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domingo, 28 de janeiro de 2018

Quando a vida é uma euforia

Quando a vida é uma euforia e também repleta de alegria é o que mostra esta exposição Joana Lira, a responsável pela identidade visual do carnaval de Recife há mais de 10 anos.

Numa explosão de cores, músicas e cenas do carnaval pernambucano que nos levam para dentro da folia. Mesmo quem não gosta de carnaval irá se interessar, pois exuberância desta festa chega a empolgar, mesmo que vista à distância.

Percebi em seus traços uma pequena influência de Romero de Brito, nos traços e cores, mas com uma delicadeza particular que se afasta da fonte e constrói um estilo todo novo e muito agradável.

Um lindo passeio que teve na sua abertura apresentações de danças e ritmos dessa terra que fizeram a maioria dos presentes entrar na festa.




Alceu Valença - Pelas ruas que andei


Abaixo das imagens, o "press-release" , fornecidos pela assessoria de imprensa do Instituto Tomie Ohtake.

























Instituto Tomie Ohtake

Apresenta

Quando a vida é uma euforia

Exposição de Joana Lira apresenta o carnaval pernambucano ao público paulistano.

Abertura: 23 de janeiro, às 20h – até 04 de março de 2018
Imagens: goo.gl/bkE9Zs  

Responsável por imprimir nas ruas de Recife a identidade visual e a cenografia do carnaval pernambucano ao longo de dez anos, a artista gráfica Joana Lira apresenta no Instituto Tomie Ohtake o carnaval pernambucano, ressaltando as manifestações regionais, com um olhar atual, repleto de resignificados.

Com curadoria de Mamé Shimabukuro, a mostra promove uma aproximação do visitante com o multifacetado carnaval pernambucano, transportando o público para aquela que é considerada uma das maiores festas populares brasileiras. “A mostra busca uma tonalidade experimental, ao costurar situações imersivas e documentais sobre as histórias e personagens deste carnaval, refletindo sobre como as representações gráficas da cultura carnavalesca interagem com os sentimentos e emoções das pessoas”, afirma a curadora.

Ainda que muito apreciado nacionalmente, o país conhece pouco a particular diversidade de ritmos, melodias, temas e personagens contidos no carnaval de Recife. Por isso a exposição, que conta com trilha sonora de Maurício Badé, é também uma rara oportunidade de o público paulistano mergulhar nas originais narrativas que desenham o imaginário popular desta cultura local. Segundo Ricardo Ohtake, o Instituto realiza esta exposição principalmente pelo projeto exaltar o encontro da arte com a rua. “Joana traduz com seu vigor criativo as tradicionais invenções do povo edificadas na cultura brasileira”, completa.

O primeiro núcleo da mostra trata da ideia de pertencimento, ao trazer conteúdos e registros de manifestações culturais locais, tais como Frevo, Maracatu Rural, Maracatu Nação e Caboclinhos, além das propostas de intervenção urbana realizadas pela artista. Já o segundo favorece a experiência sensorial, apresentando ao visitante a possibilidade de sentir a pulsação do carnaval por meio de grandes projeções marcadas pelo som dos vários ritmos locais. Por sua vez, o terceiro núcleo concentra-se na noção de transcendência, para colocar o espectador dentro da folia, ao exibir personagens em tamanhos monumentais, as grandes proporções que sublinham o trabalho de Joana Lira.

“Joana desenvolveu uma antropologia visual expressa por uma linha preta vazada receptiva, que possibilita a expansão de formas geométricas e cores vibrantes. Ao mesmo tempo, estão implícitas e explícitas relações de euforia, alegria e sensualidade presentes em seu trabalho. Falamos aqui em relações estéticas e de constituição do sujeito relacionados a cidade de Recife, reconhecendo e revivendo raízes da cultura além de promover uma nova educação estética pela sensibilização do olhar”, afirma a curadora.

Entre as manifestações que mantêm viva a tradição do carnaval pernambucano e alimentam a obra de Joana Lira, destacam-se os maracatus nação e rural. Enquanto o nação cultua os orixás africanos com cortejos de reis e rainhas de influências africanas e portuguesas, o rural, de origem indígena, evoca os caboclos da mata, personagens conhecidos como Caboclos de lança, criação oriunda dos trabalhadores da cana de açúcar. Com vestes largas, coloridas e brilhantes, de semblante sóbrio, portam óculos escuros e carregam um cravo branco na boca. Idealizadores do Mangue beat, entre os quais Chico Science (1966-1997), revisitaram o maracatu e, ao incorporar as batidas em samplers de guitarras e outros instrumentos, criaram a síntese do que seria a “música mangue”: um pé na tradição, outro na modernidade.

Igualmente realçado na obra da artista está o consagrado Frevo, no qual a música e a dança foram espontaneamente concebidas pelo povo a partir da mistura de marchas militares e de capoeira, em 1907, período em que se consolidava o carnaval de rua, em Recife. É ao som do frevo que o Galo da Madrugada, bloco que, ao reunir mais de um milhão de pessoas, consagrou-se no livro dos recordes como o maior bloco de carnaval do mundo. Entre as referências há, ainda, os Caboclinhos, grupos inspirados em tribos indígenas, como Caetés, Carijos, Tapuias, Tumpinambás, Tupirapes, Taperaguases.

Joana Lira é artista gráfica pernambucana. Seus trabalhos mais conhecidos estão aplicados em produtos e materiais de comunicação para clientes como ONU, L´Occitane, Banco do Brasil, Folha de São Paulo, AMBEV, Alpargatas, Consul, Canal Futura, TOK & STOK, Unilever, SESC Pompéia, Prefeitura do Recife e Governo do Estado de São Paulo. Realizou as exposições individuais Bichos Aloprados (Recife, 1997) e Quando Tudo Explode (São Paulo, 2017). Participou de exibições coletivas como Design Brasileiro Hoje: Fronteiras, no MAM (São Paulo, 2010), Design para Todos, na V Bienal Brasileira de Design (Florianópolis, 2015), Aparelhamento, na FUNARTE (São Paulo, 2016). Em 2009, foi premiada pelo Pearl Awards, em Nova York, na categoria Best Use of Ilustration, com a ilustração de capa da revista Audi (editora Trip). Em 2015, teve quatro trabalhos selecionados na 11ª Bienal Brasileira de Design Gráfico, na qual recebeu troféu de destaque. Em 2016, Joana foi convidada para participar da 5ª Bienal Iberoamericana de Diseño, em Madri, com a estampa Casario, criada para linha de produtos da Tok&Stok. Ainda em 2015 e em 2016, recebeu junto com a equipe da L´Occitane au Brésil o primeiro lugar no Prêmio ABRE, da Associação Brasileira de Embalagem respectivamente com as linhas Olinda e Água de Coco. Durante 10 anos criou e desenvolveu o projeto de cenografia e identidade visual do carnaval do Recife. Este trabalho lhe rendeu participação em diversas exposições nacionais e internacionais, como a mostra sobre Arte e Cidade no Designmai (Alemanha, 2006), a Expo Xangai (China, 2010), a Samba Etc. no Musée International du Carnaval et du Masque Bélgica, 2011) e a Carna Vale, sobre o imaginário brasileiro na cultura brasileira (São Paulo, 2015). Vive e trabalha em São Paulo desde 1999.

Mamé Shimabukuro, paulistana. Estudou Interior Construction na Parson’s School e Lighting Design na School of Visual Arts em New York, em 1992. No momento cursa Ciências Sociais na PUC-SP como estrutura para o seu trabalho de curadora. Trabalhou durante 18 anos com arquitetura de interiores e branding. Realizou, como curadora e produtora, algumas exposições individuais de artistas plásticos como Lucio Carvalho, Renato Imbroisi, Danilo Blanco, Guilherme Leme entre outros. Em 2014, foi uma das 20 curadoras do primeiro laboratório de curadoria do MAM sob coordenação do curador Felipe Chaimovich, um Projeto de Curadoria Coletiva, que originou a exposição #140 caracteres. No mesmo ano, idealizou o Trans Forma Ação, um projeto que visa, através de happenings nas ruas, acionar o sensível da relação inerente entre os cidadãos e a cidade que habitam. Atualmente está envolvida com o roteiro e direção do documentário Minha Sorte é o Olho que eu Tenho, apresentando uma grande coleção de arte popular que contrapõe o erudito e o popular.

Exposição: Quando a vida é uma euforia
Abertura: 23 de janeiro de 2018, às 20h
Até 04 de março de 2018 - grátis
De terça a domingo, das 11h às 20h
Imagens: goo.gl/bkE9Zs

Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima 201 - Complexo Aché Cultural
(Entrada pela Rua Coropés, 88) - Pinheiros SP –
Metrô mais próximo - Estação Faria Lima/Linha 4 - amarela

Informações à Imprensa
Pool de Comunicação - Marcy Junqueira
Fone: 11 3032-1599

sábado, 30 de dezembro de 2017

Tunga: o corpo em obras

Essa mostra do MASP, apesar de pequena, quase se perdendo na imensidão da sala de exibição, é magnífica, menos pelas gravuras e desenhos e mais pelas esculturas.

De dimensões quase monumentais pelos temas abordados, seus tamanhos nos permitem apreciar com atenção detalhes delicados e surpreendentes soluções anatômicas de junção de elementos do corpo humano distantes entre si ou de distorções que que compõem belíssimas imagens tridimensionais.

As instalações da série Tranças também impressionam pela força e a instigante leveza obtida no manuseio dos metais.

Um belo passeio que se completa com a visita ao espetacular acervo da instituição



 Universo No Teu Corpo - Taiguara



Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do evento.











TUNGA: O CORPO EM OBRAS
Abertura: 14 de dezembro, 20h
15 de dezembro de 2017 a 11 de março de 2018


Em 14 de dezembro o MASP inaugura Tunga: o corpo em obras, exposição que reúne cerca de oitenta obras do artista pernambucano, incluindo instalações, objetos e desenhos. Embora apresente trabalhos de diferentes períodos de sua carreira, desde os anos 1970 até sua morte, em junho de 2016, não se trata de uma mostra retrospectiva, mas sim de uma exposição monográfica cujo recorte curatorial tem como foco a maneira como Tunga trabalhou os temas da sexualidade e do erotismo ao longo de sua produção.
Pode-se dizer que o corpo e questões relacionadas à sexualidade atravessam toda a obra do artista, desde o início de sua carreira. Neste recorte curatorial, a sexualidade é compreendida como forma de estabelecer e desenvolver relações, vínculos, transformações e criações entre corpos, seres, matérias e linguagens. As obras que integram a exposição compreendem os mais distintos materiais usados por Tunga, como bronze, cobre, latão, madeira, papel, borracha e maquiagem; bem como fazem referência a diversas áreas do conhecimento, como literatura, filosofia, psicanálise, química, biologia e alquimia.
Organizada de forma não-cronológica pelo espaço do 2º subsolo, a exposição conta com alguns dos trabalhos mais emblemáticos de Tunga, como Vê-nus (1976), Tacape (décadas de 1980 e 1990), a série Eixos exógenos (1986-2000), um conjunto de Tranças (décadas de 1980 e 1990), a série Morfológicas (2014), além de diversos desenhos, muitos deles nunca expostos.
Por ocasião da mostra, o MASP publica um catálogo disponível em português e inglês com imagens das obras expostas, textos dos curadores e ensaios inéditos de Marta Martins e Catherine Lampert, além da republicação de textos históricos sobre a obra de Tunga, de Ronaldo Brito e Suely Rolnik.
Tunga: o corpo em obras encerra o programa anual de 2017 do MASP, dedicado à  sexualidade, e que contou com exposições individuais das artistas Teresinha Soares, Wanda Pimentel, Tracey Moffatt, Guerrilla Girls e dos artistas Miguel Rio Branco e Toulouse-Lautrec, além da mostra coletiva, Histórias da sexualidade, seminários e oficinas em torno do assunto.
A exposição tem curadoria de Isabella Rjeille e Tomás Toledo. A expografia é da Metro Arquitetos Associados.
SERVIÇO
TUNGA: O CORPO EM OBRAS
Data: 15 de dezembro de 2017 a 11 de março de 2018
Local: 2º subsolo
Endereço: Avenida Paulista, 1578, São Paulo, SP
Telefone: (11) 3149-5959
Horários: terça a domingo: das 10h às 18h (bilheteria aberta até as 17h30); quinta-feira: das 10h às 20h (bilheteria até 19h30)
Ingressos: R$30,00 (entrada); R$15,00 (meia-entrada)
O MASP tem entrada gratuita às terças-feiras, durante o dia todo.
AMIGO MASP tem acesso ilimitado e sem filas todos os dias em que o museu está aberto.
O ingresso dá direito a visitar todas as exposições em cartaz no dia da visita.
Estudantes, professores e maiores de 60 anos pagam R$15,00 (meia-entrada).
Menores de 10 anos de idade não pagam ingresso.
O MASP aceita todos os cartões de crédito.

Estacionamento: Convênios para visitante MASP, período de até 3h. É preciso carimbar o ticket do estacionamento na bilheteria ou recepção do museu.
CAR PARK (Alameda Casa Branca, 41)
Segunda a sexta-feira, 6h-23h: R$ 14,00
Sábado, domingo e feriado, 8h-20h: R$ 13,00
PROGRESS PARK (Avenida Paulista, 1636)
Segunda a sexta-feira, 7h-23h: R$ 20,00
Sábado, domingo e feriado, 7h-18h: R$ 20,00

Acessível a deficientes físicos, ar condicionado, classificação livre.

Contato de imprensa:
telefones: 3149-5898 / 3149-5899 




quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Julio Le Parc na Galeria Nara Roesler

Mais uma magnífica mostra da Galeria Nora Roesler com um artista consagrado mundialmente, que está também numa belíssima retrospectiva no Instituto Tomie Ohtake, que nos apresenta uma ampla visão de todas sua fases e suportes.

Aqui conhecemos uma série em que Julio Le Parc usa o fundo preto e a paleta básica de cores para criar imagens e figuras perfeitamente delimitadas por linhas imaginárias cartesianamente dispostas que geram efeitos espaciais magníficos.

Um ótimo passeio para aproveitarmos nosso poder de abstração e "viajar" dentro das obras.




Libertango - Astor Piazzolla





Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do evento.










Galeria Nara Roesler | São Paulo

Apresenta

Julio Le Parc

Abertura: 25 de novembro de 2017, às 11h – até 07 de fevereiro de 2018



Paralelamente à grande retrospectiva de Julio Le Parc no Instituto Tomie Ohtake, a sede paulista da Galeria Nara Roesler reúne trabalhos do icônico artista cinético. São dez pinturas recentes da série Alchimie (2016/2017), três esculturas do conjunto Torsion (2004) e a projeção Alchimie Virtuel, que ocupa espaço central na exposição. Apresentada pela primeira vez na América Latina, a obra, em realidade virtual, atualiza a questão da virtualidade que Le Parc vem explorando há mais de 50 anos, como nas pinturas Réels et virtuels / serie Surface noir et blanc (anos 50), Volume Virtuel (anos 70), e nas esculturas Cercle Virtuel (anos 60).

Por antecipar essa discussão, Le Parc tornou-se reconhecidamente um visionário. Agora, às vésperas de completar 90 anos, com essa obra em projeção, utiliza a tecnologia para, finalmente, mergulhar na realidade virtual. “O trabalho de Julio Le Parc simultaneamente experimental, visionário e lúdico, permanece pertinente no presente, assim como foi nos anos de 1960, e suas preocupações relacionadas à política, ao papel do público, ao artista e ao poder da organização das artes são ainda relevantes e significativas”, escreve o crítico Hans Ulrich Obrist, no catálogo da exposição Bifurcations. Galeria Perrotin, Paris, 2017.

As “alquimias” atuais, em acrílica sobre tela, são trabalhos em grande escala, concebidos a partir de vários estágios de desenhos e de pinturas menores que se expandem em composições modificadas progressivamente. “Em algumas pinturas vemos um grande centro preto que, circulado por uma sobreposição de cores agrupadas e sobrepostas, parece atomizado, o que provoca um efeito simultaneamente desorientador e hipnótico”, diz Le Parc. A série Alchimie foi iniciada em 1988, em forma de pequenos esboços surgidos a partir de observações fortuitas do artista e que, aos poucos, foram concretizadas. “Essas "alquimias" fazem parte da minha viva aventura, expressa em meu trabalho como artista experimental”, afirma Le Parc.

Em Torsion, o artista reafirma essa persistência em uma experimentação contínua, em que cada novo conjunto de obras tem suas raízes no que já desenvolveu. A série de esculturas – que em tamanhos monumentais ocupam espaços públicos de países como, México, Portugal, Estados Unidos – está ligada ao espírito dos primeiros relevos, especialmente dos "volumes virtuais" desenvolvidos nos anos de 70.  Ainda que as obras em Torsion não sejam virtuais, mas reais com a contundente presença do aço inox, esse material, por sua superfície acetinada, permite múltiplas mudanças devido a sua maneira de atrair a luz. As esculturas guardam o princípio seminal da produção do artista que corresponde, segundo ele, a um processo simples: um esquema que determina o conjunto. “A maior parte é organizada por sequências que podem ser de deslocamento, de rotação, de ângulos, de posicionamento no espaço etc. A concepção, por sua racionalidade, permite o surgimento de situações visuais que podem ir do simples reconhecimento de um sistema de organização à impressão de caos”, completa.  

Julio Le Parc (n. 1928, Mendoza, Argentina) vive e trabalha em Cachan, na França. O artista apresenta ao espectador uma visão divertida e desmistificada da arte e sociedade por meio de suas pinturas, esculturas e instalações perceptualmente ilusórias. Le Parc faz interagir cor, luz, sombra e movimento de modo que as formas aparentem movimento, estruturas sólidas se desmaterializem, e a própria luz pareça plástico. Como co-fundador do Groupe de Recherche d’Art Visuel (GRAV), trabalhou para romper os limites na arte e a participação de espectadores contribuiu diretamente com suas famosas esculturas cinéticas e ambientes de luz.

A partir de 1960, no entanto, começou a desenvolver uma série de obras distintas que utilizavam a luz “leitosa”: esses objetos, geralmente construídos com uma fonte lateral de luz branca que era refletida e quebrada por superfícies metálicas polidas, combinavam um alto grau de intensidade com uma expressão sutil de movimento contínuo.

As obras de Le Parc foram tema de inúmeras exposições individuais na Europa, América Latina e Estados Unidos, em instituições como o Pérez Art Museum, Miami, EUA (2016); Museum der Kulturen Basel, Basel, Suíça (2015); Bildmuseet, Umea, Suécia (2015); Malba, Buenos Aires, Argentina (2014); Palais de Tokyo, Paris, França (2013); Biblioteca Luiz Angel Arango, Bogotá, Colômbia, (2007); Laboratorio Arte Alameda, Cidade do México, México (2006); Castello di Boldeniga, Brescia, itália (2004) entre outras. O artista também fez parte de diversas exposições coletivas e bienais como: a Bienal Internacional de Curitiba, Curitiba, Brasil (2015); Bienal do Mercosul, Porto Alegre, Brasil (1999); Bienal de Havana, Havana, Cuba (1984); Bienal de São Paulo (1967), a Bienal de Veneza em 1966 (quando recebeu o Prêmio) e a polêmica exposição do MoMA, The Responsive Eye (1965). Como ato de protesto contra o regime militar repressivo no Brasil, ele se juntou a artistas no boicote da Bienal de São Paulo em 1969 e publicou um catálogo alternativo de Contrabienal em 1971. As obras coletivas posteriores de Le Parc incluem a participação em movimentos antifascistas no Chile, El Salvador e Nicarágua. Recentemente, Le Parc tem sido objeto de grandes retrospectivas, como Form into action no Pérez Art Museum, Miami, EUA (2016), Julio Le Parc na Serpentine Gallery, Londres, Reino Unido (2014); Le Parc: Lumière no MALBA, Buenos Aires, Argentina (2014); Soleil froid no Palais de Tokyo, Paris, França (2013); Le Parc lumière na Casa Daros, Rio de Janeiro, Brasil (2013); e da exposição Dynamo no Grand Palais, Paris, França (2013).

Exposição: Julio Le Parc
Abertura: 25 de novembro de 2017, às 11h - Até 07 de fevereiro de 2018.
Imagens:

Galeria Nara Roesler
Av. Europa, 655 – São Paulo. Tel - 2039-5454
De segunda a sexta, das 10h às 19h, sábado, das 11h às 15h

Informações à Imprensa
Pool de Comunicação – Marcy Junqueira
Atendimento: Martim Pelisson e Luísa Teles

Fone: 11 3032 1599

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Um artista plástico mais que afinado

A primeira impressão de quem vê Rodolfo Chiaverini Neto, qualquer que seja a ocasião, deve ser de ao menos de uma grande empatia.



Pode ser em seu consultório durante qualquer procedimento médico, profissão que ainda exerce há mais de cinquenta anos, numa reunião social, em seu ateliê ou na noite, escutando sua terceira vocação, a de músico.



Um homem eclético com uma conversa excelente, isso vindo da boa família, da boa escola, dos amigos que sempre instigaram sua curiosidade e principalmente do olhar atento ao seu redor e ao mundo.



Um talento precoce, que desde a tenra infância sabia desenhar, sem qualquer instrução formal, ingressou na Escola de Pintura do Bosque Municipal de Ribeirão Preto para se aprimorar e adquirir novas técnicas.



Quando veio a São Paulo aprimorar os estudos formais, aproveitou para ter aulas de pintura com o professor Blackmann e com o professor Ranzini da FAUS.



Contam seus colegas da Escola de Medicina que ficava mais fácil estudar anatomia após Rodolfo Chiaverini ilustrar nas bordas dos livros suas aulas de dissecação.



Sua curiosidade inquieta o faz, ainda, pesquisar tintas, matizes e novos suportes para sua produção, que além da pintura são as gravuras e esculturas.




Além de muito bom pianista, agora está de volta ao conservatório para estudos de flauta e composição para, quem sabe, nos trazer também suas “visões” musicais.




Conheci a música abaixo quando em uma noite boêmia o ouvi tocar a quatro mãos com Laércio de Freitas, grande músico e maestro brasileiro.



 A Night In Tunisia



A exposição irá até o dia 10/12/2017 na Galeria Saphira & Ventura na Almeda. Lorena, 1748 - Jardins - Tel. (11) 30612409 - das 11:00 às 19:00 hs. 

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Pancetti - Navegar é Preciso

Uma mostra que nos traz pinturas de várias fases do artista, com o tema comum das marinas, que é o lado mais conhecido de seu trabalho, explicado pela sua profunda ligação com o mar, pois foi marinheiro por quase vinte anos.

José Pancetti é um daqueles artistas que com poucos traços nos colocam dentro da cena, pois seu uso espetacular das cores nos transcende e enleva nelas.

Essa magnífica exposição da Galeria Almeida e Dale, com curadoria de Denise Mattar só reforça minha certeza de que eles são imprescindíveis na vida cultural brasileira, pois além de nos trazer tesouros poucas vezes vistos, o fazem de maneira impecável e surpreendente.

Um passeio imperdível, a ser feito com o necessário vagar para o pleno gozo dessas belezas.



Caetano Veloso - Os Argonautas


Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do evento.













Exposição homenageia a obra do modernista José Pancetti
Em cartaz na galeria Almeida e Dale, mostra apresenta cerca de 45 pinturas, entre paisagens, retratos e naturezas-mortas
José Pancetti: Oh! Bahia minha estrela, minha amada (1954)
Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:"Navegar é preciso; viver não é preciso".Quero para mim o espírito [d]esta frase,transformada a forma para a casar como eu sou:Viver não é necessário; o que é necessário é criar
Fernando Pessoa

Grande representante do modernismo brasileiro, José Pancetti gostava de pintar ao ar livre. Suas telas costumavam ser pequenas para que ele pudesse carregá-las de um lugar para o outro. Em suas viagens pelo Brasil, pintou as praias de Salvador, as montanhas de Campos do Jordão, as ruas íngremes de São João Del Rei, entre tantas outras paisagens tipicamente brasileiras. O artista também retratou o povo de seu país e pintou muitos autorretratos. Sua vasta produção pode ser conferida na exposição Pancetti - Navegar é Preciso, que a Galeria Almeida e Dale recebe a partir do dia 17 de outubro.

Com curadoria de Denise Mattar, a mostra reúne cerca de 45 pinturas, agrupadas por temas, além de fotos, manuscritos e cartas. A última grande exposição dedicada ao artista foi realizada em 2002, no Museu de Arte da Bahia, com itinerância em outras capitais. Agora, quinze anos depois, o público poderá rever grande parte da produção do pintor como as famosas Marinhas, uma das facetas mais conhecidas de sua obra.

Pancetti trabalhou como marinheiro desde os 16 anos, tendo permanecido na profissão até os 34 anos. Sua proximidade com o mar é refletida em 25 obras da mostra, que reúne desde os primeiros quadros do artista, que retratam barcos e construções, até obras do fim de sua vida, registros que se aproximam da abstração, reduzidos à areia, à luz e ao mar. Cabo Frio, Itanhaém e Arraial do Cabo são alguns dos destinos representados por Pancetti, atento às sutilezas de cada local.

Para o crítico de arte Frederico Moraes, a obra do modernista é marcada por uma constante sobriedade aliada ao lirismo. "A pintura de Pancetti é como um convés de navio, curtida de sol e sal. Não enferruja. Honesta, limpa, econômica, direta, austera, quase seca, mesmo quando a cor se expande e o gesto abriga a emoção. Não há nele nem o supérfluo, nem o desperdício".

Essa aridez aparece na série de paisagens urbanas, produzidas no começo da carreira do artista, na década de 1940. As obras retratam lugares fechados, como pátios ruas e becos, sempre com cores escuras. Predomina um sentimento de melancolia e sufocamento associado à vida nas grandes cidades. Nessas paisagens e também em algumas naturezas-mortas, é possível identificar a influência de mestres como Paul Cézanne (1839-1906) e Henri Matisse (1869-1954).

Sua paleta adquiriu tons mais coloridos quando passou a viver em Salvador, em 1950, ano no qual participou da Bienal de Veneza. Para a curadora Denise Mattar, a mudança de cidade foi um ponto de ruptura em sua carreira: "A ida de Pancetti para a Bahia modificou sua personalidade e sua obra, a alegria tornou o artista mais doce, e ele explodiu em cores quentes e fortes. Sem estar preocupado com uma brasilidade teórica, Pancetti retratou como ninguém a nossa gente, a nossa luz e o nosso mar".

As cores quentes aparecem ainda nos vários retratos que o modernista produziu em sua vida. Crianças, lavadeiras e prostitutas foram alguns dos grupos que ele pintou, homenageando a classe popular da qual se sentia parte. Para o crítico de arte Marc Berkowitz, esse encanto pela simplicidade também aparece na própria concepção do trabalho: "Pancetti não ligava à moda, ou aos "ismos", ele fazia sua pintura, como ele a entendia, com aquela integridade tão típica dele".

A exposição também apresenta seus famosos autorretratos, aos quais o artista atribuía múltiplas personalidades: marinheiro, camponês, almirante, pescador. Nessas pinturas, Pancetti sempre aparece de perfil, ora em tons dramáticos, ora engraçados. "O artista se arriscava ardorosamente, pintando suas fantasias e investindo-se de diferentes personalidades, dando a cada uma dessa personas diferentes densidades psicológicas", pontua a curadora.

No dia 11 de novembro, a galeria lança o catálogo de Pancetti - Navegar é Preciso como ação do Art Weekend - evento que promove circuitos entre galerias, que estendem o seu horário de funcionamento no fim de semana, apresentando ao público uma série de atividades paralelas às mostras em seus espaços.

Em cartaz até 9 de dezembro, a exposição se insere em um projeto maior da galeria de enfatizar a produção de grandes nomes da arte brasileira, como nas exposições já realizadas de Raimundo Cela, Ernesto de Fiori, Di Cavalcanti, Ismael Nery, entre outros. Na atual mostra, a galeria homenageia a obra singular de Pancetti, artista que possuía grande identificação com a paisagem e o povo brasileiro.

Para imagens, por favor clique aqui.

Pancetti - Navegar é Preciso
Local: Galeria Almeida e DaleAbertura: 17 de outubro, a partir das 17h30 às 22h
Período expositivo: de 18 de outubro a 9 de dezembro
Lançamento do catálogo: 11 de novembro, das 10h às 14h
Endereço: Rua Caconde, 152, São Paulo, SP
Visitação: de segunda a sexta, das 10h às 18h; sábados, das 10h às 13h
Telefone: 11 3882-7120

Assessoria de imprensa:
A4&Holofote11 3897-4122
Cristiane Nascimento - cristianenascimento@a4eholofote.com.br
Mariana Tessitore – marianatessitore@a4eholofote.com.br
Neila Carvalho - neilacarvalho@a4eholofote.com.br