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sexta-feira, 16 de março de 2012

Natureza Impermanente - Kilian Glasner

Esta mostra apresenta desenhos em pastel em preto e branco, com a característica da solidão. Não há uma única figura humana ou animal nas cenas.

A amplitude dos espaços retratados, campos, estradas rurais, auto-estradas, pistas esportivas ou de aeroportos, transmitem uma angustia que num paradoxo pode até ser considerada claustrofóbica, pois a imensidão solitária pode ser sentida como um casulo.

Um belo passeio, que te transcende ao mundo da neblina, provocando algumas reflexões.

O catálogo da mostra é mais uma magnifica publicação da Caixa Cultural.

Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do evento.


Solidão - Nana Caymmi






CAIXA CULTURAL SP APRESENTA A MOSTRA NATUREZA IMPERMANENTE
Da série Do Infinito, o artista Kilian Glasner traz obras em diferentes perspectivas que podem ser admiradas isoladamente ou em conjunto.


A CAIXA Cultural SP inaugura no dia 13 de março de 2012 a exposição Natureza Impermanente, composta por obras do artista plástico pernambucano Kilian Glasner. Da série Do Infinito, a mostra traz 40 desenhos em preto e branco, todos em grandes formatos horizontais, medindo aproximadamente 100 x 200 cm cada. Cada desenho é criado a partir de elementos colhidos de fotografias tomadas em diversos lugares. Kilian Glasner sobrepõe paisagens, insere elementos e cria novas perspectivas, por vezes realistas, por vezes fantásticas, em novos universos que podem ser vistos isoladamente ou em conjunto.
A entrada é gratuita e conta com o patrocínio da Caixa Econômica Federal.
Em seu trabalho anterior, o artista desenhou sobre as paredes de uma casa abandonada e em seguida quebrou as paredes, em uma performance com características de demolição planejada, quebrando ilusões passadas e futuras, colocando o espectador no tempo presente. Nesse novo trabalho, as ilusões são questionadas de uma outra forma.
Já no processo de criação de Natureza Impermanente, as fotografias são quebradas, corrompidas e elementos das paisagens fotografadas são desmembrados e em seguida reconjugados e deslocados para o papel, compondo uma nova imagem, desenhada com técnica realista usando pastel seco e borracha.
A partir das obras isoladas, o artista finaliza a idéia agrupando todos os desenhos em uma só sala, combinando as perspectivas, criando uma espécie de labirinto levando o espectador a um universo de infinitas possibilidades. Nesta mostra, o espectador é surpreendido desde o impacto visual da instalação formada pela aglomeração de grandes desenhos até perceber de perto os detalhes milimétricos de cada trabalho e assim mergulhar na leitura dos quadros individualmente e da instalação como um todo.
A repetição das perspectivas provocam que todos os caminhos representados tem origem ou fim no centro da sala, fazendo o visitante valorizar o seu ponto de vista, o seu “aqui e agora”, e descobrir a sua maneira a estrutura do trabalho. O que verdadeiramente vemos é uma paisagem inventada, composta por detalhes de tantas outras paisagens reais. Ao deslocar e recompor os espaços, identificamos que características fisicamente divergentes e contraditórias se transformam em complementares e contrariando leis existenciais passam a ocupar um mesmo espaço nos surpreendendo a cada olhar.
Além de trazer as obras, a grande maioria inédita em mostras ao público no Brasil, a exposição será em si uma instalação. O conjunto dos desenhos em um só espaço atinge o olhar do espectador com as belas e delicadas formas da natureza junto com arrojadas e dinâmicas formas criadas pelo homem. Trabalhando em conjunto com a curadoria, o artista plástico irá “redesenhar” as obras nas paredes da exposição, formando um mosaico em que cada obra será complemento da próxima e, apesar de constituir uma peça única, ganhará força como uma nova obra (desenho-instalação) em conjunto.
A mostra tem curadoria do jornalista e crítico de arte Julio Cavani, que trabalha atualmente no Diario de Pernambuco. Para Cavani, “as imagens direcionam o olhar para ‘pontos de fuga’ posicionados nos horizontes. Como está sugerido no título do projeto, porém, esse destino tem como eixo a impermanência dos objetivos humanos, a inexistência do futuro ou o fato de que o presente, livre das amarras do passado. Ideais dos indivíduos, como a felicidade, estariam neles mesmos, e não em algum ponto distante no tempo ou no espaço. O itinerário da viagem começa dentro da própria mente”.
Sobre Kilian Glasner
Nascido em Recife em 1978, o jovem artista Kilian Glasner fez graduação e mestrado na Escola Nacional Superior de Belas Artes em Paris. Começou a participar de exposições coletivas no final dos anos 90, tendo sido selecionado no Rumos Visuais do Instituto Itaú Cultural (2009), Territórios Transitórios (França e Holanda), e várias edições do Spa das Artes, no Recife. Fez sua primeira individual já em 2000, na Galeria Vicente do Rego Monteiro, da Fundação Joaquim Nabuco (Recife). Seguiram-se a esta as exposições “Silêncio!” (2001 - Galeria Dumaresq, Recife); "Refletion" (2007, Galerie Droite, ENSBA. Paris, França); "humano" (2008, Galeria Mariana Moura. Recife); e uma individual retrospectiva no Instituto Cultural Banco Real (2009, Galeria Marcantonio Vilaça. Recife). O artista foi contemplado em 2010 com um prêmio no concurso “Próximo Futuro”, programa de cultura contemporânea da Fundação Calouste Gulbenkian, a mais importante instituição de apoio às artes plásticas de Portugal.
O artista é um dos nomes mais promissores da nova safra de artistas plásticos pernambucanos, integrando a cena artística do Recife. Já teve exposições individuais no Nordeste brasileiro e na Europa (Portugal, França, Itália e Holanda) e tem expostas em importantes instituições como a Calouste Gulbenkian de Lisboa. Esta será sua primeira exposição individual no sudeste brasileiro.
SERVIÇO:
Exposição Natureza Impermanente

Abertura para convidados e imprensa: dia 13 de março de 2012, às 19h30min
Datas: 14 de março a 22 de abril de 2012
Horário de visitação: terça-feira a sábado, das 9h às 21h e domingos e feriados das 10h as 21h.
Local: CAIXA CULTURAL São Paulo (Paulista) - Conjunto Nacional - Av. Paulista, 2083 - Cerqueira César, São Paulo (SP) - Metro Consolação
Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400
Acesso para pessoas com necessidades especiais

Entrada: franca
Recomendação etária: livre
Patrocínio: Caixa Econômica Federal
Assessoria de Imprensa da CAIXA CULTURAL SP
( (11) 3103-5723

quarta-feira, 14 de março de 2012

SÃO PAULO MON AMOUR

Se essa é uma declaração de amor a São Paulo, o curador dever ter sérios problemas afetivos-emocionais.

Uma exposição pequena para um salão grandioso. Penso que houve, ou uma super valorização da mostra, ou uma sub valorização do espaço.

Com obras dispersas, quase jogadas ao acaso, com uma disposição desconexa, deixa as obras perdidas na imensidão. Espero que isso não seja uma metáfora com o tamanho da cidade, já que São Paulo tem uma imensidão condensada.

Apresenta trabalhos em diversos suportes que tentam um ponto em comum, a cidade, como grafite, vídeo-arte, depoimentos, instalações e maquetes.

As vídeo-instalações deveriam ter salas especiais, pois os sons, ou cacofonia que emanam de cada uma, quando misturadas, causam um enorme desconforto, não nos permitindo aprecia-las, fazendo que tenhamos a vontade de deixar esse espaço o mais rápido possível.

Uma pena, essa está fadada a ser logo esquecida.

Apesar da gentileza e atenção da assessoria de imprensa do evento, só me foi fornecida a imagem abaixo, junto com o "press-release", penso que até em função da falta de interesse ou experiência dos curadores.


P.S.: O que tem a ver com São Paulo uma foto tirada aos pés da Torre Eiffel?




...Tem uma cidade - Rita Lee


“SÃO PAULO MON AMOUR - SPMA”
Depois de uma primeira edição em Paris, exposição coletiva que reúne fotografia, vídeo-arte e intervenções urbanas apresenta a vida contemporânea na metrópole.

Depois de surpreender o público parisiense em 2009 com o cartaz da nudez de Alessandra Cestac pelas escadarias de Montmartre e destacar o olhar de Gal Oppido entre outros incríveis artistas na Maison des Metallos em Belleville, a exposição São Paulo Mon  Amour – SPMA toma lugar na cidade que a motivou.
Desta vez, acontece no MuBE (Museu Brasileiro da Escultura) uma exposição coletiva sobre a produção artística presente e inspirada pela metrópole de São Paulo, apresentando um cruzamento entre olhares de brasileiros e franceses para revelar o suporte cultural da cidade que os agrega. Ela acontecerá entre os dias 13 de março e 01 de abril.
Nesta edição serão 8 artistas: Alessandra Cestac, Breno Rodrigues, Caecilia Tripp, Djan Ivson, Gal Oppido, Paulo Ito, Rogério Canella, Xavier Faltot.
Além de parte das obras da exposição em Paris que inclui a vídeo-arte de Xavier Faltot e de Caecilia Tripp, e as fotografias da construção da linha 4 do Metrô de Rogério Canella, estarão expostos trabalhos fruto da residência artística em Montmartre, com ensaios concebidos entre Gal Oppido e a Alessandra Cestac. Haverá também obras de novos artistas brasileiros, com Djan Ivson abordando a pixação, Paulo Ito, cujo traço   virtuoso remete à Egon Schiele, com um painel de 20 metros, e Breno Rodriguez com uma instalação que explora a Arquitetura Moderna.
Os assuntos que atravessam as obras são o vazio e a multidão, onde a solidão permeia a carência afetiva no hedonismo, a experiência cosmopolita que conduz à subjetividade do indiferente, e o deslumbramento apaixonado de todo aquele que se lança na metrópole com o espírito da aventura e da sorte.
Esta curadoria condensa a trajetória de Sérgio Franco, sociólogo, pesquisador de arte urbana, que teve nesta exposição um desdobramento de sua pesquisa acadêmica realizada na FAU-USP.  Ele desenvolve seu trabalho como instrumento de união cultural entre a periferia e o centro, e neste momento realiza a co-curadoria da pixação na Bienal de Berlin 2012.
• ARTISTAS
Alessandra Cestac (Residência em Paris) é paulistana filha de argentinos, artista como o seu pai, atua com toda sorte de suportes. Sua obra almeja restituir a autonomia do feminino diante o olhar masculino, para tanto coordena o fotógrafo e tenta não se portar simplesmente como modelo, sempre submissa ao olhar do homem, soberano na sexualização do corpo da mulher. Trabalhando com a fotografia realizou intervenções urbanas onde coloca a delicadeza de seu corpo nu sobre a brutalidade do concreto, e além do que vemos pela cidade, na SPMA criou a instalação do quarto que condensa a solidão contemporânea.
No MuBE ela apresentara os ensaios da nudez nos ícones de Paris: Louvre, Torre Eiffel, numa sintonia com uma bailarina clássica no Café Bar 11 em Belleville, nas ruas de Pigalle. O erotismo destas imagens trabalha com a espontaneidade cotidiana do corpo em ambiente clássico, dos movimentos precisos, delicados e rígidos de uma bailarina com a sedução de seu olhar, de seus gestos, de sua paixão pelo enredamento dos corpos.

Gal Oppido (Residência em Paris) é arquiteto, fotógrafo, músico e multi-artista. Autor de livros sobre a arquitetura e o urbanismo de São Paulo e presente nas coleções Pirelli no Masp, entre outras. Na SPMA explora a escala do macro e do micro da metrópole moderna em fotografias.
Suas obras na SPMA serão o fruto da residência dos artistas em Montmartre em parceria com Alessandra Cestac, revelados em ensaios fotográficos ocorridos durante tal estada.
Agora não foram para Paris absorver as tendências do estrangeiro, chegaram para irradiar comportamentos, desconstruir o clássico numa representação contemporânea do cotidiano da cidade. Foi a experiência do artista brasileiro na ocupação do espaço, como um vórtice sugando tudo ao seu redor. Os ensaios produzidos estiveram nos ícones da cidade, na Torre Eiffel, no Louvre, num café em Belleville, nas ruas de Pigalle, nas catacombes que esconderam Marat e trouxeram suas pragas na pele.
Partindo deste principio a exposição é uma critica à antropofogia de Oswald de Andrade, numa nova forma de reunir o nacional com o estrangeiro, entendendo ainda, que a antropofagia vislumbrada por ele com a referência dos nossos índios tupinambás é um tremendo engano, pois o canibalismo ali era um ritual para envolver a todos num ciclo de vingança entre as tribos guerreiras.

Breno Rodriguez dedica-se à criação artística desde 2007. Arquiteto de formação, o artista leva ao campo da arte procedimentos e materiais empregados em sua atividade anterior, desenvolvendo projetos que exploram os limites entre Arte e Arquitetura.
Neste trabalho, o artista ocupa a galeria embaixo da clarabóia do MuBE, trazendo o elemento escultórico da luz para dentro do museu. Busca também instigar o público a prestar atenção ao sol e à todas as suas atribuições numa cidade que, apesar de bastante verticalizada, pouco olha para cima e percebe a luz natural.

Caecilia Tripp é artista nascida em Frankfurt que trabalha e reside em Paris. Realizou exposições em varias cidades da Europa e Estados Unidos (New Orleans, New York, Berlin, Moscou, Genebra, Amsterdam e Bruxelas) explorando toda sorte de suportes da imagem, na SPMA ela apresenta a solidariedade orgânica da periferia na video-arte  Mad Dog.

Djan Ivson é vídeo artista, pixador e idealizador dos ataques recentes realizados nas últimas Bienais de São Paulo mobilizando grande polêmica na mídia.
Tais proezas promoveram sua inserção em exposições marco como a “Né dans la Rue” na Fundação Cartier (Paris 2009), e mais recentemente no convite para participar da 7ª Bienal de Berlin, que acontece este ano com o desafio de atingir criticamente o próprio sistema das Bienais pelo mundo.
No MuBE ele apresentara o vídeo que acompanhou todo o processo da intervenção na obra Bandeira Branca de Nuno Ramos na 29ª Bienal de 2010. Nela realiza uma cobrança de coerência conceitual com os pressupostos que inauguram a instalação: a desmaterialização do objeto artístico, a assimilação de outra obra como suporte para sua criação e a declaração de Duchamp de que “o livre arbítrio de todo e qualquer artista determinava se uma obra era em si uma obra de arte, ou não”. O Pixo é arte em contexto, processual, que requisitou uma exigência de correspondência entre o discurso e as práticas artísticas quando atacou a “Bandeira Branca”.

Paulo Ito é paulistano, formado em Artes Visuais pela Unicamp, e pintor com intervenções urbanas por toda cidade, famoso pelo desenho de corpos deslumbrantes inspirados em Egon Schiele, e por criar trabalhos com os olhos vendados, onde a expressão possui conexões diretas com as camadas mais profundas da subjetividade.
Sua obra na exposição é um grande painel com a técnica da pintura cega, trazendo de memória as expressões que sua mão assimilou da experiência com a cidade.

Rogério Canella é fotógrafo formado pela FAAP, e iniciou seu trabalho no ano de 1998 registrando objetos obsoletos e locais em transformação. Sua obra é a manifestação contundente da velocidade vertiginosa de destruição e reconstrução da paisagem urbana. Na SPMA apresenta os subterrâneos da construção do Metrô da linha 4, num empreendimento hercúleo que perfura a alma da cidade e revela a solidão deste bastidor sem platéia.

Xavier Faltot é francês, um artista mutante, utilizando-se de múltiplos suportes midiáticos para se expressar, criador de programas de rádio em que monta o Studio “La Controverse” nas ruas, e na SPMA realizou a vídeo-arte que sintetiza a reunião deste grupo de artistas.
No MuBE ele reapresentara sua vídeo-arte, onde todos os artistas da primeira edição de 2009 escolhem um lugar significativo de São Paulo para abarcar sua diversidade espacial e histórica e são filmados para a composição das imagens e das palavras que traduzem a experiência nesta cidade.          


FICHA TÉCNICA
Gestão cultural: Doble Cultura+Social.
Produção: Agenda Projetos Culturais
Patrocínio: Biolab Farmacêutica | Apoio: Etnies.


SERVIÇO
Exposição “São Paulo MonAmour”
De: 13/03 a 03/04
Horário de funcionamento: Terça a domingo das 10:00 às 19:00 hrs.| Entrada Franca
Local: MuBE (Museu Brasileiro da Escultura) | Avenida Europa, 218 – Jardim Europa - São Paulo / SP
Telefone: [11] 2594-2601

Informações para Imprensa
Alfredo Cesar de Souzaalfredo@sacomunicacao.com
(11) 3054-3336/ 9954-6684
Rogério Araújorogerio@sacomunicacao.com
(11) 3054-3338/ 8015-0060

quarta-feira, 7 de março de 2012

Insustentável Leveza – Anna Paola Protasio

Montagens, ou seriam "colagens", que apresentam uma delicadeza raras vezes vistas em outros artistas que se utilizam desta técnica.

As instalações, diferentes de várias que tenho visto, conseguiram transmitir uma emoção positiva, instigando a visão em contemplá-las.

Os quadros, que também são esculturas, são bastante atraentes e merecem estar nas paredes dos museus. Percebi neles uma inspiração no concretismo e no neo-concretismo, depois confirmada em conversa com a curadora, que me informou que a artista vem da escola do construtivismo.

As obras monumentais, digamos assim, foram todas previstas em maquetes, antevendo o impacto que teriam quando realizadas, isso talvez em função da formação de arquiteta da artista.

A peça "Solidão" me agradou bastante, é uma arte geométrica e cinética de efeito impressionante.

Há uma peça de especial beleza, "Desvio Concreto", que apresenta um surpreendente detalhe, que deveria estar melhor exibido, com outra iluminação.

As obras de Anna Paola trazem uma alegria, mesmo que às vezes com um toque de melancolia, que está em falta nas artes plásticas brasileiras ultimamente.

Leve - Ney Matogrosso


Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do MuBE.





DE ANNA PAOLA PROTASIO

Comemorando a 10ª exposição individual, a artista plástica carioca exibe obras
pela primeira vez em São Paulo


O MuBE – Museu Brasileiro da Escultura – apresenta, de 07 de março a 01 de abril, das 10h às 19h, a exposição “Insustentável Leveza” da arquiteta e artista plástica Anna Paola Protasio, nas salas Pinacoteca, Burle Mark e na área externa do museu.  (Vernissage dia 06 de março).  

Depois de nove exposições individuais e três coletivas em diferentes estados, Anna Paola Protasio chega a São Paulo pela primeira vez com a exposição “Insustentável Leveza”, que apresenta 30 obras com 10 esculturas inéditas. Na mostra há também instalações, maquetes e objetos.   

Nas mãos de Anna Paola Protasio, fios de cobre e náilon, gaiolas e câmeras, cones, aço e concreto se tornam base para grandes trabalhos de um universo peculiar e diversificado da artista.

‘’Arquiteta de formação, transparece em sua obra a herança construtiva da arte. Entretanto, a artista introduz, na abstração e rigor da geometria, elementos sensíveis que vêm perturbar a rigidez das estruturas e a vontade de ordem e de universalidade da tradição construtiva.  Muitos de seus trabalhos são erigidos com objetos saqueados do cotidiano e esvaziados de sua função utilitária. Deslocados para o universo da arte, tais objetos repetidos e reestruturados (como escadas e cones) ou unitários (como torres e cones de tricô), agigantados ou diminutos, pesados ou frágeis, compõem um repertório poético visual de sonhos e dores, ficções e memórias, solidões e temores. Revelam, enfim, entre o cálculo estrutural e o inesperado dos afetos, a insustentável leveza dos dias e dos seres”, esclarece Marisa Flórido curadora de exposição.

   
Sobre Anna Paola Protasio
A artista plástica, Anna Paola Protasio trabalhou vinte anos com arquitetura, design de móveis e cenários de teatro. Em 2006, desvia o caminho para as artes plásticas. Como a artista mesma explica "O caminho entre a arquitetura e as artes visuais foi muito natural, desenhava móveis que foram ficando cada vez mais esculturais. O meu trabalho tem se dividido entre diferentes linguagens, o canal que escolho para traduzir o que quero mostrar naquele momento depende de qual meio traduzirá melhor meus sentimentos e questionamentos. Tento me desafiar a todo instante. Uma pessoa que tem me ajudado a balizar meu trabalho é minha curadora e amiga Marisa Florido, que tem grande sensibilidade".

Com especializações em desenho, história da arte e arquitetura, em Oxford, na Inglaterra e Boston, nos EUA; Anna Paola também colocou seu traço em mesas, cadeiras... que estão espalhados pelo país. Nestes últimos cinco anos apresentou individualmente em museus e centros culturais do Rio de Janeiro como Museu Nacional de Belas Artes, Casa França Brasil e Centro Cultural dos Correios, além dos Sescs das cidades de Bauru, São José do Rio Preto, São José dos Campos e Ribeirão Preto. Há ainda, coletivas como 27º Salão de Artes Anuário Embu das Artes - onde ficou em 3º lugar na categoria outras linguagens (instalação, vídeo, fotografia e performance) – 2010 e a exposição A nova Escultura Brasileira que aconteceu no Rio de Janeiro em janeiro de 2012.

Sobre o MuBE

O Museu Brasileiro da Escultura (MuBE) desenvolve extensa e diversificada programação cultural, com exposições, cursos, seminários, palestras, recitais de piano, cinema e teatro. São realizadas, em média, vinte e cinco exposições/ano, abrindo espaço para novos talentos, além de apresentar mostras de artistas renomados, nacionais e internacionais.
O Museu recebe, aproximadamente, 150.000 visitantes por ano. As exposições contam com visitas educativas para crianças, estudantes, grupos de terceira idade e público em geral. 
O MuBE conta com apoio institucional de 3M, Stella Artois, Kettel One e BMW, viabilizado via ProAC / Governo do Estado de São Paulo.

Camisetas MuBE e Armazém
O MuBE em parceria com a grife de roupas Armazém, lançou recentemente camisetas ilustradas pelo artista Felipe Yung (Flip), para arrecadar fundos em prol dos Projetos Sociais e Culturais desenvolvidos pela instituição. Entre as realizações estão atividades com crianças e adolescentes carentes, festival de cinema independente e melhorias para a preservação do museu. Adquira já a sua: www.modaarmazem.com.br ou www.mube.art.br


Serviço:
Exposição - “Insustentável Leveza”
Diretora de Relações Internacionais e Responsável Técnica do MuBE – Renata Junqueira de Azevedo Silva
Quando: 06 de março a 01 de abril
Horário de funcionamento: Terça a domingo das 10:00 as 19:00 hrs.
Local: MuBE – Museu Brasileiro da Escultura - nas salas Pinacotecas, Burle Mark e na área externa do museu. 
Endereço – Av. Europa, 218. Jardim Europa
Informações – (11) – 2594-2601

Entrada franca
 www.mube.art.br
O MuBE possui acesso para pessoas com necessidades especiais, restaurante e ar-condicionado.
Informações para Imprensa
Alfredo Cesar de Souzaalfredo@sacomunicacao.com
(11) 3054-3336/ 9954-6684
Rogério Araújorogerio@sacomunicacao.com
(11) 3054-3338/ 8015-0060


terça-feira, 6 de março de 2012

O Flautista de Hamelin - 20 anos de Furufunfum

Estamos acompanhando o Festival comemorativo dos 20 anos da Companhia Circo e Teatro Musical Furufunfum que está sendo apresentado no Teatro Alfa, e ontem assistimos ao espetáculo O Flautista de Hamelim.

Obrigado Paula e Marcelo por não caírem na cova rasa do politicamente correto, mantendo toda a história em seu estado original, sem diminuí-la ou alterar seu final, mantendo pura a sua mensagem. Diferente de outro espetáculo que vimos no sábado, baseado numa peça sinfônica, extremamente resumido e até, heresia, com a introdução de um trecho de Rapsody in Blue durante a trama.

Um lindo e sensível espetáculo que com o acréscimo das músicas compostas pela dupla eleva-o a um patamar superior do teatro infanto-juvenil brasileiro. O cenário e os figurinos também não ficam atrás completando a toda a magia.

Não consegui uma canção do espetáculo, portanto escolhi uma música de um mágico da flauta.


Lamento - Altamiro Carrilho






terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Adios Nonino

Essa é a obra prima de Astor Piazzolla, e também sua peça mais conhecida.
Um clássico da música universal que considero uma sinfonia que possui todos os elementos necessários a classificá-la como erudita.

Feita em homenagem a seu pai em 1959, logo após sua morte, é carregada de emoção, que me faz arrepiar a cada vez que a ouço.

Ao mesmo tempo em que destila certa tristeza, também é uma exaltação à vida de seu pai, é terna e empolgante.

Nesta apresentação de 1985, com o maestro em grande forma, o pianista, na introdução, se permitiu alguns improvisos, que tiram um pouco do impacto e da surpresa do que esta por vir. Na sequencia, conforme minha lembrança, eles se atêm à partitura nesta brilhante interpretação.



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Poder - Arnaldo Antunes (1996)

Arnaldo é um dos mais inquietos artistas da música e literatura brasileiras, com uma ampla produção de uma qualidade incomparável. Desde dos tempos dos Titãs até hoje na carreira solo, que não é tão solo assim, pois às vezes tem algumas parcerias memoráveis, é referência no universo das artes brasileiras.

Essa música, de 1996, ainda guarda seu frescor, parecendo ter sido feita hoje, pois sua letra e arranjo não parecem datados, usando de temas antagônicos com muito bom humor para mostrar seu inconformismo perante uma situação de desencontro.

É divertido neste filme identificar os "figurões" que fazem uma ponta, demonstrando o prestígio de Arnaldo perante seus pares.







Pode ser loucura, pode ser razão
Pode ser sim, pode ser não
Pode ser maria, pode ser joão
Pode ser carro, pode ser avião
Pode ser saúde, pode ser educação
Pode ser porta, pode ser portão
Pode ser amor, pode ser prisão
Pode ser drama, pode ser pastelão
Pode ser laranja, pode ser limão
Pode ser bíblia, pode ser alcorão
Pode ser inverno, pode ser verão
Pode ser pé, pode ser mão
Pode ser nevoeiro, pode ser poluição
Pode ser samba, pode ser baião
Pode ser são jorge, pode ser dragão
Pode ser circo, pode ser pão
Só não sei porque
Eu e você
Não pode não
Pode ser purê, pode ser pirão
Pode ser rei, pode ser peão
Pode ser chapeuzinho, pode ser lobão
Pode ser raio, pode ser trovão
Pode ser sujeira, pode ser sabão
Pode ser seda, pode ser algodão
Pode ser bermuda, pode ser calção
Pode ser beijo, pode ser chupão
Pode ser reforma, pode ser revolução
Pode ser creme, pode ser loção
Pode ser conselho, pode ser lição
Pode ser gato, pode ser cão
Pode ser fila, pode ser procissão
Pode ser eva, pode ser adão
Pode ser madeira, pode ser carvão
Pode ser antes, pode ser então
Só não sei porque
Eu e você
Não pode não
Pode ser guitarra, pode ser violão
Pode ser brocha, pode ser garanhão
Pode ser trepada, pode ser masturbação
Pode ser cama, pode ser chão
Pode ser visita, pode ser invasão
Pode ser regra, pode ser exceção
Pode ser tristeza, pode ser preocupação
Pode ser marte, pode ser plutão
Pode ser xadrez, pode ser gamão
Pode ser sério, pode ser gozação
Pode ser solteiro, pode ser sultão
Pode ser papo, pode ser discussão
Pode ser progresso, pode ser recessão
Pode ser bolsa, pode ser pregão
Pode ser favela, pode ser mansão
Pode ser fim, pode ser introdução
Só não sei porque
Eu e você
Não pode não
Pode ser cinema, pode ser televisão
Pode ser cara, pode ser coração
Pode ser mentira, pode ser plantão
Pode ser hobby, pode ser profissão
Pode ser país, pode ser nação
Pode ser santos, pode ser cubatão
Pode ser palpite, pode ser dedução
Pode ser cópia, pode ser invenção
Pode ser cagaço, pode ser precaução
Pode ser frango, pode ser faisão
Pode ser arroz, pode ser feijão
Pode ser juros, pode ser inflação
Pode ser incompetência, pode ser distração
Pode ser águia, pode ser gavião
Pode ser mocinho, pode ser vilão
Pode ser um, pode ser milhão
Só não sei porque
Eu e você
Não pode não
Pode ser problema, pode ser solução
Pode ser pobre, pode ser barão
Pode ser biriba, pode ser balão
Pode ser bela, pode ser canhão
Pode ser anágua, pode ser combinação
Pode ser bagre, pode ser salmão
Pode ser geladeira, pode ser fogão
Pode ser pai, pode ser patrão
Pode ser acaso, pode ser intenção
Pode ser pico, pode ser injeção
Pode ser hotel, pode ser pensão
Pode ser arte, pode ser borrão
Pode ser doente, pode ser são
Pode ser áries, pode ser escorpião
Pode ser inteiro, pode ser fração
Pode ser tudo, pode ser tão
Só não sei porque
Eu e você
Não pode não

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Hudnilson Jr. e Nino Cais: Colagens

A Galeria Jaqueline Martins abriu neste sábado mostra simultânea de dois artistas plásticos que utilizam a técnica de colagem para a elaboração de seus trabalhos, com propostas e resultados bem diferentes.

Nino Cais nos apresenta duas maneiras distintas de realizar seus trabalhos, a primeira com pequenas instalações com objetos um tanto inusitados, mas que  produzem um resultado muito agradável ; a segunda com clara inspiração em Max Ernst apresenta uma novidade, que é a transformação de figuras antigas ou clássicas em peças tridimensionais, com a inclusão de figura geométricas como cones e pirâmides, que nos instigam.
Ganhei do artista um lindo livro, muito bem impresso e editado com suas poesias e fotos de outros trabalhos, que sem dúvida terá lugar de honra em minha coleção.

Quanto a Hudnilson Jr, apesar de não conhecê-lo, percebi que é um artista longevo e respeitado no mundo das artes paulistanas.
Mas seus trabalhos me chocaram, não que eu não goste de temas eróticos na arte, até cometi um conto ou crônica com essa temática, e acho que às vezes uma "sacanagenzinha " é bem vinda.
Com clara inspiração em Robert Mapplethorpe, ele cruzou com alguns de seus trabalhos expostos nesta mostra a fronteira entre o erotismo e a pornografia, me causando uma enorme indiferença, e esse foi o motivo do choque, pois saí do evento sem vontade de tecer qualquer comentário sobre ele.

Mais uma vez Jaqueline Martins reafirma seu papel de arte educadora, trazendo à baila artistas representativos no universo das artes brasileiras.

Para acompanhar o comentário, a música "Coração Tranquilo" de Walter Franco, que traduz o estado de espírito que temos que assumir ao apreciarmos essa exposição.

Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do evento.




Coração Tranquilo - Walter Franco


















Galeria Jaqueline Martins exibe colagens e objetos de Hudnilson Jr. e Nino Cais


Hudnilson Jr. e Nino Cais apresentam obras que exploram o corpo, o objeto e a sexualidade através de colagens, apropriações e objetos.

A Galeria Jaqueline Martins apresenta, a partir de 04/12/12, às 12h, a exposição “Hudnilson Jr. e Nino Cais: Colagens”, com cerca de 60 obras criadas a partir de recortes de jornais, livros, documentos pessoais, experiências e acúmulos agregados ao longo da vida dos artistas, seja pelo apego emocional ou carnal. A mostra, que fica em cartaz até 10/03/12, conta com texto crítico de Thais Rivitti.


As obras apresentadas por Hudnilson Jr. e Nino Cais compartilham o interesse pela colagem como procedimento artístico e exibem semelhanças relacionadas ao corpo, à memória e à vida. Ambos artistas se  interessam pela imagem massificada e pelo retrato, tal como é disposta em revistas, jornais, livros e qualquer outro tipo de material impresso.


Uma grande quantidade de imagens variantes de conotações fálicas e explicitamente homoeróticas estampa de forma inquietante as colagens apresentadas pelo artista paulistano Hudnilson Jr.. As colagens figuram garotos fortes, homens bonitos, fotografias de estátuas e todas as formas, tipos, cores e texturas de pênis, que encontram animais, deuses e divas. Hudnilson também exibe uma série de objetos – tipos de caixas que recebem colagens de veia surrealista, associações inesperadas entre objetos de procedência diferentes, mas que têm e comum um forte apelo sensual. As obras de Hudnilson utilizam-se do erotismo, do prazer e do êxtase para debater e criticar a moral e a política.


Nino extrai de revistas e catálogos, figuras nas quais a cabeça é substituída por objetos pontiagudos ou cotidianos, que muitas vezes reduz a figura a uma simples coluna de sustentação de tais objetos. As colagens de Nino transitam entre o bidimensional e o tridimensional. O artista também apresenta esculturas: duas cadeiras com pés de ferramentas, como pás e foices, que representam uma forma de sobrevivência. As obras de Nino parecem questionar as ações e relações do homem e do objeto no espaço.




Serviço
Exposição: Hudnilson Jr. e Nino Cais: Colagens
Abertura: 04 de Fevereiro de 2012, a partir das 12h
Período expositivo: de 04/02/12 a 10/03/12
Local: Galeria Jaqueline Martins
Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 74, Pinheiros, tel. (11) 2628-1943. Seg. a sex., 11h30/19h; sáb., 11h30/17h. www.galeriajaquelinemartins.com

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Histórias por Telefone

Neste sábado fomos à primeira peça da nossa temporada 2012 de teatro infantil, e como não poderia deixar de ser, no Teatro Anchieta do SESC Consolação.

Que espetáculo encantador, de uma delicadeza empolgante, conta uma história incomum, que foge de qualquer chavão .

Com um elenco muito experiente, afinal a Cia. Delas de Teatro além de mais de uma década de fundação, possui vários prêmios, inclusive com esta peça, que foi eleita o melhor espetáculo infantil de 2011.

Sem cenário, cuja falta é plenamente compensada pelos figurinos, nos prende a atenção e nos permite viajar em nossa imaginação, vivendo toda a magia daquele momento.

Essa é uma companhia de teatro que a partir de agora, acompanharei de perto.

Abaixo do player, fotos colhidas no facebook da companhia.


Aos nossos filhos - Ivan Lins







terça-feira, 24 de janeiro de 2012

SETE VEZES CIDADE

Com o mote de expor o tema de cidades, foi aberta na Caixa Cultural a Exposição 7X Cidade em que os artistas aproveitando o tema urbano e metropolitano, criaram peças que expõem sua convivência e apreço por seus rincões.

Usando de diversas técnicas os artistas conseguem diferentes efeitos, onde é possível perceber que alguns deles ainda se mantém sob forte influência de seus professores ou ídolos, realizando um trabalho que pode ser considerado como no mínimo uma homenagem ou sequencia do trabalhos dos mesmos sem acréscimo de alguma característica individual própria.

Seguem minhas impressões sobre cada artista, na sequencia das imagens.

Carlos Bracher, com o uso intensivo das tintas tanto na quantidade quanto na profusão de cores, consegue efeitos bem interessantes, que transmitem bem sua visão de Brasília.

G. Fogaça, apesar das cores vibrantes, o resultado é soturno, carregado, talvez, de uma profunda tristeza.

Gregório Gruber, apresenta paisagens serenas de sua São Paulo imaginária, de uma calmaria que existe só em sua mente.

Laura Michelino, em algumas gravuras consegue o efeito tridimensional, que enriquecem o resultado final, fixando nossa atenção para que as apreciemos com o devido vagar.

Marcelo Solá, sem comentários, uma arte primária, feita só para o deleite do artista.

Rubens Ianelli, com uma bela tela e diversos objetos que causam efeitos bem interessantes.



Cidade Vazia - Som 3




Carlos Bracher - Grandes Nuvens e Esplanada

G. Fogaça - Avenida

Gregório Gruber - Pracinha da República

Laura Michelino - Aquarouge

Marcelo Solá - Sem título I

Marilda Passos - Estação 2

Rubens Ianelli - Série Cidades Perdidas - Para Janaína


SETE VEZES CIDADE NA CAIXA CULTURAL SÃO PAULO
Em comemoração ao aniversário de São Paulo, mostra exibe diferentes visões de 7 artistas sobre as cidades
A CAIXA Cultural SP inaugura, no dia 19 de janeiro, na Galeria Vitrine da Paulista, a exposição “Sete Vezes Cidade”, que conta com a curadoria de Enock Sacramento e reúne 35 obras de 7 artistas brasileiros, sendo todas sobre cidades. O patrocínio é da Caixa Econômica Federal e a mostra segue até 4 de março, com entrada franca.
A exposição não tem como objetivo primeiro a crítica aos males da civilização, mas estimular a reflexãosobre a formação urbana original, que apresenta características próprias, tais como  localização determinada e certa extensão territorial, organização de espaços, alta concentração humana, heterogeneidade social de seus habitantes e existência de alguns padrões de convivência. As peças são, em sua maioria, figurativas, algumas no limite da abstração.
As obras que serão expostas têm autoria de sete artistas brasileiros, dos quais Gregório Gruber, Marilda Passos e Rubens Ianelli vivem e trabalham em São Paulo e Carlos Bracher,em Ouro Preto (MG), G. Fogaça e Marcelo Solá, em Goiânia (GO) e Laura Michelino, em Paris (França).
Sobre o curador:
Membro das associações Paulista, Brasileira e Internacional de Críticos de Arte, Enock Sacramento tem considerável experiência como crítico e curador de arte. Participou de mais de 150 júris de salões de arte, curou mais de 100 exposições no Brasil, América Latina, Estados Unidos e Europa, prefaciou cerca de 250 catálogos de exposições, publicou mais de 400 artigos na imprensa e 26 livros sobre arte e artistas brasileiros. Em função de sua atuação, como crítico e curador de arte, recebeu, em 2004, o Prêmio Gonzaga Duque, da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), por atividades desenvolvidas no ano anterior. E, em decorrência de sua trajetória, como critico, recebeu, em maio de 2011, o Prêmio Mário de Andrade, também da ABCA.
Serviço:
Exposição: “Sete Vezes Cidade”


Datas: de 19 de janeiro a 4 de março de 2012
Horário de visitação: terça-feira a domingo, das 9h às 21h
Local: CAIXA Cultural São Paulo (Paulista) – Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2083 – Cerqueira César, São Paulo (SP) - Metro Consolação
Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400
Acesso para pessoas com necessidades especiais
Entrada: franca
Recomendação etária: Livre
Patrocínio: Caixa Econômica Federal

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

We Have All The Time In The World

Essa é umas das músicas que ficaram anos em meu subconsciente, esperando que a identificasse. Um grande amigo, José Paulo Croce, grande apreciador de jazz e da boa MPB, um dia me assobiou uma das passagens dela e me perguntou se a conhecia. Disse que sim, que era do Satchmo e que iria procurar nos discos que tenho dele.

Nisso passaram-se alguns anos, pois além de não a ter em minha discoteca, não sabia seu título. Tendo esse assunto ficado recorrente em nossas conversas, já que José Paulo conseguiu o disco e quase na sequencia o perdeu, antes que pusesse me emprestar.

Não é que na primeira semana do ano, sem nada para fazer a não ser me aborrecer diante da TV, vendo uma retrospectiva de filmes de 007, no filme A Serviço de Sua Majestade com o ator George Lazenby no papel de James Bond, aliás tão inexpressivo que só teve essa participação na série,  escutei-a durante uma das cenas.

Quando comentei essa passagem com JP, ele no dia seguinte me passou o nome dela, quando a "resgatei" e compartilho agora.

Composta por John Barry, com letra de Hal David.




sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Almir Sater

Estava numa dúvida cruel. Começar o ano com nosso maestro soberano, ou repetir Astor Piazzolla, que tenho guardado, tesouros dos dois.

Não é que passeando por uma rede social, vi, e quase caí de joelhos quando assisti a esse vídeo. Postado por nosso irmão de coração Joaquim Barros Neto, sem nepotismo, um dos homens mais finos e elegantes que conheço.

Essa sim é a música de raiz, que fala na alma do sertanejo, feita por quem vive da terra, ou pela terra.

Almir Sater, um grande violeiro, considerado um grande violonista. Na última novela que assisti, Pantanal, ele era o "Cramulhão", filho do capeta, que dava seu recado com o violão.(Meio que inspirado em Robert Johnson)

Que saudades de uma música saudável. Em que havia uma mensagem na canção.


PS.: Conforme comentário abaixo, a cantora é Gisele Sater, irmã de Almir, que eu havia confundido com Monica Salmasso.







Tocando em Frente

Almir Sater

Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte,
Mais feliz, quem sabe
Só levo a certeza
De que muito pouco sei,
Ou nada sei
Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs
É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir
Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
E ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro
Levando a boiada
Eu vou tocando os dias
Pela longa estrada, eu vou
Estrada eu sou
Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs
É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir
Todo mundo ama um dia,
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
E no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz
Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs
É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir
Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz