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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Sir Paul II

Recebi o comentário abaixo de um grande e querido amigo, que reproduzo e a minha resposta, acompanhado de "Band on the Run ", grande sucesso de Paul com a banda Wings, na fase pós Beatles.



Legal, Maca!
Mas esse na verdade é William Campbell, que tomou o lugar de Paul em 1966, quando este morreu num acidente de carro.
O cara tem muito talento, mas não é Paul!
Em mina opinião, foi até bom pros Beatles a mudança - depois que William assumiu o papel de Paul, a banda ficou mais psicodélica e transformou a história do Rock'n'Roll.
Long life to Sir William Campbell!
Aldo

Aldo,

Já tinha escutado esta história e não foi pela voz de Mel Gibson (Teoria da conspiração).
Penso ser esta mais uma das inúmeras lendas urbanas.
Fui pesquisar e achei o artigo abaixo que me convenceu.

Abraços

PAUL McCARTNEY MORREU EM 1966

Publicado em 03/12/2004 - 02:00

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Por Edson Aran*

É a maior conspiração do mundo pop. Pior do que a invenção do Menudo. Mais horrível do que explorar comercialmente o Jordy. Paul McCartney morreu num acidente de carro em novembro de 1966 e foi substituído por um sósia. Na época, os Beatles eram o principal item de exportação na balança comercial britânica. A perda de Paul destruiria a banda e, por isso, a gravadora resolveu armar uma estratégia para salvar os Beatles. Um sósia de talento duvidoso chamado Billy Shears (segundo algumas fontes) ou William Campbell (segundo outras) assumiu o lugar do beatle esmagado no desastre. Depois de alguma relutância, John, George e Ringo concordaram com a conspiração, mas esconderam cuidadosamente pistas sutis nos discos do grupo que revelam a trama macabra. A maioria dessas evidências estão na capas de Sgt Pepper´s Lonely Hearts Club Band (1967) e Abbey Road (1969).

As pistas de Sgt Pepper´s:

1. No lançamento do disco, os Beatles anunciaram que nunca mais fariam shows ao vivo. Certamente para que Billy Shears ou William Campbell não fosse desmascarado.
2. No centro da fotomontagem da capa, um arranjo de jacintos amarelos forma uma guitarra de canhoto com três cordas. A guitarra simboliza Paul, que era canhoto, e as três cordas mostram que só três beatles estão vivos. Além disso, a ilustração é claramente um funeral.
3. Outro arranjo de flores forma a palavra "Beatles". É a primeira vez que a banda assina um disco como "Beatles" e não "The Beatles". Faz sentido. Se Paul está morto, "The Beatles" não existe mais, mas apenas os três "beatles" remanescentes.
4. Na capa também aparece uma estátua de Kali, a deusa hindu da morte e do renascimento. Claro. Paul partiu desta para uma melhor, mas ressuscitou em outro corpo.
5. No centro da fotomontagem tem uma bateria desenhada por um certo Joe Ephgrave. O nome Ephgrave é considerado um amálgama de "Epitaph" (epitáfio) e "grave" (túmulo). Dizem que se você colocar um espelho horizontalmente no meio de "Lonely Hearts", você lê a seguinte mensagem ?I ONE IX HE < > DIE". A interpretação é a seguinte: "I ONE" significa 11 e, portanto, a mensagem é "em 11 de setembro ele morre". O símbolo < > aponta diretamente para Paul McCartney. O acidente teria ocorrido em 11 de setembro - uma data de múltiplos significados cabalísticos, como se vê.


As pistas de Abbey Road:

1. A capa mostra os quatro Beatles cruzando uma rua, simbolizando um funeral. John está de branco (cor do luto para algumas religiões orientais). Ringo está de preto (luto no Ocidente).
2. Paul anda com o passo trocado e está descalço (algumas religiões enterram seus mortos sem sapatos).
3. No lado esquerdo da rua tem um fusca (que em inglês é conhecido como beetle) com a placa "28 if". Ou seja, Paul faria 28 anos, se (if) não tivesse morrido aos 27. Também tem um carro funerário estacionado do lado direito da rua.


Existe uma infinidade de outras pistas disponíveis na Internet para pesquisadores interessados. No entanto, apesar das evidências abundantes, a conspiração é apenas uma practical joke extremamente elaborada, com acréscimos de vários autores diferentes. A história parece ter começado com um acidente de moto que Paul realmente sofreu em novembro de 1966. Os fãs ficaram preocupados, mas Paul só quebrou um dente.

A trama conspiratória foi relatada pela primeira vez em 1969, no jornal universitário Times-Dephic, da Drake University, em Iowa, Estados Unidos. Inspirado pelo acidente, o autor, Tim Harper, apontava as supostas evidências da morte na capa de Abbey Road. O radialista Russell Gibb, da WKNR-FM de Detroit, gostou da piada e a reproduziu no ar, acrescentando colaborações pessoais à lenda (as pistas na capa de Sgt Pepper´s são possivelmente invenção dele). A partir daí, a teoria conspiratória se propagou por fanzines e jornais alternativos. Faz sentido. Na época, o grande herói da imprensa underground era Hunther S. Thompson, o célebre inventor do gonzo journalism, que mistura reportagens investigativas a um humor absurdamente escrachado. Thompson inventava descaradamente. Seus imitadores, mais ainda.

A criação do sósia William Campbell é atribuída a um certo Fred LaBour no artigo "McCartney Dead: New Evidence Brought to Light" da Big Fat Magazine. O outro suposto sósia, Billy Shears, é um personagem misterioso citado no álbum Sgt Pepper´s: "So let me introduce to you the one and only Billy Shears", diz a letra da primeira canção. A citação a Billy Shears não faz muito sentido no disco mas, pensando bem, nada faz sentido em Sgt Pepper´s.

O fato é que o boato da morte de Paul tomou tamanha proporção que, em 1969, ele teve de convocar uma coletiva de imprensa para provar que estava vivo. Alguns beatlemaníacos atribuem a suposta conspiração à própria banda. Tudo não passava de um projeto de arte conceitual idealizado por John Lennon, afirmam os fãs. Lennon sempre negou isso, assim como George e Ringo. Paul McCartney, por sua vez, sempre encarou o boato com extremo bom humor. O que prova que ele é muito espirituoso, mesmo no além-túmulo.

*Extraído do livro "Conspirações - Tudo o Que Não Querem Que Você Saiba"

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Sir Paul

Consegui o link deste vídeo através de meu amigo Maurício "Brotinho" Caggiano, um grande músico da cena paulistana.

Fiquei tão encantado que resolvi compartilhar, é sempre muito bom perceber que é possível fazer coisas maravilhosas com simplicidade, como a execução desta canção.

Não é à toa que Paul McCartney faz sucesso à quase 50 anos.

A guitarra de David Gilmour eleva a música a um patamar quase sublime; observem que é um instrumento que carrega toda uma história, está desgastado pelo uso mas cumpre seu papel com extrema competência e sofisticação.

Divirtam-se.



segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Keith Haring - Select Works

Estou ainda tentando assimilar as imagens, esta exposição me causou sentimentos conflitantes.

Ao mesmo tempo em que há séries de imensa alegria e profusão de cores, há também as séries que apresentam o profundo desespero do artista e a ante visão de seu fim, talvez até em função de sua doença, à época sem muitas perspectivas de sobre vida. A outra com elementos de extrema violência e alguma perversão que me lembraram algumas fotos de Mapplethorpe.

Como sempre na Caixa Cultural, o catálogo da exposição é uma obra de referência muito bem feita, maravilhosamente ilustrada, com as explicações detalhadas de cada série mostrada.

Este sim é o verdadeiro produtor da "Pop-Art", nunca ficando preso a fórmulas pré concebidas ou de consumo fácil, buscando sempre inovações.



Blondie - One way or another


Abaixo das imagens, carregadas em alta definição, o "press-release" da Caixa Cultural.










CAIXA APRESENTA EXPOSIÇÃO “KEITH HARING - SELECTED WORKS”

COM OBRAS INÉDITAS NO BRASIL

São Paulo e Rio de Janeiro recebem 94 obras de mostra inédita, que marca os 20 anos da morte do artista, realizada em parceria com a Fundação Keith Haring

A Caixa Econômica Federal patrocina a exposição “KEITH HARING - Selected Works” com 94 obras do artista nunca vistas no Brasil. A mostra organizada pela Litmedia Productions apresenta obras de Keith Haring (1958-1990) que tanto influenciam a arte urbana atual. Na Caixa Cultural São Paulo (Galeria Vitrine da Paulista), a visitação estará aberta a partir de 31 de julho e fica até 5 de setembro de 2010. Depois, segue para Caixa Cultural Rio de Janeiro onde permanece de 28 de setembro e 14 de novembro de 2010.

Com expectativa de receber cerca de 30 mil pessoas por cidade, Selected Works revela a obra do artista ícone da cultura underground da Nova Iorque dos anos 80 por meio de 55 serigrafias, 9 gravuras, 29 litografias e 1 xilogravura.

A exposição percorre dois estados sob comando da produtora e curadora americana Sharon Battat, da Litmedia Productions, responsável por projetos relacionados à arte, moda e publicidade. “Selecionamos trabalhos do Keith Haring que nunca foram vistos aqui e que têm uma estreita ligação com o Brasil, além de artigos pessoais como seu passaporte, skates desenvolvidos por ele, fotos e vídeos pessoais do artista no Brasil e até seus pares de tênis”, detalha Battat. Além de sua participação na Bienal de São Paulo de 1983, Haring esteve no Brasil em diversas ocasiões – principalmente na casa de seu amigo e artista Kenny Scharf, que possui uma casa em Ilhéus (BA). Haverá ainda a exibição de dois documentários na exposição, sendo eles “The Universe of Keith Haring” (direção de Chistina Clausen) e “Drawing the line” (direção de Elisabeth Albert).

A Litmedia Productions também busca parceiros para viabilizar uma série de workshops de pinturas e desenhos para crianças com artistas locais e amigos de Keith como Kenny Scharf, assim como palestrantes convidados. Haring elaborou muitos murais públicos em prol dos direitos civis, caridade, hospitais, creches e orfanatos. Em 1989, foi diagnosticado com HIV e fundou a Keith Haring Foundation no ano seguinte para apoiar campanhas de prevenção do HIV e programas infantis. “Estamos organizando programas educacionais sobre prevenção do HIV em parceria com a ABIA (Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS) e APTA (Associação para Prevenção e Tratamento da Aids), além de outras instituições”, adianta Sharon.

Sobre Keith Haring

Sua obra é forte, democrática e despretensiosa, carregada de mensagens de vitalidade e união, e teve um impacto profundo na arte e espírito de nossa época. Seu trabalho é facilmente reconhecido pelas linhas grossas, cores vibrantes e figuras características.

Nascido no estado da Pensilvânia (EUA), em 1958, numa família de classe média, cedo mostrou interesse pelas artes plásticas. De 1976 até 1978, estudou design gráfico numa escola de arte em Pittsburgh. Antes de acabar o curso, transferiu-se para Nova Iorque (NY), onde foi grandemente influenciado pelo graffiti, inscrevendo-se na School of Visual Arts (SVA). Lá, Keith ficou amigo de outros artistas como Kenny Scharf e Jean-Michel Basquiat. Depois de dois anos na SVA, Haring saiu da escola e começou a fazer seu nome como um dos mais celebrados e controversos artistas da década.

Keith Haring começou a ganhar notoriedade ao desenhar a giz nas estações de metrô de Nova Iorque. As suas primeiras exposições formais acontecem em espaços alternativos e clubes da cidade, fato que o levou a conhecer Madonna, Grace Jones e David Byrne. Sua primeira exposição individual aconteceu na Tony Shafrazi Gallery, no Soho, em 1982. Em pouco tempo, já participava de exposições e performances no vanguardista Club 57.

Em 1986, ele abriu a loja Pop Shop em NY, onde comercializava roupas e objetos estampados com suas famosas ilustrações. Outra loja é aberta em Tóquio em 1988, fechando em 1989. Em 2005, a Pop Shop de NY fechou as portas, mas ainda existe online.

Parte do movimento das artes underground de Nova Iorque, Haring sempre teve forte preocupação social e a representava com obras repletas de mensagens sobre preconceitos, amor, paz, liberdade e, acima de tudo, a prevenção do HIV. Foi fortemente influenciado pelo graffiti, por sua forma independente e utilização do espaço público.

Sua arte naturalmente tornou-se pública em todas as esferas. Seus desenhos eram vistos nos metrôs de Nova Iorque, no Muro de Berlim, antes da queda, e em exposições ao redor do mundo, como a Documenta 7, em Kassel, a Bienal de São Paulo (em 1983, pintou murais pela cidade numa amostra da arte urbana e efêmera que circula fortemente pelos anos 2000) e a Bienal do Whitney Museum.

Além de seguir pintando murais em vários países, Keith colaborou com painéis iluminados na Times Square, cenários de peças de teatro, campanhas publicitárias e desenvolvimento de produtos. Um de seus últimos trabalhos, “Tuttomondo”, foi dedicado à paz, instalado perto da igreja de Sant'Antonio Abate, em Pisa, na Itália, em 1989. Mas foram seus murais públicos em prol de causas sociais que, de fato, marcaram sua carreira, muitos dos quais criados em prol dos direitos civis, caridade, hospitais, creches e orfanatos.

SERVIÇO:

Exposição KEITH HARING - Selected Works

Local: CAIXA CULTURAL São Paulo - Galeria Vitrine da Paulista - Conjunto Nacional - Av. Paulista, 2083 - Cerqueira César, São Paulo (SP) - Metro Consolação

Abertura para convidados e imprensa: dia 30 de julho, às 19h
Datas: 31 de Julho a 5 de setembro de 2010
Horário de visitação: terça-feira a sábado, das 9h às 21h e domingos e feriados das 10h às 21h.

Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400

Local: Caixa Cultural Rio de Janeiro - Galeria 3

Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro, Rio de Janeiro (Metrô: Estação Carioca)
Abertura para convidados e imprensa: 27 de setembro de 2010, às 19h
Vsitação: de 28 de setembro a 14 de novembro de 2010.
Horário: de terça a sábado, das 10h às 22h; domingo, das 10h às 21h
Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (21) 2544-4080

Classificação: Livre
Entrada franca
Acesso para pessoas com deficiência



sexta-feira, 30 de julho de 2010

Adoniran - 100 anos

Neste mês de agosto comemora-se o centenário de nascimento de Adoniran Barbosa, talvez a figura mais emblemática da cena cultural paulistana do século XX, pois além de todas suas qualidades era o cronista das cenas e costumes do cotidiano, que soube tão bem cantar e contar em suas músicas.



Caricatura por Fernandes



Penso que ele ajudou a criar, junto com Brecheret, Tarsila, Mario e Oswald de Andrade entre outros a nossa identidade, apresentando São Paulo para o mundo.

Apesar de ter dito que São Paulo era o túmulo do samba, Vinícius de Morais mandou uma letra, através de Araci de Almeida para Adoniran musicar, que transformou-se na belíssima "Bom dia tristeza", aqui interpretado por Roberto Ribeiro junto ao mestre.



Bom dia tristeza


Resolvi também mostrar "O casamento do Moacir" por ser uma divertida descrição de uma grande confusão.




O casamento do Moacir

Estas duas gravações foram feitas no fim de sua vida, quando já com problemas respiratórios, funcionava como maestro, com pequenas intervenções, que abrilhantavam a execução das peças.

Já havia mostrado um vídeo de Adoniran junto com Elis no Bixiga, que vale a pena ser revisto.


segunda-feira, 26 de julho de 2010

O Museu do Futebol

Apesar de morar a menos de 1km do museu, nunca o tinha visitado, até porque o tema futebol não faz parte do meu rol de interesses.

A oportunidade surgiu quando meu sobrinho se hospedou em casa, e gosta muito disto.

Fui já sabendo que a concepção museológica é a mesma do Museu da Língua Portuguesa, onde temas não tão fáceis são apresentados de uma maneira dinâmica que nos prende a atenção, e nos elucida várias dúvidas sobre o uso de nosso idioma, nos mostrando a riqueza e beleza do português bem falado e escrito.


Tema de Tostão - Milton Nascimento

Os curadores se preocuparam em mostrar desenvolvimento do futebol num contexto histórico, fazendo paralelos com a história brasileira do século XX, usando muito pouco de memorabilias e mais de imagens e documentários com personagens fundamentais de nossa formação.

Os visitantes tem a oportunidade de conhecer ou rever Jorge Amado, Carlos Drummond de Andrade, Pixinguinha, Carmem Miranda, Oscar Niemeyer, etc, numa viagem pela cultura do nosso país.

Que delícia rever os filmes do Canal 100 de Carlos Niemeyer, que sempre eram mostrados nos cinemas entre os "trailers" e o programa principal, tornando uma ida ao cinema um acontecimento. Quem foi criança nos 60, adolescente nos 70 deve lembrar com carinho isto tudo.

Nesta visita percebi porque perdi o interesse pelo futebol, pois quem teve a oportunidade de ver as copas de 70, 82 e 86 e ter vistos jogadores como Pelé, Gerson, Tostão, Rivellino, Jairzinho, Zico, Júnior, Sócrates, Falcão entre tantos outros, não se contenta com esse joguinho medíocre que se pratica hoje em dia.

A música escolhida é mais uma do Milton, com inspiração do futebol, para fugir do óbvio dos sambas, Jorge Ben ou Skank, que usam sempre este tema.

As imagens foram colhidas na internet.










terça-feira, 20 de julho de 2010

Alechinsky - 40 anos de colaboração com Peter Bramsen

Estive na inauguração desta mostra que está sendo levada no Instituto Tomie Otake num dia chuvoso e de muito frio, que talvez tenha atrapalhado um pouco o sucesso do evento.



Robbery, Assault and Battery - Genesis

Cores empolgantes em desenhos nem tanto, mostra-nos uma técnica irrepreensível de impressão das obras, que com certeza é o seu maior valor.

As gravuras expostas são fruto da longeva parceria entre os artistas, conforme informado no "press-release" fornecido pela Assessoria de Imprensa do evento, publicado abaixo das imagens que estão carregadas em alta definição.

As peças que mais me empolgaram foram as xilogravuras, monocromáticas, com os desenhos mais interessantes.

As fotos de Alechinsky e Bremsen exercendo a parceria complementam muito bem a exposição, pois é sempre muito interessante vermos os registros da execução destes trabalhos.








INSTITUTO TOMIE OHTAKE

APRESENTA

Alechinsky - 40 anos de colaboração com Peter Bramsen

Abertura: 15 de julho, às 20h – 7 de setembro de 2010.


Parte da extensa obra em gravura de Pierre Alechinsky pode ser vista nesta exposição que reúne 100 litografias pertencentes ao Atelier Clot (Paris, França), de Peter Bramsen, também impressor e parceiro do artista belga há 40 anos. As obras reunidas pelos curadores Christian Bramsen e Valère Bertrand percorrem quase cinco décadas (1963 a 2002) da produção em gravura desenvolvida por Alechinsky a partir de 1948.

Pierre Alechinsky (Bruxelas, 1927), ao lado de nomes como Karel Appel, Asger Jorn, Constant, entre outros, fez parte do Grupo Cobra (1949-1951), que reunia artistas procedentes de Copenhagen, Bruxelas e Amsterdam. O movimento rejeitava o abstracionismo da pintura européia do pós-guerra ao considerá-la sem vida, e trazia o inconsciente com questão central. Assim como a dos outros integrantes do grupo, sua obra notabilizou-se pela livre expressão, utilização de cores fortes e contrastantes, com pinceladas acentuadas e grossas, resultando em trabalhos plenos de movimento e vitalidade. Particularmente, Alechinsky, ao menos tempo em que fazia parte dos chamados inconscientes, sua obra trazia algo de construtivo, sem ser geométrica, e curiosamente, até hoje, apresenta uma narrativa que remete a histórias em quadrinhos.

Conhecido por estabelecer diálogos com Jean Dubuffet (exposição retrospectiva no Instituto Tomie Ohtake, em 2009), o trabalho de Alechinsky também se conecta com a “art brut” ao se aproximar da arte praticada fora do contexto do mercado, como a das crianças e dos então “inconscientes”. Mas é com Pollock a sua maior afinidade, pelas espontâneas e dinâmicas pinceladas e pelo jogo de cores claras e escuras que constroem a profundidade da composição. Enquanto Pollock desenvolvia a sua obra na América, Alechinsky nos pequenos países da Europa no pós-guerra.

Quando o Grupo Cobra se dissolveu, Alechinsky mudou-se para Paris, mas em 1955 passa uma temporada no Japão para estudar caligrafia, quando fez seu conhecido filme Caligrafia Japonesa. Desde então o artista amplia seu interesse pelos métodos de impressão, daí a gravura se tornar parte representativa de sua produção.

Exposição: Alechinsky - 40 anos de colaboração com Peter Bramsen

Abertura: 15 de julho, às 20h (convidados)

Até 7 de setembro de 2010, de terça a domingo, das 11h às 20h – entrada franca

Instituto Tomie Ohtake

Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) - Pinheiros SP Fone: 11.2245-1900

Informações à Imprensa

Pool de Comunicação – Marcy Junqueira

Fone: 11. 3032-1599

marcy@pooldecomunicacao.com.br/ martim@pooldecomunicacao.com.br

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Guignard e o Oriente: China, Japão e Minas

Uma belíssima mostra de obras de Alberto da Veiga Guignard, sendo levada no Instituto Tomie Otake.

É uma excelente oportunidade de se conhecer ou rever trabalhos deste mestre, que utiliza em suas obras a magia das cores de uma maneira muito delicada com efeitos encantadores.

Ele é um exemplo de artista que se aproxima da arte Naïf com base e propriedade, pois estudou em grandes escolas e possuía toda a bagagem técnica e teórica, necessárias à grande criação.

Chamou-me a atenção a incrível quantidade de igrejas retratadas em cada quadro de paisagens, onde quase não aparecem outros tipos de prédios, pesquisei e não encontrei referências a este detalhe.



Portal da Cor - Milton Nascimento

Agora, quanto a influência e a semelhança às pinturas ou desenhos orientais, apesar de bem explicado e ilustrado, não me convenceu, se existir imagino que seja muito mais uma coincidência do que uma atitude proposital.

Esta música, já há muitos anos, me faz imaginar as paisagens de Minas, portanto nada melhor que ela para acompanhar este comentário.

Abaixo das imagens, carregadas em alta definição, fornecidas pela assessoria de imprensa do evento, o release onde é explicada toda a concepção da mostra.











INSTITUTO TOMIE OHTAKE E CASA FIAT DE CULTURA

APRESENTAM

Guignard e o Oriente: China, Japão e Minas

Abertura: 23 de junho, às 20h - 29 de agosto de 2010

A exposição Guignard e o Oriente: China, Japão e Minas, resultado de uma parceria entre o Instituto Tomie Ohtake e a Casa Fiat de Cultura, com patrocínio da Fiat Automóveis, conta com a co-curadoria de Paulo Herkenhoff e Priscila Freire, crítica que inicialmente tomou a iniciativa de realizá-la com o foco na China.

A exposição incorpora um conjunto de 45 pinturas de Guignard e paisagens de seu contemporâneo, o mestre chinês Zhang Daqian, que viveu em São Paulo na década de 1950, além de objetos e móveis. Fazem parte da mostra, ainda, gravuras japonesas do Ukyio-e, objetos setecentistas e documentação fotográfica de chinesices em Minas Gerais.

Desde o início da década de 1980 que historiadores do Rio de Janeiro vinham apontando referências de Guignard à tradição da pintura chinesa, das paisagens verticalizadas que correm sobre a superfície da tela e dispensam a perspectiva linear com ponto de fuga. As pesquisas de Paulo Herkenhoff no preparo da exposição do Instituto Tomie Ohtake levaram-no à conclusão de que a relação de Guignard com a arte chinesa é bem mais complexa, passando também por outras questões como a representação da nuvem, formas de mobiliário, traços ideogramáticos ou modos de disposição de objetos no céu, e outros. Herkenhoff também diagnosticou a influência do efeito de treliça da gravura japonesa do Ukiyo-e nas paisagens do Jardim Botânico do Rio de Janeiro ou do Parque Municipal de Belo Horizonte.

O curador estabeleceu um terceiro foco da relação de Guignard com o Oriente: as chinesices que proliferaram nas igrejas coloniais em Minas Gerais. Outro ponto de sua argumentação, relaciona a obra de Guignard à fundação do Serviço de Proteção ao Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Segundo Herkenhoff, uma paisagem de Guignard pode ser um complexo campo arqueológico da história. “A matéria pictórica não se sobrepõe como camadas de sedimentos, mas realiza seu oposto: o signo pictórico expõe índices – melhor seria chamá-los de vestígios. A transparência do óleo aposto e o traço indicial do pincel constituem vestígios daquilo que alguns denominariam memória e outros, história. O pincel do arqueólogo é um dos instrumentos de retirada de toda matéria sedimentar que paulatinamente se depositou e encobriu os objetos encontrados de um sítio arqueológico. O pincel de Guignard os torna visível. Sua operação arqueológica é constituir a presença da história”.

Para Herkenhoof, ainda, os vestígios históricos da paisagem de Guignard são a memória subjetiva, a história colonial contagiada pela modernidade (o trem de ferro e a fábrica) e a história da arte cruzada em construção transcultural para abrigar o Oriente. É necessário, portanto, segundo ele, pensar numa segunda dimensão de arqueologia na pintura do artista. “Já não lhe basta inscrever a história, mas cumpre estabelecer múltiplas ocorrências: a tradição européia renascentista e romântica, a arte chinesa e japonesa e a herança colonial brasileira”, conclui o curador.

Outra abordagem de Herkenhoff é a relação fenomenológica da formação das montanhas e das nuvens, os processos de flutuação e da gravidade visível, que teria um pé na arte européia e brasileira (Visconti e outros), além da oriental.

“A exposição de Guignard consolida a política inovadora da Casa Fiat de Cultura de apresentar novas leituras da história da arte brasileira e universal, trazendo, desta vez, uma importante visão da obra de Guignard em diálogo com a arte oriental”, destaca o presidente da Casa Fiat de Cultura, José Eduardo de Lima Pereira.

Exposição: Guignard e o Oriente: China, Japão e Minas

Abertura: 23 de junho, às 20h

Até 29 de agosto de 2010, terça a domingo, das 11h às 20h

Instituto Tomie Ohtake

Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) - Pinheiros SP Fone: 11.2245-1900

Informações à Imprensa

Marcy Junqueira – Pool de Comunicação

Contato: Martim Pelisson

marcy@pooldecomunicacao.com.br / martim@pooldecomunicacao.com.br

Fone: 11.3032-1599 Fax: 11. 3814 -7000


quarta-feira, 30 de junho de 2010

Portinari em Israel

São Paulo teve a felicidade de ter duas exposições seguidas do Mestre Cândido Portinari, a mostra da coleção de Raimundo Castro Maia e agora com Portinari em Israel.
Com curadoria de João Cândido Portinari, nos apresenta parte dos trabalhos gerados durante e após sua visita ao então nascente Estado de Israel, na oportunidade em que ocorreram exposições de suas obras em diversas cidades deste país.
Portinari continua sendo, e cada vez mais, para mim a mais importante referência brasileira em artes plásticas de todos os tempos.
Mesmo quando cria a série bíblica, com a forte influência de Picasso em Güernica, não deve ser menosprezado, pois consegue transmitir toda a emoção e a tragédia das cenas.
Neste belíssimo evento conseguimos sentir todo o esplendor da criação de uma obra de arte, que da simples observação de uma cena cotidiana, Portinari nos transmite a poesia visual daquele momento.
O que é muito interessante nesta exposição é o complemento fornecido pelos curadores e pelo Centro de Cultura Judaica, com uma sala que possibilita o acesso a várias publicações relacionadas à mostra e terminais de computadores que nos apresentam todas as obras desta série, mesmo as que não estão ali, além de vídeos que mostram vários documentários relativos à vida e obra de Cândido Portinari.


Exodus - Ernest Gold


Abaixo das imagens, o "press-release" fornecido pela assessoria de imprensa do evento.
















CENTRO DA CULTURA JUDAICA APRESENTA EXPOSIÇÃO DE CANDIDO PORTINARI
Programação inclui lançamento de catálogo com toda a série de pinturas, desenhos e esboços produzidos pelo artista após sua viagem a Israel, em 1956

No mês de junho, o Centro da Cultura Judaica abre suas portas para a obra de um artista que é considerado referência das artes plásticas brasileiras no século 20, Candido Portinari. A grande atração, que será inaugurada dia 16 de junho, é a exposição da Série Israel com pinturas, desenhos e esboços feitos pelo artista após sua viagem à Terra Santa, em 1956. Juntamente com essa importante mostra, o Centro dá início ao novo projeto de ocupação integral de seu prédio, abrindo todos os seus espaços para a visitação do público, com o intuito de integrar a programação ao tema principal: Candido Portinari em Israel. Para coroar essa exposição, um catálogo inédito com todas as obras da Série Israel será editado pelo Centro da Cultura Judaica.

A mostra constitui uma retrospectiva do encontro de Portinari com Israel. Em 1956, por ocasião da exposição de suas obras no então recém-criado Estado judeu, o artista foi convidado a fazer uma viagem ao país. Acompanhado de sua esposa, Maria, e de seu filho, João Candido Portinari, o artista passou dez dias percorrendo todo o território de Israel, suas cidades e os kibutzim, nome dado às colônias coletivas que estavam sendo criadas naquela época. Esses agrupamentos, em particular, chamaram a atenção de Portinari, que, sensível às questões sociais, se identificou com o ideal de construção de uma nova realidade social, como alternativa às sociedades de massas opressoras, típicas do século 20.

De criação católica e origem camponesa – viveu na pequena Brodowski, cidade do interior de São Paulo –, Portinari identificou-se fortemente com a religiosidade do povo de Israel. Esse povo e a paisagem local, de certa forma, não lhe eram estranhos, já que conhecia muito bem as histórias bíblicas. O fascínio que sentiu pelo país despertou-lhe grande necessidade de expressão artística.

Na criação dessa série, Portinari recuperou toda a sua memória emocional e a colocou em contato com a realidade de um povo movido por um ideal de ressurreição nacional, pelo sonho de criação de uma nova sociedade e pela luta por um novo modo de organização e divisão de trabalho. Foram tantas as novas impressões em sua visita que o artista retomou o prazer de pintar após um bom período sem exercer a atividade em consequência de um problema de intoxicação provocado pelas tintas.

Ao todo, foram cerca de 122 obras sobre Israel, entre desenhos, esboços e pinturas, que resultaram na edição de um livro especial no ano seguinte ao de seu retorno, em 1957. O catálogo, produzido por seu grande amigo, escritor e crítico de arte italiano, Giuseppe Eugenio Luraghi, ainda foi reeditado em 59.

A Exposição

A Série Israel, de Portinari, apresentada pelo Centro da Cultura Judaica é a mais completa já montada. A exposição, que tem a curadoria de João Candido Portinari (Projeto Portinari), a co-curadoria da professora Maria Luiza Tucci Carneiro, a coordenação-geral de Noélia Coutinho (Projeto Portinari) e a cenografia de Pedro Mendes da Rocha, conta com 60 obras, entre esboços feitos durante a viagem e desenhos e pinturas criados após seu retorno ao Brasil.

O trajeto planejado para a mostra inicia-se no térreo do Centro da Cultura Judaica, onde o visitante terá a oportunidade de ver a contextualização de toda a série, por meio de uma cronologia tripla, que focará a vida de Portinari, rememorando sua infância em Brodowski, a mudança para o Rio de Janeiro, seu reconhecimento como um grande artista e a sua morte, intoxicado pelas tintas. Será apresentada também a conjuntura nacional e internacional na década de 50, com toda a realidade política, histórica e cultural da época. O primeiro andar abrigará a aclamada exposição, com pinturas, esboços e desenhos organizados pela curadoria do projeto.

Seguindo o conceito de verticalização e integração dos espaços, o segundo andar apresentará uma “biblioteca circulada”, que receberá acervos temporários relacionados ao tema da exposição e disponibilizará para consulta e manuseio cópias de documentos e audição de entrevistas. A biblioteca reunirá ainda livros sobre a vida e a obra do artista e seus contemporâneos do movimento modernista, além de objetos da viagem de Portinari a Israel, como bilhetes, documentos e a carta-convite do governo israelense enviada ao artista. Como em outras edições, o espaço terá monitores e educadores especialmente treinados para explicar as obras e acompanhar os visitantes.

O curso de hebraico oferecido pelo Centro também pega carona na visita de Portinari a Israel e traz artigos escritos em hebraico publicados na época, para serem traduzidos durante as aulas. No auditório, bate-papos e encontros discutirão a obra e a vida de Portinari e de outros reconhecidos artistas. Além disso, toda a programação do mês, como Cine-Gastronomia, Contação de Histórias e outras atividades, terão como tema principal a exposição em questão. Já o teatro apresentará concertos musicais em homenagem ao pintor, e Benjamim Taubkin, em conjunto com Marcelo Jaffé, farão um show com um repertório inspirado no movimento modernista.

Série Israel - Candido Portinari

Apresentação: Itaú

Realização: Centro da Cultura Judaica e Projeto Portinari

Patrocínio: REDECARD e Veolia Water Solutions & Technologies

Apoio: Arabia, Grupo GR e O Boticário

Projeto realizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet