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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Construções Sensíveis: a experiência geométrica latino-americana na coleção Ella Fontanals-Cisneros

O Centro Cultural da FIESP, através de sua Galeria de Arte nos traz essa magnífica mostra de arte concreta da coleção Ella Fontanals-Cisneros que possui obras das mais representativas dessa corrente de criação.

Com obras artistas de toda a América Latina que estão certamente em qualquer enciclopédia de Belas Artes, nos apresenta um belo apanhado de tudo, pintura, esculturas, montagens e fotografias, o que de bom consta em seu acervo.

É muito bom ver ou rever obras de artistas icônicos como Jesus Rafael Soto, Ligya Clark, Hélio Oiticica e Julio Le Parc entre outros.

Um magnífico passeio em um centro cultural que vai se tornando referência em belíssimas exposições.



Gnossienne No. 2 Avec étonnement - Olga Scheps


Abaixo das imagens, o "press-rease", fornecidos pela assessoria de imprensa da FIESP.






























São Paulo, março de 2017– O Brasil receberá em abril uma das mostras mais abrangentes e representativas da arte abstrata da América Latina. A exposição Construções Sensíveis: a experiência geométrica latino-americana na coleção Ella Fontanals-Cisneros, que abre dia seis na Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp, gerenciada pelo SESI-SP, em São Paulo, traz 124 obras de 63 artistas, de sete países da América Latina. Montada pelos curadores Rodolfo de Athayde e Ania Rodríguez, da Arte A Produções, a partir da coleção Ella Fontanals-Cisneros, a mostra, que fica em cartaz até 18 de junho, engloba desde pintura, desenho ou obras sobre papel, até esculturas, objetos, fotografias e vídeos. A entrada é gratuita.
"A exposição traz ao Brasil um recorte da abstração no nosso continente. Junto ao importante legado do concretismo e neoconcretismo brasileiros, são apresentadas as poéticas abstratas que prosperaram em outros países a partir dos anos de 1930”, explica Ania. Vários dos nomes representados na mostra têm reconhecimento internacional e muitos influenciaram e foram influenciados por latinoamericanos que encontraram em Paris ou Nova Iorque, pontos comuns de contato, intercâmbio e informação na época.
Essa rara oportunidade de conhecer num único evento, tantos e tão instigantes autores e obras só foi possível porque Ella Fontanals-Cisneros construiu, a partir de 1970, uma coleção de arte abstrata geométrica e concreta, que já reúne mais de 2,6 mil obras, produzidas entre 1920 e 1982.
Com a instalação, em 2002, da Fundação de Arte Cisneros-Fontanals (CIFO, The Cisneros Fontanals Art Foundation) criaram-se condições para apoiar artistas latino-americanos tanto em suas produções, quanto na realização de exposições e promoção de arte e cultura.
A colecionadora, nascida em Cuba e criada na Venezuela, faz questão que o público tenha acesso ao que ela conseguiu reunir. “No meu caso, a motivação fundamental é aprender; a abstração me interessa e por isso continuo adquirindo obras, mas simultaneamente me agradam outras coisas e quero aprender mais sobre o conceitual”, comenta Ella Fontanals-Cisneros, que estará presente à abertura da exposição, na Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp, localizado em plena Avenida Paulista, em abril. E ali o público poderá apreciar o diálogo entre os artistas e grupos formados em países como Brasil, Argentina, Uruguai, Cuba, Venezuela, Colômbia e México, potencializado pela exposição.
Desde a sua fundação, a CIFO já doou mais de um milhão de dólares para mais de 120 artistas da América Latina, para ajudar na criação e exibição de novos trabalhos. E organizou exibições da coleção de Ella Fontanals-Cisneros em várias instituições, de diversos países. Esse ambiente de estímulo aos criadores e apreço pela arte, desenvolvido pela presidente da Fundação de Arte Cisneros-Fontanals encontrou, nos curadores a parceria adequada para desenvolver o projeto da exposição brasileira. Mostras realizadas com sucesso — Los Carpinteros, Kandinsky, Carlos Garaicoa e Virada Russa, para citar algumas — e o grande conhecimento que Ania e Rodolfo têm do panorama artístico da América Latina foram fundamentais para estabelecer a afinidade, que resultou na concretização dessa exposição. Agora, a parceria com o SESI-SP possibilita que o público de todas as idades possa aproveitar essa oportunidade única, sem ter que pagar nada.
Ania destaca que Construções Sensíveisé uma exposição pensada especialmente para o Brasil, e presta uma sutil homenagem à mostra Arte Agora III, América Latina: Geometria sensível, que em 1978 ocupou o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e fora destruída por conta de um trágico incêndio. Muitos dos artistas apresentados naquela histórica ocasião estão presentes aqui, como representação das tendências pioneiras na região, agora junto a artistas contemporâneos que apontam para os rumos da abstração hoje”.
Os abstratos brasileiros estão bem representados, com os Bichos e Tteia de Lygia Clark, o Metaesquema de Hélio Oiticica e as fotografias de Thomaz Farkas e Geraldo de Barros, dentre outras obras relevantes.
A história do abstrato na América Latina, com seus paradoxos e contradições, é suscetível a estereótipos e mal-entendidos, mas, ao mesmo tempo, carente de uma pesquisa mais extensa, que registre suas conquistas e alcance a partir de suas concepções particulares. A exposição Construções Sensíveis é um passo importante na abertura desses horizontes, ao colocar ao alcance dos brasileiros esse elenco impressionante de artistas, com entrada gratuita.
OS PAÍSES REPRESENTADOSAbaixo alguns dos autores com obras na exposição, para dar uma ideia da abrangência e da relevância do panorama que foi montado:
  • Argentina: Gyula Kosice, Enio Iommi, Gregorio Vardanega, Martha Boto e Julio Le Parc
  • Brasil: Lygia Clark, Hélio Oiticica, Mira Schendel, Geraldo de Barros e Thomaz Farkas
  • Colômbia: Edgar Negret, Leo Matiz, Eduardo Ramírez Villamizar e Feliza Bursztyn
  • Cuba: Sandu Darie, Loló (Dolores) Soldevilla, José Mijares, Roberto Diago e Carmen Herrera
  • México: Mathias Goeritz e Gunther Gerzso
  • Uruguai: Joaquín Torres García, Héctor Ragni, Antonio Llorens, Maria Freire e Marco Maggi
  • Venezuela: Alejandro Otero, Jesús Rafael Soto, Elsa Gramcko, Gego e Magdalena Fernández
A curadora Ania Rodríguez considera que mesmo nos casos em que não existem vínculos históricos comprovados entre artistas de diferentes latitudes, "os nexos podem ser estabelecidos a partir de uma sensibilidade comum evidente, que filia as tendências derivadas do construtivismo como paradigma estético”.
Para aquela parcela do público que ainda não está habituado às obras abstratas e sinta alguma dificuldade em “entender" propostas não figurativas, talvez seja útil uma frase de Ella Fontanals-Cisneros: “Penso que a arte abstrata é algo sofisticado, cujo gosto e apreciação se vai adquirindo com o tempo”. A exposição Construções Sensíveis é uma excelente oportunidade para aprimorar essa sensibilidade.
VISITAS EDUCATIVAS
Um marco sempre presente nas atividades do SESI-SP, responsável pela gestão da programação do Centro Cultural Fiesp, é o trabalho educativo, que potencializa ainda mais a experiência do público ao entrar em contato com as artes e a cultura, em alguns casos, pela primeira vez.
Pensando na democratização do acesso às manifestações artísticas e culturais em suas várias formas de expressão, o SESI-SP disponibiliza o serviço de visitas mediadas voltadas tanto para grupos escolares, quanto sociais, sem nenhum custo. Os interessados apenas precisam entrar em contado pelo telefone (55 11) 3146-7439, de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h30, ou pelo site www.sesisp.org.br/meu-sesi.
Serviço:
Exposição Construções Sensíveis
:A experiência geométrica latino-americana na coleção Ella Fontanals-CisnerosPeríodo: de 6 de abril a 18 de junho de 2017Horários: diariamente, das 10h às 20h (entrada permitida até 19h40)Local: Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp | Avenida Paulista, 1313 (em frente à estação Trianon-Masp do Metrô) - São Paulo, SPCuradoria: Rodolfo de Athayde e Ania Rodríguez |Arte A Produções
Realização:
SESI-SPVisitas educativas: agendamentos escolares e de grupos pelo telefone (55 11 3146-7439).GRÁTIS. Mais informações pelo site www.centroculturalfiesp.com.br
_______________________________________AGÊNCIA GALO | Assessoria Construções Sensíveis
Nara Lacerda - nara.lacerda@agenciagalo.comTales Rocha - tales.rocha@agenciagalo.com
Thiago Rebouças - thiago.reboucas@agenciagalo.com
Telefone: (11) 3253-3227
Assessoria de Imprensa SESI-SP Cultura | www.sesisp.org.br/culturaRaisa Scandovieri - raisa.scandovieri@fiesp.com.brTelefone: (11) 3549-4846
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo - FIESP
Assessoria de Jornalismo Institucional
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Tesouros Paulistas - Coleção de arte dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo

Essa é mais uma das grandes exposições, não pelo tamanho e quantidade de peças e sim pela excelência dos itens apresentados, que nos brinda o Centro Cultural Ruth Cardoso.

Com um a ínfima parte do acervo de arte do Governo de São Paulo, é possível percebermos a força e a exuberância de nosso estado através do tempo pelas aquisições desses tesouros, peças cotidianas de cada época, quase sempre adquiridas como objetos de decoração que com o tempo tornaram-se preciosidades.

A mostra nos traz além do que de melhor temos em nossas artes plásticas como obras de Aldemir Martins, Aleijadinho, Alfredo Volpi, Anita Malfatti, Antonio Gomide, Antonio Rocco, Arnaldo Pedroso D’Horta, Bonadei, Bruno Giorgi, Caciporé Torres, Candido Portinari, Cícero Dias, Claudio Tozzi, Clóvis Graciano, Danilo Di Prete, Darel, Di Cavalcanti, Djanira, Eliseu Visconti, Flávio de Carvalho, Francisco Rebolo, Francisco Vieira Servas, Frei Agostinho de Jesus, Fulvio Pennacchi, Galileo Emendabili, Ismael Nery, Jaime Fonseca Rodrigues, Joaquim Machado de Castro, John Graz, José Cláudio, José Pancetti, Lívio Abramo, Manoel da Costa Ataíde, Marcelo Grassmann, Maria Leontina, Mário Gruber, Mestre Valentim, Nicola de Corsi, Oswaldo Goeldi, Regina Graz, Rossi Osir, Samson Flexor, Tarsila do Amaral, Tomás Santa Rosa, Tomie Ohtake, Vicente do Rego Monteiro, Victor Brecheret e Wesley Duke Lee, magníficas faianças, móveis, oratórios, cerâmicas e adornos.

Senti falta na legenda das peças as informações do local de abrigo e de como foram adquiridas ( compra, doação, herança vacante ou confisco), que seriam úteis como complemento de nosso deleite.

Um lindo passeio num local de fácil acesso com uma bela sala de exposições, que já é há muito tempo referência em cultura paulista.






 Samba Italiano - Adoniran Barbosa

Abaixo das imagens, fornecidas pela assessoria de imprensa da FIESP, o release do site do evento.













O Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo apresenta um panorama  eclético, tanto do ponto de vista da diversidade de tipologias quanto de escolas artísticas. O conjunto apresentado na Galeria de Arte do SESI-SP reúne mobiliário, louçaria, prataria, tapeçaria, pintura e escultura, com destaque para alguns ícones da História da Arte brasileira, do período colonial ao Modernismo, com obras produzidas até a década de 1970. A seleção inédita traz peças do cotidiano dos Palácios dos Bandeirantes (São Paulo) e Boa Vista (Campos do Jordão).
Dividida em três núcleos temáticos – Memória das ColeçõesO objeto como crônica de costumes e A figura como expressão –, a exposição apresenta 322 obras, algumas reconhecidas por instituições internacionais, como é o caso do Museu de Arte Moderna (MoMA). Prestigiado, o museu nova-iorquino já fechou um acordo para que os quadros de Tarsila do Amaral, que estarão expostos primeiramente na exposição Tesouros Paulistas, sigam para uma temporada em solo norte-americano em 2018.
Outro destaque da mostra é a série de 100 pinturas do artista pernambucano José Cláudio da Silva. As telas são resultado de uma expedição à região amazônica, liderada pelo zoólogo e compositor brasileiro Paulo Vanzolini, em 1975. Durante a viagem, o pintor retratou o dia a dia dos povos ribeirinhos e as paisagens exuberantes da região. Durante a visita, será possível ouvir os detalhes da viagem e curiosidades da produção das telas expostas contados em áudio pelo próprio artista.
Elencamos alguns ícones da história da arte brasileira presentes na exposição: Aldemir Martins, Aleijadinho, Alfredo Volpi, Anita Malfatti, Antonio Gomide, Antonio Rocco, Arnaldo Pedroso D’Horta, Bonadei, Bruno Giorgi, Caciporé Torres, Candido Portinari, Cícero Dias, Claudio Tozzi, Clóvis Graciano, Danilo Di Prete, Darel, Di Cavalcanti, Djanira, Eliseu Visconti, Flávio de Carvalho, Francisco Rebolo, Francisco Vieira Servas, Frei Agostinho de Jesus, Fulvio Pennacchi, Galileo Emendabili, Ismael Nery, Jaime Fonseca Rodrigues, Joaquim Machado de Castro, John Graz, José Cláudio, José Pancetti, Lívio Abramo, Manoel da Costa Ataíde, Marcelo Grassmann, Maria Leontina, Mário Gruber, Mestre Valentim, Nicola de Corsi, Oswaldo Goeldi, Regina Graz, Rossi Osir, Samson Flexor, Tarsila do Amaral, Tomás Santa Rosa, Tomie Ohtake, Vicente do Rego Monteiro, Victor Brecheret e Wesley Duke Lee.

Sobre o Acervo de arte dos Palácios do Governo do Estado de São PauloO acervo de arte dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo reúne peças que acompanham a história dos edifícios, desde a primeira sede de governo, no Pateo do Collegio (1765 a 1932), aos palácios dos Campos Elíseos (1911 a 1965), do Horto (1949 a 2012), dos Bandeirantes e Boa Vista (ambos desde 1964).

sábado, 3 de dezembro de 2016

Como é possível formar leitores?

Este post foi originalmente publicado em 03/12/2010, não sei porque o blogger não mais o apresenta nessa data.


A foto abaixo, tirada ontem de uma vitrine da Saraiva, ilustra bem o contra senso entre o discurso e a prática dos gestores de nossa política cultural.

O mesmo livro, impresso no exterior, em luxuosa encadernação de capa dura, sendo vendido a R$ 37,90, e a edição brasileira, encadernada modestamente, vendida a R$ 59,00.

A obra importada, feita com maior requinte, custa 35% menos do que a impressa aqui, mesmo tendo pagado todos os encargos inerentes a este processo.

Também já tinha reparado que as obras de escritores nacionais, em edições similares, são vendidas a um preço maior do que as de autores estrangeiros.

Porque isto?


A música que acompanha o texto é mais um clássico de nosso maestro soberano, também muito cultuada e pouco executada.



Surfboard - Antônio Carlos Jobim



sábado, 19 de novembro de 2016

Gaudí: Barcelona, 1900

Sabe aqueles eventos a que você comparece com expectativas modestas e é surpreendido agradavelmente pela beleza do acervo e competência da curadoria em mostrá-los? 

É esse, normalmente exposições relativas a arquitetura são planas, bi-dimensionais, apresentando tão somente fotos e plantas das obras, o que também acontece com esse, com o propósito mais de ilustrar os riquíssimos detalhes de cada uma delas usados pelo artista como enfeites em suas soluções estruturais.

Essa mostra nos traz peças de outros artistas modernistas catalães contemporâneos a Gaudí.

Um magnífico passeio que pode se complementar com as outras exposições apresentadas pelo Instituto Tomie Ohtake.




Les flors de Maig del compositor Anselm Clave, interpretada per l' Orfeò Català. Disc original de l'epoca. Aproximadament anys 1915-1920. Sota la direcciò del mestre Lluis Millet.Enregistrament de 78rpm.



Abaixo das imagens, o "press-reelase", fornecidos pela assessoria de imprensa do Instituto Tomie Ohtake.
















INSTITUTO TOMIE OHTAKE
apresenta
Gaudí: Barcelona, 1900
De 19 de novembro de 2016 a 05 de fevereiro de 2017


Depois de passar pelo MASC em Florianópolis, o Instituto Tomie Ohtake traz à São Paulo a obra universal do arquiteto Antoni Gaudí, com patrocínio do Aché Laboratórios Farmacêuticos, Arteris e Bradesco, apoio da AkzoNobel, Machado Meyer Advogados e Prosegur, e coordenada por Fen-Ian Hsu, da CHI-ZHI. Com trabalhos oriundos do Museu Nacional de Arte da Catalunha, Museu do Templo Expiatório da Sagrada Família e da Fundação Catalunya-La Pedrera, Gaudí: Barcelona, 1900 reúne 46 maquetes, quatro delas em escalas monumentais, e 25 peças entre objetos e mobiliário criados pelo mestre catalão. Completam a mostra cerca de 40 trabalhos de outros artistas e artesãos que compunham a avançada cena de Barcelona nos anos 1900.

Os curadores da exposição, Raimon Ramis e Pepe Serra Villalba, destacam os processos construtivos dos projetos de Gaudí por meio de modelos tridimensionais que ressaltam detalhes de sua arquitetura. No design, móveis e objetos, que vão de maçanetas de metal a peças em cerâmica e madeira, dão conta de como a criação artesanal conseguiu fundamentar a indústria. O conjunto das obras reunidas do consagrado arquiteto catalão testemunha a invenção de uma original geometria, calculada a partir da observação e estudo dos movimentos da natureza. Com este princípio racionalista protagonizado pelo orgânico, Gaudí instaura uma estética moderna única que marcou definitivamente a cidade de Barcelona.

Para ilustrar ainda a pujança de um período em que a capital da Catalunha surge como projeto moderno de cidade, os curadores selecionaram 26 trabalhos entre objetos e elementos decorativos concebidos pelos chamados ensembliers (artesãos de alto nível), além de 16 pinturas. São artistas contemporâneos a Gaudí, que desenvolveram suas obras conforme os preceitos do modernismo catalão. Entre eles destacam-se os pintores Ramón Casas e Santiago Rusiñol, e ensembliers como Gaspar Homar ou Joan Busquets, que decoraram e mobiliaram as casas da burguesia catalã do período.

Trata-se da mesma burguesia que colaborou para a inovação e processo de integração entre urbanismo, arquitetura, arte, design e indústria, atuando como mecenas dessa importante geração de artistas e artesãos que configuraram um dos movimentos mais férteis e representativos da cultura catalã. “Um momento em que foram construídos os fundamentos culturais da Catalunha atual, em que o processo industrial, o lado íntimo, o momento, o acaso, a mecanização etc. vão ganhando espaço, e a atividade artística vai se abrindo a novas propostas”, explicam os curadores. Neste panorama, sugere ainda a dupla, a obra de Gaudí condensa o debate técnico, estético, ideológico e social da virada do século.

Raimon Ramis (Barcelona 1961) é historiador em arte pela Universidade Autônoma de Barcelona e estudou fotografia no Instituto de Estudos Fotográficos da Catalunha e foi fotógrafo de arquitetura. Trabalhou na Fundação La Caixa, Fundação Antoni Tàpies, entre outras entidades. Foi professor da Escola Superior de Desenho de Barcelona e do Centro de Imagens e Tecnologia Multimídia da FPC/UPC, também na capital catalã, onde criou o departamento de recuperação do patrimônio fotográfico Memoria de la image. Ocupou ainda a subdireção do Museu Bariber-Mueller de Arte Pré-colombiana de Barcelona (2004 a 2007), dirigiu o Acampamento da Paz do Fórum Universal das Culturas (2008 a 2011) e supervisionou o III Fórum Universal das Culturas Valparaíso (2010).
Desde 2013, mora em Santiago do Chile, onde é gestor cultural e diretor de Projetos da Fundação MediaBus. Assessora a direção de arquitetura para a construção da capela de Santa María de los Ángeles de Rancagua (Chile), idealizada por Gaudí em 1922, a única obra do arquiteto catalão fora da Espanha. Ramis é ainda curador e colaborador do Centro de Extensão da Pontifícia Universidade Católica do Chile, onde foi curador das exposições Joan Fontcuberta: metabolismos de la imagen (2014) e Gaudí el arquitecto y la forma (2014-2015). Ao longo de sua trajetória participou de diferentes seminários sobre Gaudí, fotografia, arte e educação.

Pepe Serra Villalba (Barcelona, 1969) é diretor do Museu Nacional da Catalunha, desde 2012, depois de ter dirigido o Museu Picasso de Barcelona (2006 a 2012). Focado em patrimônio e gerenciamento de museus de arte, tanto em instituições públicas quanto privadas, Serra ocupou ainda a direção de Museus e Patrimônio Cultural no Departamento de Cultura do Governo da Catalunha (2005 a 2006); foi Coordenador do Programa Públicos e Serviços Culturais da Fundação Caixa Catalunha (2001 a 2005); e coordenador do departamento de exposição do MACBA – Museu de Arte Contemporânea de Barcelona (1996 a 2000).

Entre as exposições com sua curadoria, destacam-se Posters in Catalonia (Tinell Hall, Barcelona, 1995), Eudald Serra Signs of Life (La Virreina, Barcelona, 1999), The Body and the Cosmos (La Pedrera Casa Milà, Barcelona, 2004) e Kees Van Dongen (Museu Picasso, Barcelona, 2009). Na academia, atua como co-diretor e professor na Universidade Pompeu Fabra, em Barcelona, e professor na Universidade de Barcelona, entre outras atividades.

Exposição Gaudí: Barcelona, 1900
Abertura: 19 de novembro
Visitação: 20 de novembro de 2016 a 05 de fevereiro de 2017
De terça a domingo, das 11h às 20h
Ingressos
R$12,00 e R$6,00 (meia-entrada)
-Têm direito à meia-entrada estudantes, idosos com  idade superior a 60 anos e professores da rede pública, mediante apresentação de documento comprobatório.

-Crianças até 10 anos, cadeirantes e deficientes físicos têm entrada gratuita todos os dias da exposição.

-Às terças-feiras a entrada é gratuita mediante retirada de senhas na bilheteria do Instituto Tomie Ohtake


Os ingressos podem ser adquiridos no site www.ingresse.com a partir do dia 8 de novembro às 8h, ou na bilheteria do Instituto Tomie Ohtake a partir do dia 19 de novembro às 10h.

A venda de ingressos será realizada em três lotes:
1º lote: 20 de novembro a 15 de dezembro
2º lote: 16 de dezembro a 11 de janeiro de 2017
3º lote: 12 de janeiro a 5 de fevereiro

Sessões
Ao comprar o ingresso, o visitante deve escolher o período de visitação desejado. Dentro de cada período, a entrada dos visitantes na exposição será organizada por ordem de chegada. O ingresso permite que o visitante entre na exposição ao longo do período indicado, não sendo necessário chegar no horário inicial.

Das 11h às 13h (entrada até às 13h)
Das 13h às 15h (entrada até às 15h)
Das 15h às 17h (entrada até às 17h)
Das 17h às 19h (entrada até às 19h)

Patrocínio: Aché Laboratórios Farmacêuticos, Arteris e Bradesco
Apoio: AkzoNobel, Machado Meyer Advogados e Prosegur

Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima 201 (Entrada pela Rua Coropés 88) - Pinheiros SP
Metrô mais próximo - Estação Faria Lima/Linha 4 - amarela
De terça a domingo, das 11h às 20h

Informações à Imprensa
Pool de Comunicação – Marcy Junqueira
Atendimento: Martim Pelisson e Luana Ferrari
Fone: 11 3032 1599

sábado, 23 de julho de 2016

Raimundo Cela – um mestre brasileiro

Nestes últimos tempos em que somos diariamente bombardeados com más notícias de todos os matizes uma surpresa como essa aquece o coração.

Conhecer Raimundo Cela pela sempre competente curadoria de Denise Matar transforma uma experiência cotidiana numa ocasião deslumbrante.

Uma magnífica exposição num espaço expositivo suntuoso, nos apresenta um grande artista brasileiro que não tem o merecido destaque no universo das artes plásticas mundial, até porque, imagino, a maioria de seus trabalhos estão em posse de colecionadores particulares, que com absoluta razão devem ter ciúmes de seus tesouros.

As obras apresentadas cobrem todas as fases de sua produção nos mostrando sua genial capacidade de criar maravilhas através da observação de cenas comuns.





Jangada - Edu Lobo

Abaixo das imagens o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do evento.


















EXPOSIÇÃO DE RAIMUNDO CELA TRAZ A MEMÓRIA DE UM DOS MAIS IMPORTANTES ARTISTAS CEARENSES

Individual reúne, no MAB-FAAP, 120 obras do artista, apresentando suas diversas facetas

O Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Alvares Penteado (MAB-FAAP) recebe a partir de 12 de junho a exposição de Raimundo Cela (1890-1954), principal artista cearense de sua geração. Reunindo 120 obras, a retrospectiva apresenta o percurso do artista desde suas obras acadêmicas até os últimos trabalhos, plenos de ritmo e emoção.

Com curadoria de Denise Mattar, que tem como proposta resgatar artistas de qualidade que ficaram à margem da história oficial da arte brasileira, a mostra “Raimundo Cela – um mestre brasileiro” apresenta a obra de um realizador muito  respeitado entre os estudiosos, mas pouco conhecido do público em geral. 

A exposição
Maior retrospectiva já realizada do pintor cearense, a mostra abarca sua trajetória, a partir de momentos-chave que representam o início de um novo ciclo em sua obra.

A exposição inicia com seus primeiros trabalhos, marcados pela influência do academicismo. São obras determinadas pelo perfeito domínio da técnica clássica, na composição de telas figurativas, evocações à Antiguidade Clássica e à paisagem brasileira. Nesse setor, destacam-se, entre outras, obras como Último diálogo de Sócrates (1917), premiada no Salão Nacional de Belas Artes e que garantiu ao artista uma viagem a Paris, na França.

Devido à Primeira Guerra, a viagem é realizada apenas em 1920, justamente o princípio dos anos loucos da capital francesa, onde Cela dedica-se aos estudos da gravura em metal, dando uma nova perspectiva à sua obra, não apenas na técnica, mas também na temática.

Ao longo dos anos em que permanece em Paris, o artista retratou em seus desenhos, óleos e gravuras, cenas da paisagem francesa, como na tela Paisagem de Saint-Agrève (1921), e da realidade parisiense e de seus tipos, em estudos de nus e nos desenhos Ferreiro e Funileiro (1921).

Um dos grandes destaques da exposição, e da obra de Cela, o painel Abolição (1938), estará reproduzido na mostra em seu tamanho original. Primeiro estado brasileiro a abolir a escravatura, em 25 de Março de 1884, o Ceará, terra-natal de Cela, encomenda a ele, em 1938, um painel que simboliza o momento histórico tão marcante na história do Ceará e do Brasil.






Na individual, o público poderá ter acesso a uma visão única do Ceará. Em seus quadros está a melhor tradução dessa paisagem nordestina, como na série Pinturas Brancas, de marinas e paisagens. Cela também foi um caçador de almas e dos tipos cearenses, com destaque para as figuras populares, como pescadores, vaqueiros, rendeiras e os jangadeiros, estes representados em uma série de obras criadas entre 1940 e 1946. Na mostra, essas produções estarão dispostas de modo narrativo, representando a sequência de ações que levam a jangada ao mar.

Vida e obra
Raimundo Cela nasceu em 1890, em Sobral, no interior do Ceará, mas cresceu em uma cidade litorânea próxima: Camocim. O artista - criado em um meio familiar culto - foi para o Rio de Janeiro em 1910 estudar engenharia, desejo de seu pai, e pintura, por ambição própria. Formou-se sob orientação dos maiores mestres do começo do século, tendo contato especial com Eliseu Visconti.

A pintura de Cela inicia-se totalmente acadêmica, tendo ele recebido, em 1917, como prêmio, uma viagem à Paris do Salão Nacional de Belas Artes, pela obra clássica “Último Diálogo de Sócrates”. A viagem só ocorreu em 1920, devido à guerra.

O artista permaneceu na França por dois anos, quando dedicou-se ao aprendizado da gravura em metal com Frane Brangwyn, pintor, gravador e litógrafo inglês. Seu trabalho nessa técnica é de excepcional qualidade. Suas gravuras, segundo Adir Botelho, não são apenas registros gráficos, históricos, são obras universais no sentido e na expressão. Foi o pioneiro do ensino da gravura em metal na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, lecionando durante nove anos.

De volta ao Brasil, foi viver em Camocim, onde trabalhou durante dez anos como engenheiro de uma pequena usina elétrica. Em 1938, a pintura de um painel para o governo do Estado, representando a libertação dos escravos do Ceará o trouxe de volta à vida artística. Pouco depois, em 1940, estabeleceu-se em Fortaleza. O artista francês Jean Pierre Chabloz o conheceu nessa fase e encantou-se com sua obra.

Raimundo Cela, sendo um moderno, nunca foi um modernista. Ele apareceu justamente no momento da história cultural em que as artes iam ser atingidas pelo radicalismo de 1922. Criou-se, então, o mito, que hoje vem sendo revisto pelos estudos sobre o pré-modernismo, de que aconteceu um hiato entre os mestres do século XIX e a Semana de Arte Moderna. Neste período nada teria sido produzido de interessante e criativo. Os que surgiram naquela fase foram mantidos numa espécie de limbo cultural. Mas o valor da arte de Raimundo Cela deve-se ao fato de ter sido concebida à margem das escolas, de não ter sido contaminada pelos modismos passageiros.

“Na obra de Cela nada é inocência, tudo é fruto de planejamento, economia e técnica. Mas tudo é também movimento, força, agilidade e graça. Sua arte não procura simplesmente imitar as coisas representadas, é de uma beleza solene, meio melancólica, mas luminosa”, ressalta Cláudio Valério Teixeira, artista plástico, restaurador e crítico de arte.



Raimundo Cela retornou ao Rio de Janeiro em 1945. Tornou-se professor de gravura em metal da Escola Nacional de Belas Artes, cargo que ocuparia até a sua morte, em 1954. Nesta última fase da carreira, o pintor foi duas vezes premiado com a medalha de ouro do Salão Nacional de Belas Artes.

A exposição conta com patrocínio da Minalba e, depois da temporada no MAB-FAAP, segue para o Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro.


Exposição “Raimundo Cela – um mestre brasileiro”
Período de visitação: de 12 de junho a 18 de setembro
Atenção para os novos horários do MAB-FAAP:
De segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, com permanência até às 19h.
Aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 17h, com permanência até às 18h.
(Fechado às terças-feiras, inclusive quando feriado)
Local: MAB-FAAP
Endereço: Rua Alagoas, 903 – Higienópolis
Informações: (11) 3662-7198 
Agendamento de visitas educativas: (11) 3662-7200  ou museu.educativo@faap.br
Entrada franca


Sobre o MAB-FAAP
Criado em 1960, o Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Alvares Penteado (MAB-FAAP) tem abrigado exposições marcantes, tanto de arte brasileira como internacional, provenientes dos principais museus do mundo. O MAB-FAAP já foi contemplado com importantes prêmios do setor, como o concedido em 2010 pela Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) às exposições ‘Memórias Reveladas’ e ‘Tékhne’.

O MAB-FAAP possui dois espaços expositivos: Sala MAB, onde atualmente está em cartaz a mostra ‘Elas - Mulheres Artistas no Acervo do MAB’, e o Salão Cultural, que a partir de 5 de junho abrigará a mostra Raimundo Cela.
Com um acervo próprio de cerca de três mil obras de arte brasileira, o MAB-FAAP reúne fotos, esculturas, gravuras, pinturas, entre outras, datadas a partir do final do século XIX. Entre os principais artistas estão Anita Malfatti, Victor Brecheret, Di Cavalcanti, Oswaldo Goeldi, Lasar Segall, Pancetti, Portinari, Alfredo Volpi, Cícero Dias, Tomie Ohtake, Arcângelo Ianelli, Flávio de Carvalho, Lygia Clark, Burle Marx, entre outros. Um painel de vitrais de 350 metros quadrados também integra o acervo de obras do MAB-FAAP.

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