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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Histórias por Telefone

Neste sábado fomos à primeira peça da nossa temporada 2012 de teatro infantil, e como não poderia deixar de ser, no Teatro Anchieta do SESC Consolação.

Que espetáculo encantador, de uma delicadeza empolgante, conta uma história incomum, que foge de qualquer chavão .

Com um elenco muito experiente, afinal a Cia. Delas de Teatro além de mais de uma década de fundação, possui vários prêmios, inclusive com esta peça, que foi eleita o melhor espetáculo infantil de 2011.

Sem cenário, cuja falta é plenamente compensada pelos figurinos, nos prende a atenção e nos permite viajar em nossa imaginação, vivendo toda a magia daquele momento.

Essa é uma companhia de teatro que a partir de agora, acompanharei de perto.

Abaixo do player, fotos colhidas no facebook da companhia.


Aos nossos filhos - Ivan Lins







terça-feira, 24 de janeiro de 2012

SETE VEZES CIDADE

Com o mote de expor o tema de cidades, foi aberta na Caixa Cultural a Exposição 7X Cidade em que os artistas aproveitando o tema urbano e metropolitano, criaram peças que expõem sua convivência e apreço por seus rincões.

Usando de diversas técnicas os artistas conseguem diferentes efeitos, onde é possível perceber que alguns deles ainda se mantém sob forte influência de seus professores ou ídolos, realizando um trabalho que pode ser considerado como no mínimo uma homenagem ou sequencia do trabalhos dos mesmos sem acréscimo de alguma característica individual própria.

Seguem minhas impressões sobre cada artista, na sequencia das imagens.

Carlos Bracher, com o uso intensivo das tintas tanto na quantidade quanto na profusão de cores, consegue efeitos bem interessantes, que transmitem bem sua visão de Brasília.

G. Fogaça, apesar das cores vibrantes, o resultado é soturno, carregado, talvez, de uma profunda tristeza.

Gregório Gruber, apresenta paisagens serenas de sua São Paulo imaginária, de uma calmaria que existe só em sua mente.

Laura Michelino, em algumas gravuras consegue o efeito tridimensional, que enriquecem o resultado final, fixando nossa atenção para que as apreciemos com o devido vagar.

Marcelo Solá, sem comentários, uma arte primária, feita só para o deleite do artista.

Rubens Ianelli, com uma bela tela e diversos objetos que causam efeitos bem interessantes.



Cidade Vazia - Som 3




Carlos Bracher - Grandes Nuvens e Esplanada

G. Fogaça - Avenida

Gregório Gruber - Pracinha da República

Laura Michelino - Aquarouge

Marcelo Solá - Sem título I

Marilda Passos - Estação 2

Rubens Ianelli - Série Cidades Perdidas - Para Janaína


SETE VEZES CIDADE NA CAIXA CULTURAL SÃO PAULO
Em comemoração ao aniversário de São Paulo, mostra exibe diferentes visões de 7 artistas sobre as cidades
A CAIXA Cultural SP inaugura, no dia 19 de janeiro, na Galeria Vitrine da Paulista, a exposição “Sete Vezes Cidade”, que conta com a curadoria de Enock Sacramento e reúne 35 obras de 7 artistas brasileiros, sendo todas sobre cidades. O patrocínio é da Caixa Econômica Federal e a mostra segue até 4 de março, com entrada franca.
A exposição não tem como objetivo primeiro a crítica aos males da civilização, mas estimular a reflexãosobre a formação urbana original, que apresenta características próprias, tais como  localização determinada e certa extensão territorial, organização de espaços, alta concentração humana, heterogeneidade social de seus habitantes e existência de alguns padrões de convivência. As peças são, em sua maioria, figurativas, algumas no limite da abstração.
As obras que serão expostas têm autoria de sete artistas brasileiros, dos quais Gregório Gruber, Marilda Passos e Rubens Ianelli vivem e trabalham em São Paulo e Carlos Bracher,em Ouro Preto (MG), G. Fogaça e Marcelo Solá, em Goiânia (GO) e Laura Michelino, em Paris (França).
Sobre o curador:
Membro das associações Paulista, Brasileira e Internacional de Críticos de Arte, Enock Sacramento tem considerável experiência como crítico e curador de arte. Participou de mais de 150 júris de salões de arte, curou mais de 100 exposições no Brasil, América Latina, Estados Unidos e Europa, prefaciou cerca de 250 catálogos de exposições, publicou mais de 400 artigos na imprensa e 26 livros sobre arte e artistas brasileiros. Em função de sua atuação, como crítico e curador de arte, recebeu, em 2004, o Prêmio Gonzaga Duque, da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), por atividades desenvolvidas no ano anterior. E, em decorrência de sua trajetória, como critico, recebeu, em maio de 2011, o Prêmio Mário de Andrade, também da ABCA.
Serviço:
Exposição: “Sete Vezes Cidade”


Datas: de 19 de janeiro a 4 de março de 2012
Horário de visitação: terça-feira a domingo, das 9h às 21h
Local: CAIXA Cultural São Paulo (Paulista) – Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2083 – Cerqueira César, São Paulo (SP) - Metro Consolação
Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400
Acesso para pessoas com necessidades especiais
Entrada: franca
Recomendação etária: Livre
Patrocínio: Caixa Econômica Federal

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

We Have All The Time In The World

Essa é umas das músicas que ficaram anos em meu subconsciente, esperando que a identificasse. Um grande amigo, José Paulo Croce, grande apreciador de jazz e da boa MPB, um dia me assobiou uma das passagens dela e me perguntou se a conhecia. Disse que sim, que era do Satchmo e que iria procurar nos discos que tenho dele.

Nisso passaram-se alguns anos, pois além de não a ter em minha discoteca, não sabia seu título. Tendo esse assunto ficado recorrente em nossas conversas, já que José Paulo conseguiu o disco e quase na sequencia o perdeu, antes que pusesse me emprestar.

Não é que na primeira semana do ano, sem nada para fazer a não ser me aborrecer diante da TV, vendo uma retrospectiva de filmes de 007, no filme A Serviço de Sua Majestade com o ator George Lazenby no papel de James Bond, aliás tão inexpressivo que só teve essa participação na série,  escutei-a durante uma das cenas.

Quando comentei essa passagem com JP, ele no dia seguinte me passou o nome dela, quando a "resgatei" e compartilho agora.

Composta por John Barry, com letra de Hal David.




sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Almir Sater

Estava numa dúvida cruel. Começar o ano com nosso maestro soberano, ou repetir Astor Piazzolla, que tenho guardado, tesouros dos dois.

Não é que passeando por uma rede social, vi, e quase caí de joelhos quando assisti a esse vídeo. Postado por nosso irmão de coração Joaquim Barros Neto, sem nepotismo, um dos homens mais finos e elegantes que conheço.

Essa sim é a música de raiz, que fala na alma do sertanejo, feita por quem vive da terra, ou pela terra.

Almir Sater, um grande violeiro, considerado um grande violonista. Na última novela que assisti, Pantanal, ele era o "Cramulhão", filho do capeta, que dava seu recado com o violão.(Meio que inspirado em Robert Johnson)

Que saudades de uma música saudável. Em que havia uma mensagem na canção.


PS.: Conforme comentário abaixo, a cantora é Gisele Sater, irmã de Almir, que eu havia confundido com Monica Salmasso.







Tocando em Frente

Almir Sater

Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte,
Mais feliz, quem sabe
Só levo a certeza
De que muito pouco sei,
Ou nada sei
Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs
É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir
Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
E ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro
Levando a boiada
Eu vou tocando os dias
Pela longa estrada, eu vou
Estrada eu sou
Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs
É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir
Todo mundo ama um dia,
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
E no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz
Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs
É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir
Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz




domingo, 25 de dezembro de 2011

Astor Piazzolla

Passei o Natal junto a uma família de amigos de minha irmã que são de Buenos Aires, e hoje acordei pensando em Piazzolla, seria óbvio que escolhesse seu grande clássico, Adios Nonino, mas não, tem tanta música dele que adoro que fui buscar esse tema que me é caro, Años de Soledad, em que aqui é executado com Garry Mulligan, já que não encontrei um bom registro dele solando.

De uma delicadeza ímpar, de um dos maiores músicos do século XX. Que apresenta um trabalho universal, sem fronteiras ou regionalismos.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O Grande Circo Místico

Pareceria uma grande falta de assunto repetir Edu Lobo, mas por uma incrível coincidência, hoje no canal Brasil, programa de Charles Gavin, foi contada a história desse disco.

Desde a obra anterior "Jogos de Dança", pensada para um balé, e oferecida ao Ballet Guaíra, sua obra já carregava uma grandiosidade e sofisticação raras vezes vistas na MPB; agora sabem porque? Foi aos Estados Unidos estudar música, fazendo cursos de orquestração com Albert Harris e de música para cinema com Lallo Schiffrin.

É, vale a máxima, "Deus ajuda a quem cedo madruga "; de novo digo, sem desmerecê-las, que as professoras de violão de bairro "formam" músicos que pensam que são virtuoses após 10 meses, duas vezes por semana, em aulas de 1 hora. E aí vão cantar em festas agropecuárias, que tem como mote a tortura de animais e a exposição das mazelas de sua vida sentimental, ou mostrar a todos como eles são infelizes por terem sido corneados e que ainda precisam da volta de seu motivo de tristeza.


Agora fiquei num tremendo dilema, qual música desse disco escolher? São tantas, então dessa vez irão três.

Beatriz que tem nessa interpretação de Milton Nascimento a definitiva, Grande Circo Místico com Zizi Possi no começo de carreira e A Bela e a Fera, com o síndico Tim Maia, que com aquele vozeirão abrilhantou o resultado final. 

Divirtam-se como me diverti em mais uma vez escutar esse tesouro.


O Grande Circo Místico - Zizi Possi


Beatriz - Milton Nascimento


A Bela e a Fera - Tim Maia

Há também uma linda interpretação de Gal Gosta em a História de Lili Brawn

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Tom Jobim e Edu Lobo - Vento Bravo

Este é mais um vídeo em que podemos ver como se faz uma obra prima, já tinha mostrado outra cena com Tom e Elis, dos bastidores da gravação de "Chovendo na Roseira".

Temos que observar o apuro e o rigor técnico de Tom Jobim, que reclama do barulho das teclas do piano de Edu Lobo, que estaria sendo captado por seu microfone, e a preocupação de Edu com um solo que estaria saturando o resultado final.

Como ficavam perfeitos os discos de grandes artistas que eram gravados com todos os músicos dentro do estúdio, participando e opinando intensamente durante sua confecção, diferente de hoje em que a gravação de cada instrumento é feita separadamente, às vezes até sem outros integrantes da banda presentes, sendo que o resultado final hoje só depende de um mero produtor que monta suas colchas de retalhos.


Mais uma vez digo que o avanço dos meios de captação de sons digitais, ainda estão muito aquém dos analógicos, que capturavam nuances e principalmente faixas de frequências, tanto as de baixa e de alta, não alcançadas pelos microfones modernos.

Que prazer e satisfação ver dois gênios da música universal fazendo história.

O vídeo abaixo foi postado pelo DivShare, pois o You Tube não permitiu sua reprodução aqui, espero que ele possa ser reproduzido pelo Internet Explorer, se não tentem via o Crome.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O país do futebol





O País do futebol - Milton Nascimento





Neste domingo o país, mais uma vez, parou por causa de um assunto recorrente.

Mas por temas diferentes, em primeiro lugar, com todo o destaque e merecido, a morte do Dr. Sócrates.

Um ídolo, até para quem não dá a menor importância ao futebol, um cidadão que usando de sua fama e respectiva influência junto aos menos favorecidos, ajudou a formar a consciência cívica do povo brasileiro, que começou a perceber que sua opinião tinha valor e que seus anseios tinham que ser satisfeitos.

A última vez que tinha ido a um jogo de futebol, acho que em 1982, foi para ver o Dr. jogar, Corinthians (é assim que escreve?) e Noroeste, só teve um gol e de quem foi? Tem uma história desse jogo, ao retorno do seu time no segundo tempo, Sócrates não retornou, recomeçaram a partida com 10 jogadores, 5 minutos depois ele volta e pede permissão ao juiz para entrar em campo, o estádio teria vindo abaixo pelas risadas se estivesse lotado, imaginem os comentários...

Mas então chegou a hora dos jogos finais do Campeonato Nacional, que tragédia, mais uma vez pão e circo. Até ofuscou a notícia de da demissão daquele ministro que só sairia do governo abatido a tiros..... Hum! Tiro de canhão ou peido de pardal?

Essa música é talvez é o único samba feito por Milton Nascimento, já a tinha usado no post "Craques do Cartum na Copa".







sexta-feira, 25 de novembro de 2011

FERNANDO BOTERO - DORES DA COLÔMBIA NO MUBE

Uma exposição com obras mais recentes sob a temática da violência e das mazelas da Colômbia.

Apesar da contrariedade da embaixadora sobre o tema, dito por ela no discurso de abertura da mostra, há toda uma realidade exposta e escancarada, que espero já seja passado e que Botero possa ver seu país novamente na estabilidade política, econômica e perfeitamente democrática.

Com traços, talvez já cansados, ainda trazem toda a carga emocional do instante; a violência retratada incomoda mas também mostra o inconformismo do povo colombiano com a situação de medo, imposta por poucos mas com o poder das armas adquiridas com o dinheiro do narcotráfico.

Ouvi um comentário durante a visitação em que foi citado a série "Os horrores da guerra" de Goya, fiquei chocado com a aparente bobagem, mas depois de uma breve reflexão pude perceber um paralelo, ainda que distante. Será que o artista tinha isso em mente quando quis registrar os horrores do terrorismo na realidade de sua terra? Fica a questão para que cada um tire suas conclusões.

O artista vivo com as obras mais valiosas entra para história após ter criado uma estética única pela qual será sempre lembrado.

Já tinha visto duas grandes retrospectivas de Botero, no MASP e no Museu Nacional de Belas Artes em Buenos Aires, onde foram mostradas obras que abrangiam toda sua carreira, diferente desta que se atém num único tema.


Tempo - Lucio Dalla

Abaixo das imagens, em alta definição, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do MUBE.










“DORES DA COLÔMBIA no Mube”
Aori e Circuito cultural Bradesco seguros trazem a capital coleção de obras políticas assinadas por Fernando Botero

Depois do sucesso da edição realizada em 2007 no Memorial da América Latina, a exposição “Dores da Colômbia” está de volta a São Paulo
A Colômbia tem orgulho de expressar seu anseio por liberdade através da arte. “Dores da Colômbia” reflete as dores da humanidade. Botero se refere à Colômbia para ilustrar suas angústias sobre a própria condição humana. Em nosso país, essas dores foram a base para a construção de uma sociedade justa” –
Maria Elvira Pombo Holguin, Embaixadora da Colômbia no Brasil
De volta a São Paulo, a individual do pintor colombiano Fernando Botero “Dores da Colômbia” retorna a capital no dia 25 de novembro e segue em cartaz até 08 de janeiro de 2012, no MuBE (Museu Brasileiro da Escultura), zona oeste da capital. A iniciativa - que conta com o patrocínio do Grupo Bradesco Seguros - reúne 67 obras doadas pelo artista colombiano Fernando Botero ao Museu Nacional da Colômbia entre 2004 e 2005. “Sempre quis trazer essa coleção de volta ao Brasil. O conjunto dessa obra mostra como a arte pode denunciar a violência e propõe uma reflexão sobre a sociedade”, diz a produtora executiva da Aori, Denise Carvalho, responsável pelo retorno da mostra ao País.
As seis aquarelas, 36 desenhos e 25 pinturas, que já percorreram várias cidades europeias e latino-americanas, mostram os abusos sofridos pelo povo colombiano como consequência da ação de grupos guerrilheiros, políticos e paramilitares. O conflito que resultou no exílio de 1,5 milhão de colombianos nas últimas décadas é ao mesmo tempo um movimento social que busca as bases para a justiça no país.
Embora retrate uma situação trágica de um período bem determinado, Botero criou as composições com pinceladas de cores vibrantes capazes de atrair e envolver cada vez mais pessoas de todo o mundo no drama colombiano e de outros países que vivem conflitos sociais.
“Dores da Colômbia” dialoga com uma corrente artística que vincula a arte à política. Dentro desse contexto encontramos outros mestres importantes que imprimiram discurso e fatos históricos em suas telas. Francisco Goya, com “Desastres da Guerra” e Pablo Picasso com “Guernica”, recriam a sua maneira, atos cometidos durante períodos de turbulência vividos em seus países.
A mostra tem curadoria do próprio Museu Nacional da Colômbia, localizado em Bogotá. De acordo com a diretora do Museu, Maria Victoria Robayo, o conjunto se integra ao programa de exposições itinerantes que tem como um de seus objetivos fazer um apelo à consciência para evitar que os horrores da guerra se repitam.
“Botero disse várias vezes que, apesar de não residir na Colômbia há mais de 40 anos, sente-se muito próximo de seu povo. Trata-se de um convite à reflexão sobre as circunstâncias dolorosas que violam os direitos humanos”, explica Maria.
Em 2012, “Dores da Colômbia” tem como destino as capitais Porto Alegre e Belo Horizonte, janeiro e abril respectivamente.
A passagem pelas três capitais brasileiras da exposição “Dores da Colômbia” faz parte do Circuito Cultural Bradesco Seguros, que apresenta para o público brasileiro um calendário diversificado de eventos artísticos com espetáculos nacionais e internacionais de grande sucesso, em diferentes áreas culturais como dança, música erudita, artes plásticas, teatro, concertos de música, exposições, etc.
• Fernando Botero: Pintor e escultor colombiano nascido em Medellín, no ano de 1932, é um dos artistas mais prestigiados da América Latina e tem peças expostas nos mais importantes museus internacionais. Entre as suas obras mais conhecidas estão as releituras bem-humoradas e satíricas de “O Casal Arnolfini”, de Jan van Eyck, e “Mona Lisa”, de Leonardo da Vinci. Em ambas, figuras humanas e animais são pintados de forma arredondada e estática. Esse padrão estético é a marca registrada do artista que através de sua arte, tornou-se o embaixador cultural da Colômbia pelo mundo. Botero é um dos artistas renomados latino americanos ainda vivo e atualmente, mora na França.
Aori Produções Culturais: A Aori foi criada em 2002, pela produtora executiva Denise Carvalho. A empresa desenvolve, gerencia e produz conteúdos culturais, como projetos de exposições e edições de livros nas áreas de patrimônio cultural brasileiro, temas sociais e artes visuais. Seus trabalhos primam pelo critério de suas escolhas, qualidade do planejamento à execução, e sofisticação dos resultados. www.aori.com.br
· MUSEU BRASILEIRO DA ESCULTURA (MuBE) Desenvolve extensa e diversificada programação cultural, com exposições, cursos, seminários, palestras e recitais de piano. São realizadas, em média, vinte e cinco exposições/ano, abrindo espaço para novos talentos, além de apresentar mostras de artistas renomados, nacionais e internacionais.
O Museu recebe, aproximadamente, 150.000 visitantes por ano. As exposições contam com visitas monitoradas para crianças, estudantes, grupos de terceira idade e público em geral.

O MuBE conta com apoio institucional de 3M, Stella Artois, Kettel One e BMW, viabilizado via ProAC / Governo do Estado de São Paulo.
Serviço
“Dores na Colômbia” | São Paulo:
Abertura: 24 de novembro de 2011.
Visitação: 25 de novembro de 2011 a 08 de janeiro de 2012.
Local: MuBE (Museu Brasileiro da Escultura) | Av. Europa, 218 – Jardim Europa São Paulo
Dias: Terça a domingo das 10h às 19h
(11) 2594-2601 - mube@mube.art.br
Entrada Gratuita
• Próximas Capitais | 2012
-Porto Alegre – de 20 de janeiro a 08 de março de 2012.
-Belo Horizonte – de 18 de abril a 02 de junho de 2012.
Realização: Aori Produções Culturais
Apoio: Avianca e Associação dos Amigos do Museu Nacional da Colômbia
Patrocínio: Bradesco Seguros
Assessoria de Imprensa Aori Produções:
Baobá Comunicação Cultura e Conteúdo
Tel.: [11] 3482-2510 • 3482-6908
Informações para Imprensa
Alfredo Cesar de Souza – alfredo@sacomunicacao.com
(11) 3054-3336/ 9954-6684
Rogério Araújo – rogerio@sacomunicacao.com
(11) 3054-3338/ 8015-0060

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

EstúdioBuck na P/ARTE

Estive na abertura da P/ARTE - feira de arte contemporânea - onde tive a oportunidade de conhecer obras de vários novos artistas, que surgem agora no vasto universo de nossas artes plásticas, como também vários já consagrados que são referências tanto como criadores, como determinantes de valor mercado.

Dentre várias galerias participantes, algumas me chamaram especialmente a atenção, que além de terem um acervo precioso para meu gosto, como o EstúdioBuck, primaram pela simpatia, atenção e cordialidade com que receberam seus convidados, compradores e diletantes. Mostrando suas peças e fornecendo todas as informações solicitadas.

Tanto que as imagens aqui mostradas foram fornecidas por sua diretora que entendeu a proposta deste espaço, mantendo minha vontade de sempre trazer as belezas que vejo e conheço.




Resolução - Milton Banana Trio


Uma coisa impressionante nesta feira foi perceber a força do mercado de arte no Brasil; no pouco tempo que estive neste evento pude testemunhar que as pessoas estavam comprando, e muito.

As obras abaixo estavam em exposição e foram as que mais me agradaram.




Roma Drumond





Antonio Lizárraga





Armando Sendin

domingo, 13 de novembro de 2011

Steve McCurry – Alma Revelada

Fotos icônicas que fazem parte de nosso subconsciente. De uma beleza ímpar, de um profissional que sabe como poucos capturar a emoção de um momento pela expressão dos fotografados. Com o tema "Alma Revelada" concentra-se em retratos que expõem e escancaram o íntimo do fotografado.

Há nesta mostra a foto de um menino, talvez 10 anos, que me chocou, apontando uma pistola contra a própria têmpora, chorando, mostra toda a angústia e desesperança que lhe vai no pensamento, espero sinceramente que ele tenha sido demovido de sua intenção.

Agora, em contraponto a esta foto há várias de uma beleza deslumbrante, que nos enlevam a um mundo mágico e misterioso.

Todas as obras feitas ainda com o filme Kodachrome, extinto em 2009, que teve seu último rolo revelado em 2010, num laboratório no Kansas, que fechou logo após esse processo, do último filme fornecido pela Kodak ao artista. Vale aqui um aparte, a tecnologia digital ainda não alcançou a pureza e a sofisticação de captação de imagens e sons que conseguíamos com as tecnologias analógicas, mesmo com a compressão das músicas no formato mp3, as que foram gravadas antes deste advento carregam faixas de frequências não registradas pelos modernos microfones; mesmo as fotos feitas com as câmeras mais sensíveis ainda perdem em muito quando comparadas às imagens fixadas quimicamente.

Com uma seleção que nos mostra somente uma pequena parte de sua magnifica produção merece a visita, pois apresenta vários trabalhos que já são clássicos da fotografia mundial.


Abaixo das imagens (carregadas em alta definição), o "press-release" fornecidos pela assessoria de imprensa do Instituto Tomie Ohtake.



Happiness is a Warm Gun - The Beatles



Steve McCurry, Sharbat Gula, Afghan Girl, Pakistan, 1984

Steve McCurry, September 11, New York, NY, USA, 2011

Steve McCurry, September 11, New York, NY, USA, 2011

Steve McCurry, Monks Praying at Golden Rock, Kyaikto, 1994

Steve McCurry, Flower Seller, Dal Lake, Kashmir, 1996

Steve McCurry, Fisherman at Weligama, South coast, Sri Lanka, 1995

Steve McCurry, Dust Storm, Rajasthan, Índia, 1983

INSTITUTO TOMIE OHTAKE

APRESENTA

Steve McCurry – alma revelada

Abertura: 10 de novembro de 2011, às 20h - 29 de janeiro de 2012

A mostra realizada em parceria com a Galeria Babel traz cerca de 100 imagens que passam pelos muitos lugares e muitas cores vivas presentes no trabalho do fotógrafo americano, trazendo também as guerras, o atentado de 11 de setembro e seu último rolo Kodachrome.

Reconhecido universalmente como um dos maiores criadores de imagens da atualidade, o autor da famosa foto da menina Afegã e membro da Magnum Photos desde 1986 conquistou vários entre os mais importantes prêmios da fotografia. McCurry, de acordo com a tradição mais refinada dos documentaristas, captura a essência das lutas e das alegrias humanas.

A exposição reúne alguns dos mais marcantes e reconhecidos grupos de imagens de países como a Índia, Paquistão e Nigéria. Há décadas McCurry percorre lugares incomuns, trazendo consigo imagens cuja solidez narrativa alimenta fantasias, mistérios e deslumbramentos acerca do desconhecido – o “outro” que conhecemos através de jornais, filmes e revistas. Estão nesses grupos de imagens retratos como a da garota afegã refugiada que encara a lente da câmera com um olhar que se tornou célebre em todo o mundo, ao lado de cenas de festividades e rituais indianos que parecem saídos dos sonhos dos mais inventivos diretores de arte e cenógrafos. A estas imagens, juntam-se visadas para paisagens naturais tão deslumbrantes quanto surpreendentes, sobretudo algumas registradas no Afeganistão, de onde o senso comum não espera senão imagens de guerra e miséria.

A exposição, contudo, não ignora a produção feita por McCurry ao pensar visualmente a marca dos conflitos geopolíticos que marcaram as últimas décadas, e traz um abrangente recorte destas cenas. Nesse conjunto, vemos as cicatrizes da violência diretamente incrustadas nas terras das regiões afetadas, contextualizadas pelo mesmo território impressionante cultural e geograficamente que se revela na primeira parte da exposição.

O destaque, então, se dá pela inclusão de seis fotografias feitas em 11 de Setembro de 2001, em Nova York. A diferença entre a destruição das torres gêmeas e os inúmeros conflitos registrados, por exemplo, no Kuwait, é que o ataque em solo americano foi transmitido em tempo real para todo o planeta. Por isso, independentemente de afinidades ideológicas, entende-se essa tragédia de outra maneira: conhece-se o seu tempo e o choque que provocou. A destruição nos escombros do World Trade Center, da forma como foi registrada por McCurry, ressignifica todas as demais imagens de guerra presentes na exposição.

Por fim, um grupo de imagens reunido por sua qualidade processual nos aproxima de McCurry enquanto profissional. Trata-se das fotos tomadas com o último rolo Kodachrome – película famosa entre os fotógrafos por sua qualidade cromática e que deixou de ser fabricada pelo avanço das tecnologias digitais – que passou pela mão de McCurry. Ciente da escassez que tornava o rolo de filme de alguma maneira especial, o fotógrafo teve que repensar o ritmo e a densidade do ato fotográfico. A série traz, no mesmo rolo, imagens de Robert de Niro, atores da Bollywood indiana, cenas urbanas e, até, os pés descalços do fotógrafo diante da televisão em um quarto de hotel.

Exposição: Steve McCurry – alma revelada

Abertura: 10 de novembro de 2011, às 20h (convidados)

Até 29 de janeiro de 2012, de terça a domingo, das 11h às 20h – entrada franca

Instituto Tomie Ohtake

Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) - Pinheiros SP Fone: 11.2245-1900

Informações à Imprensa

Marcy Junqueira – Pool de Comunicação

Contato: Martim Pelisson / Fone: 11.3032-1599

marcy@pooldecomunicacao.com.br / martim@pooldecomunicacao.com.br