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sábado, 18 de setembro de 2010

Morro Velho

Esta é uma verdadeira música sertaneja, feita por um dos nossos artistas universais, Milton Nascimento.

Conta-nos uma história que pode acontecer em qualquer época ou em qualquer rincão de nossa terra, da amizade infantil que se perde no tempo, e nos aponta a realidade da vida no campo.

A interpretação de Elis, abaixo no primeiro player, é de tal intensidade que ela termina chorando, emocionada.

Elis foi a mais importante cantora do Brasil de todos os tempos, pois além da carreira gloriosa, lançou ou projetou vários compositores como Gilberto Gil, Milton Nascimento, Ivan Lins, João Bosco e Aldir Blanc, Belchior e Renato Teixeira entre outros.

É muito difícil achar na música do interior alguma qualidade, hoje em dia os artistas e o publico adoram chorar a traição e o abandono nas relações afetivas, é um "porre" escutar o choro da dor de corno e a suplica ao retorno do objeto de sua fixação amorosa.

No segundo player a versão com o autor, para mim umas das melhores vozes da nossa música.




Morro Velho - Elis Regina



 
Morro Velho - Milton Nascimento



Morro Velho

Milton Nascimento

Composição: Milton Nascimento
No sertão da minha terra, fazenda é o camarada que ao chão se deu
Fez a obrigação com força, parece até que tudo aquilo ali é seu
Só poder sentar no morro e ver tudo verdinho, lindo a crescer
Orgulhoso camarada, de viola em vez de enxada
Filho do branco e do preto, correndo pela estrada atrás de passarinho
Pela plantação adentro, crescendo os dois meninos, sempre pequeninos
Peixe bom dá no riacho de água tão limpinha, dá pro fundo ver
Orgulhoso camarada, conta histórias prá moçada
Filho do senhor vai embora, tempo de estudos na cidade grande
Parte, tem os olhos tristes, deixando o companheiro na estação distante
Não esqueça, amigo, eu vou voltar, some longe o trenzinho ao deus-dará
Quando volta já é outro, trouxe até sinhá mocinha prá apresentar
Linda como a luz da lua que em lugar nenhum rebrilha como lá
Já tem nome de doutor, e agora na fazenda é quem vai mandar
E seu velho camarada, já não brinca, mas trabalha.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Segredos - Siron Franco

Mais uma bela exposição na Galeria Paulista da Caixa Cultural.

São de obras feitas para a mostra, a partir de uma idéia de 2001, com obras abstratas, quase todas datadas de 2009/2010 completamente diferentes do estilo do autor, conforme visto no vídeo de apresentação.

Telas enormes, numa profusão de cores que não chamaram a atenção, à primeira vista, em mais do que dois segundos. Os comentários que mais se ouviam eram: -"Não sei se gosto deste tipo de arte".

Há nas telas pequenos elementos, perdidos ou quase escondidos, que só percebemos após muita concentração, ou pela observação do catálogo, onde são apontados.

São realmente os segredos da exposição, que com sua descoberta nos incitam a voltar às pinturas, e aí sim apreciá-las com mais vagar.

Um aspecto deste evento com o qual me indispus foi o texto de apresentação da curadora, que gastou 12 parágrafos para não dizer nada. Isto faz com que as pessoas que estão começando a se interessar por arte se afastem, pois se não entendem o que lhes é apresentado, podem se sentir intimidados e até pensar que isto esta acima de sua compreensão.

Pena que esta não seja característica só desta exposição, há pessoas que pensam que um texto "intelectual" aumentará a satisfação do observador pela mostra, quando é o contrário.


Virtual Insanaty - Jamiroquai

Abaixo das imagens, fornecidas pela assessoria de imprensa da Caixa Cultura, o "press-release" dos curadores.










CAIXA CULTURAL SÃO PAULO APRESENTA SIRON FRANCO - SEGREDOS - PINTURAS ESCULTURAS





Mostra exibe obras inéditas do artista, realizadas nos últimos meses, em São Paulo.





Após temporada em exposição no Rio de Janeiro, Siron Franco volta às galerias da Caixa Cultural São Paulo com a mostra Siron Franco - Segredos - Pinturas Esculturas. O título dá o tom da criação e se apresenta tanto na ideia que dá origem à produção quanto em tudo aquilo que, na existência do artista, evoca algo misterioso. A entrada é gratuita e acontece de 11 de setembro a 17 de outubro, na galeria Vitrine Paulista da Caixa Cultural.



Siron mira principalmente nos segredos que encobrem o Sagrado: o mistério da vida, da criação, da oração e da intuição, tudo isso captado no cotidiano, às vezes absurdo, que o olhar desatento pode designar como algo banal. A série é composta por 19 pinturas e 05 esculturas e em São Paulo a curadoria vai apresentar parte desse acervo.



Desde o início, um mistério que pode conter tudo, desde fatos não revelados a simples ironias cáusticas diárias. Fruto dos últimos meses de trabalho ininterrupto no ateliê em Aparecida de Goiânia, Siron Franco apresenta essa série que pretende provocar reflexões em seus interlocutores.





A história



A série “Segredos” teve início com uma obra de 2001. Na tela recoberta de carvão são colados 17 Cd´s. O que eles contêm, é um mistério, mas a composição recria a chave magnética do quarto de hotel em que o artista ficou hospedado na Venezuela. O ouro revela imagens enigmáticas e essa obra, “O Primeiro Segredo”, foi chave de abertura para a exposição abrindo o novo caminho ainda não descoberto.



O processo criativo do artista vem dos inúmeros acasos diários. Desde sua última exposição, Siron dizia: “Estou sentindo que vem algo novo em minha obra...”. Mas ficava obscuro, inclusive para ele, o que viria a seguir. Já em 2007, na mostra no CCBB do Rio de Janeiro, apresentou a tela “Segredos” (160 x 200 cm), óleo sobre tela produzida em 2005/2006. Mas quais as rotas a serem seguidas, então somente sugeridas por aqueles caminhos horizontais?



Nesse percurso, um universo enigmático se abriu para o artista. As consequências do desenvolvimento do trabalho ficaram expressas nas palavras de Charles Cosac, em uma carta ao amigo:



“Esse seu figurativismo expressivo intrinca-se também com o tempo. A gente sabe que tem algo ou alguém a nos olhar, mas cada vez fica menos evidente. Esses olhares velados pelo excesso de terebintina diluída na tinta a óleo, sobretudo contrastados com as obras empastadas, são de uma sofisticação ímpar. São muito delicados. Faz-me pensar no momento em que a densidade do óleo cede à imagem que nem você ainda a conhece, mesmo estando prestes a concebê-la. Faz-me também pensar nas pinturas, sobretudo nas texturas dos anos 1970, quando ainda pintava sobre aglomerado e com o óleo ralo. As atuais, porém, evocam a sensação de transparência e leveza. O volume dos anos 1970 não mais te preocupa.”



Sobre a exposição



Na primeira obra criada para a exposição, “Segredo número 3”, estão esses novos volumes. As linhas horizontais de antes, agora verticais, compõem uma obra onde os segredos são desvendados. Basta prestar atenção nos detalhes. A série completa, que merece o nome “Segredos”, apresenta quinze pinturas, entre obras horizontais e verticais, medindo 150 x 200 cm, e mais dois quadros de 1,80 x 1,90 cm. O segredo pode ser percebido tanto na composição como na pesquisa de materiais que impregnam as telas onde, além de ouro, chumbo e tecelagem africana são colocados carimbos da anatomia humana de borracha e carimbos de silicone.



Os segredos sugeridos nas telas ganham volume nas esculturas. Um fato autobiográfico é o impulso inicial da obra “Segredo número 21”, uma fogueira produzida em mármore sintético. A escultura, de 250 cm, impressiona pelos detalhes: imagens do repertório popular católico incrustadas em suas vigas horizontais. A investigação de Cláudia Ahimsa, curadora da exposição, expõe o background do artista:



“Ele percebe minha investigação silenciosa sobre o 'mármore' cruzado e conta: "Minha mãe andava sobre brasas, depois a sola dos pés estava fria!...". Então, a branca fogueira é o retrato que ainda não fizera de sua mãe.”



Em relação às esculturas, o destaque fica por conta da obra “Segredo número 20”, feita em mármore sintético incrustado com resina de poliéster e imagens católicas (250 x 70 x 70 cm) e “Segredo número 22”, caracterizada por colunas de aço de 2,5 por 3,0m cada.





SERVIÇO:

Exposição Siron Franco - Segredos - Pinturas Esculturas

Abertura para convidados e imprensa: 10/09, às 19h

Visita guiada com o artista: dia 11/09, às 11h

Datas: de 11 de setembro a 17 de outubro de 2010

Horário de visitação: terça-feira a sábado, das 9h às 21h e domingos e feriados, das 10h às 21h.

Local: CAIXA CULTURAL São Paulo - Galeria Vitrine da Paulista - Conjunto Nacional - Av. Paulista, 2083 - Cerqueira César, São Paulo (SP) - Metrô Consolação

Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400

Acesso para pessoas com necessidades especiais

Entrada: franca
Recomendação etária: livre
Patrocínio: Caixa Econômica Federal

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Que país é esse?

Não sou de discutir política, religião ou qualquer esporte, já que não me interesso por futebol.

Mas hoje quando vi esta charge do Fernandes não consegui afastar de minha cabeça esta música da Legião Urbana.

Feita a aproximadamente 25 anos, não perdeu sua força.

Abaixo da caricatura, segue a letra.




Que país é esse? - Legião Urbana



Que país é esse? - Renato Russo


Nas favelas, no senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
No Amazonas, no Araguaia iá, iá,
Na Baixada Fluminense
Mato Grosso, nas Gerais e no
Nordeste tudo em paz
Na morte eu descanso, mas o
Sangue anda solto
Manchando os papéis, documentos fiéis
Ao descanso do patrão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Terceiro mundo, se for
Piada no exterior
Mas o Brasil vai ficar rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos índios num leilão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Samba da Benção


Há na música universal algumas canções que tem sua gravação definitiva, quase sempre a primeira com seus autores, num arranjo original.

Se alguém tenta regravá-la certamente fará um trabalho aquém do original, até porque hoje, não sei se por falta de interesse das gravadoras, falta de competência  dos músicos ou mesmo preguiça, já não são utilizados os recursos que estavam à disposição dos artistas de ontem.

Esta gravação de Samba da Benção, do disco Vinicius de Moraes & Odete Lara de 1963 é um destes exemplos, sendo até hoje a versão mais tocada em rádios ou em compilações.

O ritmo, o coro e a exaltação aos amigos no final, fazem desta versão, para mim, a definitiva.


Vinicius de Moraes & Odete Lara

Mas há uma gravação de Bebel Gilberto no disco Tanto Tempo de 2000 em que ela faz uma linda versão do Samba da Benção.

Sabendo que nunca conseguiria o resultado da versão clássica, mexeu no ritmo, nos instrumentos e abandonou a forma de samba, adotando a cadência de uma doce balada.

Conseguiu então um resultado de se admirar, sendo muito bem executada já há 10 anos.

Bebel Gilberto

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O Progresso

Hoje quando vi um post de um grande cartunista, ou seria ilustrador, Ceó Pontual chamado "Tá ligado, bicho?", onde ele cita uma frase de Molière, que diz : " Os bichos não são tão burros como se pensa.", me lembrei desta música de Roberto Carlos, gravada em seu disco de 1976.

Foram eles visionários há 35 anos, previram nossas aflições presentes?

Hoje a minha maior preocupação é o imediatismo que nossos dirigentes tem em buscar novas fontes de energia, seja com o petróleo do pré-sal ou a construção de novas hidrelétricas.

Não estão levando em conta todos os problemas que virão com a exploração destas fontes, como a emissão de CO2 e outros gases que causam o efeito estufa com a queima deste petróleo e todo o desastre ecológico e ambiental que é a inundação de florestas e terras agricultáveis para a construção dos reservatórios das usinas.

Não há a menor preocupação em se pesquisar formas realmente limpas de geração de energia, nosso país foi exemplo para o mundo todo quando criou o Pró-Álcool, reduzindo em muito nossa dependência ao petróleo importado.

Hoje já considero ultrapassada esta fonte de energia, pois para sua produção criaram-se áreas imensas de monocultura, estéreis à fauna e exaurindo o solo.

É um tédio viajar pelo interior de São Paulo, sinto saudades dos cafezais, dos pomares de manga e laranja, dos pastos..., hoje é um imenso mar de cana.

Realcei em vermelho, abaixo do vídeo, os versos que mais me incitam desta obra prima que merece um novo arranjo, pois é um hino à razão e à reflexão.




O Progresso

Eu queria poder afagar uma fera terrível
Eu queria poder transformar tanta coisa impossível
Eu queria dizer tanta coisa
Que pudesse fazer eu ficar bem comigo
Eu queria poder abraçar meu maior inimigo
Eu queria não ver tantas nuvens escuras nos ares
Navegar sem achar tantas manchas de óleo nos mares
E as baleias desaparecendo
Por falta de escrúpulos comercias
Eu queria ser civilizado como os animais

Eu queria ser civilizado como os animais

Eu queria não ver todo o verde da terra morrendo
E das águas dos rios os peixes desaparecendo
Eu queria gritar que esse tal de ouro negro
Não passa de um negro veneno
E sabemos que por tudo isso vivemos bem menos

Eu não posso aceitar certas coisas que eu não entendo
O comércio das armas de guerra da morte vivendo
Eu queria falar de alegria
Ao invés de tristeza mas não sou capaz
Eu queria ser civilizado como os animais
Eu queria ser civilizado como os animais
Eu queria ser civilizado como os animais

Não sou contra o progresso
Mas apelo pro bom senso
Um erro não conserta o outro
Isso é o que eu penso

Eu não sou contra o progresso
Mas apelo pro bom senso
Um erro não conserta o outro
Isso é o que eu penso

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Arte da rua em Natal - RN

Uma das coisas que tem me agradado muito na internet é a possibilidade de se travar contato com várias pessoas de todo o mundo com interesses comuns.

Desde que comecei esta aventura de compartilhar minhas impressões sobre os assuntos que me chamam a atenção, tive a satisfação de me corresponder com poetisas, cronistas, artistas plásticos e intelectuais de vários matizes, que em muito enriqueceram minhas "viagens".

Nestas trocas conheci Ana Barros, de Natal - RN, que me apresentou obras de Pedro Ivo, um artista do grafite, que me surpreenderam.

Usando a técnica do estêncil consegue passar aos seus desenhos uma emoção difícil de se vislumbrar hoje em dia, fazendo-nos observá-los com vagar e atenção.

Percebi que ele os imprime em papéis que depois são colados em lugares públicos, possibilitando uma maior divulgação de seus trabalhos.

Espero que ele não demore a substituir seus suportes por telas, tornando então sua arte móvel e eterna.

Já tinha comentado nos "posts" Grafite - Tendência ou Modismo e E a nova MPB? que atravessamos uma fase de entressafra nas artes brasileiras, tanto na música como na pintura.

Não aparecem novos valores que nos chamem a atenção e nos entusiasmem; com exceção de alguns artistas desta nova escola.


Rejane Luna - Sabe-se lá

Para acompanhar este texto pesquisei alguém de Natal e descobri esta cantora que me agradou.

O Fotolog completo de Pedro Ivo está aqui.











segunda-feira, 23 de agosto de 2010

E a nova MPB?

" E ainda há quem tenha certeza de que a MPB não vive uma fase de declínio…" - Daniel Piza - O Estado de São Paulo - 22/08/2010

Já tinha separado esta música em duas versões para comentar a secura, a falta de imaginação e de qualidade da atual MPB, quando li na coluna do Daniel Piza esta observação.

Tenho notado já há algum tempo que não aparece ninguém na cena musical brasileira que produza bons trabalhos e se fixe como um ídolo ou mantenha uma carreira longeva.

As cantoras de hoje parecem ter tido aulas com a mesma professora, pois cantam todas, com honrosas exceções, com o mesmo timbre, sendo quase impossível diferenciar uma das outras.

E o pior quando se atrevem a mostrar suas próprias composições, pensam ter encontrado o Santo Graal da nova MPB.

Hoje quase não existe mais cantores puros, os bons cantores masculinos são também compositores que interpretam suas obras com certa competência.

Penso que não há interesse das gravadoras em elevar o nível do trabalho de seus contratados, há somente o desejo do lucro fácil vindo de uma cultura rasteira.

Ainda bem que existem alguns artistas que tentam preservar o que de bom foi feito por nossos sempre ídolos, como esta gravação de Marina Machado com a participação de Samuel Rosa de uma música de Roberto e Erasmo, gravada pelo Tremendão em 72.

O mais interessante é notar que o novo arranjo mudou pouco o original, tendo mantido as bases e o enriquecido com novos instrumentos.




Grilos - Erasmo Carlos





Grilos - Marina Machado e Samuel Rosa



domingo, 22 de agosto de 2010

Ouros de Eldorado: Arte Pré-Hispânica da Colômbia

Esta exposição superou em muito minhas expectativas, pois pelas fotos fornecidas pela assessoria de imprensa do evento e as colhidas na internet não mostram a sua grandiosidade.

Tive sorte em vê-la em seu penúltimo dia, pois por uma sucessão contratempos só a vi ontem.

Além de apreciar os magníficos trabalhos apresentados, que demonstraram uma técnica muito avançada para época em ourivesaria e metalurgia, comecei a refletir em quais direitos divinos os conquistadores espanhóis se basearam para subjugar, escravizar, dilapidar e impor suas crenças, destruindo assim as civilizações que habitavam as Américas.

Cheguei a conclusão de que os torpes motivos não eram mais do que a ganância, travestida do desejo de evangelização dos "selvagens".

O difícil é aceitar que até hoje os homens não mudaram, agindo do mesmo modo por todo o mundo, quando não é por interesse econômico é para tentar impor sua "verdade", querendo que os povos ajam dentro de suas conveniências e crenças.

Escolhi a música El condor passa, apesar de ser peruana, é antes de tudo andina, que representa bem os gostos e costumes daquela região.



El condor Pasa

Abaixo das imagens fornecidas pela assessoria de imprensa do evento, o "press-release" dos curadores.













Ouros de Eldorado: Arte Pré-Hispânica da Colômbia

A Pinacoteca do Estado de São Paulo apresenta a exposição Ouros de Eldorado: Arte Pré-Hispânica da Colômbia com 250 artefatos de ouro e 40 objetos arqueológicos de cerâmica e outros materiais que evidenciam a diversidade e as técnicas metalúrgicas criadas pelos antigos habitantes indígenas da região que hoje corresponde à Colômbia. Todas as obras integram o acervo do Museo del Oro del Banco de la Republica – Colômbia, a mais importante coleção do gênero no mundo.
Segundo Marcia Acuri, assessora cientifica da mostra, o ineditismo da exposição se dá por ela referenciar a diversidade étnica e cultural dos povos que ocuparam a antiga região da Colômbia e a importante relação estabelecida entre eles e tantos outros grupos indígenas das terras baixas da América do Sul, sobretudo as interações entre povos que ocuparam preteritamente a Amazônia Ocidental.
A exposição divide-se em temas conforme descrito abaixo. Além disso, serão exibidos filmes que demonstram os diferentes processos de ourivesaria.


Gente Dourada
Gente Dourada lembra a origem do termo El Dorado, atribuído primeiramente pelos
conquistadores espanhóis ao personagem central de um ritual em que o chefe indígena,
coberto por ouro em pó, lançava objetos preciosos ao fundo de uma lagoa, como oferenda às divindades. Foi a partir desta observação que surgiram alguns mitos relativos a uma suposta "cidade de ouro", tema que deu origem, inclusive, a uma série de produções cinematográficas de temas de aventura e fantasia. A “gente dourada” foi representada em uma infinidade de formas pelos ourives da Colômbia pré-hispânica, por meio de máscaras, peitorais, narigueiras e pingentes. Um dos destaques deste núcleo é o Peitoral em forma de coração feito de ouro martelado e repuxado, proveniente do Vale de Calima, Período Yotoco (c. 200 a.C. – 1300 d.C)

A Gente dourado e os animais fantásticos
Com ouro, cobre e tumbaga, uma liga feita a partir daqueles, e utilizando uma variedade de técnicas com as quais exploraram até os limites a plasticidade, a condutibilidade e a maleabilidade destes metais, os ourives pré-hispânicos construíram um universo visual multiforme e multifacetado. Seus temas principais são a figura humana, os animais, as formas geométricas e a combinação de todos eles. As formas vegetais são curiosamente escassas. A interpretação plástica da “gente dourada”, os “animais fantásticos” e as formas geométricas variam de uma área geográfica a outra e de um tempo a outro. Este é o que permite falar de estilos na ourivesaria pré-hispânica. Estilos que são testemunho da vitalidade e diversidade de
suas respectivas culturas.

Animais Fantásticos
A variada fauna da Colômbia, país de grande diversidade de climas e ambientes naturais,oferecia ao ourives pré-hispânico uma fonte inesgotável de inspiração. Serpentes, rãs,morcegos, aves, veados, jaguares, lagartos, caracóis de incontáveis espécies, formam parte da fauna dourada. Cada um dos animais representados tinha, sem dúvida, poderosas associações simbólicas para o homem pré-hispânico. Mas o ourives não foi insensível à riqueza de suas formas, texturas, ritmos e cores. Criou sua própria zoologia fantástica, na qual o real seconfunde com o maravilhoso.

O homem animal
São freqüentes, na ourivesaria pré-hispânica, as figuras que combinam traços humanos com traços de animais. Há homens-jaguar, homens com cauda de macaco, homens-peixe, e
sobretudo, homens-ave, nos quais as pernas humanas se convertem em cauda, e os braços
em asas. Os etnógrafos viram nessas figuras, distintas transformações do xamã, ou chefe religioso com poderes sobrenaturais, para explicar e organizar o cosmos. Atualmente, entre os indígenas, o xamã aparece na forma de alucinações em distintas dimensões do universo, e, em seu vôo estático, pode ver e decifrar tudo. As peças expostas neste módulo são como esfinges,cheias de segredos. Mas, sobretudo, são provas da prodigiosa capacidade de seus criadores para combinar formas em um todo equilibrado e maravilhosamente sugestivo aos olhos de quem as contempla.

Abstração e natureza
Na ourivesaria pré-hispânica da Colômbia não existe antagonismo entre a representação
“abstrata” e a representação “naturalista”. Cada peça é uma conjugação de formas que evoca sempre o que captam os sentidos, e sempre o ideal, o que não adquire realidade maior do que na obra de arte. Mesmo nas peças mais “abstratas” há referências diretas à experiência sensorial. Mas também, em todas as figuras, mesmo nas mais “realistas”, há certo grau de independência do mundo real alcançada por meio de esquematizações, distorções e combinações imaginárias. O resultado é uma síntese coerente e equilibrada de forma e conteúdo em que tudo pode ser abstrato e, por sua vez, tudo pode ser figurativo.

O universo das formas
O ourives pré-hispânico construiu um universo visual de imensa riqueza a partir de elementos sempre presentes na expressão artística: a linha reta, o círculo, o quadrado, o triângulo, a espiral, e suas combinações, deformações, reinterpretações e suas projeções no espaço. Tal universo integra o natural e o sobrenatural, o sagrado e o profano, o homem e o animal, a alma e o corpo, o abstrato e o figurativo, a natureza e a cultura, o ouro e o cobre.

A metalurgia e as sociedades pré-hispânicas
Quando os ourives pré-hispânicos da Colômbia elegeram os materiais, as técnicas de
manufatura e a organização da produção, o fizeram não apenas sob a influência de
requerimentos técnicos, senão também, e principalmente, por fatores culturais e sociais.
Enquanto no ‘Velho Mundo’ a metalurgia esteve ligada à economia, à agricultura e À guerra, na América pré-hispânica ela nasceu do viés do pensamento religioso e das elites do poder. As técnicas de elaboração, formas e usos dos objetos de metal foram símbolos que dotavam a vida ritual e cotidiana de sentido. Na Colômbia, a arte de trabalhar os metais esteve favorecida pela riqueza aurífera de seus rios e cordilheiras. Ouro, cobre e prata foram os metais usados na época pré-hispânica. A mineração de aluvião com veios de cerâmica ou de madeira foi a mais usual. Outras vezes, foram construídos diques e canais para desviar as águas e lavar os materiais das praias. A mineração de veta se praticava abrindo buracos estritos nas colinas,
perto de riachos que facilitavam a lavagem do ouro.

A ourivesaria pré-hispânica da Colômbia
A metalurgia sul-americana surgiu na serra central do Peru, cerca de três mil e quinhentos anos atrás. Na região da Colômbia atual, as origens da metalurgia remontam ao século IV a.C.,período em que habitram sociedades com um amplo domínio do trabalho de metais. Durante estes dois mil anos de desenvolvimento metalúrgico na Colômbia – interrompidos com a conquista espanhola, em 1.500 d.C. – surgiram diversos estilos que combinaram técnicas complexas com diferentes ligas metálicas. Esta riqueza artística e tecnológica sustentou-se em uma prosperidade econômica que permitiu a uma parte da população dedicar-se à ourivesaria.

Martelamento
Os ourives materializaram sua destreza e seu conhecimento sobre as características físicas e químicas dos metais na grande diversidade de técnicas de manufatura usadas. Uma delas foi o martelamento. Para obter lâminas os ourives golpeavam tejuelos sobre lajas ou bigornas de pedra. Utilizaram martelos de distintas formas, materiais e tamanhos, de acordo com as necessidades de trabalho requerido. Ao ser martelado, o material se torna quebradiço e tende a fraturar-se: os ourives deviam aquecê-lo até o ponto vermelho vivo e esfri-á-lo submergindo em água. Este processo, o recocido, que se repetia muitas vezes, permitia seguir golpeando a lâmina até obter a espessura e tamanho desejados. As formas dos adornos martelados e outros objetos eram alcançadas por meio do recorte das lâminas com cinzeles de pedra ou metal. Com puzones e repuxadores realizavam os desenhos que adornariam as lâminas.

Fundição por cera perdida
Utilizando moldes feitos de cera, os ourives criaram uma grande variedade de objetos:
representações realistas ou abstratas, finos tecidos metálicos ou pesados adornos, objetos com volume, simples ou cheios de detalhes. A cera era obtida das colméias de abelhas sem ferrão (Tetragonisca angustala), ou abelhas angelita, originárias das Américas.
A cera era modelada na figura desejada e em seguida se acrescentava tubos feitos do mesmo
material, pois uma vez derretida a cera, eram formados ductos por onde correria o metal fundido. A figura modelada em cera era coberta por uma capa de argila, para formar o molde.
Uma vez molde seco e enrijecido, o molde era aquecido para derreter e extrair a cera, deixando oca a forma no interior do molde de argila. O metal líquido se almodava rapidamente no interior da figura, tomando assim a forma do modelo. Uma vez esfriado o molde, este era rompido para extrair a peça metálica. Os ductos eram cortados e os defeitos corrigidos, dando acabamento ao objeto.

Dourado por oxidação
A cor foi uma das propriedades mais apreciadas entre as sociedades antigas e exerceu um papel primordial no desenvolvimento de suas tecnologias. Para controlar as cores, os ourives usaram diversas ligas e sofisticados processos de acabamento que aportavam novas tonalidades e contrates nas superfícies.
A tumbaga, uma junção de ouro com cobre, foi a liga mais usada entre os ourives préhispânicos do território colombiano. Unindo o ouro com diferentes porções de cobre, os ourives produziram uma gama importante de tonalidades douradas, prateadas e avermelhadas.
Ao aquecer um objeto de tumbaga, o cobre presente na liga se oxida e forma na superfície uma mancha escura. Com ácidos vegetais como o chulco (Oxalis pubescens), o artesão removia o cobre oxidado até deixar uma fina camada superficial, rica em ouro, que era polida para alcançar um dourado intenso. Assim descobriam uma camada superficial dourada cada vez mais aparente, na medida em que se repetia o processo.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Marketing Viral

Este é um tópico em que eu nunca tinha prestado atenção, pois apesar de saber que ocorre, parecia uma coisa muito distante de mim.

Até que publiquei um post, O último gol de Pelé - Aos 70 anos, que provocou-me uma enorme surpresa.

Do dia 10 de junho até hoje este blog teve um aumento exponencial nos acessos, somente em função deste texto e vídeo.



Foram mais de 10.000 leitores de todo o mundo, que quase me fez perder as referências das outras publicações, pois meu medidor de acessos só guarda os dados dos últimos 100.


Nothing from Nothing - Billy Preston


Teria hoje sem este post aproximadamente 3.000 visitas, seguindo a média diária de acessos.

É muito interessante acompanhar o referencial de entrada no blog, que quase sempre vem de um servidor de e-mail, mostrando assim que estes acessos são de indicações em rede, que se espalharam e até hoje desperta o interesse.

Esta publicação foi indicada em vários outros meios, como Facebook, Orkut, Brasilianas.org, sites de clubes de futebol e torcidas, etc; e o mais bacana que através do link, direcionando as pessoas diretamente à matéria original, mostrando que ainda existe uma certa ética quanto à autoria.

sábado, 14 de agosto de 2010

Construção



Que me perdoem os puristas mas este é, para mim, um dos maiores poemas da língua portuguesa, não só pela mensagem como, desculpem o trocadilho, por sua reconstrução.

Foi considerada a melhor música brasileira já gravada pela revista Rolling Stone, e com o final com um enxerto de "Deus lhe pague" é inesquecível.

Aproveitem.




Construção - Chico Buarque de Holanda

Construção

Chico Buarque
Composição: Chico Buarque

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado

Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague

Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,
Deus lhe pague

Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,
Deus lhe pague

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Além dos limites - Ricardo Stumm

Esta é a outra excelente mostra em cartaz na Caixa Cultural, de um artista que encontrou sua forma de expressão e se aprimora dentro dela.

Ricardo Stumm começou uma carreira premiada como gravurista em Porto Alegre, de onde partiu, para a Espanha e França onde se dedicou aos estudos e ao aprimoramento de suas técnicas, tendo recebido vários prêmios ainda dentro desta escola.

Tendo abraçado a escultura, com especialização em fundição de bronze, penso que abriu uma larga estrada para criar Arte em seus melhores sentidos.

As obras expostas são de uma beleza e delicadeza ímpar, que nos instiga e faz pensar.

A Escultura Brasileira, com toda a sua tradição, está muito bem representada neste artista que, não só mantém, como engrandece sua história.



Quebra Pedra - Mario Adnet (Jobin Jazz)


Abaixo das imagens fornecidas pela assessoria de imprensa da Caixa Cultural, o "press-release" dos curadores com informações adicionais sobre o artista e sua carreira.












CAIXA CULTURAL SÃO PAULO APRESENTA A MOSTRA “ALÉM DOS LIMITES” DE RICARDO STUMM
O artista realiza workshop sobre a técnica da fundição em bronze, especialidade do artista
A Caixa Cultural São Paulo apresenta do dia 18 de julho a 29 de agosto de 2010 a exposição “Além dos Limites”, que conta com 16 esculturas em bronze do artista plástico Ricardo Stumm. Trata-se da última série desenvolvida pelo escultor onde inspira-se na expressão corporal e reflete a necessidade do ser humano de extrapolar seus próprios limites, conquistar novos espaços e relacionamentos.
Partindo do corpo escultural humano até certo encontro com a abstração, a composição permite tanto elevar-se a uma perspectiva cósmica como penetrar fundo na terra. Com a maestria de um animador, Stumm manipula toda esta energia e cria quadro a quadro uma dança imaginária e dramática.
Formas de inspiração biológica, geometrias e às vezes pequenos personagens que surgem na sombra, curiosos seres que animam a cena com sua ingênua presença.
Para desenvolver as peças, o artista fotografa modelos em movimento, colocados dentro de tecidos elásticos. As imagens servem como referência para a modelagem das esculturas em argila, que na etapa final são fundidas em bronze, na fundição do próprio artista.
O processo criativo do artista também poderá ser conferido na mostra. A exposição das esculturas é complementada com fotos e desenhos dos modelos vivos.
Ficha Técnica
Concepção das obras: Ricardo Stumm
Fundição: Tacello Fundição Artística
Currículo do artista
1980 - Curso de pintura e artes gráficas em Indianápolis (EUA),
realizando os estudos de 2º grau em High School.
1981 - Estudo de anatomia com modelo vivo na escola “CRESÇA” com Glênio Bianchetti, Brasília.
1983 - Curso de desenho da figura humana e pintura no Centro Municipal de Cultura, Atelier Livre de Porto Alegre.
1985 - Iniciação às técnicas de gravura em metal com os professores Armando Almeida e Danúbio Gonçalves, no Centro Municipal de Cultura, Atelier Livre de porto Alegre.
1992 - Curso de Artes Gráficas na Academie Julian Met de Pennighen Ècole Supériere d’Arts Graphique et Architecture Intérieure, Paris.
1993 - Curso de Comunicação Visual no Institut Supérieur d’Arts e Publicité ISAP, Paris.
1998 - Curso de escultura e formas com a professora Denise Nachif de São Paulo.
2003 - Curso avançado de Modelagem em escultura com o professor Israel Kislanski em Brasília.
2004 - Especialização em fundiçao de bronze, técnica cera perdida, na Escuela Massana de Barcelona (Espanha), com o professor Joaquim Manuel Chavaria.
2005- Curso de Fundição em cera perdida com lama cerâmica no Centro tecnológico do Senai de Itauna – Minas Gerais.
Exposições Individuais
1987- Exposição de gravura na Universidade de Santa Cruz do Sul RS
1987- Exposição de Gravura no Atelier Livre da Prefeitura, Porto Alegre
1989- Exposição de Gravura e pintura na casa Thomas Jefferson, Brasília
1992- Exposição de Gravura no Atelier Livre de Porto Alegre
1992- Exposição de gravuras no Cult Café em Brasília
1995- Exposição de Gravuras “Le tour du monde d’Arts au Centre Culturel
Pierre Poiret, à la ville de Gonesse, região Parisiense - França
1996- Exposição “Andanças” pinturas no Centro Cultural de Santa Cruz RS
1997- Exposição de gravuras e pinturas na Casa da Cultura de Paracatu MG
1998- Exposição de esculturas, gravuras e pintura, Liberty mall, Brasília
1999- Exposição de esculturas “Arte ao Ar Livre” no parque da Cidade, Brasília
2003-Exposição Dom Quixote, gravura e escultura, no Clube de Golfe
2005- Exposição de esculturas no Banco do Estado do Rio Grande do Sul Brasília
2005- Exposição no Espaço Cultural do Ministério das Finanças em Lisboa – Portugal
2005- Exposição de gravura, pintura e esculturas em bronze na Casa D’Italia - Brasília
2006- Exposição de esculturas “Musas e Mandalas” Casa Thomas Jefferson – Brasília
2007- Exposição “Deusas e Guerreiros” – Câmara dos Deputados – Brasília
2008- Exposição “Musas” Ministério da Previdência – Brasília
2009- Exposição “Além dos Limites” Espaço Chato Fundação Assis Chatobriand BSB
Prêmios
1989 - Prêmio no salão de gravura “PRIMEIRA MÃO” de Santos - São Paulo
1990 - Prêmio no “SALÃO DA GRAVURA” de Curitiba -PR
1991 - Prêmio no salão “MINI PRINT” de Cadaques - Barcelona, Espanha
1995 - Primeiro lugar no concurso de cartazes da Cidade Universitária de Paris para a “FÊTE DE NATION”
1995 - Primeiro lugar no concurso de cartazes organizado pela UNESCO “ANNÉE DE NATIONS UNIES POUR LA TOLÉRANCE AU QUOTIDIEN” (ONU) - Paris
Sobre o artista
Radicado em Brasília, o escultor gaúcho tem carreira internacional e muitas andanças pelo velho mundo.
Gravuras premiadas na Espanha e design gráfico em Paris, onde estudou na Academie Julian e recebeu o prêmio do concurso internacional de cartazes da ONU pela tolerância, organizado pela Unesco.
Retornou ao Brasil em 1995, estabelecendo-se na capital federal e coloca em ebulição toda a bagagem adquirida em suas vivencias no além mar. Começa a pesquisar as formas tridimensionais, em especial a escultura em bronze.
Inaugurou a primeira fundição artística de Brasília, a Tacello, especializada na produção de esculturas com a técnica da cera perdida, em bronze e alumínio.
Stumm esteve em 2004 na Espanha, onde se especializou em fundição de bronze, na Escuela Massana de Barcelona.
SERVIÇO:
Exposição “Além dos Limites”, de Ricardo Stumm
Abertura para convidados e imprensa: 17 de julho de 2010, às 11h
Visitação: de 18 de julho a 29 de agosto de 2010
Horário de visitação: de terça-feira a domingo, das 9h às 21h.
Dia e horário do workshop: 20 de julho de 2010, das 9h às 18h
Local: CAIXA Cultural São Paulo (Sé) - Galeria Florisbela - Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo/SP
Informações, agendamento de visitas mediadas, inscrições para workshop e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400
Acesso para pessoas com necessidades especiais
Entrada: franca
Recomendação etária: livre
Patrocínio: Caixa Econômica Federal