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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Arte da rua em Natal - RN

Uma das coisas que tem me agradado muito na internet é a possibilidade de se travar contato com várias pessoas de todo o mundo com interesses comuns.

Desde que comecei esta aventura de compartilhar minhas impressões sobre os assuntos que me chamam a atenção, tive a satisfação de me corresponder com poetisas, cronistas, artistas plásticos e intelectuais de vários matizes, que em muito enriqueceram minhas "viagens".

Nestas trocas conheci Ana Barros, de Natal - RN, que me apresentou obras de Pedro Ivo, um artista do grafite, que me surpreenderam.

Usando a técnica do estêncil consegue passar aos seus desenhos uma emoção difícil de se vislumbrar hoje em dia, fazendo-nos observá-los com vagar e atenção.

Percebi que ele os imprime em papéis que depois são colados em lugares públicos, possibilitando uma maior divulgação de seus trabalhos.

Espero que ele não demore a substituir seus suportes por telas, tornando então sua arte móvel e eterna.

Já tinha comentado nos "posts" Grafite - Tendência ou Modismo e E a nova MPB? que atravessamos uma fase de entressafra nas artes brasileiras, tanto na música como na pintura.

Não aparecem novos valores que nos chamem a atenção e nos entusiasmem; com exceção de alguns artistas desta nova escola.


Rejane Luna - Sabe-se lá

Para acompanhar este texto pesquisei alguém de Natal e descobri esta cantora que me agradou.

O Fotolog completo de Pedro Ivo está aqui.











segunda-feira, 23 de agosto de 2010

E a nova MPB?

" E ainda há quem tenha certeza de que a MPB não vive uma fase de declínio…" - Daniel Piza - O Estado de São Paulo - 22/08/2010

Já tinha separado esta música em duas versões para comentar a secura, a falta de imaginação e de qualidade da atual MPB, quando li na coluna do Daniel Piza esta observação.

Tenho notado já há algum tempo que não aparece ninguém na cena musical brasileira que produza bons trabalhos e se fixe como um ídolo ou mantenha uma carreira longeva.

As cantoras de hoje parecem ter tido aulas com a mesma professora, pois cantam todas, com honrosas exceções, com o mesmo timbre, sendo quase impossível diferenciar uma das outras.

E o pior quando se atrevem a mostrar suas próprias composições, pensam ter encontrado o Santo Graal da nova MPB.

Hoje quase não existe mais cantores puros, os bons cantores masculinos são também compositores que interpretam suas obras com certa competência.

Penso que não há interesse das gravadoras em elevar o nível do trabalho de seus contratados, há somente o desejo do lucro fácil vindo de uma cultura rasteira.

Ainda bem que existem alguns artistas que tentam preservar o que de bom foi feito por nossos sempre ídolos, como esta gravação de Marina Machado com a participação de Samuel Rosa de uma música de Roberto e Erasmo, gravada pelo Tremendão em 72.

O mais interessante é notar que o novo arranjo mudou pouco o original, tendo mantido as bases e o enriquecido com novos instrumentos.



Grilos - Erasmo Carlos





Grilos - Marina Machado e Samuel Rosa



domingo, 22 de agosto de 2010

Ouros de Eldorado: Arte Pré-Hispânica da Colômbia

Esta exposição superou em muito minhas expectativas, pois pelas fotos fornecidas pela assessoria de imprensa do evento e as colhidas na internet não mostram a sua grandiosidade.

Tive sorte em vê-la em seu penúltimo dia, pois por uma sucessão contratempos só a vi ontem.

Além de apreciar os magníficos trabalhos apresentados, que demonstraram uma técnica muito avançada para época em ourivesaria e metalurgia, comecei a refletir em quais direitos divinos os conquistadores espanhóis se basearam para subjugar, escravizar, dilapidar e impor suas crenças, destruindo assim as civilizações que habitavam as Américas.

Cheguei a conclusão de que os torpes motivos não eram mais do que a ganância, travestida do desejo de evangelização dos "selvagens".

O difícil é aceitar que até hoje os homens não mudaram, agindo do mesmo modo por todo o mundo, quando não é por interesse econômico é para tentar impor sua "verdade", querendo que os povos ajam dentro de suas conveniências e crenças.

Escolhi a música El condor passa, apesar de ser peruana, é antes de tudo andina, que representa bem os gostos e costumes daquela região.



El condor Pasa

Abaixo das imagens fornecidas pela assessoria de imprensa do evento, o "press-release" dos curadores.













Ouros de Eldorado: Arte Pré-Hispânica da Colômbia

A Pinacoteca do Estado de São Paulo apresenta a exposição Ouros de Eldorado: Arte Pré-Hispânica da Colômbia com 250 artefatos de ouro e 40 objetos arqueológicos de cerâmica e outros materiais que evidenciam a diversidade e as técnicas metalúrgicas criadas pelos antigos habitantes indígenas da região que hoje corresponde à Colômbia. Todas as obras integram o acervo do Museo del Oro del Banco de la Republica – Colômbia, a mais importante coleção do gênero no mundo.
Segundo Marcia Acuri, assessora cientifica da mostra, o ineditismo da exposição se dá por ela referenciar a diversidade étnica e cultural dos povos que ocuparam a antiga região da Colômbia e a importante relação estabelecida entre eles e tantos outros grupos indígenas das terras baixas da América do Sul, sobretudo as interações entre povos que ocuparam preteritamente a Amazônia Ocidental.
A exposição divide-se em temas conforme descrito abaixo. Além disso, serão exibidos filmes que demonstram os diferentes processos de ourivesaria.


Gente Dourada
Gente Dourada lembra a origem do termo El Dorado, atribuído primeiramente pelos
conquistadores espanhóis ao personagem central de um ritual em que o chefe indígena,
coberto por ouro em pó, lançava objetos preciosos ao fundo de uma lagoa, como oferenda às divindades. Foi a partir desta observação que surgiram alguns mitos relativos a uma suposta "cidade de ouro", tema que deu origem, inclusive, a uma série de produções cinematográficas de temas de aventura e fantasia. A “gente dourada” foi representada em uma infinidade de formas pelos ourives da Colômbia pré-hispânica, por meio de máscaras, peitorais, narigueiras e pingentes. Um dos destaques deste núcleo é o Peitoral em forma de coração feito de ouro martelado e repuxado, proveniente do Vale de Calima, Período Yotoco (c. 200 a.C. – 1300 d.C)

A Gente dourado e os animais fantásticos
Com ouro, cobre e tumbaga, uma liga feita a partir daqueles, e utilizando uma variedade de técnicas com as quais exploraram até os limites a plasticidade, a condutibilidade e a maleabilidade destes metais, os ourives pré-hispânicos construíram um universo visual multiforme e multifacetado. Seus temas principais são a figura humana, os animais, as formas geométricas e a combinação de todos eles. As formas vegetais são curiosamente escassas. A interpretação plástica da “gente dourada”, os “animais fantásticos” e as formas geométricas variam de uma área geográfica a outra e de um tempo a outro. Este é o que permite falar de estilos na ourivesaria pré-hispânica. Estilos que são testemunho da vitalidade e diversidade de
suas respectivas culturas.

Animais Fantásticos
A variada fauna da Colômbia, país de grande diversidade de climas e ambientes naturais,oferecia ao ourives pré-hispânico uma fonte inesgotável de inspiração. Serpentes, rãs,morcegos, aves, veados, jaguares, lagartos, caracóis de incontáveis espécies, formam parte da fauna dourada. Cada um dos animais representados tinha, sem dúvida, poderosas associações simbólicas para o homem pré-hispânico. Mas o ourives não foi insensível à riqueza de suas formas, texturas, ritmos e cores. Criou sua própria zoologia fantástica, na qual o real seconfunde com o maravilhoso.

O homem animal
São freqüentes, na ourivesaria pré-hispânica, as figuras que combinam traços humanos com traços de animais. Há homens-jaguar, homens com cauda de macaco, homens-peixe, e
sobretudo, homens-ave, nos quais as pernas humanas se convertem em cauda, e os braços
em asas. Os etnógrafos viram nessas figuras, distintas transformações do xamã, ou chefe religioso com poderes sobrenaturais, para explicar e organizar o cosmos. Atualmente, entre os indígenas, o xamã aparece na forma de alucinações em distintas dimensões do universo, e, em seu vôo estático, pode ver e decifrar tudo. As peças expostas neste módulo são como esfinges,cheias de segredos. Mas, sobretudo, são provas da prodigiosa capacidade de seus criadores para combinar formas em um todo equilibrado e maravilhosamente sugestivo aos olhos de quem as contempla.

Abstração e natureza
Na ourivesaria pré-hispânica da Colômbia não existe antagonismo entre a representação
“abstrata” e a representação “naturalista”. Cada peça é uma conjugação de formas que evoca sempre o que captam os sentidos, e sempre o ideal, o que não adquire realidade maior do que na obra de arte. Mesmo nas peças mais “abstratas” há referências diretas à experiência sensorial. Mas também, em todas as figuras, mesmo nas mais “realistas”, há certo grau de independência do mundo real alcançada por meio de esquematizações, distorções e combinações imaginárias. O resultado é uma síntese coerente e equilibrada de forma e conteúdo em que tudo pode ser abstrato e, por sua vez, tudo pode ser figurativo.

O universo das formas
O ourives pré-hispânico construiu um universo visual de imensa riqueza a partir de elementos sempre presentes na expressão artística: a linha reta, o círculo, o quadrado, o triângulo, a espiral, e suas combinações, deformações, reinterpretações e suas projeções no espaço. Tal universo integra o natural e o sobrenatural, o sagrado e o profano, o homem e o animal, a alma e o corpo, o abstrato e o figurativo, a natureza e a cultura, o ouro e o cobre.

A metalurgia e as sociedades pré-hispânicas
Quando os ourives pré-hispânicos da Colômbia elegeram os materiais, as técnicas de
manufatura e a organização da produção, o fizeram não apenas sob a influência de
requerimentos técnicos, senão também, e principalmente, por fatores culturais e sociais.
Enquanto no ‘Velho Mundo’ a metalurgia esteve ligada à economia, à agricultura e À guerra, na América pré-hispânica ela nasceu do viés do pensamento religioso e das elites do poder. As técnicas de elaboração, formas e usos dos objetos de metal foram símbolos que dotavam a vida ritual e cotidiana de sentido. Na Colômbia, a arte de trabalhar os metais esteve favorecida pela riqueza aurífera de seus rios e cordilheiras. Ouro, cobre e prata foram os metais usados na época pré-hispânica. A mineração de aluvião com veios de cerâmica ou de madeira foi a mais usual. Outras vezes, foram construídos diques e canais para desviar as águas e lavar os materiais das praias. A mineração de veta se praticava abrindo buracos estritos nas colinas,
perto de riachos que facilitavam a lavagem do ouro.

A ourivesaria pré-hispânica da Colômbia
A metalurgia sul-americana surgiu na serra central do Peru, cerca de três mil e quinhentos anos atrás. Na região da Colômbia atual, as origens da metalurgia remontam ao século IV a.C.,período em que habitram sociedades com um amplo domínio do trabalho de metais. Durante estes dois mil anos de desenvolvimento metalúrgico na Colômbia – interrompidos com a conquista espanhola, em 1.500 d.C. – surgiram diversos estilos que combinaram técnicas complexas com diferentes ligas metálicas. Esta riqueza artística e tecnológica sustentou-se em uma prosperidade econômica que permitiu a uma parte da população dedicar-se à ourivesaria.

Martelamento
Os ourives materializaram sua destreza e seu conhecimento sobre as características físicas e químicas dos metais na grande diversidade de técnicas de manufatura usadas. Uma delas foi o martelamento. Para obter lâminas os ourives golpeavam tejuelos sobre lajas ou bigornas de pedra. Utilizaram martelos de distintas formas, materiais e tamanhos, de acordo com as necessidades de trabalho requerido. Ao ser martelado, o material se torna quebradiço e tende a fraturar-se: os ourives deviam aquecê-lo até o ponto vermelho vivo e esfri-á-lo submergindo em água. Este processo, o recocido, que se repetia muitas vezes, permitia seguir golpeando a lâmina até obter a espessura e tamanho desejados. As formas dos adornos martelados e outros objetos eram alcançadas por meio do recorte das lâminas com cinzeles de pedra ou metal. Com puzones e repuxadores realizavam os desenhos que adornariam as lâminas.

Fundição por cera perdida
Utilizando moldes feitos de cera, os ourives criaram uma grande variedade de objetos:
representações realistas ou abstratas, finos tecidos metálicos ou pesados adornos, objetos com volume, simples ou cheios de detalhes. A cera era obtida das colméias de abelhas sem ferrão (Tetragonisca angustala), ou abelhas angelita, originárias das Américas.
A cera era modelada na figura desejada e em seguida se acrescentava tubos feitos do mesmo
material, pois uma vez derretida a cera, eram formados ductos por onde correria o metal fundido. A figura modelada em cera era coberta por uma capa de argila, para formar o molde.
Uma vez molde seco e enrijecido, o molde era aquecido para derreter e extrair a cera, deixando oca a forma no interior do molde de argila. O metal líquido se almodava rapidamente no interior da figura, tomando assim a forma do modelo. Uma vez esfriado o molde, este era rompido para extrair a peça metálica. Os ductos eram cortados e os defeitos corrigidos, dando acabamento ao objeto.

Dourado por oxidação
A cor foi uma das propriedades mais apreciadas entre as sociedades antigas e exerceu um papel primordial no desenvolvimento de suas tecnologias. Para controlar as cores, os ourives usaram diversas ligas e sofisticados processos de acabamento que aportavam novas tonalidades e contrates nas superfícies.
A tumbaga, uma junção de ouro com cobre, foi a liga mais usada entre os ourives préhispânicos do território colombiano. Unindo o ouro com diferentes porções de cobre, os ourives produziram uma gama importante de tonalidades douradas, prateadas e avermelhadas.
Ao aquecer um objeto de tumbaga, o cobre presente na liga se oxida e forma na superfície uma mancha escura. Com ácidos vegetais como o chulco (Oxalis pubescens), o artesão removia o cobre oxidado até deixar uma fina camada superficial, rica em ouro, que era polida para alcançar um dourado intenso. Assim descobriam uma camada superficial dourada cada vez mais aparente, na medida em que se repetia o processo.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Marketing Viral

Este é um tópico em que eu nunca tinha prestado atenção, pois apesar de saber que ocorre, parecia uma coisa muito distante de mim.

Até que publiquei um post, O último gol de Pelé - Aos 70 anos, que provocou-me uma enorme surpresa.

Do dia 10 de junho até hoje este blog teve um aumento exponencial nos acessos, somente em função deste texto e vídeo.



Foram mais de 10.000 leitores de todo o mundo, que quase me fez perder as referências das outras publicações, pois meu medidor de acessos só guarda os dados dos últimos 100.


Nothing from Nothing - Billy Preston


Teria hoje sem este post aproximadamente 3.000 visitas, seguindo a média diária de acessos.

É muito interessante acompanhar o referencial de entrada no blog, que quase sempre vem de um servidor de e-mail, mostrando assim que estes acessos são de indicações em rede, que se espalharam e até hoje desperta o interesse.

Esta publicação foi indicada em vários outros meios, como Facebook, Orkut, Brasilianas.org, sites de clubes de futebol e torcidas, etc; e o mais bacana que através do link, direcionando as pessoas diretamente à matéria original, mostrando que ainda existe uma certa ética quanto à autoria.

sábado, 14 de agosto de 2010

Construção



Que me perdoem os puristas mas este é, para mim, um dos maiores poemas da língua portuguesa, não só pela mensagem como, desculpem o trocadilho, por sua reconstrução.

Foi considerada a melhor música brasileira já gravada pela revista Rolling Stone, e com o final com um enxerto de "Deus lhe pague" é inesquecível.

Aproveitem.




Construção - Chico Buarque de Holanda

Construção

Chico Buarque
Composição: Chico Buarque

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado

Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague

Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,
Deus lhe pague

Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,
Deus lhe pague

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Além dos limites - Ricardo Stumm

Esta é a outra excelente mostra em cartaz na Caixa Cultural, de um artista que encontrou sua forma de expressão e se aprimora dentro dela.

Ricardo Stumm começou uma carreira premiada como gravurista em Porto Alegre, de onde partiu, para a Espanha e França onde se dedicou aos estudos e ao aprimoramento de suas técnicas, tendo recebido vários prêmios ainda dentro desta escola.

Tendo abraçado a escultura, com especialização em fundição de bronze, penso que abriu uma larga estrada para criar Arte em seus melhores sentidos.

As obras expostas são de uma beleza e delicadeza ímpar, que nos instiga e faz pensar.

A Escultura Brasileira, com toda a sua tradição, está muito bem representada neste artista que, não só mantém, como engrandece sua história.



Quebra Pedra - Mario Adnet (Jobin Jazz)


Abaixo das imagens fornecidas pela assessoria de imprensa da Caixa Cultural, o "press-release" dos curadores com informações adicionais sobre o artista e sua carreira.












CAIXA CULTURAL SÃO PAULO APRESENTA A MOSTRA “ALÉM DOS LIMITES” DE RICARDO STUMM
O artista realiza workshop sobre a técnica da fundição em bronze, especialidade do artista
A Caixa Cultural São Paulo apresenta do dia 18 de julho a 29 de agosto de 2010 a exposição “Além dos Limites”, que conta com 16 esculturas em bronze do artista plástico Ricardo Stumm. Trata-se da última série desenvolvida pelo escultor onde inspira-se na expressão corporal e reflete a necessidade do ser humano de extrapolar seus próprios limites, conquistar novos espaços e relacionamentos.
Partindo do corpo escultural humano até certo encontro com a abstração, a composição permite tanto elevar-se a uma perspectiva cósmica como penetrar fundo na terra. Com a maestria de um animador, Stumm manipula toda esta energia e cria quadro a quadro uma dança imaginária e dramática.
Formas de inspiração biológica, geometrias e às vezes pequenos personagens que surgem na sombra, curiosos seres que animam a cena com sua ingênua presença.
Para desenvolver as peças, o artista fotografa modelos em movimento, colocados dentro de tecidos elásticos. As imagens servem como referência para a modelagem das esculturas em argila, que na etapa final são fundidas em bronze, na fundição do próprio artista.
O processo criativo do artista também poderá ser conferido na mostra. A exposição das esculturas é complementada com fotos e desenhos dos modelos vivos.
Ficha Técnica
Concepção das obras: Ricardo Stumm
Fundição: Tacello Fundição Artística
Currículo do artista
1980 - Curso de pintura e artes gráficas em Indianápolis (EUA),
realizando os estudos de 2º grau em High School.
1981 - Estudo de anatomia com modelo vivo na escola “CRESÇA” com Glênio Bianchetti, Brasília.
1983 - Curso de desenho da figura humana e pintura no Centro Municipal de Cultura, Atelier Livre de Porto Alegre.
1985 - Iniciação às técnicas de gravura em metal com os professores Armando Almeida e Danúbio Gonçalves, no Centro Municipal de Cultura, Atelier Livre de porto Alegre.
1992 - Curso de Artes Gráficas na Academie Julian Met de Pennighen Ècole Supériere d’Arts Graphique et Architecture Intérieure, Paris.
1993 - Curso de Comunicação Visual no Institut Supérieur d’Arts e Publicité ISAP, Paris.
1998 - Curso de escultura e formas com a professora Denise Nachif de São Paulo.
2003 - Curso avançado de Modelagem em escultura com o professor Israel Kislanski em Brasília.
2004 - Especialização em fundiçao de bronze, técnica cera perdida, na Escuela Massana de Barcelona (Espanha), com o professor Joaquim Manuel Chavaria.
2005- Curso de Fundição em cera perdida com lama cerâmica no Centro tecnológico do Senai de Itauna – Minas Gerais.
Exposições Individuais
1987- Exposição de gravura na Universidade de Santa Cruz do Sul RS
1987- Exposição de Gravura no Atelier Livre da Prefeitura, Porto Alegre
1989- Exposição de Gravura e pintura na casa Thomas Jefferson, Brasília
1992- Exposição de Gravura no Atelier Livre de Porto Alegre
1992- Exposição de gravuras no Cult Café em Brasília
1995- Exposição de Gravuras “Le tour du monde d’Arts au Centre Culturel
Pierre Poiret, à la ville de Gonesse, região Parisiense - França
1996- Exposição “Andanças” pinturas no Centro Cultural de Santa Cruz RS
1997- Exposição de gravuras e pinturas na Casa da Cultura de Paracatu MG
1998- Exposição de esculturas, gravuras e pintura, Liberty mall, Brasília
1999- Exposição de esculturas “Arte ao Ar Livre” no parque da Cidade, Brasília
2003-Exposição Dom Quixote, gravura e escultura, no Clube de Golfe
2005- Exposição de esculturas no Banco do Estado do Rio Grande do Sul Brasília
2005- Exposição no Espaço Cultural do Ministério das Finanças em Lisboa – Portugal
2005- Exposição de gravura, pintura e esculturas em bronze na Casa D’Italia - Brasília
2006- Exposição de esculturas “Musas e Mandalas” Casa Thomas Jefferson – Brasília
2007- Exposição “Deusas e Guerreiros” – Câmara dos Deputados – Brasília
2008- Exposição “Musas” Ministério da Previdência – Brasília
2009- Exposição “Além dos Limites” Espaço Chato Fundação Assis Chatobriand BSB
Prêmios
1989 - Prêmio no salão de gravura “PRIMEIRA MÃO” de Santos - São Paulo
1990 - Prêmio no “SALÃO DA GRAVURA” de Curitiba -PR
1991 - Prêmio no salão “MINI PRINT” de Cadaques - Barcelona, Espanha
1995 - Primeiro lugar no concurso de cartazes da Cidade Universitária de Paris para a “FÊTE DE NATION”
1995 - Primeiro lugar no concurso de cartazes organizado pela UNESCO “ANNÉE DE NATIONS UNIES POUR LA TOLÉRANCE AU QUOTIDIEN” (ONU) - Paris
Sobre o artista
Radicado em Brasília, o escultor gaúcho tem carreira internacional e muitas andanças pelo velho mundo.
Gravuras premiadas na Espanha e design gráfico em Paris, onde estudou na Academie Julian e recebeu o prêmio do concurso internacional de cartazes da ONU pela tolerância, organizado pela Unesco.
Retornou ao Brasil em 1995, estabelecendo-se na capital federal e coloca em ebulição toda a bagagem adquirida em suas vivencias no além mar. Começa a pesquisar as formas tridimensionais, em especial a escultura em bronze.
Inaugurou a primeira fundição artística de Brasília, a Tacello, especializada na produção de esculturas com a técnica da cera perdida, em bronze e alumínio.
Stumm esteve em 2004 na Espanha, onde se especializou em fundição de bronze, na Escuela Massana de Barcelona.
SERVIÇO:
Exposição “Além dos Limites”, de Ricardo Stumm
Abertura para convidados e imprensa: 17 de julho de 2010, às 11h
Visitação: de 18 de julho a 29 de agosto de 2010
Horário de visitação: de terça-feira a domingo, das 9h às 21h.
Dia e horário do workshop: 20 de julho de 2010, das 9h às 18h
Local: CAIXA Cultural São Paulo (Sé) - Galeria Florisbela - Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo/SP
Informações, agendamento de visitas mediadas, inscrições para workshop e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400
Acesso para pessoas com necessidades especiais
Entrada: franca
Recomendação etária: livre
Patrocínio: Caixa Econômica Federal

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Guilherme de Faria - Obra Gráfica

Quando escrevi em meu comentário Rubens e seu Ateliê de Gravura, que a Caixa Cultural teria dificuldades em nos proporcionar uma mostra com aquela qualidade não sabia que estava totalmente enganado, pois não é que nas instalações da Praça da Sé estão em cartaz duas magníficas exposições, esta de Guilherme de Farias e a de Ricardo Stumm.

Conheci a obra do artista neste evento e adorei.
Feitas com delicadeza e competência, nos agradam de imediato, fazendo com que as apreciemos com vagar e atenção, absorvendo toda suas emoções.

Além das lindas figuras femininas, há algumas gravuras com uma certa inspiração surrealista, que provavelmente tem sua origem nos sonhos do seu criador .

Um grande passeio, que ajuda a ampliar nosso horizontes.


Abaixo das imagens, fornecidas pela assessoria de imprensa da Caixa Cultural, carregadas em alta definição, o "press-release" dos curadores.



Cantaloupe Island - Herbie Hancock






"Dos Segredos" - Litografia - 1976 - 60x70cm

"Regaço" - Litografia - 1984 - 60x80cm

sem título - Nanquim e Ecoline - 2007 - 50x70cm

"Autoretrato" - Nanquim e Ecoline - sem data

"A Filha do Capitão" - Litografia - 1983 - 70x50cm


CAIXA CULTURAL SP APRESENTA A EXPOSIÇÃO ‘GUILHERME DE FARIA – OBRA GRÁFICA’
Mais de cem obras mostram o percurso do artista em 20 anos de atuação.
A Caixa Cultural São Paulo apresenta, de 17 de julho a 29 de agosto de 2010, a mostra ‘Guilherme de Faria - Obra Gráfica’, expondo um dos grandes ícones da gravura brasileira da década de 80 e que produziu (entre 1978 e 1993) mais de 600 edições documentadas, totalizando 83.000 litografias originais impressas a partir de matrizes em pedra litográfica. A exposição pretende formar uma síntese dessa enorme produção, que traduza o sucesso causado pelas gravuras de Guilherme de Faria, afastado da gravação há mais de 15 anos. A entrada é gratuita e o evento é patrocinado pela Caixa Econômica Federal.
São 130 peças entre gravuras e desenhos, vídeo da época mostrando o artista desenhando, matrizes originais em pedra e cobre, acervo fotográfico, demonstrações de como as pedras eram criadas pelo artista, montagem de atelier de litografia com prensa e impressor executando impressões de gravuras e ainda documentos curiosos como o arquivo das tiragens de gravura, além de estudos de cor e esboços de desenhos.
O curador Sérgio Pizoli busca privilegiar os momentos de produção intensa e estética, nas gravuras em metal, nas litografias dos anos 70 e nos desenhos de grande dimensão e também referenciar sua guinada comercial, com a qualidade invulgar de sua extensa produção litográfica da década de 80, construindo um grande mural com suas personagens femininas.
Ação educativa:
Ocorrerão em horários pré-agendados:
- atelier aberto com o artista, compreendendo a demonstração da produção de litografia - 17/07, sábado, às 11hs
- palestra e visita guiada com o artista que fecham ciclo didático sobre a Litografia - 14/08, sábado, às 11hs
Revelações sobre o meu desenho, com Guilherme de Faria
A anima é, de fato, o arquétipo da própria vida...
Carl Jung
Descobri cedo que a Arte não consiste no que está representado, mas em como está representado. Aconteceu em 1964 (já desenhava desde 1962), após assistir a uma determinada cena de um filme japonês que apresentava episódios da vida do samurai Miyamoto Musashi; a cena, uma espécie de koan (pequena fábula Zen, sem moral), produziu em mim um estado de satori (iluminação); ao chegar em casa, retirei parte das cerdas de um pincel nacional, fino, roliço e de cerda longa, e assim, com pouquíssimos fios, molhei-o na tinta nanquim e, com o pincel na vertical, o braço solto, sem olhar para nada, lancei o primeiro desenho, com a mente em branco, reflexo único e espontâneo: nasceu assim, num momento sem precedente, sem modelo, o primeiro desenho de nu feminino - preciso, fluido, sem emendas, sem retomadas, sem rasuras; fluiu o inconsciente pela ponta do pincel, num desenho gestual, Zen, como um sumiê japonês, mas com característica e temática ocidentais... Tinha 22 anos e o traço nasceu pronto, peculiar, expressivo. O sucesso de público foi imediato. Nos primeiros dez anos, produzi mais de dois mil desses desenhos, dado a instantaneidade e espontaneidade dessa maneira de trabalhar. Nunca tive modelos. E os eventuais retratos desenhados das mulheres que conheci e ou amei ao longo da vida, surgiram sem que elas posassem e quando menos esperávamos.
A mulher, tema da maioria destes desenhos, é uma só: a anima, conceito jungiano, que revela a mulher que todos temos no inconsciente humano: ...todo homem contém Eva, sua esposa, escondida no seu corpo. A temática é sempre um pretexto, o lado literário, mas pode ser o elemento revelador da personalidade do artista, da cultura de uma época, de um momento artístico etc.
(...)
Sem a presença de modelo, demorei uma década para perceber o que era essa mulher recorrente, que fluiu com tanta insistência e sem desgaste nos meus desenhos, mulher que jamais conheci e a quem acresci, em coloração, apenas os detalhes da roupa e o vermelho do cabelo... Foi quando descobri a “teoria da anima”, de Carl Jung: era a anima que se projetava no papel! Quase sempre de costas, como Jung a descreveu, em carta a um amigo. A anima é de índole erótica e emocional... Coincidências à parte, importa verificar e concluir que todo bom desenho é o seu grafismo puro, uma representação ‘abstrata’ e sedutora, um divertimento do e para o olhar.
Guilherme de Faria
Sobre o artista:
Guilherme de Faria (São Paulo-SP, 1942)
Pintor, gravador e desenhista. Em 1963, realiza sua primeira exposição individual na Galeria Ambiente, em São Paulo.
Entre as mostras de que participa, destacam-se: Exposição Jovem Desenho Nacional do Museu de Arte Contemporânea da USP, na Fundação Armando Álvares Penteado, São Paulo, 1965; Bienal Internacional de São Paulo, 1967; Coletiva de Artistas Brasileiros, na Zegri Gallery, Nova Iorque (Estados Unidos), 1967/1968; Panorama de Arte Atual Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1969/1971/1974; Brasil/Hoje/50 Anos Depois, na Galeria Collectio, São Paulo, 1973; 6 Gravadores Brasileiros, no Festival de Spoletto, Spoletto (Itália), 1975; I Bienal Latino-Americana - Retrospectiva 1962 a 1978, São Paulo, 1978; Tradição e Ruptura: Síntese de Arte e Cultura Brasileiras, na Fundação Bienal de São Paulo, 1984; Eros e Thanatos, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, 1988; Obras Para Ilustração do Suplemento Literário, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1993; Paisagens Imaginárias, na Galeria de Arte da Hebraica, São Paulo, 1996.
Exposições Individuais:
1963 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Ambiente
1964 - São Paulo SP - Individual, na Galeria São Luiz
1966 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Chelsea
1967 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Chelsea
1972 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Cosme Velho
1977 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Cosme Velho
1980 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Cosme Velho
1974 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Arte Global
1976 - Assunción (Paraguai) - Individual, no Centro de Estudos Brasileiros
1976 - Toronto (Canadá) - Individual, na Informall Art Gallery
1980 - Ribeirão Preto SP - Individual, na Casa da Cultura
1984 - São Paulo SP - Individual, na Artescultura Galeria
1984 - São Paulo SP - Individual, na Associação do Ministério Público do Estado de São Paulo
1986 - Quito (Equador) - Individual, no Colégio de Arquitetos de Pichincha
1987 - Brasília DF - Individual, na Performance Galeria de Arte
1987 - Penápolis SP - Individual, Itaugaleria
1988 - Guarujá SP - Individual, na Galeria do Centro Municipal Cultural do Guarujá
1990 - Belo Horizonte MG - Individual, na Novotempo Galeria de Arte
1996 - São Paulo SP - Guilherme de Faria: pinturas, na A Hebraica
Exposições Coletivas:
1963 - São Paulo SP - 1ª Exposição do Jovem Desenho Nacional, na Fundação Armando Álvares Penteado. Faculdade de Artes Plásticas
1964 - Belo Horizonte MG - 1ª Exposição do Jovem Desenho Nacional, no Museu de Arte da Pampulha
1965 - São Paulo SP - 1ª Exposição Jovem Desenho Nacional do MAC/USP, na Faap
1967 - São Paulo SP - 9ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1967 - Nova York (Estados Unidos) - Coletiva de Artistas Brasileiros, na Zegri Gallery
1969 - São Paulo SP - 1º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1971 - São Paulo SP - 3º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1973 - São Paulo SP - Brasil/Hoje/50 Anos Depois, na Galeria Collectio
1974 - São Paulo SP - 6º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/RJ
1975 - Spoletto (Itália) - 6 Gravadores Brasileiros, no Festival de Spoletto
1975 - Toronto (Canadá) - Coletiva, na Informal Gallery
1976 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria Arte Global
1977 - São Paulo SP - 9º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1978 - Rio de Janeiro RJ - 18ª Exposição Arte e Pensamento Ecológico, na Biblioteca Euclides da Cunha
1978 - São Paulo SP - 1ª Bienal Latino-Americana - Retrospectiva de suas obras 1962/1978
1978 - São Paulo SP - 16ª Arte e Pensamento Ecológico, na Cetesb
1979 - Buenos Aires (Argentina) - Trienal del Grabado
1979 - Tóquio (Japão) - 25 Contemporary Brazilian Artists
1980 - Buenos Aires (Argentina) - Pintores Populares y 3 Grabadores de Brasil, no Instituto Nacional de Bellas Artes
1980 - Flórida (Estados Unidos) - Five From Brazil, no Boca Raton Center For The Arts Inc.
1980 - São Paulo SP - 12º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1983 - Munique (Alemanha) - Litografias, na Galeria da Varig
1984 - São Paulo SP - Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal
1987 - São Paulo SP - 20ª Exposição de Arte Contemporânea, na Chapel Art Show
1988 - São Paulo SP - Eros e Thanatos, na Pinacoteca do Estado
1992 - Santo André SP - Litogravura: métodos e conceitos, no Paço Municipal
1993 - São Paulo SP - Exposição Luso-Nipo-Brasileira, no MAB/Faap
1993 - São Paulo SP - Obras para Ilustração do Suplemento Literário: 1956 - 1967, no MAM/SP
1996 - São Paulo SP - Mostra do Acervo, na Sudameris Galleria
1996 - São Paulo SP - Paisagens Imaginárias, na Galeria de Arte da Hebraica
1998 - São Paulo SP - Impressões: a arte da gravura brasileira, no Espaço Cultural Banespa-Paulista
1999 - São Paulo SP - Litografia: fidelidade e memória, no Espaço de Artes Unicid
Sobre o curador:
SÉRGIO PIZOLI (São Paulo-SP, 1950)
Formado em Letras pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Assis, 1972;
Pós-graduado em Comunicações e Semiótica pela PUC - São Paulo, 1979.
Pós- graduado em Política e Administração Cultural, nível Especialização, convênio PUC - São Paulo e Ministério da Cultura, 1986. Qualificações:
Vinte anos de experiência como programador e produtor cultural junto a empresas privadas e órgãos públicos. Produções realizadas na Pinacoteca do Estado SP, Museu da Casa Brasileira SP, Centro Cultural Correios Rio, FIESP, MASP, Paço das Artes – USP etc. Experiência em gerenciamento de mostras de artes plásticas e afins, com ênfase nas áreas de curadoria, produção e pesquisa. Realizações no SESC SP, Bienal de SP, Casa França Brasil, BankBoston, CAIXA Cultural, no Brasil; Fundação Vieira da Silva e Fundação Gulbenkian, em Lisboa, Portugal; Centro Cultural do BID, Washington D.C., USA e outros.
Também montou diversas exposições e organização de acervos; desde 1993, Curador e Conservador de Arte sobre Papel da Biblioteca José e Guita Mindlin. Amplo conhecimento da produção plástica e gráfica brasileira com contatos em todos os segmentos do meio artístico e de produção. Exposições individuais realizadas com os artistas: Maria Leontina, Darel, Sérgio Camargo, Ianelli, Renina Katz, Amílcar de Castro, Geraldo de Barros etc., além de exposições temáticas e coletivas sobre arte popular, produção gráfica e de jovens artistas.
Produção: GLATT & YMAGOS
SERVIÇO:
Exposição ‘Guilherme de Faria - Obra Gráfica’
Abertura para convidados e imprensa, e demonstração da produção de litografia em atelier aberto com o artista: dia 17 de julho de 2010, às 11h
Palestra e visita guiada com o artista: 14 de agosto de 2010, sábado, às 11hs
Datas: 17 de julho a 29 de agosto de 2010
Horário de visitação: de terça-feira a domingo, das 9h às 21h.
Local: CAIXA Cultural São Paulo (Sé) - Galeria Humberto Betetto - Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo/SP
Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400
Acesso para pessoas com necessidades especiais
Entrada: franca
Recomendação etária: livre
Patrocínio: Caixa Econômica Federal