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quinta-feira, 12 de julho de 2012

AUDÁCIA CONCRETA: AS COLAGENS DE LUIZ SACILOTTO

Esta é umas das belas mostras que estão acontecendo na Caixa Cultural neste mês, de um artista que já conhecia, e que gosto imensamente, nos traz a última fase da carreira do artista, as colagens, que foram utilizadas em função das limitações da idade.

Como me agrada a arte concreta, por ser aparentemente fácil de se fazer, ela contém um complexidade que aguça nossa curiosidade, e nos alegra os sentidos com os efeitos visuais que nos causam.

Luiz Sacilotto consegue extrair sensações espaciais em figuras planas, quase sempre feitas de ângulos retos, que nos seus arranjos adquirem volume, vide a última gravura abaixo.

Para acompanhar o comentário uma colagem musical de Caetano e Gil, do disco Tropicália 2.



Rap Popcreto - Caetano Veloso e Gilberto Gil


Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa da Caixa Cultural.







CAIXA CULTURAL SP APRESENTA A MOSTRA “AUDÁCIA CONCRETA: AS COLAGENS DE LUIZ SACILOTTO”
Essa exposição inédita traz obras e um documentário do artista que retrata os seus últimos anos de vida
A exposição “Audácia Concreta: As Colagens de Luiz Sacilotto” que inaugurará no dia 26 de maio ficará aberta ao público até o dia 29 de julho de 2012, na CAIXA Cultural São Paulo. Em seus anos finais, Sacilotto procurou nas colagens a técnica para vencer as limitações motoras impostas pela idade e pela saúde frágil. Dessa experiência surgiu a série de 20 colagens que agora, pela primeira vez, são expostas ao público no centro da capital paulista gratuitamente.
Com curadoria da jornalista e artista Fernanda Lopes, a mostra ainda inclui uma série de 11 serigrafias, que ampliam a percepção da obra de Sacilotto e a põe em perspectiva temporal.
Completam a exposição 5 estudos realizados pelo artista e de fundamental importância para a compreensão de suas técnicas e seu processo criativo.
Ao final, o visitante poderá assistir a um documentário produzido pela SESC TV e que se tornou um dos últimos registros do artista em vida.
Sobre o artista:
Luiz Sacilotto (1924-2003), nascido em Santo André, no ABC Paulista, foi um dos artistas mais significativos do Concretismo, movimento artístico de importância lapidar no Brasil, marco da ruptura com os modernismos que se estendiam desde as primeiras décadas do século XX.
Formado em “artes e ofícios”, Sacilotto iniciou sua vida profissional como desenhista industrial nas empresas da região, trajetória comum a tantos rapazes de sua geração, filhos de imigrantes e herdeiros de uma longa tradição de origem européia na qual artesão, artista e artífice se misturam dentro da mesma alma. Do contato com o universo industrial e com as linguagens visuais produzidas pelas cidades fabris (e “febris” como escreveu Sidney Chalhoub), Sacilotto deu início a uma segunda “pele”, uma segunda vivência, a de artista. Os primeiros anos de produção, na década de 1940, de caráter figurativa, deu lugar a produção concretista, que teve na mostra Ruptura de 1952 no MAM seu momento chave. Foi como peça chave do movimento que Sacilotto se consolidou e que sua obra amadureceu.
Participou de inúmeras mostras como as Bienais de 1951, 53, 55, 57, 61e 67; da Bienal de Veneza em 1952, da Exposição Nacional de Arte Concreta em São Paulo em 1956 e no Rio de Janeiro em 1957, na Konkrete Kunst (exposição nacional de arte concreta em Zurique) em 1960. No decorrer de sua longa carreira deixou uma vasta e sólida obra que hoje compõe acervos de instituições importantíssimas pelo mundo a fora.
O projeto é uma produção da Conceito Humanidades, com realização da CAIXA Cultural São Paulo e patrocínio da CAIXA e Governo Federal.
SERVIÇO:
Exposição Audácia Concreta: As Colagens de Luiz Sacilotto

Abertura para convidados e imprensa: dia 26 de maio, sábado, às 11 h
Visitação: de 26 de maio a 29 de julho de 2012
Horário de visitação: de terça-feira a domingo, das 9h às 21h.
Local: CAIXA Cultural São Paulo (Sé) - Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo/SP
Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400
Acesso para pessoas com necessidades especiais
Entrada: franca
Recomendação etária: livre
Patrocínio: Caixa Econômica Federal

POLIMATÉRICAS DE JOÃO ROSSI

Já fazia algum tempo que não ia até à Caixa Cultural da Praça da Sé, e sentia que estava perdendo coisas boas, e estava mesmo, começando por essa exposição de João Rossi, um artista completo com obras em vários suportes como pinturas, colagens, gravuras e esculturas, todas elas magníficas.

Mais uma vez fui surpreendido por um artista consagrado, o qual não conhecia. Que boa sensação essa de entrar num salão  de exibição e deparar com peças que instantaneamente nos encantam.

Com traços precisos e sofisticados, de quem conhece profundamente as técnicas e a teoria das artes plásticas é um alento nesse mar de mesmices e pretensos "artistas".


Um belo passeio, que pode ser abrilhantado com as outras exposições da Caixa Cultural e uma volta pelo centro velho de São Paulo.



Linguagem do Alunte - Novos Baianos


Abaixo das imagens, o "press-release"  fornecidos pela assessoria de imprensa da Caixa Cultural.






CAIXA CULTURAL SÃO PAULO MOSTRA OBRAS POLIMATÉRICAS DE JOÃO ROSSI
São 70 obras entre pinturas, desenhos, gravuras e esculturas que retratam as várias nuances da carreira do artista
A CAIXA Cultural São Paulo (Sé) abre no sábado (12), às 11h, no centro da capital paulista, uma mostra composta por 70 obras entre pinturas, desenhos, gravuras e esculturas que retratam as várias nuances da obra de João Rossi. A mostra, que tem curadoria de Cláudia Lopes, permanecerá aberta ao público até 15 de julho, podendo ser visitada de terça a domingo das 9 às 21h. A entrada é gratuita e tem o patrocínio da Caixa Econômica Federal.
Sobre o artista
João Rossi, pintor, gravador ceramista, escultor, muralista e professor, nasceu em São Paulo, na rua Augusta, em 1923, e faleceu em sua casa-ateliê na Vila Sônia, em 2000. Depois de viver em Montevidéu, Uruguai (1950), transfere-se para Assunção, onde atua como professor de história da arte, desenho e pintura, contribuindo para a introdução da modernidade no Paraguai. Retorna em 1953 a São Paulo onde continua exercendo o magistério, paralelamente a sua carreira artística. Em 1954 ingressa como professor na Faculdade de Artes Plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado, da qual torna-se diretor em 1959, permanecendo no cargo até 1972. João Rossi participa de numerosas exposições coletivas entre elas a 8ª Bienal Internacional de São Paulo. Realiza várias individuais no Brasil, Paraguai, Colômbia e Cuba. Em 1971 torna-se professor da Universidade Mackenzie, na qual ensina até 1983. Em 1968, realiza, juntamente com Caciporé Torres, os murais História da Cidade de São Paulo para a fachada do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual. No início de sua carreira João Rossi produziu uma obra voltada sobretudo para a realidade social latino-americana. Com o tempo sua obra passou a ter como motivo a cidade, a metrópole, São Paulo. Na realização de sua obra, Rossi utilizou materiais variados, caracterizando-a como polimatérica.
SERVIÇO:
Exposição “Polimatérica – João Rossi”
Abertura para convidados e imprensa: dia 12 de maio, às 11h
Visitação: de 12 de maio a 15 de julho de 2012
Horário de visitação: de terça a domingo, das 9 às 21h
Local: CAIXA Cultural São Paulo, Praça da Sé, 111, próximo à Estação Sé do Metrô.
Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400
Acesso para pessoas com necessidades especiais
Entrada: franca

Recomendação etária: livre

Patrocínio: Caixa Econômica Federal



quarta-feira, 11 de julho de 2012

OBSESSÕES DA FORMA - ESCULTURAS DA COLEÇÃO MASP

Mais uma magnífica exposição, esta sim de marcar época, cujas imagens abaixo, não dão a ideia de sua grandeza.

Montada com obras pertencentes ao acervo do MASP, agrupadas por temas como nus, dança, animais, casais e abstratas, com peças de diferentes períodos ou escolas.

Não há nenhuma peça que mereça o adjetivo menor do que linda, com uma única exceção, num equívoco que não compromete em nada o brilho do evento.

Essa é uma das inúmeras oportunidades que o MASP tem de mostrar que é, disparado, o melhor museu de artes da América Latina. Como bônus estão em cartaz as exposições Modigliani : Imagens de uma vida, Papéis estrangeiros: Gravuras da Coleção MASP (imperdível) e da Coleção Pirelli/MASP de Fotografia, além do seu precioso acervo.

Como sempre um grande passeio, e que alegria perceber o genuíno interesse que o museu desperta nos seus visitantes. 


Esfinge - Djavan

Abaixo das imagens, o "press-release" fornecidos pela assessoria de imprensa do MASP.


 AUGUSTE RODIN

"A Eterna Primavera" Bronze, 67,0 x 84,0 x 41,0 cm 

doação, Francisco Pignatari e Nelita Alves de Lima Pignatari, 1954



JACQUES LIPCHITZ
"Pierrô com bandolin" , 1925 Bronze (fundição a cera perdida),
doação, Carolina Penteado da Silva Telles, 1948
EDGAR DEGAS
"Mulher sentada, enxugando as costas pelo lado esquerdo" 


ERNESTO DE FIORI
"Nu Feminino que Ajeita o Cabelo" , Século XX,
gesso original 44,5 x 17,0 x 13,0 cm 
doação, Mário de Fiori, 1947

EDGAR DEGAS

"Bailarina de 14 anos" , 1880  Bronze





EDGAR DEGAS
 "Arabesque sobre a perna direita, braço esquerdo alinhado" , 1919-1932 c.,
bronze patinado, 29,5 x 43,2 x 9,5 cm
doação, Alberto José Alves, Alberto Alves Fº, Alcino Ribeiro de Lima, 1954

ERNESTO DE FIORI
"Greta Garbo" , 1937
gesso original, 42,5 x 20,0 x 19,0 cm
doação, Mário de Fiori, 1947

AUGUST ZAMOYSKI
 "O Poeta Jan Kasprowicz"
madeira, 29,0 x 19,5 x 23,0 cm
doação, Izar Paes Leme, 1951

ARTE CHINESA (Dinastia Tang)
China 618 / 907
"Par de Guerreiros Chineses" , 618 / 906
terracota policromo de tipo "lokapala",
doação, Clea Dalva e Aloysio de Andrade Faria, 2001

ALEXANDER CALDER
"Móbile" , 1944 / 1948 

ferro e arame (pintado), 129 x 80 x 35 cm 

doação, Alexander Calder, 1948


JIM DINE
 "O macaco e a gata" , 1999
bronze com pátinas, 0,0 x 0,0 cm
doação, Ministério da Fazenda - Receita Federal, 2006


OBSESSÕES DA FORMA - ESCULTURAS DA COLEÇÃO MASP
De 10 de junho, domingo, a 31 de outubro de 2012, domingo, no MASP.

Fotos em alta: www.comunique.srv.br/Obsessoes.zip

Obsessões da forma volta em cartaz com


obras-primas da escultura do acervo do Masp

O MASP volta a exibir, em 2012, obras de seu acervo de tridimensionais. De 10 de junho a 31 de outubro, as 50 obras de mestres da  escultura do século XIX aos dias de hoje e a dupla de guerreiros chineses em terracota poderão ser vistas na mostra que contempla obras de Renoir, Degas, Brecheret, Felícia Leirner, Calder, Giorgi, Rodin, Ianelli, Duke Lee, Jim Dine e outras dezenas de artistas reverenciados em todo o mundo. Com curadoria de Teixeira Coelho e Denis Molino, a segunda edição da exposição fica em cartaz na Galeria Clemente de Faria.
Apresentada pela primeira vez no museu em 2011, a mostra traz como destaque Greta Garbo de Ernesto De Fiori; a Vênus de Pierre Renoir; a Bailarina de 14 anos de Edgar Degas; Os pássaros de Wesley Duke Lee; o Par de guerreiros chineses da Dinastia Tang e o Bicho alado de Emanuel Araújo.

Obsessões da forma - Esculturas da Coleção MASP
Por Teixeira Coelho, curador do MASP.
 A forma é proporcional à obsessão, anotou Alberto Giacometti, um dos grandes da escultura moderna. Qual é a obsessão da forma escultura?
 Para Hegel, a escultura era o mais significativo formato da arte – porque melhor  podia representar a forma humana, a única a revelar o espiritual que existe sob o sensual. É preciso lembrar que para Hegel a arte faz proporciona a experiência da liberdade do espírito, a experiência estética da liberdade do espírito. E a escultura grega clássica era a forma de arte, para ele, que melhor oferecia essa experiência com sua representação realista (na verdade idealista) da forma humana.
Mas a escultura não se deteve nessa obsessão. Hegel dizia que a escultura deveria preocupar-se só com a forma, não com o sentimento, que era próprio do drama. Talvez por isso gostasse menos de Michelangelo, que é sentimento puro. E foi exatamente a obsessão com o sentimento que se infiltrou cada vez mais na escultura, como mostra Rodin. Essa era a nova obsessão no século XIX.
 Na modernidade outra obsessão entrou em cena: a obsessão com a matéria, de que é exemplo algum Degas ou, em outra chave, as peças de Stockinger e Caciporé. Para Hegel, a escultura de forma humana fornecia a beleza pura. Depois dele, escultores foram buscar a beleza ainda mais pura em formas isentas da aparência humana ou que a lembravam apenas de longe, como nas formas orgânicas de Brunelo e Mário Cravo Jr. Nessa mesma direção, ainda em outro registro, mais abstrato, foram Emanoel Araújo ou Sérvulo Esmeraldo. E mínimo, como em León Ferrari: quanto menos forma e matéria, mais liberdade do espírito.
 (...)
 As obsessões são várias e sobrepõem-se num mesmo período de tempo. Algumas se concentram na forma do animal, que Hegel não achava capaz de fornecer a experiência estética por lhe faltar, exatamente, o espírito. E depois a obsessão, como em Calder, foi o movimento. E em seguida, a luz, como em Le Parc.
Aquela pergunta inicial, “Qual é a obsessão da escultura?”, não pode mais ser feita hoje, quando se fala mais no tridimensional. E isso porque a  obra não só não mais representa a mesma coisa de antes como nem utiliza mais o mesmo gesto, aquele de esculpir, o gesto de pôr, de acrescentar matéria à matéria, ou o gesto de tirar, de extrair a forma da matéria e  que Michelangelo considerava o modo sublime da escultura. O artista hoje não  encosta ou quase nem encosta a mão na matéria da obra, como no caso de Alex Flemming. E a peça de Le Parc não é nem escultura, nem tridimensional: é um objeto, como a de César.
Esta mostra sobre a obsessão da forma na escultura assume o modo de um confronto.  Henry Moore, também escultor, repetiu aquilo que a teoria do conhecimento já dizia: “Para conhecer uma coisa, é preciso conhecer seu oposto”. Com esse objetivo esta mostra propõe grupos temáticos que reúnem conflitantes obsessões (ou, mais tradicionalmente, diferentes estilos) capazes de permitir observar melhor como cada artista resolveu seu problema. Os temas (Giacometti os considerava vitais, quer o artista soubesse disso ou não) são os que surgem na coleção MASP: guerreiros, nus, bustos, casais, a dança, os animais, os abstratos. Dispostos de modo a sugerir ao observador uma experiência concreta do espaço, estes grupos condensam parte considerável da história da obsessão humana com a forma no espaço.
Serviço Educativo
Como para as demais exposições temporárias e mostras de obras do acervo realizadas pelo MASP, Obsessões da Forma – Esculturas da Coleção MASP tem um programa educativo elaborado especialmente para atender aos visitantes, professores e alunos de escolas públicas e privadas. As visitas orientadas são realizadas por uma equipe de profissionais especializados.
Informações: 3251 5644, ramal 2112. 
Obsessões da Forma – Esculturas da coleção MASP
De 10 de junho, domingo, a 31 de outubro de 2012, domingo, no MASP.

MASP - Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand
Av. Paulista, 1578. Acesso a deficientes. Horários: De 3ªs a domingos e feriados, das 11h às 18h. Às 5ªs: das 11h às 20h. A bilheteria fecha meia hora antes. Ingresso: R$ 15,00. Estudante: R$ 7,00. Até 10 anos e acima de 60 anos. Às 3ªs feiras: acesso gratuito.
Informações ao público: www.masp.art.br Twitter: http://twitter.com/maspmuseu|Tel.: (11) 3251.5644


MAIS INFORMAÇÕES À IMPRENSA

InterComunique Assessoria de Comunicação


Com Renata Assumpção (masp@comunique.srv.br). Fone: (11) 3812.2780 / 8469.0176/ 9191.2625

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Tutto Fellini

As imagens abaixo não dão a ideia da magnitude desta exposição.

Com fotos, cenas de filmes e entrevistas e os "story boards" de seus filmes, junto com desenhos do livro dos sonhos, são espetaculares.

Com registro de todas as fases de sua carreira, permite conhecer, e melhor querer conhecer ou rever todos seus filmes.

Lindos também são os cartazes originais de propaganda das películas.

Estão sendo distribuídos vários cartões com fotos e desenhos da exposição.

Um artista completo, que além de saber contar uma estória, também era um grande desenhista, e se não foi um músico e compositor, soube se cercar dos melhores de seu tempo, que criaram temas inesquecíveis.

Apresentada no SESC Pinheiros, que por si só, já vale a visita, é um programa imperdível.

Para acompanhar o comentário, nada melhor do que Nino Rota.



Il Vitelloni - Nino Rota


Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do Instituto Moreira Salles.









SESC São Paulo e Instituto Moreira Salles trazem à capital paulista exposição sobre o cineasta italiano
Federico Fellini


Abertura da exposição e lançamento do catálogo pelas Edições SESC SP e Instituto Moreira Salles será dia 05 de julho, no SESC Pinheiros.


O SESC São Paulo recebe em julho, a exposição Tutto Fellini, que chega à São Paulo após passar pelo Instituto Moreira Salles no RJ. A mostra contém cerca de 400 itens do universo do cineasta italiano Federico Fellini (1920-1993) e estará aberta para visitação de 06 de julho a 16 de setembro, de terça a sexta das 10h30 às 21h30, sábados das 10h30 às 21h e domingos e feriados das 10h30 às 18h30, no Espaço Expositivo do 2º andar com entrada gratuita.

Tutto Fellini, organizada de modo temático, traz fotografias de bastidores, desenhos feitos pelo próprio diretor, revistas de época, cartazes, entrevistas e trechos de filmes. Muitos dos documentos exibidos são inéditos. Com curadoria de Sam Stourdzé, diretor do Musée de l'Elysée, em Lausanne, na Suíça, a retrospectiva chega ao Brasil graças à parceria entre SESC e Instituto Moreira Salles e já circulou por Paris, San Sebastian, Moscou e Toronto.

Acompanhando a abertura da exposição na capital paulista, as Edições SESC SP e o Instituto Moreira Salles lançam o catálogo da mostra, composto por 184 páginas com fotos de cenas dos filmes de Fellini, além de cartazes de divulgação, gravuras feitas pelo próprio cineasta e imagens dos bastidores. O catálogo da exposição Tutto Fellini
poderá ser adquirido  em todas as unidades SESC São Paulo (capital e interior), nas principais livrarias e também pelo portal www.sescsp.org.br/loja.

A abertura da exposição e o lançamento do catálogo pelas Edições SESC SP e Instituto Moreira Salles será dia 05 de julho a partir das 20h.

Sobre a exposição:
Construída como uma espécie de laboratório visual, a mostra favorece o diálogo entre imagens estáticas e em movimento. Seguindo um percurso pontuado pelas obsessões de Fellini, a exposição investiga o século XX do diretor: o século do cinema, claro, mas também o da imprensa, das mídias, da televisão, da publicidade, ou seja, das imagens. A montagem não segue um padrão cronológico, nem filmográfico, e sim temático. Dessa forma, Tutto Fellini é dividida em quatro núcleos:

1. Cultura popular: a mostra exibe seus primeiros trabalhos como caricaturista, iniciado quando, no final dos anos 1930, Fellini deixa Rimini, sua cidade natal, e parte para Roma. Desenha para jornais satíricos como Marc’Aurelio, 420 e Travaso. Passa a escrever roteiros para vários diretores, entre eles Roberto Rosselini. Em 1950, co-dirige com Alberto Lattuada seu primeiro filme, Mulheres e luzes. Para criar o seu segundo longa, Abismo de um sonho (1952), Fellini se apropria da fotonovela. Esse e outros elementos da sociedade italiana no pós-guerra, que sempre permearam a obra de Fellini, são encontrados nesse núcleo da mostra: os desfiles religiosos ou políticos; os jantares (e a sátira ao excesso de espagueti); o circo, que pautou sua produção desde Mulheres e Luzes até Os palhaços (1970); a mídia – para seus filmes, Fellini produzia peças publicitárias que faziam uma paródia à sociedade italiana, como os outdoors de Ginger e Fred (1986); quadrinhos – a exposição exibe uma fotonovela com Marcello Mastroianni interpretando o papel de Mandrake, o Mágico (inspirado na história de Lee Falk) e também a HQ A viagem de Giuseppe Mastorna, projeto antigo do diretor para um filme nunca terminado publicado na revista Ciak, na década de 1990.

O público também poderá conferir fotos de anônimos que se candidatavam aos papeis de seus filmes. Fellini também guardou imagens de uma jovem atriz italiana que, procurando sucesso, fez um striptease no Rugantino, casa noturna badalada da época. As fotos foram publicadas em vários jornais e inspiraram o cineasta a escrever a cena em que atriz Nadia Gray tira a roupa em A doce vida (1960). O filme aborda, entre outros assuntos, o nascimento das publicações sobre celebridades. E é a partir dele que se passa a usar o termo paparazzi, já que o fotógrafo Paparazzo (Walter Santesso), que acompanhava o repórter Marcello Rubini (Marcello Mastroianni), perseguia os famosos para conseguir boas fotos.

2. Fellini em ação: esse núcleo da mostra explora o trabalho de Fellini por trás das câmeras. São imagens que revelam sua relação com sua equipe de cenógrafos; com o Studio 5, da Cinecittá, onde filmou a maior parte de suas produções; a escolha da trilha sonora e sua célebre parceria com Nino Rota; a direção de arte – Fellini trabalhou por muitas vezes com Piero Gherardi, com quem ganhou dois Oscars –; e o roteiro. Mesmo com muito improviso nas filmagens, Fellini era rodeado por uma equipe de grandes roteiristas, que o acompanharam por muito tempo, como Ennio Flaiano e Tullio Pinelli. Em 1956, o então poeta que se tornaria grande cineasta Pier Paolo Pasolini trabalhou no roteiro de Noites de Cabíria.

3. A cidade das mulheres: serão apresentadas ao público os vários tipos de mulher presentes nos filmes de Fellini. Prostitutas, mães, femme fatales, ninfomaníacas, etc. Além disso, ganharão homenagens as atrizes que se tornaram divas, como Anita Ekberg (de A doce vida, Boccaccio 70, Os palhaços e Entrevista), Anna Magnani (Roma de Fellini) e Giulietta Masina (Mulheres e luzes, Abismo de um sonho, A estrada da vida, A trapaça, Noites de Cabíria, Giulietta dos espíritos e Ginger e Fred), com quem Fellini se casou em 1943.

4. A invenção biográfica: nesta seção o público poderá rever imagens das visões de alguns personagens dos filmes de Fellini (como as que Snàporaz, alterego do diretor interpretado por Marcello Mastroianni, tem no filme Cidade das Mulheres), além de conhecer o Livro dos Sonhos, reunião de desenhos feitos por Fellini durante 30 anos (entre 1960 e 1990) a partir de seus sonhos.

A exposição Tutto Fellini foi organizada com o apoio da Fondation Fellini pour le Cinéma (Sion, Suíça), Fondazione Federico Fellini (Rimini, Itália), Carlotta Films (Paris, França), Cineteca di Bologna (Bologna, Itália), Fondation Jérôme Seydoux-Pathé (Paris, França), e Gaumont (Paris, França). Segundo o curador, a mostra evidencia que “o que interessa a Fellini não é a realidade em si, e sim a percepção da realidade. Parece que, com seus filmes, ele quer nos dizer que o cinema é um instrumento intermediário entre a realidade e a percepção que temos dela”. A exposição integra o calendário do Momento Itália/Brasil 2001/2012.


Sobre o catálogo:
Catálogo publicado em razão da exposição realizada pelo Instituto Moreira Salles e pelo SESC São Paulo, que convida o público brasileiro a mergulhar no mundo das imagens de Federico Fellini, um dos inventores da visualidade do século XX. Resultado de pesquisa do curador Sam Stourdzé, diretor do Museu de Lausanne, na Suíça, este trabalho apresenta linhas temáticas, divididas em: cultura popular, Fellini em ação, a cidade das mulheres e a invenção biográfica. Espécie de laboratório visual, Tutto Fellini tem um percurso pontuado pelas obsessões do diretor e por suas fontes de inspiração, mostrando as várias facetas do maestro: devorador onívoro de imagens, admirador das mulheres, crítico da sociedade, realizador enérgico, criador profuso, entre outras tantas.

Mais sobre Federico Fellini:
Aos 19 anos, Fellini partiu de Rimini para conquistar Roma. Iniciou a carreira como caricaturista de jornais satíricos, mas já nos anos 1940 começou a escrever e colaborar com a redação de vários roteiros de filmes. Amigo de Roberto Rossellini, foi seu assistente em Roma, cidade aberta (1945), antes de começar a atuar como diretor, em 1950, com Mulheres e luzes. O Oscar obtido por A estrada da vida (1954) lhe trouxe o reconhecimento internacional. Quando estava com 40 anos, Fellini provocou escândalo com A doce vida (1960). A Igreja, que até então o apoiava – a ponto de considerá-lo um cineasta católico –, ficou indignada com o filme, que julgou decadente e blasfemo. Homem de espírito livre, Fellini seguiu sua carreira longe de correntes ou escolas. Abalou as regras da narrativa, desconstruiu a noção de enredo, repensou o cinema. Oito e meio  (1963) representou uma nova ruptura. Suas interrogações acerca da criação e a reflexão sobre o cinema o levaram a ultrapassar as fronteiras do real para explorar o mundo do imaginário. As lembranças de infância, o inconsciente e os sonhos passaram então a fazer parte de sua obra. Além de manter sua biografia pessoal como tema recorrente de seu cinema, Fellini não hesitava mais em interpretar a si mesmo nos filmes (Anotações de um diretor, Os palhaços, Roma de Fellini, Entrevista).


SERVIÇO
EXPOSIÇÃO - TUTTO FELLINI

De 06 de julho à 16 de setembro
Terça a sexta, das 10h30 às 21h; sábados, das 10h30 às 21h; domingos e feriados, das 10h30 às 18h30.
Espaço Expositivo - 2º andar. Livre para todos os públicos.
Grátis.


SERVIÇO
CATÁLOGO - TUTTO FELLINI
Sam Stourdzé
Tradução de Cecília Ciscato e Samuel Titan Jr.

Editora: Edições SESC SP / Instituto Moreira Salles
ISBN: 978-85-7995-032-2
Páginas: 184 p.
Formato: 24x28x1,5 cm
Preço: R$ 65,00
As publicações das Edições SESC SP podem ser adquiridas em todas as unidades SESC São Paulo (capital e interior), nas principais livrarias e também pelo portal www.sescsp.org.br/loja.

SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
Horário de funcionamento da Unidade: Terças a sextas, das 10 às 22h. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h horas.
Horário de funcionamento da Bilheteria: Terça a sexta das 10h às 21h30. Sábados das 10h às 21h30, domingos e feriados das 10h às 18h30.
Tel.: 11 3095.9400
ESTACIONAMENTO COM MANOBRISTA (VAGAS LIMITADAS): Veículos, motos e bicicletas.
Terça a sexta, das 7h às 22h; Sábado, domingo, feriado, das 10h às 19h
(Horários especiais para a programação do teatro).
Taxas:
Matriculados no SESC: R$ 6,00 nas três primeiras horas e R$ 1,00 a cada hora adicional
Não matriculados no SESC: R$ 8,00 nas três primeiras horas e R$ 2,00 a cada hora adicional.
Para atividades no Teatro, preço único: R$ 6,00

Para informações sobre outras programações www.sescsp.org.br


Assessoria de Imprensa do SESC Pinheiros:
Telefones: (11) 3095.9425 ou 3095.9423
Com Bianca Muniz | Tatiane Ramos
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quinta-feira, 5 de julho de 2012

O limite da arte

Até onde um artista pode ir, e qual é a fronteira que alguém pode alcançar para concretizar uma idéia ou uma "obra de arte"?

Na obra "Insercion en circuito ideologico", de Edwin Sanchez, é contada a história de um revólver, comprado de marginais, que depois de receber as intervenções e fotografado foi novamente revendido ao mesmo bando, com a intenção de ser rastreado pelo artista.

Só que com bandido não se brinca e depois de inúmeras revendas foi perdido seu rastro.Tudo isso informado em notas na instalação.

Tomado de uma indignação e certo inconformismo pedi licença ao artista para lhe fazer algumas perguntas, como o porque da revenda da arma e se ele a havia  inutilizado antes disso.

O rapaz, que acho que nunca esperaria ser questionado nestes termos, primeiro me respondeu que o que ele faria com uma arma ilegal dentro de casa? e que a reposição desta no mercado da morte fazia parte da obra de arte.

Nisso minha estupefação atingiu o ápice e, mesmo que delicadamente, lhe fiz alguns questionamentos, de como ele se sentiria  ao saber que aquele instrumento, que poderia ter sido entregue anonimamente nos postos da Campanha do Desarmamento, viesse a tirar alguma vida. Pena que o contra argumento, em vez de mostrar arrependimento, foi de que ela seria mais uma no meio de milhares, percebi ou uma certa inocência ou um certo cinismo nesta posição. 

Será válida uma arte ou forma de expressão que não preze os mínimos valores éticos, que para alcançar seus objetivos passe por cima da consciência coletiva e das leis vigentes?

É uma questão a ser refletida. 

O título da música escolhida para acompanhar este post já diz muito sobre meus sentimentos.

Tá todo mundo loco, obá! - Silvio Brito







quarta-feira, 4 de julho de 2012

Poética Relacional - Galeria Jaqueline Martins

Uma boa exposição que tenta criar paralelos entre obras e artistas consagrados nos anos 70 com e novos talentos, ainda em fase de reconhecimento.

Com uma montagem interessante, onde o lindo espaço expositivo é usado para uma distribuição harmônica das diversas fases e temas.

Há nesta mostra uma obra, da qual farei um post separado, logo a seguir, do artista Edwin Sanches, que me chocou .


É uma boa oportunidade de conhecer alguns dos artistas do elenco da galeria.


Escolhi uma música de Walter Franco, um grande músico experimental dos anos 70, que bem representa a efervescência daquela época.


Walter Franco - Xaxados e Perdidos

Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela diretoria da Galeria.













A mostra “Poética Relacional ” discute práticas artísticas experimentais e estabelece paralelos da recente história da arte contemporânea brasileira e sul americana.


A Galeria Jaqueline Martins apresenta a partir de 30.06.12, das 12h às 17h a exposição “Poética Relacional”, com obras que visam estabelecer relações entre a politizada arte conceitual dos anos 1970 com a recente produção experimental. A mostra é composta por obras dos artistas Hudnilson Jr., Genilson Soares, Adriana Aranha, Laura Andreato e do colombiano Edwin Sanches. A mostra, que fica em cartaz até 28.07.12 conta com texto do crtítico e curador Fernando Oliva.

‘’Poética Relacional” coloca o público em contato direto com práticas artísticas experimentais que, dentro de um senso crítico e compromisso, gera reflexões e questionamentos da noção de obra de arte arraigada na cultura ocidental. Os trabalhos apresentados usam a fotografia, o xerox e o vídeo como documento de ações e processos para reivindicar seu lugar de objeto de arte e, sua posição no mercado de arte.

Genilson Soares exibe registros fotográficos de perfomances e ações produzidas para a Bienal Internacional de São Paulo (1973 e 1977) .

Hudinilson Jr. exibe uma sequência de cinco imagens de performance realizada em 1982, na exposição Arte Xerox Brasil, dentro da Pinacoteca do Estado de São Paulo. As fotografias exibem um ato sexual entre o artista e uma máquina de Xerox.

No ambiente construído intitulado “Varanda”, a artista Laura Andreato explora a relação da obra com o espaço, inserindo o ponto de vista e o corpo do espectador no interior do trabalho.
A obra “Desvios Cotidianos”, da artista Adriana Aranha relaciona o modo pelo qual uma ação se transforma em objeto de arte. A obra nos coloca a refletir sobre o sentido do sentido e seus paradoxos.

Edwin Sánchez traz uma instalação fotográfica incisiva e provocadora, que nos coloca diante das recentes e violentas lutas da Colômbia, seu país de origem. A instalação ''Insercion en Circuito Ideologico'' apresenta imagens de uma arma adquirida no mercado negro, que recebe intervenções escritas do artista e volta para sua origem.

A galeria Galeria Jaqueline Martins, aberta em 2011, representa artistas emergentes e artistas da recente história da arte brasileira dando destaque para a politizada arte conceitual dos anos 70, como  Daniel Nogueira, Genilson Soares, Dudu Santos, Nara Amelia, Ronaldo Aguiar, Azeite de Leos ,Alex Vallauri,Marcelo Amorim e Edwin Sanchez.



Exposição: “Poética Relacional”
Abertura: 30 de junho de 2012, das 12h ás 17h
Período expositivo: de 01.07.12 a 28.07.12
Grátis
GALERIA JAQUELINE MARTINS
Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 74, Pinheiros,
tel. (11) 2628-1943. Seg. a sex., 12h /19h;  sáb.12h/17h. www.galeriajaquelinemartins.com