PAUL McCARTNEY MORREU EM 1966
Por Edson Aran*
*Extraído do livro "Conspirações - Tudo o Que Não Querem Que Você Saiba"
Por Edson Aran*
*Extraído do livro "Conspirações - Tudo o Que Não Querem Que Você Saiba"








CAIXA APRESENTA EXPOSIÇÃO “KEITH HARING - SELECTED WORKS”
COM OBRAS INÉDITAS NO BRASIL
São Paulo e Rio de Janeiro recebem 94 obras de mostra inédita, que marca os 20 anos da morte do artista, realizada em parceria com a Fundação Keith Haring
A Caixa Econômica Federal patrocina a exposição “KEITH HARING - Selected Works” com 94 obras do artista nunca vistas no Brasil. A mostra organizada pela Litmedia Productions apresenta obras de Keith Haring (1958-1990) que tanto influenciam a arte urbana atual. Na Caixa Cultural São Paulo (Galeria Vitrine da Paulista), a visitação estará aberta a partir de 31 de julho e fica até 5 de setembro de 2010. Depois, segue para Caixa Cultural Rio de Janeiro onde permanece de 28 de setembro e 14 de novembro de 2010.
Com expectativa de receber cerca de 30 mil pessoas por cidade, Selected Works revela a obra do artista ícone da cultura underground da Nova Iorque dos anos 80 por meio de 55 serigrafias, 9 gravuras, 29 litografias e 1 xilogravura.
A exposição percorre dois estados sob comando da produtora e curadora americana Sharon Battat, da Litmedia Productions, responsável por projetos relacionados à arte, moda e publicidade. “Selecionamos trabalhos do Keith Haring que nunca foram vistos aqui e que têm uma estreita ligação com o Brasil, além de artigos pessoais como seu passaporte, skates desenvolvidos por ele, fotos e vídeos pessoais do artista no Brasil e até seus pares de tênis”, detalha Battat. Além de sua participação na Bienal de São Paulo de 1983, Haring esteve no Brasil em diversas ocasiões – principalmente na casa de seu amigo e artista Kenny Scharf, que possui uma casa em Ilhéus (BA). Haverá ainda a exibição de dois documentários na exposição, sendo eles “The Universe of Keith Haring” (direção de Chistina Clausen) e “Drawing the line” (direção de Elisabeth Albert).
A Litmedia Productions também busca parceiros para viabilizar uma série de workshops de pinturas e desenhos para crianças com artistas locais e amigos de Keith como Kenny Scharf, assim como palestrantes convidados. Haring elaborou muitos murais públicos em prol dos direitos civis, caridade, hospitais, creches e orfanatos. Em 1989, foi diagnosticado com HIV e fundou a Keith Haring Foundation no ano seguinte para apoiar campanhas de prevenção do HIV e programas infantis. “Estamos organizando programas educacionais sobre prevenção do HIV em parceria com a ABIA (Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS) e APTA (Associação para Prevenção e Tratamento da Aids), além de outras instituições”, adianta Sharon.
Sobre Keith Haring
Sua obra é forte, democrática e despretensiosa, carregada de mensagens de vitalidade e união, e teve um impacto profundo na arte e espírito de nossa época. Seu trabalho é facilmente reconhecido pelas linhas grossas, cores vibrantes e figuras características.
Nascido no estado da Pensilvânia (EUA), em 1958, numa família de classe média, cedo mostrou interesse pelas artes plásticas. De 1976 até 1978, estudou design gráfico numa escola de arte
Keith Haring começou a ganhar notoriedade ao desenhar a giz nas estações de metrô de Nova Iorque. As suas primeiras exposições formais acontecem em espaços alternativos e clubes da cidade, fato que o levou a conhecer Madonna, Grace Jones e David Byrne. Sua primeira exposição individual aconteceu na Tony Shafrazi Gallery, no Soho, em 1982. Em pouco tempo, já participava de exposições e performances no vanguardista Club 57.
Em 1986, ele abriu a loja Pop Shop em NY, onde comercializava roupas e objetos estampados com suas famosas ilustrações. Outra loja é aberta em Tóquio em 1988, fechando em 1989. Em
Parte do movimento das artes underground de Nova Iorque, Haring sempre teve forte preocupação social e a representava com obras repletas de mensagens sobre preconceitos, amor, paz, liberdade e, acima de tudo, a prevenção do HIV. Foi fortemente influenciado pelo graffiti, por sua forma independente e utilização do espaço público.
Sua arte naturalmente tornou-se pública em todas as esferas. Seus desenhos eram vistos nos metrôs de Nova Iorque, no Muro de Berlim, antes da queda, e em exposições ao redor do mundo, como a Documenta 7, em Kassel, a Bienal de São Paulo (em 1983, pintou murais pela cidade numa amostra da arte urbana e efêmera que circula fortemente pelos anos 2000) e a Bienal do Whitney Museum.
Além de seguir pintando murais em vários países, Keith colaborou com painéis iluminados na Times Square, cenários de peças de teatro, campanhas publicitárias e desenvolvimento de produtos. Um de seus últimos trabalhos, “Tuttomondo”, foi dedicado à paz, instalado perto da igreja de Sant'Antonio Abate, em Pisa, na Itália, em 1989. Mas foram seus murais públicos em prol de causas sociais que, de fato, marcaram sua carreira, muitos dos quais criados em prol dos direitos civis, caridade, hospitais, creches e orfanatos.
SERVIÇO:
Exposição KEITH HARING - Selected Works
Local: CAIXA CULTURAL São Paulo - Galeria Vitrine da Paulista - Conjunto Nacional - Av. Paulista, 2083 - Cerqueira César, São Paulo (SP) - Metro Consolação
Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400
Local: Caixa Cultural Rio de Janeiro - Galeria 3

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INSTITUTO TOMIE OHTAKE
APRESENTA
Alechinsky - 40 anos de colaboração com Peter Bramsen
Abertura: 15 de julho, às 20h – 7 de setembro de 2010.
Parte da extensa obra em gravura de Pierre Alechinsky pode ser vista nesta exposição que reúne 100 litografias pertencentes ao Atelier Clot (Paris, França), de Peter Bramsen, também impressor e parceiro do artista belga há 40 anos. As obras reunidas pelos curadores Christian Bramsen e Valère Bertrand percorrem quase cinco décadas (
Pierre Alechinsky (Bruxelas, 1927), ao lado de nomes como Karel Appel, Asger Jorn, Constant, entre outros, fez parte do Grupo Cobra (1949-1951), que reunia artistas procedentes de Copenhagen, Bruxelas e Amsterdam. O movimento rejeitava o abstracionismo da pintura européia do pós-guerra ao considerá-la sem vida, e trazia o inconsciente com questão central. Assim como a dos outros integrantes do grupo, sua obra notabilizou-se pela livre expressão, utilização de cores fortes e contrastantes, com pinceladas acentuadas e grossas, resultando em trabalhos plenos de movimento e vitalidade. Particularmente, Alechinsky, ao menos tempo em que fazia parte dos chamados inconscientes, sua obra trazia algo de construtivo, sem ser geométrica, e curiosamente, até hoje, apresenta uma narrativa que remete a histórias em quadrinhos.
Conhecido por estabelecer diálogos com Jean Dubuffet (exposição retrospectiva no Instituto Tomie Ohtake, em 2009), o trabalho de Alechinsky também se conecta com a “art brut” ao se aproximar da arte praticada fora do contexto do mercado, como a das crianças e dos então “inconscientes”. Mas é com Pollock a sua maior afinidade, pelas espontâneas e dinâmicas pinceladas e pelo jogo de cores claras e escuras que constroem a profundidade da composição. Enquanto Pollock desenvolvia a sua obra na América, Alechinsky nos pequenos países da Europa no pós-guerra.
Quando o Grupo Cobra se dissolveu, Alechinsky mudou-se para Paris, mas em 1955 passa uma temporada no Japão para estudar caligrafia, quando fez seu conhecido filme Caligrafia Japonesa. Desde então o artista amplia seu interesse pelos métodos de impressão, daí a gravura se tornar parte representativa de sua produção.
Exposição: Alechinsky - 40 anos de colaboração com Peter Bramsen
Abertura: 15 de julho, às 20h (convidados)
Até 7 de setembro de 2010, de terça a domingo, das 11h às 20h – entrada franca
Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) - Pinheiros SP Fone: 11.2245-1900
Informações à Imprensa
Pool de Comunicação – Marcy Junqueira
Fone: 11. 3032-1599
marcy@pooldecomunicacao.com.br/ martim@pooldecomunicacao.com.br

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INSTITUTO TOMIE OHTAKE E CASA FIAT DE CULTURA
APRESENTAM
Guignard e o Oriente: China, Japão e Minas
Abertura: 23 de junho, às 20h - 29 de agosto de 2010
A exposição Guignard e o Oriente: China, Japão e Minas, resultado de uma parceria entre o Instituto Tomie Ohtake e a Casa Fiat de Cultura, com patrocínio da Fiat Automóveis, conta com a co-curadoria de Paulo Herkenhoff e Priscila Freire, crítica que inicialmente tomou a iniciativa de realizá-la com o foco na China.
O curador estabeleceu um terceiro foco da relação de Guignard com o Oriente: as chinesices que proliferaram nas igrejas coloniais em Minas Gerais. Outro ponto de sua argumentação, relaciona a obra de Guignard à fundação do Serviço de Proteção ao Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Segundo Herkenhoff, uma paisagem de Guignard pode ser um complexo campo arqueológico da história. “A matéria pictórica não se sobrepõe como camadas de sedimentos, mas realiza seu oposto: o signo pictórico expõe índices – melhor seria chamá-los de vestígios. A transparência do óleo aposto e o traço indicial do pincel constituem vestígios daquilo que alguns denominariam memória e outros, história. O pincel do arqueólogo é um dos instrumentos de retirada de toda matéria sedimentar que paulatinamente se depositou e encobriu os objetos encontrados de um sítio arqueológico. O pincel de Guignard os torna visível. Sua operação arqueológica é constituir a presença da história”.
Para Herkenhoof, ainda, os vestígios históricos da paisagem de Guignard são a memória subjetiva, a história colonial contagiada pela modernidade (o trem de ferro e a fábrica) e a história da arte cruzada em construção transcultural para abrigar o Oriente. É necessário, portanto, segundo ele, pensar numa segunda dimensão de arqueologia na pintura do artista. “Já não lhe basta inscrever a história, mas cumpre estabelecer múltiplas ocorrências: a tradição européia renascentista e romântica, a arte chinesa e japonesa e a herança colonial brasileira”, conclui o curador.
“A exposição de Guignard consolida a política inovadora da Casa Fiat de Cultura de apresentar novas leituras da história da arte brasileira e universal, trazendo, desta vez, uma importante visão da obra de Guignard em diálogo com a arte oriental”, destaca o presidente da Casa Fiat de Cultura, José Eduardo de Lima Pereira.
Exposição: Guignard e o Oriente: China, Japão e Minas
Abertura: 23 de junho, às 20h
Até 29 de agosto de 2010, terça a domingo, das 11h às 20h
Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) - Pinheiros SP Fone: 11.2245-1900
Informações à Imprensa
Marcy Junqueira – Pool de Comunicação
Contato: Martim Pelisson
marcy@pooldecomunicacao.com.br / martim@pooldecomunicacao.com.br
Fone: 11.3032-1599 Fax: 11. 3814 -7000






No mês de junho, o Centro da Cultura Judaica abre suas portas para a obra de um artista que é considerado referência das artes plásticas brasileiras no século 20, Candido Portinari. A grande atração, que será inaugurada dia 16 de junho, é a exposição da Série Israel com pinturas, desenhos e esboços feitos pelo artista após sua viagem à Terra Santa, em 1956. Juntamente com essa importante mostra, o Centro dá início ao novo projeto de ocupação integral de seu prédio, abrindo todos os seus espaços para a visitação do público, com o intuito de integrar a programação ao tema principal: Candido Portinari em Israel. Para coroar essa exposição, um catálogo inédito com todas as obras da Série Israel será editado pelo Centro da Cultura Judaica.
Na criação dessa série, Portinari recuperou toda a sua memória emocional e a colocou em contato com a realidade de um povo movido por um ideal de ressurreição nacional, pelo sonho de criação de uma nova sociedade e pela luta por um novo modo de organização e divisão de trabalho. Foram tantas as novas impressões em sua visita que o artista retomou o prazer de pintar após um bom período sem exercer a atividade em consequência de um problema de intoxicação provocado pelas tintas.
Ao todo, foram cerca de 122 obras sobre Israel, entre desenhos, esboços e pinturas, que resultaram na edição de um livro especial no ano seguinte ao de seu retorno, em 1957. O catálogo, produzido por seu grande amigo, escritor e crítico de arte italiano, Giuseppe Eugenio Luraghi, ainda foi reeditado em 59.
A Série Israel, de Portinari, apresentada pelo Centro da Cultura Judaica é a mais completa já montada. A exposição, que tem a curadoria de João Candido Portinari (Projeto Portinari), a co-curadoria da professora Maria Luiza Tucci Carneiro, a coordenação-geral de Noélia Coutinho (Projeto Portinari) e a cenografia de Pedro Mendes da Rocha, conta com 60 obras, entre esboços feitos durante a viagem e desenhos e pinturas criados após seu retorno ao Brasil.
O trajeto planejado para a mostra inicia-se no térreo do Centro da Cultura Judaica, onde o visitante terá a oportunidade de ver a contextualização de toda a série, por meio de uma cronologia tripla, que focará a vida de Portinari, rememorando sua infância em Brodowski, a mudança para o Rio de Janeiro, seu reconhecimento como um grande artista e a sua morte, intoxicado pelas tintas. Será apresentada também a conjuntura nacional e internacional na década de 50, com toda a realidade política, histórica e cultural da época. O primeiro andar abrigará a aclamada exposição, com pinturas, esboços e desenhos organizados pela curadoria do projeto.
O curso de hebraico oferecido pelo Centro também pega carona na visita de Portinari a Israel e traz artigos escritos em hebraico publicados na época, para serem traduzidos durante as aulas. No auditório, bate-papos e encontros discutirão a obra e a vida de Portinari e de outros reconhecidos artistas. Além disso, toda a programação do mês, como Cine-Gastronomia, Contação de Histórias e outras atividades, terão como tema principal a exposição em questão. Já o teatro apresentará concertos musicais em homenagem ao pintor, e Benjamim Taubkin, em conjunto com Marcelo Jaffé, farão um show com um repertório inspirado no movimento modernista.
Série Israel - Candido Portinari
Apresentação: Itaú
Realização: Centro da Cultura Judaica e Projeto Portinari
Patrocínio: REDECARD e Veolia Water Solutions & Technologies
Apoio: Arabia, Grupo GR e O Boticário
Projeto realizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet