Essa é, imagino, a exposição que levará mais de um milhão de visitantes ao Instituto Tomie Ohtake.
Além da importância do artista na pintura universal, sua mística cria curiosidade em torno de sua vida tanto quanto a de seus trabalhos.
Uma belíssima mostra, com um acervo eclético dentro do universo de Salvador Dali, completada por mais sete trabalhos que não constavam na edição do CCBB do Rio de Janeiro, apresenta obras em vários suportes como também de diversas fases, e é completada por fotos, vídeos de seus filmes e entrevistas.
Minha impressão de Salvador Dali é a de que dentro de sua efervescência mental, de onde tirava seus magníficos trabalhos, criou e viveu uma "persona" exuberante, um dandi surrealista de bigodes hipnóticos que com sua mulher Gala viviam um vida idílica.
As reportagens dizem ser essa a mais completa exposição de Salvador Dali no Brasil, mas se não me falha a memória, estive em uma no MASP nos anos 70/80 que apresentava várias outras obras icônicas do artista
Esse é um passeio que não se pode perder, pois é a oportunidade de se rever ou apresentar aos nossos filhos esse artista magnífico que às crianças pode encantar e aos adultos causar reflexões. Esta foi a terceira vez em curto espaço de tempo que tive a oportunidade de apreciar obras de Dali, sendo que a primeira foi na Caixa Cultural, com a exposição Dali - A Divina Comédia, onde foram apresentados os desenhos que ilustraram uma das edições da obra de Dante e a segunda na mostra Tauromaquia na FAAP, que nos trazia suas ilustrações ao tema.
Firebird Suite - 11. Berceuse: L'Oiseau de feu - Igor Stravinsky
Abaixo das imagens, o "press-release" fornecidos pela assessoria de imprensa do Instituto Tomie Ohtake.
Apresenta
Salvador
Dalí
Abertura:
dia 18 de outubro de 2014, das 11h às 15h (convidados)
Visitação:
de 19 de outubro de 2014
a 11 de janeiro de 2015
O
Instituto Tomie Ohtake, responsável pela organização da maior retrospectiva de
Salvador Dalí (1904-1989) já feita no país, traz agora a mostra para a sua sede.
Salvador Dalí, em São Paulo , apresenta, no
entanto, algumas novidades em relação à temporada carioca: além dos trabalhos já
apresentados no Rio de Janeiro, compõem a mostra paulista cinco novas obras
provenientes da Fundação Gala-Salvador Dalí e outras duas do Museu Reina Sofia,
instituições detentoras de 90% dos trabalhos expostos. As obras que foram
incluídas substituem alguns dos trabalhos da coleção do Museu Salvador Dalí, da
Flórida (EUA).
Dentre
essas sete obras do mestre do surrealismo que estarão exclusivamente em cartaz
no Instituto Tomie Ohtake está o valioso e pequeno óleo sobre madeira "O
espectro do sex-appeal" (1934). Do tamanho de meia folha de papel, atribui-se à
pequena pintura a forma como Dalí plasmou, de modo concreto, o temor pela
sexualidade. "Desnudo" (1924), que pertenceu a Federico García Lorca, "Homem com
a cabeça cheia de nuvens" (1936), de profunda carga simbólica, com referência
explícita a René Magritte e "O piano surrealista" (1937), fruto de sua
colaboração com os Irmãos Marx, estão também entre os trabalhos incluídos.
Acompanha
a exposição no Instituto Tomie Ohtake um catálogo especial, que aborda a
totalidade das peças então apresentadas – 218, assim como sua recepção crítica
entre escritores e especialistas de grande renome, como Eliane Robert Moraes,
Paulo Miyada, Veronica Stigger.
A
retrospectiva de Dalí, com curadoria de Montse Aguer, diretora do Centro de
Estudos Dalinianos da Fundação Gala-Dalí, foi organizada para convidar o público
a mergulhar por um universo onírico, simbólico e fantasioso. O conjunto de peças
é formado por 24 pinturas, 135 trabalhos entre desenhos e gravuras, 40
documentos, 15 fotografias e quatro filmes. O espectador terá contato com a
produção de Dalí desde os anos 1920 até seus últimos trabalhos, proporcionando
ao visitante uma clara percepção de sua evolução, não só
técnica, mas de suas influências, recursos temáticos,
referências ideológicas e simbolismos.
Será possível ver as
telas do período de sua formação como pintor - além de "Desnudo", já citado,
“Retrato de meu pai e casa de Es Llaner”, de 1920, “Retrato de minha irmã”, de
1925, e “Autorretrato cubista", de 1926. Tais pinturas, além de marcarem o
início da pesquisa de Dalí, também dão mostras de sua vasta e instigante
produção de retratos, que, em suas diferentes interpretações e abordagens,
acompanham a metamorfose de um trabalho marcado pelo questionamento sobre a
realidade.
A fase surrealista, que deu fama mundial ao
catalão, será retratada em telas que apresentam seu método paranóico-crítico de
representação, com obras muito significativas como “O Sentimento de Velocidade”,
(1931), “Monumento imperial à mulher-menina” (1929), “Figura e drapeado em uma
paisagem” (1935) e “Paisagem pagã média” (1937).
O público também poderá
conferir a contribuição de Dalí para a sétima arte. Os filmes O cão andaluz (1929) e
A idade do ouro (1930), codirigidos
por Salvador Dalí e Luís Buñel, e Quando
fala o coração (1945), de Alfred Hitchcock, cujas cenas do sonho foram
desenhadas pelo artista, serão exibidos dentro do espaço expositivo,
apresentando um pouco mais da diversidade e da linguagem adotada pelo artista.
Além disso, duas mostras de cinema acontecem em paralelo à
exposição: a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, em
outubro, que exibirá os filmes O cão andaluz (1929) e A idade do ouro (1930), em suas versões
integrais, e o Museu da Imagem e do Som (MIS) organizará a mostra Surrealismo no Cinema, entre os dias 16
e 21 de dezembro (a programação poderá ser consultada pelo site www.mis-sp.org.br, mais
próximo à data da mostra).
O acervo, por sua vez,
apresenta documentos e livros da biblioteca particular de Dalí, provenientes do
arquivo do Centro de Estudos Dalinianos, que dialogam com as pinturas
proporcionando ao visitante uma viagem biográfica e artística pela carreira do
pintor. É o caso
dos títulos Imaculada Conceição
(1930), de André Breton e Paul Eluard, e Onan (1934),
de
Georges Hugnet. As raridades tiveram seus frontispícios assinados por Salvador
Dalí e retratam as bases do surrealismo na literatura.
O conjunto conta ainda com as ilustrações
feitas para os clássicos da literatura mundial, como Dom Quixote de La Mancha , de Miguel de Cervantes, e
Alice no País das Maravilhas, de
Lewis Carrol. Merecem destaque os desenhos que ilustram o livro Cantos de Maldoror (1869), de Isidore
Lucien Ducasse (mais conhecido como Conde de Lautréamont), autor de grande
referência entre os jovens surrealistas. É possível reconhecer nesses desenhos,
por exemplo, as muitas figuras recorrentes na obra de Dalí, como objetos
cortantes, muletas, corpos mutilados etc. Eliane Robert Moraes, em texto que
acompanha o catálogo da exposição, diz que, movidos por uma crescente revolta
pós-guerra, esses artistas “viram na
violência poética de Ducasse uma alternativa para seus dilemas estéticos e
existenciais”.
“Queremos mostrar o Dalí surrealista, mas
também aquele que se antecipa ao seu tempo, que é audacioso, que defende a
liberdade de imaginação do artista em sua própria criação. Ao mesmo tempo, a
mostra passeia pela trajetória artística e pessoal de Salvador Dalí”, explica
Montse
Aguer, curadora da exposição. “Após a visita, todos
entenderão sua importância como artista, não só no surrealismo, mas na história
da arte. Isso significa uma importante ligação com a arte
contemporânea, enquanto Dalí parte de uma profunda
compreensão e respeito pela tradição”, conclui.
Para trazer o acervo ao
Brasil, o Instituto Tomie Ohtake participou de uma longa negociação com os
museus envolvidos. “Foram
cinco anos de muitas tentativas e conversas com os detentores das grandes
coleções de Dalí, para se concretizar as exposições do artista no Brasil, pela
primeira vez com pinturas, e com maior concentração na fase surrealista”, revela
Ricardo Ohtake, presidente da instituição.
Segundo
Ohtake, o Instituto tem se destacado por realizar uma programação múltipla e
independente, possível graças ao apoio de empresas que acreditam no poder da
cultura e da arte na formação do país. “São parcerias que construímos em cada
projeto” afirma. No caso da exposição de Dalí, foi fundamental o patrocínio
em São
Paulo , da Arteris, do IRB Brasil RE e da Vivo, o co-patrocínio
da Atento e do Banco do Brasil e o apoio da BrasilCap, BrasilPrev, dos Correios,
do Grupo Segurador BB Mapfre e da Prosegur.
Exposição:
Salvador Dalí
Inauguração:
dia 18 de outubro de 2014, das 11h às 15h
Visitação:
19 de outubro de 2014
a 11 de janeiro de 2015
De terça
a domingo, das 11h às 20h
Livre -
Entrada
gratuita por sistema de senhas: distribuição das 10h às 18h (terça a domingo) na
entrada do Instituto Tomie Ohtake; no máximo duas senhas por pessoa, com opção a
três horários de visitação, 11h, 14h e 17h, e somente para o dia em que forem
retiradas; última entrada, às 18h.
Instituto
Tomie Ohtake
Av.
Faria Lima 201 (Entrada pela Rua Coropés 88) - Pinheiros SP
Metrô
mais próximo - Estação Faria Lima/Linha 4 - amarela
Fone:
11 2245
1900
De terça
a domingo, das 11h às 20h
Informações
à Imprensa
Pool de
Comunicação – Marcy Junqueira / Martim Pelisson
Fone:
11
3032 1599
Difícil comentar sem ter ido ver ainda. As mostras no T. Ohtake sao sempre imperdíveis e diferenciadas. Fiquei morrendo de vontade de visitar essa exposição e conferir novamente todo o talento do Dali. Verei sem falta!
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