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quinta-feira, 25 de abril de 2019

Mi Obra Maestra

Esse é um filme muito divertido e instigante, pois ao mostrar a relação entre um artista e seu agente, nos mostra também o lado escuso do mercado de artes.

Com dois atores magníficos que sustentam muito bem seu papel, reafirma a força do cinema argentino; mas aqui abro uma controvérsia, todos os grandes filmes argentinos são feitos em cooperação com os espanhóis, imagino que pela parte técnica tragam som, imagem, montagem e trilha sonoras muito melhores do que talvez exista hoje no mercado cinematográfico dos nossos vizinhos. Dessa característica também padece o cinema brasileiro, que em muitas produções esplendorosas em seu conceito e criação, tornam-se inassistíveis quando não conseguimos entender aos diálogos.

Uma grande diversão para quem aprecia as belas artes e seu entorno.






segunda-feira, 22 de abril de 2019

Tarsila popular

Essa é uma mostra que visitei duas vezes tentando achar um único adjetivo que a definisse, impossível, então digo a vocês, é imperdível.

A beleza das obras, mesmo as já conhecidas emociona, fazendo com que nos percamos em frente a elas, às vezes até deixando o tempos passar com mais vagar.

O uso das cores, consideradas por alguns primárias, nos mostra o profundo conhecimento de Tarsila no seu manuseio, pois em cada detalhe das cenas podemos observar delicadas variações nos seus matizes.

Podemos perceber esse detalhe mais vividamente no Abaporu, que ganhou o mundo em 1995 com a ameaça de seu tombamento, ele é tão mais bonito ao vivo do que nos livros, que por melhor que tenha sido a fotografia não nos mostra as filigranas das pinceladas.

Essa exposição nos apresenta  Tarsila como a principal artista plástica brasileira junto a Portinari.

Não deixem de ver, pois há obras que nos são apresentadas que dificilmente retornarão a essas bandas, já que são de coleções como do Museu Hermitage, do Centro de Arte Reina Sofia do Museu  Nacional da Espanha e do Musée de Grenoble.






Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do MASP



















EXPOSIÇÃO DE TARSILA DO AMARAL NO MASP SE VOLTA PARA RELAÇÃO DE
SUA OBRA COM O POPULAR BRASILEIRO

"Tarsila popular" propõe ainda um novo olhar em direção aos temas, personagens e narrativas
presentes no trabalho da artista, especialmente no que diz respeito a questões políticas,
sociais, e raciais; catálogo com textos inéditos será lançado na abertura

Tarsila do Amaral (1886-1973), artista que foi figura central do modernismo brasileiro em sua
primeira fase, a partir dos anos 1920, ganha sua primeira grande mostra no Museu de Arte de
São Paulo Assis Chateaubriand (MASP) a partir de 5 de abril. Tarsila popular, com curadoria
de Adriano Pedrosa e Fernando Oliva, reúne cerca de 120 obras da artista, entre pinturas e
desenhos. A abertura de Tarsila popular será simultânea à da exposição Lina Bo Bardi:
Habitat, sobre a arquiteta ítalo-brasileira que projetou, entre outros, o edifício que abriga o
MASP. As mostras integram o ciclo “Histórias das mulheres, histórias feministas”, eixo temático
que guiará a programação da instituição ao longo de 2019.

O “popular” do título refere-se tanto ao recorte da obra de Tarsila, pelos curadores, como ao
programa de revisão da produção de nomes centrais do modernismo brasileiro, empreendido
pela atual direção artística do MASP. Em 2016, por exemplo, o museu realizou Portinari
popular, uma seleção de trabalhos de Candido Portinari (1903-1962) relacionados com a
cultura popular brasileira. Assim como Portinari, a obra de Tarsila está na base da construção
de uma identidade nacional nas artes, ao lado de nomes como Lasar Segall (1891-1957) e
Anita Malfatti (1889-1964).

Sem abdicar por completo da matriz modernista europeia e formal da qual fez parte, Tarsila
voltou-se para personagens, temas e narrativas ligados ao popular no Brasil. Esse aspecto se
manifestou em diversos trabalhos, como é possível observar em suas cenas de Carnaval,
favelas e feiras ao ar livre, além da relação de sua obra com a religiosidade e, ainda, com as
lendas populares e indígenas -- caso das obras "A cuca" (1924), "Abaporu" (1928) e
"Batizado de Macunaíma" (1956).

“A exposição e o catálogo que a acompanha pretendem promover reflexões mais abrangentes
sobre Tarsila, articulando sua vida e obra no contexto de uma visão política, social e racial da
cultura brasileira e do modernismo -- um movimento que, no Brasil, raramente é abordado sob
esses prismas”, diz Fernando Oliva, curador da exposição.

Nascida em uma fazenda no interior paulista, em 1886, Tarsila fez parte da aristocracia
brasileira. Estudou as técnicas acadêmicas tradicionais na Europa, onde conviveu com pintores
como André Lhote (1885-1962) e Fernand Léger (1881-1955). Desse período, chamam
atenção retratos que já apontavam para uma ideia de modernidade -- na pincelada, na
representação não-realista e na tentativa de captar o emocional dos modelos --, como em
“Autorretrato com vestido laranja” (1921).

Apesar disso, foi ao voltar ao Brasil, em 1922, que Tarsila aderiu às ideias vanguardistas
europeias, incorporando-as à sua maneira de representar o Brasil. Foi apresentada por Anita
Malfatti ao escritor Mário de Andrade (1893-1945), ao futuro marido Oswald de Andrade
(1890-1954) e ao poeta e pintor Menotti del Picchia (1892-1988), formando com eles o
Grupo dos Cinco.

Guiados pela ideia de encontrar e definir uma arte "verdadeiramente nacional", os cinco
fizeram uma viagem de redescoberta do país pelas cidades coloniais mineiras, acompanhados
pelo poeta franco-suíço Blaise Cendrars (1887-1961). Dessa expedição, resultaram desenhos
de observação de Tarsila que estarão na mostra.

É nesse momento que se inicia o período conhecido como “Pau-Brasil”, uma das três principais
fases da carreira de Tarsila, ao lado dos períodos “Antropofágico” e “Social”, todos presentes
na mostra. A fase “Pau-Brasil” é marcada por telas de cores e temas acentuadamente tropicais,
como a exuberância da fauna e da flora locais, pintadas ao lado de máquinas e trilhos,
símbolos, por sua vez, da modernidade urbana do país. Desse momento, são singulares obras
como “Estrada de Ferro Central do Brasil” (1924), “Vendedor de frutas” (1925) e “Um
pescador” (1925), pintura que faz parte do acervo do museu Hermitage, na Rússia, e será
exposta pela primeira vez no Brasil.

Foi ainda nos anos 1920 que Tarsila deu início à fase “Antropofágica”, em que conseguiu
criar algo de único e particular. Em 1926, Tarsila casou-se com Oswald e apresentou sua
primeira individual, em Paris. Dois anos depois, pintou “Abaporu”, cujo nome de origem
indígena significa “homem que come carne humana -- tipo de ritual praticado por algumas
tribos brasileiras, especialmente os tupinambás. A obra inspirou o Manifesto Antropófago, de
Oswald, que propunha a apropriação e deglutição, pela cultura nacional, do legado cultural
europeu, para devolvê-lo ao mundo sob a forma de uma produção cultural própria, brasileira.
Trabalhos como “Urutu” (1928) e “Antropofagia” (1929) estarão na mostra.

A chamada fase “Social”, que se segue a “Pau-Brasil”, e “Antropofágica”, deixa clara a
aproximação de Tarsila com as questões políticas e sociais. No início da década de 1930, a
artista, empobrecida pela perda da fortuna da família na crise de 1929, teve de se desfazer
de obras de sua coleção particular. Assim, reuniu recursos para viajar à União Soviética,
acompanhada pelo então marido, o psiquiatra Osório César. Juntos, foram para Moscou,
Leningrado e Berlim, entre outras cidades. De volta ao Brasil, foi presa, considerada suspeita
de “atividades subversivas” por ter visitado países comunistas. Esses eventos marcaram sua
fase de temática social, representada por obras como “Segunda classe” (1933) e “Operários”
(1933).

Histórias das mulheres, histórias feministas
Tarsila popular integra um ano de exposições, simpósios, palestras, workshops, filmes e
publicações em torno do tema “Histórias das mulheres, histórias feministas”. O ciclo temático
de 2019 agrega diversas mostras monográficas, com nomes da arte contemporânea
internacional, caso de Gego e Leonor Antunes, ao lado de artistas brasileiras dos séculos 20 e
21, como Lina Bo Bardi, Djanira da Motta e Silva e Anna Bella Geiger, além de duas mostras
coletivas, Histórias das mulheres, artistas antes de 1900 e Histórias das mulheres, artistas
depois de 2000.

Catálogo
Organizado por Adriano Pedrosa e Fernando Oliva, a publicação será lançada na abertura
da exposição, com edições em português e inglês, e inclui ensaios de Adriano Pedrosa,
Amanda Carneiro, Fernando Oliva, Irene Small, Mari Rodríguez Binnie, Maria Bernardete
Ramos Flores, Maria Castro, Michele Greet, Michele Petry, Paulo Herkenhoff, Renata
Bittencourt, Sergio Miceli.
O catálogo pode ser adquirido no MASP Loja, ponto de vendas do museu com entrada
gratuita, independente das exposições. Valores: R$ 139 (brochura) e R$ 169 (capa dura).

TARSILA POPULAR
Abertura: 4 de abril, às 20h
De 5 de abril a 23 de junho de 2019
Local: 1º andar
Endereço: avenida Paulista, 1578, São Paulo, SP
Telefone: (11) 3149-5959
Horários: quarta a domingo: das 10h às 18h (bilheteria aberta até as 17h30); terça-feira: das
10h às 20h (bilheteria até 19h30)
Ingressos: R$ 40 (entrada); R$ 20 (meia-entrada)

O MASP tem entrada gratuita às terças-feiras, durante o dia todo.
AMIGO MASP tem acesso ilimitado e sem filas todos os dias em que o museu está aberto.
O ingresso dá direito a visitar todas as exposições em cartaz no dia da visita.
Estudantes, professores e maiores de 60 anos pagam R$ 20 (meia-entrada).
Menores de 11 anos de idade não pagam ingresso.
O MASP aceita todos os cartões de crédito.

Estacionamento: é preciso carimbar o ticket do estacionamento na bilheteria ou recepção do
museu.

CAR PARK (Alameda Casa Branca, 41)
R$ 18 até 12h
seg - sex: 7h-23h
sáb, dom e feriado: 8h-20h
PROGRESS PARK (Avenida Paulista, 1636)
seg - sex, 7h-23h: R$ 20
sáb, dom e feriado, 7h-18h: R$ 20

Acessível a deficientes físicos, ar condicionado, classificação livre

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sexta-feira, 29 de março de 2019

DJANIRA: A MEMÓRIA DE SEU POVO

Já tinha pensado nas observações que faria sobre essa exposição quando li uma crítica, não me lembro se na revista VEJA ou no jornal O ESTADO DE SÃO PAULO, sobre a artista e essa mostra onde o articulista as desanca impiedosamente dizendo da irrelevância de sua obra.

Está dito nas legendas do evento que críticos da sua época tratavam-na como uma artista menor, primitiva e até ingênua, o que lhe causava grande mágoa.

Devo confessar que gostei das pinturas apresentadas, porém não fiquei empolgado. Esperava mais.

Agora, temos que reconhecer que o destaque conseguido no exterior e o interesse dos intelectuais de sua época em seu trabalho contam muito e contribuem para a recuperação de sua aura e seu valor.

Ao observar sua série sobre o candomblé lembrei imediatamente da música abaixo, do Caetano, feita para a mini série "Tenda dos Milagres" baseado no livro de Jorge Amado, que teve em sua casa um painel pintado pela artista.

Um passeio agradável, que deve ser feito por quem se interessa pela cultura brasileira. 



Caetano Veloso - Milagres do Povo

Abaixo das imagens, o "release", fornecidos pela assessoria de imprensa do MASP.





























DJANIRA DA MOTTA E SILVA ABRE CICLO DEDICADO ÀS “HISTÓRIAS DAS
MULHERES, HISTÓRIAS FEMINISTAS” NO MASP

Museu resgata a obra de uma das mais importantes artistas brasileiras, na maior exposição
monográfica dedicada a ela desde a sua morte, há 40 anos

O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP) dá início à sua programação
2019, pautada pelo eixo temático “Histórias das mulheres, histórias feministas”, com uma
grande mostra dedicada a Djanira da Motta e Silva (Avaré, 1914 - Rio de Janeiro, 1979).
Uma das maiores artistas brasileiras, com carreira internacional e reconhecimento da crítica
ainda em vida, Djanira teve pouca visibilidade após sua morte, em 1979. Maior exposição
monográfica dedicada à artista nesses 40 anos, com cerca de 70 obras e curadoria de
Isabella Rjeille e Rodrigo Moura, Djanira: a memória de seu povo busca revisitar e
reposicionar seu trabalho no cenário artístico brasileiro. A mostra abre ao público dia 1º de
março e segue em cartaz até 19 de maio, no MASP. Entre junho e outubro, será apresentada
no Rio de Janeiro pela Casa Roberto Marinho, co-organizadora da exposição.

O recorte curatorial proposto pela exposição Djanira: a memória de seu povo enfoca a
busca da artista por uma pintura nativista e os temas da cultura popular aos quais se dedicou
ao longo de toda a sua carreira - e onde reside sua contribuição mais original para o
modernismo brasileiro. De origem social trabalhadora, Djanira retratou suas vivências e seu
entorno social, pintando amigos e vizinhos, operários e trabalhadores rurais, paisagens do
interior e manifestações sociais, culturais e espirituais, como religiões afro-brasileiras,
populações indígenas e danças folclóricas. “A ideia de uma pintura brasileira que refletisse e
forjasse a identidade cultural da nação é o que de fato sempre buscou”, diz o curador
Rodrigo Moura.

Organizada cronologicamente e em torno de núcleos temáticos que surgiram ao longo dos
seus anos de viagens e pesquisas, a mostra abrange quatro décadas da produção de
Djanira, possibilitando tanto uma análise ampla de sua trajetória como das mudanças de
linguagem pelas quais passou ao longo da carreira. Autodidata, Djanira da Motta e Silva
surge e se relaciona com a segunda fase do modernismo no Brasil, quando o diálogo com as
vanguardas europeias já não é uma questão tão importante e o interesse dos artistas se volta
para a transposição de suas experiências para as suas obras.

De ascendência austríaca por parte de mãe e indígena por parte de pai, Djanira da Motta e
Silva teve uma infância marcada por deslocamentos. Antes de se casar pela primeira vez,
trabalhou em lavouras de café e foi vendedora ambulante em São Paulo. Aos 23 anos,
contraiu tuberculose e foi internada em Campos do Jordão, no interior de São Paulo, onde
começou a fazer seus primeiros desenhos. Mudou para o Rio no final dos anos 1930 e,
estimulada pelo convívio com pintores na pensão em que vivia em Santa Teresa, entre eles o
refugiado romeno Emeric Marcier (1916-1990), matriculou-se em um curso noturno no Liceu
de Artes e Ofícios, que frequentou por pouco tempo. Em 1942, participou pela primeira vez
do Salão Nacional de Belas Artes, no Rio, e, no ano seguinte, realizou sua primeira mostra
individual.

Nos anos 1940, embarcou por conta própria para Nova York, onde passaria uma
temporada. Em 1946, expôs nas galerias da New School for Social Research. A exposição
seria visitada e comentada, com grande entusiasmo, pela então primeira-dama dos Estados
Unidos, Eleanor Roosevelt (1884-1962) em seu programa de rádio e coluna de jornal, e
repercutida por outros veículos da imprensa nova-iorquina. Antes de voltar ao Brasil, Djanira
faria ainda uma exposição na União Pan-americana em Washington.

No seu regresso, Djanira viajaria pelo país, visitando diversas regiões a partir dos anos
1950, sobretudo a Bahia, onde manteve um ateliê e registrou cenas do comércio popular e
se aproximou da cultura afro-brasileira. Para o concurso Cristo de Cor, promovido pelo
Teatro Experimental do Negro, pintou Jesus como um homem negro escravizado sendo
açoitado no Pelourinho de Salvador, um ambiente que remonta à colonização brasileira. Esta
tela estará em exposição no MASP. Também dos anos 1950, data o painel Candomblé
(1954), encomendado por Jorge Amado e pintado para o apartamento do escritor no Rio de
Janeiro. A obra será apresentada pela primeira vez em uma mostra de museu.

Em comum com o romancista, Djanira também tinha um forte engajamento político, que a
aproximou do Partido Comunista Brasileiro (PCB), a levou à União Soviética (URSS) e também
a pintar cenas de trabalhadores Brasil afora. Da coleção da Casa Roberto Marinho, entram
na exposição quadros como Casa de Farinha (1956) e Serradores (1959), em que o
trabalho é seu principal tema.

“Os trabalhos que ela produz a partir das viagens pelo país, entre os anos 1950 e 1970,
são testemunhas de um Brasil em acelerada transformação”, diz a curadora Isabella Rjeille.
“Djanira via a pintura como uma linguagem profundamente engajada com a realidade social
e cultural do país, sem abrir mão de certo rigor formal.”

Em 1964, Djanira foi presa nos primeiros meses da ditadura militar. O episódio teve
profundo impacto sobre a artista, que a partir daí se retirou da vida pública, passando 14
anos sem realizar uma exposição individual. Nesse período, a artista não deixou de pintar,
recebendo colecionadores pessoalmente e se afastando do mercado de arte tradicional,
refugiando-se no seu sítio em Paraty ao lado de seu companheiro, José Shaw da Motta e
Silva. O retorno da artista se deu com uma mostra de cerca de 200 obras, organizada pelo
Museu Nacional de Belas Artes, em 1976, sua última grande exposição em vida.

“Djanira teve uma significativa exposição pública e manteve intensa relação com a crítica em
vida. Contudo, sua obra teve pouca circulação desde sua morte. Esta exposição tem como
missão reparar essa ausência, apontando não apenas para a potência e complexidade de
seu trabalho, mas também para sua inquestionável relevância hoje”, diz Rodrigo Moura.

Catálogo

Organizado por Adriano Pedrosa, Isabella Rjeille e Rodrigo Moura, o catálogo será lançado
na abertura da exposição, com edições em português e inglês. A publicação inclui ensaios
inéditos encomendados aos críticos e curadores Carlos Eduardo Riccioppo, Frederico Morais
Kaira Cabañas, Luiza Interlenghi, e textos republicados de Mario Pedrosa, Mark Berkowitz,
Flávio de Aquino, Clarival do Prado Valladares e Lélia Coelho Frota, além de textos inéditos
dos organizadores.

Este livro também inclui uma seleção inédita de recortes de jornais, catálogos e folders de
exposições que foram guardados pela própria artista ao longo de sua vida e serão
reproduzidos de maneira fac-similar no catálogo. Os documentos – muitos deles com
anotações de próprio punho da artista – foram doados pelo marido de Djanira, José Shaw
da Motta e Silva, para o arquivo da Funarte, onde estão conservados desde 1981.

DJANIRA: A MEMÓRIA DE SEU POVO
Abertura: 28 de fevereiro, 20h
De 1º de março a 19 de maio de 2019
Local: segundo subsolo
Endereço: avenida Paulista, 1578, São Paulo, SP
Telefone: (11) 3149-5959
Horários: quarta a domingo: das 10h às 18h (bilheteria aberta até as 17h30); terça-feira:
das 10h às 20h (bilheteria até 19h30)
Ingressos: R$ 40 (entrada); R$ 20 (meia-entrada)
O MASP tem entrada gratuita às terças-feiras, durante o dia todo.

AMIGO MASP tem acesso ilimitado e sem filas todos os dias em que o museu está aberto.
O ingresso dá direito a visitar todas as exposições em cartaz no dia da visita.
Estudantes, professores e maiores de 60 anos pagam R$ 20 (meia-entrada).
Menores de 11 anos de idade não pagam ingresso.
O MASP aceita todos os cartões de crédito.

Estacionamento: é preciso carimbar o ticket do estacionamento na bilheteria ou recepção do
museu.
CAR PARK (Alameda Casa Branca, 41)
R$ 18 até 12h
seg - sex: 7h-23h
sáb, dom e feriado: 8h-20h
PROGRESS PARK (Avenida Paulista, 1636)
seg - sex, 7h-23h: R$ 20
sáb, dom e feriado, 7h-18h: R$ 20

Acessível a deficientes físicos, ar condicionado, classificação livre

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Casa Roberto Marinho
De junho a outubro de 2019
Endereço: rua Cosme Velho, 1105, Rio de Janeiro, RJ
Horários: terça a domingo, inclusive feriados, de 12h às 18h (entrada até 17h15)
Ingressos: R$ 10 (inteira); R$ 5 (meia-entrada)
Imprensa - monica@monicavillela.com.br

Patrocínio: Unipar; Trench, Rossi e Watanabe
Parceiros estratégicos: Itaú e Vivo

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Rugendas, um cronista viajante

Apesar da intenção de D. João VI em fazer do Brasil uma reluzente metrópole ao trazer a corte portuguesa para cá e ao criar várias instituições culturais como a Biblioteca Real, a Academia Imperial de Belas Artes, o Museu Real, a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, entre outras, teve nas expedições estrangeiras, convidadas ou não pela coroa, o início do descobrimento e registro das riquezas do nosso país.

Os artistas que aqui estiveram registraram de tudo, desde botânica e zoologia até as características físicas e costumes das diversas etnias que aqui viviam, as diferentes classes sociais, seus costumes e vestimentas.

Dentro de várias cenas temos os registros de lugares ou edificações da época, que hoje até não mais existem, engolidas pelo desmatamento ou o crescimento das cidades.

A riqueza dos detalhes e da precisão dos traços nos prendem a atenção, fazendo com que as apreciemos com atenção e vagar.

Um lindo passeio num num espaço cultural imponente mas aconchegante.

A música abaixo me veio instantaneamente à cabeça quando vi essas primeiras gravuras abaixo, pois acho que Jorge Ben deve tê-las tido como inspiração para ela.





Jorge Ben - Zumbi


Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do evento.



























É exibido um conjunto de obras do artista alemão que, ao lado de Debret, foi responsável pela divulgação das primeiras imagens do país no exterior. Entrada gratuita até 31mar2019
CAIXA Cultural São Paulo apresenta, de 12 de janeiro a 31 de março de 2019, a exposição “Rugendas, um cronista viajante”, que exibe obras do pintor, desenhista, ilustrador, aquarelista e litógrafo alemão Johann Moritz Rugendas (1802-1858) que retratam o Brasil no século XIX. A curadoria é de Angela Ancora da Luz e o projeto tem patrocínio integral da CAIXA e Governo Federal.
Rugendas foi um dos mais conhecidos artistas viajantes e, ao lado do francês Jean Baptiste Debret, foi responsável pela divulgação das primeiras imagens do Brasil no exterior. Em sua trajetória, retratou o país durante os anos 1820 com toda a exuberância da natureza e os costumes da população. Era como se fosse, dois séculos atrás, um fotógrafo antes da invenção da fotografia.
A exposição “Rugendas, um cronista viajante” apresenta um panorama de sua obra, destacando três núcleos: “Olhar a terra”, com paisagens do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso e Minas Gerais; “Olhar o homem”, na qual apresenta cenas da vida cotidiana da população brasileira, tipos e etnias; e “Plantas da terra”, que traz estudos da fauna e flora brasileira. Para a mostra, foram selecionados trabalhos que contribuem significativamente para o registro do cotidiano e da paisagem brasileira, sendo que suas obras apresentam a visão do europeu sobre o Brasil: uma narrativa que leva em conta os aspectos do habitat natural até os costumes no século XIX. As obras reunidas são parte integrante do conhecido álbum “Viagem pitoresca através do Brasil” (“Voyage Pittoresque dans le Brésil”), considerado um dos mais importantes documentos iconográficos sobre o Brasil do século XIX.
Segundo a curadora Angela Ancora da Luz, a importância de se revisitar as obras de Rugendas se dá pela oportunidade de um encontro com o documentarista, que é um dos principais ilustradores do Novo Mundo no século XIX. “Ele que, possivelmente foi impactado pela natureza exuberante e pela luminosidade de lenta acomodação aos olhos de um europeu, quando participou da Expedição Langsdorff, retorna a partir de suas obras. A exposição objetiva apresentá-las com o olhar de hoje, comprovando que a arte se recria a cada novo olhar, e que, nesta dinâmica, ela terá sempre propostas e observações atuais a nos acrescentar, como as que são apresentadas”, comenta Angela.
SOBRE O ARTISTA: Rugendas chegou ao Brasil em 1821 como documentarista e desenhista da Expedição Langsdorff, que percorreu 16 mil Km pelo interior do país com objetivo de constituir um inventário completo do Brasil. Capitaneada pelo barão Georg Heinrich von Langsdorff, médico alemão naturalizado russo, e patrocinada pelo Czar Alexandre I, por D. Pedro I e José Bonifácio, a caravana visava estreitar as relações comerciais com a Rússia.
O artista abandonou a expedição em 1824, mas continuou sozinho o registro de tipos, costumes, paisagens, fauna e flora brasileiros. Retornou à Europa no ano seguinte para dedicar-se a produção do luxuoso álbum “Voyage Pittoresque dans le Brésil”. A publicação continha 100 obras acompanhadas por textos explicativos.
Rugendas ainda retornou ao Brasil em 1845 e, no Rio de Janeiro, participou das Exposições Gerais de Belas Artes, realizadas pela Academia Imperial de Belas Artes, tornando-se o artista preferido da família Imperial e realizando retratos de seus integrantes.
SOBRE A CAIXA CULTURAL: A CAIXA Cultural São Paulo oferece uma programação diversificada, com opções gratuitas, estimulando a inclusão e a cidadania.  O espaço está situado em um prédio histórico na Praça da Sé, construído em estilo “Art déco” e inaugurado em 1939. Conta quatro galerias, salão nobre, auditório e sala de oficinas. Em 2018, apresentou 40 projetos culturais e educativos tais como espetáculos de dança, teatro, shows, debates, leituras dramáticas, oficinas e palestras. O espaço também abriga o Museu da CAIXA, uma exposição permanente que conta com instalações e inúmeros objetos originais, preservados desde a década de 40, mantendo vivas a história da instituição e de uma época da cidade de São Paulo e do Brasil.


SERVIÇO:
Exposição: “Rugendas, um cronista viajante”
Local: CAIXA Cultural São Paulo  
Endereço: Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo
Abertura: 12 de janeiro de 2019, sábado às 11h (visita guiada com a curadora)
Visitação: 13 de janeiro a 31 de março de 2019
Horário: de terça-feira a domingo, das 9h às 19h
Informações: (11) 3321 4400 |  www.caixacultural.com.br
Livre para todos os públicos
Entrada franca
Acesso para pessoas com deficiência
Patrocínio: CAIXA e Governo Federal
Assessoria de Imprensa CAIXA Cultural São Paulo
cultura.sp@caixa.gov.br | + 55 11 3321-4400
www.caixacultural.com.br
Instagram: CaixaCulturalSP
Facebook: CaixaCulturalSãoPaulo
Assessoria de Imprensa da exposição:
Décio Hernandez Di Giorgi
Adelante Comunicação Cultural
🔗 http://adelantesp.tumblr.com/
📩 decio.di.giorgi@gmail.com
📱 (+ 55 11) 3589 6212 / 98255 3338