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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Tutto Fellini

As imagens abaixo não dão a ideia da magnitude desta exposição.

Com fotos, cenas de filmes e entrevistas e os "story boards" de seus filmes, junto com desenhos do livro dos sonhos, são espetaculares.

Com registro de todas as fases de sua carreira, permite conhecer, e melhor querer conhecer ou rever todos seus filmes.

Lindos também são os cartazes originais de propaganda das películas.

Estão sendo distribuídos vários cartões com fotos e desenhos da exposição.

Um artista completo, que além de saber contar uma estória, também era um grande desenhista, e se não foi um músico e compositor, soube se cercar dos melhores de seu tempo, que criaram temas inesquecíveis.

Apresentada no SESC Pinheiros, que por si só, já vale a visita, é um programa imperdível.

Para acompanhar o comentário, nada melhor do que Nino Rota.



Il Vitelloni - Nino Rota


Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do Instituto Moreira Salles.









SESC São Paulo e Instituto Moreira Salles trazem à capital paulista exposição sobre o cineasta italiano
Federico Fellini


Abertura da exposição e lançamento do catálogo pelas Edições SESC SP e Instituto Moreira Salles será dia 05 de julho, no SESC Pinheiros.


O SESC São Paulo recebe em julho, a exposição Tutto Fellini, que chega à São Paulo após passar pelo Instituto Moreira Salles no RJ. A mostra contém cerca de 400 itens do universo do cineasta italiano Federico Fellini (1920-1993) e estará aberta para visitação de 06 de julho a 16 de setembro, de terça a sexta das 10h30 às 21h30, sábados das 10h30 às 21h e domingos e feriados das 10h30 às 18h30, no Espaço Expositivo do 2º andar com entrada gratuita.

Tutto Fellini, organizada de modo temático, traz fotografias de bastidores, desenhos feitos pelo próprio diretor, revistas de época, cartazes, entrevistas e trechos de filmes. Muitos dos documentos exibidos são inéditos. Com curadoria de Sam Stourdzé, diretor do Musée de l'Elysée, em Lausanne, na Suíça, a retrospectiva chega ao Brasil graças à parceria entre SESC e Instituto Moreira Salles e já circulou por Paris, San Sebastian, Moscou e Toronto.

Acompanhando a abertura da exposição na capital paulista, as Edições SESC SP e o Instituto Moreira Salles lançam o catálogo da mostra, composto por 184 páginas com fotos de cenas dos filmes de Fellini, além de cartazes de divulgação, gravuras feitas pelo próprio cineasta e imagens dos bastidores. O catálogo da exposição Tutto Fellini
poderá ser adquirido  em todas as unidades SESC São Paulo (capital e interior), nas principais livrarias e também pelo portal www.sescsp.org.br/loja.

A abertura da exposição e o lançamento do catálogo pelas Edições SESC SP e Instituto Moreira Salles será dia 05 de julho a partir das 20h.

Sobre a exposição:
Construída como uma espécie de laboratório visual, a mostra favorece o diálogo entre imagens estáticas e em movimento. Seguindo um percurso pontuado pelas obsessões de Fellini, a exposição investiga o século XX do diretor: o século do cinema, claro, mas também o da imprensa, das mídias, da televisão, da publicidade, ou seja, das imagens. A montagem não segue um padrão cronológico, nem filmográfico, e sim temático. Dessa forma, Tutto Fellini é dividida em quatro núcleos:

1. Cultura popular: a mostra exibe seus primeiros trabalhos como caricaturista, iniciado quando, no final dos anos 1930, Fellini deixa Rimini, sua cidade natal, e parte para Roma. Desenha para jornais satíricos como Marc’Aurelio, 420 e Travaso. Passa a escrever roteiros para vários diretores, entre eles Roberto Rosselini. Em 1950, co-dirige com Alberto Lattuada seu primeiro filme, Mulheres e luzes. Para criar o seu segundo longa, Abismo de um sonho (1952), Fellini se apropria da fotonovela. Esse e outros elementos da sociedade italiana no pós-guerra, que sempre permearam a obra de Fellini, são encontrados nesse núcleo da mostra: os desfiles religiosos ou políticos; os jantares (e a sátira ao excesso de espagueti); o circo, que pautou sua produção desde Mulheres e Luzes até Os palhaços (1970); a mídia – para seus filmes, Fellini produzia peças publicitárias que faziam uma paródia à sociedade italiana, como os outdoors de Ginger e Fred (1986); quadrinhos – a exposição exibe uma fotonovela com Marcello Mastroianni interpretando o papel de Mandrake, o Mágico (inspirado na história de Lee Falk) e também a HQ A viagem de Giuseppe Mastorna, projeto antigo do diretor para um filme nunca terminado publicado na revista Ciak, na década de 1990.

O público também poderá conferir fotos de anônimos que se candidatavam aos papeis de seus filmes. Fellini também guardou imagens de uma jovem atriz italiana que, procurando sucesso, fez um striptease no Rugantino, casa noturna badalada da época. As fotos foram publicadas em vários jornais e inspiraram o cineasta a escrever a cena em que atriz Nadia Gray tira a roupa em A doce vida (1960). O filme aborda, entre outros assuntos, o nascimento das publicações sobre celebridades. E é a partir dele que se passa a usar o termo paparazzi, já que o fotógrafo Paparazzo (Walter Santesso), que acompanhava o repórter Marcello Rubini (Marcello Mastroianni), perseguia os famosos para conseguir boas fotos.

2. Fellini em ação: esse núcleo da mostra explora o trabalho de Fellini por trás das câmeras. São imagens que revelam sua relação com sua equipe de cenógrafos; com o Studio 5, da Cinecittá, onde filmou a maior parte de suas produções; a escolha da trilha sonora e sua célebre parceria com Nino Rota; a direção de arte – Fellini trabalhou por muitas vezes com Piero Gherardi, com quem ganhou dois Oscars –; e o roteiro. Mesmo com muito improviso nas filmagens, Fellini era rodeado por uma equipe de grandes roteiristas, que o acompanharam por muito tempo, como Ennio Flaiano e Tullio Pinelli. Em 1956, o então poeta que se tornaria grande cineasta Pier Paolo Pasolini trabalhou no roteiro de Noites de Cabíria.

3. A cidade das mulheres: serão apresentadas ao público os vários tipos de mulher presentes nos filmes de Fellini. Prostitutas, mães, femme fatales, ninfomaníacas, etc. Além disso, ganharão homenagens as atrizes que se tornaram divas, como Anita Ekberg (de A doce vida, Boccaccio 70, Os palhaços e Entrevista), Anna Magnani (Roma de Fellini) e Giulietta Masina (Mulheres e luzes, Abismo de um sonho, A estrada da vida, A trapaça, Noites de Cabíria, Giulietta dos espíritos e Ginger e Fred), com quem Fellini se casou em 1943.

4. A invenção biográfica: nesta seção o público poderá rever imagens das visões de alguns personagens dos filmes de Fellini (como as que Snàporaz, alterego do diretor interpretado por Marcello Mastroianni, tem no filme Cidade das Mulheres), além de conhecer o Livro dos Sonhos, reunião de desenhos feitos por Fellini durante 30 anos (entre 1960 e 1990) a partir de seus sonhos.

A exposição Tutto Fellini foi organizada com o apoio da Fondation Fellini pour le Cinéma (Sion, Suíça), Fondazione Federico Fellini (Rimini, Itália), Carlotta Films (Paris, França), Cineteca di Bologna (Bologna, Itália), Fondation Jérôme Seydoux-Pathé (Paris, França), e Gaumont (Paris, França). Segundo o curador, a mostra evidencia que “o que interessa a Fellini não é a realidade em si, e sim a percepção da realidade. Parece que, com seus filmes, ele quer nos dizer que o cinema é um instrumento intermediário entre a realidade e a percepção que temos dela”. A exposição integra o calendário do Momento Itália/Brasil 2001/2012.


Sobre o catálogo:
Catálogo publicado em razão da exposição realizada pelo Instituto Moreira Salles e pelo SESC São Paulo, que convida o público brasileiro a mergulhar no mundo das imagens de Federico Fellini, um dos inventores da visualidade do século XX. Resultado de pesquisa do curador Sam Stourdzé, diretor do Museu de Lausanne, na Suíça, este trabalho apresenta linhas temáticas, divididas em: cultura popular, Fellini em ação, a cidade das mulheres e a invenção biográfica. Espécie de laboratório visual, Tutto Fellini tem um percurso pontuado pelas obsessões do diretor e por suas fontes de inspiração, mostrando as várias facetas do maestro: devorador onívoro de imagens, admirador das mulheres, crítico da sociedade, realizador enérgico, criador profuso, entre outras tantas.

Mais sobre Federico Fellini:
Aos 19 anos, Fellini partiu de Rimini para conquistar Roma. Iniciou a carreira como caricaturista de jornais satíricos, mas já nos anos 1940 começou a escrever e colaborar com a redação de vários roteiros de filmes. Amigo de Roberto Rossellini, foi seu assistente em Roma, cidade aberta (1945), antes de começar a atuar como diretor, em 1950, com Mulheres e luzes. O Oscar obtido por A estrada da vida (1954) lhe trouxe o reconhecimento internacional. Quando estava com 40 anos, Fellini provocou escândalo com A doce vida (1960). A Igreja, que até então o apoiava – a ponto de considerá-lo um cineasta católico –, ficou indignada com o filme, que julgou decadente e blasfemo. Homem de espírito livre, Fellini seguiu sua carreira longe de correntes ou escolas. Abalou as regras da narrativa, desconstruiu a noção de enredo, repensou o cinema. Oito e meio  (1963) representou uma nova ruptura. Suas interrogações acerca da criação e a reflexão sobre o cinema o levaram a ultrapassar as fronteiras do real para explorar o mundo do imaginário. As lembranças de infância, o inconsciente e os sonhos passaram então a fazer parte de sua obra. Além de manter sua biografia pessoal como tema recorrente de seu cinema, Fellini não hesitava mais em interpretar a si mesmo nos filmes (Anotações de um diretor, Os palhaços, Roma de Fellini, Entrevista).


SERVIÇO
EXPOSIÇÃO - TUTTO FELLINI

De 06 de julho à 16 de setembro
Terça a sexta, das 10h30 às 21h; sábados, das 10h30 às 21h; domingos e feriados, das 10h30 às 18h30.
Espaço Expositivo - 2º andar. Livre para todos os públicos.
Grátis.


SERVIÇO
CATÁLOGO - TUTTO FELLINI
Sam Stourdzé
Tradução de Cecília Ciscato e Samuel Titan Jr.

Editora: Edições SESC SP / Instituto Moreira Salles
ISBN: 978-85-7995-032-2
Páginas: 184 p.
Formato: 24x28x1,5 cm
Preço: R$ 65,00
As publicações das Edições SESC SP podem ser adquiridas em todas as unidades SESC São Paulo (capital e interior), nas principais livrarias e também pelo portal www.sescsp.org.br/loja.

SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
Horário de funcionamento da Unidade: Terças a sextas, das 10 às 22h. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h horas.
Horário de funcionamento da Bilheteria: Terça a sexta das 10h às 21h30. Sábados das 10h às 21h30, domingos e feriados das 10h às 18h30.
Tel.: 11 3095.9400
ESTACIONAMENTO COM MANOBRISTA (VAGAS LIMITADAS): Veículos, motos e bicicletas.
Terça a sexta, das 7h às 22h; Sábado, domingo, feriado, das 10h às 19h
(Horários especiais para a programação do teatro).
Taxas:
Matriculados no SESC: R$ 6,00 nas três primeiras horas e R$ 1,00 a cada hora adicional
Não matriculados no SESC: R$ 8,00 nas três primeiras horas e R$ 2,00 a cada hora adicional.
Para atividades no Teatro, preço único: R$ 6,00

Para informações sobre outras programações www.sescsp.org.br


Assessoria de Imprensa do SESC Pinheiros:
Telefones: (11) 3095.9425 ou 3095.9423
Com Bianca Muniz | Tatiane Ramos
imprensa@pinheiros.sescsp.org.br


Assessoria de Imprensa do Instituto Moreira Salles:
Nathalia Pazini e Fernanda Grandino
nathalia.pazini@ims.com.br; comunicacao@ims.com.br
11 3371-4490/4424/4455


Assessoria de imprensa das Edições SESC SP
Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo
Rua Porangaba, nº 149, Bosque da Saúde
04136-020 - São Paulo - SP+55 11 3482-2510 | +55 11 3482-6908



quinta-feira, 5 de julho de 2012

O limite da arte

Até onde um artista pode ir, e qual é a fronteira que alguém pode alcançar para concretizar uma idéia ou uma "obra de arte"?

Na obra "Insercion en circuito ideologico", de Edwin Sanchez, é contada a história de um revólver, comprado de marginais, que depois de receber as intervenções e fotografado foi novamente revendido ao mesmo bando, com a intenção de ser rastreado pelo artista.

Só que com bandido não se brinca e depois de inúmeras revendas foi perdido seu rastro.Tudo isso informado em notas na instalação.

Tomado de uma indignação e certo inconformismo pedi licença ao artista para lhe fazer algumas perguntas, como o porque da revenda da arma e se ele a havia  inutilizado antes disso.

O rapaz, que acho que nunca esperaria ser questionado nestes termos, primeiro me respondeu que o que ele faria com uma arma ilegal dentro de casa? e que a reposição desta no mercado da morte fazia parte da obra de arte.

Nisso minha estupefação atingiu o ápice e, mesmo que delicadamente, lhe fiz alguns questionamentos, de como ele se sentiria  ao saber que aquele instrumento, que poderia ter sido entregue anonimamente nos postos da Campanha do Desarmamento, viesse a tirar alguma vida. Pena que o contra argumento, em vez de mostrar arrependimento, foi de que ela seria mais uma no meio de milhares, percebi ou uma certa inocência ou um certo cinismo nesta posição. 

Será válida uma arte ou forma de expressão que não preze os mínimos valores éticos, que para alcançar seus objetivos passe por cima da consciência coletiva e das leis vigentes?

É uma questão a ser refletida. 

O título da música escolhida para acompanhar este post já diz muito sobre meus sentimentos.

Tá todo mundo loco, obá! - Silvio Brito







quarta-feira, 4 de julho de 2012

Poética Relacional - Galeria Jaqueline Martins

Uma boa exposição que tenta criar paralelos entre obras e artistas consagrados nos anos 70 com e novos talentos, ainda em fase de reconhecimento.

Com uma montagem interessante, onde o lindo espaço expositivo é usado para uma distribuição harmônica das diversas fases e temas.

Há nesta mostra uma obra, da qual farei um post separado, logo a seguir, do artista Edwin Sanches, que me chocou .


É uma boa oportunidade de conhecer alguns dos artistas do elenco da galeria.


Escolhi uma música de Walter Franco, um grande músico experimental dos anos 70, que bem representa a efervescência daquela época.


Walter Franco - Xaxados e Perdidos

Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela diretoria da Galeria.













A mostra “Poética Relacional ” discute práticas artísticas experimentais e estabelece paralelos da recente história da arte contemporânea brasileira e sul americana.


A Galeria Jaqueline Martins apresenta a partir de 30.06.12, das 12h às 17h a exposição “Poética Relacional”, com obras que visam estabelecer relações entre a politizada arte conceitual dos anos 1970 com a recente produção experimental. A mostra é composta por obras dos artistas Hudnilson Jr., Genilson Soares, Adriana Aranha, Laura Andreato e do colombiano Edwin Sanches. A mostra, que fica em cartaz até 28.07.12 conta com texto do crtítico e curador Fernando Oliva.

‘’Poética Relacional” coloca o público em contato direto com práticas artísticas experimentais que, dentro de um senso crítico e compromisso, gera reflexões e questionamentos da noção de obra de arte arraigada na cultura ocidental. Os trabalhos apresentados usam a fotografia, o xerox e o vídeo como documento de ações e processos para reivindicar seu lugar de objeto de arte e, sua posição no mercado de arte.

Genilson Soares exibe registros fotográficos de perfomances e ações produzidas para a Bienal Internacional de São Paulo (1973 e 1977) .

Hudinilson Jr. exibe uma sequência de cinco imagens de performance realizada em 1982, na exposição Arte Xerox Brasil, dentro da Pinacoteca do Estado de São Paulo. As fotografias exibem um ato sexual entre o artista e uma máquina de Xerox.

No ambiente construído intitulado “Varanda”, a artista Laura Andreato explora a relação da obra com o espaço, inserindo o ponto de vista e o corpo do espectador no interior do trabalho.
A obra “Desvios Cotidianos”, da artista Adriana Aranha relaciona o modo pelo qual uma ação se transforma em objeto de arte. A obra nos coloca a refletir sobre o sentido do sentido e seus paradoxos.

Edwin Sánchez traz uma instalação fotográfica incisiva e provocadora, que nos coloca diante das recentes e violentas lutas da Colômbia, seu país de origem. A instalação ''Insercion en Circuito Ideologico'' apresenta imagens de uma arma adquirida no mercado negro, que recebe intervenções escritas do artista e volta para sua origem.

A galeria Galeria Jaqueline Martins, aberta em 2011, representa artistas emergentes e artistas da recente história da arte brasileira dando destaque para a politizada arte conceitual dos anos 70, como  Daniel Nogueira, Genilson Soares, Dudu Santos, Nara Amelia, Ronaldo Aguiar, Azeite de Leos ,Alex Vallauri,Marcelo Amorim e Edwin Sanchez.



Exposição: “Poética Relacional”
Abertura: 30 de junho de 2012, das 12h ás 17h
Período expositivo: de 01.07.12 a 28.07.12
Grátis
GALERIA JAQUELINE MARTINS
Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 74, Pinheiros,
tel. (11) 2628-1943. Seg. a sex., 12h /19h;  sáb.12h/17h. www.galeriajaquelinemartins.com

quarta-feira, 27 de junho de 2012

SAMICO NA GALERIA ESTAÇÃO

Uma das boas coisas de ser neófito em artes é que chego às exposições sem quase nenhum preconceito. E também de sem quase conhecer a história de vida de cada artista.

Quando recebi as imagens e o release desta mostra, senti que as gravuras tinham um sentido heráldico, quase como brasões, que registram toda a nobreza intrínceca das tradições de um povo, de suas raízes.

Com vários elementos da arte popular, que quando juntos nos arranjos apresentados, elevam as obras a uma categoria superior, que mostra que o artista teve uma severa educação formal, tendo estudado com os próceres da gravura brasileira.

Um artista consagrado ainda em vida, longeva, que pode colher os frutos de seus estudos e trabalhos.

Os cortes precisos nas matrizes até parecem ter sido desenhados por instrumentos, principalmente nas filigranas, imagino que houve o uso régua, compasso e até de carimbos.

Há que se destacar também a precisão da aplicação das diversas cores dentro de uma mesma matriz, o resultado final não apresenta nenhum borrão ou falha de impressão.

Depois de algumas pesquisas, descobri que as minhas impressões tinham sentido, pois o artista fez, ou faz, parte do Movimento Armorial, criado por Ariano Suassuna, que buscava criar uma arte erudita partindo de elementos populares.

A música escolhida para acompanhar esse comentário é de um grupo que tem no seu nome a essência do movimento.

Apesar de estarem somente 16 gravuras em exposição, a distribuição dentro do espaço permite seu pleno desfrute. Fiquei encantado com as instalações da Galeria Estação, que encontrou seu nicho, dentro da arte popular brasileira.




Baque de Luanda - Quinteto Armorial



Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do evento.











SAMICO

NA GALERIA ESTAÇÃO
Abertura: 26 de junho, às 19h – até 31 de agosto de 2012
O artista pernambucano virá a São Paulo para inaugurar esta exposição na Galeria Estação, que reúne 16 de suas gravuras, realizadas de 1992 a 2011, e duas matrizes entintadas para que o público aprecie seu apurado processo de trabalho. Criador de uma obra singular, Gilvan Samico no entalhe da madeira faz multiplicar reinados humanos e animais, oníricas composições que, desdobradas em séries de xilogravuras, o inscreveram como um dos grandes mestres da arte brasileira.
Com sua obra produzida em sua casa ateliê em Olinda, o integrante do Movimento Armorial, idealizado por Ariano Suassuna, destaca-se ainda no panorama da gravura por ser um dos raros artistas que desenha, grava e imprimi manualmente seu trabalho. “Sonho, delírio e poesia”, como definiu Ferreira Gullar a obra do gravador, são construídos com tamanho rigor técnico que cada cor para ser impressa em apenas um exemplar leva não menos de duas horas. Personagens bíblicos ou provenientes de lendas e narrativas locais, assim como animais fantásticos e míticos, marcam a produção do artista na qual erudição emerge da cultura popular.
Segundo Weydson Barros Leal, que escreve o texto do catálogo da exposição, as imagens criadas por Samico, minuciosamente gravadas na madeira e impressas no papel, são registros de um mundo particular que ao mesmo tempo é íntimo e universal, e por isso também humano. “Esse humanismo refletido em símbolos e figuras, será mais claro ou menos distante para aqueles que o reconhecerem com o pensamento sensível, muito antes do mero arcabouço erudito (...) erudição depositada em cada traço do desenho, escondida sob a tinta preta ou nas cores que se abrem como frases sublinhadas para clarear um sentido”, completa.
Gilvan Samico (1928, Recife, PE) fundou em 1952 juntamente com outros artistas, o Ateliê Coletivo da Sociedade de Arte Moderna do Recife - SAMR, idealizado por Abelardo da Hora desde 1924. Em 1957 estuda xilogravura com Lívio Abramo na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP, e, no ano seguinte com Oswaldo Goeldi, na Escola Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro.
Em 1965, fixa residência em Olinda. Leciona xilogravura na Universidade Federal da Paraíba - UFPA. Em 1968, com o prêmio viagem ao exterior obtido no 17º Salão Nacional de Arte Moderna, permanece por dois anos na Europa. Em 1971, é convidado por Ariano Suassuna a integrar o Movimento Armorial, voltado à cultura popular nordestina e à literatura de cordel.
Na abertura da exposição, será vendido pela WMF Martins Fontes o livro Samico, com texto do crítico Weydson Barros Leal, prefácio de Ariano Suassuna, Editora Bem-Te-Vi, 96 páginas, R$ 190,00. (Após a abertura da exposição, pode ser encontrado na Livraria Martins Fontes – Av. Paulista, 509 (em frente ao Metrô Brigadeiro), Tel. (11) 2167-9900 – www.martinsfontespaulista.com.br)
Exposição: SAMICO
Abertura: 26 de junho, às 19h (convidados)
Até 31 de agosto de 2012, de segunda a sexta, das 11h às 19h, sábados das 11h às 15h - entrada franca.
Galeria Estação
Rua Ferreira de Araújo, 625 – Pinheiros SP
Fone: 11.3813-7253
Informações à Imprensa
Pool de Comunicação – Marcy Junqueira
Contatos: Marcy Junqueira e Martim Pelisson
Fone: 11. 3032-1599

quarta-feira, 20 de junho de 2012

JASPER JOHNS – Pares Trios Álbuns

Sem nenhuma expectativa fui à abertura desta mostra, já que não me encanto com esse tipo de arte, apesar da ampla divulgação em importantes veículos da imprensa.

E não é que dentro das quase 70 gravuras expostas me encantei com pelo menos 5, que não são as abaixo, interessantes, mas que não tem a mesma magia das outras.

Um artista da pop art que também exaure suas matrizes em diferentes tiragens, sem talvez a mesma voracidade de Andy Warhol, que me parece tinha uma veia mais mercantilista em sua produção.

Mais um grande evento a se ver sem grandes pretensões, num espaço que a cada exposição se valoriza, se firmando como referência nas artes plásticas nacional.



Dream - John Cage



Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do Instituto Tomie Ohtake.












INSTITUTO TOMIE OHTAKE
APRESENTA
JASPER JOHNS – Pares Trios Álbuns
Abertura: 19 de junho, às 20h – até 26 de agosto de 2012
Artista precursor da arte pop, ao lado de Robert Rauschenberg (apresentado no Instituto em 2009), também de quem foi inicialmente vizinho e amigo, Jasper Johns é protagonista e testemunha viva de um período da arte do século XX que, após o expressionismo abstrato, provocou as rupturas que até hoje pautam o pensamento contemporâneo.
A exposição, organizada pelo Instituto Tomie Ohtake e a Universal Limited Art Editions (ULAE), de onde grande parte dos trabalhos é proveniente, com o patrocínio do Deutsche Bank, traz um panorama da obra em gravura de Jasper Johns, com cerca de 70 peças concebidas a partir da década de 1960. Técnica fundamental na experiência pictórica do artista, que mantém, pela ULAE, uma impressora dentro de seu ateliê, a gravura teve início com as litografias produzidas a partir de 1960, quase imediatamente após a sua histórica exposição individual de pintura, na Leo Castelli Gallery, em 1958, considerada seminal da pop art, e a coletiva 16 Americans, no MoMA, em 1959.
A mostra, com curadoria de Bill Goldston, revela as experiências de Jasper Johns com a litogravura, gravura em metal e serigrafia enfatizadas pelo universo gráfico presente em suas obras, objetos banais, como bandeiras, números, letras, alvos, mapas etc. Segundo Tony Towle, poeta e antigo administrador da ULAE, que assina o texto do catálogo da exposição, os aspectos de adição e transformação, contidos no procedimento da litografia, influenciaram a maneira de pensar de Johns. Ao artista interessava um novo ponto de vista sobre as coisas vulgares, como dizia, pelo fato de “uma coisa não ser o que é, de ela se tornar qualquer coisa diferente daquilo que é”.
Nas pinturas de Johns figuram símbolos populares e, ao mesmo tempo, constituem um aglomerado de pigmento ou cera movimentado pelo gesto do artista, resultando em trabalhos em que os desenhos parecem saltar para fora das telas. Em suas gravuras, “as variações de cor e os modos de impressão combinados a partir de cada conjunto de matrizes deixam claro que o que vemos ao final são figuras e, também, são camadas de material pictórico manipulável como parte de uma experiência artística”, explica Paulo Miyada, coordenador do Núcleo de Pesquisa e Curadoria do Instituto Tomie Ohtake.
“A melhor crítica de uma figura é outra figura”, dizia Johns. Há 50 anos, Tatyana Grosman, fundadora da ULAE, o convidou a produzir litografias, pois apostava que a técnica poderia acrescentar outra dimensão à sua obra, que evoca figura e procedimento. O conjunto de trabalhos reunido nesta exposição atesta o que a editora vislumbrava nos anos iniciais da carreira do artista.
Jasper Johns (1930, Augusta, Georgia, EUA), antes da exposição que o consagrou na Leo Castelli, estudou na Universidade da Carolina do Sul e depois cursou escola de arte em Nova York. Prestou o serviço militar e regressou à cidade, onde sobrevivia através da venda de livros. No início dos anos 1960, fazia parte do grupo responsável pela efervescente produção artística nova-iorquina, convivendo, discutindo e trabalhando com outros ícones da cena cultural, como Merce Cunningham, John Cage e Robert Rauschenberg. Participou das edições 3, 4, 5 e 6 da Documenta (Kassel). Em 1988 a sua obra em pintura foi premiada na Bienal de Veneza. Em 1989, tornou-se membro honorário da Royal Academy em Londres. O MoMA, em Nova York, realizou sua grande retrospectiva em 1996. Atualmente ele vive e trabalha em Nova York.
Coincidentemente, no Brasil, artistas do grupo que compartilharam experiências com Jasper Johns estão no calendário cultural de 2012, como a exposição em comemoração ao centenário de John Cage, no MAM-RJ, e espetáculos do encenador Robert Wilson no SESC SP, em Porto Alegre e no Teatro Municipal de São Paulo.
Exposição: JASPER JOHNS – Pares Trios Álbuns
Abertura convidados: 19 de junho, às 20h
Visitação: de 20 de junho a 26 de agosto de 2012, de terça a domingo, das 11h às 20h – entrada franca
Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) - Pinheiros SP Fone: 11.2245-1900
Patrocínio Exclusivo: Deutsche Bank
Informações à Imprensa
Marcy Junqueira – Pool de Comunicação
Contato: Martim Pelisson / Fone: 11.3032-1599


segunda-feira, 4 de junho de 2012

3º EDIÇÃO DO PRÊMIO EDP NAS ARTES

Com muita curiosidade fui à cerimônia de premiação e abertura da exposição da 3ª Edição do Prêmio EDP nas Artes, realizada no Instituto Tomie Ohtake,

Afinal, qual melhor oportunidade para ver reunidos num único lugar tantos jovens artistas, selecionados num universo de 300 trabalhos vindos de todo o país, que determinarão os rumos que nossa arte seguirá?

Dos 26 selecionados, só 5 realmente me impressionaram, Tales Bedeschi, Gregório Soares, Henrique César, Renan Teles e Fernanda Furtado. O resto deles ainda está tentando se achar, quase que imitando alguns "artistas" já consagrados.

Senti falta de uma pintura e de uma aquarela, ainda não entendo as colagens, as vídeo-artes e instalações, acho difícil encará-las como alguma forma séria de expressão, ainda que procure alguma inspiração nelas.

Uma importante iniciativa de um grupo econômico, que através desse mecenato, procura fixar a imagem de empresa que tem  um genuíno interesse em descobrir e divulgar novos talentos.

Para acompanhar o comentário, nada como as Boas Vindas de Caetano Veloso.


Boas vindas - Caetano Veloso

Abaixo das imagens, o "press-release" fornecidos pela assessoria de imprensa do Instituto Tomie Ohtake.








EDP E INSTITUTO TOMIE OHTAKE ANUNCIAM OS SELECIONADOS PARA A
3º EDIÇÃO DO PRÊMIO EDP NAS ARTES
A exposição dos trabalhos dos 26 finalistas será inaugurada dia 4 de junho, às 20h, no Instituto Tomie Ohtake, quando serão anunciados os três vencedores
Em sua terceira edição, o Prêmio EDP nas Artes, parceria entre o Grupo EDP no Brasil e o Instituto Tomie Ohtake, com o apoio do Instituto EDP anuncia os 26 finalistas de 284 jovens artistas plásticos inscritos, provenientes de 15 Estados brasileiros (175 de São Paulo; 35 do Rio de Janeiro; 20 de Minas Gerais; 11 do Rio Grande do Sul; 09 do Distrito Federal; 08 do Espírito Santo; 08 de Santa Catarina; 07 do Paraná; 04 de Goiás; 02 de Pernambuco; 01 do Ceará; 01 da Bahia, 01 do Pará, 01 da Paraíba e 01 do Tocantins).
Foram selecionados para concorrer aos três primeiros lugares e participar da exposição no Instituto Tomie Ohtake (de 5 a 24 de junho de 2012): Alan de Lima Pinto, Anna Carolina Israel da Veiga Pereira, André Tereyama Haguiuda, Andrea Atanasio Sandtfoss, Felipe Salem, Henrique César de Oliveira, Jan de Maria Nehring, Jimson Ferreira Vilela, Julia Massa Regina Armentano, PirarucuDuo (Fernando Visockis Macedo e Thiago Parizi), Renan Teles de Melo, Sandra Maria Lorenzon Távera e Selene Alge, de São Paulo; Maria Gabriela de Carvalho Ribeiro Alves, Ricardo de Almeida Reis, Tales Bedeschi Farias e Vicente Pessôa, de Belo Horizonte; Alexandre Colchete Broda, Fernanda Furtado de Mattos Ribeiro e Sofia Gerheim Caesar, do Rio de Janeiro; Gregório Soares Rodrigues de Oliveira, Miriam Araujo e Virgilio de Barros Abreu Neto, de Brasília; Erika Gonçalves Romaniuk, de Pelotas/RS; Marcus Vinicius Braga, de Campinas/SP e Rafael Pagatini, de Porto Alegre/RS.
O júri foi composto por Agnaldo Farias (coordenador do júri, crítico de arte, professor doutor de História da Arte da FAU-USP, curador do Instituto Tomie Ohtake e da 29ª Bienal Internacional de São Paulo); Stela Barbieri (diretora da Ação Educativa do Instituto Tomie Ohtake e artista plástica); Paulo Miyada (arquiteto e membro do Núcleo de Pesquisa e Curadoria do Instituto Tomie Ohtake); Leda Catunda (artista plástica); Lucas Dupin (artista plástico vencedor da segunda edição do prêmio, em 2010) e Eduardo Leme (diretor da Galeria Leme).
Os três vencedores terão sua produção acompanhada por críticos durante um ano, além do prêmio desenhado pelo artista Artur Lescher. Caberá ainda ao primeiro colocado uma bolsa de dois meses no The Banff Centre, no Canadá, ao segundo uma viagem ao exterior, pelo programa Dynamics Encounters, e ao terceiro cursos no Instituto Tomie Ohtake. O professor indicado pelo vencedor também receberá uma viagem ao exterior pelo programa Dynamics Encounters.
Na edição anterior, em 2010, os três ganhadores foram Lucas Dupin (1º), Theo Craveiro (2º) e Daniel de Paula (3º), além da menção honrosa à artista Iris Helena. O vencedor Lucas Dupin ressalta o avanço que o Prêmio EDP nas Artes proporcionou à sua carreia. “Quando li sobre o Prêmio EDP nas Artes percebi de imediato a importância do mesmo no percurso de um jovem artista. Entretanto, ser selecionado e ainda desfrutar da premiação superou minhas expectativas. Além de viabilizar a riquíssima experiência no The Banff Centre (Canadá), ter o acompanhamento do olhar aguçado do curador Agnaldo Farias foi de um ganho inestimável. Somado a isso, a participação no júri de seleção da atual edição do prêmio, ampliou ainda mais a compreensão do papel formador que um prêmio como este oferta aos artistas.”
O prêmio replica a experiência do Grupo EDP em desenvolver talentos nas artes plásticas. As edições anteriores nos mostraram que há jovens com grande potencial, mas sem oportunidades para projeção neste mercado.
Prêmio EDP nas Artes
Inauguração da exposição e anúncio dos vencedores: 04 de junho, às 20h
Exposição até 24 de junho, de terça a domingo das 11 às 20h
Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima 201 (entrada pela Rua Coropés 88) – Pinheiros – São Paulo
Fone: 11. 2245-1900
Informações à Imprensa – Pool de Comunicação
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Fone/fax: 11.3032-1599
Sobre o Instituto EDP - Instituição sem fins lucrativos responsável pelo desenvolvimento e coordenação das ações ambientais e sócio-culturais da EDP e suas controladas.
Sobre a EDP Energias do Brasil – EDP Energias do Brasil, que adota a marca EDP, é a holding que consolida ativos de energia elétrica nas áreas de geração, comercialização e distribuição (EDP Bandeirante e EDP Escelsa). É controlada pela EDP Energias de Portugal.
Sobre o Instituto Tomie Ohtake – O Instituto Tomie Ohtake, inaugurado em 2001, em São Paulo, é referência na América Latina por seu espaço diferenciado para exposições e por sua forte atuação no campo das artes no Brasil e no exterior. Suas exposições já conquistaram vários prêmios, entre os quais: ABCA – Associação Brasileira dos Críticos de Arte, como a melhor do Brasil de 2004; APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte, como melhor exposição de 2007; ABCA – Associação Brasileira dos Críticos de Arte pelo conjunto da programação, em 2007; APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte melhor iniciativa cultural pela programação, em 2008; APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte melhor exposição obra gráfica e indicação Prêmio Bravo melhor programação cultural, em 2009