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domingo, 26 de junho de 2011

Clube da Esquina

Dia desses conversando com um amigo tive um pensamento sobre a música brasileira, presenciei algumas escolas importantes da MPB, como a Bossa Nova e a Tropicália, que foram muito importantes na formação de nosso caráter musical.




A Bossa Nova ficou datada, sem crescer e se modificar, ficando presa em seu minimalismo.

A Tropicália diferentemente tinha uma exuberância que talvez nunca seja mais seja atingida, tanto nos arranjos, como na execução e letras subvertendo o que até então eram dogmas na nossa música. Tendo seus integrantes partido para suas carreiras solos, quase sempre brilhantemente, sendo até hoje referência às novas gerações.

Mas o que sempre mais me agradou foi o Clube da Esquina, da turma de Belo Horizonte, com músicos excepcionais, que também subverteram princípios intocáveis na forma de se fazer música. Todos eles são reconhecidos mundialmente, tendo às vezes mais sucesso no exterior do que aqui. Poderia citar uma extensa lista deles, mas ficarei só nos principais, Milton Nascimento, Wagner Tiso, os irmãos Borges, Beto Gudes, Flávio Venturini, entre outros.




Clube da Esquina


Essa semana vi duas manchetes citando o nome de uma cantora que é o sucesso instantâneo da estação, Paula Fernandes, mas não é que minha curiosidade acabou na terceira linha da matéria?

Quando li que ela canta música sertaneja foi um balde de água fria, e ao mesmo tempo um alívio, pois pensei que como seria possível não conhecer uma cantora com tal sucesso? Só sendo ela cantora deste tipo de música, que não me traz o menor interesse, pois não consigo perceber o menor valor artístico nestas obras, apesar das grandes bandas de apoio, do volume sonoro e da pretensão dos mesmos.

Já me disseram, citando Caetano, que quem vende 20 milhões de discos no merece crítica. Minha resposta veio com uma pergunta:-"Quantos discos destes artistas você tem em sua discoteca?" Sabem a resposta? - "Nenhum!"

Mas não é só os novos sertanejos, estas bandas baianas, que tocam em cima de caminhões ou em grandes espaços, também não me dizem nada.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Chovendo na Roseira - Tom & Elis

Este é um vídeo de como nasce uma obra prima.

Filmado em Los Angeles, durante o processo de gravação e finalização do disco Elis & Tom, presente que Elis escolheu pelos seus 10 anos junto à gravadora Philips.

Poderia ela ter escolhido qualquer prêmio material, mas ciente da importância de sua história com Tom Jobim, optou pela gravação com o nosso "Maestro Soberano", então, e talvez ainda, o maior músico brasileiro.

Observem a concentração de todos os envolvidos, a cantora, o maestro, o arranjador e o produtor buscando sempre o melhor resultado, todos dentro do estúdio, criando e gravando juntos. Como penso que deva ser até hoje a criação de uma boa obra musical.





domingo, 12 de junho de 2011

Pés Descalços

Mais um grande espetáculo infantil, com bonecos que possuem expressões faciais que complementam a dramaturgia.

De um começo inexpressivo, quase chato, transforma-se em uma peça empolgante, cheia de magia e emoção.

A história me levou aos meus 7 anos, quando vivíamos tão intensamente nossas brincadeiras que elas se tornavam reais na nossa imaginação. Passei grande parte da função todo arrepiado, tomado pela genuína emoção dos personagens.

Agora, o melhor aval ao espetáculo foi dado por Maria Lydia, que com quase 4 anos, chegou em casa cantando as músicas da peça.

Um grande programa a se fazer com os filhos, principalmente porque o Teatro Anchieta, do SESC Consolação tem o melhor horário para peças infantis, aos sábados, 11:00 hs.

Abaixo do vídeo de uma cena do espetáculo, colhido no site da companhia, as informações do SESC.






Pés descalços

SESC Consolação
Dia(s) 04/06, 11/06, 18/06, 23/06, 25/06
Sábados e feriado às 11h.
Espetáculo de teatro de animação que fala, de forma simples, da beleza do encontro, da aceitação do outro, do despojar-se de idéias pré-concebidas, da força da imaginação e do ato criativo. A história narra o encontro de um menino e uma menina e da criação de um mundo que eles são capazes de construir dentro de um simples tanque de areia... Um mundo sem muros e com os pés descalços. Teatro Anchieta. 55min.


LIVRE - esta atividade será melhor aproveitada a partir de 4 anos
R$ R$ 8,00[inteira]
R$ R$ 4,00[usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante]
R$ R$ 2,00[trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes]

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O novo viral da Vivo - Eduardo e Mônica

Tenho que "tirar o chapéu" para a agência de propaganda que cuida da conta da Vivo, em menos de um ano emplaca dois "virais".

Com o filme O último gol de Pelé, que por um mero acaso, fui um dos primeiros a divulgar, e que neste espaço já teve mais de 150.000 acessos, criou uns dos maiores sucessos da internet de todos os tempos.

E agora nos brinda com mais essa maravilha, todo feita em cima de uma das mais lindas músicas de Renato Russo que é cultuada, penso que, já por 3 gerações.

Desta vez passei desapercebido por seu lançamento, vim a conhecê-lo por indicação de algumas amigas muito queridas no FB.

E que surpresa agradável saber que as coisas que gosto, e procuro preservar, ainda são referência dentro da nossa realidade, servindo de inspiração ao cotidiano de agora.

Divirtam-se como eu me diverti. É uma atração de primeira, uma lição de cinema publicitário, que com certeza fará com seus criadores abracem o cinema que conta uma história, como entre outros, Fernando Meireles.





quarta-feira, 1 de junho de 2011

Dave Brubeck Quartet - Blue Rondo à la Turk

Mais uma grande música do disco genial Time Out de Dave Bubreck, de 1959, onde também foi gravada a música Take Five, talvez a mais famosa do grupo, que é lembrada pelo inusitado compasso 5/4.

Claramente inspirada na "Rondo alla Turca" de Mozart, possui momentos que nos levam à sua fonte de inspiração.

Um grande clássico do Jazz, que quando foge dos longos improvisos, torna-se uma arte quase sublime.





terça-feira, 24 de maio de 2011

A banda mais bonita da cidade

Já estava me achando um velho ranzinza, afinal de contas fazia muito tempo que não me entusiasmava com um artista ou conjunto musical contemporâneo.

Tinha visto algumas chamadas para este link no FB e não tinha tido a curiosidade de assistir ao "clipe".

Fui assistí-lo, quando ao ler um artigo no blog Amigos do Mania Colorida, percebi que ele estava em destaque dentro da página inicial do mesmo.

Que surpresa agradável, uma música linda, com uma letra de apenas 3 estrofes, me permite dizer que se os integrantes dessa banda mantiverem essa alegria e a proposta de trazer coisas belas, terão um futuro brilhante.

A banda é constituída por artistas formados em música ou produção musical na Universidade Federal do Paraná. Essa informação reforça minha crença de que só se produz arte de qualidade quem tem profundo conhecimento das técnicas à sua disposição. Não adianta fazer um semestre de aulinhas de violão com a professora do bairro e achar que é um virtuose.

Apesar da idéia do "clipe" não ser original, a filmagem e a sonorização foram muito bem feitas, conseguindo este resultado espetacular.





Oração


Meu amor essa é a última oração
Pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na dispensa

Cabe o meu amor!
Cabe em três vidas inteiras
Cabe em uma penteadeira
Cabe nós dois

Cabe até o meu amor
Essa é a última oração pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na dispensa

Cabe o meu amor!
Cabe em três vidas inteiras
Cabe em uma penteadeira
Cabe essa oração

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Amargo Pesadelo - Dueling Banjos (Deliverance)

Quem não assistiu a este filme, e vê esta cena vai achar que é uma história sobre uma aventura bucólica de 4 amigos que decidem descer um rio cheio de corredeiras.

Grande engano, o filme apresenta a extrema violência, mostrando o ser humano beirando a barbárie, onde pela distância da "civilização" permite que seus instintos mais primais aflorem.

Lembro que há 35 anos vi o filme, comentei-o com o pai de uma amiga, quando este me perguntou se a versão que tinha visto tivera cortes. Ele então me explicou que o tinha visto nos Estados Unidos, na versão integral onde fora mostrada a cena do estupro de um dos personagens, e que no lançamento aqui no Brasil esta fora censurada. A versão que vi continha esta cena.

Uma aula de cinema, de como se fazer um grande filme; leiam a sinopse e curiosidades neste link que contém várias informações pertinentes.

P.S.: Há uma lenda de que esta cena não estava no script e que foi tomada por um acaso, que o menino do banjo seria autista e que o duelo foi uma coisa espontânea. Não foi, além de ter sido dublado, o banjo que é mostrado em cena é de um tipo diferente do que toca a música. Ver este link, em que são contadas, também, várias curiosidades sobre o filme.



terça-feira, 17 de maio de 2011

Charles Landseer

Diferente de Debret, Charles Landseer apresenta técnicas rígidas acadêmicas no início das obras, depois distancia-se, é menos detalhista e usa de hachuras no preenchimento de certas figuras dentro de uma paisagem; talvez porque, como está explicado no "release" dos curadores, as pranchas desta missão foram confiscadas por seu patrocinador, impedindo assim a conclusão das obras.

O colorido das aquarelas é mais contido, sem a exuberância dos outros artistas vindos nas mais diversas missões artísticas e culturais daquela época.( Vide "A expedição Langsdorff" e "Coleção Brasiliana Itaú")

Grande mostra do IMS , apesar do espaço modesto para exposições. Depois da fusão do Unibanco com o Itaú, Higienópolis, num raio de 200 mts da praça Buenos Aires, tem 6 agências do banco, incluída a do mesmo prédio do Instituto. Seria muito bom para a cultura paulistana, se essa agência fosse absorvida pelas demais, possibilitando a ampliação do espaço expositivo.

Mais uma vez, um mecenas brasileiro resgatou este tesouro, devolvendo-o a quem é de direito, a terra que inspirou estas maravilhas.



Cais - Elis Regina

Abaixo das imagens, o "press-release" dos curadores, fornecidos pela assessoria de imprensa do IMS.

Escravo segurando tocha, Rio de Janeiro, lápis, bico de pena e aguada sépia, 1825-1826


Corcovado visto da Capela da Conceição, Rio de Janeiro, aquarela, 1825-1826


Imperatriz Leopoldina, bico de pena, 1825-1826

Cidade nova vista do morro do Livramento, Rio de Janeiro, aquarela realçada com branco, 1825-1826


Entrada da barra do Rio de Janeiro vista da praia Vermelha, lápis e aquarela, 1825-1826


IMS-SP abre exposição com desenhos e aquarelas do inglês Charles Landseer feitas durante viagem de Portugal ao Brasil entre 1825 e 1826

O Centro Cultural do IMS em São Paulo abre, em 10 de maio, às 19h30, a exposição Charles Landseer: desenhos e aquarelas de Portugal e do Brasil – 1825-1826. Trata-se da maior exposição individual das imagens feitas por Landseer como artista oficial da missão diplomática britânica – chefiada por Charles Stuart – que tinha o objetivo de negociar o reconhecimento, por parte de Portugal e da Grã-Bretanha, do recém-independente Império do Brasil. A mostra ficou em cartaz no IMS-RJ de janeiro a abril de 2010 e foi sucesso de público.

Com curadoria de Leslie Bethell, professor emérito de história latino-americana na Universidade de Londres, a exposição reúne cerca de 90 desenhos e aquarelas e mais dois óleos, estes últimos feitos pelo artista anos após a missão, baseando-se nos registros feitos em Brasil e Portugal.

Charles Landseer (1799-1879) é considerado um dos mais importantes artistas viajantes que visitaram o Brasil nas duas décadas posteriores a 1808 – como Nicolas Antoine Taunay, Jean-Baptiste Debret, Thomas Ender, Johann Moritz Rugendas, Augustus Earle e o botânico William John Burchell, este também integrante da missão Stuart.

Durante os três meses que passou em Portugal, Landseer fez mais de 90 desenhos e aquarelas dos mosteiros, igrejas, palácios e castelos de Lisboa e das localidades vizinhas, assim como do povo das ruas lisboetas: marinheiros, barqueiros, camponeses, trabalhadores, mendigos, padres e frades.

Já no Rio de Janeiro, onde permaneceu por cinco meses, o artista produziu mais de uma centena de desenhos e aquarelas. Ali foi a natureza tropical o que mais o impressionou, assim como a escravidão urbana – os cativos africanos que trabalhavam como criados domésticos, carregadores e artesãos.

Landseer também acompanhou Stuart em viagens pelo litoral, ao norte e ao sul do Rio de Janeiro, e registrou as paisagens e os moradores das cidades por onde passaram: Recife e Olinda, Salvador, Vitória, Desterro (Florianópolis), Santos e São Paulo. Por fim, na viagem de regresso à Inglaterra, fez ainda vários desenhos dos Açores e de sua população.

Livro: Charles Landseer: desenhos e aquarelas de Portugal e do Brasil – 1825-1826

A publicação, com mais de 200 imagens, funciona como uma narrativa visual do trajeto feito por Landseer, em que cada capítulo representa uma etapa de sua viagem. Bilíngue (inglês/português), o livro tem texto de introdução de Leslie Bethell, que contextualiza a produção artística de Landseer com o cenário histórico da época, vivido entre Brasil, Portugal e Grã-Bretanha.

Charles Landseer: desenhos e aquarelas de Portugal e do Brasil – 1825-1826

236 pp.

ISBN: 978-85-86707-49-0

21 x 25,5 cm

R$ 140,00

Sobre Charles Landseer:

Landseer recebeu rigorosa formação de seu pai, o gravador John Landseer, de professores particulares e na Academia Real em Londres. Os mais de 300 desenhos (a lápis, tinta e carvão) e aquarelas realizados durante a missão Stuart a Portugal e ao Brasil, guardados em um grande caderno de desenhos encadernado em couro, são um tributo à seriedade e à diligência com que realizou sua tarefa como artista oficial.

De volta à Inglaterra, sir Charles Stuart insistiu em ficar com o caderno de desenhos de Landseer, alegando sua condição de chefe da missão. O caderno permaneceu então sob a guarda da família Stuart, no castelo de Highcliffe, por quase um século. Somente em 1926 seria adquirido pelo empresário e colecionador carioca Guilherme Guinle, que, antes de morrer, em 1960, presenteou o sobrinho – o banqueiro Cândido Guinle de Paula Machado – com o que se tornara conhecido como Álbum Highcliffe. Em 1999, o álbum foi incorporado ao acervo do Instituto Moreira Salles.

Charles Landseer: desenhos e aquarelas de Portugal e do Brasil – 1825-1826

Exposição: De 10 de maio a 10 de julho

Horário de visitação: de terça a sexta-feira, das 13h às 19h

Sábados e domingos, das 13h às 18h

Entrada franca.

Classificação livre.

Instituto Moreira Salles - São Paulo

Rua Piauí, 844, 1° andar, Higienópolis.

Tel.: (11) 3825-2560

Informações para a imprensa:

Nathalia Pazini - (11) 3371-4490

nathalia.pazini@ims.com.br

Priscila Oliveira - (11) 3371-4460

priscila.oliveira@ims.com.br

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Johnny Mathis canta com Agostinho dos Santos no Brasil 1971

Enquanto faço meu novo comentário, mostro essa jóia, que tinha guardado já há algum tempo.

Não lembro como tive essa recordação, procurei no youtube, que hoje em dia tem quase tudo o que buscamos.

Agostinho dos Santos foi um dos maiores cantores brasileiros de todos os tempos, morreu cedo, naquele desastre aéreo em Orly.

Neste vídeo gravado num show da extinta TV Excelsior, onde era o Teatro Cultura Artística, podemos ver como era ser um bom cantor.

Dois ícones da música popular, tanto da americana, quanto da brasileira, se encontram e apresentam uma quase oração.

Num único microfone, demonstram a plena arte de cantar, sem nenhuma correção que hoje é comum nos novos "talentos".




quarta-feira, 4 de maio de 2011

Debret - Viagem ao Sul do Brasil

Uma memorável exposição, daquelas de lembrarmos por muito tempo, tanto pela importância do artista, como pela beleza das obras expostas.

Os 60 desenhos e aquarelas apresentados primam pela riqueza de detalhes, precisão do colorido e por trazer-nos paisagens de nossas terras que nunca conheceríamos de outra forma.

É de se admirar o preciosismo com que as obras foram executadas, quase todas em suportes de aproximadamente 30X15 cms, com minúcias que nos levam para dentro da cena.

Da coleção dos Museus Castro Maia, nos lembram da importância de Raimundo Ottoni de Castro Maia dentro do universo das artes plásticas brasileiras, que junto com Assis Chateaubriand, Roberto Marinho, Gilberto Chateaubriand, Armando Álvares Penteado entre outros criaram a memória pictórica brasileira, sejam como compradores de obras consagradas ou como mecenas de novos talentos, dispondo depois seus acervos à disposição do público.



Valsa de uma cidade - Tim Maia


Abaixo das imagens, carregadas em alta definição, o "press-release" fornecidos pela assessoria de imprensa da Caixa Cultural.









VIAGEM DE DEBRET COMEÇA PELA CAIXA CULTURAL SP

A mostra reúne 60 obras (aquarelas e desenhos) do famoso pintor francês

que retratam o sul do Brasil no início do Século XIX

A Caixa Cultural São Paulo inaugura, no dia 3 de maio, às 19h, a exposição “Debret – Viagem ao Sul do Brasil”. A mostra, com a curadoria de Anna Paola Baptista, reúne 60 aquarelas e desenhos, realizados pelo artista francês Jean-Baptiste Debret, que chegou ao Brasil em 1816, integrando a Missão Artística Francesa, e aqui permaneceu por 15 anos. Todo o conjunto pertence ao acervo dos Museus Castro Maya, detentor da maior coleção de obras de Debret existente no Brasil. A exposição segue até o dia 19 de junho, com entrada gratuita, na galeria Vitrine da Paulista.

A exposição é dividida em dois conjuntos: aquarelas e desenhos, feitos pelo artista na viagem ao Sul do Brasil, em 1827, na comitiva do imperador D. Pedro I, que percorreu os estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O artista pintou belas marinas da costa sul brasileira, paisagens da mata nativa, índios, brancos e negros, em seu cotidiano, destacando-se as festas e as tradições populares. O segundo conjunto é composto por célebres aquarelas realizadas no Rio de Janeiro, que retratam a vida urbana na Corte, desde a pompa do Império até o dia-a-dia de escravos, seus hábitos, vestimentas, e os trabalhos por eles executados. Toda a crônica do cotidiano urbano da cidade, e de seus habitantes, transparece nas aquarelas do artista.

Debret é o mais conhecido dos artistas que compunham a Missão Artística Francesa. Sua obra fez a crônica da vida urbana no Brasil imperial, apresentando os tipos humanos, hábitos, costumes e festas populares, além de espetaculares paisagens da mata atlântica e de marinas que revelam a iconografia histórica do Brasil, num grupo de obras que poucas vezes itinerou pelo país.

As obras, que compõem a exposição “Debret – viagem ao Sul do Brasil”, foram adquiridas pelo mecenas Raymundo Ottoni de Castro Maya, em Paris, no final dos anos 1930, com o intuito de resgatar os originais de Debret, que haviam servido de base para o livro Viagem pitoresca e histórica ao Brasil, que o artista lançou na França. O colecionador também adquiriu um importante material inédito, que ficara de fora da publicação.

Segundo a curadora Anna Paola, as imagens do sul contrariam algumas das mais marcantes características do trabalho de Debret: a flagrante sensação de intimidade e proximidade com a cena retratada, que emana de suas aquarelas sobre o Rio de Janeiro. Nas cenas do sul, ao contrário, predominam as vistas ao longe, tomadas a partir de um ponto de observação distante e alto.

“Alguns historiadores acreditam que Debret não chegou realmente a empreender o deslocamento ao sul, tendo se utilizado de relatos e desenhos de outros viajantes para compor os trabalhos” explica a curadora. “Até o momento, não temos documentos que resolvam essa questão, mas pergunto: isso é o mais importante? A viagem de Debret ao sul pode até não ter sido física, revela-se, porém, como construção mental e artística de uma paisagem, de uma representação que a coloca indubitavelmente na categoria de viagem”, completa.

A produção da mostra está a cargo de Izabel Ferreira, da Memória Visual Produção Cultural, e é patrocinada pela Caixa Econômica Federal.

Sobre Jean-Baptiste Debret

O artista nasceu em Paris, em uma família de artistas, sobrinho-neto do pintor e gravador François Boucher e primo de Jacques-Louis David, grande mestre do Neoclassismo. Estudou na Academia de Belas Artes e tornou-se um dos pintores oficiais do império francês, retratando as façanhas de Napoleão. Desgostoso com a morte de seu único filho e com a derrocada de Napoleão Bonaparte, o artista aceita participar da Missão Artística Francesa, que vem ao Brasil à convite de D. João VI.

Nos 15 anos passados no Brasil o artista retratou a vida urbana do Rio de Janeiro, o cotidiano da corte, desde as celebrações oficiais com desfiles militares até o dia-a-dia da damas, as vestimentas, seus hábitos e costumes, as tradições e festas populares, os escravos que tudo vendiam nas ruas da cidade, a bela arquitetura colonial e a floresta, a natureza luxuriosa da floresta atlântica brasileira.

Sobre os Museus Castro Maya

Os Museus Castro Maya, no Rio de Janeiro – Museu do Açude e Museu da Chácara do Céu –, têm origem na coleção de arte, formada ao longo da vida, pelo empresário, colecionador e mecenas das artes Raymundo Ottoni de Castro Maya (1894-1968).

Filho de colecionadores, Castro Maya conservou e aumentou significativamente a coleção herdada, adquirindo obras de arte, nacionais e estrangeiras, do Século IV a.C. ao Século XX. Sua coleção se apoia em múltiplos interesses, incluindo a arte moderna brasileira, arte oriental, arte européia dos séculos XIX e XX, Brasiliana, mobiliário, porcelana e prataria, azulejaria e louça do Porto, arte popular brasileira, livros raros etc.

Foi editor de livros e grande incentivador das artes, criador da Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil, da Sociedade dos Amigos da Gravura, fundador e primeiro presidente do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro, presidente da Associação de Amigos do Museu Nacional de Belas Artes e membro do Conselho Federal de Cultura. Chamado de “um Medicis dos nossos dias”, foi mecenas e amigo de artistas brasileiros de seu tempo.

Castro Maya foi pioneiro, no Brasil, ao transformar sua coleção particular em patrimônio público, criando em 1963 a Fundação Castro Maya, e doando-lhe suas coleções e suas residências.

As casas do Açude e da Chácara do Céu começaram a funcionar como museus, respectivamente, em 1964 e 1972. E foram tombadas, juntamente com todo o acervo, em 1974. Na década de 1980, se deu a extinção da Fundação Castro Maya e os museus passaram para a esfera pública federal, integrados ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) do Ministério da Cultura. Em 2009, passaram a ser vinculados ao Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM)

FICHA TÉCNICA:

Curadoria: Anna Paola Baptista

Coordenação Geral: Izabel Ferreira

Design de Montagem: Anderson Eleotério

Programação Visual: Mauro Campello

SERVIÇO:

Exposição Debret – Viagem ao Sul do Brasil

Abertura para convidados e imprensa: dia 03/05, às 19h

Visita guiada com a curadora: dia 03/05, às 20h30

Datas: de 4 de maio a 19 de junho de 2011

Horário de visitação: terça-feira a sábado, das 9h às 21h, e domingos e feriados das 10h às 21h

Local: CAIXA CULTURAL São Paulo (Paulista) Conjunto Nacional Av. Paulista, 2083 Cerqueira César, São Paulo (SP) Metrô Consolação

Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400

Acesso para pessoas com necessidades especiais

Entrada: franca

Recomendação etária: livre

Patrocínio: Caixa Econômica Federal

terça-feira, 3 de maio de 2011

Arquitetura Brasileira

Um banho de imersão em um assunto que muito me agrada, mas que está sendo banalizado hoje em dia em São Paulo.

Esta mostra nos traz a riqueza de uma arte, ou seria uma ciência?, em que o Brasil já foi um expoente e hoje se amesquinhou.

Só mesmo uma entidade como o Instituto Tomie Ohtake poderia nos brindar, com propriedade, este assunto, mostrando o que de melhor se produziu e ainda se produz em nosso país.

Chega de fachadas sem imaginação num estilo "Adolpho Lindenberg". Agora virou moda os prédios residenciais terem as laterais das coberturas imitando os telhados dos prédios do centro de Paris.

Que tédio, que aborrecimento é passar pelos Jardins ou pela marginal do rio Pinheiros e observar a paisagem, é um sem número de mesmices. O monumento ao mal gosto e a falta de imaginação é o conjunto do Shopping Cidade Jardim, com prédios iguais entre si, dois a dois, equilibrados em cima de um caixote que lembra uma repartição pública soviética.

Observem nos prédios laterais os indefectíveis telhadinhos


Adoraria morar em uma obra de arte, desde que funcional. Qual seria a sensação? Há em São Paulo alguns edifícios residenciais que possuem fila de espera de longos anos para a aquisição de unidades.

Será que nossos novos arquitetos serão meramente decoradores, criando apenas espaços para receberem móveis, quadros ou outros adereços? Espero sinceramente que não.

E nós, que temos profissionais que são referência na arquitetura mundial como Rui Ohtake, Ricardo Julião, Julio Neves, Vilanova Artigas, João Filgueira de Lima, João Artaxo Jurado, Paulo Mendes da Rocha, Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, entre tantos outros, temos agora que importar projetos arquitetônicos.



Pedro Pedreiro - Chico Buarque

Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do evento. A imagem acima, do Shopping Cidade Jardim foi colhida na internet.







INSTITUTO TOMIE OHTAKE

APRESENTA

Arquitetura Brasileira

O Coração da Cidade – a invenção do espaço de convivência

Abertura: 19 de abril, às 20h – até 03 de julho de 2011

Com curadoria do arquiteto e professor da FAU-USP Julio Katinsky, O Coração da Cidade – a invenção do espaço de convivência é a segunda exposição do programa Arquitetura Brasileira, iniciativa do Instituto Tomie Ohtake que, desde a sua fundação, contempla a arquitetura, ao lado das artes plásticas e do design – único espaço no Brasil especialmente concebido e projetado para realizar mostras nessas três vertentes.

Apropriando-se, por um lado, da tese defendida por Gilberto Freyre em “Casa Grande & Senzala” sobre a formação do Brasil e sua cultura contemporânea e, por outro, das contribuições modernas estrangeiras na arquitetura brasileira, principalmente da escola corbusiana, Katinsky reflete sobre o espaço de convivência como vigorosa proposta da arquitetura moderna brasileira para a democratização social.

A mostra reúne cerca de 115 projetos, 45 basilares e 70 referenciais, por meio de fotos, além de maquetes, desenhos originais, projeções, reproduções e plantas. Para delinear os espaços, tanto público quanto privado, que promovem o encontro entre as pessoas, o curador destaca na exposição seis grandes eixos: Praça Verde, Prédio sobre a Praça, Grandes Vazios, Minicidade, Praça Cívica e Grandes Coberturas.

Para ilustrar a Praça Verde, Katinsky foi buscar no MAM – RJ (1953), de Affonso Eduardo Reidy, na Marquise do Ibirapuera (SP,1954), de Oscar Niemeyer, até na recente praça Victor Civita (SP, 2008), de Adriana Levisky e Anna Julia Dietzsch projetos que reforçassem a convivência, dentro de uma área já vocacionada para tal.

Ponto seminal do tema traçado pela curadoria, o edifício do Ministério da Educação e Saúde (RJ,1943), atual Palácio Gustavo Capanema, sinaliza, ao lado do MAC-Niterói (1996) e Edifício Copan (SP, 1950), ambos de Oscar Niemeyer, Edifício Louveira (SP, 1946), de Vilanova Artigas, Conjunto Nacional (SP, 1946), de David Libenskind, o MASP (SP, 1958), de Lina Bo Bardi, entre outros, as construções que souberam ser generosas com a cidade – Prédio sobre a Praça. Segundo Katinsky, “o Ministério da Educação e Saúde é o único edifício público que devolveu a quadra para a cidade”.

O Hospital Sarah Kubitschek (Fortaleza, 2001), de João Filgueiras Lima, a FAU-USP (SP, 1961), de Vilanova Artigas, o Instituto Tomie Ohtake (SP, 2001) e Centro Adamastor (Guarulhos, SP, 2001), ambos de Ruy Ohtake, a Pinacoteca (SP, 1993), de Paulo Mendes da Rocha, a Unilivre (Curitiba 1993), de Domingos Bongestabs são alguns dos muitos exemplos de Grandes Vazios reunidos na mostra.

Entre os projetos que acentuam o uso coletivo, funcionando como Minicidades, destacam-se as Superquadras (DF, 1974), de Marcílio Mendes Ferreira, Parque Guinle (RJ, 1954), de Lucio Costa, Hospital Sarah Kubitschek (DF, 2008), de João Filgueiras Lima, Conjunto da Serra do Navio (AP,1950), de Oswaldo Bratke, SESC Pompéia (SP, 1990), de Lina Bo Bardi.

Já a Praça Cívica, pensada para ser palco de manifestações populares, tem poucos, mas emblemáticos exemplos, principalmente expressos nas obras de Oscar Niemeyer, como a Praça dos Três Poderes (DF, 1960) o Memorial de América Latina (SP, 1987), a Universidade de Constantine (Argélia, 1969) e Le Havre (França, 1982), além do Mube (SP, 1986), de Paulo Mendes da Rocha, e o Pólo de Heliópolis (SP, 2011), de Ruy Ohtake.

Por sua vez, o Centro Cultural São Paulo (SP, 1982), de Eurico Prado Lopes, a Estação de Trem Lago Treze (SP, 1985), de João Walter Toscano, Aldeia SOS Amazônia (Manaus, 1994) de Severiano Porto, a Casa Millan (SP, 1985), de Carlos Acayaba, são algumas das Grandes Coberturas que completam a exposição.

Exposição: Arquitetura Brasileira – O Coração da Cidade – a invenção do espaço de convivência

Abertura: 19 de abril, às 20h

Até 03 de julho de 2011, terça a domingo, das 11h às 20h

Instituto Tomie Ohtake

Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) - Pinheiros SP

Fone: 11.2245-1900

Informações à Imprensa

Marcy Junqueira – Pool de Comunicação

Contato: Martim Pelisson

marcy@pooldecomunicacao.com.br / martim@pooldecomunicacao.com.br

Fone: 11.3032-1599

terça-feira, 26 de abril de 2011

O MUNDO MÁGICO DE ESCHER

A minha primeira reação foi tentar segurar o queixo. Que sensação esplêndida ver ao "vivo" desenhos que quando molequinho, via somente em livros e revistas.

Desenhos que me faziam vibrar e sonhar, tentando entender como é que foram feitos e desvendar os mistérios de sua execução.

Que espetáculo as diversas técnicas usadas por Escher, tanto de desenho como de fixação nos suportes.

O jogo com as silhuetas, que constroem as silhuetas das outras figuras de uma mesma obra, no mínimo instigam a visão.

O uso de pontos de inflexão quase imperceptíveis, junto com o uso das perspectivas criam ilusões de ótica intrigantes, que nos fazem parar, observar e tentar descobrir seus segredos, como nas obras Cascata e Belvedere.

Outra técnica usada com maestria é o ladrilhamento, com a qual cria belíssimas imagens.

Para acompanhar o texto, Amazing Journey do The Who, pois esta mostra é uma verdadeira viagem.

Cliquem nas figuras, que elas serão mostradas em alta definição.

Abaixo das imagens o "press-release" dos curadores, fornecidos pela assessoria de imprensa do CCBB.



Desenhando


Céu e Água


Castrosalva


A queda do Homem


Auto-retrato em espelho esférico


Cascata


Menor e Menor

CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL CELEBRA 10 ANOS DE ATUAÇÃO EM SÃO PAULOCOM A EXPOSIÇÃO INTERATIVA “O MUNDO MÁGICO DE ESCHER”, A PARTIR DE 19 DE ABRIL


Mostra que já passou por Brasília e Rio de Janeiro reúne 95 obras do artista gráfico holandês


Depois de Brasília e Rio de Janeiro, o Centro Cultural Banco do Brasil traz para São Paulo a exposição interativa “O Mundo Mágico de Escher”, para comemorar os 10 anos de atuação do CCBB-SP. Trata-se da mais completa exposição já realizada no Brasil dedicada ao artista gráfico holandês Maurits Cornelis Escher (1898 – 1972). A mostra reúne 95 obras, entre gravuras originais e desenhos, incluindo todos os trabalhos mais conhecidos do artista e suas obras mais enigmáticas.
O acervo da coleção do Haags Gemeentemuseum, que mantém o Museu Escher, na cidade de Den Haag, na Holanda – ocupará todo o prédio do CCBB-SP, alternando com experiências interativas que exemplificam os princípios aplicados nas obras e de intervenções óticas. A abertura para convidados acontece no dia 18 de abril e para o público em geral a partir do dia 19. O horário para visitação é das 9h às 20h.
A exposição permitirá que o público passe por uma série de experiências que desvendam os efeitos óticos e de espelhamento que Escher utilizava em seus trabalhos, tais como: olhar por uma janela de uma casa e ver tudo em ordem e, em seguida, ver tudo flutuando por outra janela; ou ainda assistir um filme em 3D que possibilitará um divertido passeio por dentro das obras do artista gráfico. A expografia apresentará animações de algumas de suas gravuras.
Reunir tantos trabalhos do artista não foi fácil e, provavelmente, essa será a única oportunidade de apreciar tantas obras reunidas fora do museu. “As obras do Escher são muito raras e muito procuradas para exposições. Só existem três coleções no mundo. As gravuras são muito frágeis e o Haags Gemeentemuseum, que emprestou as obras originais, depois desta exposição, não poderá exibi-las por mais de quatro anos”, ressalta o curador da mostra coordenada pela Art Unlimited, Pieter Tjabbes.
Sobre a obra
Escher ficou mundialmente famoso por representar construções impossíveis, preenchimento regular do plano, explorações do infinito e as metamorfoses - padrões geométricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes. Sua capacidade de gerar imagens com impressionantes efeitos de ilusões de óptica, com notável qualidade técnica e estética, respeitando as regras geométricas do desenho e da perspectiva, é uma de suas principais contribuições para as artes.
Ele sempre fez questão de ressaltar que se considerava um artista gráfico. O questionamento de alguns críticos sobre sua obra ser ou não arte, para ele, era irrelevante. Escher era um gravador e desenhista com muito talento e muitos artistas já se inspiraram em obras ou temas de Escher”, ressalta o curador.
Foi depois de uma incursão à Espanha, onde teve contato com mosaicos mouros, que ele começou a desenvolver trabalhos se utilizando do preenchimento regular do plano. Escher achou muito interessante as formas como cada figura se entrelaçava a outra e se repetia, formando belos padrões geométricos. A partir de uma malha de polígonos, regulares ou não, Escher fazia mudanças, mas sem alterar a área do polígono original. Assim surgiam figuras de homens, peixes, aves, lagartos, todos envolvidos de tal forma que nenhum poderia mais se mexer. Tudo representado num plano bidimensional.
Destacam-se também os trabalhos do artista que exploram o espaço. Escher brincava com o fato de ter que representar o espaço, que é tridimensional, num plano bidimensional, como a folha de papel. Com isto ele criava figuras impossíveis, representações distorcidas, paradoxos.
“Escher utilizava princípios da matemática sem ser rígido na sua aplicação. Ele seria mais um matemático amador, que aplicava certos efeitos quase intuitivamente. Obras que mostram situações que parecem normais, mas com uma observação mais atenta comprovam ser impossíveis, são baseadas em modelos matemáticos, como a cinta de Möbius ou o triângulo de Penrose”, explica Pieter. Belvedere (1958), Subir e descer (1960) e Cascata (1961) são exemplos dessa aplicação.

Sobre as instalações interativas
Tudo na exposição foi pensado para que o público, de uma forma lúdica, atente para as dimensões visuais criadas por Escher. Um quebra-cabeça gigante, por exemplo, mostrará como ele se utilizava de imagens geométricas ou figurativas, unindo-as umas as outras, para criar gravuras que remetem ao infinito, comum em obras como em Menor e Menor (1956), o clássico Dia e Noite (1938) e Metamorphosis II (1940).
Assim como Escher adorava brincar com a percepção imediata das pessoas, apresentando um mundo dos sonhos, onde não existem direções certas, em cima ou embaixo (Outro mundo, 1947 e Relatividade, 1953), a mostra também recriará essa sensação se utilizando de alguns efeitos, como o de uma imagem plotada no chão que se completa no espelho curvado, numa inusitada mistura das três dimensões. "Adoramos o caos porque sentimos amor em produzir ordem", dizia o artista.
Visitas mediadas à exposição:
Diariamente serão realizadas visitas mediadas por educadores em português e inglês. Para visitas de terça a sábado é necessário agendamento prévio pelo telefone (11) 3113-3649. Aos domingos, não há necessidade de agendamento e o atendimento é realizado mediante solicitação na bilheteria. A capacidade é de 45 pessoas por horário. O CCBB-SP oferece também serviço de transporte gratuito, de terça a sábado, para visitas de estudantes e grupos agendados de acordo com ordem de solicitação.
Centro Cultural Banco do Brasil – O Centro Cultural Banco do Brasil iniciou suas atividades em São Paulo no dia 21 de abril de 2001. Desde a sua abertura já recebeu cerca de 6,5 milhões de visitantes. Nesse período de atividade, patrocinou e realizou mais de 550 projetos culturais entre peças de teatro, exposições, shows de música e dança, além de programas de cunho educativo. O CCBB foi criado com o objetivo de formar novas platéias, democratizar o acesso à cultura e contribuir para sua promoção, divulgação e incentivo.
“Sempre valorizamos a diversidade cultural, a experimentação, a integração das áreas artísticas, o novo e o consagrado. Sendo assim, a programação oferecida para marcar nossa primeira década de realizações é uma síntese de toda essa diversidade que buscamos trazer ao público”, afirma Marcelo Mendonça, gestor do CCBB paulistano.
Art Unlimited – Dirigida por Pieter Tjabbes e Tânia Mills, iniciou sua trajetória em 1996, quando foi responsável pela gerência internacional da Bienal de Arte de São Paulo. Ao longo de sete anos, produziu em torno de 500 exposições, de artistas de todas as partes do mundo.
Mais recentemente, ampliou sua ação para a América do Sul, Europa e EUA, obtendo reconhecimento de algumas das principais instituições culturais do Brasil e do exterior, tais como: Mondrian Foundation, Henri Moore Foundation, Musée du Louvre, Tókio Fuji Art Museum, Stedelijk Museum Amsterdam, Centro Cultural Banco do Brasil, Paço Imperial, Pinacoteca do Estado de São Paulo, Itaú Cultural, Caixa Cultural e o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
A Art Unlimited recebeu vários dos principais prêmios do setor e os projetos que realiza têm alcançado sucesso de bilheteria e público, como por exemplo, a mostra sobre Rembrandt (visitada por mais de 600 mil pessoas em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Vitória e Curitiba) e Osgemeos, que teve o mesmo número de visitas, em sua passagem pelo Rio da Janeiro, Brasília e São Paulo.
SERVIÇO
O MUNDO MÁGICO DE ESCHER

Realização:

Centro Cultural Banco do Brasil – São Paulo

Coordenação: Art Unlimited
Curadoria: Pieter Tjabbes
Abertura para convidados: 18 de abril
Abertura para público: 19 de abril
Dias e horários de visitação: De terça a domingo, das 9h às 20h.

Temporada: até o dia 17 de julho

Entrada franca

Visitas mediadas à exposição:
Realizadas por educadores em português e inglês.
Terça a sábado: necessário agendamento prévio pelo telefone (11) 3113-3649, de segunda a sexta, das 10h às 18h.
Domingos: não há necessidade de agendamento e o atendimento é realizado mediante solicitação na bilheteria, no térreo, das 10h às 19h.
Capacidade: 45 pessoas por horário
Transporte para estudantes:
Serviço de transporte gratuito, de terça a sábado, para visitas de estudantes e grupos. Agendamento de acordo com ordem de solicitação, prioritariamente para escolas públicas, de segunda a sexta, das 10h às 18h, pelo tel. (11) 3113-3649.

CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL – SÃO PAULO

Rua Álvares Penteado, 112, Centro
Próximo às estações Sé e São Bento do Metrô. 11 3113 3651 / 11 3113 3652

Acessos

Estações Sé e São Bento do Metrô. Praças do Patriarca e da Sé.
Acesso para pessoas com deficiência física// Ar-condicionado // Loja // Café Cafezal

Estacionamento Conveniado

Estapar Estacionamentos
Rua da Consolação, 228 (Edifício Zarvos).
(R$ 10,00 pelo período de 5 horas. Necessário carimbar o ticket na bilheteria do CCBB). Informações: (11) 3256-8935.
Van faz o transporte gratuito até as proximidades do CCBB – embarque e desembarque na Rua da Consolação, 228 (Edifício Zarvos) e na Rua 15 de novembro, esquina com a Rua da Quitanda, a vinte metros da entrada do CCBB.
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