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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Preciso aprender a ser só

Duas grandes canções de dois gênios da música mundial, feitas num intervalo de 8 anos, a de Marcos Valle é de 1965 e a do Gilberto Gil de 1973, possuem uma delicadeza que quase chega a ser empolgante.

Com o mesmo título nos conta como lidar com a solidão, um recomeçando e o outro ainda ferido tentando achar um rumo, um consolo.

A última estrofe da música do Gil é uma homenagem à canção do Marcos Valle.

Pena que hoje em dia somente algumas rádios ainda preservem em sua programação estes clássicos, que se comparados com estas porcarias que hoje são jogadas na atmosfera e que só contribuem com o aumento da poluição ambiental, assumem a condição de eternos.

Nada como num momento de introspecção escutar estas canções, nos acalmam e fazem nosso dia melhorar.







Preciso aprender a só ser - Marcos Valle




Preciso aprender a ser só - Gilberto Gil


Eu Preciso Aprender A Ser Só

Marcos Valle

Ah, se eu te pudesse fazer entender
Sem teu amor eu não posso viver
E sem nós dois o que resta sou eu
Eu assim tão só
E eu preciso aprender a ser só
Poder dormir sem sentir teu calor
E ver que foi só um sonho e passou
Ah, o amor
Quando é demais ao findar leva a paz
Me entreguei sem pensar
Que a saudade existe e se vem
É tão triste, vê
Meus olhos choram a falta dos teus
Esses olhos que foram tão meus
Por Deus entenda que assim eu não vivo
Eu morro pensando no nosso amor
Por Deus entenda que assim eu não vivo
Eu morro pensando no nosso amor
Ah o amor
Quando é demais ao findar leva a paz
Me entreguei sem pensar
Que a saudade existe e se vem
É tão triste, vê
Meus olhos choram a falta dos teus
Esses olhos que foram tão meus
Por Deus entenda que assim eu não vivo
Eu morro pensando no nosso amor



Preciso Aprender a Só Ser

Gilberto Gil

Sabe, gente.
É tanta coisa pra gente saber.
O que cantar, como andar, onde ir.
O que dizer, o que calar, a quem querer.
Sabe, gente.
É tanta coisa que eu fico sem jeito.
Sou eu sozinho e esse nó no peito.
Já desfeito em lágrimas que eu luto pra esconder.
Sabe, gente.
Eu sei que no fundo o problema é só da gente.
E só do coração dizer não, quando a mente.
Tenta nos levar pra casa do sofrer.
E quando escutar um samba-canção.
Assim como: "Eu preciso aprender a ser só".
Reagir e ouvir o coração responder:
"Eu preciso aprender a só ser."


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

facebook e o mal entendido

Sempre fico maravilhado com o poder de rastilho da internet, mas agora com o advento do Facebook isto se tornou uma progressão geométrica, muito poderosa, tanto para o bem quanto para o mal.

Cansei de ver "correntes" dizendo para termos cuidados com pedófilos, atentarmos para pessoas perdidas, pirâmides, conspirações, até do fb, e campanhas pontuais que não seriam nada mais do que lendas urbanas.

Pois bem, nesta semana da criança, criou-se e imagino que não foi geração espontânea, um movimento para que cada um dos associados trocassem suas fotos de perfil por um dos seus heróis de infância, sejam dos cartuns ou dos quadrinhos.

Claro que não fiz isso, mas citei que se fosse escolher algum "herói", seriam os personagens do Henfil, do Jaguar ou do Millor, e até publiquei duas charges no meu mural do fb, que com certa vergonha confesso que tenho.

E não é que houve uma reação dizendo que a semana da criança deveria ter um caráter mais pueril, declarando que aquilo seria uma forma de protesto?

Só se fosse o protesto, ou declaração de ter vivido numa época em que haviam heróis verdadeiros, que com seu humor conseguiam transmitir a necessária indignação que formou a consciência que ajudou a mudar o Brasil.

Tenho uma história com meu pai, sempre em minhas lembranças, de que quando estávamos em algum lugar de São Paulo, ele foi abordado por dois representantes da TFP que queriam lhe oferecer um exemplar de algum manifesto; pois bem, qual foi sua reação?

Perguntou ao jovem:- " Tem o Pasquim?" - E a resposta indignada do cruzado foi:- " Não somos porcos, lidamos com coisas sérias!". Essa sim foi a grande demonstração de reação ao fanatismo, nos mostrando que havia muito mais do que a devoção religiosa, política ou educacional; havia um mundo pleno de beleza, boas intenções, com uma estética diferente daquelas que os cânones queriam nos impor.

Era grande a ansiedade da espera, às sextas feiras, quando Seu Sérgio vinha com o nosso exemplar do Pasquim, que só era vendido nas bancas; as charges dos mestres, além de divertidas, abriram toda a realidade do país de então.


Para completar o comentário, ou desabafo, uma música que seria manjada se fosse com Elis, sigam com Beth Carvalho.



O bêbado e o equilibrista - Beth Carvalho






segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Mil perdões - Chico Buarque

Já tinha guardado um comentário para essa música, quando hoje vi no blog "Passeando Pelo Cotidiano", um post contando sua história.

É um caso bem interessante que trata das relações entre dois dos maiores intelectuais brasileiros, Chico Buarque e Nelson Rodrigues.

Mas o que guardei foi a minha impressão em relação a essa obra prima do Chico, que é, na minha opinião, o tratado definitivo de como estragar uma relação afetiva, expondo de uma maneira gentil, mas ao mesmo tempo cruel as inseguranças, os medos, a falta de confiança e a tênue fronteira entre o amor e o sentimento de posse.

Só mesmo um gênio poderia, partindo de uma encomenda, usar o idioma desta maneira, jogando uma luz nos sentimentos de pessoas imaturas que não sabem viver a plena felicidade.








Mil Perdões

Chico Buarque

Te perdôo
Por fazeres mil perguntas
Que em vidas que andam juntas
Ninguém faz
Te perdôo
Por pedires perdão
Por me amares demais
Te perdôo
Te perdôo por ligares
Pra todos os lugares
De onde eu vim
Te perdôo
Por ergueres a mão
Por bateres em mim
Te perdôo
Quando anseio pelo instante de sair
E rodar exuberante
E me perder de ti
Te perdôo
Por quereres me ver
Aprendendo a mentir (te mentir, te mentir)
Te perdôo
Por contares minhas horas
Nas minhas demoras por aí
Te perdôo
Te perdôo porque choras
Quando eu choro de rir
Te perdôo
Por te trair

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Tola foi você - Angela Ro Ro

Ângela Ro Ro é umas das várias artistas de nosso música muito cultuada mas pouco executada nas rádios, com uma obra de vários clássicos, de mensagens às vezes pungentes, outras românticas, realistas, desesperadas, mas nunca conformada.

Com a vida marcada por escândalos e excessos, conseguiu se redimir e hoje vive e goza do seu merecido sucesso.

Gosto muito desta interpretação dela com o Luís Melodia, apesar de uma certa displicência dos músicos, tocando ao vivo.





Tola Foi Você

Angela Rô Rô

Tola foi você ao me abandonar
Desprezando tanto amor que eu tinha a dar
Agora veja bem, o mal é vai e vem
Só esperar
E se eu mudei devo à você
Todo desamor que a vida me ensinou
Coração aberto, felicidade perto
Sou toda amor
Agradeço tanto, agradeço por você
Não ser do jeito que eu sou
Agradeço tanto, agradeço por você
Não ter me dado o seu amor


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

... e a gente sonhando

Na sexta feira, meio combalido por uma gripe, fiquei em casa na parte da tarde, e aproveitei para dar uma olhada nos programas da tv.

Qual não foi minha surpresa ao ver Milton Nascimento no programa Estúdio I de Maria Beltrão, uma revista de jornalismo, cultura e assuntos gerais.

Que grata surpresa ver um dos maiores gênios de nossa música falando de si e do novo disco, gravado com jovens artistas de Três Pontas, sua terra natal.

A música que abre e dá nome ao disco foi uma das duas primeiras composições de Milton, quando ele ainda era um datilógrafo de uma empresa em Belo Horizonte, que estava inédita.

Interessante foi notar a tietagem explícita da apresentadora e dos outros participantes do programa, que não se continham na idolatria ao astro.

Abaixo do player a capa do disco, e um vídeo contando um pouco da criação deste trabalho.

P.S.: Esta canção já tem mais de 50 anos, e a ouvimos como se tivesse sido composta hoje.


... e a gente sonhando - Milton Nascimento






E a Gente Sonhando

Milton Nascimento

Composição: Milton Nascimento

Gente, de um dia se abrindo.
De um sol se entregando a um espaço de um céu assim
Alma do longo das ruas, vivendo uma vida que está pra ter fim

Gente reclama de tudo,
Tristeza enfrentando, ache tempo pra rir
Morre errante seu mundo, toda vida chegando,
Vida inteira partir

Ah! quem muito sofre, porque quer sofrer
Ah! quem muito chora ou que quer chorar
A quem não quer nada e de tudo tem
E tendo de tudo nunca tem ninguém
Gente tão noite surgindo, o sol foi sumindo e uma lua chegando.
Muito são lua no dia, outros sol pela noite
E a gente sonhando.
Sonhando..

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Gal Costa - Presente Cotidiano

Quando disse que publicaria mais algum tópico do Luiz Melodia já tinha guardado essa pérola da nossa música.

Gal Gosta em entrevista ao Jô Soares em 1973, no auge de sua beleza e potência vocal, contando a história de como foi criada essa canção, um pedido seu ao autor.

Já nesse tempo percebemos a tendência do Jô ao pernosticismo, em que hoje ele é mestre.

Mais um grande momento, com mais uma obra prima de nosso cancioneiro.




Presente Cotidiano

Composição: Luiz Melodia

Tá tudo solto na plataforma do ar
Tá tudo aí, tá tudo aí
Quem vai querer comprar banana?
Quem vai querer comprar a lama?
Quem vai querer comprar a grama?
Tá tudo solto por aí
Tá tudo assim, tá tudo assim
Quem quer morrer de amor se engana
Momentos são momentos, drama
O corpo é natural da cama
Vou caminhar um pouco mais atrás da lua
Vou caminhar um pouco mais atrás da rua
Mas tudo voa por aí
Na asa do avião
No bico de um pássaro daqui
Mas tudo gira, ai de mim
A bola e o pião
Menina em meu coração
Tá tudo solto na feira, nobre lugar
Tá tão ruim, tá tão ruim
Quem vai querer comprar banana?
Quem vai querer comprar banana?
Quem vai querer comprar banana?
Quem vai querer comprar?
Quem vai querer?
Quem vai?
Quem?
Quem?
Quem?
Quem?

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Congênito - Luiz Melodia

Esta é uma das músicas que apresenta um dos mais poderosos versos da nossa música.

Tem, talvez, a melhor receita para se preservar qualquer relação, seja afetiva, comercial ou de amizade.

Considero Luiz Melodia um dos gênios da nossa música tendo nos brindado com vários clássicos, como Juventude Transviada, Ébano, Dores de Amores e Magrelinha, todas com letras também geniais, como tantas outras.

Há outras que mostrarei em novos "posts" em grandes interpretações de Gal Costa.




Congênito

Luiz Melodia

Se a gente falasse menos
Talvez compreendesse mais
Teatro, boate, cinema
Qualquer prazer não satisfaz
Palavra figura de espanto
Quanto na terra tento descansar

Mas o tudo que se tem
Não representa nada
Tá na cara
Que o cara tem seu automóvel
E tudo que se tem
Não representa tudo
O puro conteúdo é consideração
Não goza de consideração

domingo, 26 de junho de 2011

Clube da Esquina

Dia desses conversando com um amigo tive um pensamento sobre a música brasileira, presenciei algumas escolas importantes da MPB, como a Bossa Nova e a Tropicália, que foram muito importantes na formação de nosso caráter musical.




A Bossa Nova ficou datada, sem crescer e se modificar, ficando presa em seu minimalismo.

A Tropicália diferentemente tinha uma exuberância que talvez nunca seja mais seja atingida, tanto nos arranjos, como na execução e letras subvertendo o que até então eram dogmas na nossa música. Tendo seus integrantes partido para suas carreiras solos, quase sempre brilhantemente, sendo até hoje referência às novas gerações.

Mas o que sempre mais me agradou foi o Clube da Esquina, da turma de Belo Horizonte, com músicos excepcionais, que também subverteram princípios intocáveis na forma de se fazer música. Todos eles são reconhecidos mundialmente, tendo às vezes mais sucesso no exterior do que aqui. Poderia citar uma extensa lista deles, mas ficarei só nos principais, Milton Nascimento, Wagner Tiso, os irmãos Borges, Beto Gudes, Flávio Venturini, entre outros.




Clube da Esquina


Essa semana vi duas manchetes citando o nome de uma cantora que é o sucesso instantâneo da estação, Paula Fernandes, mas não é que minha curiosidade acabou na terceira linha da matéria?

Quando li que ela canta música sertaneja foi um balde de água fria, e ao mesmo tempo um alívio, pois pensei que como seria possível não conhecer uma cantora com tal sucesso? Só sendo ela cantora deste tipo de música, que não me traz o menor interesse, pois não consigo perceber o menor valor artístico nestas obras, apesar das grandes bandas de apoio, do volume sonoro e da pretensão dos mesmos.

Já me disseram, citando Caetano, que quem vende 20 milhões de discos no merece crítica. Minha resposta veio com uma pergunta:-"Quantos discos destes artistas você tem em sua discoteca?" Sabem a resposta? - "Nenhum!"

Mas não é só os novos sertanejos, estas bandas baianas, que tocam em cima de caminhões ou em grandes espaços, também não me dizem nada.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Chovendo na Roseira - Tom & Elis

Este é um vídeo de como nasce uma obra prima.

Filmado em Los Angeles, durante o processo de gravação e finalização do disco Elis & Tom, presente que Elis escolheu pelos seus 10 anos junto à gravadora Philips.

Poderia ela ter escolhido qualquer prêmio material, mas ciente da importância de sua história com Tom Jobim, optou pela gravação com o nosso "Maestro Soberano", então, e talvez ainda, o maior músico brasileiro.

Observem a concentração de todos os envolvidos, a cantora, o maestro, o arranjador e o produtor buscando sempre o melhor resultado, todos dentro do estúdio, criando e gravando juntos. Como penso que deva ser até hoje a criação de uma boa obra musical.





quarta-feira, 8 de junho de 2011

O novo viral da Vivo - Eduardo e Mônica

Tenho que "tirar o chapéu" para a agência de propaganda que cuida da conta da Vivo, em menos de um ano emplaca dois "virais".

Com o filme O último gol de Pelé, que por um mero acaso, fui um dos primeiros a divulgar, e que neste espaço já teve mais de 150.000 acessos, criou uns dos maiores sucessos da internet de todos os tempos.

E agora nos brinda com mais essa maravilha, todo feita em cima de uma das mais lindas músicas de Renato Russo que é cultuada, penso que, já por 3 gerações.

Desta vez passei desapercebido por seu lançamento, vim a conhecê-lo por indicação de algumas amigas muito queridas no FB.

E que surpresa agradável saber que as coisas que gosto, e procuro preservar, ainda são referência dentro da nossa realidade, servindo de inspiração ao cotidiano de agora.

Divirtam-se como eu me diverti. É uma atração de primeira, uma lição de cinema publicitário, que com certeza fará com seus criadores abracem o cinema que conta uma história, como entre outros, Fernando Meireles.





terça-feira, 24 de maio de 2011

A banda mais bonita da cidade

Já estava me achando um velho ranzinza, afinal de contas fazia muito tempo que não me entusiasmava com um artista ou conjunto musical contemporâneo.

Tinha visto algumas chamadas para este link no FB e não tinha tido a curiosidade de assistir ao "clipe".

Fui assistí-lo, quando ao ler um artigo no blog Amigos do Mania Colorida, percebi que ele estava em destaque dentro da página inicial do mesmo.

Que surpresa agradável, uma música linda, com uma letra de apenas 3 estrofes, me permite dizer que se os integrantes dessa banda mantiverem essa alegria e a proposta de trazer coisas belas, terão um futuro brilhante.

A banda é constituída por artistas formados em música ou produção musical na Universidade Federal do Paraná. Essa informação reforça minha crença de que só se produz arte de qualidade quem tem profundo conhecimento das técnicas à sua disposição. Não adianta fazer um semestre de aulinhas de violão com a professora do bairro e achar que é um virtuose.

Apesar da idéia do "clipe" não ser original, a filmagem e a sonorização foram muito bem feitas, conseguindo este resultado espetacular.





Oração


Meu amor essa é a última oração
Pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na dispensa

Cabe o meu amor!
Cabe em três vidas inteiras
Cabe em uma penteadeira
Cabe nós dois

Cabe até o meu amor
Essa é a última oração pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na dispensa

Cabe o meu amor!
Cabe em três vidas inteiras
Cabe em uma penteadeira
Cabe essa oração

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Johnny Mathis canta com Agostinho dos Santos no Brasil 1971

Enquanto faço meu novo comentário, mostro essa jóia, que tinha guardado já há algum tempo.

Não lembro como tive essa recordação, procurei no youtube, que hoje em dia tem quase tudo o que buscamos.

Agostinho dos Santos foi um dos maiores cantores brasileiros de todos os tempos, morreu cedo, naquele desastre aéreo em Orly.

Neste vídeo gravado num show da extinta TV Excelsior, onde era o Teatro Cultura Artística, podemos ver como era ser um bom cantor.

Dois ícones da música popular, tanto da americana, quanto da brasileira, se encontram e apresentam uma quase oração.

Num único microfone, demonstram a plena arte de cantar, sem nenhuma correção que hoje é comum nos novos "talentos".




quarta-feira, 16 de março de 2011

Os Originais do Samba

Surpreendendo as expectativas de uma nova "jam", agora uma deliciosa apresentação de um dos maiores grupos de música brasileira de todos os tempos.

Porque? O que os difere dos "pagodeiros" atuais?

Bom, "prá" começar, qual é o "grupelho" musical, dito brasileiro, que tem um piano como condutor?

Quem é que tem em sua formação, além de grandes instrumentistas, um mestre de cerimônias como Antonio Carlos "Mussum", ídolo de uma geração?

Sei lá! Será que sou saudosista ou, como falei para meu amigo e primo "John Boy ", um guardião?