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domingo, 1 de abril de 2012

Teimosia da Imaginação – dez artistas brasileiros

Uma bela mostra, resultado da parceria do Instituto Tomie Ohtake com o Instituto do Imaginário do Povo Brasileiro, que nos apresenta obras de artistas que praticam a arte primitiva ou popular com citações da arte "naiif".

Este tipo de representação artística nunca foi minha escola favorita, mas esta mostra conseguiu reunir artistas e peças de rara beleza, agradáveis de se ver, que relaxaram essa minha indisposição.

Com uma produção e montagens invejáveis, este evento deveria criar em alguns curadores ou produtores de exposições ou mostras o desejo de fazer um estágio no Instituto Tomie Ohtake, pois assim aprenderiam como se deve apresentar ao público obras de arte.

Que nem jiló - Luiz Gonzaga



Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do Instituto Tomie Ohtake.

Wilson Pimenta

Este sim é um artista inserido totalmente na escola "naiif", apesar das cores mais discretas. Mostra cenas do cotidiano da vida no campos e da vida selvagem.
Este quadro abaixo, "Dona dos Peixes", é de uma beleza inesperada em obras desta vertente.
Surpreendentemente, o artista apresenta uma pequena série de arte erótica, retratando um bacanal, em que nada nos ofende.


Antônio da Dedé

Com tocos de mato e restos de madeira realiza esculturas às quais enche de vida com suas cores.



Isabel Mendes da Cunha


Uma fada da argila, que com suas mãos e depois suas cores faz do barro um ser vivo.


Cicero Alves dos Santos ( Véio)


Outro que utiliza restos de toco, estes sem nenhuma montagem ou encaixe de outras peças, transforma mato seco em seres da imaginação.
Tem também pequenas peças esculpidas, com detalhes de grande precisão em seus cortes.
A foto abaixo ilustra o folder da mostra.


Aurélio do Santos

Diferente dos pintores "naiif", sua cores são sombrias e não representam pessoas, sempre mostrando cenários e paisagens solitárias ou arabescos.


Getúlio Damado


Esculturas feitas com lixo tecnológico, embalagens vazias, válvulas hidráulicas, tampas de garrafas entre outros.


Francisco Graciano

Suas esculturas partindo de cortes em troncos, acrescidas de cor, constroem figuras do folclore.



Jadir João Egídio 

Com entalhes precisos em grandes toras, constrói totens que contam estórias.


José Bezerra

Também trabalha com tocos e troncos entalhados, onde cria figuras transportadas de seu imaginário.


Manoel Galdino de Freitas

Utilizando a milenar técnica de moldar a argila, cria além das figuras do cangaço, seres e cenas imaginárias, carregadas de um certo surrealismo. Há uma provocante representação de Lampião, quase que messiânica em sua beleza.


Teimosia da Imaginação – dez artistas brasileiros

Exposição, livro e documentário trazem a obra e o pensamento de cada um destes mestres da arte de raiz
Abertura da exposição, lançamento dos documentários e do livro:
Dia 28 de março, às 20h, no Instituto Tomie Ohtake
Uma iniciativa do *Instituto do Imaginário do Povo Brasileiro, com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, este projeto, apresentado em três linguagens – documentário, exposição e livro –, reúne 10 nomes de uma cena da arte brasileira conhecida como “popular”, mas cuja nomenclatura ainda se discute para melhor representar uma produção que brota da cultura de raiz. Daí o interesse em investigar a criação poética deste fazer artístico pela potência do imaginário de seus autores.
Antonio de Dedé, Aurelino, Francisco Graciano, Getúlio Damado, Izabel Mendes, Jadir João Egídio, José Bezerra, Manoel Galdino, Nilson Pimenta e Véio são os protagonistas de “Teimosia da Imaginação – dez artistas brasileiros”. Registrar universos singularmente iluminados pela expressão dos próprios artistas oriundos de várias regiões brasileiras pautou a seleção dos nomes que compõem o projeto. Por isso, entre os dez, nove estão em atividade, somente Manoel Galdino teve seus depoimentos captados antes de sua morte.
A exposição, em parceria com o Instituto Tomie Ohtake, e o livro, coedição com a Editora WMF Martins Fontes, são duas grandes realizações do Instituto do Imaginário do Povo Brasileiro, entidade criada para preservar e promover a produção artística de origem popular brasileira. As obras tanto do livro quanto da mostra pertencem a acervos de importantes museus, como Pinacoteca do Estado, Museu Afro Brasil, Memorial da América Latina, Museu do Folclore RJ, Museu do Pontal RJ e Fundação Cartier (Paris), além de destacadas coleções particulares, como a de Gilberto Chateaubriand.
Com curadoria de Germana Monte-Mór e curadoria-adjunta do crítico Rodrigo Naves, a mostra traz cerca de dez trabalhos referenciais de cada um destes mestres, além de exibir os documentários. Por sua vez, o livro, com prefácio também de Rodrigo Naves, texto e entrevistas dos artistas editadas pela historiadora Maria Lucia Montes, é ilustrado com fotos que mostram as obras e os autores em seus respectivos locais de vida e trabalho.
Os documentários produzidos pela Pólo de Imagem, em parceria com a TAL e a TV Cultura, em 10 episódios, farão também parte da programação da emissora brasileira. Com direção executiva de Malu Viana Batista, os filmes revelam o processo, a obra e a personalidade de cada um dos artistas, constituindo-se de raro registro desta arte que muito tem a ser investigada. Em todos os episódios (26 minutos, livre) a trilha sonora é de Lívio Tratenberg, contudo a direção tem assinaturas de diferentes cineastas: Claudio Assis - Francisco Graciano, Manoel Galdino e Getúlio Damado; Cecília Araújo - Nilson Pimenta e Antônio de Dedé; Hilton Lacerda - José Bezerra e Izabel Mendes; Rodrigo Campos - Jadir João Egídio e Aurelino; e Adelina Pontual - Veio.
Segundo Naves, na obra destes dez artistas, cidade e campo, ensinamento e experiência, loucura e relação serena com o meio, procedimentos modernos e técnicas tradicionais deixam de se pautar por parâmetros claros e excludentes, embora também se mantenham. “No mais das vezes, porém, eles se encavalam, se sobrepõem de maneira mais ou menos violenta, dando origem a trabalhos de arte que guardam a lembrança dessas relações complicadas e imperfeitas”, completa.
Já Maria Lucia Montes aponta algumas pistas que possibilitam esboçar o perfil do universo deste elenco. “No artista, a imaginação e o imaginário que o sustenta se dão a ver na obra criada, mas se mostram também na sua fala que revela o lusco-fusco do devaneio e do sonho que o conduzem à criação, na forma em que sua mão molda o barro, distribui as cores das tintas ou entalha a madeira, na atenção do seu olhar, no esforço de concentração ao aplicar o instrumento de trabalho à matéria de sua criação, na exuberância ou contenção dos seus gestos, na música com que os faz acompanhar, traduzindo às vezes em forma de canção a evocação nostálgica de uma memória ou a alegria de um corpo exultante que canta e dança o sentido da invenção do mundo e de si mesmo...”,
EXPOSIÇÃO
Teimosia da Imaginação – dez artistas brasileiros
Curadoria: Germana Monte-Mór e Rodrigo Naves
Visitação: de 29 de março a 13 de maio 2012
De terça a domingo, das 11h às 20h
Entrada franca
Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima 201, entrada pela Coropés 88 – Pinheiros - SP
Fone: 11.2245-1900
Informações à Imprensa
Marcy Junqueira e Martim Pelisson/ Instituto Tomie Ohtake
Tel: 11.3032-1599
LIVRO
Título: Teimosia da imaginação – dez artistas brasileiros (edição bilíngue)
Autor: Instituto do Imaginário do Povo Brasileiro
Editora WMF Martins Fontes
Prefácio: Rodrigo Naves
Textos: Maria Lucia Montes
Fotos: Germana Monte-Mór
R$ 120,00 Nº de páginas: 320
ISBN: 978-85-7827-550-5
Informações à Imprensa Felipe Teixeira / Editora WMF Martins Fontes
Tel.: 11. 3293.8182 / 11 9120.9167 e-mail: felipe@wmfmartinsfontes.com.br
PROGRAMAÇÃO TV CULTURA
De 04/04 a 02/05, às quartas-feiras, às 23h30, e reprise aos domingos, às 15h.
estreia
reprise
episódios
1
04/04
08/04
1 - JOSÉ BEZERRA – Coisas Que Esses Olhos Me Mostram
2 - VÉIO – Sertão Esculpido na Madeira
2
11/04
15/04
3 - MANOEL GALDINO – Tudo é Folclore
4 - FRANCISCO GRACIANO – Eu Olho e Eu Vejo
3
18/04
22/04
5 - AURELINO - Sombra Viva
6 - IZABEL MENDES – Mãos que Moldam um Mundo
4
25/04
29/04
7 - ANTONIO DE DEDÉ – Dias Transparentes
8 - NILSON PIMENTA – A Caminho de Tudo
5
02/05
06/05
9 - JADIR JOÃO EGÍDIO – Caso Com a Madeira
10 - GETÚLIO DAMADO – A Arte é Reciclagem
Informações à Imprensa
Guilherme Mariano /TV Cultura
Tel: 11. 2182-3457 / e-mail: guilhermemariano@tvcultura.com.br
Sobre os Artistas:
Antonio de Dedé (Antonio Alves dos Santos)
1953, Lagoa da Canoa - AL
Filho mais velho de cinco irmãos, começou a acompanhar o pai no trabalho de carpintaria e roçado das fazendas da região aos oito anos de idade. Dedé atribui a sua arte a um “dom”, surgido a partir do olhar e vontade de recriar, da sua maneira, o trabalho do pai. Suas esculturas, conforme Naves “reproduzem a relação amorosa entre homens e animais, o lirismo entre todos os seres deste mundo”.
Aurelino (Aurelino dos Santos)
1942, Salvador, BA
Aurelino dos Santos trabalha com pintura. Suas paisagens surpreendem pela geometria singular de planos, formas e cores. Trabalha em sua casa nos arredores de Ondina, em Salvador. Em suas obras, a original geometria parece buscar ordenação no caos da vida da cidade grande. Caminha pelas ruas e recolhe materiais que inspiram a sua obra.
Francisco Graciano
1965, Juazeiro do Norte, CE
Brejo Santo, cidadezinha perto de Juazeiro do Norte, vive Francisco Graciano, também conhecido como Mozinho dos Bonecos, filho do artista Manuel Graciano. É na tranquilidade de um sítio onde mora, que ele transforma as formas dos bichos em esculturas. Hoje vive de sua arte, mas antes trabalhou na roça e em pedreira. Manuel Graciano consagrou-se escultor e Francisco, embora tenha iniciado pelo caminho do pai logo encontrou uma linguagem própria, autoral. Além de esculpir na madeira leva para a tela a mesma temática dos animais e do sertão.
Getúlio Damado
1955, Espera Feliz – MG
O mineiro chegou ao Rio no fim de 1970, aos 15 anos. Com o nome de sua cidade natal batizou o pedaço de calçada em Santa Teresa, onde ergueu seu mundo artístico, que transforma sucata em arte. No bairro carioca, Getúlio construiu sua oficina de trabalho, o conhecido bonde amarelo, que funciona como ateliê, loja e depósito. Além dos bondes em miniatura que viraram marca registrada, produz bonecos, caminhões, pássaros, cavalos, pinturas e poesias.
Dona Izabel (Izabel Mendes da Cunha)
1924, Itinga, Vale do Jequitinhonha – MG
Suas consagradas bonecas de barro, criadas desde 1978, alcançaram as exposições pelo Brasil desde a década de 80. Filha de paneleira e de pai lavrador, Dona Izabel confere fisionomias expressiva às mulheres caboclas, brancas ou negras que esculpe. Conhecida por compartilhar seu conhecimento, sua “escola” já foi assimilada por muitos, particularmente pelas filhas, Maria Madalena e Glória, e pela neta, Andréa Pereira de Andrade (1981).
Jadir João Egídio
1933, Divinópolis – MG
A grande repercussão da escultura de G.T.O., na década de 1960, estimulou outros artistas de Divinópolis, como é o caso de Jadir. Da meninice na área rural, transferiu-se em 1960 para a cidade, onde trabalhou como carroceiro até 1977. Desde então, exerce o ofício de escultor, especialmente criando, a partir da madeira, esculturas de santos, figuras da cultura regional e de pessoas próximas. Com autonomia formal, confere uma religiosidade própria em suas obras.
José Bezerra
1952, Buique – PE
Sua casa no Vale do Catimbau, no sertão de Pernambuco, é rodeada por um ateliê ao ar livre, com inúmeros totens e esculturas de madeira, encantando os viajantes que passam por lá. Bezerra interfere pouquíssimo em sua matéria-prima, pois segundo ele, nela já está revelada a imagem que deverá se tornar. Com a intervenção de um facão, grosa, formão e serrote em árvores caídas, pedaços de troncos e raízes, ele retrata as mais diversas figuras, desde cabeças de gente, carros de boi, animais, tudo que faz parte do seu universo.

Manoel Galdino de Freitas
1924, São Caetano – PE / 1996, Alto do Moura – PE
Em 1940, Galdino muda-se para Caruaru (PE), onde passa a trabalhar em olaria, fazendo telhas e tijolos. Nas horas vagas, se distrai modelando figuras de barro, entre elas a de Judas, para as brincadeiras de malhação da Semana Santa. Em 1974 volta para Alto do Moura onde se torna um dos mais fecundos ceramistas. Seu repertório é composto por monstros e personagens como Lampião-Sereia e São Francisco Cangaceiro. Manuel Galdino morre no Alto do Moura, em 1996.
Nilson Pimenta
1956, Caravelas – BA
O artista passa a infância em Mato Grosso e percorre várias localidades trabalhando como peão, lavrador e cortador de cana, antes de ir morar em Cuiabá, em 1978. Começa a desenhar com lápis de cor e, a partir de 1980 passa a pintar. A pintura levou-o a trabalhar, depois de guarda-vigilante, como supervisor do Ateliê Livre da Universidade Federal de Mato Grosso. Os temas que representa podem ir desde um casamento no Pantanal até os crimes em série do “motoboy” paulistano. Participou da Bienal Naïfs do Brasil (1988 e 2000) e da “Mostra do Redescobrimento” Brasil 500 (2000).
Véio (Cícero Alves dos Santos)
1948, Nossa Senhora da Glória – SE
De família de lavradores, Véio começou a esculpir em cera de abelha e logo depois em madeira, até hoje a sua matéria fundamental de expressão. Com um sentido de volume muito peculiar, ele equilibra em uma única escultura vários elementos. Na rodovia Engenheiro Jorge Neto, que passa em frente ao seu sítio, figuras em tamanho natural contam histórias do dia-a-dia no campo.
*Instituto do Imaginário do Povo Brasileiro
A entidade criada em 2006 é resultado da união de um conjunto de pessoas interessadas em preservar, valorizar e difundir o conhecimento do imaginário do povo brasileiro por meio de programas de pesquisa, educação e divulgação. O Instituto do Imaginário do Povo Brasileiro tem como proposta investigar a dimensão estética das diferentes expressões do conhecimento popular, tendo como base a narrativa, os processos e a poética da criação. Para isso busca promover, realizar, patrocinar e incentivar exposições, cursos, seminários, palestras, conferências e pesquisas artísticas e culturais, edição e difusão de textos, monografias, livros, revistas em meios diversos, e estabelecer intercâmbios artísticos e culturais com entidades congêneres do país e estrangeiras.
TEIMOSIA DA IMAGINAÇÃO – DEZ ARTISTAS BRASILEIROS
Lançamento livro, documentários e abertura da exposição
28 de março de 2012, às 20h
Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima 201, entrada pela Coropés 88 – Pinheiros - SP
Fone: 11.2245-1900
Exposição de terça a domingo, das 11h às 20h, até 13 de maio de 2012. Entrada franca.
Informações à Imprensa
Marcy Junqueira e Martim Pelisson
Tel: 11.3032-1599






quinta-feira, 29 de março de 2012

MARCO MAGGI – Desinformação funcional, desenhos em português

Impressionante instalação feita com 350.000 folhas de sulfite A4 divididas em montinhos de 500, que tem em seu topo cortes delicados que constroem um figura tridimensional empolgante, quase que um origami em cada folha.
Há também pequenas colagens com a mesma veia poética, que alegra e instiga.
De cortes e gravações tão precisas que parecem serem feitos a lazer, a partir de um desenho ou projeto do artista.
Estas obras seriam muito bem vindas em minha casa.

Delicada - Tereza Cristina e Grupo Semente

Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do Instituto Tomie Othake.

 Marco Maggi, Incubadora, 2012, Instalação sobre o chão com 351.400 folhas A4 recortadas, dimensões variáveis_2, Cortesia Galeria Nara Roesler

Marco Maggi, Kitchen slides, 2009, Painel de slides com 108 folhas de alumínio Reynolds de 35mm, 60,96 x 45,72 cm,, Cortesia Galeria Nara Roesler

Marco Maggi, Kodak Square, 2012, Carrossel de slides Kodak, 25 cm, foto Marti Cormand, Cortesia Galeria Nara Roesler

Marco Maggi, Mosaic, 2009, Lápis sobre nove azulejos de argila, 60,96 x 45,72 cm,, Cortesia Galeria Nara Roesler


INSTITUTO TOMIE OHTAKE


APRESENTA

MARCO MAGGI – Desinformação funcional, desenhos em português
Abertura: 7 de março, às 20h – até 13 de maio de 2012
O Instituto Tomie Ohtake realiza mostra inédita de Marco Maggi (Montevideu, 1957), consagrado artista uruguaio que vive entre Nova York e Montevideu, conhecido dos brasileiros principalmente por sua participação na 25ª Bienal Internacional de São Paulo e nas 3ª e 4ª edições da Bienal do Mercosul. Para Maggi, estamos fundando “a sociedade da informação desfuncional: a realidade se faz ilegível; e as artes visuais, invisíveis”.
Desinformação funcional, desenhos em português reúne 12 trabalhos realizados entre 2008 e 2012, entre os quais duas instalações que ilustram uma singular poética a favor do tempo, da dúvida e do devaneio. “Desenhar se parece com escrever em um idioma que não se lê, sou um promotor de pausas e minha intenção é sugerir uma mudança de protocolo que permita fazer visível o tempo”, afirma.
A mostra propõe um itinerário de 700 escalas, compostas de agrupamentos de folhas de papel abundantes e incisões sutis que estabelecem uma trama espacial a um só tempo compasso, topografia e desenho. O conjunto de trabalhos revela insólitas maneiras de operar o desenho: ora construídos por cortes sobre 500 folhas A4 emolduradas em caixa de acrílico, ora feitos a lápis sobre azulejos de argila, ou a grafite sobre a folha de grafite, entre várias outras estratégias e materiais. “Todo meu trabalho fica no limiar entre duas e três dimensões: a gravura e o desenho, o plano e a instalação, a linha que corta o papel e a micro escultura”, explica Maggi.
Segundo ele, deixar de entender e sentir-se inseguro é uma forma de reduzirmos a velocidade de nossas decisões e multiplicarmos a nossa atenção, sermos delicados e mais cuidadosos. “Esta mostra é um escândalo lento, uma detenção que pretende estimular a nossa frágil simpatia pelo insignificante”, completa.
Além de seu vídeo Micro & Soft on Macintosh Apple, em cartaz permanente no MoMA, em New York, a obra do artista vem sendo exibida amplamente nos Estados Unidos, Europa e América Latina, desde 1998. Entre as exposições estão: No Idea, MoLAA, Long Beach, EUA (2012); Optimismo Radical, Fundación NC, Bogotá (2011); Poetics of the Handmade, Museum of Contemporary Art, Los Angeles, CA, EUA (2007); Doubtful Strait, TEOR/éTica Foundation, San José and Alajuela, Costa Rica (2006); Gyroscope, Hirshhorn Museum and Sculpture Garden, Washington DC, EUA (2006); Drawing from the Modern 1975-2005, Museum of Modern Art, New York (2005), The Fifth Gwangju Biennial, Korea (2004); The San Juan Triennial, Puerto Rico (2004); VIII Bienal de Havana , Cuba (2003).
Os trabalhos de Maggi pertencem a importantes coleções públicas e privadas como: MoMA, New York; Whitney Museum of American Art, New York; The Daros Collection, Zurich, Suíça; Patricia Phelps de Cisneros Collection, New York; Kemper Museum of Contemporary Art, Kansas City; Museum of Contemporary Art, Los Angeles; Museum of Fine Arts, Boston; Hirshhorn Museum and Sculpture Garden, Washington DC.
Exposição: Marco Maggi – Desinformação funcional, desenhos em português
Abertura: 7 de março de 2012, às 20h (convidados)
Até 13 de maio de 2012, de terça a domingo, das 11h às 20h – entrada franca
Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) - Pinheiros SP Fone: 11.2245-1900
Informações à Imprensa
Marcy Junqueira – Pool de Comunicação
Contato: Martim Pelisson / Fone: 11.3032-1599



sexta-feira, 25 de novembro de 2011

FERNANDO BOTERO - DORES DA COLÔMBIA NO MUBE

Uma exposição com obras mais recentes sob a temática da violência e das mazelas da Colômbia.

Apesar da contrariedade da embaixadora sobre o tema, dito por ela no discurso de abertura da mostra, há toda uma realidade exposta e escancarada, que espero já seja passado e que Botero possa ver seu país novamente na estabilidade política, econômica e perfeitamente democrática.

Com traços, talvez já cansados, ainda trazem toda a carga emocional do instante; a violência retratada incomoda mas também mostra o inconformismo do povo colombiano com a situação de medo, imposta por poucos mas com o poder das armas adquiridas com o dinheiro do narcotráfico.

Ouvi um comentário durante a visitação em que foi citado a série "Os horrores da guerra" de Goya, fiquei chocado com a aparente bobagem, mas depois de uma breve reflexão pude perceber um paralelo, ainda que distante. Será que o artista tinha isso em mente quando quis registrar os horrores do terrorismo na realidade de sua terra? Fica a questão para que cada um tire suas conclusões.

O artista vivo com as obras mais valiosas entra para história após ter criado uma estética única pela qual será sempre lembrado.

Já tinha visto duas grandes retrospectivas de Botero, no MASP e no Museu Nacional de Belas Artes em Buenos Aires, onde foram mostradas obras que abrangiam toda sua carreira, diferente desta que se atém num único tema.


Tempo - Lucio Dalla

Abaixo das imagens, em alta definição, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do MUBE.










“DORES DA COLÔMBIA no Mube”
Aori e Circuito cultural Bradesco seguros trazem a capital coleção de obras políticas assinadas por Fernando Botero

Depois do sucesso da edição realizada em 2007 no Memorial da América Latina, a exposição “Dores da Colômbia” está de volta a São Paulo
A Colômbia tem orgulho de expressar seu anseio por liberdade através da arte. “Dores da Colômbia” reflete as dores da humanidade. Botero se refere à Colômbia para ilustrar suas angústias sobre a própria condição humana. Em nosso país, essas dores foram a base para a construção de uma sociedade justa” –
Maria Elvira Pombo Holguin, Embaixadora da Colômbia no Brasil
De volta a São Paulo, a individual do pintor colombiano Fernando Botero “Dores da Colômbia” retorna a capital no dia 25 de novembro e segue em cartaz até 08 de janeiro de 2012, no MuBE (Museu Brasileiro da Escultura), zona oeste da capital. A iniciativa - que conta com o patrocínio do Grupo Bradesco Seguros - reúne 67 obras doadas pelo artista colombiano Fernando Botero ao Museu Nacional da Colômbia entre 2004 e 2005. “Sempre quis trazer essa coleção de volta ao Brasil. O conjunto dessa obra mostra como a arte pode denunciar a violência e propõe uma reflexão sobre a sociedade”, diz a produtora executiva da Aori, Denise Carvalho, responsável pelo retorno da mostra ao País.
As seis aquarelas, 36 desenhos e 25 pinturas, que já percorreram várias cidades europeias e latino-americanas, mostram os abusos sofridos pelo povo colombiano como consequência da ação de grupos guerrilheiros, políticos e paramilitares. O conflito que resultou no exílio de 1,5 milhão de colombianos nas últimas décadas é ao mesmo tempo um movimento social que busca as bases para a justiça no país.
Embora retrate uma situação trágica de um período bem determinado, Botero criou as composições com pinceladas de cores vibrantes capazes de atrair e envolver cada vez mais pessoas de todo o mundo no drama colombiano e de outros países que vivem conflitos sociais.
“Dores da Colômbia” dialoga com uma corrente artística que vincula a arte à política. Dentro desse contexto encontramos outros mestres importantes que imprimiram discurso e fatos históricos em suas telas. Francisco Goya, com “Desastres da Guerra” e Pablo Picasso com “Guernica”, recriam a sua maneira, atos cometidos durante períodos de turbulência vividos em seus países.
A mostra tem curadoria do próprio Museu Nacional da Colômbia, localizado em Bogotá. De acordo com a diretora do Museu, Maria Victoria Robayo, o conjunto se integra ao programa de exposições itinerantes que tem como um de seus objetivos fazer um apelo à consciência para evitar que os horrores da guerra se repitam.
“Botero disse várias vezes que, apesar de não residir na Colômbia há mais de 40 anos, sente-se muito próximo de seu povo. Trata-se de um convite à reflexão sobre as circunstâncias dolorosas que violam os direitos humanos”, explica Maria.
Em 2012, “Dores da Colômbia” tem como destino as capitais Porto Alegre e Belo Horizonte, janeiro e abril respectivamente.
A passagem pelas três capitais brasileiras da exposição “Dores da Colômbia” faz parte do Circuito Cultural Bradesco Seguros, que apresenta para o público brasileiro um calendário diversificado de eventos artísticos com espetáculos nacionais e internacionais de grande sucesso, em diferentes áreas culturais como dança, música erudita, artes plásticas, teatro, concertos de música, exposições, etc.
• Fernando Botero: Pintor e escultor colombiano nascido em Medellín, no ano de 1932, é um dos artistas mais prestigiados da América Latina e tem peças expostas nos mais importantes museus internacionais. Entre as suas obras mais conhecidas estão as releituras bem-humoradas e satíricas de “O Casal Arnolfini”, de Jan van Eyck, e “Mona Lisa”, de Leonardo da Vinci. Em ambas, figuras humanas e animais são pintados de forma arredondada e estática. Esse padrão estético é a marca registrada do artista que através de sua arte, tornou-se o embaixador cultural da Colômbia pelo mundo. Botero é um dos artistas renomados latino americanos ainda vivo e atualmente, mora na França.
• Aori Produções Culturais: A Aori foi criada em 2002, pela produtora executiva Denise Carvalho. A empresa desenvolve, gerencia e produz conteúdos culturais, como projetos de exposições e edições de livros nas áreas de patrimônio cultural brasileiro, temas sociais e artes visuais. Seus trabalhos primam pelo critério de suas escolhas, qualidade do planejamento à execução, e sofisticação dos resultados. www.aori.com.br
· MUSEU BRASILEIRO DA ESCULTURA (MuBE) Desenvolve extensa e diversificada programação cultural, com exposições, cursos, seminários, palestras e recitais de piano. São realizadas, em média, vinte e cinco exposições/ano, abrindo espaço para novos talentos, além de apresentar mostras de artistas renomados, nacionais e internacionais.
O Museu recebe, aproximadamente, 150.000 visitantes por ano. As exposições contam com visitas monitoradas para crianças, estudantes, grupos de terceira idade e público em geral.

O MuBE conta com apoio institucional de 3M, Stella Artois, Kettel One e BMW, viabilizado via ProAC / Governo do Estado de São Paulo.
• Serviço
“Dores na Colômbia” | São Paulo:
Abertura: 24 de novembro de 2011.
Visitação: 25 de novembro de 2011 a 08 de janeiro de 2012.
Local: MuBE (Museu Brasileiro da Escultura) | Av. Europa, 218 – Jardim Europa São Paulo
Dias: Terça a domingo das 10h às 19h
(11) 2594-2601 - mube@mube.art.br
Entrada Gratuita
• Próximas Capitais | 2012
-Porto Alegre – de 20 de janeiro a 08 de março de 2012.
-Belo Horizonte – de 18 de abril a 02 de junho de 2012.
Realização: Aori Produções Culturais
Apoio: Avianca e Associação dos Amigos do Museu Nacional da Colômbia
Patrocínio: Bradesco Seguros
Assessoria de Imprensa Aori Produções:
Baobá Comunicação Cultura e Conteúdo
Tel.: [11] 3482-2510 • 3482-6908
Informações para Imprensa
Alfredo Cesar de Souza – alfredo@sacomunicacao.com
(11) 3054-3336/ 9954-6684
Rogério Araújo – rogerio@sacomunicacao.com
(11) 3054-3338/ 8015-0060