagens, arquiteturas
Textos:Luigi Ghirri, Quentin Bajac, Bice Curiger, Thomas Demand 
e Christy Lange, Larisa Dryansky, Lorenzo Mammì e curadores.
281 pp.
19 x 22cm
ISBN:  978-85-8346-003-9
R$ 130,00



Informações para a imprensa:
Barbara Giacomet de Aguiar – (11) 3371-4490
Barbara.aguiar@ims.com.br
Paula Simões - (11) 3371-4424


sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

La Grande Bellezza

Já tinha este filme há mais ou menos dois meses em meu acervo, havia começado a assistir e o achei bastante difícil.

Mas após resenha da Revista Veja neste fim de semana resolvi dar-lhe mais uma chance, já que seu início é de uma complexidade tal, que pensei que seria muito chato.

É um filme que traz todas as características dos filmes italianos, tanto as boas como as incompreensíveis, daquelas que ninguém entende mas faz pose de intelectual e diz que é genial. Uma das boas cenas deste filme é quando o protagonista questiona e escarnece de certas formas de expressões artísticas.

É uma obra exige total atenção, pois se perdemos alguma expressão, um altear de sobrancelha ou uma entonação de voz, perderemos o sentido da cena.

Em resumo, a fotografia é muito boa, a trilha musical correta e as reflexões do personagem e suas conclusões são o ponto alto do filme, que poderia ter sua estória contada em outra estética ou de outra forma menos pretensiosa, menos "artística" .




domingo, 15 de dezembro de 2013

Caminhos de Sempre – Antônio Henrique Amaral – Arte Gráfica

São Paulo hoje conta com duas mostras simultâneas deste artista, esta da Caixa Cultural e outra, mais extensa na Pinacoteca, onde são apresentados os vários suportes e diferentes técnicas aplicadas por Antônio Henrique Amaral durante sua longeva carreira.

Esta exposição tem o objetivo de apresentar seus trabalhos em papel, sejam gravuras, aquarelas e desenhos, também de diversas fases.

Mais uma vez Sérgio Pizoli, o curador desta mostra, nos brinda com um artista de real importância no universo das artes plásticas brasileira. Ele como grande divulgador e formador de opinião, me passou a informação de que tem conhecido jovens artistas por todo o país que voltaram a produzir arte com forte embasamento técnico e teórico, com resultados surpreendentes pela qualidade e beleza. Esta notícia muito me alegrou, pois como já há tempos tenho dito, existem artistas que se dão muito mais valor do que realmente tem e praticam uma "arte" primária e bisonha. Que sejam muito bem vindos.

Tive a oportunidade de cumprimentar o artista, tendo ganhado dele um catálogo autografado que será guardado em lugar de honra na minha biblioteca.




Luz do Sol - Caetano Veloso

Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do evento.














A exposição traz um dos ícones da arte moderna brasileira, apresentando o segmento que abriu a oportunidade de revelar seu talento e produção: são desenhos e gravuras dos últimos 50 anos, onde Antonio Henrique Amaral desponta como ponta de lança na representação gráfica de um período escuro e difícil da realidade brasileira: nos anos de chumbo, que precederam o banana republic, editou o álbum de gravuras O Meu e o Seu – Xilogravuras, 1967, com apresentação de Ferreira Gullar; a obra é um marco de indignação e revolta contra a repressão militar e a censura que se instalara no Brasil; uma série de xilogravuras (Os Generais!) que mostram a incomunicação, a frustração e a traição de uma época inteira, e que complementam e instauram uma postura contrária, acima de tudo artística e estética, mas com força um tanto bárbara, como já havia escrito Livio Abramo, - a apresentação da primeira exposição do artista - ou ainda, as impressões do seu tempo, no dizer de Ferreira Gullar.

Após visitar a I Bienal Internacional de SP, em 1951, interessa-se em conhecer os processos de reprodução gráfica e inicia seu aprendizado, com Livio e Roberto Sambonet, na escola do MAM SP, onde faz sua primeira exposição; em 1959, ganha bolsa de estudos para o Instituto Pratt, NY, e tem a oportunidade de estudar com um dos maiores artistas do século XX, o mestre e xilógrafo Shiko Munakata.

A reflexão visual de sua obra, inicialmente, em P&B, percorre do expressionismo mecanicista ao tropicalismo participante, quando permanece crítico, mas implode, exuberante e colorista, em desenhos
de excessivo rigor e recorrências; são aquarelas, nanquins, técnicas mistas, onde a fragmentação e o equilíbrio se encontram e disseminam movimentos em verdadeiras coreografias de cor e luz. Hoje, seus trabalhos invadem as paredes dos principais museus e dos grandes colecionadores nacionais e internacionais.



A exposição apresenta um percorrer contínuo nos caminhos da experiência, do fazer e do criar incessante, através de 100 obras; são gravuras do início de sua carreira, seguidas das gravuras de contextualização política e desenhos de grande qualidade técnica e gráfica. Ilustrações, estudos preparatórios, fotos do atelier e matrizes em madeira complementam o caráter didático da mostra.


Abertura: Sábado, 14 de dezembro, às 11:00h
Visita guiada com artista e curador: 14 de dezembro, ás 12:30h
Visitação :15 de dezembro de 2013 a 16 de fevereiro de 2014
3ª feira a domingo, das 9 às 19 horas
CAIXA Cultural São Paulo
Praça da Sé, 111 – Centro – CEP 01001-001 (próximo à estação Sé do Metrô)
Informações (11) 3321- 4400
Entrada franca
Acesso para pessoas com necessidades especiais | Classificação indicativa: Livre
www.caixa.gov.br/caixacultural
Curadoria: Sérgio Pizoli | Produção: Glatt | Coordenação geral: Patricia Motta
Patrocínio: CAIXA e Governo Federal
Caminhos de Sempre – Antonio Henrique Amaral – Arte Gráfica
Antonio Henrique Amaral
1935 São Paulo.
Pintor. Gravador. Desenhista. Ilustrador.
Formado em Direito pela Universidade de São Paulo.
Nos anos 1950, estuda desenho com Roberto Sambonet e gravura com Livio Abramo, também nesta
época faz sua primeira exposição individual de gravuras, no Museu de Arte Moderna de São Paulo.
Em 1959, vai para o Pratt Graphic Institute, em Nova York, onde estuda gravura com Shiko Munakata e W. Rogalsky. Em 1967, publica o álbum de xilogravuras O Meu e o Seu e inicia seu trabalho em pintura.
Neste mesmo ano, faz sua primeira individual, com a série Bocas, na galeria Astréia, São Paulo. Em 1971,
ganha o prêmio de viagem ao exterior no Salão de Arte Moderna no Rio de Janeiro. Com o prêmio, instala-se em Nova York de onde retorna em 1981. 
Ao longo dos últimos 40 anos, vem realizando diversas exposições individuais e participando de exposições coletivas no Brasil e no exterior. Sua obra está representada em coleções particulares, públicas, brasileiras e estrangeiras.
Vive e trabalha em São Paulo.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

TOMIE OHTAKE – GESTO E RAZÃO GEOMÉTRICA

Esta é, disparado, a melhor exposição de obras de Tomie Ohtake que vi nestes últimos anos, tanto no instituto que leva seu nome quanto em outros centros culturais.

A curadoria e seleção das obras nos permitem conhecer ou rever as diversas fases e estéticas adotadas em seu trabalho, nos mostrando um ecletismo que eu não sabia que ela possuía.Com obras de diversas coleções, algumas identificadas outras não, faz com que percebamos o empenho dos realizadores em trazer toda a riqueza pictórica da artista.

Um programa que vale a pena ser feito.



Cores Vivas - Gilberto Gil


Abaixo das imagens o "press-release, fornecidos pela assessoria de imprensa do Instituto Tomie Ohtake. 








TOMIE OHTAKE – GESTO E RAZÃO GEOMÉTRICA

Abertura: 22 de novembro, às 20h – 02 de fevereiro de 2014

No mês em que a artista completa 100 anos (21 de novembro), o Instituto Tomie Ohtake realiza a terceira exposição em comemoração ao seu centenário, com curadoria de Paulo Herkenhoff. Em Tomie Ohtake – Gesto e Razão Geométrica, o crítico, ao reunir cerca de 60 trabalhos, a maioria pinturas, aborda como o racionalismo da construção geométrica encontra a pincelada gestual que propõe a linha orgânica, formando aí uma das características importantes da obra da artista.

Segundo Herkenhoff – profundo estudioso de Tomie, curador de várias mostras sobre a artista, como Pinturas Cegas, realizada no ano passado no Instituto Tomie Ohtake e que agora, dia 19 de novembro, será inaugurada no MAR - Museu de Arte do Rio de Janeiro, do qual é diretor cultural – uma questão chave atravessa toda a obra de Tomie: a intangibilidade da perfeição. “Ao contrário do racionalismo da geometria ocidental, Ohtake experimenta incessantemente a imprecisão’, afirma.

Nesta grande mostra comemorativa, a partir de trabalhos seminais e de um expressivo conjunto que traz variações formais, como os retângulos, as sombras, a arquiteturas, as elipses, os círculos, as sobreposições, o curador percorre o inesgotável vocabulário plástico do universo de Tomie. Para Herkenhoff, a vontade geométrica da artista não se reduz a uma lógica única e está dispersa entre experiências singulares. “Certa pintura de Ohtake representa a adesão à dita “geometria sensível da América Latina”; noutros casos, está a geometria imprecisa e uma geometria cósmica”, destaca. 

Outras reflexões de Paulo Herkenhoff o fizeram optar pela pauta geométrica nesta principal mostra em homenagem ao centenário de Tomie. Segundo ele, a geometria da artista, fora da exegese canônica do concretismo, expande o campo e o torna mais complexo. “A pintora contribuiu para a formulação da geometria transcultural do Brasil, que envolve sua relação com algumas imagens estéticas que envolvem valores espirituais, como o enso, o círculo imperfeito no Zen Budismo, e a relação da forma com a sombra, um valor da cultura japonesa tradicional”, completa o curador.  

Exposição: Tomie Ohtake – Gesto e Razão Geométrica
Abertura: 22 de novembro de 2013, às 20h (convidados)
Até 02 de fevereiro de 2014
Terça a domingo, das 11h às 20h – entrada franca
Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros, São Paulo
Fone: 11.2245-1900
Informações à Imprensa
Pool de Comunicação - Marcy Junqueira
Contato: Martim Pelisson
Fone: 11.3032-1599

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

PESSOAS DA LITUÂNIA, de Antanas Sutkus

Imagino que essa mostra é a sequência da exposição ocorrida em março deste ano na Caixa Cultural deste grande fotógrafo contemporâneo cuja estética é a de registrar o cotidiano de seus conterrâneos em situações corriqueiras.

Diferente da anterior, UM OLHAR LIVRE, que nos apresentava mais retratos onde os olhares e as expressões das pessoas tinham  maior importância, esta nos apresenta fotos mais genéricas, mas de grande beleza, onde situações comuns adquirem uma atmosfera poética.


Leontovitsch - Compositor ucraniano

Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do Instituto Tomie Ohtake.







PESSOAS DA LITUÂNIA, de Antanas Sutkus


O Instituto Tomie Ohtake e o Consulado Geral da Lituânia no Brasil inauguram no dia 12 de novembro, às 20h, a exposição inédita do fotógrafo lituano Antanas Sutkus “PESSOAS DA LITUÂNIA”. Serão apresentadas cerca de 35 imagens inéditas em preto e branco que revelam o talento de Sutkus, considerado um dos maiores fotógrafos do século XX. Grande parte da coleção será apresentada pela primeira vez em âmbito mundial, fruto de um intenso trabalho do fotógrafo em seu arquivo que comporta cerca de um milhão de negativos. Visitação até o dia 05 de janeiro de 2014. O Instituto Tome Ohtake fica na rua Coropés, 88. Pinheiros. Entrada franca.

O fotógrafo lituano Antanas Sutkus, 74 anos, cresceu em uma difícil realidade. Em 1940, quando ele tinha apenas um ano, a União Soviética anexou o seu país ao bloco comunista, em plena Segunda Guerra Mundial. Entretanto, mesmo diante de condições tão adversas, o artista tornou-se um dos maiores fotógrafos de sua época. Antanas ignorou os ideais totalitários impostos pelo regime soviético e acumulou, em pouco mais de 40 anos, uma obra vasta que retrata o cotidiano simples do seu povo. Foi a partir de 1991, ano em que a independência do seu país foi, enfim, oficializada e reconhecida, que Antanas passou a trabalhar com tranquilidade em seus arquivos. Com quase de um milhão de negativos guardados, só agora sua obra começa a ser de fato revelada de forma completa para o mundo.

Durante toda a sua carreira Antanas Sutkus prestou uma homenagem ao seu povo com a série “Pessoas da Lituânia”, onde o cotidiano dos seus co-cidadãos é o sujeito principal: cada indivíduo é fotografado com um senso da humanidade e sem nenhum efeito dramático. Ao contrário, o seu olhar traz amor e esperança para a vida destas pessoas. Como diz o próprio artista: “O meu credo é amar as pessoas”.

“Pessoas da Lituânia” apresenta ao público paulistano imagens restauradas e ampliadas durante os últimos anos, resultado de um intenso trabalho de pesquisa e restauração do fotógrafo nos seus arquivos.

Serviço
Antanas Sutkus  - PESSOAS DA LITUÂNIA
Abertura: 12 de novembro, às 20 horas.
Período expositivo: 13 de novembro a 05 de janeiro de 2014.
Horário de funcionamento: De terça a domingo, das 11h às 20h

Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) – Pinheiros, São Paulo - SP
Fone: 11.2245-1900

Informações à Imprensa
Marcy Junqueira – Pool de Comunicação
Contato: Martim Pelisson
Fone: 11.3032-1599