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terça-feira, 9 de abril de 2013

Raphael e Emygdio: dois modernos no Engenho de Dentro

Como as dores da alma podem ser purgadas ou compartilhadas? Abrindo uma pequena fresta para entendermos seu desespero, solidão ou fantasmas?

Através da arte eles nos mostram sua visão do mundo, como eles o veem, às vezes claramente, às vezes através dos filtros de suas psicoses.

Quanta angustia, desespero e desejo de liberdade, a necessidade de ampliar os horizontes estão claramente mostrados em algumas peças.

A visão e principalmente a percepção desses pequenos detalhes e nuances presentes nas obras, menos nos angustiam, mais nos transmitem certa paz, pois ao nos descobrirmos capazes de decifrar os signos, nos percebemos enternecidos e plenos de compreensão com suas dores e dilemas.

Emygdio, ao mesmo tempo que sonha com a liberdade, produz cenas escuras com cores soturnas, como que sentisse medo de realizar deus desejos.

O que há de melhor na exposição, e que desafortunadamente não estão nas imagens abaixo, é o desejo de liberdade, o sentimento de família, desesperada pela doença, de continuidade, perceptíveis em  outras imagens.



Balada do louco - Ney Matogrosso

Abaixo das imagens, o press-release, fornecidos pela assessoria de imprensa do IMS.








Exposição no IMS-SP reúne obras de Raphael Domingues e Emygdio de Barros, artistas que passaram a maior parte de suas vidas no Centro Psiquiátrico do Engenho de Dentro

       


O Instituto Moreira Salles de São Paulo abre em 9 de abril (terça-feira), às 19h30, a exposição Raphael e Emygdio: dois modernos no Engenho de Dentro, com 100 obras, entre desenhos e pinturas de Raphael Domingues (1912-1979) e Emygdio de Barros (1895-1986) que, diagnosticados como esquizofrênicos, frequentaram o ateliê de artes do Setor de Terapêutica Ocupacional e Reabilitação (STOR) do Centro Psiquiátrico Nacional (atualmente Instituto Municipal Nise da Silveira), no bairro carioca do Engenho de Dentro. A curadoria é do crítico de arte Rodrigo Naves e de Heloisa Espada, coordenadora de artes visuais do Instituto Moreira Salles. A exposição ficou em cartaz no IMS-RJ entre julho e outubro do ano passado.

O ateliê de artes STOR do Centro Psiquiátrico Nacional foi fundado em 1946 pela psiquiatra Nise da Silveira (1905-1999) com o objetivo de criar alternativas aos procedimentos agressivos usados no tratamento de pacientes psiquiátricos naquele momento: a lobotomia, o choque elétrico e a injeção de insulina. Para a médica, a produção plástica era uma porta de entrada para a psique de seus pacientes, uma forma de comunicação com pessoas que tinham grande dificuldade de se expressar verbalmente. Raphael e Emygdio participaram dos primórdios do ateliê, tendo sido assistidos pelo artista Almir Mavignier, que foi monitor daquele espaço entre 1946 e 1951. Todos os trabalhos produzidos no ateliê foram guardados pela dra. Nise como fonte de informação sobre o estado psíquico e emocional dos pacientes. Mais tarde, em 1952, essas obras deram origem ao Museu de Imagens do Inconsciente. Todos os trabalhos apresentados nesta exposição pertencem ao Museu.

De Raphael, serão apresentados nessa exposição alguns poucos trabalhos feitos na adolescência junto a um amplo número de desenhos – feitos a bico de pena e pincel – realizados entre 1946 e 1951, enquanto foi monitorado por Almir Mavignier. Os trabalhos chamam a atenção pela leveza e segurança de uma linha quase sempre contínua, que conjuga domínio espacial e improviso, figuração e abstração, clareza e ornamento. Já de Emygdio, foram escolhidas para essa mostra obras realizadas entre as décadas de 1940 e 1980, na maioria sobre papel. Elas apresentam uma surpreendente diversidade de soluções pictóricas, que têm em comum, no entanto, uma espécie de conciliação entre luminosidades contrastantes, entre linhas e massas de cor.

Mais sobre os artistas:

Raphael Domingues nasceu em 1912, em São Paulo, mas aos sete anos já morava no Rio de Janeiro. Dos 14 aos 17 anos, estudou desenho acadêmico no curso noturno do Liceu Literário Português. Nesse período, trabalhou como desenhista em agências de publicidade. Os primeiros sinais da esquizofrenia chegaram aos 15 anos. Foi internado pela primeira vez aos 19 anos no Hospital da Praia Vermelha, onde ficou por um ano e meio. Foi transferido para a Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, onde ficou por mais um ano e meio. Voltou para casa, onde passou os dez anos seguintes sendo cuidado pela família. Em 1944, por conta de um câncer, sua mãe se viu forçada a interná-lo mais uma vez no Hospital da Praia Vermelha. No mesmo ano, o hospital foi desativado, e Raphael foi transferido para o Centro Psiquiátrico Nacional do Engenho de Dentro, onde ficou até morrer, em 1979.

Emygdio de Barros nasceu em 1895 em Paraíba do Sul, no Rio de Janeiro. Desde pequeno, viu sua mãe sofrer de distúrbios mentais. Aos seis, já apresentava interesse pela pintura e, entre os 12 e os 13 anos, tornou-se aprendiz de pintor de letreiros e tabuletas. Em 1911, aos 16 anos, iniciou um curso técnico de torneiro mecânico. Ao final do curso, foi admitido no arsenal da Marinha. Em 1922, foi convidado a participar da comissão de aquisição de material de guerra que seguia para a Europa, e permaneceu por dois anos em Paris. De volta ao Rio de Janeiro, começou a apresentar distúrbios de comportamento. Em 1924, foi internado no Hospital da Praia Vermelha, onde permaneceu por 20 anos, até ser transferido para o Centro Psiquiátrico Nacional do Engenho de Dentro e passou a frequentar o ateliê de artes do STOR. Em 1950, Emygdio deixou o Centro Psiquiátrico, mas voltou em 1965. Em 1974, a família fez outra tentativa de tê-lo em casa. Diante das dificuldades do cuidado, optaram por interná-lo outra vez, mas numa clínica geriátrica. Mesmo morando na clínica geriátrica, ele frequentava o ateliê do STOR. Continuou a pintar até sua morte, em 5 de maio de 1986, em decorrência de um AVC.

Catálogo Raphael e Emygdio: dois modernos no Engenho de Dentro
A publicação reúne, além de desenhos e pinturas dos dois artistas exibidos na mostra, ensaios dos curadores e uma seleção de textos de época, que tem por objetivo esclarecer a importância histórica de Raphael e Emygdio no campo da arte. Traz à tona detalhes sobre sua formação, o contexto que possibilitou o desenvolvimento de seus trabalhos e o interesse despertado por eles em alguns dos mais relevantes críticos brasileiros.

ISBN: 978-85-86707-82-7
Formato: 23 x 28 cm
Nº de páginas: 208 páginas
R$ 85

SERVIÇO DA EXPOSIÇÃO:
Raphael e Emygdio: dois modernos no Engenho de Dentro

Abertura: 9 de abril de 2013, às 19h30
Exposição: de 10 de abril a 7 de julho de 2013
De terça a sexta, das 13h às 19h
Sábado, domingo e feriado, das 13h às 18h
Entrada franca - Classificação livre

Instituto Moreira Salles – São Paulo
Rua Piauí, 844, 1º andar, Higienópolis
Tel.: (11) 3825-2560


Informações para a imprensa:
Nathalia Pazini - (11) 3371-4490

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Coleção Itaú de Fotografia Brasileira - Instituto Tomie Ohtake

Uma seleção eclética de trabalhos da coleção Itaú, com obras de importantes fotógrafos da cena nacional, significativos dentro de sua época ou linguagem, que permanecem atuais e ainda instigantes.

Ao contrário do que está contido no press-release, alguns trabalhos já foram mostrados em outras exposições, especificamente dos próprios artistas, como a de Mario Cravo Neto, Thomas Farkas e German  Lorca, entre tantas outras.

Percebe-se o cuidado que o curador teve em abranger o acervo da instituição, nos mostrando assim uma pequena parte de sua riqueza.






Solidão - Nora Ney (Tom Jobim)


Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do Instituto Tomie Ohtake.














Mostra no Instituto Tomie Ohtake investiga
a ressonância da fotografia modernista sobre
a contemporânea
A exposição organizada pelo Itaú Cultural e Instituto Tomie Ohtake mapeia os últimos 60 anos da produção fotográfica nacional de caráter experimental; apresentada em 2012 na Maison Européenne de la Photographie, em Paris, e no Paço Imperial do Rio de Janeiro chega renovada a São Paulo
De Paris ao Rio de Janeiro e de lá a São Paulo: no sábado dia 6 de abril o Instituto Tomie Ohtake recebe a Coleção Itaú de Fotografia Brasileira com um coquetel para convidados, às 11h. Com curadoria de Eder Chiodetto e produção do Itaú Cultural em parceria com o Instituto Tomie Ohtake, a exposição apresenta 94 obras em um recorte do acervo de imagens fotográficas do Banco Itaú do final da década de 1940 até hoje estabelecendo um espelhamento lúdico entre obras modernistas e contemporâneas. Ela permanece em cartaz até 19 de maio.
A diversidade e dimensão desse acervo permitiu ao curador selecionar obras ainda não exibidas nas duas mostras anteriores e criar novas relações de linguagem entre elas, imprimindo um novo conceito para esta edição. Chiodetto manteve um núcleo de artistas modernistas como Geraldo de Barros (Chavantes, SP, 1923 - São Paulo, SP, 1998), José Oiticica Filho (Rio de Janeiro, RJ, 1906 – idem, 1964), Thomaz Farkas (Budapeste, Hungria, 1924 - São Paulo, SP, 2011), José Yalenti (São Paulo, SP, 1895 - idem, 1967) e acrescentou trabalhos contemporâneos de Cristiano Mascaro (Catanduva, SP, 1944), Arthur Omar (Poços de Caldas, MG, 1948), Eduardo Coimbra (Rio de Janeiro, RJ, 1955), Bob Wolfenson (São Paulo, SP, 1954), Paulo Nazareth (Governador Valadares, MG, 1977), Alex Flemming (São Paulo, SP, 1954), Albano Afonso (São Paulo, SP, 1964), Pedro Motta (Belo Horizonte, MG, 1977) e Mauro Restiffe (São José do Rio Pardo, SP, 1970).
“O processo curatorial mantém a essência de pesquisar a ressonância da fotografia modernista experimental, praticada com ênfase entre os anos 1940 e 1960, na fotografia contemporânea brasileira”, observa Chiodetto. “A exposição contém obras que ilustram os dois períodos, mostrados lado a lado, para instigar a leitura conceitual e estética e ilustrar como o período modernista ressoa na produção contemporânea”, completa.
Nas palavras dele, esta mostra não segue uma cronologia para estabelecer um espelhamento lúdico, evidenciando as relações formais e uma atitude libertária diante da representação fotográfica presentes nos dois períodos. O conjunto de obras está dividido em dois espaços. “Uma das intenções dessa mostra é justamente sugerir pontos de contato entre os tempos pré e pós ditadura”, explica o curador.
O primeiro apresenta trabalhos que enfocam a paisagem urbana – tendo a arquitetura modernista da Escola Paulista como um ícone – e o homem marcando mais claramente as conexões e os desdobramentos estéticos e conceituais que ligam a produção dos fotógrafos modernos aos autores contemporâneos. São trabalhos, para citar alguns, de Thomaz Farkas, Cristiano Mascaro e Rubens Mano (São Paulo, SP, 1960).
Em contraponto, no outro espaço são apresentados trabalhos de nomes como Ademar Manarini (Campinas, SP, 1920 - São Paulo, SP, 1989), José Oiticica Filho, Miguel Rio Branco (Palmas de Gran Canária, Espanha, 1946), Mario Cravo Neto (Salvador, BA 1947 – idem, 2009) e Claudia Andujar (Neuchâtel, Suíça, 1931) que versam sobre o homem e sua identidade.
Entre a produção modernista e a contemporânea há um vácuo na produção experimental que coincide, não por acaso, com o período da ditadura militar (1964 - 1985). Foram raros os artistas que utilizaram a fotografia para experimentar novos limites da linguagem. Entre eles, destacam-se as séries Para um Jovem de Brilhante Futuro, de Carlos Zílio (Rio de Janeiro, RJ, 1944), e Viagem pelo Fantástico, de Boris Kossoy (São Paulo, SP, 1941), que fazem analogia aos tempos da ditadura.

Na Coleção Itaú

Iniciado há mais de 60 anos pelos fundadores do Banco Itaú, o acervo conta hoje com 12 mil obras, entre pinturas, gravuras, esculturas, fotografias, instalações e as peças das coleções Itaú Numismática e Brasiliana Itaú. Gerenciado pelo Itaú Cultural, cobre toda a história da arte brasileira, com peças referenciais de cada movimento e estilo. “A realização de mais esta mostra faz parte do esforço permanente do Grupo Itaú para que o grande público tenha acesso aos diferentes recortes de sua coleção”, observa Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural.
Em 2011, o Itaú Cultural realizou 14 exposições itinerantes vistas por mais de 320 mil visitantes: Coleção Brasiliana Itaú (em Fortaleza, Brasília e Curitiba), Fotografia Modernista (em Belém, Paraguai e Cidade do México), Brasiliana Fauna e Flora (no Chile, Argentina, Uruguai e Paraguai), O Egito Sob o Olhar de Napoleão (no Espaço Memória/SP), Arte Cibernética – Acervo de Arte e Tecnologia do Itaú Cultural (em Porto Alegre) e 1911-2011 Arte Brasileira e Depois, na Coleção Itaú (em Belo Horizonte e Rio de Janeiro).
Seguindo na mesma linha, no ano passado o instituto realizou 15 itinerâncias, considerando somente as mostras de arte visuais fora de São Paulo: Coleção Itaú de Fotografia Brasileira (Paris e Rio de Janeiro), Brasiliana Fauna e Flora (Espaço Memória/SP), O Egito Sob o Olhar de Napoleão (Fortaleza e Brasília), 1911-2011 Arte Brasileira e Depois, na Coleção Itaú (Curitiba), Moderna para Sempre (Ribeirão Preto), Coleção Itaú Cultural de Vídeos e Filmes (Belo Horizonte), recortes da mostra dos trabalhos selecionados pelo Rumos Artes Visuais 2011/2013 (Goiânia, Belém, Joinville e Recife), Sob o Peso dos Meus Amores – Retrospectiva de Leonilson, em Porto Alegre, Arte Cibernética – Acervo de Arte e Tecnologia do Itaú Cultural (João Pessoa) e Ocupação Nelson Rodrigues (Recife).

SERVICO
Coleção Itaú de Fotografia Brasileira
Abertura: Dia 6 de abril, às 11h, coquetel para convidados
Em cartaz: De 6 de abril a 19 de maio
De terça-feira a domingo, 11h às 20h
Entrada franca
Classificação indicativa: livre
Estacionamento com manobrista: R$ 15 uma hora; R$ 9 a hora adicional
Acesso para deficientes físicos
Ar condicionado
Instituto Tomie Ohtake
Rua Coropés, 88 – Pinheiros
Informações: (11) 2245-1900
Assesoria de imprensa
Pool de Comunicação
Martim Pelisson
11 - 3032-1599
11 - 9619-7744
martim@pooldecomunicacao.com.br

sexta-feira, 5 de abril de 2013

ESPELHOS DE PAPEL | Vik Muniz

Belíssimas colagens que demonstram o total domínio do artista em diversas técnicas, recriando obras icônicas da pintura universal.

Consegue, dentro dessa proposta, passar o impacto da obra original e as suas impressões e interpretações.

Trabalhos que expandem e extrapolam a mesmice que impera nas artes plásticas brasileiras, onde alguns artistas medíocres se dão uma importância irreal, assumindo uma capacidade ou competência que não possuem.

Vik Muniz não, é hoje um artista reconhecido e valorizado internacionalmente, que tem plena consciência de seu valor.

As peças expostas são as ampliações fotográficas das colagens que nos mostram todo seu esplendor. Normalmente essas ampliações grandiosas de obras com muitos pequenos detalhes expõem defeitos ou incongruências, o que não ocorre aqui, ao contrário realçam os detalhes, que quando vistos de longe apresentam todo o sentido das cenas.

Apesar de muito bem montada e com trabalhos estupendos, essa não é a maior mostra das obras de Vik Muniz em São Paulo após sua grande temporada no MASP, o Instituto Tomie Ohtake nos trouxe a exposição Relicário, que apresentava lindas obras em várias técnicas.

Uma pequena observação a fazer, as obras carecem de legendas, que me parece nos permitiriam melhor apreciá-las.



Vem morena vem - Jorge Ben

Abaixo das imagens e o "press-release" colhidos no site da assessoria de imprensa do evento.

The White Simphony

Ostritchh

After Breakfast

Virgin Lowres




 ESPELHOS DE PAPEL | Vik Muniz

Vik Muniz inaugura no dia 2 de abril, em São Paulo, a sua primeira mostra na galeria Nara Roesler, espaço que passou a representá-lo no Brasil desde o ano passado e no qual ele inicialmente estreou, em novembro último, no papel de curador, assinando uma coletânea dedicada à Op-art. Espelhos de papel, a nova exposição, com onze obras inéditas, é a primeira individual de Muniz no Brasil desde a histórica retrospectiva Vik, de 2009, que à epoca bateu os recordes de público do MAM carioca e do MASP paulista. As obras a serem apresentadas pertencem à nova série Imagens de Revista 2, na qual o artista vem trabalhando nos últimos dois anos. Tendo mais uma vez a fotografia como objeto final de sua produção, Vik volta a se apropriar dos fragmentos de revistas. Agora, no lugar dos pequenos discos regulares da série de 2003 (Imagens de Revista), ele utiliza papéis rasgados, criteriosamente escolhidos a partir de imagens de publicações variadas. “Elas precisam ser rasgadas para parecerem mais acidentais, como se tivessem caído ali como confetes”, diz ele sobre o processo de colagens. Vik Muniz joga com os limites da representação, recompondo imagens de obras referenciais que já fazem parte do repertório visual do espectador. A série atual parte do constante interesse do artista pelas ilusões de ótica e pelas brincadeiras, que ele diz explorar igualmente a sério. Vik conta que em visitas a museus observou que os espectadores, às vezes, se moviam para frente e para trás, numa espécie de transe, enquanto exploravam a fronteira mágica entre conceito e objeto. Para ele, justo nesse ponto de transição dá-se o encontro que considera o sublime em arte: “Esses são os momentos que contêm em sua transcendência a própria natureza da representação”. Em seu texto de apresentação da mostra Espelhos de papel, o jornalista Christopher Turner observa que, à primeira vista, as obras parecem familiares, uma galeria de imagens famosas, roubadas de outros artistas. “Mas quando olhadas de perto elas não são o que parecem”. Cada quadro é uma colagem composta por centenas de imagens artisticamente arrumadas de acordo com a gradação de cores: “Esse vertiginoso mosaico de imagens superpostas, que dissolvem o plano do quadro numa multiplicidade de pontos focais, foi escaneado e ampliado para que o espectador possa ver os cabelos, as fibras e até a celulose do papel cortado nas bordas”, escreve Turner. O conjunto de fotografias digitais C-print em grandes formatos, que constitui a montagem da Galeria Nara Roesler, foi selecionado pelo próprio Vik Muniz. A mostra Espelhos de papel inclui composições a partir das pinturas de Claude Monet (Vaso de flores), Gustave Coubert (A origem do mundo), Willem de Kooning (Mulher e bicicleta) e Wilhelm Eckersberg (Modelo feminino em frente ao espelho), entre outras. Os trabalhos foram produzidos nos estúdios do Brooklyn, em Nova York, e da Gávea, Rio de Janeiro, cidades entre as quais o artista se divide atualmente. Apropriando-se de matérias-primas como algodão, arame, açúcar, chocolate, diamante e até lixo para compor suas séries, Vik constrói uma obra original que provoca a percepção do público, sugerindo significações para imagens conhecidas. “Não importa o que se vê, mas como se vê”, ele diz. A série Imagens de Revista 2 foi inspirada no trabalho realizado por Vik Muniz em colaboração com catadores do Jardim Gramacho, o maior lixão do Rio de Janeiro, cujos dejetos originaram retratos clássicos em grande escala – além do documentário Lixo extraordinário, indicado ao Oscar. O artista traça um paralelo entre o lixo e o saturado mundo das imagens em que vivemos: “A sensação daquilo tudo na memória é similar ao lixo. Fazer um quadro com todos aqueles detritos é muito sintomático da maneira cheia de distrações como olhamos tudo hoje em dia”. Obras da série Imagens de Revista 2 têm sido exibidas em mostras internacionais com repercussão junto a críticos influentes. Sobre a individual de Vik Muniz na galeria Sikkema Jenkins & Company (Nova York, 2012), Roberta Smith escreveu para o jornal The New York Times. “É a impressão geral, trêmula, de superfícies que vibram, do excesso de detalhe, e da pintura sendo ativamente ultrapassada pela colagem, que prende os olhos. Essa fusão enlouquecida de matéria, mãos e lentes está sempre em jogo nas fotografias de Mr. Muniz, mas até esse momento não havia sido alcançada de forma tão firme”. Simultaneamente à mostra solo de Vik Muniz, a Galeria Nara Roesler apresenta, na programação paralela do projeto Roesler Hotel, a individual Atacama: 1234567 – da curadora chilena Alexia Tala, que traz pela primeira vez ao Brasil a obra do artista britânico Hamish Fulton.


O ARTISTA Vik Muniz (São Paulo, 1961) vive e trabalha em Nova York e no Rio de Janeiro. Sua obra transitou por distintos meios – escultura, desenho - antes de chegar à fotografia, objeto final das séries dos últimos anos. Descoberto pelo crítico de arte do jornal The New York Times, Charles Haggan, nos anos 90, quando estava radicado nos Estados Unidos, desde então o artista participou das mais importantes bienais mundiais, entre elas a 24ª Bienal de São Paulo (Brasil / 1998), a 49ª Bienal de Veneza (Itália / 2001) e a Bienal de Arte Contemporânea de Moscou, (Rússia / 2009). Vik realizou individuais e panorâmicas em diferentes países, sendo as mais recentes: Vik, no Centro de Arte Contemporânea de Málaga (Espanha / 2012); Relicário, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo (Brasil / 2011); e Vik Muniz, no Nichido Contemporary Art, em Tóquio (Japão / 2010). Foi o primeiro brasileiro convidado a participar como curador na nona versão do projeto Artist´s Choice (2008-2009), criado pelo MoMA de Nova York. Entre as mostras coletivas que integrou, destacam-se Swept away, no Museum of Arts and Design, em Nova York (2012); Pure paper, na galeria Rena Bransten, em São Francisco (2011); Fragments latino-américains, na Maison de l’Amérique Latine, em Paris (2010); e Surface tension, no Metropolitan Museum of Art, em Nova York (2009). O trabalho de Vik Muniz está presente nos acervos dos principais museus do mundo e já foi tema de livros publicados no Brasil e no exterior.


 AS OBRAS DE ESPELHOS DE PAPEL Woman and Bicycle, after Willem de Kooning Autumn's Garland, after Tom Thomson Female Model Standing Before a Mirror, after C.W. Eckersberg Vase of Flowers, after Claude Monet Rib of Beef, after Gustave Caillebotte Orchid and Three Brazilian Humming Bird, after Martin Johnson Heade-Cattleya The White Girl (Symphony in White), after James Abbott McNeill Whistler After Breakfast, after Elin Danielson-Gambogi The Origin of the World, after Gustave Courbet Study of Ostrich, after Nicasius Bernaerts The Ecstatic Virgin Anna Katharina Emmerich, after Gabriel Cornellius Ritter von Max 


SERVIÇO: ESPELHOS DE PAPEL | Vik Muniz Abertura: dia 02 de abril, às 18h Exposição: 02 de abril a 04 de maio de 2013 De segunda a sexta, das 10h às 19h | sábado, das 11h às 15h Galeria Nara Roesler: Av. Europa, 655 – Jardim Europa | Tel. 11 3063.2344 INFORMAÇÕES À IMPRENSA: Assessoria de imprensa de Espelhos de papel Factoria Comunicação Vanessa Cardoso – vanessa@factoriacomunicacao.com Eduardo Marques – eduardo@canivello.com.br Mario Canivello – mario@canivello.com.br (21) 2274-0131 e 2239-0835 Assessoria de imprensa da galeria Nara Roesler Agência Guanabara Diego Sierra - diego@agenciaguanabara.com.br Laila Abbou - laila@agenciaguanabara.com.br Tel. 11. 3062-6399

sexta-feira, 22 de março de 2013

A Arte Fantástica de Mário Gruber

Fantástica, menos pela fantasia e mais pelos resultados dos trabalhos apresentados.

É impossível não nos extasiarmos com tão magnífica obra, principalmente por serem resultado de gravações à mão em placas metálicas mostrando toda técnica apurada e sofisticada do artista.

Trabalhando sobre diversos temas apresenta o olhar eclético e atento com que Mário Gruber registrou suas observações.

As três pinturas presentes nesta mostra demonstram o pleno domínio das belas artes, carregando com honra a definição de artista. 

Chopin - Nocturnes - Op. 9, No.2 - Arthur Rubstein


Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa da Caixa Cultural.








CAIXA CULTURAL SP REVIVE A ARTE DE MÁRIO GRUBER

Primeira exposição póstuma do artista santista na cidade de São Paulo apresenta obras realizadas nos 60 anos de carreira

A CAIXA Cultural São Paulo inaugura, a partir de 16 de março, a exposição “A Arte Fantástica de Mário Gruber”, com curadoria de Denise Mattar. A mostra apresenta um panorama da obra de Mário Gruber, realizada ao longo de seis décadas de atividade artística. A exposição, que fica em cartaz até 12 de maio, tem entrada gratuita e patrocínio da Caixa Econômica Federal.
A mostra traz pinturas, gravuras e um extenso grupo de matrizes que evidenciam a habilidade de Gruber com o manejo da goiva e do buril, sua inventividade na experimentação e seu engajamento em questões humanitárias. A mostra exibe também uma cronologia ilustrada sobre o artista, fotos e vídeos realizados sobre sua vida e obra com depoimentos e recortes históricos.
“A Arte Fantástica de Mário Gruber” é a primeira exposição póstuma do artista, em São Paulo. A mostra se propõe a apresentar a obra, sempre superlativa, do artista, privilegiando as gravuras e utilizando recursos de cor, som e iluminação para proporcionar, ao público, um clima lúdico e intenso.
Sobre o artista:
Mário Gruber Correia (1927-2011) nasceu em Santos (SP) e faleceu na capital paulista, aos 84 anos. Pintor, gravador, escultor, muralista, desenhista, cenógrafo e professor, iniciou seus trabalhos como autodidata, em 1943. Três anos depois, estudou com o escultor Nicola Rollo, na Escola de Belas Artes de São Paulo, e passou a pintar em praça pública. Conquistou o primeiro prêmio de pintura em 1947. Trabalhou com Di Cavalcanti e Candido Portinari, estudou gravuras com Poty e foi aluno da École Nationale Supérieur de Beaux-Arts, com Édouard Goerg.
No Brasil, Gruber fundou o Clube de Gravura, em Santos, lecionou no Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo, na Fundação Álvarez Penteado (FAAP) e fundou a União dos Artistas Plásticos de São Paulo. Aprendeu técnicas de pintura em mural com Diego Rivera, no Chile. De 1974 a 1978, viveu em Paris, dedicando-se à calcografia. Montou ateliê em Nova Iorque, realizou obras de grande porte em espaços públicos de São Paulo (Estação Sé do Metrô e Memorial da América Latina), e foi homenageado com o curta-metragem “A Arte Fantástica de Mário Gruber”, em 1982. Na década de 2000, continuou a trabalhar intensamente, com uma produção anual de 100 a 120 obras e, mesmo com a saúde debilitada, manteve os projetos artísticos até sua morte, em 2011.
Serviço:
Exposição “A Arte Fantástica de Mário Gruber”
Abertura para convidados: 16 de março de 2013 (sábado) às 11h
Temporada: de 16 de março a 12 de maio de 2013 (terça-feira a domingo)
Horário: das 9h às 20h
Local: CAIXA Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo (SP)
Entrada: Franca
Classificação etária: livre
Informações: (11) 3321-4400
Patrocínio: Caixa Econômica Federal
Acesso para pessoas com necessidades especiais


quarta-feira, 20 de março de 2013

ANTANAS SUTKUS: UM OLHAR LIVRE

Mais uma grande exposição de fotografias proporcionada pela Caixa Cultural, mantendo assim sua tradição de nos trazer o que de melhor se produz nesse suporte.

De um artista ainda atuante, figura de grande importância na fotografia Lituana, nos apresenta uma realidade diferente do "Eldorado" socialista da URSS preconizado por seus dirigentes que queriam mostrar uma vida utópica, de pleno bem estar, nunca conseguido por seu regine de governo.

Com fotos em preto e branco de uma beleza e delicadeza ímpar, apresenta o cotidiano de seus conterrâneos, sem enfeites nem disfarces, somente seu cotidiano e sua realidade, também sem tristezas ou mazelas.

Um belo passeio.

P.S.: Revendo as fotos percebi o melhor delas, que é o olhar das crianças, quantas sensações, quantas emoções contidas em cada rosto.


Borodin - Polovtsian Dances - Parte


Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa da Caixa Cultural e Maria Vragova da Ars et Vita.







CAIXA CULTURAL SÃO PAULO APRESENTA A EXPOSIÇÃO ‘ANTANAS SUTKUS: UM OLHAR LIVRE’

Exposição do fotógrafo lituano Antanas Sutkus terá uma videoconferência com o próprio autor

A CAIXA Cultural São Paulo inaugura, no dia 2 de março, a exposição “Um olhar livre”, do fotógrafo lituano Antanas Sutkus, com aproximadamente 120 fotos, que têm como temática seu principal interesse: as pessoas. Com um olhar único, ele convida o visitante a percorrer, numa perspectiva livre sobre a simplicidade, o cotidiano e a expressão particular de cada um destes indivíduos. A mostra, que segue até o dia 21 de abril, tem entrada franca e patrocínio da Caixa Econômica Federal. A curadoria é de Luiz Gustavo Carvalho.
Por intermédio da mostra “Um olhar livre”, na qual o próprio título sugere o comportamento do público, não existe apenas a oportunidade de se conhecer a obra de um dos maiores fotógrafos da antiga União Soviética, mas também de testemunhar o dia-a-dia daquela população, por meio das imagens, e reinterpretar esse olhar a cada ângulo. Tudo o que foi registrado contradizia a censura socialista e as linhas estéticas, que eram ditadas pelos poderes: o coletivismo das massas. Sutkus passou a ser um dos fotógrafos que mais fugiu ao formalismo soviético.
Antanas Sutkus construiu sua obra ignorando os estandartes dos ideais totalitários. Escapando da censura política, ele descreveu as vidas retratadas de forma justa, meiga, às vezes irônica, mas sempre forte, fugindo de qualquer sistema ou influência.

Sobre Antanas Sutkus:

Um dos mais expressivos fotógrafos da atualidade. Formado pela Universidade de Vilnius, começou a fotografar ainda nos anos 1950, contra os cânones do realismo soviético, então vigentes. Ele também fundou a escola de fotografia na Lituânia, dando assim um grande impulso à fotografia em todos os países bálticos.
Em 1969, sob sua iniciativa, foi fundada a Sociedade da Arte da Fotografia, em Vilnius, que reunia todos os fotógrafos com talento da Lituânia, que tinham as mesmas aspirações. Sutkus foi como um trovador soviético e, conforme relatou numa entrevista sobre a criação da Sociedade, os membros eram patriotas da Lituânia. “Com as nossas fotografias, queríamos mostrar que a Lituânia era diferente de todo o resto da União Soviética. Aspirávamos mostrar o espírito do povo, a sua mentalidade”.
Durante o período soviético, a maior parte da produção fotográfica de Sutkus foi para os arquivos, sem ao menos serem mostradas ao público. Entretanto, algumas fotografias, que chegaram a outros países, atraíram grande interesse e, em 1976, o fotógrafo foi condecorado com um prêmio da Associação Internacional de Fotografia Artística, associação da qual ele é membro até hoje.

Informações e entrevistas:

Maria Vragova – (21) 8634 5374m.vragova@arsetvita.com

Serviço:

Exposição ‘Antanas Sutkus: Um Olhar Livre’
Abertura para convidados e imprensa: 2 de março de 2013 (sábado), às 11h
Visitação: de 2 de março a 21 de abril de 2013
Horário de visitação: de terça-feira a domingo, das 9h às 20h
Local: CAIXA Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo (SP)
Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400
Acesso para pessoas com necessidades especiais
Entrada: franca
Recomendação etária: livre
Patrocínio: Caixa Econômica Federal


quarta-feira, 13 de março de 2013

BUSCA-ME - FOTOGRAFIAS DE BORIS KOSSOY

Apresentando trabalhos de diversos temas e técnicas, como fotos posadas, de lugares e seus detalhes, situações do cotidiano e de paisagens, mostra que o artista ainda é referência na fotografia brasileira.

Pois com seu olhar atento e curioso sempre capta detalhes que escapariam ao observador comum.

Fotos instigantes que nos fazem refletir sobre nossa visão do mundo ao redor. Com uma seleção eclética de trabalhos, nos permite conhecer a produção recente do artista e seus diversos olhares.

Uma única observação a ser feita, não há legendas com informações sobra cada obra, no mais, um belo passeio.



Ronda - Maria Bethania

Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do evento.








BUSCA-ME
FOTOGRAFIAS DE BORIS KOSSOY
NA GALERIA BERENICE ARVANI

Abertura: 12 de março, às 19h – até 19 de abril de 2013

Busca-me, a nova e inédita série concebida por Boris Kossoy (1941, São Paulo), nome fundamental na história da fotografia brasileira – como autor e pensador –, será apresentada nesta sua primeira individual em galeria. Conforme aponta o curador da exposição Diógenes Moura, as 40 fotografias (peças únicas, sem cópias), “não são apenas imagens, nem em seus signos e em suas representações, mas cada uma contém a vida inteira do fotógrafo”.
Segundo Moura, depois da exposição realizada na Pinacoteca do Estado de São Paulo, em 2008, Kossoy recolheu-se como de costume, em casa e em vários países do mundo e está de volta para comprovar que uma fotografia não possui apenas uma face exterior. “E, não sendo exterior, um dos seus manequins poderá inclusive sorrir, ou derramar uma lágrima. A fotografia de Kossoy é precisa: domina o tempo. O espectador sente a presença do fotógrafo invisível querendo sair para encontrar o sol, se aproximar do hidrante vermelho que, como os ETs, estão de volta. Os hidrantes, os ETs ou a natureza onde novamente no meio das folhas encontraremos outra máscara, um grito”, completa o curador.
Em Busca-me, Kossoy evoca seu mundo flutuante, “um roteiro imaginado, entre muitos outros, de situações, prazeres, amores, perfumes e dores que afetaram para sempre seus sentidos. Vemos personagens deste teatro imaginário onde coabitam seres dos dois mundos e imaginamos os espectadores com eles interagindo numa relação secreta e triangular”, explica o fotógrafo. Todo esse universo foi interpretado a partir de paisagens, ruas e praças, o olhar do fotógrafo através das janelas, diante de espelhos, pelo interior de vitrines, nas telas do cinema e da TV e dos aparelhos eletrônicos.
O exigente Boris Kossoy, com seu preciosismo técnico e teórico, extrai, sobretudo, do profundo os fundamentos de sua fotografia. Com isso, vem construindo uma trajetória que o coloca como um dos mais importantes fotógrafos brasileiros, autor de produção aclamada também internacionalmente. Suas obras fazem parte de importantes coleções permanentes, como do Museum of Modern Art - MoMA (N.Y), George Eastman House (Rochester, N.Y), Smithsonian Institution (Washington, D.C.), Bibliothèque Nationale de Paris, Museu de Arte de São Paulo, entre outras.
Como pensador, Kossoy, recentemente assinou a curadoria da elogiada mostra Um olhar sobre o Brasil. A Fotografia na construção da Imagem da Nação, realizada de 12 de novembro de 2012 a 27 de janeiro de 2013, no Instituto Tomie Ohtake. Em sua produção intelectual, destacam-se os livros: Viagem pelo Fantástico, Hercule Florence, a Descoberta Isolada da Fotografia no Brasil; Origens e Expansão da Fotografia no Brasil - Século XIX; Fotografia e História; Realidades e Ficções na Trama Fotográfica; Os Tempos da Fotografia: O Efêmero e o Perpétuo.
Kossoy é também professor titular da Escola de Comunicações e Artes da USP, foi diretor do Museu da Imagem e do Som de São Paulo e do IDART - Divisão de Pesquisas do Centro Cultural São Paulo criou dentro da mesma universidade NEIIM - Núcleo de Estudos Interdisciplinares de Imagem e Memória. É membro do conselho consultivo da Coleção Pirelli-MASP de Fotografia, entre outras instituições culturais.
Galeria Berenice Arvani
Exposição: Boris Kossoy – Busca-me
Abertura: 12 de março, às 19h
Até 19 de abril de 2013
De segunda a sexta, das 10h às 19h30, sábado e domingo, fechado.
Rua Oscar Freire, 540 – Cerqueira César – Fone: 11. 3088-2843
Informações à Imprensa
Pool de Comunicação – Marcy Junqueira
Contatos: Marcy Junqueira e Martim Pelisson Fone: 11. 3032-1599