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quarta-feira, 25 de março de 2015

Picasso e a modernidade espanhola | Obras da coleção do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía

Para quem gosta de Pablo Ruiz Picasso, essa  exposição será uma imersão em seu universo, quase que um mergulho numa piscina infantil, não há tantas obras dele que valham o anúncio.

Mas há sim além de excelentes pinturas do mestre, obras de seus contemporâneos que mostram sua efervescência e também as influências as quais o mestre exerceu e absorveu.

Picasso sempre será incensado como a referência das artes plásticas "modernas" espanholas, sem que nos esqueçamos de Dali e Miró também presentes.

Engraçado, mas gosto muito mais dos desenhos e gravuras de Picasso do que a maioria de suas pinturas, onde ele mostra que realmente é um grande artista, com pleno domínio de seu mister. E nesta mostra fui brindado com vários e valiosos exemplos disto.

Todas as salas merecem uma visita  atenta, mas se fosse para escolher ou indicar uma única, seria a do segundo andar, que faz valer o nome da exposição com obras magníficas de diversos artistas de sua época.

Um passeio imperdível, daqueles que marcarão época com filas quase impossíveis de se aturar, mas que iluminam a alma e nos traz um sorriso ao rosto.



Abaixo das imagens, o "press release", fornecidos pela assessoria de imprensa do evento.

Pablo Ruiz Picasso
El pintor y la modelo
O pintor e a modelo
1963
Óleo sobre tela
130 x 161 cm
Coleção do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madrid 


 Pablo Ruiz Picasso
Femme assise accoudée
Mulher sentada apoiada sobre os cotovelos
1939
Óleo sobre tela
92 x 73 cm
Coleção do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madrid
© Succession Pablo Picasso / AUTVIS, Brasil, 2015.


Rafael Barradas
Hombre en el café (Atocha)
Homem no Café (Atocha)
1923
Óleo sobre tela
84 x 106 cm
Coleção do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madrid


Pablo Gargallo Catalán
Femme au repos en creux
Mulher oca em repouso
1922
Bronze patinado
25,5 x 32,5 x 25 cm
Coleção do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madrid


 Joan Miró i Ferrà
Pintura (Cabeza y araña)
Pintura (Cabeça e aranha)
1925
Óleo sobre tela
89 x 116 cm
Coleção do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madrid
© Successión Miró, Miró, Joan/ AUTVIS, Brasil, 2015.


Pablo Ruiz Picasso
Cabeza de caballo. Boceto para “Guernica”
Cabeça de cavalo. Esboço para “Guernica”
1937 (2 de maio, Paris)
Óleo sobre tela
65 x 92 cm
Coleção do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madrid. Le­gado Picasso, 1981.
© Succession Pablo Picasso / AUTVIS, Brasil, 2015.

OBRAS-PRIMAS DE PICASSO E OUTROS GRANDES NOMES DO MODERNISMO ESPANHOL CHEGAM AO BRASIL EM MOSTRA INÉDITA NO CCBB
PEÇAS DO ACERVO DO REINA SOFÍA, DE MADRI, SERÃO EXPOSTAS EM SÃO PAULO E NO RIO DE JANEIRO
Em parceria com uma das mais destacadas instituições dedicadas à arte moderna, o Museo Reina Sofía, de Madri, Espanha, o Centro Cultural Banco do Brasil e a Fundação Mapfre trazem agora para solo brasileiro obras de Pablo Picasso e de outros artistas modernistas espanhóis da maior importância. Picasso e a modernidade espanhola | Obras da coleção do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía vai, entre outros aspectos, oferecer ao público brasileiro diferentes abordagens sobre as contribuições do fundador do Cubismo e de seus contemporâneos ao cenário internacional da arte. Com curadoria de Eugenio Carmona, professor de História da Arte da Universidade de Málaga e conceituado especialista no tema, a exposição conta com 90 obras e fica em cartaz de 25 de março a 8 de junho no CCBB de São Paulo e de 24 de junho a 7 de setembro no CCBB do Rio de Janeiro.

Além da Fundação Mapfre e do Centro Cultural Banco do Brasil (instituições responsáveis por Impressionismo: Paris e a Modernidade, a 3ª exposição mais visitada no mundo em 2013), a mostra conta com o apoio do Ministério da Cultura, por meio da Lei de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet, e patrocínio do Grupo Segurador Banco do Brasil Mapfre e do Banco do Brasil, empresas que vêm desenvolvendo um amplo trabalho de fomento à cultura.
Picasso e os artistas espanhóis tiveram papel decisivo na criação e nas definições da arte moderna internacional, e esta exposição pretende propor um encontro com as mais singulares contribuições desses criadores, porém não de forma convencional, por meio de rótulos, ou “ismos”, mas sim a partir dos fundamentos estéticos que configuraram as experiências espanholas da modernidade.
               A mostra destaca a forma como Picasso concebeu a modernidade e como influenciou ou se relacionou com os principais criadores espanhóis da época – mas não é apenas isso. A exposição apresenta também os diálogos, as inter-relações e os desafios que se estabeleceram entre o próprio Picasso e Juan Gris, Miró, Dalí, Julio González, Óscar Domínguez e o conjunto de mestres espanhóis da arte moderna.
A exposição é dividida em oito módulos, que contam oito histórias e resumem oito possibilidades criativas. No que diz respeito a Picasso, fala-se especificamente da sua relação com a modernidade nos espaços, em “Picasso. O trabalho do artista” e “Picasso. Variações”. Além disso, sempre de forma transversal, são apresentadas obras que unem “Ideia e forma”, “Signo, superfície, espaço”, “Realidade e super-realidade” e “Natureza e cultura”. Um módulo especial é dedicado a um mergulho no imaginário de Picasso, para se perceber como ele concebeu a iconografia de sua conhecida obra Guernica – para tanto, recorre-se a suas elaborações em torno de “O monstro e a tragédia”. Finalmente, a conclusão da mostra destaca como a arte espanhola no final dos anos 1950 caminhou "Em direção a outra modernidade".
Entre as obras presentes estão Cabeça de Mulher (1910), Busto e Paleta (1932), Retrato de Dora Maar (1939) e O Pintor e a Modelo (1963), além de estudos e esboços para Guernica, que ajudam a entender o processo de criação dessa que é uma das mais impactantes obras de arte de todos os tempos. Concebida como uma reação imediata ao bombardeio nazista que, durante a Guerra Civil Espanhola, matou mais de 100 civis na pequena cidade que dá nome à pintura, Guernica de Picasso é um pungente e atemporal manifesto em favor da paz.
Com o conjunto emblemático das realizações de um ícone da pintura universal e de outros artistas de primeira grandeza, o público brasileiro poderá, por meio de uma mostra inédita, se aproximar ainda mais desse capítulo da história da arte.


A coordenação e a organização de Picasso e a modernidade espanhola estão a cargo da Expomus, empresa brasileira que atua há mais de 30 anos no mercado cultural.

terça-feira, 24 de março de 2015

Monica Silva - LUX ET FILUM

Essa é mais uma belíssima exposição com que nos brinda o Instituto Italiano di Cultura - San Paolo  no lindo casarão em Higienópolis que abrigava as instalações do consulado.

De uma magnífica fotógrafa de origem brasileira é a releitura das obras de Caravaggio com interpretação pessoal da artista, que diferente do mestre escolheu a luz para nos mostrar esse trabalho.

Com diversas leituras, às vezes quase literais outras só com as impressões que lhe causam as cenas originais, consegue nos encantar e prender a atenção, fazendo com que na sua apreciação nos concentremos em todos seus detalhes.

Vale também a visita ao site da artista onde podemos conhecer seus vários projetos e trabalhos quando também percebemos seu enorme ecletismo.




Abaixo das imagens, o currículo da artista, colhidos em seu site.









MONICA SILVA
OVERVIEW WORKS
Birth Name: Monica Maria da Silva known as “Monica Silva”
Born: 13 March 1965, Sao Paulo, Brazil
Nationality: Brazilian
Education: Campus Sales College, Sao Paulo, Brazil, Oxford House College, London UK
Awards: International Biennale of Art 2011, Venice, Italy Best Picture “Dorfles infinito e lo sguardo a Ghirri”
Monica Silva is a self taught photographer. Her first steps into photography happened in a very young age, shooting with polaroids and instamatics cameras. Keen of experiments in photography and specially on staged psychology portraiture, she creates complex projects on how the conflict between the existential and cultural daily life has a grip on the contemporary psyche of today’s society.
Monica is a descendant of Tupi Guarani indigenous tribe and was raised in Sao Paulo in Brazil untill 1986 year in which she moved to London to complete english studies. A curious spirit and thirsty of learning, she moved on to Italy where she has been living for 26 years. For many years she worked on commercial projects, creating album covers for international music labels and a series of portraits of movie stars, musicians, corporate managers and politics published on international editorial magazines and newspapers as Max, Corriere della Sera, Vanity Fair, Style, El Pais Sette, Io Donna, Panorama.
Monica often inspires on the works of Marcel Duchamp, De Chirico, Salvador Dali, Caravaggio, Horst P. Horst, Man Ray, Jeanloup Sieff, Gilbert Garcin, Peter Witkin, Andy Warhol, Jan Vermeer.
Monica Silva has exhibited in many important group and solo exhibitions including Life Above All, Mazzoleni Art Gallery (Milan 2008), Suggestions of Spoon River, Stefano Forni, Codigoro City Hall, (Bologna, Italy 2009), GEMLUC, Mazzoleni Art, (Montecarlo, France 2009),  On My Skin, Arte Fiera Off, (Bologna, Italy 2010), My Hidden Ego, (Sansepolcro, Italy 2013), The Butterfly’s Fall – Postcards from Tokyo, Nuova Galleria Morone, (Milan 2013), Lux Et Filum A Contemporary Vision of Caravaggio, (Sao Paulo, Brazil 2014)
Monica Silva lives and works in Milan, Italy
Past Reviews
Marie Claire Italia Lux Et Filum, Caravaggio’ sequences portrayed in a modern vision: from The Musicians to Narcissus, and contemporary minutiae carefully chosen by Monica Silva to make Caravaggio’s aesthetics still powerful, new, revolutionary.  Manuela Ravasio
La Repubblica:
Monica Silva has posed poetry by dressing it up with color … made of it’s shadows, a film in a stream of emotions …Franco Basile
Il Giornale:
Monica Silva’s works are only apparently simple. If we observe them carefully, we will realize that in an world in which many people now seem to copy ideas and styles, she is capable to think with her own head and experiment, even taking the risk of not being fully understood. Barbara Silbe
Corriere della Sera:
“Her photography is related with the world’s breathe, almost a sort of psychological therapy to build a path of intimate painfull narration in which lies memories of violence and a poetic voice of hope.”
 Gianluigi Colin
Nikon Italia:
“…In order to carve out a moment of fame the subject ends up on the other side of the lens, showing all his brutal authenticity and essence. A perfectly successful experiment that confirms once again Monica Silva’s ability, to go beyond barriers and deeply read other people’s inner soul. Dino Del Vescovo
Foaiano Photography Festival:
In Monica Silva’s works you can find people and landscapes in an unambiguous and characteristic view of the four corners of the planet, in a light and colorful composition, where places are settings for expressions, where days are subtle intangible, almost familiar, with a touch of curiosity. 
 Chiara Oggioni Tiepolo

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Lunik 9

Hoje de manhã li uma matéria da Folha de São Paulo no UOL com o título "Quem quer ir morar na Lua" que versa sobre uma consulta de um empresário americano à FAA, órgão federal de administração aeronáutica dos Estados Unidos, em que demonstra intenção de instalar uma colonia na Lua até 2025.


O inusitado é que lhe foi concedido o direito da exploração dentro de uma área delimitada, devendo ser respeitado por empresas sob jurisdição americana, obviamente respeitando o preceito de que nosso satélite não tem dono, deixando em aberto a possibilidade de outras nações também o fazerem.



Lunik 9 - Gilberto Gil

Ao ler a notícia lembrei imediatamente a música Lunik 9 de Gilberto Gil, lançada em seu disco Louvação de 1967, mostrando um ato profético desse gênio, que previu a exaustão das condições de vida na terra, obrigando o ser humano buscar alternativas à sua sobrevivência e com isso as guerras que advirão dessa corrida.

Gilberto Gil é um dos artistas que nunca me deixaram de encantar, cada encontro com sua obra é repleto de satisfação.


Lunik 9

Gilberto Gil

Poetas, seresteiros, namorados, correi
É chegada a hora de escrever e cantar
Talvez as derradeiras noites de luar
Momento histórico, simples resultado do desenvolvimento da ciência viva
Afirmação do homem normal, gradativa sobre o universo natural
Sei lá que mais
Ah, sim! Os místicos também profetizando em tudo o fim do mundo
E em tudo o início dos tempos do além
Em cada consciência, em todos os confins
Da nova guerra ouvem-se os clarins
Guerra diferente das tradicionais, guerra de astronautas nos espaços siderais
E tudo isso em meio às discussões, muitos palpites, mil opiniões
Um fato só já existe que ninguém pode negar, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1,já!
E lá se foi o homem conquistar os mundos lá se foi
Lá se foi buscando a esperança que aqui já se foi
Nos jornais, manchetes, sensação, reportagens, fotos, conclusão:
A lua foi alcançada afinal, muito bem, confesso que estou contente também
A mim me resta disso tudo uma tristeza só
Talvez não tenha mais luar pra clarear minha canção
O que será do verso sem luar?
O que será do mar, da flor, do violão?
Tenho pensado tanto, mas nem sei
Poetas, seresteiros, namorados, correi
É chegada a hora de escrever e cantar
Talvez as derradeiras noites de luar

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Ron Mueck na Pinacoteca

Demorei bastante até conseguir ir a esta exposição, mas a espera compensou plenamente minha curiosidade e o tempo que perdi na fila, apesar de ter chegado quarenta minutos antes da abertura da bilheteria.

É uma exposição magnífica, tanto pelas obras como pela montagem dentro do grande salão de exposições temporárias da Pinacoteca, que prevendo o enorme afluxo de pessoas está muito bem espalhada pelas salas, nos permitido desfrutar com o vagar necessário este evento.

As obras todas com o preciosismo  já muito falado e comentado, trazem em si uma característica comum a todas, que não sei se as pessoas percebem, que é a profunda melancolia dos personagens. Não há nenhum que não transmita uma enorme tristeza e desesperança nos olhares perdidos.

Cada peça mostrada nos reserva uma surpresa, pois suas dimensões nunca são as esperadas, quando imaginamos gigantescas elas se apresentam diminutas e vice-versa.

Um passeio imperdível, até para quem ainda não gosta de visitar museus e exposições. 



Gema - Caetano Veloso

Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa da Pinacoteca.









De 20 de Novembro de 2014 a 22 de Fevereiro 2015 a Pinacoteca do Estado de São Paulo, Instituição da Secretaria da Cultura, apresenta a exposição do artista Ron Mueck. Com patrocínio do Bradesco, concebida pela Fondation Cartier pour l’art contemporain, Paris, com curadoria de seu diretor, Hervé Chandès, e de sua curadora associada Grazia Quaroni, a mostra vem a São Paulo após exposição no Museu de Arte do Rio de Janeiro e na Fundación PROA, Buenos Aires. Ron Mueck se inscreve na tradição escultórica de representação da figura humana. Os temas, materiais e técnicas utilizados fazem dele um autor original, inovador e contemporâneo. Suas esculturas cativam pela mudança nas dimensões de escala e realismo dos personagens, cujos gestos sutilmente expressam situações cheias de vida e mistério. 

Uma exposição de Ron Mueck é um evento incomum e fez sucesso por onde passou, Japão, Austrália, Nova Zelândia, México, Buenos Aires e Rio de Janeiro. Mueck trabalha lentamente seu pequeno estúdio no norte de Londres, onde o tempo é um importante elemento para o seu processo criativo. O detalhe de suas figuras humanas é meticuloso, com mudanças surpreendentes de escala que estão longe do realismo acadêmico, hiper-realismo ou da pop art. Suas obras não descrevem pessoas reais ou situações, mas a obsessão com a verdade falada de um artista que busca a perfeição e é extremamente sensível com a forma e a matéria. Empurrando a verossimilidade ao limite, Mueck cria obras secretas, meditativas e fascinantes. Uma mãe com seu filho, casais jovens ou adultos que variam entre estados de tensão e calma e um homem nu em um barco à deriva, são algumas das imagens que fazem parte da exposição. Obras que encerram uma interioridade vital e profunda, capazes ao mesmo tempo de expressar a perfeição técnica do artista e sua obsessão com a verdade.

Mueck utiliza materiais como resina, fibra de vidro, silicone e acrílico para reproduzir fielmente cada detalhe da anatomia humana e construir esculturas que tematizam pinturas de vida e morte. Suas obras evocam uma espécie de realismo que é ao mesmo tempo íntimo e monumental. Em diferentes escalas, o artista amplia ou reduz muito o tamanho dos corpos para criar situações que movimentam o espectador.

Dentre as obras apresentadas, Still Life (Natureza morta, 2009) faz parte da tradição clássica do gênero, Woman with sticks (Mulher com galhos, 2008) se inclina para trás em um feixe de lenha e nos lembra contos de bruxas. Drift (A deriva, 2009) e Youth (Juventude, 2009) parecem inspirados por manchetes, mas também evocam obras passadas. Outras esculturas de Ron Mueck, como o grande auto-retrato adormecido Mask II (Máscara II, 2002), chocam os sonhos em realidade.  Jovem casal, 2013, Mulher com as compras, 2013 e Casal debaixo do guarda-sol, 2013, completam a mostra.


Seu reservado processo criativo é revelado no documentário apresentado na mostra. Still life: Ron Mueck at work (Natureza Morta: Ron Mueck no Trabalho). Produzido para a exposição na Fundação Cartier. Foi filmado no estúdio de Ron Mueck enquanto produzia suas obras. É uma oportunidade única para observar o artista mergulhado em seu muito pessoal processo criativo.  A exposição terá ainda o catálogo Ron Mueck, livro referencial sobre seu trabalho artístico. Concentrando-se nas obras que compõe a mostra, revê em seus textos 20 anos da produção, as origens e trajetória do artista. Esta publicação poderá ser adquirida na loja física e virtual da Pinacoteca.

SOBRE O ARTISTA

Ron Mueck nasceu em Melbourne, Austrália, em 1958. A partir do ano de 1996, em colaboração com sua sogra Paula Rego, produz uma série de pequenas figuras como parte de uma exposição que ela estava realizando na Galeria Hayward de Londres. Começa a abandonar gradativamente a produção de maquetes e modelos para o cinema e a televisão. A transição de artesão a artista se completa quando é descoberto por Charles Saatchi, que começa a colecionar suas obras e o consagra com grande valor no mercado de arte. Saatchi elege Dead Dad, uma escultura de pequena escala do pai morto e desnudo de Mueck para a exposição Sensation en el Royal Academy em 1997. Essa exposição inclui também outros novos artistas britanicos como Damien Hirst e os irmãos Jake y Dinos Chapman.
Em 2001, Mueck obtém grande aceitação internacional e se destaca como um dos artistas mas originais da arte contemporânea com Boy, um enorme menino agachado de 5 metros de altura que foi exibido no Milenium Dome e na 49 ª Bienal de Veneza.
Ron Mueck não concede entrevista, nem mesmo antes de novas exposições. Vive e trabalha em Londres

Clique aqui e tire suas dúvidas sobre a exposição.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Erwin Blumenfeld no MAB FAAP

Normalmente prefiro as fotos antigas em preto e branco, mas esse artista conseguiu trazer mistério, beleza e emoções em suas fotos coloridas.

Com trabalhos feitos para diversos editoriais de moda nas melhores revistas de sua época e campanhas publicitárias, nos mostram que o poder e o rigor das boas técnicas, iluminação, enquadramento e poses, aplicadas durante a realização dos ensaios alcançam resultados sempre surpreendentes. 

Suas fotos conseguem nos transmitir todo o glamour e sofisticação de um tempo em que a elegância do vestir, do se portar e das artes era valorizada e fazia parte se não do cotidiano das pessoas, dos seus sonhos e anseios.

Ao ver suas fotos nos transportamos aos filmes de Audrey Hepburn, Fred Asteire, Gene Kelly, Bing Crosby entre tantos outros.

Um belo passeio, mesmo para os mais os jovens que ainda não conheçam nada de uma era magnífica.


's Wonderful - Ella Fitzgerald

Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do evento.
Erwin Blumenfeld Autoportrait, New York, vers 1950 © The Estate of Erwin Blumenfeld


The Picasso Girl Vers 1947 © The Estate of Erwin Blumenfeld


Erwin Blumenfeld Soutenez la Croix Rouge Pour la couverture de Vogue US, 15 mars 1945© The Estate of Erwin Blumenfeld


Erwin Blumenfeld Sans titre, 1946 © The Estate of Erwin Blumenfeld


O MAB-FAAP apresenta retrospectiva inédita do fotógrafo Erwin Blumenfeld
A exposição Blumenfeld Studio: New York 1941 – 1960 joga luz sobre um dos fotógrafos mais influentes do século XX, Erwin Blumenfeld (1897 – 1969), e os trabalhos mais relevantes de sua carreira. Autor de extensa produção em 35 anos de trabalho, Blumenfeld ganhou a atenção mundial no pós II Guerra nos EUA, em um contexto de crescimento econômico e de dinamismo da imprensa.
Organizada pelo Museu Nicéphore Niépce, localizado na França, por seu diretor François Cheval, e com curadoria de Nadia Blumenfeld, neta do artista, e cocuradoria de Danniel Rangel, a presente exposição celebra a produção realizada em seu estúdio no Central Park e reúne obras do pós-guerra (fotografia de moda, campanhas publicitárias, retratos de personalidades, cartazes de propaganda e trabalhos experimentais reconhecidos pelos avanços técnicos para a época). A mostra apresenta ainda mais de noventa impressões, totalmente restauradas em cores, recortes de publicações originais e filmes de moda raramente vistos datados do início dos anos 60.
A exposição já foi apresentada na França, Alemanha, Inglaterra, Itália e China e agora a produtora Mega Cultural traz ao Museu de Arte Brasileira da FAAP, com patrocínio da Dafiti.
Blumenfeld já era contratado por revistas francesas quando residia em Amsterdã, mas sua carreira como fotógrafo de moda teve início com a mudança para Paris, em 1936. Seu trabalho em publicações francesas do final de 1930 chamou a atenção do fotógrafo britânico Cecil Beaton, que facultou seu caminho para trabalhar na revista Vogue francesa.
Blumenfeld fez sua primeira viagem à Nova York em 1939, após seu ensaio de fotografias de moda na Torre Eiffel, voltou a Paris como fotógrafo correspondente da Harper’s Bazaar. Em 1941, depois de um ano preso em um campo de concentração na França, ocupada pelos alemães, mudou-se para Nova York com a família. Lá, contratado pela revista Harper’s Bazaar, colaborou com Carmel Snow, Diana Vreeland

em ensaios de moda, e depois de três anos já se tornara um dos fotógrafos mais famosos e bem pagos nos EUA, considerado pelo New York Times como "um líder excepcional em fotografia criativa".
Outro destaque de sua carreira nos Estados Unidos foi sua parceria de 15 anos com a Vogue e Alexander Liberman, então diretor editorial da revista. Juntos, publicaram mais de 50 capas, incluindo retratos de grandes modelos e personalidades, como Babe Paley, Dovima, Jean Patchett e Carmen Dell’Orefice. Também trabalhou regularmente com outras revistas americanas de moda, como Cosmopolitan (para a qual fotografou Grace Kelly, em 1955) e Life Magazine, além de produzir grandes campanhas publicitárias de moda e beleza para clientes como Dior, Elizabeth Arden, Max Factor, L'Oréal e Helena Rubinstein.
Altamente inovador e muitas vezes contrariando o tradicionalismo, Blumenfeld desenvolveu seu próprio estilo, usando fotomontagem, solarização, slides coloridos e técnicas híbridas. Desde o início de sua carreira, foi influenciado pela ideia da fotografia como arte, desejando ser respeitado como artista de vanguarda, em vez de fotógrafo de moda.
Blumenfeld incluía aspectos criativos da arte em seus projetos comerciais e com frequência sua inspiração vinha da história da arte. Para compor uma capa da Vogue americana partiu da obra “Moça com brinco de pérola”, de Vermeer e de "Um Bar no Folies-Bergère", de Manet, para fotografar um editorial da Harper’s Bazaar em 1941.
SOBRE ERWIN BLUMENFELD
Erwin Blumenfeld nasceu em 1897, em Berlim, em uma família judia de classe média. Após a morte de seu pai, estagiou na indústria de vestuário e serviu no exército alemão durante a Primeira Guerra Mundial. Em 1918, chegou à Holanda; casou-se com Lena Citroen, abrindo uma loja de artigos de couro em Amsterdã, em 1923, enquanto tentava iniciar a carreira de pintor. Durante seus 17 anos na Holanda, envolveu-se com o movimento Dadaísta, autoproclamando-se cabeça do movimento holandês Dada, sob o pseudônimo de Jan Bloomfield. No início, começou a fotografar clientes em sua loja e, posteriormente, exibiu suas obras na galeria Van Lier, em Amsterdã.  Declarou falência em 1935 e partiu para Paris. Lá, foi apresentado ao mundo da fotografia de moda e para a revista Vogue francesa por Cecil Beaton que admirava seu trabalho. Durante a Segunda Guerra Mundial, Blumenfeld passou um ano em campos de concentração franceses; conseguiu mudar-se para os EUA com sua família em 1941, saindo da França por Marselha. Em Nova York, em alguns anos, tornou-se um dos mais famosos fotógrafos de moda dos EUA. Continuou a trabalhar em moda e publicidade até o início dos anos 1960, quando começou a dedicar seu tempo a escrever sua autobiografia, “Eye to I”. Faleceu em Roma, em 1969.

SOBRE O MUSEU DE ARTE BRASILEIRA (MAB-FAAP)
O Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Alvares Penteado (MAB-FAAP) possui um acervo próprio com cerca de três mil obras de arte brasileira, como fotos, esculturas, gravuras, pinturas, entre outras, datadas a partir do final do século XIX. Dentre os principais artistas estão Anita Malfatti, Victor Brecheret, Di Cavalcanti, Oswaldo Goeldi, Lasar Segall, Pancetti, Portinari, Alfredo Volpi, Cícero Dias, Tomie Ohtake, Arcângelo Ianelli, Flávio de Carvalho, Lygia Clark e Burle Marx, entre outros. Um painel de vitrais de 230 metros quadrados também integra o acervo de obras do MAB-FAAP.
Criado em 1960, o MAB tem abrigado exposições marcantes, tanto de arte brasileira como de arte internacional, provenientes dos principais museus do mundo. Destacam-se “A Arte do Egito no Tempo dos Faraós” (Museu do Louvre, França), “China. A Arte Imperial, A Arte do Cotidiano, A Arte Contemporânea” (Museu Guimet e coleções particulares da França), “Deuses Gregos” (Coleção Museu Pergamon de Berlim, Alemanha) e “Herança dos Czares” (Museu do Kremlin de Moscou, Rússia). No âmbito da moda, o Museu realizou mostras internacionais de grande repercussão, como a “Papiers à La Mode”, com vestidos confeccionados em papel pela artista belga Isabelle de Borchgrave; “Christian Lacroix - Trajes de Cena”, com figurinos do Centre National du Costume de Scène (CNCS); e “Os Anos Grace Kelly, Princesa de Mônaco”, em parceria com o Grimaldi Forum – Mônaco. 
 O MAB-FAAP já foi contemplado com importantes prêmios do setor. O mais recente foi concedido em 2010 pela Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) às exposições ‘Memórias Reveladas’ e ‘Tékhne’.
SOBRE A DAFITI
A Dafiti é uma empresa especializada no comércio online com uma inovadora seleção de produtos de diversos designers e marcas que são referência no mercado. No Brasil desde janeiro de 2011, hoje opera em cinco países na América Latina: Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e México. A proposta da empresa é proporcionar a melhor experiência de compra online e se tornar a primeira opção de moda. Para saber mais, visite www.dafiti.com.br.

Blumenfeld Studio: New York 1941 – 1960
Vernissage: 28 de outubro de 2014– imprensa e convidados.
Período de visitação: 29 de outubro de 2014 a 18 de janeiro de 2015.
Horário: De terça a sexta-feira, das 10h às 20h
Aos sábados, domingos e feriados, das 13h às 17h
(Fechado às segundas-feiras, inclusive quando feriado)
Entrada: gratuita
Local: MAB-FAAP
Endereço: Rua Alagoas, 903 – Prédio 1 – Higienópolis
Informações: (11) 3662-7198 

Agendamento de visitas educativas: (11)3662-7200        

Informações à imprensa
MEGA CULTURAL / PRIORIZA COMUNICAÇÃO
Annete Morhy - annete@priorizacomunicacao.com / 98777 3377
Lys Ventura –lys@priorizacomunicacao.com / 96356 0398

FAAP / WN&P COMUNICAÇÃO
Sala de Imprensa: www.faap.br/imprensa
Tel: (11) 3662-7270/ 7271 / 9-5329 1654
Fabiana Dourado (fabiana.dourado@wnp.com.br)

Iracema Carvalho (iracema.carvalho@wnp.com.br)

sábado, 18 de outubro de 2014

Salvador Dalí - Instituto Tomie Ohtake

Essa é, imagino, a exposição que levará mais de um milhão de visitantes ao Instituto Tomie Ohtake.

Além da importância do artista na pintura universal, sua mística cria curiosidade em torno de sua vida tanto quanto a de seus trabalhos.

Uma belíssima mostra, com um acervo eclético dentro do universo de Salvador Dali, completada por mais sete trabalhos que não constavam na edição do CCBB do Rio de Janeiro, apresenta obras em vários suportes como também de diversas fases, e é completada por fotos, vídeos de seus filmes e entrevistas.

Minha impressão de Salvador Dali é a de que dentro de sua efervescência mental, de onde tirava seus magníficos trabalhos, criou e viveu uma "persona" exuberante, um dandi surrealista de bigodes hipnóticos que com sua mulher Gala viviam um vida idílica. 

As reportagens dizem ser essa a mais completa exposição de Salvador Dali no Brasil, mas se não me falha a memória, estive em uma no MASP nos anos 70/80 que apresentava várias outras obras icônicas do artista

Esse é um passeio que não se pode perder, pois é a oportunidade de se rever ou apresentar aos nossos filhos esse artista magnífico que às crianças pode encantar e aos adultos causar reflexões. Esta foi a terceira vez em curto espaço de tempo que tive a oportunidade de apreciar obras de Dali, sendo que a primeira foi na  Caixa Cultural, com a exposição Dali - A Divina Comédia, onde  foram apresentados os desenhos que ilustraram uma das edições da obra de Dante e a segunda na mostra Tauromaquia na FAAP, que nos trazia suas ilustrações ao tema. 


Firebird Suite - 11. Berceuse: L'Oiseau de feu - Igor Stravinsky



Abaixo das imagens, o "press-release" fornecidos pela assessoria de imprensa do Instituto Tomie Ohtake.















Instituto Tomie Ohtake
Apresenta
Salvador Dalí

Abertura: dia 18 de outubro de 2014, das 11h às 15h (convidados)
Visitação: de 19 de outubro de 2014 a 11 de janeiro de 2015


O Instituto Tomie Ohtake, responsável pela organização da maior retrospectiva de Salvador Dalí (1904-1989) já feita no país, traz agora a mostra para a sua sede. Salvador Dalí, em São Paulo, apresenta, no entanto, algumas novidades em relação à temporada carioca: além dos trabalhos já apresentados no Rio de Janeiro, compõem a mostra paulista cinco novas obras provenientes da Fundação Gala-Salvador Dalí e outras duas do Museu Reina Sofia, instituições detentoras de 90% dos trabalhos expostos. As obras que foram incluídas substituem alguns dos trabalhos da coleção do Museu Salvador Dalí, da Flórida (EUA).

Dentre essas sete obras do mestre do surrealismo que estarão exclusivamente em cartaz no Instituto Tomie Ohtake está o valioso e pequeno óleo sobre madeira "O espectro do sex-appeal" (1934). Do tamanho de meia folha de papel, atribui-se à pequena pintura a forma como Dalí plasmou, de modo concreto, o temor pela sexualidade. "Desnudo" (1924), que pertenceu a Federico García Lorca, "Homem com a cabeça cheia de nuvens" (1936), de profunda carga simbólica, com referência explícita a René Magritte e "O piano surrealista" (1937), fruto de sua colaboração com os Irmãos Marx, estão também entre os trabalhos incluídos.

Acompanha a exposição no Instituto Tomie Ohtake um catálogo especial, que aborda a totalidade das peças então apresentadas – 218, assim como sua recepção crítica entre escritores e especialistas de grande renome, como Eliane Robert Moraes, Paulo Miyada, Veronica Stigger.

A retrospectiva de Dalí, com curadoria de Montse Aguer, diretora do Centro de Estudos Dalinianos da Fundação Gala-Dalí, foi organizada para convidar o público a mergulhar por um universo onírico, simbólico e fantasioso. O conjunto de peças é formado por 24 pinturas, 135 trabalhos entre desenhos e gravuras, 40 documentos, 15 fotografias e quatro filmes. O espectador terá contato com a produção de Dalí desde os anos 1920 até seus últimos trabalhos, proporcionando ao visitante uma clara percepção de sua evolução, não só técnica, mas de suas influências, recursos temáticos, referências ideológicas e simbolismos.

Será possível ver as telas do período de sua formação como pintor - além de "Desnudo", já citado, “Retrato de meu pai e casa de Es Llaner”, de 1920, “Retrato de minha irmã”, de 1925, e “Autorretrato cubista", de 1926. Tais pinturas, além de marcarem o início da pesquisa de Dalí, também dão mostras de sua vasta e instigante produção de retratos, que, em suas diferentes interpretações e abordagens, acompanham a metamorfose de um trabalho marcado pelo questionamento sobre a realidade.

 A fase surrealista, que deu fama mundial ao catalão, será retratada em telas que apresentam seu método paranóico-crítico de representação, com obras muito significativas como “O Sentimento de Velocidade”, (1931), “Monumento imperial à mulher-menina” (1929), “Figura e drapeado em uma paisagem” (1935) e “Paisagem pagã média” (1937).

O público também poderá conferir a contribuição de Dalí para a sétima arte. Os filmes O cão andaluz (1929) e A idade do ouro (1930), codirigidos por Salvador Dalí e Luís Buñel, e Quando fala o coração (1945), de Alfred Hitchcock, cujas cenas do sonho foram desenhadas pelo artista, serão exibidos dentro do espaço expositivo, apresentando um pouco mais da diversidade e da linguagem adotada pelo artista. Além disso, duas mostras de cinema acontecem em paralelo à exposição: a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, em outubro, que exibirá os filmes O cão andaluz (1929) e A idade do ouro (1930), em suas versões integrais, e o Museu da Imagem e do Som (MIS) organizará a mostra Surrealismo no Cinema, entre os dias 16 e 21 de dezembro (a programação poderá ser consultada pelo site www.mis-sp.org.br, mais próximo à data da mostra).

O acervo, por sua vez, apresenta documentos e livros da biblioteca particular de Dalí, provenientes do arquivo do Centro de Estudos Dalinianos, que dialogam com as pinturas proporcionando ao visitante uma viagem biográfica e artística pela carreira do pintor. É o caso dos títulos Imaculada Conceição (1930), de André Breton e Paul Eluard, e Onan (1934), de Georges Hugnet. As raridades tiveram seus frontispícios assinados por Salvador Dalí e retratam as bases do surrealismo na literatura.

 O conjunto conta ainda com as ilustrações feitas para os clássicos da literatura mundial, como Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes, e Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol. Merecem destaque os desenhos que ilustram o livro Cantos de Maldoror (1869), de Isidore Lucien Ducasse (mais conhecido como Conde de Lautréamont), autor de grande referência entre os jovens surrealistas. É possível reconhecer nesses desenhos, por exemplo, as muitas figuras recorrentes na obra de Dalí, como objetos cortantes, muletas, corpos mutilados etc. Eliane Robert Moraes, em texto que acompanha o catálogo da exposição, diz que, movidos por uma crescente revolta pós-guerra, esses artistas “viram na violência poética de Ducasse uma alternativa para seus dilemas estéticos e existenciais”.

 “Queremos mostrar o Dalí surrealista, mas também aquele que se antecipa ao seu tempo, que é audacioso, que defende a liberdade de imaginação do artista em sua própria criação. Ao mesmo tempo, a mostra passeia pela trajetória artística e pessoal de Salvador Dalí”, explica Montse Aguer, curadora da exposição. “Após a visita, todos entenderão sua importância como artista, não só no surrealismo, mas na história da arte. Isso significa uma importante ligação com a arte contemporânea, enquanto Dalí parte de uma profunda compreensão e respeito pela tradição”, conclui.

Para trazer o acervo ao Brasil, o Instituto Tomie Ohtake participou de uma longa negociação com os museus envolvidos. “Foram cinco anos de muitas tentativas e conversas com os detentores das grandes coleções de Dalí, para se concretizar as exposições do artista no Brasil, pela primeira vez com pinturas, e com maior concentração na fase surrealista”, revela Ricardo Ohtake, presidente da instituição.

Segundo Ohtake, o Instituto tem se destacado por realizar uma programação múltipla e independente, possível graças ao apoio de empresas que acreditam no poder da cultura e da arte na formação do país. “São parcerias que construímos em cada projeto” afirma. No caso da exposição de Dalí, foi fundamental o patrocínio em São Paulo, da Arteris, do IRB Brasil RE e da Vivo, o co-patrocínio da Atento e do Banco do Brasil e o apoio da BrasilCap, BrasilPrev, dos Correios, do Grupo Segurador BB Mapfre e da Prosegur.

Exposição: Salvador Dalí
Inauguração: dia 18 de outubro de 2014, das 11h às 15h
Visitação: 19 de outubro de 2014 a 11 de janeiro de 2015
De terça a domingo, das 11h às 20h
Livre - Entrada gratuita por sistema de senhas: distribuição das 10h às 18h (terça a domingo) na entrada do Instituto Tomie Ohtake; no máximo duas senhas por pessoa, com opção a três horários de visitação, 11h, 14h e 17h, e somente para o dia em que forem retiradas; última entrada, às 18h.

Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima 201 (Entrada pela Rua Coropés 88) - Pinheiros SP
Metrô mais próximo - Estação Faria Lima/Linha 4 - amarela
De terça a domingo, das 11h às 20h

Informações à Imprensa
Pool de Comunicação – Marcy Junqueira / Martim Pelisson
Fone: 11 3032 1599