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quarta-feira, 11 de março de 2020

Egito Antigo: do cotidiano à eternidade

Essa magnífica exposição, para os padrões sul-americanos, nos apresenta peças de um amplo espectro das pequenas coisas religiosas e do cotidiano do Egito antigo, com artefatos delicados e ao mesmo tempo sofisticadas em sua execução e finalidade.

É sim capaz de nos mostrar o quão avançada era essa civilização, tanto nas artes, nos costumes e no conhecimento, que desapareceu  nos deixando apenas seus rastros e ruínas que apenas nos permitem vislumbrar sua opulência.

Tenho desde menino fascínio pela história egípcia, que começou com a leitura do romance "O Egípcio de Mika Waltari, que tenta contar de forma romanceada a vida nas cortes dos faraós.

Passei anos sem me interessar em ver mostras sobre o Egito antigo, pois quando estive no Museu do Cairo, antes de ver seu acervo, fui direto conhecer o Tesouro de Tutancâmon, que de tão magnífico me fez sentir que o resto das obras expostas não tinham mais graça. Pena que esse seja um dos poucos, senão o único conjunto descoberto sem ter sido saqueado.

A previsão do CCBB - SP é de bater seus recordes de visitação, já que filas imensas já se formam à porta do Centro Cultural.

Um ótimo passeio, a ser apreciado com atenção e vagar.



Música Egípcia, que com certeza só tem influências árabes

Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de assessoria de imprensa do evento.

















Egito Antigo: do cotidiano à eternidade


SÃO PAULO, JANEIRO DE 2020 – Sucesso de público em sua passagem pelo Rio de Janeiro, onde foi vista por 1.433.188 de pessoas, a mostra Egito Antigo: do cotidiano à eternidade estreia sua temporada no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo em 19 de fevereiro. A exposição, que fica em cartaz até 11 de maio com entrada gratuita, tem patrocínio do Banco do Brasil, BB DTVM, BB Seguros, copatrocínio da Brasilprev e apoio do Banco Votorantim. A produção e organização são da Art Unlimited.

Ao todo, a mostra reúne 140 peças que têm em comum a relevância para o entendimento da cultura egípcia, que manteve parcialmente os mesmos modelos religiosos, políticos, artísticos e literários por três milênios. Neste ano, a exposição ainda será exibida nos CCBBs de Brasília e Belo Horizonte. Aspectos da historiografia geral do Egito Antigo serão apresentados de forma didática e interativa, por meio de esculturas, pinturas, amuletos, objetos cotidianos, um Livro dos Mortos em papiro, objetos litúrgicos e óstracons (fragmento de cerâmica ou pedra usados para escrever mensagens oficiais), além de sarcófagos, múmias de animais e uma múmia humana da 25ª dinastia. 

“O principal objetivo é possibilitar a um público grande e diverso, um entendimento qualificado sobre a cultura egípcia”, explica Pieter Tjabbes, curador da mostra junto com Paolo Marini. “Organizamos as obras em diversos recortes, diferentes instâncias, ultrapassando limites temporais e regionais”, completa. Uma réplica da tumba de Nefertari e uma pirâmide cenográfica fazem parte da exposição.

Egito Antigo
Por volta de 4000 a.C., os povos do Egito viviam em pequenas unidades políticas, os nomos, e eram governados por nomarcas, que se reuniram em dois reinos, o Baixo Egito, ao norte, e o Alto Egito, ao sul. Reconhecido como berço de umas das primeiras grandes civilizações da Antiguidade, o Egito Antigo se formou a partir da unificação do Alto Egito e Baixo Egito, no reinado de Menés (Narmer, em grego), o primeiro faraó, entre 3.100 a.C. e 3.000 a.C. – e se desenvolveu até 30 a.C., após a derrota de Cleópatra pelo Império Romano, na Batalha de Alexandria.

Foram quase 3.000 anos de relativa estabilidade política, prosperidade econômica e florescimento artístico, alternados por períodos de crises. O legado dessa civilização desperta fascínio até hoje e teve grande influência na moda, no design, na arquitetura e em cultos europeus, como a maçonaria e a Rosa Cruz, sendo que, a partir do século 19, virou mania na Europa (egiptomania).

Muitas das peças de Egito Antigo: do cotidiano à eternidade são resultantes de escavações do século 19 e início do século 20, e todas são oriundas do Museu Egípcio de Turim (Museo Egizio), da Itália. Fundado em 1824 por Carlo Felice di Savoia, rei da Sardenha, o museu italiano reúne a segunda maior coleção egiptológica do mundo (depois do Museu do Cairo), com cerca de 40.000 artefatos do Egito Antigo. Seu acervo é resultado da junção das peças da Casa Savoia (adquiridas desde o século 17) às da coleção que o monarca comprara das escavações de Bernardino Drovetti, cônsul da França no Egito (1820-1829) – e outra parte do acervo foi descoberta pela Missão Arqueológica Italiana (1900-1935), quando ainda era possível a divisão dos achados arqueológicos.

A exibição é dividida em três seções: vida cotidiana, religião e eternidade, que ilustram o laborioso cotidiano das pessoas do vale do Nilo, revelam características do politeísmo egípcio e abordam suas práticas funerárias. Cada seção apresenta um tipo particular de artefato arqueológico, contextualizado por meio de coloração e iluminação projetadas para provocar efeitos perceptuais, simbólicos e evocativos. As cores escolhidas são: amarelo para a seção da vida cotidiana; verde para a religião; azul para as tradições funerárias – associadas a três intensidades da iluminação (brilhante, suave e baixa). Os visitantes poderão conferir o acervo inédito ao longo dos seis andares do CCBB de São Paulo.


Vida cotidiana (seção amarela)
O dia no Egito Antigo começava quando os primeiros raios de luz emergiam do akhet (horizonte) para iluminar Kemet, a terra negra (Egito). Este também é o momento em que a jornada de Egito Antigo: do cotidiano à eternidade tem início: o cotidiano é apresentado por meio de vídeos e fotografias – do Nilo, de sítios arqueológicos, tumbas e objetos importantes. As imagens transportam o público para o modo de vida de uma civilização intimamente ligada à figura do Sol, Deus representado em pinturas, escritos, adereços e objetos, entre outros artefatos, relacionados ao Egito Antigo.

O amarelo que colore essa seção está associado ao Sol, mas também ao ouro (material do qual a pele dos deuses era feita), assim como ao tom ocre comumente usado em Deir el-Medina – a vila abrigava artesãos das tumbas do Vale dos Reis, de onde vêm a maior parte da informação sobre o dia a dia dos antigos egípcios.
Por meio dos objetos expostos – adornos, artigos de higiene, pentes, frascos de cosméticos, sapatos, vestimentas, entre outros – é possível entender aspectos como trabalho, nutrição e saúde da civilização egípcia.
Os níveis sociais em torno da cultura e das esferas administrativas e sacerdotais eram reservados a altos dignitários, que desfrutavam dos maiores privilégios, praticavam caça e pesca e cuidavam do corpo com óleos, pomadas, banhos e perfumes. Tanto mulheres quanto homens usavam maquiagem, especialmente o kohl, uma mistura preta aplicada ao redor dos olhos, que servia a um propósito protetor. 


Já os camponeses viviam como o esteio da economia, junto com os servos. Suas vidas e trabalho eram determinados por um evento cíclico fundamental: a inundação do Nilo, em julho, que transformava os campos em pântanos lamacentos. Era muito incomum mudar de classe social, mas um escriba poderia melhorar muito seu status, uma vez que seu conhecimento era requisito para os cargos mais altos: era necessário dominar o hieróglifo e a escrita administrativa, em particular hierática (versão cursiva do hieróglifo), muito mais rápida, usada em anotações e documentos. Enquanto o hieróglifo era escrito em pedra ou papiro precioso, o hierático era registrado em óstracons.

Religião (seção verde)
A segunda parte da exibição irá ilustrar a relação dos egípcios com o sagrado, levando o visitante para dentro de um templo, em um ambiente em tons de verde. Essa cor está ligada a muitos conceitos, em especial ao renascimento e à regeneração, assim como à cor da pele do deus Osíris, rei dos mortos, e à tonalidade do papiro, feito a partir da planta identificada com o Nilo, que crescia na água e representava uma nova vida. A luz é suave, para evocar o que teria sido a iluminação típica dos templos, onde os cultos oficiais eram praticados e os sacerdotes escreviam os textos sagrados e determinavam a vida religiosa. Eram subdivididos em espaços públicos e sagrados, nos quais apenas alguns sacerdotes e o rei podiam entrar. Sua arquitetura substituía progressivamente a luz pela penumbra e escuridão.

A religião egípcia era politeísta, marcada por um grande número de divindades maiores e menores. A forma mais íntima de devoção pessoal era o culto votivo, que envolvia a consagração de objetos representando as divindades.

Muitos deuses assumiam a forma animal, e espécies associadas a divindades específicas eram adoradas. Nos templos, um animal associado a um deus poderia ser considerado sua encarnação e, se morresse, seria mumificado e poderia ser deixado como oferenda. Foram encontradas centenas de milhares de múmias, especialmente gatos para a deusa Bastet, cães para o deus Anúbis, falcões para o deus Hórus e íbis para o deus Thoth. As múmias eram acompanhadas de objetos em vários materiais, incluindo estátuas de divindades e estelas de pedra calcária, diante das quais as oferendas seriam deixadas.

Outro aspecto importante da religião era a magia, desde a vida cotidiana até os ritos funerários – às vezes, considerada o único remédio contra o comportamento incompreensível dos deuses, demônios, anjos e espíritos dos mortos. A doença era vista como uma possessão por uma entidade prejudicial que precisava ser derrotada. As estátuas de cura pertencem a essa esfera e apareceram pela primeira vez no Império Novo (iniciado em cerca de 1500 a.C.), podendo curar picadas de cobra e escorpião, com a água ou leite que era derramada sobre elas e sobre os textos mágicos que cobriam as feridas.

Eternidade (seção azul)
A escuridão noturna, fase em que a deusa Nut engolia o Sol, era associada ao reino dos mortos; e o azul é a cor do lápis-lazúli, mineral precioso valorizado pelos egípcios. Em um ambiente com iluminação azul meia-noite, considerada por eles a cor da eternidade, o terceiro espaço expositivo irá abordar as tradições funerárias e a vida após a morte. A luz ainda mais fraca sugere os locais fechados e selados das câmaras funerárias, onde os bens da sepultura eram originalmente colocados. Assim, o visitante é transportado ao interior de uma tumba para acompanhar desde a sua idealização e construção até o sofisticado ritual de mumificação.

Os elementos da arquitetura das tumbas atendiam exigências relacionadas às crenças funerárias. Esse ritual atingiu sua máxima expressão com a mumificação, que era considerada uma proteção do corpo para continuar a vida após a morte.  Os órgãos internos eram retirados, tratados e guardados em vasos canópicos, pois os egípcios acreditam que era preciso preservá-los para assegurar a vida eterna; só o cérebro era descartado; e o coração, a casa da alma, era recolocado na múmia. Essa função protetora da mumificação era reforçada pela recitação de fórmulas mágicas, representando espíritos ou divindades particulares, e posicionando amuletos em pontos específicos da múmia: o djed (hieróglifo em forma de pilar) era colocado atrás do corpo, como símbolo de estabilidade e força; o besouro coberto de fórmulas mágicas protetoras, no coração; os espíritos funerários, no músculo cardíaco; as divindades protetoras, nos órgãos do abdômen.

A partir do Império Médio (iniciado em cerca de 2000 a.C.), as tumbas ganharam estatuetas funerárias, conhecidas como shabtis, que tinham a tarefa de substituir o falecido se fosse convocado para realizar trabalho agrícola ou qualquer outra tarefa após a morte. No entanto, o objeto mais importante era o caixão, cuja função principal era preservar o corpo. Ao longo dos séculos, mudou tanto em forma quanto em decoração e, muitas vezes, era identificado com Nut, a deusa do céu e mãe divina, que acolhia os mortos e lhes permitiria começar uma nova vida. 
Interatividade
Egito Antigo: do cotidiano à eternidade apresenta ainda uma seção interativa, com um vídeo com reconstrução 3D de monumentos, baseada em dados reais, que permitirá aos visitantes percorrer lugares no Egito Antigo. Serão desenvolvidas atividades lúdicas e ainda será possível tirar selfies com a esfinge ou a pirâmide. Haverá uma réplica de uma escavação e um livro eletrônico, com parte do material registrado pelas equipes de Napoleão (de 1798 a 1801), com imagens de monumentos, esculturas, paisagens e objetos, que poderá ser navegado pelos usuários e será projetado em um telão. A reconstrução de uma das salas de tumba da rainha Nefertari, cujas pinturas de parede são consideradas como ‘a Capela Sistina do Egito Antigo’, completa a visita da exposição.
Além disso, o Programa Educativo do Centro Cultural Banco do Brasil irá desenvolver uma série de atividades que estimulam a experiência, a criação, a investigação e a reflexão por meio de processos pedagógicos, artísticos e curatoriais. Logo nas primeiras semanas da exposição, educadores serão convidados para conhecer a mostra. Já durante o período expositivo, atividades especiais estão programadas. No Carnaval, por exemplo, uma oficina vai demonstrar maquiagens e fantasias relacionando o tema da exposição.
O Espaço de Convivência convida ao encontro, à pausa e ao diálogo. É um lugar onde todos os públicos são acolhidos, em suas diferenças e singularidades, e onde o Programa CCBB Educativo SP afirma o compromisso com a acessibilidade, a diversidade e a inclusão. O Espaço de Convivência da exposição Egito Antigo: do cotidiano à eternidade toma como ponto de partida elementos do Antigo Egito e do Egito contemporâneo e propõe um lugar de encontro onde o jogo funciona como ferramenta de construção coletiva e de aprendizado, com foco na escrita de hieróglifos, tanto de palavras como de números. As atividades do CCBB Educativo são realizadas todos os dias, exceto às terças.
Após passar por São Paulo, Egito Antigo: do cotidiano à eternidade será apresentada no CCBB Brasília (2 de junho a 30 de agosto de 2020) e no CCBB Belo Horizonte (16 de setembro a 23 de novembro de 2020). A exposição é patrocinada pelo Banco do Brasil (por meio do edital Programa de Patrocínio 2018/2019 - Centro Cultural Banco do Brasil), pela BB DTVM, BB Seguros e tem copatrocínio da Brasilprev e apoio do Banco Votorantim. O projeto conta com apoio da Lei de Incentivo à Cultura.

Egito Antigo: do cotidiano à eternidade | Centro Cultural Banco do Brasil
·         CCBB São Paulo: 19/02/2020 a 11/05/2020
·         CCBB Distrito Federal: 02/06/2020 a 30/08/2020
·         CCBB Belo Horizonte: 16/09/2020 a 23/11/2020

Entrada gratuita
Sobre o CCBB SP – O CCBB São Paulo ocupa o prédio construído em 1901 na Rua Álvares Penteado, 112, esquina com a Rua da Quitanda. Localizado no coração histórico da cidade, numa via hoje de pedestres, o edifício foi comprado em 1923 pelo Banco do Brasil. Em 1927, após uma reforma projetada pelo arquiteto Hippolyto Pujol, tornou-se o primeiro prédio próprio do Banco do Brasil na capital. A construção foi inteiramente reformada para abrigar o CCBB São Paulo, inaugurado em 21 de abril de 2001. Os elementos originais foram restaurados, mantendo assim as linhas que o tornam um dos mais significativos exemplos da arquitetura do início do século XX.


Serviço
Egito Antigo: do cotidiano à eternidade
De 19/02/2020 a 11/05/2020

Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico, Triângulo SP, São Paulo–SP
Aberto todos os dias, das 9h às 21h, exceto às terças
Acesso ao calçadão pela estação São Bento do Metrô
Informações: (11) 4298-1270


Acesso e facilidades para pessoas com deficiência | Ar-condicionado | Cafeteria e Restaurante | Loja

Estacionamento conveniado: Rua da Consolação, 228.
Traslado gratuito até o CCBB (aprox. 10 min), das 14h às 23h.
No trajeto de volta, a van tem parada na estação República do Metrô.
Valor: R$ 14 pelo período de até 6 horas. É necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB.

Assessoria de imprensa do CCBB SP
Leonardo Guarniero
(11) 4298-1270/1282 | leoguarniero@bb.com.br

Informações para a imprensa sobre a exposição: Agência Galo
SP: (11) 3253-3227 | BH: (31) 4063-6331 | DF: (61) 4063-8770 | RJ: (21) 4063-7021
contato@agenciagalo.com

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

J. Carlos – Originais

Sabe aqueles eventos aos quais você vai com a certeza de que irá gostar, pois é, não foi esse o caso, eu simplesmente fiquei encantando, quase em êxtase com essa mostra.

De um artista cuja obra sempre permeou meu inconsciente com suas imagens poderosas e ao mesmo tempo tão singelas que atraem nossa atenção e nos faz prestar atenção aos ricos detalhes de cada cena retratada.

Um artista de múltiplos talentos e vasta produção que nos intriga com a alta qualidade de seus desenhos, pois nos atestam sua quase sobre humana capacidade de trabalho e imaginação.

Foi o cronista e ao mesmo tempo o historiador de sua época que com seus traços irônicos nos traz aquela realidade.

Um lindo passeio a ser feito mais de uma vez.


Conjunto De Chiquinha Gonzaga - 1912 - Falena


Abaixo das imagens, o "press-release" fornecidos pela assessoria de imprensa do IMS

Vinheta e capitular publicadas em Careta, 15.08.1942
Grafite, nanquim e guache sobre papel, 12,3 x 10,9 cm
Coleção Eduardo Augusto de Brito e Cunha / Instituto Moreira Salles

Vinheta publicada em Careta, 13.04.1940
Grafite, nanquim e guache sobre papel, 21,6 x 30,7 cm
Coleção Eduardo Augusto de Brito e Cunha / Instituto Moreira Salles 
 Ilustração publicada em Para Todos..., 18.10.1924
Grafite, nanquim, aquarela e guache sobre papel, 37,8 x 30,9 cm
Coleção Eduardo Augusto de Brito e Cunha / Instituto Moreira Salles 
  Ilustração para capa de Careta, 30.09.1950
Grafite, nanquim, aquarela e guache sobre papel, 36 x 31,5 cm
Coleção Eduardo Augusto de Brito e Cunha / Instituto Moreira Salles
 Ilustração para capa de Careta, 07.06.1941
Nanquim, aquarela e guache sobre papel, 35,5 x 30,6 cm
Coleção Eduardo Augusto de Brito e Cunha / Instituto Moreira Salles 
Ilustração para capa de Careta, 27.12.1947
Grafite, nanquim, aquarela e guache sobre papel, 37,6 x 33,2 cm
Coleção Eduardo Augusto de Brito e Cunha / Instituto Moreira Salles 


Ilustração para a capa de Careta, 06.02.1943
Grafite, nanquim, aquarela, guache e tinta metaloácida sobre papel, 39,3 x 34,3 cm
Coleção Eduardo Augusto de Brito e Cunha / Instituto Moreira Salles 


IMS Paulista inaugura exposição de J. Carlos, um dos principais cronistas visuais do país

A mostra, que abre no dia 17 de setembro, reúne cerca de 300 itens, entre desenhos e publicações do artista

José Carlos de Brito e Cunha (1884-1950), o J. Carlos, é autor de uma das mais poderosas crônicas visuais do Brasil na primeira metade do século XX. Sua ampla produção é apresentada na exposição J. Carlos – Originais, que o IMS Paulista inaugura no dia 17 de setembro (terça-feira), às 18h. A mostra, que foi exibida na sede carioca em 2017, reúne cerca de 300 itens, entre desenhos e publicações, selecionados pelos curadores Cássio Loredano, Julia Kovensky e Paulo Roberto Pires. Na abertura (17), às 19h, haverá uma visita guiada conduzida por Cássio Loredano. O evento é gratuito e aberto ao público.

J. Carlos produziu uma obra variada, que inclui caricaturas, charges, cartuns, alfabetos tipográficos, publicidade, enfim, todo o universo gráfico das primeiras revistas ilustradas do país. Estreou na imprensa em 1902, aos 18 anos, e trabalhou ininterruptamente pelos 48 anos seguintes. Acredita-se que tenha publicado mais de 50 mil desenhos. A mostra apresenta instantes decisivos dessa trajetória, em obras selecionadas entre os cerca de mil originais que integram a coleção Eduardo Augusto de Brito e Cunha, sob a guarda do IMS desde 2015. O acervo reunido pelo filho do artista também inclui coleções encadernadas das publicações em que J. Carlos atuou, como Careta, Para Todos..., Fon-Fon! e Almanaque do Tico-Tico.

Ao privilegiar os originais, muitas vezes anotados, a mostra pretende não apenas dar conta de alguns dos temas mais recorrentes do artista, mas também flagrar o processo de criação das ilustrações, da prancheta para as páginas. Segundo Paulo Roberto Pires, a seleção mostra o processo criativo de J. Carlos, revelando “um pouco como trabalha um artista gráfico. Ao visualizar os originais, o público pode acessar os bastidores da obra.”

A exposição está organizada em quatro seções. A primeira é dedicada ao J. Carlos artesão: nela estão letras, vinhetas, rascunhos e logotipos. Estão presentes, por exemplo, as capitulares, vinhetas e diagramações que o artista criava para acompanhar os textos literários nas revistas. “É um dos capítulos mais bonitos da exposição. Todo escritor publicava na imprensa da época, e ele fazia a roupa visual de tudo”, conta Cássio Loredano.

O Brasil é o centro do segundo núcleo temático, na crônica satírica da vida política brasileira, sobretudo dos governos Dutra e Vargas. O J. Carlos cronista também se ocupa do cotidiano do Rio de Janeiro, das cenas corriqueiras da cidade grande ao Carnaval.

Na terceira seção, J. Carlos comenta alguns dos momentos cruciais da Segunda Guerra Mundial. Numa série de desenhos publicados na Careta, o artista caricatura os principais líderes mundiais e firma posição na luta internacional antifascista. O segmento final é dedicado ao J. Carlos menos conhecido, um diligente desenhista de histórias para crianças. Dos quadrinhos formalmente ousados, publicados semanalmente em O Tico-Tico, a Minha babá, livro que se tornou raridade, o artista mantém o virtuosismo que foi sua marca.

J. Carlos foi um dos primeiros representantes do modernismo no Brasil, em sua leitura original do art nouveau e do art déco. “Ele transcende o universo dos desenhistas, dos caricaturistas. Sua obra causa impacto até hoje, as pessoas reconhecem o traço, a estética de uma era específica, a belle époque, que ele conseguiu associar ao seu trabalho. Aqui ele foi único, original”, afirma Julia Kovensky.

J. Carlos – Originais
Curadoria: Cássio Loredano, Julia Kovensky e Paulo Roberto Pires
Abertura: dia 17 de setembro, às 18h
Visitação: até 26 de janeiro de 2020
Entrada gratuita
Galeria 1

Visita guiada com Cássio Loredano
17 de setembro, às 19h
Entrada gratuita, sujeita a lotação
Galeria 1

IMS Paulista
Avenida Paulista, 2424
São Paulo
Tel.: 11 2842-9120
imspaulista@ims.com.br

Horário de funcionamento: de terça a domingo e feriados (exceto segunda), das 10h às 20h. Nas quintas, até as 22h.


Informações para a imprensa IMS:

(11) 3371 4424
(11) 3371 4468

Bárbara Giacomet de Aguiar – (11) 3371-4490

Mariana Tessitore – (11) 3371-4479


quinta-feira, 25 de abril de 2019

Mi Obra Maestra

Esse é um filme muito divertido e instigante, pois ao mostrar a relação entre um artista e seu agente, nos mostra também o lado escuso do mercado de artes.

Com dois atores magníficos que sustentam muito bem seu papel, reafirma a força do cinema argentino; mas aqui abro uma controvérsia, todos os grandes filmes argentinos são feitos em cooperação com os espanhóis, imagino que pela parte técnica tragam som, imagem, montagem e trilha sonoras muito melhores do que talvez exista hoje no mercado cinematográfico dos nossos vizinhos. Dessa característica também padece o cinema brasileiro, que em muitas produções esplendorosas em seu conceito e criação, tornam-se inassistíveis quando não conseguimos entender aos diálogos.

Uma grande diversão para quem aprecia as belas artes e seu entorno.






segunda-feira, 22 de abril de 2019

Tarsila popular

Essa é uma mostra que visitei duas vezes tentando achar um único adjetivo que a definisse, impossível, então digo a vocês, é imperdível.

A beleza das obras, mesmo as já conhecidas emociona, fazendo com que nos percamos em frente a elas, às vezes até deixando o tempos passar com mais vagar.

O uso das cores, consideradas por alguns primárias, nos mostra o profundo conhecimento de Tarsila no seu manuseio, pois em cada detalhe das cenas podemos observar delicadas variações nos seus matizes.

Podemos perceber esse detalhe mais vividamente no Abaporu, que ganhou o mundo em 1995 com a ameaça de seu tombamento, ele é tão mais bonito ao vivo do que nos livros, que por melhor que tenha sido a fotografia não nos mostra as filigranas das pinceladas.

Essa exposição nos apresenta  Tarsila como a principal artista plástica brasileira junto a Portinari.

Não deixem de ver, pois há obras que nos são apresentadas que dificilmente retornarão a essas bandas, já que são de coleções como do Museu Hermitage, do Centro de Arte Reina Sofia do Museu  Nacional da Espanha e do Musée de Grenoble.






Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do MASP



















EXPOSIÇÃO DE TARSILA DO AMARAL NO MASP SE VOLTA PARA RELAÇÃO DE
SUA OBRA COM O POPULAR BRASILEIRO

"Tarsila popular" propõe ainda um novo olhar em direção aos temas, personagens e narrativas
presentes no trabalho da artista, especialmente no que diz respeito a questões políticas,
sociais, e raciais; catálogo com textos inéditos será lançado na abertura

Tarsila do Amaral (1886-1973), artista que foi figura central do modernismo brasileiro em sua
primeira fase, a partir dos anos 1920, ganha sua primeira grande mostra no Museu de Arte de
São Paulo Assis Chateaubriand (MASP) a partir de 5 de abril. Tarsila popular, com curadoria
de Adriano Pedrosa e Fernando Oliva, reúne cerca de 120 obras da artista, entre pinturas e
desenhos. A abertura de Tarsila popular será simultânea à da exposição Lina Bo Bardi:
Habitat, sobre a arquiteta ítalo-brasileira que projetou, entre outros, o edifício que abriga o
MASP. As mostras integram o ciclo “Histórias das mulheres, histórias feministas”, eixo temático
que guiará a programação da instituição ao longo de 2019.

O “popular” do título refere-se tanto ao recorte da obra de Tarsila, pelos curadores, como ao
programa de revisão da produção de nomes centrais do modernismo brasileiro, empreendido
pela atual direção artística do MASP. Em 2016, por exemplo, o museu realizou Portinari
popular, uma seleção de trabalhos de Candido Portinari (1903-1962) relacionados com a
cultura popular brasileira. Assim como Portinari, a obra de Tarsila está na base da construção
de uma identidade nacional nas artes, ao lado de nomes como Lasar Segall (1891-1957) e
Anita Malfatti (1889-1964).

Sem abdicar por completo da matriz modernista europeia e formal da qual fez parte, Tarsila
voltou-se para personagens, temas e narrativas ligados ao popular no Brasil. Esse aspecto se
manifestou em diversos trabalhos, como é possível observar em suas cenas de Carnaval,
favelas e feiras ao ar livre, além da relação de sua obra com a religiosidade e, ainda, com as
lendas populares e indígenas -- caso das obras "A cuca" (1924), "Abaporu" (1928) e
"Batizado de Macunaíma" (1956).

“A exposição e o catálogo que a acompanha pretendem promover reflexões mais abrangentes
sobre Tarsila, articulando sua vida e obra no contexto de uma visão política, social e racial da
cultura brasileira e do modernismo -- um movimento que, no Brasil, raramente é abordado sob
esses prismas”, diz Fernando Oliva, curador da exposição.

Nascida em uma fazenda no interior paulista, em 1886, Tarsila fez parte da aristocracia
brasileira. Estudou as técnicas acadêmicas tradicionais na Europa, onde conviveu com pintores
como André Lhote (1885-1962) e Fernand Léger (1881-1955). Desse período, chamam
atenção retratos que já apontavam para uma ideia de modernidade -- na pincelada, na
representação não-realista e na tentativa de captar o emocional dos modelos --, como em
“Autorretrato com vestido laranja” (1921).

Apesar disso, foi ao voltar ao Brasil, em 1922, que Tarsila aderiu às ideias vanguardistas
europeias, incorporando-as à sua maneira de representar o Brasil. Foi apresentada por Anita
Malfatti ao escritor Mário de Andrade (1893-1945), ao futuro marido Oswald de Andrade
(1890-1954) e ao poeta e pintor Menotti del Picchia (1892-1988), formando com eles o
Grupo dos Cinco.

Guiados pela ideia de encontrar e definir uma arte "verdadeiramente nacional", os cinco
fizeram uma viagem de redescoberta do país pelas cidades coloniais mineiras, acompanhados
pelo poeta franco-suíço Blaise Cendrars (1887-1961). Dessa expedição, resultaram desenhos
de observação de Tarsila que estarão na mostra.

É nesse momento que se inicia o período conhecido como “Pau-Brasil”, uma das três principais
fases da carreira de Tarsila, ao lado dos períodos “Antropofágico” e “Social”, todos presentes
na mostra. A fase “Pau-Brasil” é marcada por telas de cores e temas acentuadamente tropicais,
como a exuberância da fauna e da flora locais, pintadas ao lado de máquinas e trilhos,
símbolos, por sua vez, da modernidade urbana do país. Desse momento, são singulares obras
como “Estrada de Ferro Central do Brasil” (1924), “Vendedor de frutas” (1925) e “Um
pescador” (1925), pintura que faz parte do acervo do museu Hermitage, na Rússia, e será
exposta pela primeira vez no Brasil.

Foi ainda nos anos 1920 que Tarsila deu início à fase “Antropofágica”, em que conseguiu
criar algo de único e particular. Em 1926, Tarsila casou-se com Oswald e apresentou sua
primeira individual, em Paris. Dois anos depois, pintou “Abaporu”, cujo nome de origem
indígena significa “homem que come carne humana -- tipo de ritual praticado por algumas
tribos brasileiras, especialmente os tupinambás. A obra inspirou o Manifesto Antropófago, de
Oswald, que propunha a apropriação e deglutição, pela cultura nacional, do legado cultural
europeu, para devolvê-lo ao mundo sob a forma de uma produção cultural própria, brasileira.
Trabalhos como “Urutu” (1928) e “Antropofagia” (1929) estarão na mostra.

A chamada fase “Social”, que se segue a “Pau-Brasil”, e “Antropofágica”, deixa clara a
aproximação de Tarsila com as questões políticas e sociais. No início da década de 1930, a
artista, empobrecida pela perda da fortuna da família na crise de 1929, teve de se desfazer
de obras de sua coleção particular. Assim, reuniu recursos para viajar à União Soviética,
acompanhada pelo então marido, o psiquiatra Osório César. Juntos, foram para Moscou,
Leningrado e Berlim, entre outras cidades. De volta ao Brasil, foi presa, considerada suspeita
de “atividades subversivas” por ter visitado países comunistas. Esses eventos marcaram sua
fase de temática social, representada por obras como “Segunda classe” (1933) e “Operários”
(1933).

Histórias das mulheres, histórias feministas
Tarsila popular integra um ano de exposições, simpósios, palestras, workshops, filmes e
publicações em torno do tema “Histórias das mulheres, histórias feministas”. O ciclo temático
de 2019 agrega diversas mostras monográficas, com nomes da arte contemporânea
internacional, caso de Gego e Leonor Antunes, ao lado de artistas brasileiras dos séculos 20 e
21, como Lina Bo Bardi, Djanira da Motta e Silva e Anna Bella Geiger, além de duas mostras
coletivas, Histórias das mulheres, artistas antes de 1900 e Histórias das mulheres, artistas
depois de 2000.

Catálogo
Organizado por Adriano Pedrosa e Fernando Oliva, a publicação será lançada na abertura
da exposição, com edições em português e inglês, e inclui ensaios de Adriano Pedrosa,
Amanda Carneiro, Fernando Oliva, Irene Small, Mari Rodríguez Binnie, Maria Bernardete
Ramos Flores, Maria Castro, Michele Greet, Michele Petry, Paulo Herkenhoff, Renata
Bittencourt, Sergio Miceli.
O catálogo pode ser adquirido no MASP Loja, ponto de vendas do museu com entrada
gratuita, independente das exposições. Valores: R$ 139 (brochura) e R$ 169 (capa dura).

TARSILA POPULAR
Abertura: 4 de abril, às 20h
De 5 de abril a 23 de junho de 2019
Local: 1º andar
Endereço: avenida Paulista, 1578, São Paulo, SP
Telefone: (11) 3149-5959
Horários: quarta a domingo: das 10h às 18h (bilheteria aberta até as 17h30); terça-feira: das
10h às 20h (bilheteria até 19h30)
Ingressos: R$ 40 (entrada); R$ 20 (meia-entrada)

O MASP tem entrada gratuita às terças-feiras, durante o dia todo.
AMIGO MASP tem acesso ilimitado e sem filas todos os dias em que o museu está aberto.
O ingresso dá direito a visitar todas as exposições em cartaz no dia da visita.
Estudantes, professores e maiores de 60 anos pagam R$ 20 (meia-entrada).
Menores de 11 anos de idade não pagam ingresso.
O MASP aceita todos os cartões de crédito.

Estacionamento: é preciso carimbar o ticket do estacionamento na bilheteria ou recepção do
museu.

CAR PARK (Alameda Casa Branca, 41)
R$ 18 até 12h
seg - sex: 7h-23h
sáb, dom e feriado: 8h-20h
PROGRESS PARK (Avenida Paulista, 1636)
seg - sex, 7h-23h: R$ 20
sáb, dom e feriado, 7h-18h: R$ 20

Acessível a deficientes físicos, ar condicionado, classificação livre

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