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quarta-feira, 7 de março de 2012

Insustentável Leveza – Anna Paola Protasio

Montagens, ou seriam "colagens", que apresentam uma delicadeza raras vezes vistas em outros artistas que se utilizam desta técnica.

As instalações, diferentes de várias que tenho visto, conseguiram transmitir uma emoção positiva, instigando a visão em contemplá-las.

Os quadros, que também são esculturas, são bastante atraentes e merecem estar nas paredes dos museus. Percebi neles uma inspiração no concretismo e no neo-concretismo, depois confirmada em conversa com a curadora, que me informou que a artista vem da escola do construtivismo.

As obras monumentais, digamos assim, foram todas previstas em maquetes, antevendo o impacto que teriam quando realizadas, isso talvez em função da formação de arquiteta da artista.

A peça "Solidão" me agradou bastante, é uma arte geométrica e cinética de efeito impressionante.

Há uma peça de especial beleza, "Desvio Concreto", que apresenta um surpreendente detalhe, que deveria estar melhor exibido, com outra iluminação.

As obras de Anna Paola trazem uma alegria, mesmo que às vezes com um toque de melancolia, que está em falta nas artes plásticas brasileiras ultimamente.

Leve - Ney Matogrosso


Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do MuBE.





DE ANNA PAOLA PROTASIO

Comemorando a 10ª exposição individual, a artista plástica carioca exibe obras
pela primeira vez em São Paulo


O MuBE – Museu Brasileiro da Escultura – apresenta, de 07 de março a 01 de abril, das 10h às 19h, a exposição “Insustentável Leveza” da arquiteta e artista plástica Anna Paola Protasio, nas salas Pinacoteca, Burle Mark e na área externa do museu.  (Vernissage dia 06 de março).  

Depois de nove exposições individuais e três coletivas em diferentes estados, Anna Paola Protasio chega a São Paulo pela primeira vez com a exposição “Insustentável Leveza”, que apresenta 30 obras com 10 esculturas inéditas. Na mostra há também instalações, maquetes e objetos.   

Nas mãos de Anna Paola Protasio, fios de cobre e náilon, gaiolas e câmeras, cones, aço e concreto se tornam base para grandes trabalhos de um universo peculiar e diversificado da artista.

‘’Arquiteta de formação, transparece em sua obra a herança construtiva da arte. Entretanto, a artista introduz, na abstração e rigor da geometria, elementos sensíveis que vêm perturbar a rigidez das estruturas e a vontade de ordem e de universalidade da tradição construtiva.  Muitos de seus trabalhos são erigidos com objetos saqueados do cotidiano e esvaziados de sua função utilitária. Deslocados para o universo da arte, tais objetos repetidos e reestruturados (como escadas e cones) ou unitários (como torres e cones de tricô), agigantados ou diminutos, pesados ou frágeis, compõem um repertório poético visual de sonhos e dores, ficções e memórias, solidões e temores. Revelam, enfim, entre o cálculo estrutural e o inesperado dos afetos, a insustentável leveza dos dias e dos seres”, esclarece Marisa Flórido curadora de exposição.

   
Sobre Anna Paola Protasio
A artista plástica, Anna Paola Protasio trabalhou vinte anos com arquitetura, design de móveis e cenários de teatro. Em 2006, desvia o caminho para as artes plásticas. Como a artista mesma explica "O caminho entre a arquitetura e as artes visuais foi muito natural, desenhava móveis que foram ficando cada vez mais esculturais. O meu trabalho tem se dividido entre diferentes linguagens, o canal que escolho para traduzir o que quero mostrar naquele momento depende de qual meio traduzirá melhor meus sentimentos e questionamentos. Tento me desafiar a todo instante. Uma pessoa que tem me ajudado a balizar meu trabalho é minha curadora e amiga Marisa Florido, que tem grande sensibilidade".

Com especializações em desenho, história da arte e arquitetura, em Oxford, na Inglaterra e Boston, nos EUA; Anna Paola também colocou seu traço em mesas, cadeiras... que estão espalhados pelo país. Nestes últimos cinco anos apresentou individualmente em museus e centros culturais do Rio de Janeiro como Museu Nacional de Belas Artes, Casa França Brasil e Centro Cultural dos Correios, além dos Sescs das cidades de Bauru, São José do Rio Preto, São José dos Campos e Ribeirão Preto. Há ainda, coletivas como 27º Salão de Artes Anuário Embu das Artes - onde ficou em 3º lugar na categoria outras linguagens (instalação, vídeo, fotografia e performance) – 2010 e a exposição A nova Escultura Brasileira que aconteceu no Rio de Janeiro em janeiro de 2012.

Sobre o MuBE

O Museu Brasileiro da Escultura (MuBE) desenvolve extensa e diversificada programação cultural, com exposições, cursos, seminários, palestras, recitais de piano, cinema e teatro. São realizadas, em média, vinte e cinco exposições/ano, abrindo espaço para novos talentos, além de apresentar mostras de artistas renomados, nacionais e internacionais.
O Museu recebe, aproximadamente, 150.000 visitantes por ano. As exposições contam com visitas educativas para crianças, estudantes, grupos de terceira idade e público em geral. 
O MuBE conta com apoio institucional de 3M, Stella Artois, Kettel One e BMW, viabilizado via ProAC / Governo do Estado de São Paulo.

Camisetas MuBE e Armazém
O MuBE em parceria com a grife de roupas Armazém, lançou recentemente camisetas ilustradas pelo artista Felipe Yung (Flip), para arrecadar fundos em prol dos Projetos Sociais e Culturais desenvolvidos pela instituição. Entre as realizações estão atividades com crianças e adolescentes carentes, festival de cinema independente e melhorias para a preservação do museu. Adquira já a sua: www.modaarmazem.com.br ou www.mube.art.br


Serviço:
Exposição - “Insustentável Leveza”
Diretora de Relações Internacionais e Responsável Técnica do MuBE – Renata Junqueira de Azevedo Silva
Quando: 06 de março a 01 de abril
Horário de funcionamento: Terça a domingo das 10:00 as 19:00 hrs.
Local: MuBE – Museu Brasileiro da Escultura - nas salas Pinacotecas, Burle Mark e na área externa do museu. 
Endereço – Av. Europa, 218. Jardim Europa
Informações – (11) – 2594-2601

Entrada franca
 www.mube.art.br
O MuBE possui acesso para pessoas com necessidades especiais, restaurante e ar-condicionado.
Informações para Imprensa
Alfredo Cesar de Souzaalfredo@sacomunicacao.com
(11) 3054-3336/ 9954-6684
Rogério Araújorogerio@sacomunicacao.com
(11) 3054-3338/ 8015-0060


sexta-feira, 25 de novembro de 2011

FERNANDO BOTERO - DORES DA COLÔMBIA NO MUBE

Uma exposição com obras mais recentes sob a temática da violência e das mazelas da Colômbia.

Apesar da contrariedade da embaixadora sobre o tema, dito por ela no discurso de abertura da mostra, há toda uma realidade exposta e escancarada, que espero já seja passado e que Botero possa ver seu país novamente na estabilidade política, econômica e perfeitamente democrática.

Com traços, talvez já cansados, ainda trazem toda a carga emocional do instante; a violência retratada incomoda mas também mostra o inconformismo do povo colombiano com a situação de medo, imposta por poucos mas com o poder das armas adquiridas com o dinheiro do narcotráfico.

Ouvi um comentário durante a visitação em que foi citado a série "Os horrores da guerra" de Goya, fiquei chocado com a aparente bobagem, mas depois de uma breve reflexão pude perceber um paralelo, ainda que distante. Será que o artista tinha isso em mente quando quis registrar os horrores do terrorismo na realidade de sua terra? Fica a questão para que cada um tire suas conclusões.

O artista vivo com as obras mais valiosas entra para história após ter criado uma estética única pela qual será sempre lembrado.

Já tinha visto duas grandes retrospectivas de Botero, no MASP e no Museu Nacional de Belas Artes em Buenos Aires, onde foram mostradas obras que abrangiam toda sua carreira, diferente desta que se atém num único tema.


Tempo - Lucio Dalla

Abaixo das imagens, em alta definição, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do MUBE.










“DORES DA COLÔMBIA no Mube”
Aori e Circuito cultural Bradesco seguros trazem a capital coleção de obras políticas assinadas por Fernando Botero

Depois do sucesso da edição realizada em 2007 no Memorial da América Latina, a exposição “Dores da Colômbia” está de volta a São Paulo
A Colômbia tem orgulho de expressar seu anseio por liberdade através da arte. “Dores da Colômbia” reflete as dores da humanidade. Botero se refere à Colômbia para ilustrar suas angústias sobre a própria condição humana. Em nosso país, essas dores foram a base para a construção de uma sociedade justa” –
Maria Elvira Pombo Holguin, Embaixadora da Colômbia no Brasil
De volta a São Paulo, a individual do pintor colombiano Fernando Botero “Dores da Colômbia” retorna a capital no dia 25 de novembro e segue em cartaz até 08 de janeiro de 2012, no MuBE (Museu Brasileiro da Escultura), zona oeste da capital. A iniciativa - que conta com o patrocínio do Grupo Bradesco Seguros - reúne 67 obras doadas pelo artista colombiano Fernando Botero ao Museu Nacional da Colômbia entre 2004 e 2005. “Sempre quis trazer essa coleção de volta ao Brasil. O conjunto dessa obra mostra como a arte pode denunciar a violência e propõe uma reflexão sobre a sociedade”, diz a produtora executiva da Aori, Denise Carvalho, responsável pelo retorno da mostra ao País.
As seis aquarelas, 36 desenhos e 25 pinturas, que já percorreram várias cidades europeias e latino-americanas, mostram os abusos sofridos pelo povo colombiano como consequência da ação de grupos guerrilheiros, políticos e paramilitares. O conflito que resultou no exílio de 1,5 milhão de colombianos nas últimas décadas é ao mesmo tempo um movimento social que busca as bases para a justiça no país.
Embora retrate uma situação trágica de um período bem determinado, Botero criou as composições com pinceladas de cores vibrantes capazes de atrair e envolver cada vez mais pessoas de todo o mundo no drama colombiano e de outros países que vivem conflitos sociais.
“Dores da Colômbia” dialoga com uma corrente artística que vincula a arte à política. Dentro desse contexto encontramos outros mestres importantes que imprimiram discurso e fatos históricos em suas telas. Francisco Goya, com “Desastres da Guerra” e Pablo Picasso com “Guernica”, recriam a sua maneira, atos cometidos durante períodos de turbulência vividos em seus países.
A mostra tem curadoria do próprio Museu Nacional da Colômbia, localizado em Bogotá. De acordo com a diretora do Museu, Maria Victoria Robayo, o conjunto se integra ao programa de exposições itinerantes que tem como um de seus objetivos fazer um apelo à consciência para evitar que os horrores da guerra se repitam.
“Botero disse várias vezes que, apesar de não residir na Colômbia há mais de 40 anos, sente-se muito próximo de seu povo. Trata-se de um convite à reflexão sobre as circunstâncias dolorosas que violam os direitos humanos”, explica Maria.
Em 2012, “Dores da Colômbia” tem como destino as capitais Porto Alegre e Belo Horizonte, janeiro e abril respectivamente.
A passagem pelas três capitais brasileiras da exposição “Dores da Colômbia” faz parte do Circuito Cultural Bradesco Seguros, que apresenta para o público brasileiro um calendário diversificado de eventos artísticos com espetáculos nacionais e internacionais de grande sucesso, em diferentes áreas culturais como dança, música erudita, artes plásticas, teatro, concertos de música, exposições, etc.
• Fernando Botero: Pintor e escultor colombiano nascido em Medellín, no ano de 1932, é um dos artistas mais prestigiados da América Latina e tem peças expostas nos mais importantes museus internacionais. Entre as suas obras mais conhecidas estão as releituras bem-humoradas e satíricas de “O Casal Arnolfini”, de Jan van Eyck, e “Mona Lisa”, de Leonardo da Vinci. Em ambas, figuras humanas e animais são pintados de forma arredondada e estática. Esse padrão estético é a marca registrada do artista que através de sua arte, tornou-se o embaixador cultural da Colômbia pelo mundo. Botero é um dos artistas renomados latino americanos ainda vivo e atualmente, mora na França.
Aori Produções Culturais: A Aori foi criada em 2002, pela produtora executiva Denise Carvalho. A empresa desenvolve, gerencia e produz conteúdos culturais, como projetos de exposições e edições de livros nas áreas de patrimônio cultural brasileiro, temas sociais e artes visuais. Seus trabalhos primam pelo critério de suas escolhas, qualidade do planejamento à execução, e sofisticação dos resultados. www.aori.com.br
· MUSEU BRASILEIRO DA ESCULTURA (MuBE) Desenvolve extensa e diversificada programação cultural, com exposições, cursos, seminários, palestras e recitais de piano. São realizadas, em média, vinte e cinco exposições/ano, abrindo espaço para novos talentos, além de apresentar mostras de artistas renomados, nacionais e internacionais.
O Museu recebe, aproximadamente, 150.000 visitantes por ano. As exposições contam com visitas monitoradas para crianças, estudantes, grupos de terceira idade e público em geral.

O MuBE conta com apoio institucional de 3M, Stella Artois, Kettel One e BMW, viabilizado via ProAC / Governo do Estado de São Paulo.
Serviço
“Dores na Colômbia” | São Paulo:
Abertura: 24 de novembro de 2011.
Visitação: 25 de novembro de 2011 a 08 de janeiro de 2012.
Local: MuBE (Museu Brasileiro da Escultura) | Av. Europa, 218 – Jardim Europa São Paulo
Dias: Terça a domingo das 10h às 19h
(11) 2594-2601 - mube@mube.art.br
Entrada Gratuita
• Próximas Capitais | 2012
-Porto Alegre – de 20 de janeiro a 08 de março de 2012.
-Belo Horizonte – de 18 de abril a 02 de junho de 2012.
Realização: Aori Produções Culturais
Apoio: Avianca e Associação dos Amigos do Museu Nacional da Colômbia
Patrocínio: Bradesco Seguros
Assessoria de Imprensa Aori Produções:
Baobá Comunicação Cultura e Conteúdo
Tel.: [11] 3482-2510 • 3482-6908
Informações para Imprensa
Alfredo Cesar de Souza – alfredo@sacomunicacao.com
(11) 3054-3336/ 9954-6684
Rogério Araújo – rogerio@sacomunicacao.com
(11) 3054-3338/ 8015-0060