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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Rugendas, um cronista viajante

Apesar da intenção de D. João VI em fazer do Brasil uma reluzente metrópole ao trazer a corte portuguesa para cá e ao criar várias instituições culturais como a Biblioteca Real, a Academia Imperial de Belas Artes, o Museu Real, a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, entre outras, teve nas expedições estrangeiras, convidadas ou não pela coroa, o início do descobrimento e registro das riquezas do nosso país.

Os artistas que aqui estiveram registraram de tudo, desde botânica e zoologia até as características físicas e costumes das diversas etnias que aqui viviam, as diferentes classes sociais, seus costumes e vestimentas.

Dentro de várias cenas temos os registros de lugares ou edificações da época, que hoje até não mais existem, engolidas pelo desmatamento ou o crescimento das cidades.

A riqueza dos detalhes e da precisão dos traços nos prendem a atenção, fazendo com que as apreciemos com atenção e vagar.

Um lindo passeio num num espaço cultural imponente mas aconchegante.

A música abaixo me veio instantaneamente à cabeça quando vi essas primeiras gravuras abaixo, pois acho que Jorge Ben deve tê-las tido como inspiração para ela.





Jorge Ben - Zumbi


Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do evento.



























É exibido um conjunto de obras do artista alemão que, ao lado de Debret, foi responsável pela divulgação das primeiras imagens do país no exterior. Entrada gratuita até 31mar2019
CAIXA Cultural São Paulo apresenta, de 12 de janeiro a 31 de março de 2019, a exposição “Rugendas, um cronista viajante”, que exibe obras do pintor, desenhista, ilustrador, aquarelista e litógrafo alemão Johann Moritz Rugendas (1802-1858) que retratam o Brasil no século XIX. A curadoria é de Angela Ancora da Luz e o projeto tem patrocínio integral da CAIXA e Governo Federal.
Rugendas foi um dos mais conhecidos artistas viajantes e, ao lado do francês Jean Baptiste Debret, foi responsável pela divulgação das primeiras imagens do Brasil no exterior. Em sua trajetória, retratou o país durante os anos 1820 com toda a exuberância da natureza e os costumes da população. Era como se fosse, dois séculos atrás, um fotógrafo antes da invenção da fotografia.
A exposição “Rugendas, um cronista viajante” apresenta um panorama de sua obra, destacando três núcleos: “Olhar a terra”, com paisagens do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso e Minas Gerais; “Olhar o homem”, na qual apresenta cenas da vida cotidiana da população brasileira, tipos e etnias; e “Plantas da terra”, que traz estudos da fauna e flora brasileira. Para a mostra, foram selecionados trabalhos que contribuem significativamente para o registro do cotidiano e da paisagem brasileira, sendo que suas obras apresentam a visão do europeu sobre o Brasil: uma narrativa que leva em conta os aspectos do habitat natural até os costumes no século XIX. As obras reunidas são parte integrante do conhecido álbum “Viagem pitoresca através do Brasil” (“Voyage Pittoresque dans le Brésil”), considerado um dos mais importantes documentos iconográficos sobre o Brasil do século XIX.
Segundo a curadora Angela Ancora da Luz, a importância de se revisitar as obras de Rugendas se dá pela oportunidade de um encontro com o documentarista, que é um dos principais ilustradores do Novo Mundo no século XIX. “Ele que, possivelmente foi impactado pela natureza exuberante e pela luminosidade de lenta acomodação aos olhos de um europeu, quando participou da Expedição Langsdorff, retorna a partir de suas obras. A exposição objetiva apresentá-las com o olhar de hoje, comprovando que a arte se recria a cada novo olhar, e que, nesta dinâmica, ela terá sempre propostas e observações atuais a nos acrescentar, como as que são apresentadas”, comenta Angela.
SOBRE O ARTISTA: Rugendas chegou ao Brasil em 1821 como documentarista e desenhista da Expedição Langsdorff, que percorreu 16 mil Km pelo interior do país com objetivo de constituir um inventário completo do Brasil. Capitaneada pelo barão Georg Heinrich von Langsdorff, médico alemão naturalizado russo, e patrocinada pelo Czar Alexandre I, por D. Pedro I e José Bonifácio, a caravana visava estreitar as relações comerciais com a Rússia.
O artista abandonou a expedição em 1824, mas continuou sozinho o registro de tipos, costumes, paisagens, fauna e flora brasileiros. Retornou à Europa no ano seguinte para dedicar-se a produção do luxuoso álbum “Voyage Pittoresque dans le Brésil”. A publicação continha 100 obras acompanhadas por textos explicativos.
Rugendas ainda retornou ao Brasil em 1845 e, no Rio de Janeiro, participou das Exposições Gerais de Belas Artes, realizadas pela Academia Imperial de Belas Artes, tornando-se o artista preferido da família Imperial e realizando retratos de seus integrantes.
SOBRE A CAIXA CULTURAL: A CAIXA Cultural São Paulo oferece uma programação diversificada, com opções gratuitas, estimulando a inclusão e a cidadania.  O espaço está situado em um prédio histórico na Praça da Sé, construído em estilo “Art déco” e inaugurado em 1939. Conta quatro galerias, salão nobre, auditório e sala de oficinas. Em 2018, apresentou 40 projetos culturais e educativos tais como espetáculos de dança, teatro, shows, debates, leituras dramáticas, oficinas e palestras. O espaço também abriga o Museu da CAIXA, uma exposição permanente que conta com instalações e inúmeros objetos originais, preservados desde a década de 40, mantendo vivas a história da instituição e de uma época da cidade de São Paulo e do Brasil.


SERVIÇO:
Exposição: “Rugendas, um cronista viajante”
Local: CAIXA Cultural São Paulo  
Endereço: Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo
Abertura: 12 de janeiro de 2019, sábado às 11h (visita guiada com a curadora)
Visitação: 13 de janeiro a 31 de março de 2019
Horário: de terça-feira a domingo, das 9h às 19h
Informações: (11) 3321 4400 |  www.caixacultural.com.br
Livre para todos os públicos
Entrada franca
Acesso para pessoas com deficiência
Patrocínio: CAIXA e Governo Federal
Assessoria de Imprensa CAIXA Cultural São Paulo
cultura.sp@caixa.gov.br | + 55 11 3321-4400
www.caixacultural.com.br
Instagram: CaixaCulturalSP
Facebook: CaixaCulturalSãoPaulo
Assessoria de Imprensa da exposição:
Décio Hernandez Di Giorgi
Adelante Comunicação Cultural
🔗 http://adelantesp.tumblr.com/
📩 decio.di.giorgi@gmail.com
📱 (+ 55 11) 3589 6212 / 98255 3338

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Durval Pereira – Impressões Brasileiras / 100 anos

Esse evento, além de ser a primeira grande mostra do pintor, que andava esquecido no universo de grandes artistas brasileiros, mostra a abrangência de seu trabalho com obras de diversas escolas como das paisagens marinhas, das paisagens coloniais, das naturezas mortas e o que me encantou, o impressionismo abstrato com trabalhos encantadores e surpreendentes.

Fica claro que o artista não gostava de pintar naturezas-mortas pois essas obras denotam uma pressa e falta de capricho que não se encontram nos outros trabalhos.

As obras dessa exposição são todas de propriedade de um único colecionador, o advogado Hebron de Oliveira que iniciou seu acervo há poucos anos quando em visita a um antiquário, reconheceu pelas características de uma pintura, o autor de um quadro que seu pai tinha em sua casa desde sua infância. Partindo daí iniciou sua coleção motivada por sua paixão pelas obras do artista, tornado-se hoje, talvez, o maior colecionador de Durval Pereira.

A cenografia da mostra é muito bem feita, com divisões pelos temas e recortes que nos fazem caminhar pela mesma, evitando aglomerações e permitindo o apreciar com o necessário vagar.

Um belo passeio, que nos leva a um aparelho cultural pouco utilizado pelos curadores aqui em São Paulo, o Memorial da América Latina, uma obra de arte menor de Niemeyer mas nem por isso menos imponente.






Nós e o mar - Doris Monteiro









Memorial da América Latina exibe panorama da obra de Durval Pereira
Mostra apresentará 220 telas de diferentes fases e temáticas do pintor impressionista


Marinhas, casarios de cidades coloniais e paisagens do Brasil adentro eram temas frequentes na obra de Durval Pereira (1918 – 1984). Impressionista num tempo em que predominavam os modernistas e abstracionistas, Durval foi um artista de produção prolífica: pintava de três a quatro telas por dia. A partir do dia 18 de julho, o público paulistano poderá conhecer de perto um recorte de sua extensa produção durante a Exposição SESI Durval Pereira – Impressões Brasileiras / 100 anos, exposição panorâmica realizada pelo Instituto Origami e patrocinada pelo SESI, que acontece no Memorial da América Latina.
Com curadoria do pesquisador e arquiteto Lut Cerqueira, a mostra chega a São Paulo depois de ter passado por espaços culturais de Recife e Ouro Preto. A exposição reúne cerca de 220 trabalhos do artista, marcando diversas fases e temáticas de suas pinturas. Os visitantes poderão ainda conhecer um pouco mais de sua trajetória em tours virtuais, concebidos em realidade 3D, entre uma tela e outra.
"Aproveitamos o centenário de seu nascimento para reapresentá-lo ao público. Essa mostra é muito mais do que um resgate da memória de Durval Pereira ou de sua obra. É o caminho, dentre tantos que o artista percorreu pelo Brasil afora, de reaproximá-lo daquilo que ele mais amava: o público apreciador da verdadeira arte", pontua o curador, que encarou o desafio de trazer à tona a obra de um dos mais importantes impressionistas do país, pintor premiado, que caiu no esquecimento após sua morte.
Fases e temas
Viajante ávido, Pereira se inspirava nos cenários brasileiros para dar vida a seus quadros. O artista percorria cidades das mais diversas regiões do país na direção de um Ford Landau, sempre em busca de inspiração para suas telas.
Seja qual fosse o destino, Durval sempre voltava com centenas de fotos, a ponto de ter percebido a necessidade de aprender a revelar os filmes, tendo montado posteriormente um estúdio de revelação em sua própria casa. Esses registros fotográficos eram utilizados como referências para suas pinturas, com uma total licença criativa na concepção das paisagens, com a inserção e exclusão de elementos, distorção de perspectivas e alterações significativas no próprio objeto a ser pintado.
A expedição por seu universo começa nos tons de ocre, do amarelo esmaecido ao laranja intenso, pincelados em quadros de casarios de cidades coloniais mineiras e do Sul e Nordeste do país. A partir da década de 1970, o artista insere nesta temática um novo cenário: a Favela do Buraco Quente, então próxima à sua casa, no bairro do Planalto Paulista. As pinturas desta fase trazem um misto de cores inusitado, retratando a vida simples e a estrutura frágil de um cenário tipicamente brasileiro.
Partindo rumo ao interior dos estados de São Paulo e Minas Gerais, Pereira se deparava com as mais diversas paisagens e personagens rurais. As telas criadas em meio a essas viagens trazem matizes de verde em cenas de montanhas e casebres avistados por seus percursos. As cenas são povoadas por figuras típicas da zona rural, entre lavradores com feixes de lenha, lavadeiras à beira de rios, tropeiros e boiadeiros. Mais ao noroeste do país, obras inspiradas nas grandes planícies e campos abertos do Mato Grosso.
Outro tema frequente na pintura de Durval Pereira foi o litoral brasileiro, eternizado por paisagens nas quais predominavam variações da cor azul – resultado de um intenso trabalho de pesquisa em torno das técnicas de mesclagem de tonalidades. Suas marinhas se tornaram inconfundíveis pela sensação de movimento proporcionada pela intensidade cromática de suas pinceladas.
Os cenários mais comuns eram os de cidades como Santos e Itanhaém, na qual o artista costumava passar finais de semana. Existiam, também, obras pintadas na catarinense Itapema, além de praias fluminenses e nordestinas – em especial, as compostas por jangadas e puxadas de rede. Do exterior, predominavam as vistas de Cascais, em Portugal.
Durval Pereira tinha interesse especial por naufrágios. Logo, não era raro que embarcações ancoradas no porto e na beira da praia fossem recriadas como encalhadas ou navios abandonados. Nesses quadros, as cenas solares davam lugar ao entardecer de dias cinzentos e de mares agitados.
A mostra retrospectiva traz ainda as naturezas-mortas de tons vibrantes criadas pelo artista. Generosas talhadas de abóbora, verduras, frutas, peixes e tachos de cobres, bem como exuberantes arranjos florais eternizados por Pereira entre pinceladas, ora intensas, ora suaves. Geralmente montadas em sua casa, com objetos encontrados ali mesmo, as cenas trazem vasos que se repetem e arranjos de flores reorganizados. "São detalhes que evidenciam a habilidade criativa de Durval Pereira, uma vez que resultam em obras únicas e completamente distintas", destaca Cerqueira.
Por fim, alguns poucos e raros exemplares da arte abstrata, experiências ímpares de Durval Pereira, produzidos a partir da década de 1970, já no final de sua carreira. As telas explicitam uma intenção tardia pela modernidade, na fuga de seu estilo e à paleta de cores originais. Ainda assim, nota-se forte presença de seus temas típicos, com elementos claros de casarios, marinhas, naturezas-mortas.
Sobre o artista
O artista paulistano Durval Pereira foi um dos mais importantes impressionistas e paisagistas do país. Em 1983, conquistou o primeiro prêmio da III Biennale Mondiale des Métiers D'Art, em Nice, na França e foi presença constante nos melhores Salões de Arte do mundo.
Muitas de suas telas integram hoje acervos de instituições da Alemanha, Itália, Espanha, Suécia, África do Sul e de países da América Latina. No Museu dos Independentes, na França, está ao lado dos mais consagrados nomes da História da Arte como Manet, Gauguin, Toulousse-Lautrec, Matisse, Van Gogh, Cézanne e Degas.
No Brasil, participou de inúmeras exposições e sua obra integra importantes coleções de edifícios públicos brasileiros, como o Palácio da Alvorada e do Itamaraty, além de acervos particulares.
Serviço:
SESI Durval Pereira – Impressões Brasileiras / 100 anosLocal: Memorial da América Latina
Abertura: 17 de julho, a partir das 19h30 (somente para convidados)
Período expositivo: de 18 de julho a 16 de setembro
Endereço: Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664 - Barra Funda, São Paulo
Visitação: de terça-feira a domingo, das 9h às 18h
Mais informações em www.durvalpereira.com

Informações para Imprensa:
A4&Holofote
+55 (11) 3897-4122
Ane Tavares – anetavares@a4eholofote.com.br
Cristiane Nascimento – cristianenascimento@a4eholofote.com.br
Neila Carvalho – neilacarvalho@a4eholofote.com.br


Aponte Comunicação +55 (81) 3127-1999
Kennedy Michiles – 81 9 9732-3736 (michiles@aponte.com.br)

quinta-feira, 12 de julho de 2018

HISTÓRIAS AFRO-ATLÂNTICAS

Monumental, esse seria um adjetivo que descreve bem a sensação que temos ao contemplar as belezas das obras dessas exposições, principalmente na parte acadêmica das pinturas, que nos enlevam e nos fazem viajar até as cenas, inserindo-nos nelas como observadores presentes.

As imagens nos lembram toda a brutalidade e tristeza impingidas aos negros, forçados à escravidão e  a uma vida miserável, longe de suas raízes.

Outra constatação que me ocorreu é que a escravidão foi uma praga americana e que não tínhamos o  monopólio da crueldade, apesar de termos sido a última nação a acabar com a escravidão. Talvez por falta de informações, vergonha e sentimento de culpa por esse passado, essa realidade ficava meio etérea em nosso subconsciente.

Todas as obras, tanto de artistas americanos, quanto dos europeus ampliam ou restauram nosso conhecimento dessa chaga da história da humanidade.

Dois lindos passeios que se completam, pois de tão ampla e magnífica foi dividida em duas instalações, no MASP e no Instituto Tomie Ohtake.









Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do Instituto Tomie Ohtake.









EM INICIATIVA INÉDITA, MASP E INSTITUTO TOMIE OHTAKE ORGANIZAM JUNTOS A EXPOSIÇÃO HISTÓRIAS AFRO-ATLÂNTICAS

  • Mais de 400 obras, cobrindo 5 séculos, com cerca de 210 artistas nacionais e internacionais, de períodos e contextos diversos, ocupam as duas instituições. No Instituto Tomie Ohtake serão duas salas, enquanto o MASP reserva todos os seus espaços expositivos temporários à mostra.

  • Entre os artistas, destacam-se: Aaron Douglas, Abdias do Nascimento, Albert Eckhout, Alma Thomas, Andy Warhol, Antônio Bandeira, Antônio Obá, Archibald Motley Jr., Arthur Bispo do Rosário, Barkley L. Hendricks, Beauford Delaney, Ben Enwonwu, Benny Andrews, Ibrahim Mahama, Cândido Portinari, Carlos Vergara, Carybé, Cícero Dias, Dalton Paula, Djanira da Motta e Silva, Edna Manley, Ellen Gallagher, Emanoel Araujo, Emiliano Di Cavalcanti, Emma Amos, Emory Douglas, Ernest Mancoba, Faith Ringgold, Frans Post, Gerard Sekoto, Glenn Ligon, Hank Willis Thomas, Heitor dos Prazeres, Howardena Pindell, Ibrahim El-Salahi, Jacob Lawrence, Jaime Lauriano, Jean-Baptiste Debret, Johann Moritz Rugendas, Joshua Reynolds, Kara Walker, Loïs Mailou Jones, Lynette Yiadom-Boakye, Maria Auxiliadora da Silva, Marlene Dumas, Mestre Didi, Nina Chanel Abney, Norman Lewis, Paul Cézanne, Paulo Nazareth, Pedro Figari, Pierre Verger, Radcliffe Bailey, Romare Bearden, Rosana Paulino, Rubem Valentim, Sıdney Amaral, Sônia Gomes, Theaster Gates, Théodore Géricault, Titus Kaphar, Toyin Odutola, Uche Okeke e Wilfredo Lam

  • A exposição conta com empréstimos de importantes coleções particulares e instituições do mundo todo, entre elas, Metropolitan Museum, Nova York, J. Paul Getty Museum, Los Angeles, National Gallery of Art, Washington, Menil Collection, Houston, Galleria degli Uffizi, Florença, Musée du quai Branly, Paris, National Portrait Gallery, Londres, Victoria and Albert Museum, Londres, National Gallery of Denmark (SMK), Copenhague, Museo Nacional de Bellas Artes de La Habana e National Gallery of Jamaica


Ao longo de todo o ano de 2018, o MASP dedica seu programa de exposições e atividades às histórias e narrativas afro-atlânticas. Essas histórias não se referem apenas ao período da escravidão, em que populações africanas foram retiradas à força de seu continente para serem escravizadas nas colônias europeias nas Américas e no Caribe, mas fala, sobretudo, dos “fluxos e refluxos”, usando a famosa expressão de Pierre Verger, entre esses povos atlânticos, desde o século 16 até a contemporaneidade. O ciclo teve início em março, e já apresentou Imagens do Aleijadinho, Maria Auxiliadora da Silva: vida cotidiana, pintura e resistência e Emanoel Araujo, a ancestralidade dos símbolos: África-Brasil. No segundo semestre, exibe individuais de Lucia Laguna, Melvin Edwards, Pedro Figari, Rubem Valentim e Sonia Gomes.

A exposição coletiva Histórias afro-atlânticas reúne, em iniciativa inédita, duas das principais instituições culturais de São Paulo: o MASP e o Instituto Tomie Ohtake. Trata-se, de certa maneira, de um desdobramento da exposição Histórias mestiças, realizada em 2014, no Instituto Tomie Ohtake, por Adriano Pedrosa e Lilia Schwarcz, que também assinam a curadoria desta nova mostra, junto com Ayrson Heráclito e Hélio Menezes, curadores convidados, e Tomás Toledo, curador assistente.

Histórias afro-atlânticas apresenta cerca de 400 obras de mais de 200 artistas, tanto do acervo do MASP, quanto de coleções brasileiras e internacionais, incluindo desenhos, pinturas, esculturas, filmes, vídeos, instalações e fotografias, além de documentos e publicações, de arte africana, europeia, latino e norte-americana, caribenha, entre outras. Os empréstimos foram cedidos por algumas das principais coleções particulares, museus e instituições culturais do mundo. Entre elas, destacam-se: Metropolitan Museum, Nova York, J. Paul Getty Museum, Los Angeles, National Gallery of Art, Washington, Menil Collection, Houston, Galleria degli Uffizi, Florença, Musée du quai Branly, Paris, National Portrait Gallery, Londres, Victoria and Albert Museum, Londres, National Gallery of Denmark (SMK), Copenhague, Museo Nacional de Bellas Artes de La Habana e National Gallery of Jamaica.

A exposição articula-se em torno de núcleos temáticos, alguns dos quais dialogam com aqueles presentes em Histórias mestiças. No MASP estão os núcleos Mapas e margens; Cotidianos; Ritos e ritmos; Retratos; Modernismos afro-atlânticos; Rotas e transes: Áfricas, Jamaica, Bahia; e no Instituto Tomie Ohtake estão Emancipações; Ativismos e resistências. Em cada núcleo, friccionam-se diferentes movimentos artísticos, geografias, temporalidades e materialidades, sem compromisso cronológico, enciclopédico ou mesmo retrospectivo. Histórias afro-atlânticas busca, assim, oferecer um panorama das múltiplas histórias possíveis acerca das trocas bilaterais – culturais, simbólicas, artísticas, etc. – representadas em imagens vindas da África, da Europa, das Américas e do Caribe.

É importante ressaltar que o Brasil é um território chave nessas histórias, pois recebeu cerca de 46% dos africanos e africanas que, ao longo de mais de 300 anos, foram tirados de seus países para serem escravizados desse lado do Atlântico (número correspondente ao dobro dos portugueses que se estabeleceram no país para colonizá-lo), na maior diáspora da época moderna. O Brasil foi também o último país a abolir oficialmente a escravidão, em 1888, por meio da Lei Áurea, uma medida curta e conservadora (uma vez que não previa a incorporação desta população) que completou 130 anos em maio deste ano.

Histórias afro-atlânticas está organizada de forma independente e não-linear entre as duas instituições, não havendo uma ordem correta ou obrigatória a seguir. Como vimos, no Instituto Tomie Ohtake, há duas salas dedicadas à mostra; no MASP, todos os espaços expositivos temporário estão ocupados pela mostra.


NÚCLEOS MASP

1º andar
MAPAS E MARGENS -- os fluxos afro-atlânticos são apresentados neste núcleo que abre a exposição no MASP e inclui trabalhos que lidam com representações do trânsito entre as margens da África, Américas e Caribe.

COTIDIANOS – este núcleo agrupa representações da vida cotidiana, em diferentes contextos históricos, dos períodos anterior e posterior ao sistema escravocrata, nas Américas, no Caribe e em diversas regiões da África, com trabalhos de artistas de distintas nacionalidades. Está dividido em seções, que abordam temas como mercados, a vida no campo e cenas urbanas.

RITOS E RITMOS – este núcleo conta com representações diversas de festividades e manifestações musicais, como o carnaval, o merengue e o samba, bem como trabalhos que revelam a presença e a influência das religiões de matriz africana, sobretudo da cultural Ioruba, no Brasil, Caribe e Estados Unidos.

RETRATOS -- em oposição às tradicionais pinacotecas de retratos de museus que exibem, em sua grande maioria, apenas a elite e as populações brancas, e masculinas, este núcleo apresenta um vasto conjunto de representações de negros e negras, elaborados por artistas de diferentes nacionalidades e períodos históricos.

1º subsolo
MODERNISMOS AFRO-ATLÂNTICOS --  este núcleo apresenta artistas modernistas africanos, brasileiros, cubanos e norte-americanos que trabalham, sobretudo, com a abstração, tanto geométrica, quanto informal. Ele confronta, portanto, uma visão que costuma vincular essas populações apenas a obras “ditas” populares, e ingênuas.

2º subsolo
ROTAS E TRANSES: ÁFRICAS, JAMAICA, BAHIAeste núcleo reúne representações de transe, religiões, rastafarismos, hipismo e psicodelismo, que informaram um conjunto de obras produzidas a partir de 1960, em trânsito entre Benim, Cuba, Jamaica e diferentes cidades do Brasil.

NÚCLEOS INSTITUTO TOMIE OHTAKE

EMANCIPAÇÕES -- este núcleo mostra como desde que existiu a escravidão manteve-se firme a certeza da liberdade. Desde o aprisionamento na África, durante a viagem nos navios negreiros e já na chegada às Américas e ao Caribe escravizados e escravizadas sempre se rebelaram, promoveram insurreições, fugiram, cometeram suicídios e abortos e formaram quilombos, que não eram, como se costumou definir, locais isolados.

ATIVISMOS E RESISTÊNCIAS -- ser mestre de si, desobedecer o mando, é o mote que inspira este núcleo. Partindo da grande revolta do Haiti, que mostrou ao mundo como ser escravo não era destino, o núcleo chega até os protestos mais contemporâneos. Coloca, assim, em diálogo diferentes temporalidades e geografias de ativismos afro-atlânticos, dando especial atenção às práticas de resistência à escravidão, às lutas por direitos civis e de combate ao racismo, aos rituais religiosos e às contra-narrativas de empoderamento e formação de espaços de sociabilidade negra.

Como parte do processo de pesquisa e preparação da mostra, o MASP promoveu dois
seminários internacionais, em 28 e 29 de outubro de 2016 e 21e 22 de outubro de 2017, reunindo especialistas em vários domínios e temas, como história da arte, sociologia, história e antropologia. Uma seleção dessas palestras e artigos, bem como outros materiais selecionados para esse fim, será publicada como uma antologia de textos. Além disso, um catálogo completo e ilustrado acompanhará a exposição, com textos dos curadores.

O escritório de arquitetura METRO Arquitetos Associados assina a expografia da mostra
no MASP, enquanto a do Instituto Tomie Ohtake é assinada pela própria equipe.

SERVIÇO
HISTÓRIAS AFRO-ATLÂNTICAS
Abertura MASP: 28 de junho, 20h
Data: 29 de junho a 21 de outubro de 2018
Abertura Instituto Tomie Ohtake: 30 de junho, das 11h às 15h – visitação até às 20h
Data: 01 de julho a 21 de outubro de 2018
Local: MASP e Instituto Tomie Ohtake

Serviço MASP
Endereço: Avenida Paulista, 1578, São Paulo, SP
Telefone: (11) 3149-5959
Horários: terça a domingo: das 10h às 18h (bilheteria aberta até as 17h30); quinta-feira: das 10h às 20h (bilheteria até 19h30)
Ingressos: R$35 (entrada); R$17 (meia-entrada)
O MASP tem entrada gratuita às terças-feiras, durante o dia todo.
AMIGO MASP tem acesso ilimitado e sem filas todos os dias em que o museu está aberto.
O ingresso dá direito a visitar todas as exposições em cartaz no dia da visita.
Estudantes, professores e maiores de 60 anos pagam R$17 (meia-entrada).
Menores de 10 anos de idade não pagam ingresso.
O MASP aceita todos os cartões de crédito.

Estacionamento: Convênios para visitante MASP, período de até 3h. É preciso carimbar o ticket do estacionamento na bilheteria ou recepção do museu.
CAR PARK (Alameda Casa Branca, 41)
Segunda a sexta-feira, 6h-23h: R$ 14
Sábado, domingo e feriado, 8h-20h: R$ 13
PROGRESS PARK (Avenida Paulista, 1636)
Segunda a sexta-feira, 7h-23h: R$ 20
Sábado, domingo e feriado, 7h-18h: R$ 20
Acessível a deficientes físicos, ar condicionado, classificação livre

Serviço Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima, 201 – Complexo Aché Cultural
(Entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros, São Paulo
Metrô mais próximo – Estação Faria Lima / Linha 04 – Amarela
Fone: (11) 2245-1900
De terça à domingo, das 11h às 20h
Entrada Gratuita
Acessível a deficientes físicos, ar condicionado, classificação livre

  


Contato de imprensa:

Instituto Tomie Ohtake:
Pool de Comunicação
Fone: 11 3032-1599