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sábado, 9 de abril de 2011

Thomaz Farkas: uma antologia pessoal

Incrível coincidência termos em São Paulo exposições de dois dos expoentes da fotografia paulista, que também ajudaram a criar uma estética brasileira nesta forma de arte e expressão.

Companheiros nos primórdios do Foto Cine Clube Bandeirante (FCCB), Thomaz Farkas e German Lorca, com a eficiência dos equipamentos disponíveis na época e com um olhar arguto, criaram maravilhas.

Hoje com toda a tecnologia disponível para a captação de imagens e sua consequente manipulação, ainda não vi imagens mais belas do que aquelas capturadas com as velhas "máquinas de tirar retrato", conseguidas, ou pelo instinto, ou por uma composição tendo os artistas que montar um cenário ou tema.

Para acompanhar este comentário, um samba de Adoniran, o mais paulista de nossos músicos.


Mulher, Patrão e Cachaça - Adoniran Barbosa



Abaixo das imagens, fornecidas pela assessoria de imprensa do Instituto Moreira Salles, o "press-release" dos curadores.







Exposição com fotografias de Thomaz Farkas em cartaz no Instituto Moreira Salles será prorrogada

Mostra, que seria encerrada em 03 de abril, ficará aberta ao público até 1º de maio

Para homenagear o grande fotógrafo Thomaz Farkas, morto na semana passada aos 86 anos, o Instituto Moreira Salles vai prorrogar a exposição Thomaz Farkas: uma antologia pessoal para o dia 1º de maio. A retrospectiva da obra do consagrado fotógrafo húngaro, naturalizado brasileiro, tem cerca de 100 imagens, parte delas inéditas. A abertura da mostra Charles Landseer: desenhos e aquarelas de Portugal e do Brasil – 1825-1826, inicialmente marcada para 12 de abril no IMS-SP, será cancelada e remarcada para 10 de maio.

Em Thomaz Farkas: uma antologia pessoal os visitantes podem conferir imagens do fotógrafo produzidas a partir da década de 1940, época em que Farkas se associou ao Foto Cine Clube Bandeirante (FCCB), local de debate sobre a atividade fotográfica. Afinados com as vanguardas europeias e norte-americanas, os paulistas do FCCB buscavam uma estética específica para a foto, com novos enquadramentos e pontos de vista inusitados. “Predominam aqui as fotografias de forte viés formal e abstrato, baseadas em construções de luz em sombra, a partir da paisagem, arquitetura, objetos ou naturezas mortas, além de imagens marinhas registrando a água e a luz por ela refletida em suas constantes mutações de forma”, explica Sergio Burgi, coordenador de fotografia do IMS. A mostra apresenta também trabalhos posteriores do fotógrafo, com uma abordagem mais humanista, quando Farkas se aproxima do fotojornalismo. Destacam-se as séries sobre o Rio de Janeiro que incorporam o retrato e a vida dos moradores de bairros populares e regiões do centro histórico da então capital federal.

Na mostra também estão presentes algumas imagens coloridas datadas de 1975, mas que só foram apresentadas pela primeira vez ao público em 2005.

Livro: Thomaz Farkas – uma antologia pessoal

O livro homônimo à exposição possui cerca de 140 imagens e texto de João Farkas, filho do fotógrafo. Para compor livro e exposição, durante dois anos Thomaz Farkas revisitou toda a sua trajetória, com suporte de seus filhos João e Kiko Farkas, e em conjunto com os pesquisadores e curadores do IMS, que hoje preserva sua obra fotográfica.

Thomaz Farkas – uma antologia pessoal

R$ 85,00

295 pp.

26 x 31 cm

ISBN 978-85-86707-63-6

Sobre Thomaz Farkas:

Thomaz Farkas foi um dos grandes expoentes da fotografia moderna no Brasil. Nascido em Budapeste, Hungria, em 1924, chegou com a família em São Paulo em 1930, quando seu pai reassume a participação na sociedade Fotoptica, fundada por ele e outros sócios dez anos antes e estabelecida desde então na rua São Bento, no centro de São Paulo, como uma das empresas pioneiras na comercialização de equipamentos fotográficos no Brasil.

Em 1932, aos oito anos de idade, Farkas ganhou de seu pai a primeira câmera fotográfica e durante os dez anos seguintes realizou imagens que podem ser compreendidas, em grande medida, como experimentos visuais fotográficos intuitivos e exploratórios à maneira de Lartigue onde família, animais domésticos, o grupo de amigos de bicicleta, fatos relevantes como o Zeppelin sobre a cidade e a construção do estádio do Pacaembu nos arredores de sua residência são todos temas para incursões fotográficas, e, em alguns casos, também cinematográficas.

As primeiras séries fotográficas autorais de Thomaz Farkas estão associadas ao seu ingresso formal no Foto Cine Clube Bandeirante, em 1942. O trabalho de Farkas, em conjunto com outros fotógrafos atuantes no FCCB, como Geraldo de Barros, José Yalenti, José A. Vergareche, German Lorca, constitui-se na vertente formadora da fotografia moderna brasileira.

Em 1948, Farkas viajou aos Estados Unidos, onde estabeleceu contato com o fotógrafo Edward Weston, na Califórnia, e com o fotógrafo e então curador de fotografia do Museu de Arte Moderna (MoMA), em Nova York, Edward Steichen. Realizou, no ano seguinte, em São Paulo, sua exposição individual Estudos fotográficos. Ainda nesse mesmo ano, a pedido de Pietro Maria Bardi, juntamente com Geraldo de Barros, montou o laboratório fotográfico do MAM/SP.

Em 1957, por sugestão de seu amigo, o arquiteto e urbanista Jorge Wilheim, que participou do concurso para escolha do projeto de implantação da nova capital do país, Farkas viajou a Brasília para acompanhar a construção do projeto de Lucio Costa e Oscar Niemeyer. A linguagem e abordagem que escolhe nas séries de Brasília, mais próximas do fotojornalismo e da fotografia documental, parecem já apontar para os trabalhos que realizaria na década de 1960 e 1970, em especial a Caravana Farkas de documentários sobre o Brasil profundo e a série em cores sobre a Amazônia e Nordeste (Notas de viagem), todos trabalhos de forte vertente humanista.

Morto em 25 de março de 2011, aos 86 anos, o fotógrafo húngaro naturalizado brasileiro deixa um legado que não se resume a uma obra fotográfica pioneira. Farkas será lembrado também como incentivador das novas gerações e como figura humana exemplar. Desde 2007, mais de 34 mil imagens de sua coleção são guardadas pelo Instituto Moreira Salles.

Thomaz Farkas: uma antologia pessoal

Exposição: até 1º de maio de 2011

Horário de visitação: de terça a sexta-feira, das 13h às 19h

Sábados e domingos, das 13h às 18h

Entrada franca.

Classificação livre.

Instituto Moreira Salles - São Paulo

Rua Piauí, 844, 1° andar, Higienópolis.

Tel.: (11) 3825-2560

Informações para a imprensa:

Nathalia Pazini - (11) 3371-4490

nathalia.pazini@ims.com.br

Priscila Oliveira - (11) 3371-4460

priscila.oliveira@ims.com.br




terça-feira, 5 de abril de 2011

Paulo Von Poser - Imagens da Cidade de São Paulo

Belíssima exposição do artista contemporâneo paulistano Paulo Von Poser, que demonstra o amor por sua cidade através de esplêndidos trabalhos, feitos em diferentes técnicas que mostram distintas paisagens da São Paulo metropolitana.

Sua sensibilidade e delicadeza na execução dos trabalhos, provocam no observador uma certa ternura em relação à cidade, pois revelam nuances e particularidades quase sempre escondidas nesta selva de pedra.

No magnífico hall de entrada do prédio da BM&F, seu centro cultural sempre nos traz mostras de temáticas relacionadas a São Paulo, pena que seus horários de funcionamento não brindem os fins de semana, quando grande parte da população poderia usufruir plenamente destas belezas.

Para acompanhar o comentário escolhi a música Guerrilheiros de Vila Buarque do Grupo Beijo do Coral Universitário da USP, também considerado como da vanguarda da música paulista.




Guerrilheiros de Vila Buarque - Grupo Beijo

Abaixo das imagens fornecidas pela assessoria de imprensa da BM&F BOVESPA, o "press-release" dos curadores.










Espaço Cultural BM&FBOVESPA recebe Paulo von Poser

Exposição em cartaz a partir do dia 20/01 conta com obras inéditas e revela a paixão do artista pelas rosas e pelo centro de São Paulo em transformação

São Paulo, 11 de janeiro de 2011 – O Espaço Cultural BM&FBOVESPA abre seu calendário de exposições para 2011 com uma homenagem aos 457 anos da cidade de São Paulo. A partir de 20/01, o espaço exibe a exposição “Paulo von Poser na BM&FBOVESPA – Imagens da cidade de São Paulo”, que traz 28 obras, dentre serigrafias, fotografias, gravuras e pinturas do artista, que fez de sua paixão pela cidade – e pelas rosas – característica marcante em seu trabalho. O coquetel de lançamento da exposição ocorre em 19/01 para convidados. A mostra fica em cartaz para visitação pública até 08/04.

Com curadoria de Celso Fioravante, a exposição conta com obras inéditas, criadas pelo artista especialmente para a ocasião: são sete gravuras em metal da série Retratos da Cidade (2010), produzidas do alto do Edifício Martinelli. A exposição também traz a obra Dois Centros (2007), apresentada pela primeira vez ao público. Arquiteto e professor de desenho, formado pela FAU (Faculdade de Arquitetura de Urbanismo da USP), Paulo von Poser emprega traços rápidos e expressivos para registrar uma iconografia poética da cidade e estimular os transeuntes terem um novo olhar para estes espaços em transformação.

Em seus 25 anos de carreira, o artista produziu registros do Vale do Anhangabaú, Teatro Municipal, Viaduto do Chá, Largo São Francisco, Praça do Patriarca, entre outros, que podem ser vistos no Espaço Cultural BM&FBOVESPA. As rosas marcam sua presença em pinturas, gravuras e serigrafias – ora predominantes, ora fazendo contraste com os registros do concreto espaço urbano.

Os visitantes poderão conferir as imagens em obras como Guarani no Anhangabaú (Projeto da Lina – 2003/2004), Largo São Francisco e Arcadas (2009), Mapa na Palma da Mão (2010), Vista do Terraço do Hotel Othon (2004/2010), Patriarca (2004) e Rosa Urbana (2010).

A exposição Paulo von Poser na BM&FBOVESPA – Imagens da cidade de São Paulo conta ainda com um vídeo sobre o “roteiro do cobre”, que documenta o passo a passo de uma de suas gravuras, desde o momento da compra da chapa até o revelar da imagem em papel. No livro de visitas, o público será convidado a também passar pela experiência e assinar em uma placa de cobre usando uma ponta seca, instrumento de trabalho do artista.

Sobre Paulo von Poser

Paulo von Poser é, em suas palavras, o “primeiro neto paulista de família gaúcha” e recebeu o nome em homenagem à cidade, que se tornou sua paixão. Formou-se em arquitetura pela FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP) em 1982, onde lecionou. Também foi professor no Centro Universitário Belas Artes, na FAAP, na Escola da Cidade, Casa do Saber e na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de Santos, onde leciona atualmente. As rosas passaram a figurar suas obras a partir de 1989, quando seus desenhos apareceram no calendário do Museu de Arte Contemporânea. A partir de então, ele as reproduziu com diversas técnicas e em diferentes materiais, inclusive em corpos de modelos e sandálias. No final do ano passado (novembro), o artista lançou o livro “A Cidade e a Rosa” (Luste Editores), abordando esses dois temas.

Para fazer o download da galeria de imagens, clique nos links abaixo.

http://www2.bmf.com.br/downloadmidia/Exposicao_01.zip

http://www2.bmf.com.br/downloadmidia/Exposicao_02.zip

http://www2.bmf.com.br/downloadmidia/Exposicao_03.zip

http://www2.bmf.com.br/downloadmidia/Exposicao_04.zip

http://www2.bmf.com.br/downloadmidia/Exposicao_05.zip

http://www2.bmf.com.br/downloadmidia/Exposicao_06.zip

http://www2.bmf.com.br/downloadmidia/Exposicao_07.zip

Serviço

Paulo von Poser na BM&FBOVESPA – Imagens da cidade de São Paulo

Espaço Cultural BM&FBOVESPA

Praça Antonio Prado, 48, Centro de São Paulo

(próximo à estação São Bento do Metrô)

Visitação

Até 08/04/2011

De segunda a sexta-feira, das 10h às 18h

(Visitação monitorada até 17h)

Telefone: (11) 2565-6826

E-mail: visite@bvmf.com.br

Entrada franca

Sala de exposições com ar-condicionado e acesso para deficientes físicos

Sobre o Espaço Cultural BM&FBOVESPA

O Espaço Cultural consolida-se como centro de divulgação de arte aberto às várias tendências e escolas. Proporciona aos visitantes a oportunidade de apreciar obras de renomados artistas plásticos e mostras de cunho histórico. Inaugurado em janeiro de 2002, o Espaço Cultural BM&FBOVESPA já recebeu obras de artistas como Tarsila do Amaral, Candido Portinari, Benedito Calixto, Sacilotto e Barsotti, Waldomiro de Deus, Rubens Gerchman, dentre outros.

Para mais informações, acesse: http://www.bmf.com.br/portal/pages/cultural/index.asp

BM&FBOVESPA S.A

Diretoria de Comunicação

Gerência de Imprensa

Tel: 55 11 2565-7271 / 7313 / 7764

www.bmfbovespa.com.br/imprensa

domingo, 3 de abril de 2011

German Lorca: Olhar imaginário

Muito boa exposição com fotografias que transmitem uma sensação surrealista das coisas banais do cotidiano.

Há algumas fotos montadas em estúdio, que mostram um olhar e uma percepção que permite expandir a realidade dos objetos, transformando-os em pura arte.

Mais uma grande mostra de fotografias da Caixa Cultural.

Escolhi uma música de Suzana Salles, junto com Tom Zé, duas grandes expressões da música de vanguarda paulistana.


Sampa Midnight - Suzana Salles & Tom Zé

Abaixo das imagens fornecidas pela assessoria de imprensa da Caixa Cultural, o "press-release" dos curadores.






CAIXA Cultural São Paulo exibe a obra iconoclasta
do fotógrafo German Lorca

57 imagens mostram o trabalho de um artista que explorou a fotografia experimental, subjetiva e onírica no Brasil

A Caixa Cultural São Paulo inaugura, no dia 1º de março de 2011, a mostra fotográfica “German Lorca: Olhar Imaginário”, que ocupará a galeria Neuter Michelon com obras realizadas ao longo de 60 anos, entre 1949 e 2009, por esse que é um dos fotógrafos mais importantes do Brasil.

A obra de Lorca, ícone da fotografia moderna brasileira, foi sintetizada em 57 imagens pelo curador Eder Chiodetto, que optou por selecionar imagens marcantes do experimentalismo radical e a ruptura com o realismo empreendidos por Lorca. Tal atitude foi pautada pela clara influência que o artista paulistano absorveu de movimentos como o surrealismo e o concretismo.

No dia da abertura, dia 1º de março, às 19h, acontece um bate-papo entre o fotógrafo, o curador e o público. A mostra “German Lorca: Olhar Imaginário” tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e chega a São Paulo após receber ótimas críticas da mídia durante itinerância na CAIXA Cultural de Brasília e do Rio de Janeiro no ano passado.

Nascido 100 dias após a Semana de Arte Moderna de 1922, German Lorca auxiliou de forma decisiva a implantar a fotografia de pensamento e estética modernista em meados da década de 1940 e 1950, quando atuou no Foto Cine Clube Bandeirante, em São Paulo. Hoje, aos 88 anos de idade, e em plena atividade, o artista paulistano é considerado por historiadores como um marco da fotografia experimental no Brasil. Sua produção de caráter mais subjetivo e onírico tornou-se um divisor de águas na fotografia brasileira ao atribuir à linguagem novas possibilidades de representação, por meio da introdução da ficção e da livre imaginação, em detrimento da função estritamente documental que vigorava até aquela época.

Deixando de lado o caráter de denúncia social, Lorca capitaneou no Brasil, junto com alguns de seus parceiros de Foto Clube – como Geraldo de Barros, Thomaz Farkas e Eduardo Salvatore, entre outros – uma profunda mudança de paradigma da fotografia, agregando à linguagem uma grande parcela de lirismo e de investigação estética, como poderá ser observado na mostra da CAIXA Cultural.

Esta produção, isolada na época, só voltou à tona a partir de pesquisas de acadêmicos na última década. De fato, observou-se um lapso desta atitude experimental entre as décadas de 1960 e 1980, quando a fotografia brasileira voltou-se com força para o fotojornalismo e o fotodocumentário em função do momento sócio-político do país.

A partir da restauração da democracia, a fotografia de caráter mais lúdico e experimental voltou à tona nos anos 1990, tendo a produção dos fotoclubistas, sobretudo Geraldo de Barros e German Lorca, como fonte de inspiração.

A produção de Lorca transita até hoje entre diversas áreas: arte, publicidade, reportagem, retrato e ensaio. Em todas elas, é visível um traço comum: a fotografia como ferramenta de acesso ao imaginário. A possibilidade de vislumbrar mundos paralelos ao real: o mundo da criação poética que ressignifica o entorno visível.

German Lorca

Nascido em São Paulo, em 1922, German Lorca formou-se em Ciências Contábeis pelo Liceu Acadêmico, em 1940. Em 1946, comprou uma câmara fotográfica de 35 mm da marca alemã Welti e, dois anos mais tarde, filiou-se ao Foto Cine Clube Bandeirante. Autodidata, começou a registrar a paisagem da cidade de São Paulo.

Em 1950, trabalhou no projeto de montagem do laboratório de fotografia do Museu de Arte de São Paulo (MASP), com Geraldo de Barros e Thomaz Farkas.

Barros passaria a ser uma espécie de mentor intelectual e artístico da turma do fotoclube e sobretudo de Lorca, que lhe emprestava o laboratório fotográfico instalado em sua casa, no bairro do Brás, para que ele desenvolvesse parte de sua famosa série Fotoformas.

Em 1952, Lorca abandona a carreira de contador e abre seu próprio estúdio fotográfico. Atuou comercialmente na área de publicidade, mantendo em paralelo ao longo de sua vida, até os dias de hoje, aos 88 anos, uma intensa produção de cunho mais experimental, além de registrar as transformações da cidade de São Paulo ao longo do século 20. Ganhou diversos prêmios nacionais e internacionais.

Eder Chiodetto

É mestre em Comunicação e Artes pela Universidade de São Paulo, jornalista, fotógrafo e curador independente. Atuou no jornal Folha de São Paulo como repórter fotográfico (1991 a 1995) e como editor de fotografia (1995 e 2004).

É autor do livro ‘O Lugar do Escritor’ (Cosac Naify), um dos vencedores do Prêmio Jabuti 2004, e também coordenador editorial de livros de fotografia brasileira.

SERVIÇO:
Mostra fotográfica “German Lorca: Olhar Imaginário”
Local:
CAIXA Cultural São Paulo (Sé) - Galeria Neuter Michelon - Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo/SP

Abertura: de março de 2011, às 19h com visita guiada e bate-papo com o artista (para convidados e imprensa)
Visitação:
de março a 15 de maio de 2011
Horário: De terça-feira a domingo, das 9h às 21h
Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400

Acesso para pessoas com necessidades especiais

Classificação: Livre
Entrada franca
Patrocínio: Caixa Econômica Federal

quinta-feira, 31 de março de 2011

Mais uma "pérola" da arte de administrar uma cidade

Neste mês recebi duas multas por excesso de velocidade, a primeira, numa quarta feira na av. Rebouças, em frente a rua Lorena, sentido centro-bairro, às 10:48 , e a segunda numa sexta feira às 16:20 na av. Marques de São Vicente no mesmo sentido.

Quem conhece São Paulo sabe que nestes horários, nestas avenidas, se você conseguir engatar a 2ª marcha, vibrará de alegria.

Qual não foi minha surpresa quando num domingo pela manhã, presenciei este absurdo nas fotos abaixo, um caminhão carregando uma caçamba solta na plataforma e outra pendurada para fora da carroceria, balançando perigosamente e se chocando constantemente contra o chassis.

Imaginem se uma daquelas corrente arrebenta, que tragédia não seria?
E para completar, nenhum agente policial ou de trânsito perto para coibir este crime.
Realmente, às vezes sinto que estamos abandonados pelo poder público, que é cartorial e só pensa em se perpetuar.


Boas Novas - Cazuza



P.S.:Infelizmente nosso "alcaide" imagina que os infratores tirem folga nos fins de semana.

terça-feira, 29 de março de 2011

Tatiana Blass

Uma exposição que não nos deixa indiferentes, ou gostamos ou a odiamos.
Com telas, uma vídeo instalação e esculturas tanto em cera que se derretem à nossa frente, quanto em metais, provocam sentimentos antagônicos.

As pinturas, parecem ter sido feitas às pressas, sem muita preocupação com o acabamento, mesmo tendo sido dito pela autora que há a intenção de se passar um sensação de fluidez, com o uso de tintas diluídas e e alguns pontos das obras, escorridas.

As esculturas, tanto as feitas em cima dos instrumentos sonoros, como as de parafina, demonstram maior rigor e capricho na execução.

Esta mostra, como podemos perceber pelo catálogo, é uma versão reduzida das que foram ou serão apresentadas em outras instalações da Caixa Cultural.




Horizontalizar - Letuce


Abaixo das imagens, fornecidas pela assessoria de imprensa do evento, o "press-release" dos curadores.












OBRAS DE TATIANA BLASS NA CAIXA CULTURAL SP

Artista plástica vem chamando a atenção por suas pinturas, esculturas e instalações que mexem com a percepção do observador

A CAIXA Cultural São Paulo inaugura, no dia 19 de março, a exposição de Tatiana Blass, na galeria D. Pedro II, no centro da capital paulista. A mostra, com texto e a curadoria do crítico de arte José Augusto Ribeiro, começa por São Paulo e segue para os espaços da Caixa Cultural em Salvador e Brasília, com acervo que reúne cerca de 14 obras, entre pinturas, tridimensionais e vídeo – parte delas inédita – que compõem um apanhado da produção da artista nos últimos cinco anos. A exposição com entrada gratuita fica aberta para visitação até 1º de maio.

Em comum, os trabalhos pensam as condições da experiência estética, no sentido “forte” de produção de conhecimento, ao negar a possibilidade de consumação do espetáculo e frustrar a expectativa por resultados “eficazes” e instantâneos na relação do sujeito com o trabalho de arte. As peças referem-se a diferentes manifestações do campo da cultura – à música, ao teatro, à literatura, ao circo, além, claro, das artes visuais –, quase sempre por meio de formas fraturadas, fechadas em circuitos ou em dissolução, cada uma no limite de sua respectiva linguagem, à beira da invisibilidade e do silêncio.

A mostra pretende, com este conjunto, apresentar ao público visitante um dos aspectos mais instigantes da obra de Tatiana Blass: justamente a diversidade de meios e suportes, mobilizados numa reflexão crítica sobre a visualidade e a percepção, sobre o poder sugestivo das imagens e a produção de sentido pelo observador.

A produção de Blass singulariza-se por abarcar problemas amplos, ligados à representação – para além daqueles vinculados apenas a especificidades técnicas, seja da pintura, da escultura, da literatura ou da imagem em movimento. E por se arriscar em formalizações que ultrapassam o controle absoluto sobre materiais de que lança mão – seja a tinta acrílica, a parafina, as chapas de latão com resistência elétrica ou os animais empalhados. A mostra exibe peças anteriores da artista e outras inéditas, com o objetivo de oferecer uma visada abrangente da trajetória em curso, inclusive com um encetamento para os próximos passos da produção.

Exposição Tatiana Blass

Abertura para convidados e imprensa: dia 19/03, às 11h

Visita Guiada aberta ao público com Artista e Curador: 20/03 às 17h

Visitação: de 19 de março a 1º de maio de 2011

Horário de visitação: de terça-feira a domingo, das 9h às 21h.

Local: CAIXA Cultural São Paulo (Sé) Galeria D. Pedro II Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo (SP)

Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400

Acesso para pessoas com necessidades especiais

Entrada: franca
Recomendação etária: livre
Patrocínio: Caixa Econômica Federal

segunda-feira, 28 de março de 2011

Stevie Wonder e Dizzie Gillespie

O que acontece quando um dos reis do pop convida para tocar em seu álbum um dos reis do jazz?
Esta maravilha, que já é um clássico da música universal.
Observem o orgulho com que Stevie Wonder anuncia a participação de Dizzie Gillespie, e com que maestria este "monstro" executa suas, talvez, 50 notas; e na sequência, ele volta com sua gaita e completa o show instrumental.
Esta é a mesma gaita e o mesmo tipo de harmonia que ele usou na gravação de "Samurai" de Djavan, no disco Luz de 1982.





sexta-feira, 25 de março de 2011

Povos Indígenas no Brasil

Trabalhos interessantes de Rosa Galdino que procuram mostrar em belas fotos os diferentes povos indígenas brasileiros.

Pena que também nos revelem a realidade de nosso índios.

Já aculturados e sem a inocência de suas origens, mostram que a vergonha da nudez é o resultado direto da erotização transmitida pelos modernos meios de comunicação.

É estranho ver fotos das meninas portando adornos ancestrais, conjugados com bijuterias baratas.

Vendo estas fotos, me lembrei da indignação que sinto cada vez que ouço falar na construção de usinas hidrelétricas em suas terras, que não são só suas e sim de toda a humanidade, que devem ser preservadas, tendo-os como guardiões.

É impossível ver esta exposição sem lembrar de Caetano cantando "Um Índio".

Um Índio - Caetano Veloso

Abaixo das fotos o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa da Caixa Cultural.






caixa cultural SÃO PAULO APRESENTA
“POVOS INDÍGENAS NO bRASIL”
Com fotos de Rosa Gauditano, documentários xavantes e palestra, a mostra retrata 34 das mais de 225 culturas indígenas no país
“As pessoas não respeitam o que não conhecem”. A frase é do ancião Sereburã Xavante e motiva o projeto Povos Indígenas no Brasil. A exposição é fruto do trabalho da fotógrafa Rosa Gauditano que, nos últimos 20 anos, dedica-se a registrar a multiplicidade de etnias indígenas no país. Após passar pela CAIXA Cultural Brasília, a exposição abre no sábado (19/03), às 11hs e recebe visitantes até o dia 15 de maio de 2011, na CAIXA Cultural São Paulo (Sé).
A mostra é composta por 60 fotos coloridas, material documentado pela fotógrafa Rosa Gauditano, no período de 1989 a 2010, e dividida em quatro grandes grupos, separados por região geográfica: Norte, com 14 povos; Nordeste, com 5; Sudeste, com 5 e Centro-Oeste, com 10 povos.
Entre os povos apresentados nesta exposição, estão desde aqueles com os quais se tem pouquíssimo contato, como os Mati ou Zoró, que vivem quase isolados na Amazônia, até indígenas que ocupam suas terras localizadas perto de pequenas cidades, como os Xavante, no Mato Grosso; os que vivem na beira de rodovias, como os Guarani Kaiowá, no Mato Grosso do Sul, ou nas grandes cidades, como é o caso dos Pankarau, em São Paulo.
Região
Etnia
Norte
Waurá
Matis/Zoró
Tucano
Yanomami
Suruí Paiter
Arara
Kayapó
Whaiãpi
Ashaninka
Krahô
Cinta Larga
Xerente
Tapitrapé
Carajá
Nordeste
Tingui Botó
Pataxó
Canela
Gavião
Xucuru
Centro-oeste
Rikbaktsa
Enewanê Nawe
Bororo
Pareci
Kuikuro
Terena
Kadiwéu
Xavante
Waurá
Guarani Kaiowá
Sudeste
Krenac
Xacriabá
Guarani M’Byá
Pankararu
Maxacali
No Brasil existem, hoje, cerca de 230 povos indígenas, distribuídos em todos os estados, totalizando quase 734 mil pessoas, que falam 180 línguas diferentes.
Além da projeção de dois documentários produzidos pelos índios xavantes, com produção executiva de Rosa gauditano, diretora da Associação Nossa Tribo (www.nossatribo.org.br) o visitante poderá ver também o mapa dos povos indígenas no Brasil.
Palestra
O projeto integra ainda a palestra da professora Jaciara Martim. Indígena Guarani M’Byá, Jaciara é formada em serviço social pela PUC – São Paulo. Seu trabalho de conclusão de curso versou sobre o tema: “Considerações sobre o trabalho para o povo guarani e as decorrências do seu contato com a sociedade capitalista.” Sua trajetória inclui experiência como professora estadual e agente de saneamento pelo Projeto Rondon. O encontro, com entrada franca, acontece no dia 12 de abril de 2011 (terça-feira), às 19hs, na CAIXA Cultural São Paulo (Sé).
Rosa Gauditano
Premiada por seus trabalhos com fotojornalismo na década de 1980 (Folha de SP e Veja), Rosa Gauditano especializou-se em fotografia etnográfica. Seus trabalhos ligados às culturas indígenas no Brasil lhe renderam a publicação de 5 livros: "Aldeias Guarani M'Bya na Cidade de São Paulo", 2006; “Raízes do Povo Xavante”, Ed. Studio R, São Paulo, 2003; “Festas de Fé", Ed. Metalivros, São Paulo, 2003; “Saltillo”, Instituto Municipal de Saltillo, México, 2001; “Índios, os Primeiros Habitantes”, Ed. Fotograma, 1998.
Diretora da Studio R, agência que se dedica a reportagens, arquivo e projetos culturais ligados a fotografia e trabalhos etnográficos, Rosa Gauditano tem no currículo diversas exposições individuais. No Brasil, em parceria com a CAIXA Cultural, Rosa expôs em 1999/2000 nas cidades de São Paulo, Curitiba e Brasília a mostra “Raízes do Povo Xavante”. Além de outros projetos pelo país, principalmente na capital paulista, a fotógrafa já expôs em Londres/Inglaterra (2010), Houston/EUA (2005), Cidade do México/México e Santiago/Chile.


Ficha Técnica
Fotografia e curadoria: Rosa Gauditano
Antropóloga: Camila Gauditano
Design gráfico: Isabel Carballo
Textos críticos: Angela Magalhães e Nadja Peregrino
Palestrante: Jaciara Martim (indígena Guarani M’Byá)
Patrocínio: Caixa Econômica Federal
Informações e entrevistas:
· Monica - exposicaopovosindigenas@gmail.com
SERVIÇO:
Exposição “Povos Indígenas no Brasil” – Fotos de Rosa Gauditano
Abertura para convidados e imprensa: 19 de março de 2011, às 11h
Visitação: de 19 de março a 15 de maio de 2011
Horário de visitação: de terça-feira a domingo, das 9h às 21h.
Local: CAIXA Cultural São Paulo (Sé) - Galeria Humberto Betetto- Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo/SP
Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400
Classificação etária: livre
Entrada franca
Acesso para portadores de necessidades especiais
Patrocínio: Caixa Econômica Federal
Palestra com Jaciara Martim
Data: 12/04/2011
Horário: 19h
Local: CAIXA Cultural de São Paulo, Praça da Sé, 111 – São Paulo – SP
Informações: (11) 3321-4400

quinta-feira, 24 de março de 2011

O orelhão de uma rua tranqüila do Pacaembu

Segunda, 05:45.

Ela trava o despertador antes mesmo dele tocar, está ansiosa mesmo tendo dormido bem. Se levanta rápido, entra no banheiro e toma uma longa chuveirada. Lembra que tinha tomado banho antes de dormir, afinal não gosta de pegar no sono suada, mesmo que seja de suor misturado. Teve um bom namoro com seu marido, como há tanto tempo, que já nem se lembrava mais.

"Que será que deu nele?" pensou.
"Que cheiro, que pegada! Conseguiu me levar aos meus 25 anos, quando só de pensar nele precisava passar um gelo na testa e trocar a calcinha."

-Amor, porque tão cedo? Sua aula na academia não começa só as 7:00?, vem cá, aproveita! Depois dessa noite... Acordei cheio de tesão, olha só!
-Humm, que lindo! Posso dar um beijo?
-Claro!.... Mas só isso?
-Amor, 'cê sabe que se eu chegar depois das 6:30, não consigo parar o carro no estacionamento da academia, e naquele bairro é perigoso andar a pé naquela hora.
-Tá certo, bonita e gostosa como minha mulher é...
-Deixei café pronto, o que faremos hoje à noite?
-Você escolhe.
-Vou pensar, te amo!
-Tchau!

Entra no carro afobada e pensa, "merda, estou atrasada".

Sai de Perdizes apressada, atravessa a Pça Charles Müller furando um farol, - "que bom que ainda não há 'marronzinhos' nesta hora".

Depois do labirinto no Pacaembu, que ela conhece desde garota...

"Que sorte, meu orelhão está desocupado!"
" Cadê a porra daquele cartão que eu tinha escondido debaixo do tapete?"
"Puta merda! O J. mandou lavar o carro, será que ele achou o cartão?"
"Ufa! Está aqui no cinzeiro junto com as moedas perdidas."

Ela respira fundo, fecha os olhos, e aí dá um sorriso de safada.

-Oi!
-Oi!
-Que foi?
-'Ce tá com uma voz de trepada.
-Como é uma voz de trepada?
-Essa sua.
-Não entendi!
-Você só fala com esse dengo quando quando a gente acabou de gozar.
-Ah..., nem te conto!
-O que?
- Nessa noite o J. me quis. Chegou com tanto jeitinho..., não resisti.
-Porra! Você quer acabar com a minha semana?
-'Tá com ciúme? Fica não,bobo, isso só me deixou mais a fim.
-A fim do que?
-Do que você acha?
-Cachorra! 'Cê não sabe o que te espera, vagabunda!
-Ui! Vagabunda e cachorra?
-É..., caralho! Assim eu não aguento.
-Olha! Aguenta sim!
-Como?
-Me matriculei num curso de CCI.
-Que porra é essa?
-Ah bobinho, nunca ouviu falar?
-Não.
-CCI é o Cúmulo da Cultura Inútil!
-E?
-Significa que agora eu tenho um álibi para ter ver duas vezes por semana, só preciso pagar a matrícula e pegar as apostilas.
-Merda, se eu não estivesse com tanta raiva!
-O que?
-Até batia uma.
-Faz prá eu ouvir.
-Então fala alguma besteirinha!
-Perá aí!
-O que?-
-Estão vindo aqueles dois caras que caminham de madrugada, e que porra!, sempre que me vêem começam a rir.