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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Clóvis Graciano – Arte de Cavalete

Como é gostoso ver obras clássicas em vários suportes de um artista consagrado, que apresenta seu talento e inspiração através do rigor técnico na sua execução.

Clóvis Graciano é um artista que faz parte do meu inconsciente imaginário por gostar muito de seus trabalhos e já identificar o autor quando tenho a satisfação de cruzar com  obras que não conheço, sejam seus lindos murais espalhados pela cidade, como, quando agora ver seus quadros, gravuras e estudos.

É possível perceber que ele influenciou e foi influenciado por seus pares que criaram uma estética facilmente identificada que marca seus movimentos artísticos.

Um lindo passeio que pode ser estendido com visitas a outros centros culturais no centro da cidade. 

Parque Industrial - Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa & Os Mutantes


Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do evento.









CAIXA CULTURAL SÃO PAULO APRESENTA CLÓVIS GRACIANO MUITO ALÉM DO MURAL

Mostra “Arte de Cavalete” apresentará obras inéditas do artista e ilustrações feitas para grandes nomes da poesia e da literatura nacionais, como Jorge Amado, Graciliano Ramos, Dorival Caymmi, entre outros

Um artista de múltiplas faces, completo e ricamente talentoso, que soube se expressar nas mais diversas manifestações artísticas contemporâneas. Essas são as principais impressões que poderão ser captadas na mostra Clóvis Graciano – Arte de Cavalete, em cartaz na CAIXA Cultural São Paulo, de 2 de agosto a 5 de outubro de 2014, com entrada gratuita.

A exposição, que tem curadoria de Enock Sacramento e conta com o patrocínio da Caixa Econômica Federal, apresentará diversas obras do artista que é a maior referência do país nas artes de mural. Serão 30 obras com os mais variados formatos e técnicas, como pequenos desenhos e gravuras de 20 x 30 cm, pinturas óleo sobre tela de 0,80 x 1,60 m e estudos de óleo sobre papel, além de trabalhos em bico de pena. Todas as obras são originais e, em sua maioria, pertencentes a acervos particulares ou destinadas a projetos especiais.

A coletânea de livros ilustrados pelo artista, importante membro do famoso grupo Santa Helena, também fará parte do acervo. Entre 1943 e 1973, Clóvis Graciano dedicou-se às ilustrações, produzindo materiais exclusivos para grandes nomes da literatura e da poesia nacionais, de Jorge Amado a Dorival Caymmi, de Carlos Soulié a Raul Pompéia, de Paulo Bonfim a Castro Alves e Graciliano Ramos, além de livros infantis de Mauricio Goulart e Nelson Palma.

O público também poderá apreciar diversas fases de Clóvis Graciano e muitos movimentos da arte brasileira, como o figurinismo do artista em aquarelas, desenhos, pinturas e xilogravuras. Outro presente para o público são os 14 desenhos feitos de forma exclusiva para o Álbum “Mestres do Desenho”, de Rubem Braga, e que poderão ser vistos agora, de forma inédita, além de suas pinturas de natureza-morta e auto-retrato.

Entrevistas:
INFORM Comunicação - (11) 3079-6133
Lenon Hymalaia / Rener Fernandes     

Serviço:
Exposição: Clóvis Graciano – Arte de Cavalete
Abertura:
2 de agosto de 2014 (sábado), às 11h
Data: 2 de agosto a 5 de outubro de 2014
Horário: 9h às 19h (terça-feira a domingo)
Lançamento do Catálogo Livro: 16 de agosto de 2014 (sábado), às 11h
Local: CAIXA Cultural São Paulo - Praça da Sé, 111
Classificação etária: livre
Informações: (11) 3321-4400
Acesso para pessoas com deficiência
Patrocínio: Caixa Econômica Federal

Assessoria de Imprensa da CAIXA Cultural São Paulo (SP)
(11) 3549-6000
www.caixa.gov.br/imprensa | @imprensaCAIXA

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Kimi Nii – Nas nuvens

Conheci a artista quando do lançamento do livro com fotos de seus trabalhos no Instituto Tomie Ohtake em fevereiro de 2012. Foi aí que comecei a prestar atenção em notícias e fotos sobre suas criações, pois elas me deixaram encantado.

Sejam nas curvas suaves, bem como nos cortes impossíveis do barro nos trazem uma beleza e plasticidade empolgantes pois ficamos imaginando sua maestria no trato com a matéria prima, cuja ductilidade se faz complexa em seu manuseio.

Uma linda exposição com uma boa montagem, cujo ponto alto é a iluminação, realçando o que interessa, que são as peças apresentadas.

A Caixa Cultural é sempre um belo passeio, pois nos oferece várias excelentes mostras simultaneamente. 


Serenade - Hermeto Pascoal / Sadao Watanabe


Abaixo das imagens, o "press-release" fornecidos pela assessoria de imprensa do evento.









ARTE EM CERÂMICA DE KIMI NII GANHA EXPOSIÇÃO
NA CAIXA CULTURAL SÃO PAULO

Com entrada gratuita, Mostra “Kimi Nii – Nas nuvens” será inaugurada no dia 02 de agosto
com novos trabalhos e destaques da trajetória da artista desde a década de 1980

Uma das mais prestigiadas escultoras em cerâmica da atualidade, a artista plástica e designer japonesa Kimi Nii terá uma exposição de sua obra na Caixa Cultural São Paulo, que será aberta ao público no dia 2 de agosto e permanecerá em cartaz até o dia 5 de outubro deste ano. Com entrada gratuita, a mostra, intitulada “Kimi Nii – Nas nuvens”, inclui novos trabalhos e alguns destaques da produção da artista desde a década de 1980. A exposição é realizada pela Art Unlimited, com curadoria de Pieter Tjabbes  e textos de Antonio Gonçalves Filho.
 
Nascida em Hiroshima, no Japão, Kimi Nii tem mãe brasileira descendente de japoneses e pai japonês. Veio morar no Brasil aos nove anos de idade e, talvez por suas raízes culturais, tem na impecabilidade das formas de suas peças uma de suas marcas registradas. A perfeição oriental ao amassar o barro, no entanto, também dá lugar ao inesperado, que aparece na conclusão de seu processo criativo, quando ela abre os fornos de alta temperatura, como se estivesse aí um traço de sua alma brasileira.

Unindo o domínio técnico com as nuances da surpresa no resultado final de suas esculturas, as peças em cerâmica de Kimi Nii têm extrema simplicidade nas formas, que desafiam o espaço em uma surpreendente diversidade de encaixes que permitem a sua expansão ou sobreposição, de forma vertical ou como se as esculturas fossem formadas por camadas. Ao invés da artista objetivar a forma, como fez ao longo de quase toda a sua vida, agora ela é resultado da vivência de um processo que vai além da modelagem, mas resulta também de diferentes condições dos fornos em que as peças são produzidas.

Os novos trabalhos da artista colocados na exposição incluem duas instalações, uma vertical, batizada “Nas nuvens”, composta de conjuntos de tufos estilizados, com formas arredondadas, dispostas em uma parede; e outra horizontal, onde Kimi Nii retoma um tema que já esteve presente em seu trabalho, com formas inspiradas em montanhas e vulcões, seguindo soluções mais geométricas. Ao contrário do que é marcante em quase todo o trabalho da artista, o formato das peças pode não ser exatamente a materialização daquilo que foi projetado.

Segundo a escultora, as duas instalações apresentam conjuntos de objetos mais orgânicos, figurativos, que não são resultados apenas do que ela planejou, mas também do efêmero.

A exposição de trabalhos que se configuram nos destaques de sua trajetória, por sua vez, é dividida em quatro módulos. Um deles é composto pelos Donguri, esculturas em formatos de avelãs estilizadas. Há também os Módulos Quadrados, que preenchem mosaicos em painéis fechados. E ainda peças que podem ser consideradas as precursoras da instalação “Nas nuvens”, chamadas Variações de Montanhas, esculpidas com a faceta geométrica que permeia toda a produção de Kimi Nii, característica também presente nos Objetos Geométricos, que completam a mostra.

Nos dias 16 (sábado, às 10 horas) e 30 (sábado, às 15 horas) de agosto serão realizadas na Caixa Cultural São Paulo visitas guiadas com o curador da mostra, Pieter Tjabbes, e a artista. 

Informações para a Imprensa – Art Unlimited
Tels. (11) 3097-9462 e 3031-0670
Site mini

Serviço:
Exposição: “Kimi Nii – Nas nuvens”
Local: CAIXA Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111, Centro)
Abertura: 2 de agosto de 2014 (sábado) às 11h
Período de Visitação: De 2 de agosto a 5 de outubro de 2014 (Terça-feira a Domingo)
Horário: Das 9h às 19h
Visitas Guiadas:  com o curador da mostra, Pieter Tjabbes – 16 de agosto – sábado - às 10h e 30 de agosto – sábado – às 15 horas.
Classificação indicativa: livre
Entrada Franca
Informações: (11) 3321-4400
Acesso para pessoas com necessidades especiais
Realização:  Art Unlimited
Patrocínio: Caixa Econômica Federal

Assessoria de Imprensa da CAIXA Cultural São Paulo (SP)
(11) 3549-6000
www.caixa.gov.br/imprensa | @imprensaCAIXA


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Erica Ferrari - Corpos D'Água no PIVÔ

Sempre vou ao PIVÔ carregado de boas expectativas pois quase sempre tenho visto belas exposições como esta de Erica Ferrari, uma artista jovem mas que já sabe a que veio e realiza suas obras com competência e delicadeza.

Os painéis apresentados exibem um delicado trabalho de marchetaria feito com retalhos de fórmica que ilustram seu olhar poético. Fazia tempo que uma artista contemporânea não me impressionava tão favoravelmente.

Um belo passeio que se completa com com as instalações do centro cultural, uma obra de arte em si mesmo.

Olho d'água - Milton Nascimento



Abaixo das imagens, de minha autoria, a apresentação da mostra colhido no site do PIVÔ.






O Pivô recebe o projeto ‘Corpos d’Água’ da artista Erica Ferrari, contemplado pela Secretaria de Cultura de São Paulo, através do Edital ProAC. O título do trabalho indica um aspecto que pode ser visto como simbólico da situação estrutural de São Paulo: a condição de seus rios. Fundamentais para a vila paulistana originária e decisivos para o crescimento da cidade, sofreram intervenções drásticas, assim como a malha urbana circunvizinha aos seus leitos e sobre eles. A partir disso, pensar acerca da paisagem que vivenciamos é ponderar sobre complexidade histórica e política de São Paulo.
Erica pretende focar sua pesquisa na área central da cidade, investigando principalmente a arquitetura da região e seus desdobramentos nas vidas de seus habitantes. A artista iniciará o seu projeto no ambiente do Pivô Pesquisa, plataforma de desenvolvimento de projetos e experimentação artística vinculada ao Pivô, que será concluída com uma apresentação pública das obras desenvolvidas, em exposição do dia 02 de agosto de 2014 até o dia 30 do mesmo mês.

“Projeto realizado com apoio da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo através do Programa de Ação Cultural, PROAC – Edital nº 22 – 2013″

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Pérolas - MAB FAAP

Deslumbrante. Essa é a única definição que posso dar a esta mostra, desde a montagem até os vídeos passando pelas magníficas peças mostradas.

Muito bem fundamentada, nos conta a história do uso das pérolas desde a antiguidade até os dias de hoje, passando da coleta artesanal e perigosa pelos moradores do Golfo Pérsico até o seu cultivo industrial.

A ourivesaria é aqui apresentada como uma arte precisa que nos encanta e transcende por alguns momentos, pois aprendemos que para se atingir a perfeição é preciso muitos anos para se conseguir peças quase idênticas para se formar o conjunto e também das possibilidades infinitas de ser criar o belo.

Ao observar as lindas jóias, principalmente os colares, me peguei imaginando-as no colo de belas mulheres, criando assim belos retratos que me tiraram genuínos sorrisos.

Esta é uma exposição que merece outra visita.


Pérola Negra - Luiz Melodia

Abaixo das imagens, o "Press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa da FAAP

 Broche Lábios de Rubi © Salvador Dalí, Fundació Gala-Salvador Dalí, AUTVIS, 2014


Countess Spencer's Tiara

Liz Taylor Earrings

Sam Tho Frozen




VARIEDADE DE PERÓLAS EM EXPOSIÇÃONO MAB-FAAP
Mostra, organizada por uma instituição do Qatar, reunirá mais de 200 peças – entre joias e obras de arte
A exposição “Pérolas”, organizada pela Qatar Museums, será inaugurada no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Alvares Penteado (MAB-FAAP), em São Paulo, e ficará aberta ao público de 20 de julho a 28 de setembro de 2014, como parte do Ano da Cultura Qatar-Brasil 2014.
Estarão expostas mais de 200 peças – entre joias e obras de arte - mostrando a grande variedade de cores e formas de pérolas naturais e cultivadas. A exposição apresentará o uso das pérolas ao longo dos séculos, tanto no Oriente quanto no Ocidente, como um símbolo de prestígio e riqueza, as variações de gostos em diferentes culturas e as mudanças no design de joias com pérolas.
Logo no início, o visitante conhecerá a história natural das pérolas e a pesca e comércio no Golfo Pérsico, Europa e Ásia, desde a Antiguidade aos dias atuais. Uma coleção de pérolas raras e de moluscos portadores de pérolas mostrará como as pérolas do Golfo têm sido há muito tempo algumas das mais cobiçadas e valiosas do mundo.
A mostra revelará também os perigosos métodos de trabalho dos mergulhadores de pérolas e exibirá as práticas comerciais dos negociantes do Golfo, juntamente com exemplos de equipamentos necessários para a pesagem e a valoração de pérolas.
A segunda parte da exposição irá explorar a utilização das pérolas em joias, e destacará as mudanças do design ao longo da história. Com isso, a mostra avança no tempo e espelha a modernidade, realçando o trabalho contemporâneo realizado pelos designers de hoje.
Também será possível apreciar na exposição o processo de cultivo das pérolas e sua produção em escala industrial, iniciada por Kokichi Mikimoto no Japão. Mikimoto desenvolveu com êxito a tecnologia necessária para fazer pérolas a preços acessíveis a um grande número de mulheres. Hoje em dia, no leste da Ásia e nos mares do sul, é possível ver pérolas cultivadas em grande variedade de cores.
A diretora de Relações Culturais Estratégicas da Qatar Museums, Safiya Saif Al Hajari,  afirma que a exposição se reveste de grande significado e importância por realçar um aspecto da  história de seu país, além de homenagear seus antepassados que, com  grandes sacrifícios, se dedicavam  à busca e ao comércio de pérolas para prover o seu sustento. “Ao realizá-la, buscamos ampliar junto à comunidade brasileira a conscientização acerca da importância das pérolas na história catariana”, explica.
‘Pérolas’ apresentará peças das coleções da Qatar Museums, das empresas Mikimoto & Co. e Yoko Londres e do líder de comércio de pérolas do Qatar Hussein Alfardan.
O Ano da Cultura Qatar-Brasil 2014 conta com a Shell e Qatar Petroleum Internationalcomo patrocinadores. O objetivo é estabelecer novas parcerias na educação, no esporte, na ciência e em atividades criativas, bem como promover a valorização e a conscientização acerca da cultura, das realizações e do patrimônio cultural de ambos os países.  A exposição será um dos pontos altos, entre as atividades programadas.
Destaques da Exposição
- Uma grande variedade de joias feitas de pérolas naturais do Golfo, datando de 200 d.C. a 1930 e criadas por designers famosos, como Cartier;
- Os brincos de pérolas naturais de Elizabeth Taylor desenhados pela Bvlgari e o anel de pérola favorito da atriz;
- Dez tiaras reais originárias de diversas monarquias europeias, incluindo a Tiara Spencer (1890)  usada por Diana, Princesa de Gales, em várias  ocasiões;
- Um magnífico colar púrpura de pérolas de água doce chinesas, da Yoko Londres;
- Joias tribais feitas com pérolas do Tibete;
- Criações únicas da Mikimoto & Co., Japão.
Exposição Pérolas
Período de visitação: de 20/7 a 28/9/2014
Horário: De terça a sexta-feira, das 10h às 21h
Aos sábados, domingos e feriados, das 13h às 18h
(Fechado às segundas-feiras, inclusive quando feriado / O acesso de visitantes à exposição pode ser feita até uma hora antes do horário de fechamento)
Entrada: gratuita
Local: MAB-FAAP
Endereço: Rua Alagoas, 903 – Higienópolis
Informações: (11) 3662-7198      
Agendamento de visitas educativas: (11) 3662-7200

Sobre a Qatar Museus
A Qatar Museums [QM] conecta os museus, instituições culturais, sítios e patrimônios históricos no Qatar, e cria condições para que prosperem e floresçam. A entidade centraliza recursos e propicia uma abrangente organização para o desenvolvimento de museus e projetos culturais, com a ambição a longo prazo de criar uma forte e sustentável infraestrutura cultural para o Qatar. Sob o patrocínio de Sua Alteza o Emir, Xeique Tamim bin Hamad Al-Thani, e chefiada por sua Presidente, Sua Excelência a Xeique Al-Mayassa bint Hamad bin Khalifa Al-Thani, a QM está consolidando os esforços do Qatar no sentido de tornar-se um vibrante centro para as artes, cultura e educação, no Oriente Médio e além.
Desde a sua fundação em 2005 a QM supervisiona o desenvolvimento do Museu de Arte Islâmica (MAI), do Mathaf: Museu Árabe de Arte Moderna e do Centro Turístico do Patrimônio Mundial Al Zubarah. A QM também administra a Galeria QM em Katara e o Espaço de Exposições ALRIWAQ DOHA. Os futuros projetos da instituição incluem a abertura do programa “Posto de Bombeiros: Artistas Residentes em 2014” e a inauguração dos muito aguardados Museu Nacional do Qatar e o Museu Olímpico e do Esporte do Qatar.
A QM está empenhada em instigar as futuras gerações das artes, do patrimônio cultural e profissionais de museologia do Qatar. Em seu cerne está o compromisso de fomentar o talento artístico, criando oportunidades e desenvolvendo as habilidades necessárias para atender à emergente economia da arte do Qatar. Por meio de um programa multifacetado e de iniciativas de arte pública, a QM procura ampliar os limites do tradicional modelo de museu e criar experiências culturais que transbordam para as ruas e buscam envolver as plateias mais amplas possíveis. Por meio de uma vigorosa ênfase na arte e na cultura de dentro para fora e estimulando um espírito de participação nacional, a QM está ajudando o Qatar a encontrar a sua própria voz, característica e inconfundível, nos debates culturais globais de hoje.
Sobre o Museu de Arte Brasileira (MAB-FAAP)
O Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Alvares Penteado (MAB-FAAP) possui um acervo próprio com cerca de três mil obras de arte brasileira, como fotos, esculturas, gravuras, pinturas, entre outras, datadas a partir do final do século XIX. Dentre os principais artistas estão Anita Malfatti, Victor Brecheret, Di Cavalcanti, Oswaldo Goeldi, Lasar Segall, Pancetti, Portinari, Alfredo Volpi, Cícero Dias, Tomie Ohtake, Arcângelo Ianelli, Flávio de Carvalho, Lygia Clark e Burle Marx, entre outros. Um painel de vitrais de 230 metros quadrados também integra o acervo de obras do MAB-FAAP.
Criado em 1960, o MAB tem abrigado exposições marcantes, tanto de arte brasileira como de arte internacional, provenientes dos principais museus do mundo. Destacam-se “A Arte do Egito no Tempo dos Faraós” (Museu do Louvre, França), “China. A Arte Imperial, A Arte do Cotidiano, A Arte Contemporânea” (Museu Guimet e coleções particulares da França), “Deuses Gregos” (Coleção Museu Pergamon de Berlim, Alemanha) e “Herança dos Czares” (Museu do Kremlin de Moscou, Rússia). No âmbito da moda, o Museu realizou mostras internacionais de grande repercussão, como a “Papiers à la Mode”, com vestidos confeccionados em papel pela artista belga Isabelle de Borchgrave; “Christian Lacroix - Trajes de Cena”, com figurinos do Centre National du Costume de Scène (CNCS); e “Os Anos Grace Kelly, Princesa de Mônaco”, em parceria com o Grimaldi Forum – Mônaco. 
 O MAB-FAAP já foi contemplado com importantes prêmios do setor. O mais recente foi concedido em 2010 pela Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) às exposições ‘Memórias Reveladas’ e ‘Tékhne’.
Ano da Cultura Qatar-Brasil 2014
O Ano da Cultura Qatar-Brasil 2014 é um programa de intercâmbio cultural de um ano de duração dedicado a conectar as pessoas do Estado do Qatar e da República Federativa do Brasil por meio de cultura, comunidade e esporte. Através de um ano de inovadoras atividades de intercâmbio cultural, indivíduos e instituições de ambos os países criam parcerias duradouras e fortalecem as relações bilaterais.
O Qatar-Brasil 2014 é realizado sob o patrocínio da presidente da Qatar Museums (QM), Sua Excelência a Xeique Al-Mayassa bint Hamad bin Khalifa Al-Thani, em parceria com o Ministério da Cultura, Artes e Patrimônio Histórico do Qatar. É o terceiro Ano da Cultura consecutivo lançado pela QM, após os sucessos do Qatar-Japão 2012 e do Qatar-Reino Unido 2013.

SP 07/2014

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Isso sim é genocídio


Todo dia era dia de índio - Baby Consuelo


Ontem à noite fui tomado por uma indignação medonha ao assistir à reportagem do Jornal Nacional sobre os primeiros contatos da FUNAI com índios que vivem isolados perto da fronteira com o Peru.

Quem foi que disse a esse "BURROCRATAS" que sua intervenção era desejada por eles, que seu modo de vida deveria ser aculturado, que eles queriam ter sua sanidade maculada?

Minha revolta se deu ao fato de que depois de seis anos de observação à distância os imbecis resolveram se aproximar, e o que acontece? Os índios passam a apresentar sintomas de gripe, doença que seu organismo não conhece e que pode levá-los à extinção, como acorreu nestes quinhentos anos de história com os legítimos donos da terra que foram dizimados pelas doenças trazidas pelo homem branco.

Este ato vai de encontro à política indigenista proposta pelos irmãos Villas-Bôas, estes sim, heróis da humanidade, que procurava preservar a integridade física e cultural destes povos.

Assistam a reportagem aqui.


quinta-feira, 10 de julho de 2014

Badi Assad - Cantos de Casa




Um lindo espetáculo, de uma virtuose que agora se aventura no universo infantil, apresentando um trabalho surgido no cotidiano de sua vida doméstica com a chegada da filha Sofia.

Como era de se esperar o trabalho apresentado encanta tanto a criançada como os adultos, nos envolvendo dentro de seu universo familiar. O texto criado para ligar as músicas é, na sua despretensão, muito correto pois cria um enredo, uma estória.

Pena que essa temporada só terá mais uma apresentação no dia 12/07 no Teatro Anchieta às 11:00 hs. 

Abaixo do video, texto extraído do site do SESC.








Música para acordar, para dormir, brincar, comer; música feita de material de construção, de material reciclado; música tocada por vassoura e panela! Tem música até tocando a escova de dente!

Assim será o show "Cantos de Casa", baseado no cd infantil homônimo de Badi Assad. “Cantos de Casa” é a montagem de um show-teatral onde se compartilha um possível cotidiano de uma criança, através do mundo mágico de uma casa totalmente feita de instrumentos musicais. Todas as canções foram compostas por Badi e inspiradas durante os primeiros anos da vida de Sofia, sua primeira filha. Para compor a banda, Badi convidou os músicos Allen Alencar (contrabaixo) e Claudinho Santana (percussões diversas).  Duração: 70 minutos

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Abraham Palatnik - A Reinvenção da Pintura

Uma surpresa, que de tão agradável, me deixou por alguns momentos sem palavras. Como é bom descobrirmos um artista já consagrado do qual nada sabíamos e poder tomar conhecimento de vários aspectos de seu trabalho.

Na sala inicial da mostra estão magníficos desenhos, aquarelas e pinturas que demonstram seu pleno domínio das boas técnicas das belas artes.

Mas o que realmente impressiona são os trabalhos apresentados nas outras salas, seus móbiles ou objetos cinéticos nos encantam e nos fazem lembrar de Alexander Calder, o grande expoente desta vertente. Agora, o uso do magnetismo nestas peças, cria quase que um moto-continuo onde suas forças de atração e repulsão, mantém os objetos em movimento quase permanente. Inconscientemente, imagino, o artista já previa que essa solução seria o futuro da física e da engenharia de transportes.

O uso da madeira e seus veios possibilita a criação de inúmeras ilusões de ótica. Os objetos de designer se valem da influência da arte concreta.

As "colagens" e as tela tridimensionais nos causam sensações quase lisérgicas dentro de suas progressões cartesianas, nos mostrando que a razão e as linhas precisas também produzem uma arte que de tão bela, é quase poética. 


Um belíssimo passeio, que pode ser completado com a visita à OCA, também com algumas boas exposições.



Movimento da Vida - Francis Hime


Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do MAM.









MAM exibe retrospectiva da obra de Abraham Palatnik,
pioneiro da arte cinética no Brasil

Abraham Palatnik - A Reinvenção da Pintura, com curadoria de Felipe Scovino e Pieter Tjabbes, é a maior mostra já realizada do artista, consagrado pela criação de obras marcadas pela fusão entre o movimento, o tempo e a luz; na Sala Paulo Figueiredo, Scovino apresenta obras do acervo do museu que ampliam o conceito de pintura de diversos artistas em Diálogos com Palatnik.

Pinturas, desenhos, estudos, objetos, móveis e esculturas compõem a exposição Abraham Palatnik - A Reinvenção da Pintura, que o Museu de Arte Moderna de São Paulo apresenta de 2 de julho a 15 de agosto na Grande Sala, com curadoria de Felipe Scovino e Pieter Tjabbes, patrocínio do Banco Safra e apoio da Biolab. Ao unir estética à tecnologia, Palatnik utiliza movimento, luz e tempo como instrumentos para a criação de obras com grande potencial visual e poético, lançando os fundamentos de uma corrente artística que ficou conhecida como arte cinética, na qual as fronteiras entre pintura e escultura se confundem e se ampliam. Na Sala Paulo Figueiredo, Scovino apresenta a mostra Diálogos com Palatnik, reunindo 33 obras de 24 artistas do acervo do museu que repensam o conceito de pintura.

Apresentada no CCBB, de Brasília, e no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, Abraham Palatnik - A Reinvenção da Pintura chega ao MAM com 97 obras, onze a mais que suas antecessoras: a mostra traz quatro trabalhos adicionais do artista, um pôster produzido pelo pintor e artista gráfico Almir Mavignier e uma série de seis obras do acervo do Museu de Imagens do Inconsciente, de dois internos do Hospital Psiquiátrico Dom Pedro II, em Engenho de Dentro (RJ), que influenciaram diretamente a carreira de Palatnik. São duas pinturas em guache sobre papel de Emydio de Barros e quatro desenhos de Raphael Domingues, produzidos com nanquim e bico de pena sobre papel.

Aos 86 anos, o artista residente no Rio de Janeiro é um dos pioneiros e a maior referência em arte cinética no Brasil, corrente que explora efeitos visuais por meio de movimentos físicos e ilusão de ótica, utilizando pesquisa visual e rigor matemático em obras com instalações elétricas que criam movimentos e jogo de luzes. Do homenageado são expostas 90 obras, desde óleos sobre tela do início da carreira a trabalhos recentes como da série W, de acrílica sobre madeira. Estão presentes as séries mais célebres: Aparelhos Cinecromáticos, Objetos Cinéticos e Objetos Lúdicos, além de móveis dos anos 1950, Relevos Progressivos e as Progressões, em que o jacarandá é o meio e o tema para pintura. Em São Paulo, são exibidos exclusivamente obras do artista que pertencem ao acervo do MAM: Objeto Cinético (1986), Progressão K-40 (1986), Mobilidade IV (1959/99), Aparelho Cinecromático (1969/86) e o pôster produzido por Almir Mavignier, em 1964, para uma exposição do Palatnik na Alemanha.

Nascido em Natal (RN), filho de russos, Palatnik passou a infância em Tel-Aviv (então Palestina), onde fez curso de especialização em motores de explosão. Aos 20 anos, voltou permanentemente para o Brasil. O jovem artista mudou a forma de ver, fazer e entender arte quando conheceu o Hospital Psiquiátrico Dom Pedro II, coordenado pela Dra. Nise da Silveira, levado por Almir Mavignier, orientador do ateliê de pintura da instituição. Ao ver obras de pacientes esquizofrênicos, que apresentavam uma produção excepcional, mesmo sem estudos sobre arte, Palatnik percebeu que realizava algo inócuo frente àquela produção rica de artistas que na grande maioria desconhecia o significado da expressão “arte”. Assim, abandonou os pincéis e passou a ter uma relação mais livre entre forma e cor.

Aprofundando os estudos sobre psicologia da forma e usando os dotes como engenheiro, ele começou os experimentos com luz e movimento que deram origem aos Aparelhos Cinecromáticos - caixas com lâmpadas e telas coloridas que se movimentam acionadas por motores, um mecanismo que gera uma série de imagens de luzes e cores em movimento, que unem lirismo e jogo de percepção-, e aos Objetos Cinéticos - aparelhos constituídos por hastes ou fios metálicos que possuem nas extremidades discos de madeira pintados de várias cores, além de placas que se movimentam lentamente, acionado por motores ou eletroímãs, dando à mecânica uma dimensão estética que provoca encantamento com os movimentos rotativos.

Esse uso inusitado que Palatnik faz da tecnologia e sua originalidade fez com que a classe artística e os júris especializados focassem e admirassem seus trabalhos. Durante a I Bienal de São Paulo, em 1951, a comissão internacional não sabia como qualificar a obra Aparelho Cinecromático Azul e roxo em seu primeiro movimento. A obra não era uma escultura, tão pouco uma pintura. Era algo que não se enquadrava nas categorias da Bienal. A solução encontrada para garantir o reconhecimento pelo trabalho original e inovador foi lhe dar uma menção honrosa.

Retrospectiva do trabalho
É importante destacar que a exposição pensa a obra de Abraham Palatnik como um trabalho pictórico, e como a pintura - na concepção múltipla e ampliada - pode ser vista e estudada mesmo em objetos tridimensionais. “Seja nos Aparelhos Cinecromáticos, nos Objetos Cinéticos ou nas pinturas, o artista não abre mão da artesania e de certa gambiarra, que ao longo dos anos foi desaparecendo” explica Scovino. “Hoje os cortes feitos na madeira para a execução da série W são produzidos a laser e não mais na casa do artista por meio de uma máquina cuja precisão era infinitamente menor que a do laser,” afirma.

Em 1954, Palatnik cria com o irmão Aminadav a fábrica de móveis Arte Viva, que funcionou até meados da década seguinte. A experimentação que guiava o trabalho no ateliê foi deslocada para a fábrica, onde foram produzidos vários tipos de mesa com tampos de vidro pintados pelo artista, além de poltronas, cadeiras e sofás. Na década de 1970, Palatnik e o irmão inauguram a Silon, produzindo em larga escala objetos de design, sempre em formato de animais. “A obra só adquiria sentido pleno se alcançasse a vida, a rotina e o uso mais comum do cidadão. Mais uma vez, percebemos a insatisfação com a estagnação, um desejo contínuo de pesquisa e de integração de distintas áreas como escultura, pintura, tecnologia, física, móveis e design”, explica o curador.

Nos Relevos Progressivos, realizados a partir dos anos 1960, o sequenciamento dos cortes na superfície do material – cartão, metal ou madeira – cria camadas que variam dependendo da profundidade e localização do corte, constituindo a própria dinâmica. Na década de 1970, Palatnik produziu a série Progressões, que são pinturas formadas por intervalos de jacarandá montados em sequências de lâminas finíssimas. Aproveitando a materialidade dos veios, nós e outras marcas naturais, percebe-se a estrutura de desenhos e gestos que demarcam um corpo vivo e dinâmico. Progressões também se desmembrou a partir dos anos 1990 na série W, em que sai o jacarandá e entra a tinta acrílica.

Diálogos com Palatnik
No mesmo período, a Sala Paulo Figueiredo apresenta a mostra Diálogos com Palatnik, do curador Felipe Scovino, que expõe 33 obras do acervo do museu de 24 artistas que repensam e ampliam o conceito da pintura. Foram escolhidas duas vertentes para a escolha das obras que são próprias na trajetória do artista: a capacidade de alargar as propriedades sobre a pintura - e sobre a arte construtiva - e a aplicação da artesania na fabricação das obras, criando um sentido particular sobre o que significa a ideia de inventor nas artes visuais.

Serviço:
Abraham Palatnik - A Reinvenção da Pintura
Curadoria: Pieter Tjabbes e Felipe Scovino
Local: Grande Sala
Abertura: 2 de julho (quarta-feira), a partir das 20h
Visitação: até 15 de agosto
Entrada: R$ 6,00 - gratuita aos domingos

Diálogos com Palatnik
Curadoria: Felipe Scovino
Local: Sala Paulo Figueiredo
Abertura: 2 de julho (quarta-feira), a partir das 20h
Visitação: até 15 de agosto
Entrada: R$ 6,00 - gratuita aos domingos

Local: Museu de Arte Moderna de São Paulo
Endereço: Parque do Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - Portão 3)
Horários: Terça a domingo, das 10h às 17h30 (com permanência até as 18h)
Tel.: (11) 5085-1300
Estacionamento no local (Zona Azul: R$ 3 por 2h)
Acesso para deficientes
Restaurante/café
Ar condicionado

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