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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Retrospectiva sobre Jean-Michel Basquiat

Essa é uma exposição que preencheu plenamente minhas expectativas, encontrei tudo o que esperava ver.

Obras bisonhas, toscas, infantilizadas com alto grau de enfado em algumas e outras permeadas de neuroses ou paranoias com um imenso desdém a tudo e a todos.

Como seu mecenas e incentivador, Andy Wahrol, era um grande marqueteiro que com suas atitudes polêmicas sempre esteve em evidência, inventando até uma origem pobre, de necessidades para criar uma aura mística.

Apesar de ter declarado que SAMO estava morto, continuou essa máxima em seu trabalho.

Posso parecer um maluco que vai contra a opinião estabelecida, mas tenho que ser coerente comigo mesmo. Não acho que isso seja arte, apenas uma brincadeira de mau gosto que por alguma razão passou a ser considerada magnífica.

Talvez sua morte aos 27 anos tenha ajudado sua fama pois acabou fazendo parte dos amaldiçoados que se foram nesta idade como Janis Joplin, Jim Morrison, Kurt Corbain, Jimmy Hendrix e outros tantos.

É um passeio ao CCBB, que sempre vale a visita, onde vocês poderão verificar se tenho ou não razão em minha opinião.



Lou Reed & The Velvet Underground - Wild Child



Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do CCBB
















Retrospectiva sobre Jean-Michel Basquiat, no Centro Cultural Banco do
Brasil (CCBB), reunirá mais de 80 peças do artista, entre quadros,
desenhos, gravuras e pratos pintados; a exposição passará por São Paulo,
Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, respectivamente
SÃO PAULO, BRASÍLIA, BELO HORIZONTE e RIO DE JANEIRO – Neste ano,
uma grande retrospectiva da obra do artista nova-iorquino de ascendência afro-caribenha
Jean-Michel Basquiat vai circular pelo Brasil, com entrada gratuita para o público. Com
mais de 80 peças, entre quadros, desenhos, gravuras e pratos pintados, a incrível coleção
com inúmeras obras-primas do artista poderá ser conhecida no Centro Cultural Banco do
Brasil (CCBB), em São Paulo, em 25 de janeiro, aniversário da cidade. As obras ficarão
em exposição na capital paulista até 7 de abril para, em seguida, serem apresentadas em
Brasília (de 21 de abril, aniversário da capital federal, a 1o de julho), Belo Horizonte (16
de julho a 26 de setembro) e Rio de Janeiro (12 de outubro a 8 de janeiro de 2019). A
vinda desse acervo tão qualificado ao Brasil, em quatro capitais, levou cerca de dois anos
de negociações.

A retrospectiva Jean-Michel Basquiat foiconcebida com obras da família Mugrabi,dona das maiores coleções de Basquiat e também Andy Warhol. As peças foramdisputadas por diversos países, entre elesCoreia do Sul, Japão e Rússia. A incrívelcoleção chega ao país graças à ação conjunta do Banco do Brasil e da produtora Art Unlimited, com patrocínio da BB SEGURIDADE, da BRASILCAP e do
GRUPO SEGURADOR BANCO DO BRASIL E MAPFRE. A curadoria é de PieterTjabbes.

“A iniciativa de apresentar a maior retrospectiva do trabalho de Basquiat na América Latina, em quatro capitais brasileiras, ao longo de um ano, com ingressos gratuitos, reforça o compromisso do Banco do Brasil na formação do público para as artes visuais, no acesso à cultura e no valor da
diversidade”, afirma Alexandre Alves de Souza, diretor de Marketing do Banco do Brasil.

Empresa que concentra os negócios de seguros, previdência, capitalização e planos
odontológicos do Banco do Brasil, a BB SEGURIDADE também reforça que “o
patrocínio à exposição fortalece seu posicionamento de companhia fomentadora da
democratização da cultura no País”, como explica seu diretor, Sergio Augusto Kurovski.
“O patrocínio é uma forma de oferecer à sociedade a experiência de acessar obras tão
importantes nos Centros Culturais Banco do Brasil”.

VIDA CURTA, PRODUÇÃO MARCANTE

Basquiat nasceu em 1960 e morreu jovem, aos 27 anos, de overdose. Seu pai era haitiano
e, sua mãe, descendente de imigrantes porto-riquenhos. Desde muito cedo, foi
reconhecido como um garoto excepcionalmente inteligente. Influenciado pela família
(com a qual viria a ter problemas no fim da adolescência, deixando a casa e vivendo até
alguns dias como um sem teto), rapidamente aprendeu, além do inglês, francês e espanhol,
e foi incentivado a desenvolver seu talento para as artes.

Leitor compulsivo, ainda criança foi atropelado quando brincava nas ruas do Brooklyn.
No acidente, um de seus braços foi quebrado, e seu baço teve de ser retirado. Durante o
longo período de recuperação, sua mãe deu-lhe um exemplar do livro Gray’s Anatomy,
um atlas de anatomia humana do século XIX que influenciaria seus trabalhos artísticos
mais de uma década depois.

“Basquiat é um dos maiores artistas de ascendência afro-caribenha e é exaltado em todo
o mundo. Ele é, fundamentalmente, um artista de Nova Iorque. Sua obra personifica o
caráter da cidade nos anos 70 e 80, quando a mistura de empolgação e decadência da
cidade criou um paraíso de criatividade. Sua obra reflete os ritmos, os sons e a vida da
cidade. Ela sintetiza o discurso artístico, musical, literário e político de Nova Iorque
durante este período tão fértil”, afirma o curador da exposição, Pieter Tjabbes.
Quando morreu, em 1988, Basquiat era uma estrela do cenário artístico de Nova York.
Sua produção, marcada pelo uso, muitas vezes, de materiais simples, como papel comum,
colagens, cópias reprográficas e a combinação de imagens humanas (com frequência
inspiradas no livro de anatomia que sua mãe lhe deu) e palavras, atraía a atenção de
críticos, curadores e, não menos importante, de compradores. Visitar o ateliê do artista
era um evento explorado por seus galeristas, que conseguiam com isso alavancar o
interesse pela novidade e pelos novos trabalhos de Basquiat.

Recentes exposições em Nova Iorque, Milão, Roma e Londres têm valorizado ainda mais
sua produção e suas obras – no ano passado, uma tela sua, Sem título (1982), foi vendida
por mais de US$ 110 milhões de dólares num leilão, fazendo deste trabalho a mais cara
obra e arte norte-americana já vendida. Em 2018, além do Brasil (SP, DF, BH e RJ),
Alemanha (Frankfurt) e França (Paris) receberão mostras bem representativas do artista.
“A BRASILCAP tem imenso orgulho em ajudar a levar para os brasileiros a obra e a
genialidade de Jean-Michel Basquiat”, afirma Marcio Lobão, Presidente
da BRASILCAP. “A companhia acredita que a cultura é um meio de transformação da
realidade e da educação do país”, completa.

De acordo com o curador da mostra, Pieter Tjabbes, um dos elementos essenciais na obra
de Basquiat é sua composição multi-idiomas: “A justaposição de inglês e espanhol é um
dos muitos dinâmicos contrastes culturais dentro da obra que cria a sua energia singular.
Ele conseguiu incorporar todos os diversos elementos de sua formação cultural e do seu
sofisticado auto aprendizado para dentro de pinturas explosivas”, descreve.

Basquiat é também um raro artista negro de sucesso, no contexto das artes plásticas, em
um universo predominantemente branco. Em sua breve carreira, Basquiat trouxe à tona a
negritude e as vicissitudes e traumas experimentados pelos negros nos EUA. “Eu percebi
que não via muitas pinturas com pessoas negras”, explicou o próprio Basquiat, fazendo
um adendo depois: “o negro é o protagonista da maioria das minhas pinturas”.

“É um projeto importante que trará uma nova visão sobre a arte”, aposta Fernando
Barbosa, presidente do GRUPO SEGURADOR BANCO DO BRASIL E MAPFRE nas
áreas de Vida, Rural e Habitacional. “Basquiat foi um artista intenso, composto pela
diversidade e com uma percepção única sobre o mundo”, diz. “Participar de uma mostra
dessa magnitude é uma honra para nós”, reforça. Luis Gutiérrez, presidente do GRUPO
nas áreas de Auto, Seguros Gerais e Affinities, complementa: “o acesso gratuito para a
experiência dessa incrível exposição complementa nosso posicionamento de apoio à
cultura e de fomento da arte como propulsores do fortalecimento da sociedade”.

1976-1979

Como entender uma trajetória que tem início nas paredes do artístico bairro de Downtown
Manhattan e metrô nova-iorquino, numa tag compartilhada com o amigo Al Diaz
(SAMO, abreviatura da expressão Same Old Shit, ou Mesma Merda de Sempre) e que,
em poucos anos, viria a revelar o artista mais adulado pelo mercado de arte de Nova
Iorque?

Essa é, talvez, a mais interessante característica dessa exposição que circulará pelo país.
A retrospectiva proposta permitirá conhecer obras de Basquiat feitas logo depois que ele
deixou de vender cartões postais de sua autoria nas ruas até os momentos finais de sua
produção.

Nessa trajetória, ganham destaque os desenhos de Basquiat. À época, eles eram menos
valorizados pelos marchands e, portanto, caberia afirmar que receberam menos pressão
da crítica e do mercado, permitindo, nos dias atuais, uma leitura mais independente do
projeto artístico de Basquiat. Um dos destaques entre os diversos desenhos presentes na
exposição é Hong Kong (1985).

A produção artística de Basquiat tem início quando, aos 16 anos, ele começa a espalhar
poemas e epigramas assinados como SAMO, junto com Al Diaz, por Nova Iorque. Os
grafites e cartazes na linha D do metrô e em outras áreas de Manhattan atraíram a atenção
do Village Voice, jornal independente que destacou a produção do grafite nova-iorquino,
marcou uma geração de artistas e militantes LGBT nos Estados Unidos e permanece,
ainda hoje, ativo.

Basquiat torna-se um artista célebre, com aparições frequentes em programas de TV. Em
1979, o codinome SAMO é abandonado, numa intervenção na cidade que aumentou ainda
mais sua notoriedade: a inscrição “SAMO is dead” apareceu grafitada no SoHo, no baixo
Manhattan, bairro que marcou a história da arte norte-americana do período.

1980-1982

Em 1979, Basquiat formou uma banda com Shannon Dawson, Michael Holman, Nick
Taylor, Wayne Clifford e Vincent Gallo, inicialmente chamada Test Pattern, mas depois
rebatizada como Gray. Em 1980, essa banda realiza diversas performances em clubes da
cidade. A banda faria a trilha do filme Downtown’81, escrito por Glenn O’Brien e dirigido
por Edo Bertoglio. Também em 1980, obras de Basquiat são expostas na coletiva The
Times Square Show, e no ano seguinte, abre a primeira mostra só de seus trabalhos, na
galeria Annina Nosei. Em dezembro de 1981, um artigo publicado na Artforum torna
Basquiat conhecido internacionalmente. Esse é um dos períodos mais produtivos de
Basquiat. Algumas das peças de maior destaque da exposição que vem ao Brasil, como
Hand anatomy (Anatomia da mão, 1982), Old Cars (Carros velhos, 1981), Selfportrait
(Autorretrato, 1981), Do not revenge (Não se vingue, 1982) e Loin (Lombo, 1982) foram
produzidas neste período. Muitos dos seus trabalhos dessa época foram pintados em
portas, em esquadrias de janelas e em peças de madeira jogadas fora e que ele achava
pelas ruas.

1983-1988

Em 1982, Basquiat conhece Andy Warhol, de quem se torna amigo. Entre 1984 e 1985,
eles trabalhariam em parceria em uma série de quadros. Do trabalho conjunto, o público
brasileiro poderá ver Heart Attack (infarto, 1984). Nesse período, Basquiat é um artista
celebrado, disputado pelas galerias e com frequentes exposições internacionais. Apesar
do vício em heroína, sua produção se mantém. Em 1988, ano de sua morte, expôs em
Paris (França) e em Dusseldorf (Alemanha). Entre os trabalhos desses anos, estará
exposta no Brasil Rusting Red Car (carro vermelho enferrujado, 1984). De acordo com
Pieter Tjabbes, “a habilidade de projetar sua poderosa personalidade e sua inteligência
aguda para dentro de sua obra mantém as realizações de Basquiat sempre vivas”. É essa
capacidade que o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e a Art Unlimited apresentarão
ao Brasil em quatro capitais, em 2018. Imperdível.


PATROCÍNIO
BB SEGURIDADE
BRASILCAP
GRUPO SEGURADOR BANCO DO BRASIL E MAPFRE
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro. São Paulo-SP
Acesso ao calçadão pelas estações Sé e São Bento do Metrô
(11) 3113-3651/3652 | Quarta a segunda, das 9h às 21h
ccbbsp@bb.com.br | www.bb.com.br/cultura | twitter.com/ccbb_sp | facebook.com/ccbbsp |
instagram.com/bancodobrasil
Acesso e facilidades para pessoas com deficiência | Ar-condicionado | Cafeteria e Restaurante | Loja
• Estacionamento conveniado: Estapar - Rua Santo Amaro, 272.
Traslado gratuito até o CCBB. No trajeto de volta, a van tem parada na estação
República do Metrô.
Informações pelo telefone (11) 3113-3651/3652
Valor: R$ 15 pelo período de 5 horas.
É necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB.
Assessoria de imprensa do CCBB: Leonardo Guarniero
(11) 4298-1279/1282 | leoguarniero@bb.com.br
Informações para a imprensa sobre a exposição: Agência Galo
DF: (61) 4063-8770 | SP: (11) 3253-3227 | RJ: (21) 4063-7021 | BH: (31) 4063-6331
Fotos, lista de obras e outros materiais para a imprensa em
www.agenciagalo.com/basquiat
contato@agenciagalo.com com Frederico, Lais, Tales ou Thiago

domingo, 28 de janeiro de 2018

Quando a vida é uma euforia

Quando a vida é uma euforia e também repleta de alegria é o que mostra esta exposição Joana Lira, a responsável pela identidade visual do carnaval de Recife há mais de 10 anos.

Numa explosão de cores, músicas e cenas do carnaval pernambucano que nos levam para dentro da folia. Mesmo quem não gosta de carnaval irá se interessar, pois exuberância desta festa chega a empolgar, mesmo que vista à distância.

Percebi em seus traços uma pequena influência de Romero de Brito, nos traços e cores, mas com uma delicadeza particular que se afasta da fonte e constrói um estilo todo novo e muito agradável.

Um lindo passeio que teve na sua abertura apresentações de danças e ritmos dessa terra que fizeram a maioria dos presentes entrar na festa.




Alceu Valença - Pelas ruas que andei


Abaixo das imagens, o "press-release" , fornecidos pela assessoria de imprensa do Instituto Tomie Ohtake.

























Instituto Tomie Ohtake

Apresenta

Quando a vida é uma euforia

Exposição de Joana Lira apresenta o carnaval pernambucano ao público paulistano.

Abertura: 23 de janeiro, às 20h – até 04 de março de 2018
Imagens: goo.gl/bkE9Zs  

Responsável por imprimir nas ruas de Recife a identidade visual e a cenografia do carnaval pernambucano ao longo de dez anos, a artista gráfica Joana Lira apresenta no Instituto Tomie Ohtake o carnaval pernambucano, ressaltando as manifestações regionais, com um olhar atual, repleto de resignificados.

Com curadoria de Mamé Shimabukuro, a mostra promove uma aproximação do visitante com o multifacetado carnaval pernambucano, transportando o público para aquela que é considerada uma das maiores festas populares brasileiras. “A mostra busca uma tonalidade experimental, ao costurar situações imersivas e documentais sobre as histórias e personagens deste carnaval, refletindo sobre como as representações gráficas da cultura carnavalesca interagem com os sentimentos e emoções das pessoas”, afirma a curadora.

Ainda que muito apreciado nacionalmente, o país conhece pouco a particular diversidade de ritmos, melodias, temas e personagens contidos no carnaval de Recife. Por isso a exposição, que conta com trilha sonora de Maurício Badé, é também uma rara oportunidade de o público paulistano mergulhar nas originais narrativas que desenham o imaginário popular desta cultura local. Segundo Ricardo Ohtake, o Instituto realiza esta exposição principalmente pelo projeto exaltar o encontro da arte com a rua. “Joana traduz com seu vigor criativo as tradicionais invenções do povo edificadas na cultura brasileira”, completa.

O primeiro núcleo da mostra trata da ideia de pertencimento, ao trazer conteúdos e registros de manifestações culturais locais, tais como Frevo, Maracatu Rural, Maracatu Nação e Caboclinhos, além das propostas de intervenção urbana realizadas pela artista. Já o segundo favorece a experiência sensorial, apresentando ao visitante a possibilidade de sentir a pulsação do carnaval por meio de grandes projeções marcadas pelo som dos vários ritmos locais. Por sua vez, o terceiro núcleo concentra-se na noção de transcendência, para colocar o espectador dentro da folia, ao exibir personagens em tamanhos monumentais, as grandes proporções que sublinham o trabalho de Joana Lira.

“Joana desenvolveu uma antropologia visual expressa por uma linha preta vazada receptiva, que possibilita a expansão de formas geométricas e cores vibrantes. Ao mesmo tempo, estão implícitas e explícitas relações de euforia, alegria e sensualidade presentes em seu trabalho. Falamos aqui em relações estéticas e de constituição do sujeito relacionados a cidade de Recife, reconhecendo e revivendo raízes da cultura além de promover uma nova educação estética pela sensibilização do olhar”, afirma a curadora.

Entre as manifestações que mantêm viva a tradição do carnaval pernambucano e alimentam a obra de Joana Lira, destacam-se os maracatus nação e rural. Enquanto o nação cultua os orixás africanos com cortejos de reis e rainhas de influências africanas e portuguesas, o rural, de origem indígena, evoca os caboclos da mata, personagens conhecidos como Caboclos de lança, criação oriunda dos trabalhadores da cana de açúcar. Com vestes largas, coloridas e brilhantes, de semblante sóbrio, portam óculos escuros e carregam um cravo branco na boca. Idealizadores do Mangue beat, entre os quais Chico Science (1966-1997), revisitaram o maracatu e, ao incorporar as batidas em samplers de guitarras e outros instrumentos, criaram a síntese do que seria a “música mangue”: um pé na tradição, outro na modernidade.

Igualmente realçado na obra da artista está o consagrado Frevo, no qual a música e a dança foram espontaneamente concebidas pelo povo a partir da mistura de marchas militares e de capoeira, em 1907, período em que se consolidava o carnaval de rua, em Recife. É ao som do frevo que o Galo da Madrugada, bloco que, ao reunir mais de um milhão de pessoas, consagrou-se no livro dos recordes como o maior bloco de carnaval do mundo. Entre as referências há, ainda, os Caboclinhos, grupos inspirados em tribos indígenas, como Caetés, Carijos, Tapuias, Tumpinambás, Tupirapes, Taperaguases.

Joana Lira é artista gráfica pernambucana. Seus trabalhos mais conhecidos estão aplicados em produtos e materiais de comunicação para clientes como ONU, L´Occitane, Banco do Brasil, Folha de São Paulo, AMBEV, Alpargatas, Consul, Canal Futura, TOK & STOK, Unilever, SESC Pompéia, Prefeitura do Recife e Governo do Estado de São Paulo. Realizou as exposições individuais Bichos Aloprados (Recife, 1997) e Quando Tudo Explode (São Paulo, 2017). Participou de exibições coletivas como Design Brasileiro Hoje: Fronteiras, no MAM (São Paulo, 2010), Design para Todos, na V Bienal Brasileira de Design (Florianópolis, 2015), Aparelhamento, na FUNARTE (São Paulo, 2016). Em 2009, foi premiada pelo Pearl Awards, em Nova York, na categoria Best Use of Ilustration, com a ilustração de capa da revista Audi (editora Trip). Em 2015, teve quatro trabalhos selecionados na 11ª Bienal Brasileira de Design Gráfico, na qual recebeu troféu de destaque. Em 2016, Joana foi convidada para participar da 5ª Bienal Iberoamericana de Diseño, em Madri, com a estampa Casario, criada para linha de produtos da Tok&Stok. Ainda em 2015 e em 2016, recebeu junto com a equipe da L´Occitane au Brésil o primeiro lugar no Prêmio ABRE, da Associação Brasileira de Embalagem respectivamente com as linhas Olinda e Água de Coco. Durante 10 anos criou e desenvolveu o projeto de cenografia e identidade visual do carnaval do Recife. Este trabalho lhe rendeu participação em diversas exposições nacionais e internacionais, como a mostra sobre Arte e Cidade no Designmai (Alemanha, 2006), a Expo Xangai (China, 2010), a Samba Etc. no Musée International du Carnaval et du Masque Bélgica, 2011) e a Carna Vale, sobre o imaginário brasileiro na cultura brasileira (São Paulo, 2015). Vive e trabalha em São Paulo desde 1999.

Mamé Shimabukuro, paulistana. Estudou Interior Construction na Parson’s School e Lighting Design na School of Visual Arts em New York, em 1992. No momento cursa Ciências Sociais na PUC-SP como estrutura para o seu trabalho de curadora. Trabalhou durante 18 anos com arquitetura de interiores e branding. Realizou, como curadora e produtora, algumas exposições individuais de artistas plásticos como Lucio Carvalho, Renato Imbroisi, Danilo Blanco, Guilherme Leme entre outros. Em 2014, foi uma das 20 curadoras do primeiro laboratório de curadoria do MAM sob coordenação do curador Felipe Chaimovich, um Projeto de Curadoria Coletiva, que originou a exposição #140 caracteres. No mesmo ano, idealizou o Trans Forma Ação, um projeto que visa, através de happenings nas ruas, acionar o sensível da relação inerente entre os cidadãos e a cidade que habitam. Atualmente está envolvida com o roteiro e direção do documentário Minha Sorte é o Olho que eu Tenho, apresentando uma grande coleção de arte popular que contrapõe o erudito e o popular.

Exposição: Quando a vida é uma euforia
Abertura: 23 de janeiro de 2018, às 20h
Até 04 de março de 2018 - grátis
De terça a domingo, das 11h às 20h
Imagens: goo.gl/bkE9Zs

Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima 201 - Complexo Aché Cultural
(Entrada pela Rua Coropés, 88) - Pinheiros SP –
Metrô mais próximo - Estação Faria Lima/Linha 4 - amarela

Informações à Imprensa
Pool de Comunicação - Marcy Junqueira
Fone: 11 3032-1599

sábado, 30 de dezembro de 2017

Tunga: o corpo em obras

Essa mostra do MASP, apesar de pequena, quase se perdendo na imensidão da sala de exibição, é magnífica, menos pelas gravuras e desenhos e mais pelas esculturas.

De dimensões quase monumentais pelos temas abordados, seus tamanhos nos permitem apreciar com atenção detalhes delicados e surpreendentes soluções anatômicas de junção de elementos do corpo humano distantes entre si ou de distorções que que compõem belíssimas imagens tridimensionais.

As instalações da série Tranças também impressionam pela força e a instigante leveza obtida no manuseio dos metais.

Um belo passeio que se completa com a visita ao espetacular acervo da instituição



 Universo No Teu Corpo - Taiguara



Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do evento.











TUNGA: O CORPO EM OBRAS
Abertura: 14 de dezembro, 20h
15 de dezembro de 2017 a 11 de março de 2018


Em 14 de dezembro o MASP inaugura Tunga: o corpo em obras, exposição que reúne cerca de oitenta obras do artista pernambucano, incluindo instalações, objetos e desenhos. Embora apresente trabalhos de diferentes períodos de sua carreira, desde os anos 1970 até sua morte, em junho de 2016, não se trata de uma mostra retrospectiva, mas sim de uma exposição monográfica cujo recorte curatorial tem como foco a maneira como Tunga trabalhou os temas da sexualidade e do erotismo ao longo de sua produção.
Pode-se dizer que o corpo e questões relacionadas à sexualidade atravessam toda a obra do artista, desde o início de sua carreira. Neste recorte curatorial, a sexualidade é compreendida como forma de estabelecer e desenvolver relações, vínculos, transformações e criações entre corpos, seres, matérias e linguagens. As obras que integram a exposição compreendem os mais distintos materiais usados por Tunga, como bronze, cobre, latão, madeira, papel, borracha e maquiagem; bem como fazem referência a diversas áreas do conhecimento, como literatura, filosofia, psicanálise, química, biologia e alquimia.
Organizada de forma não-cronológica pelo espaço do 2º subsolo, a exposição conta com alguns dos trabalhos mais emblemáticos de Tunga, como Vê-nus (1976), Tacape (décadas de 1980 e 1990), a série Eixos exógenos (1986-2000), um conjunto de Tranças (décadas de 1980 e 1990), a série Morfológicas (2014), além de diversos desenhos, muitos deles nunca expostos.
Por ocasião da mostra, o MASP publica um catálogo disponível em português e inglês com imagens das obras expostas, textos dos curadores e ensaios inéditos de Marta Martins e Catherine Lampert, além da republicação de textos históricos sobre a obra de Tunga, de Ronaldo Brito e Suely Rolnik.
Tunga: o corpo em obras encerra o programa anual de 2017 do MASP, dedicado à  sexualidade, e que contou com exposições individuais das artistas Teresinha Soares, Wanda Pimentel, Tracey Moffatt, Guerrilla Girls e dos artistas Miguel Rio Branco e Toulouse-Lautrec, além da mostra coletiva, Histórias da sexualidade, seminários e oficinas em torno do assunto.
A exposição tem curadoria de Isabella Rjeille e Tomás Toledo. A expografia é da Metro Arquitetos Associados.
SERVIÇO
TUNGA: O CORPO EM OBRAS
Data: 15 de dezembro de 2017 a 11 de março de 2018
Local: 2º subsolo
Endereço: Avenida Paulista, 1578, São Paulo, SP
Telefone: (11) 3149-5959
Horários: terça a domingo: das 10h às 18h (bilheteria aberta até as 17h30); quinta-feira: das 10h às 20h (bilheteria até 19h30)
Ingressos: R$30,00 (entrada); R$15,00 (meia-entrada)
O MASP tem entrada gratuita às terças-feiras, durante o dia todo.
AMIGO MASP tem acesso ilimitado e sem filas todos os dias em que o museu está aberto.
O ingresso dá direito a visitar todas as exposições em cartaz no dia da visita.
Estudantes, professores e maiores de 60 anos pagam R$15,00 (meia-entrada).
Menores de 10 anos de idade não pagam ingresso.
O MASP aceita todos os cartões de crédito.

Estacionamento: Convênios para visitante MASP, período de até 3h. É preciso carimbar o ticket do estacionamento na bilheteria ou recepção do museu.
CAR PARK (Alameda Casa Branca, 41)
Segunda a sexta-feira, 6h-23h: R$ 14,00
Sábado, domingo e feriado, 8h-20h: R$ 13,00
PROGRESS PARK (Avenida Paulista, 1636)
Segunda a sexta-feira, 7h-23h: R$ 20,00
Sábado, domingo e feriado, 7h-18h: R$ 20,00

Acessível a deficientes físicos, ar condicionado, classificação livre.

Contato de imprensa:
telefones: 3149-5898 / 3149-5899 




quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Julio Le Parc na Galeria Nara Roesler

Mais uma magnífica mostra da Galeria Nora Roesler com um artista consagrado mundialmente, que está também numa belíssima retrospectiva no Instituto Tomie Ohtake, que nos apresenta uma ampla visão de todas sua fases e suportes.

Aqui conhecemos uma série em que Julio Le Parc usa o fundo preto e a paleta básica de cores para criar imagens e figuras perfeitamente delimitadas por linhas imaginárias cartesianamente dispostas que geram efeitos espaciais magníficos.

Um ótimo passeio para aproveitarmos nosso poder de abstração e "viajar" dentro das obras.




Libertango - Astor Piazzolla





Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do evento.










Galeria Nara Roesler | São Paulo

Apresenta

Julio Le Parc

Abertura: 25 de novembro de 2017, às 11h – até 07 de fevereiro de 2018



Paralelamente à grande retrospectiva de Julio Le Parc no Instituto Tomie Ohtake, a sede paulista da Galeria Nara Roesler reúne trabalhos do icônico artista cinético. São dez pinturas recentes da série Alchimie (2016/2017), três esculturas do conjunto Torsion (2004) e a projeção Alchimie Virtuel, que ocupa espaço central na exposição. Apresentada pela primeira vez na América Latina, a obra, em realidade virtual, atualiza a questão da virtualidade que Le Parc vem explorando há mais de 50 anos, como nas pinturas Réels et virtuels / serie Surface noir et blanc (anos 50), Volume Virtuel (anos 70), e nas esculturas Cercle Virtuel (anos 60).

Por antecipar essa discussão, Le Parc tornou-se reconhecidamente um visionário. Agora, às vésperas de completar 90 anos, com essa obra em projeção, utiliza a tecnologia para, finalmente, mergulhar na realidade virtual. “O trabalho de Julio Le Parc simultaneamente experimental, visionário e lúdico, permanece pertinente no presente, assim como foi nos anos de 1960, e suas preocupações relacionadas à política, ao papel do público, ao artista e ao poder da organização das artes são ainda relevantes e significativas”, escreve o crítico Hans Ulrich Obrist, no catálogo da exposição Bifurcations. Galeria Perrotin, Paris, 2017.

As “alquimias” atuais, em acrílica sobre tela, são trabalhos em grande escala, concebidos a partir de vários estágios de desenhos e de pinturas menores que se expandem em composições modificadas progressivamente. “Em algumas pinturas vemos um grande centro preto que, circulado por uma sobreposição de cores agrupadas e sobrepostas, parece atomizado, o que provoca um efeito simultaneamente desorientador e hipnótico”, diz Le Parc. A série Alchimie foi iniciada em 1988, em forma de pequenos esboços surgidos a partir de observações fortuitas do artista e que, aos poucos, foram concretizadas. “Essas "alquimias" fazem parte da minha viva aventura, expressa em meu trabalho como artista experimental”, afirma Le Parc.

Em Torsion, o artista reafirma essa persistência em uma experimentação contínua, em que cada novo conjunto de obras tem suas raízes no que já desenvolveu. A série de esculturas – que em tamanhos monumentais ocupam espaços públicos de países como, México, Portugal, Estados Unidos – está ligada ao espírito dos primeiros relevos, especialmente dos "volumes virtuais" desenvolvidos nos anos de 70.  Ainda que as obras em Torsion não sejam virtuais, mas reais com a contundente presença do aço inox, esse material, por sua superfície acetinada, permite múltiplas mudanças devido a sua maneira de atrair a luz. As esculturas guardam o princípio seminal da produção do artista que corresponde, segundo ele, a um processo simples: um esquema que determina o conjunto. “A maior parte é organizada por sequências que podem ser de deslocamento, de rotação, de ângulos, de posicionamento no espaço etc. A concepção, por sua racionalidade, permite o surgimento de situações visuais que podem ir do simples reconhecimento de um sistema de organização à impressão de caos”, completa.  

Julio Le Parc (n. 1928, Mendoza, Argentina) vive e trabalha em Cachan, na França. O artista apresenta ao espectador uma visão divertida e desmistificada da arte e sociedade por meio de suas pinturas, esculturas e instalações perceptualmente ilusórias. Le Parc faz interagir cor, luz, sombra e movimento de modo que as formas aparentem movimento, estruturas sólidas se desmaterializem, e a própria luz pareça plástico. Como co-fundador do Groupe de Recherche d’Art Visuel (GRAV), trabalhou para romper os limites na arte e a participação de espectadores contribuiu diretamente com suas famosas esculturas cinéticas e ambientes de luz.

A partir de 1960, no entanto, começou a desenvolver uma série de obras distintas que utilizavam a luz “leitosa”: esses objetos, geralmente construídos com uma fonte lateral de luz branca que era refletida e quebrada por superfícies metálicas polidas, combinavam um alto grau de intensidade com uma expressão sutil de movimento contínuo.

As obras de Le Parc foram tema de inúmeras exposições individuais na Europa, América Latina e Estados Unidos, em instituições como o Pérez Art Museum, Miami, EUA (2016); Museum der Kulturen Basel, Basel, Suíça (2015); Bildmuseet, Umea, Suécia (2015); Malba, Buenos Aires, Argentina (2014); Palais de Tokyo, Paris, França (2013); Biblioteca Luiz Angel Arango, Bogotá, Colômbia, (2007); Laboratorio Arte Alameda, Cidade do México, México (2006); Castello di Boldeniga, Brescia, itália (2004) entre outras. O artista também fez parte de diversas exposições coletivas e bienais como: a Bienal Internacional de Curitiba, Curitiba, Brasil (2015); Bienal do Mercosul, Porto Alegre, Brasil (1999); Bienal de Havana, Havana, Cuba (1984); Bienal de São Paulo (1967), a Bienal de Veneza em 1966 (quando recebeu o Prêmio) e a polêmica exposição do MoMA, The Responsive Eye (1965). Como ato de protesto contra o regime militar repressivo no Brasil, ele se juntou a artistas no boicote da Bienal de São Paulo em 1969 e publicou um catálogo alternativo de Contrabienal em 1971. As obras coletivas posteriores de Le Parc incluem a participação em movimentos antifascistas no Chile, El Salvador e Nicarágua. Recentemente, Le Parc tem sido objeto de grandes retrospectivas, como Form into action no Pérez Art Museum, Miami, EUA (2016), Julio Le Parc na Serpentine Gallery, Londres, Reino Unido (2014); Le Parc: Lumière no MALBA, Buenos Aires, Argentina (2014); Soleil froid no Palais de Tokyo, Paris, França (2013); Le Parc lumière na Casa Daros, Rio de Janeiro, Brasil (2013); e da exposição Dynamo no Grand Palais, Paris, França (2013).

Exposição: Julio Le Parc
Abertura: 25 de novembro de 2017, às 11h - Até 07 de fevereiro de 2018.
Imagens:

Galeria Nara Roesler
Av. Europa, 655 – São Paulo. Tel - 2039-5454
De segunda a sexta, das 10h às 19h, sábado, das 11h às 15h

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