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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Julio Le Parc na Galeria Nara Roesler

Mais uma magnífica mostra da Galeria Nora Roesler com um artista consagrado mundialmente, que está também numa belíssima retrospectiva no Instituto Tomie Ohtake, que nos apresenta uma ampla visão de todas sua fases e suportes.

Aqui conhecemos uma série em que Julio Le Parc usa o fundo preto e a paleta básica de cores para criar imagens e figuras perfeitamente delimitadas por linhas imaginárias cartesianamente dispostas que geram efeitos espaciais magníficos.

Um ótimo passeio para aproveitarmos nosso poder de abstração e "viajar" dentro das obras.




Libertango - Astor Piazzolla





Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do evento.










Galeria Nara Roesler | São Paulo

Apresenta

Julio Le Parc

Abertura: 25 de novembro de 2017, às 11h – até 07 de fevereiro de 2018



Paralelamente à grande retrospectiva de Julio Le Parc no Instituto Tomie Ohtake, a sede paulista da Galeria Nara Roesler reúne trabalhos do icônico artista cinético. São dez pinturas recentes da série Alchimie (2016/2017), três esculturas do conjunto Torsion (2004) e a projeção Alchimie Virtuel, que ocupa espaço central na exposição. Apresentada pela primeira vez na América Latina, a obra, em realidade virtual, atualiza a questão da virtualidade que Le Parc vem explorando há mais de 50 anos, como nas pinturas Réels et virtuels / serie Surface noir et blanc (anos 50), Volume Virtuel (anos 70), e nas esculturas Cercle Virtuel (anos 60).

Por antecipar essa discussão, Le Parc tornou-se reconhecidamente um visionário. Agora, às vésperas de completar 90 anos, com essa obra em projeção, utiliza a tecnologia para, finalmente, mergulhar na realidade virtual. “O trabalho de Julio Le Parc simultaneamente experimental, visionário e lúdico, permanece pertinente no presente, assim como foi nos anos de 1960, e suas preocupações relacionadas à política, ao papel do público, ao artista e ao poder da organização das artes são ainda relevantes e significativas”, escreve o crítico Hans Ulrich Obrist, no catálogo da exposição Bifurcations. Galeria Perrotin, Paris, 2017.

As “alquimias” atuais, em acrílica sobre tela, são trabalhos em grande escala, concebidos a partir de vários estágios de desenhos e de pinturas menores que se expandem em composições modificadas progressivamente. “Em algumas pinturas vemos um grande centro preto que, circulado por uma sobreposição de cores agrupadas e sobrepostas, parece atomizado, o que provoca um efeito simultaneamente desorientador e hipnótico”, diz Le Parc. A série Alchimie foi iniciada em 1988, em forma de pequenos esboços surgidos a partir de observações fortuitas do artista e que, aos poucos, foram concretizadas. “Essas "alquimias" fazem parte da minha viva aventura, expressa em meu trabalho como artista experimental”, afirma Le Parc.

Em Torsion, o artista reafirma essa persistência em uma experimentação contínua, em que cada novo conjunto de obras tem suas raízes no que já desenvolveu. A série de esculturas – que em tamanhos monumentais ocupam espaços públicos de países como, México, Portugal, Estados Unidos – está ligada ao espírito dos primeiros relevos, especialmente dos "volumes virtuais" desenvolvidos nos anos de 70.  Ainda que as obras em Torsion não sejam virtuais, mas reais com a contundente presença do aço inox, esse material, por sua superfície acetinada, permite múltiplas mudanças devido a sua maneira de atrair a luz. As esculturas guardam o princípio seminal da produção do artista que corresponde, segundo ele, a um processo simples: um esquema que determina o conjunto. “A maior parte é organizada por sequências que podem ser de deslocamento, de rotação, de ângulos, de posicionamento no espaço etc. A concepção, por sua racionalidade, permite o surgimento de situações visuais que podem ir do simples reconhecimento de um sistema de organização à impressão de caos”, completa.  

Julio Le Parc (n. 1928, Mendoza, Argentina) vive e trabalha em Cachan, na França. O artista apresenta ao espectador uma visão divertida e desmistificada da arte e sociedade por meio de suas pinturas, esculturas e instalações perceptualmente ilusórias. Le Parc faz interagir cor, luz, sombra e movimento de modo que as formas aparentem movimento, estruturas sólidas se desmaterializem, e a própria luz pareça plástico. Como co-fundador do Groupe de Recherche d’Art Visuel (GRAV), trabalhou para romper os limites na arte e a participação de espectadores contribuiu diretamente com suas famosas esculturas cinéticas e ambientes de luz.

A partir de 1960, no entanto, começou a desenvolver uma série de obras distintas que utilizavam a luz “leitosa”: esses objetos, geralmente construídos com uma fonte lateral de luz branca que era refletida e quebrada por superfícies metálicas polidas, combinavam um alto grau de intensidade com uma expressão sutil de movimento contínuo.

As obras de Le Parc foram tema de inúmeras exposições individuais na Europa, América Latina e Estados Unidos, em instituições como o Pérez Art Museum, Miami, EUA (2016); Museum der Kulturen Basel, Basel, Suíça (2015); Bildmuseet, Umea, Suécia (2015); Malba, Buenos Aires, Argentina (2014); Palais de Tokyo, Paris, França (2013); Biblioteca Luiz Angel Arango, Bogotá, Colômbia, (2007); Laboratorio Arte Alameda, Cidade do México, México (2006); Castello di Boldeniga, Brescia, itália (2004) entre outras. O artista também fez parte de diversas exposições coletivas e bienais como: a Bienal Internacional de Curitiba, Curitiba, Brasil (2015); Bienal do Mercosul, Porto Alegre, Brasil (1999); Bienal de Havana, Havana, Cuba (1984); Bienal de São Paulo (1967), a Bienal de Veneza em 1966 (quando recebeu o Prêmio) e a polêmica exposição do MoMA, The Responsive Eye (1965). Como ato de protesto contra o regime militar repressivo no Brasil, ele se juntou a artistas no boicote da Bienal de São Paulo em 1969 e publicou um catálogo alternativo de Contrabienal em 1971. As obras coletivas posteriores de Le Parc incluem a participação em movimentos antifascistas no Chile, El Salvador e Nicarágua. Recentemente, Le Parc tem sido objeto de grandes retrospectivas, como Form into action no Pérez Art Museum, Miami, EUA (2016), Julio Le Parc na Serpentine Gallery, Londres, Reino Unido (2014); Le Parc: Lumière no MALBA, Buenos Aires, Argentina (2014); Soleil froid no Palais de Tokyo, Paris, França (2013); Le Parc lumière na Casa Daros, Rio de Janeiro, Brasil (2013); e da exposição Dynamo no Grand Palais, Paris, França (2013).

Exposição: Julio Le Parc
Abertura: 25 de novembro de 2017, às 11h - Até 07 de fevereiro de 2018.
Imagens:

Galeria Nara Roesler
Av. Europa, 655 – São Paulo. Tel - 2039-5454
De segunda a sexta, das 10h às 19h, sábado, das 11h às 15h

Informações à Imprensa
Pool de Comunicação – Marcy Junqueira
Atendimento: Martim Pelisson e Luísa Teles

Fone: 11 3032 1599

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Um artista plástico mais que afinado

A primeira impressão de quem vê Rodolfo Chiaverini Neto, qualquer que seja a ocasião, deve ser de ao menos de uma grande empatia.



Pode ser em seu consultório durante qualquer procedimento médico, profissão que ainda exerce há mais de cinquenta anos, numa reunião social, em seu ateliê ou na noite, escutando sua terceira vocação, a de músico.



Um homem eclético com uma conversa excelente, isso vindo da boa família, da boa escola, dos amigos que sempre instigaram sua curiosidade e principalmente do olhar atento ao seu redor e ao mundo.



Um talento precoce, que desde a tenra infância sabia desenhar, sem qualquer instrução formal, ingressou na Escola de Pintura do Bosque Municipal de Ribeirão Preto para se aprimorar e adquirir novas técnicas.



Quando veio a São Paulo aprimorar os estudos formais, aproveitou para ter aulas de pintura com o professor Blackmann e com o professor Ranzini da FAUS.



Contam seus colegas da Escola de Medicina que ficava mais fácil estudar anatomia após Rodolfo Chiaverini ilustrar nas bordas dos livros suas aulas de dissecação.



Sua curiosidade inquieta o faz, ainda, pesquisar tintas, matizes e novos suportes para sua produção, que além da pintura são as gravuras e esculturas.




Além de muito bom pianista, agora está de volta ao conservatório para estudos de flauta e composição para, quem sabe, nos trazer também suas “visões” musicais.




Conheci a música abaixo quando em uma noite boêmia o ouvi tocar a quatro mãos com Laércio de Freitas, grande músico e maestro brasileiro.



 A Night In Tunisia



A exposição irá até o dia 10/12/2017 na Galeria Saphira & Ventura na Almeda. Lorena, 1748 - Jardins - Tel. (11) 30612409 - das 11:00 às 19:00 hs. 

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Pancetti - Navegar é Preciso

Uma mostra que nos traz pinturas de várias fases do artista, com o tema comum das marinas, que é o lado mais conhecido de seu trabalho, explicado pela sua profunda ligação com o mar, pois foi marinheiro por quase vinte anos.

José Pancetti é um daqueles artistas que com poucos traços nos colocam dentro da cena, pois seu uso espetacular das cores nos transcende e enleva nelas.

Essa magnífica exposição da Galeria Almeida e Dale, com curadoria de Denise Mattar só reforça minha certeza de que eles são imprescindíveis na vida cultural brasileira, pois além de nos trazer tesouros poucas vezes vistos, o fazem de maneira impecável e surpreendente.

Um passeio imperdível, a ser feito com o necessário vagar para o pleno gozo dessas belezas.



Caetano Veloso - Os Argonautas


Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do evento.













Exposição homenageia a obra do modernista José Pancetti
Em cartaz na galeria Almeida e Dale, mostra apresenta cerca de 45 pinturas, entre paisagens, retratos e naturezas-mortas
José Pancetti: Oh! Bahia minha estrela, minha amada (1954)
Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:"Navegar é preciso; viver não é preciso".Quero para mim o espírito [d]esta frase,transformada a forma para a casar como eu sou:Viver não é necessário; o que é necessário é criar
Fernando Pessoa

Grande representante do modernismo brasileiro, José Pancetti gostava de pintar ao ar livre. Suas telas costumavam ser pequenas para que ele pudesse carregá-las de um lugar para o outro. Em suas viagens pelo Brasil, pintou as praias de Salvador, as montanhas de Campos do Jordão, as ruas íngremes de São João Del Rei, entre tantas outras paisagens tipicamente brasileiras. O artista também retratou o povo de seu país e pintou muitos autorretratos. Sua vasta produção pode ser conferida na exposição Pancetti - Navegar é Preciso, que a Galeria Almeida e Dale recebe a partir do dia 17 de outubro.

Com curadoria de Denise Mattar, a mostra reúne cerca de 45 pinturas, agrupadas por temas, além de fotos, manuscritos e cartas. A última grande exposição dedicada ao artista foi realizada em 2002, no Museu de Arte da Bahia, com itinerância em outras capitais. Agora, quinze anos depois, o público poderá rever grande parte da produção do pintor como as famosas Marinhas, uma das facetas mais conhecidas de sua obra.

Pancetti trabalhou como marinheiro desde os 16 anos, tendo permanecido na profissão até os 34 anos. Sua proximidade com o mar é refletida em 25 obras da mostra, que reúne desde os primeiros quadros do artista, que retratam barcos e construções, até obras do fim de sua vida, registros que se aproximam da abstração, reduzidos à areia, à luz e ao mar. Cabo Frio, Itanhaém e Arraial do Cabo são alguns dos destinos representados por Pancetti, atento às sutilezas de cada local.

Para o crítico de arte Frederico Moraes, a obra do modernista é marcada por uma constante sobriedade aliada ao lirismo. "A pintura de Pancetti é como um convés de navio, curtida de sol e sal. Não enferruja. Honesta, limpa, econômica, direta, austera, quase seca, mesmo quando a cor se expande e o gesto abriga a emoção. Não há nele nem o supérfluo, nem o desperdício".

Essa aridez aparece na série de paisagens urbanas, produzidas no começo da carreira do artista, na década de 1940. As obras retratam lugares fechados, como pátios ruas e becos, sempre com cores escuras. Predomina um sentimento de melancolia e sufocamento associado à vida nas grandes cidades. Nessas paisagens e também em algumas naturezas-mortas, é possível identificar a influência de mestres como Paul Cézanne (1839-1906) e Henri Matisse (1869-1954).

Sua paleta adquiriu tons mais coloridos quando passou a viver em Salvador, em 1950, ano no qual participou da Bienal de Veneza. Para a curadora Denise Mattar, a mudança de cidade foi um ponto de ruptura em sua carreira: "A ida de Pancetti para a Bahia modificou sua personalidade e sua obra, a alegria tornou o artista mais doce, e ele explodiu em cores quentes e fortes. Sem estar preocupado com uma brasilidade teórica, Pancetti retratou como ninguém a nossa gente, a nossa luz e o nosso mar".

As cores quentes aparecem ainda nos vários retratos que o modernista produziu em sua vida. Crianças, lavadeiras e prostitutas foram alguns dos grupos que ele pintou, homenageando a classe popular da qual se sentia parte. Para o crítico de arte Marc Berkowitz, esse encanto pela simplicidade também aparece na própria concepção do trabalho: "Pancetti não ligava à moda, ou aos "ismos", ele fazia sua pintura, como ele a entendia, com aquela integridade tão típica dele".

A exposição também apresenta seus famosos autorretratos, aos quais o artista atribuía múltiplas personalidades: marinheiro, camponês, almirante, pescador. Nessas pinturas, Pancetti sempre aparece de perfil, ora em tons dramáticos, ora engraçados. "O artista se arriscava ardorosamente, pintando suas fantasias e investindo-se de diferentes personalidades, dando a cada uma dessa personas diferentes densidades psicológicas", pontua a curadora.

No dia 11 de novembro, a galeria lança o catálogo de Pancetti - Navegar é Preciso como ação do Art Weekend - evento que promove circuitos entre galerias, que estendem o seu horário de funcionamento no fim de semana, apresentando ao público uma série de atividades paralelas às mostras em seus espaços.

Em cartaz até 9 de dezembro, a exposição se insere em um projeto maior da galeria de enfatizar a produção de grandes nomes da arte brasileira, como nas exposições já realizadas de Raimundo Cela, Ernesto de Fiori, Di Cavalcanti, Ismael Nery, entre outros. Na atual mostra, a galeria homenageia a obra singular de Pancetti, artista que possuía grande identificação com a paisagem e o povo brasileiro.

Para imagens, por favor clique aqui.

Pancetti - Navegar é Preciso
Local: Galeria Almeida e DaleAbertura: 17 de outubro, a partir das 17h30 às 22h
Período expositivo: de 18 de outubro a 9 de dezembro
Lançamento do catálogo: 11 de novembro, das 10h às 14h
Endereço: Rua Caconde, 152, São Paulo, SP
Visitação: de segunda a sexta, das 10h às 18h; sábados, das 10h às 13h
Telefone: 11 3882-7120

Assessoria de imprensa:
A4&Holofote11 3897-4122
Cristiane Nascimento - cristianenascimento@a4eholofote.com.br
Mariana Tessitore – marianatessitore@a4eholofote.com.br
Neila Carvalho - neilacarvalho@a4eholofote.com.br








quinta-feira, 21 de setembro de 2017

No subúrbio da modernidade - Di Cavalcanti 120 anos

Nessa época de hipocrisia exacerbada onde exposições são fechadas por ouvir dizer e a patrulha do politicamente correto tenta impor suas verdades como dogma supremo, e aí de quando alguém ouse discordar, é taxado de reacionário, retrógrado e intolerante. Isso sim é que é um ato de preconceito, de intolerância, não deixar existir a diversidade de opiniões, gostos e preferências.

Mas, voltando ao assunto deste comentário, estão em cartaz atualmente em São Paulo três grandes e magníficas mostras que tratam de bordéis, cabarés e zonas de meretrício. Com a tristeza, o desconsolo e o cansaço como nas obras de Toulouse-Lautrec ou com a beleza dos corpos, o sorriso no rosto e na alegria das reuniões nos lupanares como Pedro Corrêa de Araújo nos retrata.

Junte tudo isso e mais todo o espectro de visão e observação de um artista que trafegou por vários suportes, técnicas e estilos para que nos sintamos embevecidos e agradecidos de conhecer tanta beleza.

Senti falta de menções a Marina Montini, sua última modelo e grande musa inspiradora, que imortalizou em obras que durante sete anos a retratou.

Um grande passeio à Pinacoteca, que de tão importante prescinde do sobrenome "do Estado de São Paulo".



Mulata assanha - Elza Soares & Wilson das Neves







Pinacoteca de São Paulo apresenta retrospectiva de Di Cavalcanti

“No subúrbio da modernidade - Di Cavalcanti 120 anos” reunirá mais de 200 obras pertencentes a importantes coleções brasileiras e internacionais


Abertura: 2 de setembro de 2017, sábado, às 11h | Em cartaz até 22 de janeiro de 2018

Um dos mais importantes artistas do modernismo brasileiro, Emiliano Di Cavalcanti será tema de mostra retrospectiva na Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. “No subúrbio da modernidade - Di Cavalcanti 120 anos”, a maior exposição de Di Cavalcanti já realizada desde a morte do artista, em 1976, entra em cartaz a partir de 2 de setembro de 2017, mês em que se comemora 120 anos do nascimento do artista. Entre pinturas, desenhos e ilustrações, serão exibidas mais de 200 obras, realizadas ao longo de quase seis décadas de carreira e que hoje pertencem a algumas das mais importantes coleções públicas e particulares do Brasil e de outros países da América Latina, como Uruguai e Argentina.

Obras icônicas e outras pouco vistas estarão distribuídas em sete salas do primeiro andar da Pina Luz, sob a curadoria de José Augusto Ribeiro. Segundo o pesquisador, a exposição pretende investigar como o artista desenvolve e tenta fixar uma ideia de “arte moderna e brasileira”, além de chamar a atenção para a condição e o sentimento de atraso do Brasil em relação à modernidade europeia no começo do século XX. “Ao mesmo tempo, o título se refere aos lugares que o artista costumava figurar nas suas pinturas e desenhos: os bordeis, os bares, a zona portuária, o mangue, os morros cariocas, as rodas de samba e as festas populares - lugares e situações que, na obra do Di, são representados como espaços de prazer e descanso”, explica Ribeiro.

Além da atuação pública de Di Cavalcanti como pintor, a mostra destacará também aspectos menos conhecidos de sua trajetória, como as ilustrações e charges para revistas, livros e até mesmo capas de discos. Também será abordada sua condição de mobilizador cultural e correligionário do Partido Comunista do Brasil (PCB). “Esse engajamento reforça o desejo de transformar o movimento moderno em uma espécie de projeto nacional”, completa Ribeiro.

A Pinacoteca prepara um catálogo que reunirá três ensaios inéditos escritos pelos autores José Augusto Ribeiro, curador da mostra, Rafael Cardoso, historiador da arte e do design e Ana Belluzzo, professora e crítica de arte. O livro trará ainda reproduções das obras apresentadas, uma ampla cronologia ilustrada e um compilado de textos já publicados sobre a trajetória do artista. A exposição tem patrocínio de Banco Bradesco, Sabesp, Ultra, Escritório Mattos Filho e Alexandre Birman.

“No subúrbio da modernidade - Di Cavalcanti 120 anos” permanece em cartaz até 22 de janeiro de 2018, no primeiro andar da Pina Luz – Praça da Luz, 02. A visitação é aberta de quarta a segunda-feira, das 10h00 às 17h30 – com permanência até às 18h00 – os ingressos custam R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia). Crianças com menos de 10 anos e adultos com mais de 60 não pagam. Aos sábados, a entrada é gratuita para todos os visitantes. A Pina Luz fica próxima à estação Luz da CPTM. 




quinta-feira, 31 de agosto de 2017

PEDRO CORREIA DE ARAÚJO: ERÓTICA

Essa é mais uma grata surpresa nesta temporada de exposições em São Paulo, uma magnífica mostra de um artista que também me era desconhecido e me encantou com suas pinturas e desenhos.

Não se deixe enganar com o título, Erótica, pois com duas ou três exceções, devidamente protegidas por um pano preto, só olha quem tiver curiosidade, o erotismo apresentado é de uma delicadeza ímpar de muito bom gosto.

Espero que tenhamos muito mais iniciativas como essa que nos apresentam grandes artistas que não tem a fama que merecem mas a qualidade de seus trabalhos ombreiam com as dos grandes mestres.

Um ótimo passeio que se completa com a visita à exposição de Toulouse-Lautrec.


Da cor do pecado - Elis Regina


Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do MASP













PEDRO CORREIA DE ARAÚJO: ERÓTICA
Abertura: 24 de agosto, 20h
25 de agosto a 18 de novembro de 2017
2º Subsolo

  • Após quase quatro décadas, o MASP apresenta a segunda individual de Pedro Correia de Araújo, que reúne 66 obras do artista pernambucano.

  • A exposição integra o eixo de exposições em torno da temática de Histórias da sexualidade ao longo de 2017, no Museu.

A partir do dia 24 de agosto, o MASP apresenta Pedro Correia de Araújo: erótica, monográfica que reúne 66 obras do artista pernambucano Pedro Correia de Araújo (Paris, 1881– Rio de Janeiro, 1955), divididas em quatro grandes núcleos representativos de sua produção: nus, danças, retratos e a chamada série Erótica. A exposição assume como mote a sensualidade latente que atravessa suas obras da fase brasileira (1929-1955), ressaltando, porém, a presença do erotismo não apenas nos nus ou na série de desenhos sexualmente mais explícitos, mas também, e especialmente, nas representações de danças brasileiras, como o jongo, e retratos femininos de caboclas, índias, e negras. Pedro Correia de Araújo: erótica tem curadoria de Fernando Oliva, curador do MASP.
Como se evidencia nas obras selecionadas para a mostra, em Correia de Araújo, apesar de sua formação acadêmica, fortemente influenciada pela Escola de Paris, o erotismo não se oculta sob a categoria do “estético” ou “artístico”. Ele é convidado a ocupar o espaço entre uma matriz geométrica, que estrutura a representação, e a camada mais aparente da tela, sua superfície. Isso se observa em trabalhos como Pureza (1938), em que o corpo da mulher se constrói em volumes circulares, quadrados, triangulares ou hexagonais, deixados intencionalmente “à mostra” pelo artista.

Suas figuras se oferecem ao olhar do espectador. Porém não de maneira fácil ou displicente, pois são carregadas de um desejo calculado, revelando seres às vezes frios e distantes, não sem certa melancolia. Apesar de ter pintado muitos nus e prostitutas, o artista nunca foi seduzido pela possibilidade do voyeurismo banal. Suas mulheres são representações de força e segurança, assumindo muitas vezes dimensões monumentais, como é o caso de Zélia (1948).

Segundo o curador da mostra, Fernando Oliva, “o erotismo de Pedro Correia de Araújo é racional, ‘matemático’. Não se resume a uma mera tentativa de expressão pessoal, algo que o artista desprezava, mas integra um plano, um programa, consciente das leis da geometria, mas sem se submeter totalmente a elas – o que talvez tenha sido o motivo para que não fosse aceito pelos acadêmicos mais ortodoxos no Brasil. Em seus textos e entrevistas, ele costumava reproduzir o conhecido lema de Georges Braque: Amo a regra: ela refreia a emoção”.  

Parte essencial deste projeto é o lançamento de um extenso catálogo, com reproduções de todas as obras em exibição, documentos raros e fotografias de época, além de ensaios inéditos do curador e de críticos especialmente convidados a produzir novas reflexões sobre um artista até então marginalizado pela história da arte oficial. Esse livro, com organização editorial de Adriano Pedrosa e Fernando Oliva, traz textos de Stella Teixeira de Barros, Jacques Leenhardt, Fábio D’Almeida e Fernando Oliva.

O projeto de pesquisa conduzido pelo MASP é um passo inicial na fundamental revisão da obra de Correia de Araújo, a fim de que outras instituições, curadores e pesquisadores possam dar continuidade ao necessário resgate de sua produção, tanto pictórica quanto ensaística.

A expografia é da METRO Arquitetos Associados.


SERVIÇO
PEDRO CORREIA DE ARAÚJO: ERÓTICA
Abertura: 24 de agosto, 20h
Data: 25 de agosto a 18 de novembro de 2017
Local: 2º subsolo
Endereço: Avenida Paulista, 1578, São Paulo, SP
Telefone: (11) 3149-5959
Horários: terça a domingo: das 10h às 18h (bilheteria aberta até as 17h30); quinta-feira: das 10h às 20h (bilheteria até 19h30)
Ingressos: R$30,00 (entrada); R$15,00 (meia-entrada)
O MASP tem entrada gratuita às terças-feiras, durante o dia todo.
AMIGO MASP tem acesso ilimitado e sem filas todos os dias em que o museu está aberto.
O ingresso dá direito a visitar todas as exposições em cartaz no dia da visita.
Estudantes, professores e maiores de 60 anos pagam R$15,00 (meia-entrada).
Menores de 10 anos de idade não pagam ingresso.
O MASP aceita todos os cartões de crédito.

Estacionamento: Convênios para visitante MASP, período de até 3h. É preciso carimbar o ticket do estacionamento na bilheteria ou recepção do museu.
CAR PARK (Alameda Casa Branca, 41)
Segunda a sexta-feira, 6h-23h: R$ 14,00
Sábado, domingo e feriado, 8h-20h: R$ 13,00
PROGRESS PARK (Avenida Paulista, 1636)
Segunda a sexta-feira, 7h-23h: R$ 20,00
Sábado, domingo e feriado, 7h-18h: R$ 20,00

Acessível a deficientes físicos, ar condicionado, classificação livre.

Contato de imprensa:
telefones: 3149-5898 / 3149-5899 


sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Raphael Galvez - Galeria Almeida e Dale

Quem disse que não mais existem tesouros escondidos? Nesta mostra, mais uma vez percebi  que há sim, e muitos, tão belos e ricos como imaginávamos em nossa infância.

Talvez pela sua pouca vontade do artista em vender suas obras em vida, elas hoje se encontram nas mãos de poucos colecionadores que não as compartilham com a merecida frequência, uma pena, pois um mestre como Raphael Galvez merece estar no acervo de vários museus do Brasil e do mundo.

Fiquei encantado ao ver as obras dessa  exposição, colocadas à venda pelo colecionador Orandi Momesso num projeto beneficente, ver release abaixo.

Que lindas as visões das cenas paulistanas, que já não existem mais, fixadas em suas telas em cores discretas e ao mesmo tempo vibrantes.

Um belíssimo passeio a uma galeria que se torna cada dia mais imprescindível na cultura nacional.







Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do evento.


























Galeria Almeida e Dale apresenta mostra beneficente de Raphael Galvez
 Colecionador Orandi Momesso expõe e doa obras de seu acervo; valores arrecadados serão destinados à organização internacional Médicos Sem Fronteiras

O pintor, escultor e desenhista Raphael Galvez sempre teve um apreço muito grande por suas obras. Por toda vida, recusou-se a vender seus trabalhos, sendo um artista pouco conhecido pelo grande público, apesar do seu reconhecimento por toda crítica, que sempre o considerou um importante artista do modernismo brasileiro. Entre 18 de agosto e 16 de setembro, o público paulistano poderá conhecer de perto seu trabalho, em uma mostra beneficente realizada na Galeria Almeida e Dale.
A exposição traz um conjunto de 60 obras de Galvez, sendo 40 pinturas e 20 desenhos. Os trabalhos foram doados pelo colecionador Orandi Momesso, que decidiu colocar obras do artista que fazem parte da sua coleção à venda , de modo a arrecadar recursos e doar integralmente a Médicos Sem Fronteiras, organização internacional sem fins lucrativos, que leva cuidados de saúde a pessoas afetadas por graves crises humanitárias pelos quatro cantos do mundo.
A ideia da mostra beneficente surgiu em 2016, quando Orandi se deparou com uma videorreportagem que apresentava o trabalho da instituição. Encantado com a atuação dos profissionais de MSF, decidiu que deveria ajudar a organização e resolveu doar parte do acervo do artista pertencentes a sua coleção. O colecionador, aliás, foi amigo de Galvez e, após a sua morte, em 1998, herdou toda a sua extensa produção.
“Galvez é um dos grandes nomes da segunda geração do modernismo brasileiro, autor de uma obra extraordinária. Ao lodo de figuras como Alfredo Volpi e Mario Zanini, de quem foi colega inclusive, o artista ocupa espaço no Pantheon das artes deste período”, afirma Orandi.
Para auxiliá-lo no processo de escolha das obras, o colecionador convidou o curador Rui Moreira Leite, que assina a curadoria da exposição. Além dos óleos e desenhos que estarão à venda, o curador integrou à mostra um núcleo de pinturas e esculturas que permitirão aos visitantes uma maior e melhor compreensão do conjunto da obra de Galvez e de sua trajetória.
“A exposição traz um recorte bastante interessante da produção de Galvez, um registro do que foram, para o artista, os anos 30 até 80. Ganham destaque nesta época uma série de paisagens de São Paulo, às margens do rio Tietê. São pinturas de tons baixos, normalmente cinzas e ocres, com a qual registra os arrabaldes da cidade. Seus flagrantes mostram paisagens praticamente despovoadas, com presença humana raramente sugerida por lavadeiras ou remadores”, diz o curador.
Durante a abertura da mostra na Galeria Almeida e Dale, será também lançado um livro que apresentará ao leitor a vida e a obra de Raphael Galvez. A publicação trará textos de Orandi Momesso e de Rui Moreira Leite, que na ocasião participará ainda de um bate-bapo com o público interessado. O livro, de capa dura e 256 páginas, é editado pela Via Impressa Design Gráfico e Edições de Arte.
O artista 
Raphael Galvez passou grande parte da sua vida dividido entre as pinturas, desenhos e esculturas que realizava por puro prazer, e as esculturas tumulares e projetos para monumentos, que lhe rendiam dinheiro para o sustento próprio e de seus irmãos.
Acolhido pelo Grupo Santa Helena, associação de artistas fundado em 1934, Galvez foi parceiro de ateliê de Mário Zanini. O pintor construiu sua obra a partir dessa experiência, que o levou a aplicar-se em intermináveis sessões de modelo vivo e a observar com curiosidade as variadas manifestações artísticas realizadas pela cidade.
Em meados dos anos 1950, seu trabalho foi integrado a duas mostras panorâmicas: 50 anos de paisagem brasileira, apresentada no Museu de Arte Moderna por Sérgio Milliet, e Exposição do Retrato Moderno, montada no Parque Ibirapuera. Neste momento, suas obras foram exibidas junto não apenas às do Santa Helena, mas às dos modernistas - o que marca um inequívoco reconhecimento de seu trabalho pelo circuito e pela crítica.
A partir da década de 1960, Galvez passa a viver em prolongado recolhimento, ao dar depoimentos sobre seus contemporâneos e participar de mostras dedicadas aos anos de 1940.
O artista ganhou uma série de exposições próprias retrospectivas. A mais extensa delas ocorreu em 1999, no ano seguinte ao de sua morte, na Pinacoteca do Estado de São Paulo.
Serviço:
Exposição Raphael Galvez
Local: Galeria Almeida e Dale
Endereço: Rua Caconde, 152 | Jardim Paulista | São Paulo
Vernissage: 17 de agosto, a partir das 19h30
Período expositivo: de 18 de agosto a 16 de setembro
A4&Holofote+55 (11) 3897-4122
Cristiane Nascimento - cristianenascimento@a4eholofote.com.brNeila Carvalho – neilacarvalho@a4eholofote.com.br