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domingo, 7 de fevereiro de 2010

O Brasil de John Graz

Acho que não há nenhuma música que sirva melhor de acompanhamento aos modernistas brasileiros que que a de Heitor Villa-Lobos.
Suas peças inspiradas na gente e coisas do Brasil conseguem me fazer visualizar nossa exuberância, nosso colorido e nossa alegria.
São estas coisas que encantam ao estrangeiro, tornado-os inseparáveis de nossa terra.




Bachianas Brasileiras -Dança - Lembrança do Sertão


Que delícia é ver o criador se tornando também a criatura, pois John Graz um dos fundadores do Modernismo Brasileiro, também foi influenciado por seus pares, adquirindo alguns traços semelhantes aos deles; foi possível notar algo de Portinari, Di Cavalcante e Tarsila nos seus desenhos, além do espetacular uso das cores.
O único quadro de grande dimensão exposto tem o nome de Bachiana Brasileira mostrando a admiração do artista por Villa-Lobos.
Uma bela mostra, que nos permite conhecer um grande artista.
As imagens estão carregadas em alta definição, e poderão ser vistas na sua plenitude, clicando-se em cima de cada uma.
Abaixo das imagens, no "press-release" da Caixa Cultural uma breve biografia de John Graz.








CAIXA CULTURAL SÃO PAULO TRAZ A EXPOSIÇÃO O BRASIL DE JOHN GRAZ

Obras selecionadas que mostram o olhar curioso de um suíço no Brasil fazem parte do acervo de mais de 2000 desenhos do recém-criado Instituto John Graz

O Brasil de John Graz. É esse o título da exposição que traz a visão da terra em que John Louis Graz (Suiça, 1891 - São Paulo, 1980) - um dos mais importantes e influentes artistas plásticos, designer, arquiteto do século XX - escolheu para viver. A mostra, que vai ocupar aproximadamente 150 m² da Caixa Cultural São Paulo (Sé), está aberta a visitação a partir do dia 23 de janeiro de 2010, tem curadoria de Sérgio Pizoli e reunirá cerca de 180 trabalhos inéditos do artista. A iniciativa é uma parceria entre o recém-inaugurado Instituto John Graz, presidido pela viúva do artista, Annie Graz e a Caixa Cultural São Paulo.

A exposição apresenta desenhos e uma tela em grande dimensão, todos com temática brasileira, abordando os diferentes estilos em que foram produzidos. Dentre os trabalhos inéditos selecionados pela curadoria estão desenhos de vários tamanhos, realizados pelo artista entre 1920 - ano de sua chegada ao Brasil - e 1980. O público terá contato com estudos, cadernos de viagem e esboços, com várias visões do Brasil pelo desenho modernista de John Graz. Dentre os temas escolhidos estão cenas e arquitetura brasileiras; viagens, festas e paisagens; flora e fauna; o homem e o trabalho. Em síntese: uma diversidade de técnicas e temas relacionados à visão modernista de um país tropical.
A mostra está dividida em dois segmentos: Desenhos em pequena dimensão e Desenhos em dimensões maiores. O primeiro traz obras com tamanhos que variam entre 9 x 9 cm a 36 x 36 cm, expostas em pranchas maiores, agrupando-se de uma a quatro peças. Nesse segmento é possível notar a técnica refinada do artista nos trabalhos em guache e no grafite sobre papel. Já na área reservada aos desenhos maiores, medindo entre 30 x 40 cm a 60 x 70 cm - também tendo o guache e grafite sobre papel como suportes - há uma única tela em grande dimensão, "Bachiana Brasileira" (228 x 99 cm), que fecha a exposição.

Para o curador, a mostra pretende transmitir aos visitantes "o conceito de 'artista total', já que John Graz foi capaz de unir arte, arquitetura e design numa única linguagem plástica". Pizoli acrescenta ainda que Graz "fez do desenho artístico uma atividade permanente, elaborando séries de estudos que, muitas vezes, não chegaram a ser executados em tela ou mural, mas têm o requinte formal de obra acabada. Seu trabalho plástico retoma o desenho clássico, incorpora a iconografia brasileira, assume e difunde as influências modernistas".
Ainda segundo o curador, outro traço marcante no trabalho de John Graz é a sua relação com o movimento. "Seus personagens raramente são surpreendidos em pose: os índios caçam, pescam, os cavalos galopam ou lutam, os meninos e as mulheres trabalham, os homens guerreiam, navegam ou simplesmente agem", analisa Pizoli.

Sobre John Graz - Suíço radicado no Brasil desde 1920 traz para o cenário das artes brasileiras as influências renovadoras dos movimentos europeus do século XX. Após sua formação artística na Escola de Belas Artes de Genebra, onde cursou Arquitetura, Decoração e Desenho, viaja para a Espanha. Suas obras lá produzidas impressionam Oswald de Andrade, que o convida a participar da Semana de Arte Moderna 1922, ao lado de nomes como Anitta Malfatti, Di Cavalcanti e Vicente do Rego Monteiro. É um dos fundadores da Sociedade Pró Arte Moderna (SPAM) e do Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1925, inicia suas atividades como arquiteto e designer de interiores, dedicando-se por quase quarenta anos a este segmento profissional.
Faleceu em 1980, aos 89 anos, deixando um acervo, ainda hoje inédito, com desenhos, estudos, plantas baixas, cadernos de viagem e de anotações, aos cuidados de Annie Graz, sua segunda esposa. Este acervo encontra-se, atualmente, sob a guarda do recém-fundado Instituto John Graz.

Sobre o Instituto John Graz - Trata-se de uma instituição sem fins lucrativos fundada em 2005 com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento cultural e a integração entre as áreas de artes plásticas e o design, ampliando sua discussão dentro da contemporaneidade. O foco é a preservação, estudo e difusão da obra do artista em suas influências estéticas e nas suas relações com a sociedade brasileira. O Instituto acredita que, por meio da consolidação da obra do artista, contribuirá para os desdobramentos destas atividades, incentivando a reflexão sobre os limites entre arte e design.

Serviço

Exposição O BRASIL DE JOHN GRAZ

Abertura para convidados e imprensa: dia 23 de janeiro de 2010, às 11h
Visitação: de 23 de janeiro a 28 de fevereiro de 2010
Horário de visitação: de terça-feira a domingo, das 9h às 21h.
A CAIXA CULTURAL SP estará aberta durante o feriado de 25 de janeiro de 2010 (segunda-feira, aniversário de São Paulo)
Local: CAIXA Cultural São Paulo (Sé) - Galeria Dom Pedro II - Praça da Sé, 111 - Centro - São Paulo/SP
Informações e Agendamento para visitas em grupo: (11) 3321-4400
Acesso para pessoas com necessidades especiais.
Classificação etária: Livre
Entrada Franca
Patrocínio: Caixa Econômica Federal


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A Arte de J. Borges - Do Cordel à Xilogravura


Alceu Valença - Sol e Chuva


Nunca gostei muito de arte naïf e manifestações folclóricas, mas esta exposição me fez rever alguns preconceitos.
As obras estão dispostas numa cenografia que nos transportam ao ambiente nordestino.
Me impressionaram as gravuras, principalmente pelos traços e o colorido, e acabei comprando uma, "O Carnaval dos Bichos".
J. Borges iniciou sua carreira artística escrevendo cordel e a necessidade de ilustrações o fez tornar-se um gravador, produzindo suas próprias xilogravuras para suas obras.
Seu estilo agradou em cheio os intelectuais, fazendo com que suas imagens se destacassem da literatura, ganhando vida própria e a superassem.
Abaixo das imagens o "press-release" da Caixa Cultural.












CAIXA CULTURAL SÃO PAULO APRESENTA A EXPOSIÇÃO A ARTE DE J. BORGES: DO CORDEL À XILOGRAVURA
Mostra exibe a trajetória do gravurista J. Borges com xilogravuras, cordéis, matrizes e cenários que remetem às origens do artista e sua vida no sertão pernambucano.
A Caixa Cultural São Paulo inaugura no dia 30 de janeiro, sábado, a partir das 11 horas, a mostra A Arte de J. Borges: do Cordel à Xilogravura, do artista pernambucano José Francisco Borges. A exposição tem curadoria de Pieter Tjabbes e Tânia Mills e revela a trajetória do artista auto-didata, focando o percurso de sua produção de cordéis e gravuras em cenários que ilustram o universo cultural nordestino. São exibidas xilogravuras, cordéis e matrizes originais. Durante a exibição da mostra, aberta de 30 de janeiro a 28 de fevereiro, a Caixa Cultural São Paulo realiza oficinas gratuitas de xilogravura aos sábados.
Segundo os curadores, a mostra não apresenta apenas a obra de J. Borges, mas o percurso de sua vida e sua expressão artística, que abrange o cordel e a xilogravura. Assim, a montagem procura contextualizar a exposição, trazendo um pouco da casa do artista à mostra, que conta com fotos e gravuras de seus familiares e aprendizes, e um pouco de sua cidade-natal, Bezerros (PE), que é representada por barraquinhas de feira com gravuras penduradas. Será exibido, ainda, um documentário de Vincent Carelli, que mostra a vida e a obra de J. Borges e a sua relação com a pacata cidade.
J. Borges
Nascido em 1935, José Francisco Borges ou J. Borges, como prefere ser chamado, é um dos mais expressivos artistas populares do Brasil. Considerado por Ariano Suassuna o maior gravador popular do país, o artista foi um dos ilustradores do calendário da ONU do ano de 2002. Auto-didata, J. Borges publicou seu primeiro cordel em 1964, intitulado O Encontro de Dois Vaqueiros no Sertão de Petrolina, seguido de O Verdadeiro Aviso de Frei Damião Sobre os Castigos que Vêm, cuja publicação deu início à sua profícua carreira de gravador. Na década de 1970, artistas plásticos, intelectuais e marchands passaram a encomendar suas xilogravuras, o que levou as imagens a ganharem cada vez mais autonomia em relação ao cordel. O itinerário do artista vem se fortalecendo pela transmissão dos conhecimentos da xilogravura às novas gerações de sua família, com quem mantém a Casa de Cultura Serra Negra, no sertão pernambucano.
Programação educativa, Visitas-ateliê e oficinas de xilogravura
Durante o período expositivo, o serviço educativo da Caixa organiza visitas mediadas gratuitas espontâneas para todos os públicos e idades ou em grupos de até 20 pessoas com a necessidade de agendamento prévio. As visitas de grupos agendados acontecem de terça a sexta-feira, às 10, 14, 16 e 19 horas. A Caixa Cultural oferece ainda um serviço diferenciado, voltado para as famílias e crianças, que é oferecido aos sábados e domingos às 10h30e 14h30. São as Visitas-ateliê, onde o grupo entra em contato com a obra do artista a partir de jogos e brincadeiras de exploração de imagem e cria suas próprias histórias com elementos da produção de cordéis. Aos sábados, das 14h30 às 17h, são oferecidas oficinas gratuitas de xilogravura, voltadas a iniciantes e interessados em conhecer a técnica. Inscrições e mais informações pelo telefone 3321 4400.
SERVIÇO:
Exposição: A Arte de J. Borges: do Cordel à Xilogravura
Abertura: 30 de janeiro de 2010, sábado, das 11
Visitação: de 30 de janeiro a 28 de fevereiro de 2010
Local: CAIXA CULTURAL São Paulo (Sé) - Praça da Sé, 111 – Centro - São Paulo (SP)
Telefone: (11) 3321 4400
Horários de visitação: terça-feira a domingo, das 9 às 21 horas
Organização: Art Unlimited
Patrocínio: Caixa Econômica Federal
Entrada franca
Recomendação Livre

domingo, 31 de janeiro de 2010

Brava Gente - Tide Hellmeister

Poema - Ney Matogrosso

Escolhi esta música pelo último verso, "que é iluminado pela beleza do que aconteceu há minutos atrás", que ilustra um pouco do que senti nesta exposição.

Magnífica!
Esta é a expressão que pode definir esta mostra, é disparado a melhor dos dos últimos tempos.
Tanto pela qualidade excepcional das obras, quanto da cenografia, que conseguiu em um espaço não tão grande, criar um ambiente que valorizou ainda mais os quadros, transportando-nos ao imaginário do artista.
Estive na hora da abertura da exposição e pude observar a reação das pessoas, algumas com conhecimento em artes plásticas que analisavam o que está sendo mostrado, e os leigos, com as mais diversas reações, desde o espanto até o embevecimento.
É claro que voltarei, pois pretendo revê-la com mais atenção e o vagar que ela merece.
Abaixo das imagens, que estão carregadas em alta-definição, o "press-release" da Caixa Cultural.













CAIXA CULTURAL SÃO PAULO APRESENTA BRAVA GENTE – TIDE HELLMEISTER

São Paulo recebe galeria de tipos inventados pelo artista que se inspirava observando transeuntes das ruas paulistanas

Expressões de passageiros – do metrô, do ônibus e dos passantes das ruas de São Paulo – observadas por Tide Hellmeinster estão reunidas neste conjunto de 60 trabalhos: 58 pinturas e colagens acrílicas sobre papelão, da série Filhos de Deus, além de duas obras tridimensionais expostas de 30 de janeiro a 28 de março de 2010. Essa coleção de personagens nasceu quando o artista morava na Praça da Árvore, durante os percursos que fazia para ir trabalhar na região central da capital paulista. Depois, no estúdio, imaginava a vida de cada um e recortava, colava e pintava seus rostos – tristes, bondosos, malandros, egoístas, avaros, generosos, abatidos ou conformados – criando pinturas absolutamente originais.

Tide Hellmeister, que entre uma ampla e notável produção como artista e designer gráfico ilustrou a coluna Diário da Corte de Paulo Francis, faleceu em 2008, no início da concepção desta mostra, concretizada então pelos esforços do filho André e da curadora Claudia Lopes. Nesta série, a obra plástica, com a sua fatura inconfundível, é combinada com textos, também criados pelo artista, nos quais Elizabeth Lorenzotti colaborou na redação. As histórias imaginadas por Hellmeister, que acompanham cada pintura, são carregadas do tom tragicômico da vida real. Pedro, Cornélio, Julio Prosa de Jesus, João Benjamin, Eli Regina e tantos outros personagens ganham imagem e biografia, com direito a datas de nascimento e morte.

Recortar, colar e pintar é a linguagem que constrói a obra polivalente de Hellmeister. “...cada colagem, pintura ou montagem parece ter sido feita no vórtice de um redemoinho mental e espacial que foi incorporando em seu trajeto, figuras, móveis, pedaços de paisagem, signos, letras...para compor um feitiço encantatório muitíssimo organizado e articulado no espaço plástico, sempre com ritmo, equilíbrio e acima de tudo coerência lírica”, escreve Carlos Soulié Franco do Amaral (Inquieta Colagem, Infolio Editorial). Na mesma publicação, o professor Chico Homem de Melo ressalta que, ao evocar uma herança barroca ao mesmo tempo em que faz conviver fragmentos de várias épocas e lugares, o artista inscreve-se na cena contemporânea.

MUITO TIDE, pela curadora Cláudia Lopes

Certa vez me contou como nasceram os Filhos de Deus que originaram a mostra Brava Gente. Disse-me que entre suas idas e vindas do trabalho observava os “usuários” do Metrô. Então, impregnado de energias, cheiros e sons, em seu percurso diuturno, dava consciência aos Emílios, aos Nilos e aos Menezes que, com seus RGs e suas histórias povoavam, mais tarde, o imaginário de Tide, o seu mundo surreal.

E, assim como tantos que se acotovelam no Metrô, os Filhos de Deus também queriam sair: abrindo espaço com os cotovelos, iam se empurrando, se metendo num grande tumulto para que, um a um, pudessem passar mais rápido da idéia para as mãos de seu criador. Tinham pressa de vir a este mundo, como Tide também se apressava em trazê-los.

Nosso mestre da colagem – e porque não dizer, também nosso mestre da pintura – trouxe à vida, além dos três filhos, mais de 5 mil trabalhos, alguns dos quais têm uma parte de sua alma e outros, sua alma toda.

TIDE HELLMEISTER (SP,1942 - SP,2008)

Paulista de 1942 estudou desenho e pintura com o pintor João Suzuki. Trabalhou como auxiliar de desenho e cenografia na extinta TV Excelsior, onde foi assistente do pintor e cenógrafo Cyro Del Nero. Foi colaborador da Masao Ohno Editora, onde executou livros de vanguarda como capista e programador visual, obtendo prêmio na Bienal do Livro do México de 1964. Participou de sua primeira exposição em 1963. Desde então desenvolveu uma obra múltipla. Trabalhou no projeto visual para a implantação do Jornal da Tarde. Recebeu os prêmios de melhor programador visual de 1973 e de melhor exposição de design gráfico na Pinacoteca do estado de São Paulo, em 2000, ambos conferidos pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Foi diretor de arte do SESC, SENAC e da Federação e Centro do Comércio do Estado de São Paulo. Foi diretor e consultor de arte na Editora Abril. Criou e editou o jornal Arte-Afinal. Foi parceiro do jornalista Paulo Francis, ilustrando, por sete anos, sua coluna semanal Diário da Corte, nos jornais O Estado de S. Paulo e O Globo. Colaborou com os principais órgãos da imprensa em São Paulo, com Estadão, Folha de S.Paulo, Gazeta Mercantil, e outros Estados. Nos últimos anos, trabalhava em seu atelier Collages, em São Paulo, onde prestava consultoria de design e artes gráficas.

Brava Gente, patrocinada pela Caixa Econômica Federal chega a São Paulo depois de passar pela Caixa Cultural Rio de Janeiro, Salvador e Brasília. Aqui a mostra foi ampliada e seis das histórias poderão ser ouvidas por meio de telefones antigos em ambientação especialmente criada para cada uma das vidas inventadas pelo artista. Em comum, esses pequenos cenários trazem o clima da casa/ateliê de Tide. O catálogo (grátis), com projeto gráfico de Cláudio Rocha e André Hellmeister, textos do próprio Tide, da curadora Claudia Lopes, do designer Chico Homem de Melo e do músico Marcelo Coelho, traz 14 personagens e há um encarte interativo para cada um compor a sua própria capa.

SERVIÇO:

Exposição: Brava Gente - Tide Hellmeister

Abertura: 30 de janeiro de 2010 (sábado), às 11h

Visitação: de 30 de janeiro a 28 de março de 2010

Horários: de terça-feira a domingo, das 9h às 21hs

Local: CAIXA CULTURAL São Paulo (Sé) - Praça da Sé, 111 – Centro - São Paulo (SP)

Telefone: (11) 3321-4400

Patrocínio: Caixa Econômica Federal

Entrada franca

Recomendação Livre


segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Grafite - Tendência ou Modismo?




Endless Enigma - Emerson, Lake & Palmer


Estive domingo retrasado no Parque da Luz com ML para mostrar-lhe o aquário recém restaurado, quando dei com as janelas da Pinacoteca cobertas com grafites; comecei a pensar, será que 2009 foi algum ano comemorativo do Grafite?
De imediato lembro de 3 grandes exposições, no MUBE, FAAP e MASP( vide Vertigem - OS GÊMEOS e Arte da rua ), em que tivemos oportunidade de conhecermos e nos aprofundarmos nesta arte.
Analisando os desenhos da Pinacoteca e comparando com os que vi nas exposições, senti que pode estar nascendo uma nova escola de pintura, que poderíamos chamar de "GRAFITISMO", pois vários artistas que conheci tem os traços parecidos e principalmente usam a cor amarela como base ou cor principal.
Todos eles de alguma forma já saíram das ruas e ganharam as galerias, produzindo telas de qualidade indiscutível.
Agora é muito estranho que não tenhamos notícias que que estes mesmos artistas (com exceção dos GÊMEOS) estejam desenvolvendo trabalhos de murais, e quando cito murais, não são as paredes particulares ou pilastras públicas onde pintaram sem convite.
Temos no Brasil uma extensa relação de artistas que exerceram o Muralismo com brilho e destaque, como João Câmara, Clóvis Graciano, Maria Bonomi, Athos Bulcão, Roberto Magalhães, Cláudio Tozzi, Emanoel Araújo, Yataka Toyota, Mário Gruber, Rubens Gerchman, Francisco Brennand, Haroldo Barroso, Cândido Portinari, Lula Cardoso Ayres, João Rossi, Miguel dos Santos, Carybé, Emiliano Di Cavalcante, etc; vários destes com expressão e reconhecimento internacional.
O muralismo, diferentemente do grafite, é a arte pública estreitamente relacionada com a arquitetura, portanto servindo como complemento de uma grande obra.
É bom perceber o dinamismo de nossas artes, com o surgimento de novos artistas que criam coisas belas, ampliando nosso horizonte cultural.







terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Música dos pássaros

Já tinha lido sobre o músico que aproveitando uma foto publicada no "Estadão" se inspirou e criou uma melodia.
A foto era de pássaros pousados um linhão de eletricidade da zona rural com cinco fios, que lhe lembrou uma pauta musical, com as aves dispostas como notas.
Descobri o vídeo "fuçando" em um blog de fotografias, que apresenta o vídeo abaixo.
Decidi compartilhar esta beleza com vocês, pois a boa arte deve ser sempre mostrada, não importando o suporte, principalmente as que nos trazem sensações que nos fazem melhores.






segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Esse é que é O CARA!

Neste domingo a Competition publicou anúncio na Revista da Folha com uma homenagem ao seu Sérgio, o mais antigo aluno em atividade, desde sua fundação há 25 anos.
Imaginem nosso orgulho ao ver reconhecido publicamente por outros tudo o que vemos no dia-a-dia.
Este é um homem que sempre praticou o bem, sem nada esperar em troca, e fica constrangido quando alguém vem relembrar benesses que fez, quase sempre não se lembra mais.
Contradizendo Nelson Rodrigues que dizia que toda unanimidade é burra, ele consegue ser querido por todos que o conhecem e convivem com ele. É lógico que tem também suas turronicesses e manias, que em nada diminuem o carinho e o amor que lhe devotamos.
Escolhi a música Clube da Esquina porque a letra sempre me lembrou meu PAI.
Ao clicar na foto, a matéria será exibida em alta definição e abaixo da reportagem a letra da canção.


Clube da Esquina nº2 - Lô Borges e Elis Regina




Clube da Esquina II


Porque se chamava moço
Também se chamava estrada
Viagem de ventania
Nem lembra se olhou pra trás
Ao primeiro passo, aço, aço....
Porque se chamava homem
Também se chamavam sonhos
E sonhos não envelhecem
Em meio a tantos gases
lacrimogênios
Ficam calmos, calmos, calmos
E lá se vai mais um dia
E basta contar compasso
e basta contar consigo
Que a chama não tem pavio
De tudo se faz canção
E o coração
Na curva de um rio, rio...
E lá se vai mais um dia
E o Rio de asfalto e gente
Entorna pelas ladeiras
Entope o meio fio
Esquina mais de um milhão
Quero ver então a gente,
gente, gente...

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Aberto de Tênis de São Paulo - Um grande evento

Esta música foi adaptada pelo Seal para uma vinheta da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais), portanto nenhuma melhor para acompanhar este comentário.





Nesta semana em São Paulo acontece a décima edição do Torneio Aberto de Tênis de São Paulo, realizado nas quadras do Parque Villa-Lobos.
Tirando o Brasil Open na Barra do Sauípe é o torneio mais importante do país, sendo pela premiação, localização e data, é a primeira competição do ano no mundo.
Se o tênis brasileiro fosse tratado com o mesmo profissionalismo e objetividade dos promotores deste torneio, teríamos não um mais vários tenistas entre os 50 do mundo; pena que os dirigentes do esporte só vivam de promessas vãs e de seus interesses espúrios.
A cada ano o evento fica mais bonito e interessante, atraindo novas promessas do tênis mundial e dando oportunidade aos nossos atletas de conhecerem e interagirem com outras técnicas e formas de jogo.
Que coisa boa ver belos jogos, num parque agora deslumbrante, sendo recebido por pessoas competentes e gentis; pena que os veículos de comunicação, com exceção do Sport TV, não dêem a devida divulgação a este evento tão importante para a cidade.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Elenco - A cara da bossa





Samba em prelúdio - Vinicius e Odette Lara



Esta exposição foi o bônus da visita à mostra do Mário Cravo Neto.Escolhi a música acima por ser de um disco histórico cuja capa faz parte do acervo.
Para quem gosta de música e sua história como eu, vai se deliciar, pois além dos projetos gráficos das capa há também um pouco do processo de criação de cada disco.
A gravadora Elenco era em sua época mais importante do que a Trama é hoje, pois tinha em seu elenco estrelas consagradas, que lançaram e consolidaram um novo ritmo musical, a Bossa Nova, sem as obviedades de sempre.
Foi uma empreitada que durou pouco, oito anos, mas neste período lançou obras primas que são referência e cultuadas até hoje.










segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Mario Cravo Neto

Escolhi a música dos Novos Baianos, por saber que apesar de ter vivido vários períodos no exterior, Mário Cravo Neto sempre quis ter seu trabalho identificado com suas origens, portanto nada mais óbvio um conjunto que tenha sua obra plenamente identificada com a Bahia, sem apelar para a nova corrente das meninas gostosíssimas, que apesar de cantarem direitinho, praticam uma música de baixa qualidade com apelo fácil e descartáveis, que esquecemos logo depois de uma temporada.

Preta Pretinha - Novos Baianos

Este seria o comentário que encerraria o ano, mas, devido a sem-cerimonia de alguns indivíduos, não consegui vê-la ainda em 2009. Como é que certas pessoas se apropriam do espaço público como fossem seu? Em frente ao Instituto Tomie Othke existem 3 ou 4 vagas para estacionamento junto ao meio fio e mais um ponto de táxi com 3 vagas, e não é que os três carros de praça tomaram todo o espaço fora do ponto, impossibilitando assim qualquer tentativa de parada.
Mas isto me possibilitou abrir este ano com chave de ouro.
A Exposição "Tributo a Mário Cravo Neto" é uma surpresa das mais agradáveis, pois é uma mostra de suas fotos que são verdadeiramente obras de arte, diferentes das de outros gênios da fotografia levadas em São Paulo no ano passado, que são mais registros jornalísticos e documentais de situações do cotidiano, vide meus comentários sobre Pierre Verger , Evans Walker e Henry Cartier-Bresson .
As fotos, em sua maioria posadas ou feitas em estúdio, são de uma beleza ímpar, levando-nos a um deleite estético.
Além da excelência da mostra, o Instituto Tomie Othake é um lugar que vale muito a pena ser visto, de uma arquitetura unica, elegante e sem afetação.