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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

World Builder

Este é um exemplo de como uma grande idéia, aliada a um grande roteiro podem nos trazer o encantamento.

Esse filme é de uma delicadeza ímpar, onde a tecnologia nos conta uma linda história de amor, em que o personagem constrói um mundo virtual para os poucos momentos em que o sub-consciente de sua amada, que está em coma, pode captar algo.

Poucas vezes me empolguei com o uso de efeitos especiais como neste caso, onde a computação gráfica com o uso de ferramentas holográficas, ao invés de nos irritar, nos enleva com esta realidade transcendente.

Tive contato com este vídeo através do blog "Irmão do Décio", um grande designer e virtuose na computação gráfica.

Numa produção de Bruce Branit, possui um perfil no Facebook, com todas as informações sobre o mesmo.

Tem uma duração de 10 minutos, que passarão muito rápido.


sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Money - Cabaret

Já tinha selecionado este cena do filme Cabaret, quando fui agradavelmente surpreendido pelo post "Filmes inesquecíveis - Cabaret" ,do blog Passeando pelo Cotidiano, onde é contada a história do filme e seus bastidores.

Liza Minelli está magnífica neste filme, e com o apoio de Joel Gray só poderíamos ter esta obra prima.

Divirtam-se.



quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Piano na praça - Egberto Gismonti

A Secretaria Municipal de Cultura encerrou o projeto Piano na Praça, edição 2010, com chave de ouro.

Nos trouxe Egberto Gismonti um dos gênios da música universal, logo após a apresentação de Hermeto Pascoal em ocasião anterior do mesmo evento.

Fui um dos +-500 felizardos que enfrentou chuva, trânsito de fim de ano no centro da cidade e o movimento intenso de pessoas nas ruas para chegar à Praça D. José Gaspar, um lindo recanto, e presenciar um espetáculo encantador.

Em alguns momentos muito delicado e em outros de uma intensidade empolgante.

Além de seus próprios trabalhos, nos brindou com variações em cima de temas de Villa-Lobos e Astor Piazzolla entre outros.

Como se estivesse marcado, a chuva deu trégua durante a exibição criando a atmosfera perfeita ao pleno desfrute da audição.

No "player" o tema Palhaço, mostrado no evento.


O Palhaço - Egberto Gismonti

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O samba de Oscar Niemeyer - aos 103 anos

Oscar Niemeyer aniversaria e quem recebe os presentes somos nós; não é que aos 103 anos nos brindou com a inauguração de mais duas obras, em Niterói e em Avilés na Espanha, e lança também um samba em parceria com seu enfermeiro, Caio Almeida e Edu Krieger.

Acompanhem a música, ilustrada pela caricatura de Fernandes, no "player" abaixo.



Tranqüilo com a vida

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O Homem da Sucursal / Caxangá

Esta é uma música de Milton Nascimento que sofreu duas transformações, a primeira gravação no disco de 1970, chamava-se "O Homem da Sucursal" e contava as agruras e mazelas do cotidiano de um homem que ainda tinha a lembrança e a esperança de dias melhores, olhando a vida ainda com certa doçura.

A segunda versão chamada "Escravos de Jó" foi gravada no disco Milagre dos Peixes, que teve a maioria de suas letras censuradas, sendo quase todo instrumental.

A terceira, e definitiva versão é "Caxangá", que é "Escravos de Jó" com uma modificação insignificante, dada a Elis Regina, que a gravou, passando assim pelo crivo de Dna. Solange.

Esta letra prega a inversão de papéis entre o empregado e o patrão, com um profundo sentimento de reivindicação social.

Aprendi sobre esta e outras histórias de Milton Nascimento em uma deliciosa entrevista feita pelo jornalista Danilo Nuha em Tóquio no dia 25/04/2007.

Abaixo charge de Fernandes que mostra bem a ansiedade que que nos envolve nesta época de consumismo exacerbado.


Espero que tenham paciência e escutem primeiro a gravação seminal, e só depois vejam o vídeo de Elis e Milton em Caxangá.

Abaixo do vídeo, as letras, lado a lado, para comparação, que além da linda melodia, só preservou dois versos.




O Homem da Sucursal - Milton Nascimento


Caxangá - Elis Regina & Milton Nascimento


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Capitão de Indústria - Marcos e Paulo Sergio Valle

Quando li o post Carimbo de Ana Maria Barros lembrei desta música, que é de autoria de Marcos e Paulo Sérgio Valle, para mim uns dos grandes grandes gênios da música brasileira e universal, pois tem suas composições tocadas em todo o mundo, sendo cultuados em vários países.

Qual não foi minha surpresa quando procurava um versão executada pelo autor e encontrei a de Djalma Dias, no LP da trilha sonora nacional da novela Selva de Pedra, edição de 1972.

Como os irmãos Valle, Djalma era contratado pela Som Livre nos anos 70 como cantor, gravando trilhas e especiais para a Globo, descobri parte de sua história no Blog "Toque Musical", grande referência em boa música.

Grande sacada de Herbert Vianna em resgatar este tesouro, pois além de nos brindar com seu excepcional trabalho, revela maravilhas que poderiam se perder com o tempo.

Seguem abaixo as duas versões, onde podem notar que a primeira versão ainda guarda um arranjo agradável e muito atual.

Boa diversão!



Capitão de Indústria - Djalma Dias




Capitão de Indústria - Paralamas do Sucesso

Abaixo, capa do compacto duplo, com a foto do cantor, também tirada do "Toque Musical".

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Carlos Oswald - O resgate de um mestre

Uma exposição do precursor da gravura brasileira, que com seu esforço conseguir introduzir esta técnica entre seus pares, abrindo caminho a vários discípulos.

Com uma cenografia ao mesmo tempo discreta e eficaz, realça as obras ali apresentadas.

Cada dia me convenço mais, que para se fazer uma arte de qualidade, é preciso muito estudo e dedicação às técnicas de execução, parece que hoje os "artistas" modernos estão ficando cada vez mais preguiçosos, e se dando mais importância do que realmente tem.

É muito importante esta política cultural da Caixa Econômica Federal, que mistura artistas clássicos e contemporâneos, nos permitindo contato com o que há de melhor em nosso universo artístico.

É o encerramento com chave de ouro do ano de 2010, pois tivemos a oportunidade de desfrutar memoráveis acervos.

Na ocasião de minha visita encontrei com o coordenador pedagógico da Caixa Cultural, Roberto Palazzi, que me explicou a nova doutrina dos "Arte Educadores", que fazem a monitoria de todas suas exposições, onde mais que repetir uma cantilena, estão preparados a interagir com o público, trocando idéias e ampliando o debate sobre o assunto.

Abaixo das imagens, fornecidas pela assessoria de imprensa da Caixa Cultural, o "press-release" dos curadores.



Ana Cañas - Devolve Moço






CAIXA CULTURAL SÃO PAULO RESGATA A OBRA DE CARLOS OSWALD

Do ateliê do artista saíram os croquis do monumento máximo brasileiro: o Cristo Redentor

Pensar a história da gravura artística brasileira é pensar no nome de Carlos Oswald. Pela relevância do artista no campo da gravura e pela contribuição às artes plásticas brasileiras no início do século 20, a CAIXA Cultural São Paulo abre, no dia 03 de dezembro de 2010. A exposição “Carlos Oswald – O resgate de um mestre”, uma retrospectiva com 70 itens selecionados entre as mais importantes obras de Oswald.

São 58 obras pertencentes ao Museu Nacional de Belas Artes, nove gravuras de coleções particulares e três livros ilustrados por ele em original. A mostra – que tem curadoria assinada por Paulo Leonel Gomes Vergolino e produção da Cult Arte e Comunicação –, fica aberta à visitação de 04 de dezembro de dezembro de 2010 a 20 de fevereiro de 2011.

“Carlos Oswald é, sem dúvida, um dos maiores expoentes da gravura artística brasileira. Na exposição, colhi trabalhos raríssimos, passando por todas as trajetórias do artista. Os temas mais recorrentes trazem representações religiosas, de paisagens, de figuras humanas e da vida animal”, explica o curador.

Quem tiver a oportunidade de visitar a exposição vai perceber o traço firme do artista e notar o jogo de claro/escuro correto que ele imprimia em suas obras, marca que o acompanhou durante sua carreira.

Foi esse artista ítalo-brasileiro que a partir de 1913 empenhou-se na divulgação, no Brasil, da gravura como expressão artística e não somente como meio de reprodução. Essa característica vai imprimir a ele e à sua forma de atuar um caráter moderno, seguido de perto por outros grandes gravadores como Oswaldo Goeldi (1895–1961), Raimundo Cela (1890-1954), Lívio Abramo (1903–1992) e Lasar Segall (1891-1957).

Nascido em Florença, na Itália, em 1882, Carlos Oswald foi registrado no Consulado Brasileiro e residiu no Brasil até o ano de 1971, quando faleceu no Rio de Janeiro. Tocado pelas propostas dos movimentos europeus que já viam há muitos anos a gravura como expressão artística, Carlos Oswald inaugurou a primeira oficina de gravura brasileira, no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Desde então, dedicou-se por quase 40 anos ao ensino e à difusão da gravura artística, sendo inclusive responsável pela primeira exposição de gravura realizada no Brasil, em 1919.

Entre seus alunos, que hoje fazem parte da moderna e premiada gravura artística brasileira, estão Poty Lazarotto (1924-1998), Hans Steiner (1910-1974), Darel Valença Lins (1924), Henrique Carlos Bicalho Oswald (1918-1965) e Orlando da Silva (1923).

Para o curador Paulo Vergolino, Carlos Oswald estava à frente do seu tempo. “Ele criou obras de cunho impressionista de extrema beleza, além de ter contribuído para a evolução da arte brasileira. Pouca gente sabe, mas seu nome também está ligado à concepção do monumento máximo brasileiro, o Cristo Redentor. Foi de seu ateliê que saíram os croquis enviados a Paris e que possibilitaram a execução da obra pelo escultor francês de origem polonesa Paul Landowski”, finaliza.

Assessoria de Imprensa em SP

Bia Azevedo – bia@marqueterie.com.br

t. +55 11 3083 7399

cel. +55 11 8122 4303

SERVIÇO:

Exposição “Carlos Oswald – O Resgate de um Mestre”

Curadoria: Paulo Leonel Gomes Vergolino

Abertura para convidados e imprensa: dia 03 de dezembro de 2010, às 19h

Visitação: de 04 de dezembro de dezembro de 2010 a 20 de fevereiro de 2011

Horário de visitação: terça-feira a sábado, das 9h às 21h e domingos e feriados das 10h às 21h.

Local: CAIXA CULTURAL São Paulo - Galeria Vitrine da Paulista - Conjunto Nacional - Av. Paulista, 2083 - Cerqueira César, São Paulo (SP) - Metro Consolação

Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400

Acesso para pessoas com necessidades especiais

Entrada: franca
Recomendação etária: livre

Patrocínio: Caixa Econômica Federal


quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Instant Karma - 30 anos sem John Lennon

Hoje faz 30 anos do assassinato de John Lennon, então selecionei este vídeo de Instant Karma, a música dele pós Beatles que mais gosto, para lembrá-lo.

Esta foi um perda irreparável para a música internacional, pois Lennon era, e continua sendo, quase uma unanimidade.

É muito gostoso ver crianças e jovens fãs de suas composições, pois quando seus pais nasceram, os Beatles já tinham acabado.

Observem Yoko Ono, que junto com Jiang Qing e Imelda Marcos, talvez sejam as mulheres mais odiadas do século XX, fazendo tricô com os olhos vendados, vai entender essa maluca.

O grande feito de Yoko foi o de manter viva a memória de John, apesar de ser um dos pivôs da separação dos Beatles.

Abaixo do vídeo, a letra da canção.





Instant karma

Instant Karma's gonna get you
Gonna knock you right on the head
You better get yourself together
Pretty soon you're gonna be dead
What in the world you thinking of
Laughing in the face of love
What on earth you tryin' to do
It's up to you, yeah you


Instant Karma's gonna get you

Gonna look you right in the face
Better get yourself together darlin'
Join the human race
How in the world you gonna see
Laughin' at fools like me
Who in the hell d'you think you are
A super star
Well, right you are

Well we all shine on
Like the moon and the stars and the sun
Well we all shine on
Ev'ryone come on

Instant Karma's gonna get you
Gonna knock you off your feet
Better recognize your brothers
Ev'ryone you meet
Why in the world are we here
Surely not to live in pain and fear
Why on earth are you there
When you're ev'rywhere
Come and get your share

Well we all shine on
Like the moon and the stars and the sun
Yeah we all shine on
Come on and on and on on on
Yeah yeah, alright, uh huh, ah

Well we all shine on
Like the moon and the stars and the sun
Yeah we all shine on
On and on and on on and on

Well we all shine on
Like the moon and the stars and the sun
Well we all shine on
Like the moon and the stars and the sun
Well we all shine on
Like the moon and the stars and the sun
Yeah we all shine on
Like the moon and the stars and the sun

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Por una cabeza - Carlos Gardel

Este é um grande tango de Gardel, de autoria do Alfredo Le Pera, seu grande parceiro, nascido em São Paulo.

Com uma melodia excepcional, conta as frustrações de um aficionado em corridas de cavalos, que compara seu vício à relação com uma mulher volúvel e fútil, que jura o amor que está mentindo, queimando em uma fogueira todo bem querer que lhe é dedicado.

Tive sempre a impressão que está música contava uma história de amor, pois sem a letra, nos deixamos levar por seu ritmo, criando em nossa imaginação diversos enredos, quase sempre com uma conotação romântica.

A cena do filme "Perfume de Mulher", em que Al Pacino tira Gabriele Anwar para dançar tornou-se um dos ícones do cinema, criando o interesse no tango para quem não o conhecia.

Gardel e Le Pera morreram no mesmo acidente aéreo em 1935, mas como dizem os argentinos, Carlito continua cantando cada dia melhor.










Por una cabeza
de un noble potrillo
que justo en la raya
afloja al llegar,
y que al regresar
parece decir:
No olvidéis, hermano,
vos sabés, no hay que jugar.
Por una cabeza,
metejón de un día
de aquella coqueta
y risueña mujer,
que al jurar sonriendo
el amor que está mintiendo,
quema en una hoguera
todo mi querer.
Por una cabeza,
todas las locuras.
Su boca que besa,
borra la tristeza,
calma la amargura.
Por una cabeza,
si ella me olvida
qué importa perderme
mil veces la vida,
para qué vivir.
Cuántos desengaños,
por una cabeza.
Yo jugué mil veces,
no vuelvo a insistir.
Pero si un mirar
me hiere al pasar,
sus labios de fuego
otra vez quiero besar.
Basta de carreras,
se acabó la timba.
¡Un final reñido
ya no vuelvo a ver!
Pero si algún pingo
llega a ser fija el domingo,
yo me juego entero.
¡Qué le voy a hacer..!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Bandeira de Mello - Retrospecto

Uma mostra espetacular, que apaga e diminui as que estão sendo levadas simultaneamente na Caixa Cultural.

De tal beleza e esplendor, nos tira o fôlego, fazendo com que percamos a noção do tempo.

As obras apresentadas são de um artista que se preocupa e se dedica ao rigor técnico em sua execução, nota-se que estudou muito e assim nos proporciona momentos êxtase e encantamento.

Além dos estudos de murais e telas, são apresentados também vários desenhos a grafite, estupendos tanto nas cenas mostradas, como na riqueza dos detalhes, beirando a perfeição.

Que satisfação conhecer estas maravilhas, e poder escutar do próprio artista um pouco de seu processo de criação.

É possível percebermos várias de suas influências, que alegram muito mais esta descoberta.

A primeira imagem abaixo me lembrou esta música do Chico, escolhida para acompanhar este comentário.



Funeral de um lavrador - Chico Buarque

Abaixo das imagens fornecidas pela assessoria de imprensa da Caixa Cultural, o "press-release" dos curadores.








CAIXA CULTURAL SÃO PAULO APRESENTA BANDEIRA DE MELLO, RETROSPECTO

“…Navego e trago dentro de mim, como num porão cheio de lembranças amontoadas no decurso dos tempos, já com a linha de flutuação submersa, o registro de minhas relações com todos os lugares onde vivi, com paisagens percorridas ou imaginadas, vistas em um relance fugaz em viagens hipotéticas ou não e mais com as idéias lidas ou ouvidas nas esquinas da vida, ponto de encontro dos que se movem…”

Lydio Bandeira de Mello

Obras de um dos maiores ícones da pintura moderna brasileira, Bandeira de Mello, poderão ser apreciadas na CAIXA Cultural São Paulo, na Sé, centro da capital, a partir do próximo dia 04 de dezembro, na exposição “Bandeira de Mello, Retrospecto”, com entrada franca e livre para todas as idades.

A mostra reúne cerca de 65 obras, entre pinturas, desenhos, estudos e projetos, uma cronologia ilustrada do artista, assim como a exibição de um filme produzido pela Sambacine, um depoimento do próprio artista sobre sua vida e obra.

Parte das peças selecionadas para a mostra é inédita, provenientes do acervo pessoal do artista e foram restauradas especialmente para a mostra, trazendo novas e preciosas informações acerca de seu processo criativo e sua produção artística.

A mostra se caracteriza pela singularidade de sua proposta, unindo tanto a parte artística de Bandeira de Mello quanto o seu lado humano, que poucos pesquisadores, admiradores e estudantes da arte conhecem.

O artista reforça ainda que o cunho desta mostra é expor o lado sentimental do homem, o lado verdadeiro e sem fachadas, sem máscaras, descortinado através de sua obra.

A exposição que ocupa toda a Galeria Pedro II da CAIXA Cultural São Paulo apresenta obras de Bandeira de Mello reunidas a partir de coleções públicas e particulares. O estudo da pintura acadêmica foi determinante para o artista. Não por acaso ele se especializou no retrato e seu trabalho guarda evidentes referências à tradição do ícone. Dono de um métier dos mais vigorosos, sua obra consagrou-se pela riqueza de detalhes, pela técnica rigorosa, pelo equilíbrio das cores e, sobretudo, pela sua extraordinária capacidade de trabalho, de forma humilde, incessante e infatigável. Menos conhecida, mas de igual qualidade, são seus desenhos em grafite, seus nus femininos e aquarelas.

A partir da consultoria do próprio artista, que realizou a concepção e linha curatorial da exposição junto com o artista-produtor Anderson Eleotério, a mostra apresenta um panorama de sua produção artística, aproveitando como identidade visual gráfica os dois murais/painéis instalados no mezanino da CAIXA Cultural RJ, cada um com 33 metros de largura e pintados em têmpera sobre madeira. Eles retratam o cotidiano da vida, a relação do homem com a terra, a pesca, uma partida de futebol, o trabalho e o amor.

A exposição reúne diferentes temas recorrentes na obra do artista. São pinturas e desenhos em médio e grande formatos que retratam nus femininos, cenas do cotidiano, animais, pinturas religiosas, paisagens, o sertão, camponeses e retratos, além de estudos para a construção de afrescos e painéis, em especial o da CAIXA. As obras da exposição estarão montadas a partir da reunião de grupos temáticos de sua produção, como Camponeses, Religiosos, Retratos, etc. Complementando a exposição, será realizada somente para convidados, no mesmo dia da abertura, sábado, 04 de dezembro, uma visita guiada pelo artista, às 11 horas, na Galeria Pedro II.

A produção da mostra está a cargo de Anderson Eleotério e Izabel Ferreira e o patrocínio é da Caixa Econômica Federal. O design de montagem utilizará recursos de cor, som e iluminação para acentuar as características dos trabalhos num clima lúdico e intenso. A trilha sonora reunirá músicas de jazz e blues, selecionadas especialmente pelo artista, procurando remeter os visitantes ao clima do seu ateliê, quando está trabalhando.

Sobre o artista

Nascido em 1929, o premiado artista é considerado um dos mestres da Pintura no Brasil e influencia até hoje uma geração de novos talentos. O artista, professor de grandes acadêmicos da literatura e das artes, é considerado um eterno mestre.Toda esta reverência e convivência com os mais jovens, entretanto, serviram para que ele a cada dia valorizasse o interior dos seres humanos simples e excluídos da sociedade, e que dentro de seu contexto ambíguo merecem o mesmo respeito e dignidade dos intelectuais e poderosos.

Levando em consideração sua produção artística, rica em referências pictóricas, a exposição apresentada pretende a preservação da memória artística, tanto quanto a garantia da formação de opinião consciente, tendo como objetivo geral a divulgação da arte e produção artística brasileira, bem como o registro da associação entre a CAIXA e a Arte Brasileira.

FICHA TÉCNICA

CONCEPÇÃO E CONSULTORIA Lydio Bandeira de Mello

COORDENAÇÃO GERAL Anderson Eleotério

PRODUÇÃO Izabel Ferreira

PROGRAMAÇÃO VISUAL leobug.com

MUSEOLOGIA Thereza Kuhnert

DESIGN DE MONTAGEM OBRAS Anderson Eleotério

RESTAURO E CONSERVAÇÃO Atelier Marylka Mendes | RG.Conservação e Restauração

VIDEOS Sambacine | Allan Ribeiro | Fernanda Rocha Miranda

FOTOS Renan Cepeda

FOTOGRAFIAS CRONOLOGIA Acervo do artista

REVISÃO DE TEXTO Rosalina Gouveia

COMUNICAÇÃO DO ARTISTA Press Mais - Sylvia Machado

SEGURO ACE Seguros - Pro Affinite

PRODUÇÃO GRÁFICA Raquel Silva

MOLDURAS Isonete Porto Molduras

TRANSPORTE Art Quality

ESTAGIÁRIAS Maria Amorim e Ingrid Benvegnu

PRODUÇÃO LOCAL Carolina Barmell

PRODUÇÃO EXECUTIVA LG Produções Culturais Ltda.

PATROCÍNIO Caixa Econômica Federal

SERVIÇO:

Exposição BANDEIRA DE MELLO, RETROSPECTO

Abertura para convidados e imprensa – visita guiada com o artista: dia 04 de dezembro de 2010, às 11h

Visitação: de 04 de dezembro de 2010 a 16 de janeiro de 2011

Horário de visitação: de terça-feira a domingo, das 9h às 21h.

Local: CAIXA Cultural São Paulo (Sé) - Galeria Pedro II - Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo/SP

Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400

Acesso para pessoas com necessidades especiais

Entrada: franca
Recomendação etária: livre
Patrocínio: Caixa Econômica Federal

Contato da produção:

LG Produções Culturais Ltda.

Anderson Eleotério
(21) 9716-7116
www.lgproducoes.andersoneleoterio.net

sábado, 4 de dezembro de 2010

Louis Armstrong - High Society

Louis Armstrong ou Satchmo, como era carinhosamente chamado, é para mim, a voz mais intrigante e instigante de todos os tempos.

Além de um virtuose no trompete, cantava divinamente de uma maneira que até hoje atrai a atenção quando escutamos alguma música sua.

Esta cena é do filme High Society com Bing Crosby, Grace Kelly e Frank Sinatra, conta a história de uma cerimônia de casamento de pessoas da alta sociedade.

E que orquestra que é chamada para animar a festa!Que luxo e privilégio poder desfrutar deste som.

Esta montagem mostra a primeira e a última cena deste filme.

Tenho alguns discos de Louis Armstrong, notadamente os discos em que ele gravou com Duke Ellington e Ella Fitzgerald.

Que pena que ele é mais lembrado pela chatíssima "What a wonderfull world".


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Como é possível formar leitores?

A foto abaixo, tirada ontem de uma vitrine da Saraiva, ilustra bem o contra senso entre o discurso e a prática dos gestores de nossa política cultural.

O mesmo livro, impresso no exterior, em luxuosa encadernação de capa dura, sendo vendido a R$ 37,90, e a edição brasileira, encadernada modestamente, vendida a R$ 59,00.

A obra importada, feita com maior requinte, custa 35% menos do que a impressa aqui, mesmo tendo pagado todos os encargos inerentes a este processo.

Também já tinha reparado que as obras de escritores nacionais, em edições similares, são vendidas a um preço maior do que as de autores estrangeiros.

Porque isto?


A música que acompanha o texto é mais um clássico de nosso maestro soberano, também muito cultuada e pouco executada.



Surfboard - Antônio Carlos Jobim



quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

The Bicycle Scene from Butch Cassidy and Sundance Kid

Esta é mais uma cena inesquecível do cinema, pois além de toda sua magia, será eterna pois é atemporal.

Do filme de 1969 com Paul Newman, Robert Redford e Catherine Ross, todos no auge da beleza e talento, conta a história de dois fora-da-lei no oeste americano, que vêem o fim de seu reinado com a chegada da lei e do progresso.

Insinua de uma forma velada um triângulo amoroso entre os personagens, notadamente nesta parte da história.

A canção "RAINDROPS KEEP FALLIN' ON MY HEAD", de Burt Bacharach, cantada por B. J. Thomas, tornou-se também um ícone da música universal, sendo até hoje executada e se mantendo como um sucesso.

Esta talvez seja a fórmula de um grande filme; bom roteiro, grande elenco, magnífica fotografia e uma trilha sonora monumental.



terça-feira, 30 de novembro de 2010

Amazonas - João Donato

João Donato é mais um dos gênios da música brasileira, muito mais cultuado do que ouvido pelo público de nossa terra.

Seu sucesso e prestígio no exterior faz com que se apresente mais lá fora do que para nós.

É junto a Hermeto Pascoal, Eumir Deodato e tantos outros, um dos verdadeiros embaixadores de nossa boa música.

Esta é um de seus maiores sucessos, presente em meu inconsciente, que me traz sempre enorme satisfação quando a ouço.

Este arranjo é um dos melhores que já ouvi, pois há uma grande orquestra como apoio, tirando da melodia toda sua beleza, mesmo quando dos improvisos.



sábado, 27 de novembro de 2010

À Salo Leder


Vendo toda esta tristeza que vive o carioca, lembrei-me com carinho e saudades de um grande amigo.

Que um dia, quando hospede em sua casa, me raptou e me arrastou a um morro do Rio.

Ao Morro de Santa Tereza, ao Museu Chácara do Céu da Fundação Castro Maia.

Que incrível sensação, o lugar, a vista, e os tesouros daquele canto.

Tive o prazer de contar a ele, alguns anos depois, que naquele dia descobri dois amores, por sua cidade e pela pintura.




Hoje, não é só o Rio que está afrontado, é o Brasil e todos seus cidadãos, torço e já sei que resistiremos.

Assim coloco duas músicas em serenata a um dos três lugares do mundo que mais gosto.



Aquele Abraço -Gilberto Gil




Samba do Avião - Tom Jobim



terça-feira, 23 de novembro de 2010

TOMIE OHTAKE – PINTURAS RECENTES

Não é muito comum eu botar a "vitrola" antes do comentário, mas acho que esta música fará um grande acompanhamento a este texto.



Furyo - Ryuichi Sakamoto

Abstracionismo com uma delicadeza sem par, as tintas parecem ter sido aplicadas nas telas em um estado de elevada contemplação.

Mesmo quando as obras estão em uma única cor, o jogo de seus matizes são encantadores.

Intuí que suas abstrações quase sempre partiram de um projeto básico, e não foram criadas aleatóriamente.

Impressionante a vitalidade de Tomie Ohtake aos 97 anos, lúcida e resistindo estóicamente ao beija-mão a que foi submetida por todos que queriam saudá-la, tratando as pessoas com atenção e simpatia.

A importância e o prestígio da artista nas artes plásticas brasileiras é medido pelas pessoas que foram prestigiá-la, gente de destaque na vida cultural, política e empresarial do país.

Além da belíssima mostra, há que se observar o espaço do Instituto Tomie Ohtake, em si uma magnífica obra de arte, exibindo o que temos de melhor em nossa arquitetura.

Faz parte da mostra um vídeo documentário em que se apresenta um pouco de sua história e intimidade.

Apesar de sua origem, sua obra não está impregnada de qualquer regionalismo.

É uma artista universal em seu trabalho, merecendo lugar nos maiores museus e nas melhores galerias.

Abaixo das imagens fornecidas pela assessoria de imprensa do evento, o "press-release" do curador.




INSTITUTO TOMIE OHTAKE

APRESENTA

TOMIE OHTAKE – PINTURAS RECENTES

Abertura 23 de novembro de 2010, às 20h – 20 de fevereiro de 2011

Há quinze meses Tomie vem trabalhando em sua nova série de pinturas, que será apresentada ao público nesta exposição a ser inaugurada na semana em que a artista completa 97 anos.

A mostra celebra também o início das comemorações do Ano 10 do Instituto Tomie Ohtake.

A força de trabalho e a capacidade de renovação, surpreendentes para a sua idade, podem ser conferidas nestas 25 telas reunidas, em grandes formatos (de 1,50 x 1,50 até 2 x 2 metros), consideradas por Tomie como “um passeio pelo círculo”. Gesto fundador da linguagem da artista, a forma circular, presente em várias fases de sua obra, agora é protagonista de todas as pinturas da série. Segundo Paulo Herkenhoff, o círculo está na frente, mas cada um é inventado e cada um acaba por inventar uma nova pintura. “Os quadros apresentam diferentes questões pictóricas e a presença do gesto é muito importante e, mesmo quando não aparece, há o seu domínio”, comenta.

Lembra ainda o crítico, que o círculo é a síntese do espaço no mundo e é a forma mística que representa o ideal de perfeição. O círculo, ensô em japonês, tem um conceito fortemente associado ao Zen. Na caligrafia japonesa simboliza Iluminação, Esforço, Elegância, o Universo e o Vazio.

O interessante é que, se indagada, a artista japonesa naturalizada brasileira diz não perceber uma ligação consciente de sua obra com princípios orientais. É por isso que Herkenhoff costuma afirmar que ela é a verdadeira Zen, “já que simplesmente é, sem a intenção de ser, pois naturalmente abdica de qualquer intelectualização, verbalização e conceituação a respeito”.

O universo pictórico de Tomie já foi identificado como “elevação conceptiva, sutileza rítmica, retenção e economia de meios, ímpeto e arrebatamento na criação de espaços”, por Mario Pedrosa; “precisão geométrica e gosto pela liberdade do gesto”, por Miguel Chaia; “sutilezas incomunicáveis”, por Paulo Herkenhoff; “invisibilidade como predicado e homogeneidade tonal decorrente de mesclas cromáticas, às vezes dificilmente perceptíveis, como se fora resultante de um lento processo de decantação”, por Agnaldo Farias; para citar alguns dos inúmeros pensamentos presentes em sua extensa bibliografia. E nesta exposição, mais uma vez, emerge de algum lugar do profundo em Tomie e de um fazer incansável, esta homenagem ao círculo, com cores, formas e traços inventados pela pintora.

Exposição: Tomie Ohtake – Pinturas Recentes

Abertura: 23 de novembro de 2010, às 20h ( convidados)

Até 20 de fevereiro de 2011, terça a domingo, das 11h às 20h – entrada franca

Instituto Tomie Ohtake

Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) - Pinheiros SP Fone: 11.2245-1900

Informações à Imprensa

Marcy Junqueira – Pool de Comunicação / Contato: Martim Pelisson

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