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sábado, 23 de julho de 2016

Raimundo Cela – um mestre brasileiro

Nestes últimos tempos em que somos diariamente bombardeados com más notícias de todos os matizes uma surpresa como essa aquece o coração.

Conhecer Raimundo Cela pela sempre competente curadoria de Denise Matar transforma uma experiência cotidiana numa ocasião deslumbrante.

Uma magnífica exposição num espaço expositivo suntuoso, nos apresenta um grande artista brasileiro que não tem o merecido destaque no universo das artes plásticas mundial, até porque, imagino, a maioria de seus trabalhos estão em posse de colecionadores particulares, que com absoluta razão devem ter ciúmes de seus tesouros.

As obras apresentadas cobrem todas as fases de sua produção nos mostrando sua genial capacidade de criar maravilhas através da observação de cenas comuns.





Jangada - Edu Lobo

Abaixo das imagens o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do evento.


















EXPOSIÇÃO DE RAIMUNDO CELA TRAZ A MEMÓRIA DE UM DOS MAIS IMPORTANTES ARTISTAS CEARENSES

Individual reúne, no MAB-FAAP, 120 obras do artista, apresentando suas diversas facetas

O Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Alvares Penteado (MAB-FAAP) recebe a partir de 12 de junho a exposição de Raimundo Cela (1890-1954), principal artista cearense de sua geração. Reunindo 120 obras, a retrospectiva apresenta o percurso do artista desde suas obras acadêmicas até os últimos trabalhos, plenos de ritmo e emoção.

Com curadoria de Denise Mattar, que tem como proposta resgatar artistas de qualidade que ficaram à margem da história oficial da arte brasileira, a mostra “Raimundo Cela – um mestre brasileiro” apresenta a obra de um realizador muito  respeitado entre os estudiosos, mas pouco conhecido do público em geral. 

A exposição
Maior retrospectiva já realizada do pintor cearense, a mostra abarca sua trajetória, a partir de momentos-chave que representam o início de um novo ciclo em sua obra.

A exposição inicia com seus primeiros trabalhos, marcados pela influência do academicismo. São obras determinadas pelo perfeito domínio da técnica clássica, na composição de telas figurativas, evocações à Antiguidade Clássica e à paisagem brasileira. Nesse setor, destacam-se, entre outras, obras como Último diálogo de Sócrates (1917), premiada no Salão Nacional de Belas Artes e que garantiu ao artista uma viagem a Paris, na França.

Devido à Primeira Guerra, a viagem é realizada apenas em 1920, justamente o princípio dos anos loucos da capital francesa, onde Cela dedica-se aos estudos da gravura em metal, dando uma nova perspectiva à sua obra, não apenas na técnica, mas também na temática.

Ao longo dos anos em que permanece em Paris, o artista retratou em seus desenhos, óleos e gravuras, cenas da paisagem francesa, como na tela Paisagem de Saint-Agrève (1921), e da realidade parisiense e de seus tipos, em estudos de nus e nos desenhos Ferreiro e Funileiro (1921).

Um dos grandes destaques da exposição, e da obra de Cela, o painel Abolição (1938), estará reproduzido na mostra em seu tamanho original. Primeiro estado brasileiro a abolir a escravatura, em 25 de Março de 1884, o Ceará, terra-natal de Cela, encomenda a ele, em 1938, um painel que simboliza o momento histórico tão marcante na história do Ceará e do Brasil.






Na individual, o público poderá ter acesso a uma visão única do Ceará. Em seus quadros está a melhor tradução dessa paisagem nordestina, como na série Pinturas Brancas, de marinas e paisagens. Cela também foi um caçador de almas e dos tipos cearenses, com destaque para as figuras populares, como pescadores, vaqueiros, rendeiras e os jangadeiros, estes representados em uma série de obras criadas entre 1940 e 1946. Na mostra, essas produções estarão dispostas de modo narrativo, representando a sequência de ações que levam a jangada ao mar.

Vida e obra
Raimundo Cela nasceu em 1890, em Sobral, no interior do Ceará, mas cresceu em uma cidade litorânea próxima: Camocim. O artista - criado em um meio familiar culto - foi para o Rio de Janeiro em 1910 estudar engenharia, desejo de seu pai, e pintura, por ambição própria. Formou-se sob orientação dos maiores mestres do começo do século, tendo contato especial com Eliseu Visconti.

A pintura de Cela inicia-se totalmente acadêmica, tendo ele recebido, em 1917, como prêmio, uma viagem à Paris do Salão Nacional de Belas Artes, pela obra clássica “Último Diálogo de Sócrates”. A viagem só ocorreu em 1920, devido à guerra.

O artista permaneceu na França por dois anos, quando dedicou-se ao aprendizado da gravura em metal com Frane Brangwyn, pintor, gravador e litógrafo inglês. Seu trabalho nessa técnica é de excepcional qualidade. Suas gravuras, segundo Adir Botelho, não são apenas registros gráficos, históricos, são obras universais no sentido e na expressão. Foi o pioneiro do ensino da gravura em metal na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, lecionando durante nove anos.

De volta ao Brasil, foi viver em Camocim, onde trabalhou durante dez anos como engenheiro de uma pequena usina elétrica. Em 1938, a pintura de um painel para o governo do Estado, representando a libertação dos escravos do Ceará o trouxe de volta à vida artística. Pouco depois, em 1940, estabeleceu-se em Fortaleza. O artista francês Jean Pierre Chabloz o conheceu nessa fase e encantou-se com sua obra.

Raimundo Cela, sendo um moderno, nunca foi um modernista. Ele apareceu justamente no momento da história cultural em que as artes iam ser atingidas pelo radicalismo de 1922. Criou-se, então, o mito, que hoje vem sendo revisto pelos estudos sobre o pré-modernismo, de que aconteceu um hiato entre os mestres do século XIX e a Semana de Arte Moderna. Neste período nada teria sido produzido de interessante e criativo. Os que surgiram naquela fase foram mantidos numa espécie de limbo cultural. Mas o valor da arte de Raimundo Cela deve-se ao fato de ter sido concebida à margem das escolas, de não ter sido contaminada pelos modismos passageiros.

“Na obra de Cela nada é inocência, tudo é fruto de planejamento, economia e técnica. Mas tudo é também movimento, força, agilidade e graça. Sua arte não procura simplesmente imitar as coisas representadas, é de uma beleza solene, meio melancólica, mas luminosa”, ressalta Cláudio Valério Teixeira, artista plástico, restaurador e crítico de arte.



Raimundo Cela retornou ao Rio de Janeiro em 1945. Tornou-se professor de gravura em metal da Escola Nacional de Belas Artes, cargo que ocuparia até a sua morte, em 1954. Nesta última fase da carreira, o pintor foi duas vezes premiado com a medalha de ouro do Salão Nacional de Belas Artes.

A exposição conta com patrocínio da Minalba e, depois da temporada no MAB-FAAP, segue para o Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro.


Exposição “Raimundo Cela – um mestre brasileiro”
Período de visitação: de 12 de junho a 18 de setembro
Atenção para os novos horários do MAB-FAAP:
De segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, com permanência até às 19h.
Aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 17h, com permanência até às 18h.
(Fechado às terças-feiras, inclusive quando feriado)
Local: MAB-FAAP
Endereço: Rua Alagoas, 903 – Higienópolis
Informações: (11) 3662-7198 
Agendamento de visitas educativas: (11) 3662-7200  ou museu.educativo@faap.br
Entrada franca


Sobre o MAB-FAAP
Criado em 1960, o Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Alvares Penteado (MAB-FAAP) tem abrigado exposições marcantes, tanto de arte brasileira como internacional, provenientes dos principais museus do mundo. O MAB-FAAP já foi contemplado com importantes prêmios do setor, como o concedido em 2010 pela Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) às exposições ‘Memórias Reveladas’ e ‘Tékhne’.

O MAB-FAAP possui dois espaços expositivos: Sala MAB, onde atualmente está em cartaz a mostra ‘Elas - Mulheres Artistas no Acervo do MAB’, e o Salão Cultural, que a partir de 5 de junho abrigará a mostra Raimundo Cela.
Com um acervo próprio de cerca de três mil obras de arte brasileira, o MAB-FAAP reúne fotos, esculturas, gravuras, pinturas, entre outras, datadas a partir do final do século XIX. Entre os principais artistas estão Anita Malfatti, Victor Brecheret, Di Cavalcanti, Oswaldo Goeldi, Lasar Segall, Pancetti, Portinari, Alfredo Volpi, Cícero Dias, Tomie Ohtake, Arcângelo Ianelli, Flávio de Carvalho, Lygia Clark, Burle Marx, entre outros. Um painel de vitrais de 350 metros quadrados também integra o acervo de obras do MAB-FAAP.

Informações para a imprensa:

FAAP - WN&P COMUNICAÇÃO
Tel: (11) 3662-7270/ 7271 / 9-5329-1654
Fabiana Dourado (
fabiana.dourado@wnp.com.br)
Iracema Carvalho (iracema.carvalho@wnp.com.br)
Sala de Imprensa: www.faap.br/imprensa


 



Curadora Denise Mattar - A4 e Holofote
+55 (11) 3897-4122

sábado, 21 de maio de 2016

Picasso: mão erudita, olho selvagem

São Paulo recebe mais uma grande exposição de obras de Pablo Picasso, recorrente em nossos museus. O artista pela sua importância nos proporciona sempre novidades.

Meu primeiro contato com a obra de Picasso foi uma reprodução feita por minha mãe de uma das suas obras icônicas do cubismo, imagino que eu teria uns oito anos, o quadro era muito bem feito e guardava os matizes do original. Que pena ela tenha se perdido sob minha guarda em alguma mudança, a teria hoje em destaque.

Mas voltando ao assunto, essa será para nós a definitiva pois prova aos céticos que Picasso foi um artista completo que sabia desenhar e pintar como um mestre, dito em sua mais celebre frase:
  • "Quando eu tinha 15 anos sabia desenhar como Rafael, mas precisei uma vida inteira para aprender a desenhar como as crianças"

Multifacetado, exercendo seu mister em várias formas de expressão, como a pintura, escultura, cerâmica e figurinista como na criação dos trajes do balé de Igor Stravinsky, com os croquis mostrados nesta exposição.

Podemos perceber a simbiose entre todos os grandes artista do século XX, onde influenciam e são influenciados por seus pares como vasos comunicantes ou como por osmose.

Hoje o Instituto Tomie Ohtake emparelha com o Centro Cultural do Banco do Brasil como os maiores difusores de cultura do país. Obrigado aos seus curadores e mantenedores.Sempre um lindo passeio.






Pulcinella Suite - VII. Vivo - Stravinsky Conducts Stravinsk


Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do Instituto Tomie Ohtake.




Picasso
Portrait d'homme, 1903
© RMN-Grand Palais (Musée national Picasso-Paris), 
© Succession Picasso, 2015

Pablo Picasso (1881-1973)
Autoportrait
Self-portrait
Paris, automne 1906
Huile sur toile, 65 x 54 cm
Musée national Picasso-Paris
Dation Pablo Picasso, 1979. MP8
© RMN-Grand Palais (Musée national Picasso-Paris) / Ojéda René-Gabriel
© Succession Picasso, 2015

© Succession Pablo Picasso / AUTVIS, Brasil, 2016. 

 Pablo Picasso (1881-1973)
Homme à la guitare
Man with a Guitar
Paris, automne 1911
Huile sur toile, 154 x 77,5 cm

Musée national Picasso-Paris
Dation Pablo Picasso, 1979. MP34
© RMN-Grand Palais (Musée national Picasso-Paris) / Ojéda René-Gabriel
© Succession Picasso, 2015

© Succession Pablo Picasso / AUTVIS, Brasil, 2016. 

 Pablo Picasso (1881-1973)
Guitare
Guitar
Paris, 1924
Tôle découpée et pliée, boîte en fer blanc et fil de fer peints, 111 x 63,5 x 26,6 cm
Musée national Picasso-Paris
Dation Pablo Picasso, 1979. MP260
© RMN-Grand Palais (Musée national Picasso-Paris) / Hatala Béatrice
© Succession Picasso, 2015
© Succession Pablo Picasso / AUTVIS, Brasil, 2016. 



Pablo Picasso (1881-1973)
Deux femmes courant sur la plage (La course)
Two Women running on the Beach (The Race)
Dinard, été 1922
Gouache sur contreplaqué, 32,5 x 41,1 cm
Musée national Picasso-Paris
Dation Pablo Picasso, 1979. MP78
© RMN-Grand Palais (Musée national Picasso-Paris) / Berizzi Jean-Gilles
© Succession Picasso, 2015

© Succession Pablo Picasso / AUTVIS, Brasil, 2016. 



 Pablo Picasso (1881-1973)
Buste d’homme (étude pour « Les Demoiselles d’Avignon »)
Paris, printemps 1907
Huile sur toile, 56 x 46,5 cm
Musée national Picasso-Paris
Dation Pablo Picasso, 1979. MP14
© RMN-Grand Palais (Musée national Picasso-Paris) / Ojéda René-Gabriel
© Succession Picasso, 2015
© Succession Pablo Picasso / AUTVIS, Brasil, 2016. 


 Pablo Picasso (1881-1973)
Joueurs de ballon sur la plage
Ball Players on the Beach
Dinard, 15 août 1928
Huile sur toile, 24 x 34,9 cm
Musée national Picasso-Paris
Dation Pablo Picasso, 1979. MP109
© RMN-Grand Palais (Musée national Picasso-Paris) / Ojéda René-Gabriel © Succession Picasso, 2015
© Succession Pablo Picasso / AUTVIS, Brasil, 2016. 


Pablo Picasso (1881-1973)
Le Baiser
The Kiss
Mougins, 26 octobre 1969
Huile sur toile, 97 x 130 cm
Musée national Picasso-Paris
Dation Pablo Picasso, 1979. MP220
© RMN-Grand Palais (Musée national Picasso-Paris) / Berizzi Jean-Gilles © Succession Picasso, 2015
© Succession Pablo Picasso / AUTVIS, Brasil, 2016. 


INSTITUTO TOMIE OHTAKE
APRESENTA
Picasso: mão erudita, olho selvagem
Abertura: 21 de maio (convidados), das 11h às 18h
Visitação: de 22 de maio a 14 de agosto de 2016
Com um vasto volume de trabalhos do artista espanhol, pertencente ao Musée National Picasso-Paris, a potente exposição organizada pelo Instituto Tomie Ohtake traz peças que guardam uma relação muito particular de Picasso com a sua obra, já que foram selecionadas e mantidas por ele ao longo de sua vida. Estas obras que viveram ao seu lado integram agora a coleção do museu francês cujo acervo picassiano é um dos mais importantes do mundo, proveniente principalmente de duas doações sucessivas efetuadas pelos herdeiros do pintor em 1979 e 1990. Apenas dois dos trabalhos apresentados na mostra vieram originalmente do acervo de Dora Maar, adquiridos posteriormente pelo museu.  
Picasso: mão erudita, olho selvagem, com curadoria de Emilia Philippot, curadora também do Musée National Picasso-Paris, é composta por 153 peças, sendo a grande maioria inédita no Brasil, que traçam um percurso cronológico e temático em torno de conjuntos que seguem as principais fases do artista, desde os anos de formação até os últimos de produção. São 116 trabalhos do mestre espanhol – 34 pinturas, 42 desenhos, 20 esculturas e 20 gravuras –, além de uma série de 22 fotogramas de André Villers realizados em parceria com Picasso. Completam a mostra, 12 fotografias de autoria de Dora Maar, três de Pierre Manciet e filmes sobre os trabalhos e seus processos de realização. Escolhemos aproveitar o caráter específico da coleção para esboçar um retrato do artista que questiona sua relação com a criação, entre fabricação e concepção, implantação e pensamento, mão e olho “, destaca Philippot.
Conforme afirma a curadora, a exposição fundamenta-se na relação especial mantida pelo artista com suas próprias obras. “Esta ligação íntima e pessoal, que irriga toda a produção de Picasso, transparece de forma diferente de acordo com os vários períodos: retratos íntimos da mãe do artista ou de seu primeiro filho, Paul, celebração apaixonada da sensualidade feminina de Maria-Thèrèse Walter, denúncias intransigentes dos males causados pelos conflitos contemporâneos, da Guerra Civil Espanhola ou da Ocupação da França pelas tropas alemãs”, destaca Philippot. Segundo a curadora, ainda, seja qual for o assunto abordado, por todos os lados se percebe, além das formas, as experiências vividas por Picasso. “ Os laços afetivos do amante, as dúvidas do homem, as alegrias do pai de família, os compromissos do cidadão: tudo se introduzia em sua arte”, completa.
A exposição brasileira sugere um percurso cronológico-temático em dez seções: O primeiro Picasso. Formação e influências (por volta de 1900); Picasso exorcista. As senhoritas de Avignon  (processo da geometrização das formas); Picasso cubista. O violão (relação com a música); Picasso clássico. A máscara da antiguidade (a maternidade, o teatro e a dança); Picasso surrealista. As banhistas; Picasso engajado. Guernica (estudos da obra, fotos e foco na apresentação da tela em 1953 no Brasil/ 2ª Bienal de São Paulo); Picasso na resistência. Interiores e vanitas (processo de trabalho durante a guerra, vida doméstica e vaidades); Picasso múltiplo. A alegria da experimentação  (da cerâmica ao fotograma); Picasso trabalhando. O Mistério Picasso  (a magia de seu processo criativo na pintura); e O último Picasso: o triunfo do desejo  (erotismo em todos seus estados).

A curadora francesa ressalta ainda que, neste percurso, dois projetos fotográficos de primeira ordem testemunham respectivamente, a realização de Guernica (reportagem realizada por Dora Maar), e a experiência dos fotogramas realizados em parceria com André Villers.

Marcam também a mostra, filmes que permitem ao espectador penetrar no coração da criação do trabalho do artista. Desta maneira, o Guernica de Alain Resnais e Robert Hessens (1949) revisita a obra do pintor através do olhar dos desastres da guerra. Dirigido por Henri-Georges Clouzot, em 1956, Le Mystère Picasso revela a extraordinária vitalidade de seu processo criativo.

No Brasil só houve uma outra grande exposição de Picasso, em 2004, na Oca, em São Paulo, e outros de seus trabalhos foram vistos esparsamente em exposições coletivas. Portanto, o conjunto numeroso de obras, quase 90% das quais nunca antes apresentadas no País, em Picasso: mão erudita, olho selvagem é uma rara oportunidade de o público brasileiro ter um panorama abrangente de sua obra.

Emilia Philippot é diplomada pela École du Louvre e especializada em conservação do patrimônio pelo Institut National Du Patrimoine (Paris), Emilia Philippot foi gerente de projeto na Réunion des Musées Nationaux, Paris (2007 e 2009), onde organizou a exposição Le grand monde d’Andy Warhol, nas Galeries Nationales Du Grand Palais (2009). Foi responsável pelas coleções de artes decorativas, artesanato e design industrial no Centre National des Arts Plastiques (Paris) entre 2010 e 2012, coordenando a exposição Liberty, Equality and Fraternity, no Wolfsonian Museum (Miami), em 2011.
Responsável pela segmento de artes gráficas e pinturas do Musée National Picasso-Paris desde 2012, Philippot preparou a reabertura do museu e organizou importantes mostras como ¡Picasso! L’exposition anniversaire no Musée National Picasso-Paris (2015); Picasso chez Delacroix no Musée National Eugéne Delacroix (Paris 2015); Miquel Barceló, Sol y Sombra no Musée National Picasso-Paris (2016) e está concebendo a exposição Histoires d’Olga – Filtres de l’Histoire auprès de Picasso no Musée National Picasso-Paris prevista para março de 2017.
Pablo Picasso Biografia/ Musée National Picasso-Paris:



Exposição: Picasso: mão erudita, olho selvagem
Abertura convidados, 21 de maio, das 11h às 18h
Visitação: 22 de maio a 14 de agosto de 2016
De terça a domingo, das 11h às 20h
R$12,00 e R$6,00 (até 10 anos grátis); às terças grátis;
Compra de ingressos: www.institutotomieohtake.org.br ou na bilheteria do Instituto de terça a domingo, das 10h às 19h.

Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima 201 (Entrada pela Rua Coropés 88) - Pinheiros SP
Metrô mais próximo - Estação Faria Lima/Linha 4 - amarela
De terça a domingo, das 11h às 20h

Informações à Imprensa
Pool de Comunicação – Marcy Junqueira
Atendimento: Martim Pelisson e Luana Ferrari
Fone: 11 3032 1599

terça-feira, 3 de maio de 2016

O triunfo da cor. O pós-impressionismo: obras-primas do Musée d’Orsay e do Musée de l’Orangerie

Uma exposição de encher os olhos, não só com a beleza das imagens, mas também de lágrimas de emoção ao nos depararmos com obras icônicas do nosso subconsciente, que conhecemos desde sempre, sem nunca tê-las visto próximas, a pouco centímetros, quando então temos a oportunidade de observar pequenos detalhes como a delicadeza da pincelada e dos matizes que transformam um pedaço de linho numa armação de madeira em um tesouro.

Às vezes fico pensando por que as artes plásticas não acompanharam o incrível desenvolvimento e sofisticação alcançados por outras vertentes do conhecimento humano, tendo, a partir da segunda metade do século XX, se apequenado e amesquinhado, não apresentado, com raras e honradas exceções, nada digno de nota. Será que os artistas acham não serem capazes de criar nada tão bom quanto aos antigos mestres? O que vejo hoje é muita pretensão, bazófia e preguiça em "obras" rasteiras e mal feitas, de uma feiura de dar dó. Penso que muita gente deva voltar à escola.

Com uma curadoria magnífica que nos traz uma seleção inesquecível das obras, se faz um passeio imperdível a ser feito várias vezes já que a expografia também é um espetáculo à parte.


Sérénade grotesque - Ravel - ANGELA HEWITT 


Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do evento.




























O MINISTÉRIO DA CULTURA E O GRUPO SEGURADOR BANCO DO BRASIL E MAPFRE APRESENTAM NO BRASIL OBRAS-PRIMAS DO ACERVO DO MUSÉE D’ORSAY E DO MUSÉE DE L’ORANGERIE, EM MOSTRA INÉDITA NO CCBB
A EXPOSIÇÃO O TRIUNFO DA COR. O PÓS-IMPRESSIONISMO TRAZ AO PAÍS OBRAS DE VAN GOGH, GAUGUIN, TOULOUSE-LAUTREC, SEURAT, ENTRE OUTROS ARTISTAS DO PÓS-IMPRESSIONISMO, DANDO CONTINUIDADE AO SUCESSO DE IMPRESSIONISMO: PARIS E A MODERNIDADE




A Fundación MAPFRE e o Musée d’Orsay, em parceria com o Centro Cultural Banco do Brasil, trazem ao país os mestres do pós-impressionismo. O triunfo da cor. O pós-impressionismo: obras-primas do Musée d’Orsay e do Musée de l’Orangerie apresenta 75 obras de 32 artistas que, a partir do fim do século XIX, buscaram novos caminhos para a pintura. A exposição será inaugurada no CCBB São Paulo, onde fica em cartaz de 4 de maio a 7 de julho, e segue para o CCBB Rio de Janeiro, onde permanecerá aberta ao público entre 20 de julho e 17 de outubro.

A mostra conta com o patrocínio do GRUPO SEGURADOR BANCO DO BRASIL E MAPFRE, do Banco do Brasil e da BB DTVM – empresas que vem se destacando com um amplo trabalho de fomento à cultura – e tem a chancela do Ministério da Cultura, por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). A curadoria da exposição é assinada pelo presidente do Musée d’Orsay, Guy Cogeval, pelo diretor cultural da Fundácion MAPFRE, Pablo Jiménez Burillo, e pela curadora do Musée d’Orsay, Isabelle Cahn. 

A exposição apresenta obras-primas de uma geração de artistas que sucede aos impressionistas, e que recebe do crítico inglês Roger Fry a designação de pós-impressionista. São obras de nomes como Van Gogh, Gauguin, Toulouse-Lautrec, Cézanne, Seurat e Matisse, grandes mestres da pintura moderna, que promoveram uma verdadeira revolução estética por meio do uso da cor.
 
Esta é a segunda mostra que o Musée d’Orsay e a Fundación MAPFRE realizam no Brasil. A primeira foi a exposição Impressionismo: Paris e a modernidade – Obras-primas do Musée d’Orsay, consagrada como a terceira mostra mais visitada no mundo no ano de 2012, representando um marco na formação de público e uma oportunidade única de contato com obras emblemáticas do patrimônio mundial.

O Triunfo da Cor se organiza em 4 módulos, que apresentam os 75 trabalhos provenientes dos museus d’Orsay e de l’Orangerie, ambos sediados em Paris.





A COR CIENTÍFICA (MÓDULO 1)
O módulo apresenta uma seleção de obras de artistas motivados pelos estudos desenvolvidos pelo cientista Michel Eugene Chevreul sobre a técnica neoimpressionista de aplicar na tela pontos justapostos de cores primárias. O olho do espectador passa a recompor à distância a aplicação do pontilhado das cores complementares e contrastantes. Seurat, expoente do pontilhismo, influencia também Van Gogh, que desembarca em Paris em 1886 e que, sob o efeito imediato do contato com a pintura moderna parisiense, passa a utilizar uma paleta de cores vivas.

NO NÚCLEO MISTERIOSO DO PENSAMENTO. GAUGUIN E A ESCOLA DE PONT-AVEN (MÓDULO 2)
O módulo inclui uma série de obras que refletem a pesquisa realizada por Paul Gauguin e Émile Bernard a partir de uma pintura sintética, marcada pela presença do desenho nos contornos e nas silhuetas, valendo-se de cores simbólicas. A pintura passa a refletir um mundo interior, poético e espiritual. Gauguin confere à cor o papel revelador de uma dimensão simbólica da pintura e é ele o mentor de um grupo de artistas apresentados neste módulo.

OS NABIS, PROFETAS DE UMA NOVA ARTE (MÓDULO 3)
O módulo tem como tema a ideologia estética do grupo de artistas que se definiu como profetas de uma arte nova e defendeu a origem espiritual da arte, fazendo uso da cor como um elemento transmissor dos estados de espírito. Entre os nabis, artistas como Maurice Denis, Vuillard, Maillol e Vallotton revelam uma paixão por temas da vida cotidiana e por uma dimensão misteriosa e sobrenatural que a cor confere a sua pintura.

A COR EM LIBERDADE (MÓDULO 4)
Este módulo apresenta, por um lado, obras de artistas do final do século XIX, como Cézanne, que busca inspiração na Provence, e Paul Gauguin, que parte para o Taiti e se inspira na natureza tropical, além de obras de jovens artistas do início do século XX, que compartilhavam o gosto por uma composição ornamental em que a cor assume o protagonismo.

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O triunfo da cor é mais um capítulo de uma trajetória bem-sucedida do CCBB de formação contínua de público no Brasil por meio da apresentação de exposições históricas sobre a arte moderna, dentre elas, a mostra Impressionismo: Paris e a modernidade. Com O triunfo da cor, que reúne obras criadas a partir da influência do movimento impressionista, o público terá a oportunidade de conhecer e vivenciar ícones de um momento relevante da história da arte.

A coordenação e a organização de O triunfo da cor. O pós-impressionismo: obras-primas do Musée d’Orsay e do Musée de l’Orangerie estão sob a responsabilidade da Expomus, empresa brasileira que atua há mais de 30 anos no mercado cultural.

Pós-impressionismo com horário marcado
Assim como em todas as exposições realizadas a partir do segundo semestre de 2015, os interessados em conhecer O triunfo da cor. O pós-impressionismo: obras-primas do Musée d’Orsay e do Musée de l’Orangerie, em São Paulo, poderão realizar gratuitamente o agendamento virtual das visitas, por meio do site Ingresso Rápido ou de aplicativo oferecido pelo CCBB (disponível para Android e iOS). Com o serviço, é possível planejar com facilidade o dia e o horário do passeio, evitando filas e aprimorando a experiência da visita.



SERVIÇO
CCBB SP
O Triunfo da cor. O pós-impressionismo: obras-primas do Musée d’Orsay e do Musée de l’Orangerie
4 de maio a 7 de julho de 2016
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 - Centro - São Paulo, SP
Quarta-feira a segunda-feira, das 9h às 21h
Agendamento online: opção de visitação com horário agendado pelo aplicativo “CCBB” (Apple Store e Google Play) e site bb.com.br/cultura, ou na bilheteria do CCBB, mediante disponibilidade.
Atendimento a grupos agendados: (11) 3113.3649
Informações: (11) 3113-3651 / 3113 - 3652

Outras informações
Acesso e facilidades para pessoas com deficiência // Ar-condicionado // Cafeteria Cafezal
Estacionamento conveniado:
Estapar Estacionamentos: Rua Santo Amaro, 272. Valor: R$ 15,00 pelo período de 5 horas. Necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB. 

Translado gratuito em São Paulo
Uma van faz o translado gratuito entre o estacionamento e o CCBB. No trajeto de volta, tem parada no Metrô República. Embarque e desembarque: na Rua Santo Amaro, 272 e na Rua da Quitanda, próximo à entrada do CCBB.







CCBB RJ
O Triunfo da cor. O pós-impressionismo: obras-primas do Musée d’Orsay e do Musée de l’Orangerie
20 de julho a 17 de outubro de 2016
Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro
Rua Primeiro de Março, 66 - Centro - Rio de Janeiro, RJ
Terça-feira a domingo, de 9h às 21h
Informações: (21) 3808-2020
www.twitter.com/ccbb_rj

Outras informações
Acesso e facilidades para pessoas com deficiência // Ar-condicionado // Cafeteria e Restaurante.



Gestão de relacionamento com a imprensa
Approach Comunicação – www.approach.com.br

São Paulo
Tel.: (11) 3846-5787 – Ramais 34 e 48
Bianca Iaconelli – (11) 99944-0197- bianca.iaconelli@approach.com.br
Ana Claudia Camara – (11) 96318-2165 – anaclaudia.camara@approach.com.br
Deborah Castro – (11) 9 6650-20 56 – deborahcastro@approach.com.br

Rio de Janeiro
Tel.: (21) 3461-4616 – Ramais 179, 170 e 121
Adriane Constante – (21) 9 8942-8291 – adriane.constante@approach.com.br
João Veiga – (21) 9 9219-2604 – joao.veiga@approach.com.br
Claudia Montenegro – (21) 9 9442-5712 – claudia.montenegro@approach.com.br
Assessoria de Imprensa CCBB SP
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Tel.: (11) 3534-6761
Assessoria de Imprensa CCBB RJ
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Tel.: (21) 3808-2326