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quinta-feira, 31 de março de 2011

Mais uma "pérola" da arte de administrar uma cidade

Neste mês recebi duas multas por excesso de velocidade, a primeira, numa quarta feira na av. Rebouças, em frente a rua Lorena, sentido centro-bairro, às 10:48 , e a segunda numa sexta feira às 16:20 na av. Marques de São Vicente no mesmo sentido.

Quem conhece São Paulo sabe que nestes horários, nestas avenidas, se você conseguir engatar a 2ª marcha, vibrará de alegria.

Qual não foi minha surpresa quando num domingo pela manhã, presenciei este absurdo nas fotos abaixo, um caminhão carregando uma caçamba solta na plataforma e outra pendurada para fora da carroceria, balançando perigosamente e se chocando constantemente contra o chassis.

Imaginem se uma daquelas corrente arrebenta, que tragédia não seria?
E para completar, nenhum agente policial ou de trânsito perto para coibir este crime.
Realmente, às vezes sinto que estamos abandonados pelo poder público, que é cartorial e só pensa em se perpetuar.


Boas Novas - Cazuza



P.S.:Infelizmente nosso "alcaide" imagina que os infratores tirem folga nos fins de semana.

terça-feira, 29 de março de 2011

Tatiana Blass

Uma exposição que não nos deixa indiferentes, ou gostamos ou a odiamos.
Com telas, uma vídeo instalação e esculturas tanto em cera que se derretem à nossa frente, quanto em metais, provocam sentimentos antagônicos.

As pinturas, parecem ter sido feitas às pressas, sem muita preocupação com o acabamento, mesmo tendo sido dito pela autora que há a intenção de se passar um sensação de fluidez, com o uso de tintas diluídas e e alguns pontos das obras, escorridas.

As esculturas, tanto as feitas em cima dos instrumentos sonoros, como as de parafina, demonstram maior rigor e capricho na execução.

Esta mostra, como podemos perceber pelo catálogo, é uma versão reduzida das que foram ou serão apresentadas em outras instalações da Caixa Cultural.




Horizontalizar - Letuce


Abaixo das imagens, fornecidas pela assessoria de imprensa do evento, o "press-release" dos curadores.












OBRAS DE TATIANA BLASS NA CAIXA CULTURAL SP

Artista plástica vem chamando a atenção por suas pinturas, esculturas e instalações que mexem com a percepção do observador

A CAIXA Cultural São Paulo inaugura, no dia 19 de março, a exposição de Tatiana Blass, na galeria D. Pedro II, no centro da capital paulista. A mostra, com texto e a curadoria do crítico de arte José Augusto Ribeiro, começa por São Paulo e segue para os espaços da Caixa Cultural em Salvador e Brasília, com acervo que reúne cerca de 14 obras, entre pinturas, tridimensionais e vídeo – parte delas inédita – que compõem um apanhado da produção da artista nos últimos cinco anos. A exposição com entrada gratuita fica aberta para visitação até 1º de maio.

Em comum, os trabalhos pensam as condições da experiência estética, no sentido “forte” de produção de conhecimento, ao negar a possibilidade de consumação do espetáculo e frustrar a expectativa por resultados “eficazes” e instantâneos na relação do sujeito com o trabalho de arte. As peças referem-se a diferentes manifestações do campo da cultura – à música, ao teatro, à literatura, ao circo, além, claro, das artes visuais –, quase sempre por meio de formas fraturadas, fechadas em circuitos ou em dissolução, cada uma no limite de sua respectiva linguagem, à beira da invisibilidade e do silêncio.

A mostra pretende, com este conjunto, apresentar ao público visitante um dos aspectos mais instigantes da obra de Tatiana Blass: justamente a diversidade de meios e suportes, mobilizados numa reflexão crítica sobre a visualidade e a percepção, sobre o poder sugestivo das imagens e a produção de sentido pelo observador.

A produção de Blass singulariza-se por abarcar problemas amplos, ligados à representação – para além daqueles vinculados apenas a especificidades técnicas, seja da pintura, da escultura, da literatura ou da imagem em movimento. E por se arriscar em formalizações que ultrapassam o controle absoluto sobre materiais de que lança mão – seja a tinta acrílica, a parafina, as chapas de latão com resistência elétrica ou os animais empalhados. A mostra exibe peças anteriores da artista e outras inéditas, com o objetivo de oferecer uma visada abrangente da trajetória em curso, inclusive com um encetamento para os próximos passos da produção.

Exposição Tatiana Blass

Abertura para convidados e imprensa: dia 19/03, às 11h

Visita Guiada aberta ao público com Artista e Curador: 20/03 às 17h

Visitação: de 19 de março a 1º de maio de 2011

Horário de visitação: de terça-feira a domingo, das 9h às 21h.

Local: CAIXA Cultural São Paulo (Sé) Galeria D. Pedro II Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo (SP)

Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400

Acesso para pessoas com necessidades especiais

Entrada: franca
Recomendação etária: livre
Patrocínio: Caixa Econômica Federal

segunda-feira, 28 de março de 2011

Stevie Wonder e Dizzie Gillespie

O que acontece quando um dos reis do pop convida para tocar em seu álbum um dos reis do jazz?
Esta maravilha, que já é um clássico da música universal.
Observem o orgulho com que Stevie Wonder anuncia a participação de Dizzie Gillespie, e com que maestria este "monstro" executa suas, talvez, 50 notas; e na sequência, ele volta com sua gaita e completa o show instrumental.
Esta é a mesma gaita e o mesmo tipo de harmonia que ele usou na gravação de "Samurai" de Djavan, no disco Luz de 1982.





sexta-feira, 25 de março de 2011

Povos Indígenas no Brasil

Trabalhos interessantes de Rosa Galdino que procuram mostrar em belas fotos os diferentes povos indígenas brasileiros.

Pena que também nos revelem a realidade de nosso índios.

Já aculturados e sem a inocência de suas origens, mostram que a vergonha da nudez é o resultado direto da erotização transmitida pelos modernos meios de comunicação.

É estranho ver fotos das meninas portando adornos ancestrais, conjugados com bijuterias baratas.

Vendo estas fotos, me lembrei da indignação que sinto cada vez que ouço falar na construção de usinas hidrelétricas em suas terras, que não são só suas e sim de toda a humanidade, que devem ser preservadas, tendo-os como guardiões.

É impossível ver esta exposição sem lembrar de Caetano cantando "Um Índio".

Um Índio - Caetano Veloso

Abaixo das fotos o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa da Caixa Cultural.






caixa cultural SÃO PAULO APRESENTA
“POVOS INDÍGENAS NO bRASIL”
Com fotos de Rosa Gauditano, documentários xavantes e palestra, a mostra retrata 34 das mais de 225 culturas indígenas no país
“As pessoas não respeitam o que não conhecem”. A frase é do ancião Sereburã Xavante e motiva o projeto Povos Indígenas no Brasil. A exposição é fruto do trabalho da fotógrafa Rosa Gauditano que, nos últimos 20 anos, dedica-se a registrar a multiplicidade de etnias indígenas no país. Após passar pela CAIXA Cultural Brasília, a exposição abre no sábado (19/03), às 11hs e recebe visitantes até o dia 15 de maio de 2011, na CAIXA Cultural São Paulo (Sé).
A mostra é composta por 60 fotos coloridas, material documentado pela fotógrafa Rosa Gauditano, no período de 1989 a 2010, e dividida em quatro grandes grupos, separados por região geográfica: Norte, com 14 povos; Nordeste, com 5; Sudeste, com 5 e Centro-Oeste, com 10 povos.
Entre os povos apresentados nesta exposição, estão desde aqueles com os quais se tem pouquíssimo contato, como os Mati ou Zoró, que vivem quase isolados na Amazônia, até indígenas que ocupam suas terras localizadas perto de pequenas cidades, como os Xavante, no Mato Grosso; os que vivem na beira de rodovias, como os Guarani Kaiowá, no Mato Grosso do Sul, ou nas grandes cidades, como é o caso dos Pankarau, em São Paulo.
Região
Etnia
Norte
Waurá
Matis/Zoró
Tucano
Yanomami
Suruí Paiter
Arara
Kayapó
Whaiãpi
Ashaninka
Krahô
Cinta Larga
Xerente
Tapitrapé
Carajá
Nordeste
Tingui Botó
Pataxó
Canela
Gavião
Xucuru
Centro-oeste
Rikbaktsa
Enewanê Nawe
Bororo
Pareci
Kuikuro
Terena
Kadiwéu
Xavante
Waurá
Guarani Kaiowá
Sudeste
Krenac
Xacriabá
Guarani M’Byá
Pankararu
Maxacali
No Brasil existem, hoje, cerca de 230 povos indígenas, distribuídos em todos os estados, totalizando quase 734 mil pessoas, que falam 180 línguas diferentes.
Além da projeção de dois documentários produzidos pelos índios xavantes, com produção executiva de Rosa gauditano, diretora da Associação Nossa Tribo (www.nossatribo.org.br) o visitante poderá ver também o mapa dos povos indígenas no Brasil.
Palestra
O projeto integra ainda a palestra da professora Jaciara Martim. Indígena Guarani M’Byá, Jaciara é formada em serviço social pela PUC – São Paulo. Seu trabalho de conclusão de curso versou sobre o tema: “Considerações sobre o trabalho para o povo guarani e as decorrências do seu contato com a sociedade capitalista.” Sua trajetória inclui experiência como professora estadual e agente de saneamento pelo Projeto Rondon. O encontro, com entrada franca, acontece no dia 12 de abril de 2011 (terça-feira), às 19hs, na CAIXA Cultural São Paulo (Sé).
Rosa Gauditano
Premiada por seus trabalhos com fotojornalismo na década de 1980 (Folha de SP e Veja), Rosa Gauditano especializou-se em fotografia etnográfica. Seus trabalhos ligados às culturas indígenas no Brasil lhe renderam a publicação de 5 livros: "Aldeias Guarani M'Bya na Cidade de São Paulo", 2006; “Raízes do Povo Xavante”, Ed. Studio R, São Paulo, 2003; “Festas de Fé", Ed. Metalivros, São Paulo, 2003; “Saltillo”, Instituto Municipal de Saltillo, México, 2001; “Índios, os Primeiros Habitantes”, Ed. Fotograma, 1998.
Diretora da Studio R, agência que se dedica a reportagens, arquivo e projetos culturais ligados a fotografia e trabalhos etnográficos, Rosa Gauditano tem no currículo diversas exposições individuais. No Brasil, em parceria com a CAIXA Cultural, Rosa expôs em 1999/2000 nas cidades de São Paulo, Curitiba e Brasília a mostra “Raízes do Povo Xavante”. Além de outros projetos pelo país, principalmente na capital paulista, a fotógrafa já expôs em Londres/Inglaterra (2010), Houston/EUA (2005), Cidade do México/México e Santiago/Chile.


Ficha Técnica
Fotografia e curadoria: Rosa Gauditano
Antropóloga: Camila Gauditano
Design gráfico: Isabel Carballo
Textos críticos: Angela Magalhães e Nadja Peregrino
Palestrante: Jaciara Martim (indígena Guarani M’Byá)
Patrocínio: Caixa Econômica Federal
Informações e entrevistas:
· Monica - exposicaopovosindigenas@gmail.com
SERVIÇO:
Exposição “Povos Indígenas no Brasil” – Fotos de Rosa Gauditano
Abertura para convidados e imprensa: 19 de março de 2011, às 11h
Visitação: de 19 de março a 15 de maio de 2011
Horário de visitação: de terça-feira a domingo, das 9h às 21h.
Local: CAIXA Cultural São Paulo (Sé) - Galeria Humberto Betetto- Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo/SP
Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400
Classificação etária: livre
Entrada franca
Acesso para portadores de necessidades especiais
Patrocínio: Caixa Econômica Federal
Palestra com Jaciara Martim
Data: 12/04/2011
Horário: 19h
Local: CAIXA Cultural de São Paulo, Praça da Sé, 111 – São Paulo – SP
Informações: (11) 3321-4400

quinta-feira, 24 de março de 2011

O orelhão de uma rua tranqüila do Pacaembu

Segunda, 05:45.

Ela trava o despertador antes mesmo dele tocar, está ansiosa mesmo tendo dormido bem. Se levanta rápido, entra no banheiro e toma uma longa chuveirada. Lembra que tinha tomado banho antes de dormir, afinal não gosta de pegar no sono suada, mesmo que seja de suor misturado. Teve um bom namoro com seu marido, como há tanto tempo, que já nem se lembrava mais.

"Que será que deu nele?" pensou.
"Que cheiro, que pegada! Conseguiu me levar aos meus 25 anos, quando só de pensar nele precisava passar um gelo na testa e trocar a calcinha."

-Amor, porque tão cedo? Sua aula na academia não começa só as 7:00?, vem cá, aproveita! Depois dessa noite... Acordei cheio de tesão, olha só!
-Humm, que lindo! Posso dar um beijo?
-Claro!.... Mas só isso?
-Amor, 'cê sabe que se eu chegar depois das 6:30, não consigo parar o carro no estacionamento da academia, e naquele bairro é perigoso andar a pé naquela hora.
-Tá certo, bonita e gostosa como minha mulher é...
-Deixei café pronto, o que faremos hoje à noite?
-Você escolhe.
-Vou pensar, te amo!
-Tchau!

Entra no carro afobada e pensa, "merda, estou atrasada".

Sai de Perdizes apressada, atravessa a Pça Charles Müller furando um farol, - "que bom que ainda não há 'marronzinhos' nesta hora".

Depois do labirinto no Pacaembu, que ela conhece desde garota...

"Que sorte, meu orelhão está desocupado!"
" Cadê a porra daquele cartão que eu tinha escondido debaixo do tapete?"
"Puta merda! O J. mandou lavar o carro, será que ele achou o cartão?"
"Ufa! Está aqui no cinzeiro junto com as moedas perdidas."

Ela respira fundo, fecha os olhos, e aí dá um sorriso de safada.

-Oi!
-Oi!
-Que foi?
-'Ce tá com uma voz de trepada.
-Como é uma voz de trepada?
-Essa sua.
-Não entendi!
-Você só fala com esse dengo quando quando a gente acabou de gozar.
-Ah..., nem te conto!
-O que?
- Nessa noite o J. me quis. Chegou com tanto jeitinho..., não resisti.
-Porra! Você quer acabar com a minha semana?
-'Tá com ciúme? Fica não,bobo, isso só me deixou mais a fim.
-A fim do que?
-Do que você acha?
-Cachorra! 'Cê não sabe o que te espera, vagabunda!
-Ui! Vagabunda e cachorra?
-É..., caralho! Assim eu não aguento.
-Olha! Aguenta sim!
-Como?
-Me matriculei num curso de CCI.
-Que porra é essa?
-Ah bobinho, nunca ouviu falar?
-Não.
-CCI é o Cúmulo da Cultura Inútil!
-E?
-Significa que agora eu tenho um álibi para ter ver duas vezes por semana, só preciso pagar a matrícula e pegar as apostilas.
-Merda, se eu não estivesse com tanta raiva!
-O que?
-Até batia uma.
-Faz prá eu ouvir.
-Então fala alguma besteirinha!
-Perá aí!
-O que?-
-Estão vindo aqueles dois caras que caminham de madrugada, e que porra!, sempre que me vêem começam a rir.










quarta-feira, 23 de março de 2011

Simoninha - Música Romântica

Trazendo mais perto a referência, esta é uma das grandes músicas do Simoninha, com aproximadamente 10 anos do seu lançamento, ainda sucesso e muito agradável de ser ouvida.

Num ritmo bem dançante, tem a letra alegre que conta a história de um namoro, daqueles que empolga e causa aquele frio gostoso na barriga.

Com a estupenda participação de Denise Fraga, uma atriz tão excepcional que emociona só com seus gestos e expressões faciais.

Espero que Simoninha e seu irmão Max de Castro retomem rapidamente suas carreiras, apesar de estarem fazendo um magnífico trabalho, e ganhando um bom dinheiro, com a divulgação da obra de seus pai o grande Wilson Simonal.


terça-feira, 22 de março de 2011

Misty - Dexter Gordon

Está é uma grande execução de Misty, escrita no ano de 1954 por Errol Garner.

Não encontrei nenhum vídeo de Dexter Gordon para esta música, mas como tenho este disco, e gosto imensamente dela, aqui vai.

É uma das músicas ideais para se ouvir em boa companhia numa varanda, num fim de tarde tomando um champagne, seja de frente para o mar ou na montanha.

A delicadeza e elegância do arranjo chegam a empolgar.

Divirtam-se.



quarta-feira, 16 de março de 2011

Os Originais do Samba

Surpreendendo as expectativas de uma nova "jam", agora uma deliciosa apresentação de um dos maiores grupos de música brasileira de todos os tempos.

Porque? O que os difere dos "pagodeiros" atuais?

Bom, "prá" começar, qual é o "grupelho" musical, dito brasileiro, que tem um piano como condutor?

Quem é que tem em sua formação, além de grandes instrumentistas, um mestre de cerimônias como Antonio Carlos "Mussum", ídolo de uma geração?

Sei lá! Será que sou saudosista ou, como falei para meu amigo e primo "John Boy ", um guardião?




Sophisticated Lady - Duke Ellington

Mais uma grande música de Duke Ellington, com sua elegância habitual, tanto na execução quanto na condução de sua orquestra.

Com a participação do saxofonista Harry Carney, que com o som macio como um suave veludo, embeleza em muito a melodia. Observem que ao fim da música, ele emite uma das mais longas notas que já ouvi, tanto que o maestro tenta continuá-la, entrando com o piano, parando e olhando espantado, esperando sua conclusão.


segunda-feira, 14 de março de 2011

Genialidade X Ambiguidade

Quando escrevi o 'post' Salva Vida em que mostro uma linda canção do Caetano, recebi um comentário até muito gentil que diz:"COMO EU GOSTO DESSA AMBIGUIDADE CAETANA!!!!!!!!!!!".

Isto me fez lembrar uma coisa que já me incomodava há algum tempo, que quando Chico Buarque cria suas músicas no feminino é considerado genial e sensível, e Caetano é tratado como no mínimo ambíguo.

Porque que uma canção no feminino só é boa quando conta a dor do abandono, da indiferença ou da traição, não podendo ser alegre e contar as delícias de um "flerte"?

Será que existe uma "patrulha" que quer que Caetano assuma alguma bandeira, promova alguma causa, use sua enorme popularidade para defender o que quer que seja?

Acho que este deve ser o sonho de todo o ativista, ter Caetano Veloso como seu porta-voz, usar seu imenso carisma e exposição nos meios de comunicação.

Caetano sempre se expôs mais, e não me lembro dele ter fugido de alguma polêmica, diferente de Chico, que só comenta o que lhe convém.

Em tempo, acho os dois geniais, referência e inspiração a várias gerações de artistas, que os têm como parâmetro, já há quase 50 anos.

Neste vídeo de 1978 os dois se revezam em cantar no feminino suas canções.



domingo, 13 de março de 2011

Billie Holiday & Louis Armstrong - The Blues Are Brewin

Mais um grande número da série "Jazz", com dois dos maiores ícones da música mundial de todos os tempos.

Juntando a magnífica voz de Billie, com o trompete abençoado do Satchmo, que também cantava divinamente, o que não acontece neste vídeo. Só sua presença ilumina esta tomada, de um filme que não consegui identificar.

Já tinha colocado uma cena com Louis Armstrong no post High Society em que ele demonstra toda sua potência vocal e a maestria com seu instrumento.

Divirtam-se.


sexta-feira, 11 de março de 2011

Jesus Christ Superstar

Esta é uma cena antológia dos musicais dos anos 70, da peça de Andrew Lloyd Webber, o arrasa quarteirões das melodias melosas.

Lembro, muito difuso na memória, que quando Carl Anderson esteve no Brasil para promover o filme, foi entrevistado, se não me engano por Jô Soares, que na época era o único poliglota da TV.

Quando lhe foi perguntado o que achava do filme ter apresentado um Judas negro, ele logo respondeu, "Quem te garante que Jesus também não era negro".

É um filme que contava com com poucos recursos de efeitos especiais, mas que no geral, apesar de algumas melodias esquecíveis, vale ser visto.

Provavelmente inspirou o espetáculo de Nova Jerusalém.



The Dave Brubeck Quartet - Take Five (1961)

Continuando a série de grandes músicas do Jazz, e mudando um pouco o foco, mostro Take Five do Dave Brubeck Quartet, seu número mais famoso . 

Fui alertado por Dna. Glória, minha mãe, que apesar de quase sempre Dave Brubeck levar os créditos de sua autoria, ela na verdade é uma criação de Paul Desmond, o saxofonista do quarteto. 

Num arranjo e interpretações antológicos, ganhou alguns anos depois uma letra e foi gravada por, entre outros, Al Jarreau.


terça-feira, 8 de março de 2011

Satin Doll - Duke Ellington

Atendendo às sugestões e pedidos de vários amigos após o "post" A Night in Tunisia, escolhi mais alguns clássicos do Jazz, daqueles eternos e inesquecíveis.

Além da linda melodia, observem a elegância do "Duque" durante a execução da peça, a leveza ao piano e a classe na condução da orquestra.

"Há uma 'orientalidade africana' em nossa vida. A África e os índios nos salvaram, assim como salvaram os USA. Que seria da América sem o Jazz? Um país branco-azedo, cheio de 'waps' tristes." - Arnaldo Jabor -O Estado de São Paulo - 08/03/2011

O comentário acima já diz tudo sobre esta magnífica escola musical, que está sempre se renovando, sem perder a força de suas raízes.


sexta-feira, 4 de março de 2011

Dizzy Gillespie - A Night in Tuinisia

Uma das grandes músicas de Jazz de todos os tempos, talvez a que mais goste, juntamente com algumas do Duke Ellington e do Dexter Gordon.

Este jazz tocado mais em cima de uma partitura e com menos improvisações é o que me agrada mais, pois não perdemos suas referências, e mesmo que sejam executadas com um arranjo diferente, sempre as reconheceremos.

É uma pena que hoje em dia poucos músicos preservem este magnífico tesouro da genuína música norte-americana, tocando cada vez menos estes clássicos.

Conheci esta música através de Rodolfo Chiaverini, que numa inesquecível "canja" com o grande Laércio de Freitas em uma noite boêmia, a apresentaram à quatro mãos.

Divirtam-se.


quarta-feira, 2 de março de 2011

Vik Muniz - Relicário

Surpreendente o conceito de mostrar trabalhos desenvolvidos num período de 20 anos, pois dentro do universo das obras mostradas, impera um sarcasmo bem humorado, onde ao depararmos com as mensagens subliminares das peças, nos pegamos sorrindo, numa viagem deslumbrante.

Feitas de diversas matérias primas, mostram a excelência da execução, conferindo a ilusão de serem feitas de materiais mais sofisticados.

Há muito tempo não via um artista que conseguisse transmitir ao seu público suas idéias ou ou mensagem de uma forma direta e inteligível.

Estão na exposição peças tão ou mais interessantes do que as das imagens abaixo, fornecidas pela assessoria de imprensa do evento. Vale muito a visita.

Vik Muniz executa uma arte feita com propriedade, bem feita, bem acabada e preocupado com a estética, tendo pleno domínio das técnicas que utiliza.

Atencioso e acessível, mostrou que o sucesso pode conviver perfeitamente com as boas maneiras, não sendo os mesmos excludentes.

Abaixo das imagens, o "press-release" dos curadores.


A Outra Banda da Terra - Caetano Veloso











INSTITUTO TOMIE OHTAKE

APRESENTA

RELICÁRIO, DE VIK MUNIZ

Abertura: 01 de março, às 20h – até 24 de abril de 2011

Chega a São Paulo com patrocínio da Atento do Brasil Relicário, de Vik Muniz, exposição que reúne um conjunto de 30 trabalhos, objetos, alguns não exibidos pelo artista desde o início de sua carreira, há 20 anos. Estes fizeram parte de sua primeira exposição individual, na galeria Stux, em Nova York, em 1988, e de sua primeira mostra no Brasil, dois anos depois, em galeria paulistana. Outros são execuções recentes de projetos dos anos 80 e 90, que ele não conseguiu realizar na época, entre os quais há peças em Carrara e Murano produzidas na Itália, em Nova York e no Rio de Janeiro. Em Relicário, ao recuperar a produção de décadas anteriores, Vik Muniz confere uma aura quase que etnográfica às obras reunidas.

Origami feito de uma só folha de papel, crânio com nariz de palhaço, ampulheta com um tijolo dentro, sarcófago feito de tupperware, luvas de seis dedos, enciclopédia britânica de um só volume, pluma de mármore são alguns dos trabalhos que estão na exposição. São trabalhos repletos de ironia que tratam da identidade destes objetos em relação à sua função, sempre impregnados de humor levado a sério. “Interessa-me espaços onde a lógica e o senso comum falham, criando oportunidade ao público para novas experiências”, diz o artista.

A recriação de objetos cotidianos por meio de uma farta pesquisa material – do lixo aos materiais nobres - contribui para o amplo repertório de imitação ilusória do real construído pelo artista, conferindo-lhe especial notoriedade. O processo de sedução por meio desse grande cenário vem acalantado pelo humor, o elo final a captar o olhar do espectador.

A exposição, que passou no final de 2010 pelo Rio de Janeiro, traz ainda exemplares da série Flora Industrialis, composta de fotografias de flores artificiais captadas e catalogadas por Vik Muniz com rigor científico, identificando o país fabricante e o tipo de material usado. São imagens de flores individuais, dificilmente reconhecidas como artificiais, sobre fundo escuro, dispostas de maneira emblemática, lembrando uma fotografia do século XIX.

Exposição: Relicário, de Vik Muniz

Abertura: 01 de março, às 20h (convidados)

Até: 24 de abril de 2011, de terça a domingo, das 11h às 20h – entrada franca

Patrocínio: Atento do Brasil

Instituto Tomie Ohtake

Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) - Pinheiros SP Fone: 11.2245-1900

Informações à Imprensa

Pool de Comunicação – Marcy Junqueira

Fone: 11. 3032-1599

marcy@pooldecomunicacao.com.br / martim@pooldecomunicacao.com.br