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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

FERNANDO BOTERO - DORES DA COLÔMBIA NO MUBE

Uma exposição com obras mais recentes sob a temática da violência e das mazelas da Colômbia.

Apesar da contrariedade da embaixadora sobre o tema, dito por ela no discurso de abertura da mostra, há toda uma realidade exposta e escancarada, que espero já seja passado e que Botero possa ver seu país novamente na estabilidade política, econômica e perfeitamente democrática.

Com traços, talvez já cansados, ainda trazem toda a carga emocional do instante; a violência retratada incomoda mas também mostra o inconformismo do povo colombiano com a situação de medo, imposta por poucos mas com o poder das armas adquiridas com o dinheiro do narcotráfico.

Ouvi um comentário durante a visitação em que foi citado a série "Os horrores da guerra" de Goya, fiquei chocado com a aparente bobagem, mas depois de uma breve reflexão pude perceber um paralelo, ainda que distante. Será que o artista tinha isso em mente quando quis registrar os horrores do terrorismo na realidade de sua terra? Fica a questão para que cada um tire suas conclusões.

O artista vivo com as obras mais valiosas entra para história após ter criado uma estética única pela qual será sempre lembrado.

Já tinha visto duas grandes retrospectivas de Botero, no MASP e no Museu Nacional de Belas Artes em Buenos Aires, onde foram mostradas obras que abrangiam toda sua carreira, diferente desta que se atém num único tema.


Tempo - Lucio Dalla

Abaixo das imagens, em alta definição, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do MUBE.










“DORES DA COLÔMBIA no Mube”
Aori e Circuito cultural Bradesco seguros trazem a capital coleção de obras políticas assinadas por Fernando Botero

Depois do sucesso da edição realizada em 2007 no Memorial da América Latina, a exposição “Dores da Colômbia” está de volta a São Paulo
A Colômbia tem orgulho de expressar seu anseio por liberdade através da arte. “Dores da Colômbia” reflete as dores da humanidade. Botero se refere à Colômbia para ilustrar suas angústias sobre a própria condição humana. Em nosso país, essas dores foram a base para a construção de uma sociedade justa” –
Maria Elvira Pombo Holguin, Embaixadora da Colômbia no Brasil
De volta a São Paulo, a individual do pintor colombiano Fernando Botero “Dores da Colômbia” retorna a capital no dia 25 de novembro e segue em cartaz até 08 de janeiro de 2012, no MuBE (Museu Brasileiro da Escultura), zona oeste da capital. A iniciativa - que conta com o patrocínio do Grupo Bradesco Seguros - reúne 67 obras doadas pelo artista colombiano Fernando Botero ao Museu Nacional da Colômbia entre 2004 e 2005. “Sempre quis trazer essa coleção de volta ao Brasil. O conjunto dessa obra mostra como a arte pode denunciar a violência e propõe uma reflexão sobre a sociedade”, diz a produtora executiva da Aori, Denise Carvalho, responsável pelo retorno da mostra ao País.
As seis aquarelas, 36 desenhos e 25 pinturas, que já percorreram várias cidades europeias e latino-americanas, mostram os abusos sofridos pelo povo colombiano como consequência da ação de grupos guerrilheiros, políticos e paramilitares. O conflito que resultou no exílio de 1,5 milhão de colombianos nas últimas décadas é ao mesmo tempo um movimento social que busca as bases para a justiça no país.
Embora retrate uma situação trágica de um período bem determinado, Botero criou as composições com pinceladas de cores vibrantes capazes de atrair e envolver cada vez mais pessoas de todo o mundo no drama colombiano e de outros países que vivem conflitos sociais.
“Dores da Colômbia” dialoga com uma corrente artística que vincula a arte à política. Dentro desse contexto encontramos outros mestres importantes que imprimiram discurso e fatos históricos em suas telas. Francisco Goya, com “Desastres da Guerra” e Pablo Picasso com “Guernica”, recriam a sua maneira, atos cometidos durante períodos de turbulência vividos em seus países.
A mostra tem curadoria do próprio Museu Nacional da Colômbia, localizado em Bogotá. De acordo com a diretora do Museu, Maria Victoria Robayo, o conjunto se integra ao programa de exposições itinerantes que tem como um de seus objetivos fazer um apelo à consciência para evitar que os horrores da guerra se repitam.
“Botero disse várias vezes que, apesar de não residir na Colômbia há mais de 40 anos, sente-se muito próximo de seu povo. Trata-se de um convite à reflexão sobre as circunstâncias dolorosas que violam os direitos humanos”, explica Maria.
Em 2012, “Dores da Colômbia” tem como destino as capitais Porto Alegre e Belo Horizonte, janeiro e abril respectivamente.
A passagem pelas três capitais brasileiras da exposição “Dores da Colômbia” faz parte do Circuito Cultural Bradesco Seguros, que apresenta para o público brasileiro um calendário diversificado de eventos artísticos com espetáculos nacionais e internacionais de grande sucesso, em diferentes áreas culturais como dança, música erudita, artes plásticas, teatro, concertos de música, exposições, etc.
• Fernando Botero: Pintor e escultor colombiano nascido em Medellín, no ano de 1932, é um dos artistas mais prestigiados da América Latina e tem peças expostas nos mais importantes museus internacionais. Entre as suas obras mais conhecidas estão as releituras bem-humoradas e satíricas de “O Casal Arnolfini”, de Jan van Eyck, e “Mona Lisa”, de Leonardo da Vinci. Em ambas, figuras humanas e animais são pintados de forma arredondada e estática. Esse padrão estético é a marca registrada do artista que através de sua arte, tornou-se o embaixador cultural da Colômbia pelo mundo. Botero é um dos artistas renomados latino americanos ainda vivo e atualmente, mora na França.
• Aori Produções Culturais: A Aori foi criada em 2002, pela produtora executiva Denise Carvalho. A empresa desenvolve, gerencia e produz conteúdos culturais, como projetos de exposições e edições de livros nas áreas de patrimônio cultural brasileiro, temas sociais e artes visuais. Seus trabalhos primam pelo critério de suas escolhas, qualidade do planejamento à execução, e sofisticação dos resultados. www.aori.com.br
· MUSEU BRASILEIRO DA ESCULTURA (MuBE) Desenvolve extensa e diversificada programação cultural, com exposições, cursos, seminários, palestras e recitais de piano. São realizadas, em média, vinte e cinco exposições/ano, abrindo espaço para novos talentos, além de apresentar mostras de artistas renomados, nacionais e internacionais.
O Museu recebe, aproximadamente, 150.000 visitantes por ano. As exposições contam com visitas monitoradas para crianças, estudantes, grupos de terceira idade e público em geral.

O MuBE conta com apoio institucional de 3M, Stella Artois, Kettel One e BMW, viabilizado via ProAC / Governo do Estado de São Paulo.
• Serviço
“Dores na Colômbia” | São Paulo:
Abertura: 24 de novembro de 2011.
Visitação: 25 de novembro de 2011 a 08 de janeiro de 2012.
Local: MuBE (Museu Brasileiro da Escultura) | Av. Europa, 218 – Jardim Europa São Paulo
Dias: Terça a domingo das 10h às 19h
(11) 2594-2601 - mube@mube.art.br
Entrada Gratuita
• Próximas Capitais | 2012
-Porto Alegre – de 20 de janeiro a 08 de março de 2012.
-Belo Horizonte – de 18 de abril a 02 de junho de 2012.
Realização: Aori Produções Culturais
Apoio: Avianca e Associação dos Amigos do Museu Nacional da Colômbia
Patrocínio: Bradesco Seguros
Assessoria de Imprensa Aori Produções:
Baobá Comunicação Cultura e Conteúdo
Tel.: [11] 3482-2510 • 3482-6908
Informações para Imprensa
Alfredo Cesar de Souza – alfredo@sacomunicacao.com
(11) 3054-3336/ 9954-6684
Rogério Araújo – rogerio@sacomunicacao.com
(11) 3054-3338/ 8015-0060

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Extremos: fotografias na coleção da Maison Européene de la Photographie – Paris

Faz muito tempo que São Paulo não é brindada com um exposição de fotos dessa magnitude.

Espetacular, é a única definição que posso dar, pois temos oportunidade de ver reunidas, se não numa mostra original, obras de artistas ícones no mister da fotografia, alguns já incensados no panteão dos mestres.

Com fotos posadas ou instantâneos de situações reais e momentâneas, mostram o ser humano no seu melhor e no seu pior momento, nos extremos da angustia, desesperança, do dissabor, mas também em seu extremo de beleza e bem estar.

As fotos contém toda carga emocional do momento, magistralmente captadas pelos artistas. Momentos que transcendem uma época, se eternizando.

Vemos algumas fotos que expõem o extremo final, a morte, ou de seus diversos instrumentos.

Reparei que só há uma única foto do primeiro extremo, o nascimento, pensei que os curadores só imaginam o fim como o único extremo, ou a explosão de sexualidade e a perfeita forma física.
Acho que também deveriam lembrar que a perfeita forma intelectual é o apogeu, ou o "extremo" de qualquer ser pensante.

Abaixo das imagens, o "press-release" fornecidos pela assessoria de imprensa do IMS.




Baião Malandro - Egberto Gismonte


Sprays químicos protegem este bombeiro da alta temperatura das chamas. Campo petrolífero Greater Burhan, Kuwait, 1991.

Sebastião Salgado © Sebastião Salgado/ Amazonas imagens



Sue, Debbie, Berlim, 1993

25/34 Photographes © Ralf Marsault/ Heino Müller



Da série Surfistas de trem, Rio de Janeiro, 1990

Rogério Reis © Rogério Reis



Da série O Invisível, 1976

Claudia Andujar © Claudia Andujar



Da série The Last Resort, New Brighton, 1983-1985

Martin Parr © Martin Parr/ Magnum/ Latinstock



Estética do limite é abordada em exposição de fotografias no Instituto Moreira Salles de São Paulo

Mostra reúne imagens de importantes fotógrafos brasileiros e internacionais da coleção da Maison Européene de La Photographie, de Paris


O Instituto Moreira Salles, em parceria com a MEP - Paris, abre no dia 20 de setembro, às 19h30, a exposição Extremos: fotografias na coleção da Maison Européene de la Photographie – Paris. Com curadoria de Milton Guran, coordenador do FotoRio, e de Jean-Luc Monterosso, diretor da MEP, e com a colaboração de Sergio Burgi, coordenador de fotografia do IMS, a mostra reúne 100 imagens que representam situações extremas da história, das sociedades, dos indivíduos e dos costumes ao longo dos últimos 65 anos, todas registradas pelas lentes de grandes nomes da fotografia mundial.

Na exposição, serão exibidas fotografias que, em seu tempo e a seu modo, tornaram-se ícones de situações extremas ao registrar o belo, o transcendente, entre outros temas que marcam a contemporaneidade. “Nossa época, que ama todos os tipos de excesso, a desmedida, o moralmente inadmissível, o horror, parece ter esgotado todos os recursos da emoção e do desejo de ver. Por meio dessa coleção, temos diante de nós não um espetáculo do pior, mas uma antologia do extremo, uma estética que só o pêndulo da história poderia, num ou noutro momento, representar”, explicam os curadores.

Deve-se ressaltar que, no período delimitado pelos trabalhos reunidos nesta exposição, ocorreram transformações radicais no âmbito da cultura e da comunicação, o que alterou a percepção que temos hoje do mundo e, consequentemente, da fotografia. “É nesse contexto de permanente transformação da fotografia que esta exposição deve ser apreciada, tanto por aquilo que traz de icônico e emblemático, quanto, por outro lado, pelo que eventualmente revela como fugaz e transitório, em função da própria dinâmica da vida, dos costumes e das culturas”, explica Sergio Burgi.

A exposição Extremos: fotografias na coleção da Maison Européene de la Photographie – Paris foi organizada a partir do acervo da MEP (que possui uma coleção de mais de 25 mil fotografias originais) e exposta durante o Mois de la Photo (Mês da Foto) de 2010, em Paris. A mostra ficou em cartaz no centro cultural do IMS no Rio de Janeiro de junho a agosto deste ano.

Veja a lista completa de fotógrafos que compõem a exposição (ordem alfabética): 25/34 Photographes, Alberto Ferreira, Andres Serrano, Ansel Adams, Bernard-Pierre Wolff, Bettina Rheims, Bill Brandt, Bruce Davidson, Claude Alexandre, Claudia Andujar, Claudia Jaguaribe, Christine Spengler, David Nebreda, Diane Arbus, Don McCullin, Duane Michals, Edward Weston, Elliott Erwitt, Emmet Gowin, Fouad Elkoury, Gabriele Basilico, George Dureau, George Robert Caron, Helmut Newton, Henri Cartier-Bresson, Irving Penn, Jean Depara, Jean-Philippe Charbonnier, Jeanloup Sieff, Joel-Peter Witkin, Larry Clark, Manuel Álvarez Bravo, Marc Riboud, Martial Cherrier, Martin Parr, Miguel Rio Branco, Neil Armstrong, Oumar Ly, Pierre et Gilles, Pierre Molinier, Pierre Verger, Raphaël Dallaporta, Raymond Depardon, Richard Avedon, Robert Frank, Robert Mapplethorpe, Rodrigo Braga, Roger F. Ballen, Rogério Reis, Sebastião Salgado, Seymour Jacobs, Shomei Tomatsu, Tony Ray-Jones, Touhami Ennadre, Valérie Belin, Vik Muniz.

Extremos: fotografias na coleção da Maison Européene de La Photographie – Paris

184 pp.

21 x 26 cm

ISBN 978-85-86707-69-8

R$75,00

Exposição Extremos: fotografias na coleção da Maison Européene de La Photographie – Paris

Vernissage: 20 de setembro de 2011, às 19h30

Exposição: de 21 de setembro a 27 de novembro de 2011

Horário de visitação: de terça a sexta-feira, das 13h às 19h

Sábados e domingos, das 13h às 18h

Entrada franca.

Classificação: 14 anos

Instituto Moreira Salles - São Paulo

Rua Piauí, 844, 1° andar, Higienópolis.

Tel.: (11) 3825-2560

Nathalia Pazini
Instituto Moreira Salles
(11) 3371-4490
www.ims.com.br

http://twitter.com/imoreirasalles

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Saul Steinberg – As aventuras da linha

Foi aberta na Pinacoteca, sábado 03/09/2011, uma bela exposição com obras do cartunista e ilustrador americano Saul Steinberg, com obras de diversos períodos de sua criação.

Foi também pintor e escultor com obras expostas em vários museus e galerias do mundo, sem se fixar em um único gênero artístico.

Os trabalhos apresentados carregam em seus traços uma fina ironia, quando não uma ácida critica aos usos e costumes americanos das décadas do pós-guerra, expondo e explorando suas idiossincrasias.

Os traços, aparentemente simples, carregam uma enorme simbologia, fazendo com que gastemos algum tempo a apreciá-los.

Abaixo das imagens, o "press-release" com as informações sobre a mostra e o artista, fornecidos pela assessoria de imprensa da Pinacoteca.





Englishman in New York - Sting









Saul Steinberg – As aventuras da linha

A Pinacoteca do Estado de São Paulo e o Instituto Moreira Salles apresentam a exposição Saul Steinberg. As aventuras da linha, com cerca de 110 desenhos do consagrado artista gráfico pertencentes ao acervo da Saul Steinberg Foundation. A mostra, organizada em parceria com a Pinacoteca do Estado de São Paulo, tem curadoria da historiadora Roberta Saraiva e apresenta obras produzidas por Steinberg entre os anos 1940 e 1950. Para essa exposição, foram restaurados 43 trabalhos.

Em Saul Steinberg: as aventuras da linha, são apresentadas obras que destacam o momento em que Steinberg se torna um artista internacional. Para isso, foram escolhidos trabalhos que fizeram parte de três importantes exposições: a primeira, Fourteen Americans, coletiva organizada pelo MoMA, em 1946; a segunda, uma mostra individual inaugurada em Nova York, em 1952, nas galerias Sidney Janis e Betty Parsons; e a terceira, uma exposição montada pelo Museu de Arte de São Paulo (Masp), também em 1952. Segundo a curadora Roberta Saraiva, “Aqueles que só conhecem o Steinberg da New Yorker ficarão surpresos com a exposição”.

Saul Steinberg ficou conhecido por, usando às vezes uma única linha, questionar em seus desenhos o papel das rotinas, a vida que levamos. A exposição revela ainda um pouco da lógica do trabalho do artista: o aspecto “serial” de sua criação. “Steinberg costumava trabalhar um tema ou motivo até esgotá-lo, produzindo longas séries de variações gráficas”, explica Roberta Saraiva. A mostra reúne, portanto, um número generoso de cowboys, trens, monumentos fictícios, pássaros, gatos e bichos sem nome, mulheres em casacos de pele, desfiles, desenhos de arquitetura, bombardeios e falsos documentos (passaportes e diplomas com assinaturas ilegíveis, selos e carimbos que Steinberg colecionava).

Em Saul Steinberg: as aventuras da linha, também estão expostos os desenhos murais que o artista criou para a Trienal da Milão, de 1954. São quatro desenhos em rolos de papel em formato ousado e proporções arquitetônicas que até então nunca foram expostos em conjunto: A linha, com 10 metros de comprimento, Tipos de arquitetura, com 7 metros, Litorais do Mediterrâneo, com 5 metros, e Cidades da Itália, com 3 metros. Todos possuem cerca de 45 cm de altura. Também integram a mostra dois trabalhos com inspiração brasileira: Pernambuco, uma mistura de personagens, bichos e motivos locais; e Grande Hotel de Belém, ambos realizados não propriamente no Brasil, mas a partir de desenhos de anotação e de cartões-postais colecionados por Steinberg durante uma viagem pelo país em 1952.


Steinberg no Brasil

Essa será a segunda vez que a obra de Steinberg será exposta no Brasil. Em setembro de 1952, o Museu de Arte de São Paulo (Masp) inaugurou uma exposição individual do artista, com uma variação da mostra inaugurada em Nova York, em janeiro do mesmo ano, nas galerias Sidney Janis e Betty Parsons. A vinda da obra de Steinberg ao Brasil na década de 1950 foi possível pela amizade do artista com Pietro Maria Bardi, então diretor do Masp, e os irmãos Cesare e Victor Civita. Bardi, assim como Steinberg, havia colaborado, na década de 1930, com a revista Il Settebello, quando ambos ainda moravam na Itália. É dessa época também a aproximação de Steinberg com os irmãos Civita, que atuavam no mercado editorial italiano. Anos mais tarde, Cesare se tornou agente de Steinberg. Foi ele quem agenciou as primeiras publicações de desenhos de Steinberg em revistas, como a The New Yorker. Foi devido a Cesare também que a revista carioca Sombra publicou uma seleção de desenhos de Steinberg, reproduzidos na capa e no miolo do seu primeiro número, em 1940. Foi a primeira revista do mundo a publicar um desenho de Steinberg em sua primeira página.

Catálogo Saul Steinberg. As aventuras da linha

O catálogo reúne as imagens das obras expostas, além de publicar pela primeira vez os desenhos que Steinberg fez sobre o Brasil. O artista veio ao país em 1952 por conta da abertura da exposição no Masp e, com sua esposa Hedda Sterne, viajou por Aparecida, Petrópolis, Salvador, Recife, Belém e Manaus, além de Rio de Janeiro e São Paulo, sempre registrando suas impressões em pequenos cadernos. No catálogo, a curadora Roberta Saraiva e o ilustrador Daniel Bueno fazem um diário de viagem de Steinberg no Brasil, tendo como base esses desenhos, assim como cartões-postais, bilhetes de viagem e outros itens, todos pertencentes ao acervo da biblioteca Beinecke, da Universidade de Yale.

O catálogo traz ainda um texto do crítico de arte Rodrigo Naves; uma entrevista de Steinberg cedida a Grace Glueck; um perfil do artista por Adam Gopnik, publicado na revista The New Yorker logo após a sua morte, em 1999; e um texto de 1952 do então professor da FAU-USP, Flavio Motta, publicado no jornal Diário de São Paulo, por ocasião da primeira mostra de Steinberg no Brasil.

Livro Reflexos e sombras:

Além do catálogo da mostra, o Instituto Moreira Salles publica Reflexos e sombras, livro de memórias de Saul Steinberg. A publicação nasceu de longas conversas entre o desenhista e o escritor e amigo italiano Aldo Buzzi, que depois as transcreveu e editou. O livro é dividido em quatro capítulos, nos quais Steinberg descreve as lembranças de sua infância na Romênia e de sua família; a viagem a Milão em 1933, onde estudou arquitetura e viveu sob o fascismo; sua emigração para os Estados Unidos em junho de 1942 e suas impressões sobre o país; e suas reflexões sobre a própria arte e o mundo artístico em geral.

Reflexos e sombras foi publicado pela primeira vez na Itália, em 2001, pela Adelphi Edizioni. Em 2002, o livro foi publicado em inglês pela Random House e agora, pelo IMS, tem sua primeira versão em língua portuguesa, com tradução de Samuel Titan Jr. A edição brasileira é a única amplamente ilustrada, com 63 imagens.



Sobre Saul Steinberg:

Saul Steinberg nasceu em 15 de junho de 1914, no lugarejo romeno de Râmnicul-Sarat. Seis meses mais tarde, sua família mudou-se para Bucareste, onde Steinberg passou toda a infância e a adolescência. Depois de um ano na Universidade de Bucareste, onde estudou filosofia e literatura, Steinberg foi para Milão para estudar arquitetura e completou sua graduação em 1940. Na cidade italiana, começou a publicar desenhos numa espécie de folhetim chamado Bertoldo, o que lhe valeu certa fama – em 1940, por exemplo, publicou alguns desenhos na revista Sombra, do Rio de Janeiro.

Em 1941, sob a ameaça do fascismo de Mussolini, Steinberg deixou a Itália, chegando aos Estados Unidos via Santo Domingo. Naturalizado em 1943, serviu no departamento de inteligência da marinha americana e no Office of Strategic Services (OSS) em missões na China, na Índia, no Norte da África e na Itália. Em 1944, casou-se com a pintora Hedda Sterne e estabeleceu-se em Nova York, onde obteve sucesso imediato, publicando prolificamente nas principais revistas do país, com destaque para a longa colaboração com a revista The New Yorker.

Steinberg compilou boa parte de sua produção em livros de desenhos que se tornaram clássicos do gênero, como All in Line (1945), The Art of Living (1949), The Passport (1954), The Labyrinth (1960), The New World (1965), The Inspector (1973) e The Discovery of America (1992). Ao mesmo tempo, realizou muitas exposições nos Estados Unidos e no exterior – inclusive no Brasil, onde exibiu seus desenhos no Museu de Arte de São Paulo em 1952. Sua obra foi tema de duas grandes retrospectivas: Saul Steinberg (1978), no Whitney Museum, e Saul Steinberg: Illuminations (2006), organizada pelo Frances Lehman Loeb Art Center, Vassar College. Saul Steinberg morreu em Nova York em 1999.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Rabisco - Um cachorro Perfeito

Espetáculo em cartaz no Teatro Anchieta do SESC Consolação, de uma companhia que usa várias técnicas, algumas que eu não conhecia, para desenvolver e contar sua história.

Inspirado no livro de Micheli Iacocca, conta as aventuras de um cachorro que ganha vida após ser desenhado por um menino.

Interessantíssimo os resultado da misturas das formas de apresentação, teatro de sombras, personagens no palco, e o cenário maquete filmado por micro-câmeras com projeção no fundo do palco das aventuras do cãozinho pela cidade.

Haveria um risco enorme desta mistura desandar, mas se ocorreu algum problema ou desencontro não foi percebido pela platéia, mostrando um resultado encantador.

Sua trilha sonora, diferente de outros espetáculos infantis, ficou muito centrada na Marcha Turca de Mozart, com uma execução de caminhão de gás ou aparelho de PABX, que acaba cansando um pouco. Quando foram utilizados os temas compostos para este peça, o resultado foi muito melhor, embalando o enredo num ritmo mais condizente com a trama.

Assistam o trailer colhido no blog da companhia, onde podemos perceber a beleza do resultado das experimentações.







RABISCO

SESC Consolação
Dia(s) 06/08, 13/08, 20/08, 27/08
Sábados, às 11h
O espetáculo conta, praticamente sem palavras, a história de Rabisco, um cãozinho desenhado por um menino, que, após ganhar vida e sair do papel, não é aceito por seu criador, por não ser bonito como este gostaria.Teatro Anchieta.


LIVRE
R$ R$ 8,00[inteira]
R$ R$ 4,00[usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante]
R$ R$ 2,00[trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes]

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Ordem Oculta de Bernardo Cid

Um dos grandes serviços prestados pela Caixa Cultural é a divulgação de trabalhos de artistas consagrados pela crítica, mas afastados do público.

Em suas exposições tive contato com profissionais de imenso valor, os quais ainda não conhecia e que acabei gostando instantaneamente.

Como foi o caso de Bernardo Cid. Sob a curadoria de Sérgio Pizoli são apresentados óleos, gravuras, desenhos, esculturas e objetos diversos que ilustram sua versatilidade magistral.

Gostei muito dos desenhos e gravuras, mas o que realmente me encantou foram as pinturas a óleo, em tons escuros sem serem sombrias, com uma carga potente de surrealismo e imagens do inconsciente.

O bônus da mostra é o magnífico catálogo, num primoroso trabalho de artes gráficas, que deve figurar em qualquer biblioteca que se preze.




Quebra pedra (Tom Jobim) - Mario Adnet



Abaixo das imagens o "press-release" fornecidos pela assessoria de imprensa da Caixa Cultural.










CAIXA CULTURAL SP APRESENTA A ORDEM OCULTA DE BERNARDO CID

Mais de cem peças formam um excepcional conjunto capaz de mostrar a grandiosidade do trabalho do artista

A Caixa Cultural São Paulo apresenta, entre os dias 23 de julho a 18 de setembro de 2011, a exposição “Fazer Arte - A Ordem Oculta de Bernardo Cid” com a curadoria de Sergio Pizoli e produção da Glatt & Imagos. A visitação da mostra é gratuita e conta com o patrocínio da Caixa Econômica Federal.

Composta por um conjunto de peças espalhadas em importantes acervos de instituições públicas e também por coleções particulares a mostra é considerada uma retrospectiva póstuma de Bernardo Cid (1925-1982), já que reúne 40 anos de trabalho artístico reverenciado por críticos e ocorre após quase três décadas do seu falecimento.

São mais de 100 peças expostas entre gravuras, desenhos, telas e esculturas, as quais, complementadas com as obras pertencentes ao acervo da família do artista, formam um excepcional conjunto capaz de mostrar a grandiosidade do trabalho do artista que, mesmo fora do circuito comercial, representa um grande expoente das artes plásticas brasileiras.

Apresentação

A exposição de Bernardo Cid homenageia um dos mais talentosos artistas plásticos das décadas de 60 e 70.

Autodidata, Cid começou a estudar pintura e desenho em 1945 e, já no início dos anos 50, passou a expor e receber o reconhecimento por meio de críticas e prêmios.

Seus cadernos e estudos em carvão, lápis e nanquim vêm comprovar que o desenho, como queria Mário de Andrade, é o fato(r) mais importante na produção artística.

Na gravura, onde se descobre excelente litógrafo, Cid ao sobrepor sobre as litografias, notícias e recortes de revistas e jornais usa e abusa da técnica da flotagem. Com isto, o artista retoma toda a tiragem e a renova, trabalhando-as, uma a uma.

Essa linguagem é magistralmente usada para criar peças de protesto durante os anos de repressão, que formam uma coleção exemplar desse período.

Sua pintura atravessa a nova figuração e, com o correr do tempo, vai aprimorando-se em telas de dimensões avantajadas, quase monocromáticas. O resultado plástico são duas séries de quadros extremamente entrosados na nova linguagem pictórica, exuberantes na construção dos seus personagens e temas e contrastantes na sua apresentação: uma série é totalmente terra e preto e a outra, fecunda, explode em azuis e verdes-água.

Artista:

Bernardo Cid (1925 - 1982) - Pintor, gravador, desenhista e escultor. Começa a pintar em 1945. Realiza em 1952, a 1ª. exposição individual na Galeria Ambiente, SP. Em 1959, com a escultura Jabuti, recebe o 1º. Prêmio de Escultura da Câmara Brasileira do Livro. Baseada nessa obra é concebida a estatueta do prêmio Jabuti, o mais antigo e prestigioso prêmio literário nacional. Nos anos 1960, participa do grupo Realismo Mágico, com Wesley Duke Lee (1931). No final daquela década, inicia trabalhos com um enfoque social, transitando do realismo mágico para um realismo com influências da pop arte.

Em 1968, integra o Grupo Austral, movimento artístico internacional sediado em Paris, ligado ao Phases. No ano seguinte é convidado por cineastas da National Film Board do Canadá para representar o artista brasileiro no documentário Comparaisons, veiculado pela TV Educativa.

Bernardo Cid participou do Salão Nacional de Arte Moderna, RJ, 1959; Bienal SP, 1959 e 1965; Salão Paulista de Arte Moderna, 1959 (Menção Honrosa, 1961; Prêmio Governador do Estado, 1968); Panorama da Arte Atual Brasileira, MAM SP, 1969 e 1976; Tradição e Ruptura: Síntese de Arte e Cultura Brasileiras, 1984; A Arte do Imaginário, Galeria Encontro das Artes, SP, 1985; 100 Obras Itaú, MASP, 1985; Bienal Brasil Século XX, Fund. Bienal -SP, 1994; Os Colecionadores - Guita e José Mindlin: Matrizes e Gravuras, FIESP,1998.

Curadoria: Sergio Pizoli

Produção: Glatt & Imagos

SERVIÇO:

Exposição “Fazer Arte - A Ordem Oculta de Bernardo Cid”

Abertura para convidados e imprensa: dia 23/07, às 11h e visita guiada com o curador às 12h

Visitação: de 23 de julho a 18 de setembro de 2011

Horário de visitação: de terça-feira a domingo, das 9h às 21h.

Local: CAIXA Cultural São Paulo (Sé) - Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo/SP

Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400

Acesso para pessoas com necessidades especiais

Entrada: franca
Recomendação etária: livre
Patrocínio: Caixa Econômica Federal

segunda-feira, 11 de julho de 2011

LOUISE BOURGEOIS: O RETORNO DO DESEJO PROIBIDO

Fui a esta exposição sem saber direito o que esperar, pois a única informação sobre Louise Bergeois que tinha é a escultura "Aranha" que está no MAM se São Paulo.

E está é uma obra que me incomoda, não consigo ainda definir o porque.

Mas tive uma grata surpresa, pois esta grande exposição nos permite conhecer vários aspectos de sua produção e seus múltiplos suportes e materiais.

Devido a sua longevidade, conviveu com vários expoentes das artes, tendo sido influenciada e influenciado vários deles.

Um ótimo passeio que nos faz parar e pensar, refletir e apreciar as obras ali exibidas.





Abaixo das imagens o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do Instituto Tomie Ohtake.


A ALIMENTAÇÃO, 2007, Guache sobre papel,60 x 45.7 cm

Casal IV, 1997, Tecido, couro, aço inox e plástico, 50.8 x 165.1 x 77.5 cm, Madeira e vidro Victorian vitrine 182.9 x 208.3 x 109.2 cm

A DESTRUIÇÃO DO PAI, 1974, Gesso, látex, madeira, tecido e luz vermelha, 93 58 x 142 58 x 97 78; 237.8 x 362.2 x 248.6 cm

Arco da Histeria, 1993, Bronze, pátina polida, peça suspensa, 83.8 x 101.6 x 58.4 cm

ESTUDO DA NATUREZA, 1984-2002, Borracha azul, 76.2 x 48.3 x 38.1 cm, Stainless steel base 104.1 x 55.2 x 55.2 cm

REJEIÇÃO, 2001, Tecido, aço e chumbo, 63.5 x 33 x 30.5 cm, Aluminum and glass vitrine 185.4 x 68.5 x 68.5 cm

ARTE COMO GARANTIA DE SANIDADE, 2000, Caneta em papel rosa, 11 x 8 12; 27.9 x 21.5 cm



LOUISE BOURGEOIS: O RETORNO DO DESEJO PROIBIDO

Abertura da Exposição: 07 de julho, às 20h – até 28 de agosto de 2011


Mesa Redonda, com o curador Philip Larratt-Smith, Eliane Robert Moraes e Cecília Almeida Salles (08 de julho), além de espetáculo de Denise Stoklos (23 e 24 de julho) completam a programação


A primeira grande individual de um dos mais emblemáticos nomes da arte no século XX chega à America do Sul por meio do Instituto Tomie Ohtake, responsável pela itinerância desta mostra, já realizada na Fundação Proa, em Buenos Aires (19/5 a 19/6 de 2011). Agora Louise Bourgeois: O Retorno do Desejo Proibido chega a São Paulo, com um número ainda maior de trabalhos. A exposição, que depois seguirá para o MAM – Rio de Janeiro, reúne um total de 112 obras – desenhos, objetos, pinturas, esculturas e instalações –, concebidas de 1942 a 2009. O conjunto constrói um amplo panorama da produção da artista franco-americana, nascida em Paris em 1911 e falecida recentemente (31 de maio de 2010), aos 98 anos, em Nova York

Com curadoria de Philip Larratt-Smith, organização do Studio Louise Bourgeois (Nova York) e realização do Instituto Tomie Ohtake, a mostra vincula a obra de Bourgeois a alguns dos conceitos mais importantes da psicanálise. A partir de mais de 1.000 folhas de papel, entre correspondências e escritos da artista, de 2004 e 2010, o curador investiga o legado psicanalítico em sua obra, na qual ela compartilha parte de traumas e desejos de cura. Este arquivo inédito, que detalha a relação de Bourgeois com o mundo exterior, confirma a centralidade da memória em seu processo criativo.

Composto de notas, registros de sonhos e anotações para esculturas, este repositório de textos, escritos no período em que a artista fez psicanálise, complementa os diários que manteve durante toda a vida. Segundo Larratt-Smith, os trabalhos de Bourgeois são formas que ela encontra para relacionar equivalentes plásticos a estados psicológicos. “Todas as obras foram escolhidas para destacar a persistente presença da psicanálise como força inspiradora e espaço de exploração em sua vida e obra”, diz o curador.

Imaginário autobiográfico, fantasmas do pai, ecos da infância, o ser mãe, a histeria, gênero e representação fálica, o fisiológico, a dimensão onírica e o inconsciente estão presentes em seus trabalhos que ativam um vocabulário ancorado em episódios de sua biografia, mas podem ressoar no corpo e na memória de qualquer espectador. Segundo Philip Larratt-Smith, os surrealistas encontraram uma via de acesso ao imaginário do sonho enquanto a espontaneidade do gesto dos expressionistas abstratos está ligada ao inconsciente, mas a arte de Bourgeois permite compreender de modo privilegiado a conexão entre o processo criativo e sua função catártica.

O curador destaca que, para Bourgeois, o artista, privado de poder na vida cotidiana, tem o dom da sublimação e se torna, portanto, onipotente durante o ato criativo, mas é também uma espécie de atormentado Sísifo, condenado a repetir o trauma infinitamente através da produção artística. Portanto, continua o curador, o processo criativo é assim uma forma de exorcismo, um modo de moderar as tensões e a agressão, um ato de catarse, além de ser, como a psicanálise, uma fonte de conhecimento. Ou ainda, como dizia a artista, “a arte é garantia de sanidade”.


Catálogo

LOUISE BOURGEOIS: O RETORNO DO DESEJO PROIBIDO


Por ocasião da exposição, será lançado pelo Instituto Tomie Ohtake em conjunto com Louise Bourgeois Studio um catálogo, com 480 páginas, em dois volumes, em um dos quais pela primeira vez se publica uma série de textos inéditos de Louise Bourgeois, sob a rigorosa seleção de Phillip Larratt-Smith. Estes escritos, amplamente citados, porém nunca antes reproduzidos, ilustram o pensamento da artista e seu vínculo com o processo psicanalítico. No outro volume está reunido o pensamento de destacados ensaístas e conhecedores da obra de Bourgeois, como o próprio curador, Donald Kuspit, Paul Verhaeghe e Julie de Ganck, entre outros, enriquecendo o viés psicanalítico que a exposição propõe (preço R$99,00).


Mesa Redonda

LOUISE BOURGEOIS: O RETORNO DO DESEJO PROIBIDO

08 de julho, às 19h (grátis)

Participação de Philip Larratt-Smith, Eliane Robert Moraes e Cecília de Almeida Salles

Philip Larratt-Smith é curador independente e escritor radicado em Nova York. Entre seus projetos anteriores estão “Larry Clark” (Fototeca de Cuba, Havana, Cuba, 2011); “Joan Mitchell” (Inverleith House, Edimburgo, Escócia, 2010); “Andy Warhol, Mr. America,” (Banco de la República, Bogotá, Colombia; Malba – Fundación Costantini, Buenos Aires, Argentina; e Pinacoteca de São Paulo, Brasil, 2009 – 2010); e “Louise Bourgeois: Uno y Otros,” (Centro de Arte Contemporáneo Wifredo Lam, Havana, Cuba, 2005). Já escreveu sobre artistas como Jenny Holzer, Milton Resnick, e Roni Horn. Nascido em Toronto, no Canadá, Larrat-Smith formou-se em literatura latina e grega, e em filosofia, na Universidade de Harvard, em 2003. No momento está preparando o volume completo dos escritos psicanalíticos de Bourgeois para publicação.

Eliane Robert Moraes é pesquisadora das relações entre literatura e erotismo, professora de Literatura Brasileira na FFLCH da Universidade de São Paulo (USP), e pesquisadora do CNPQ. Atua ainda como crítica literária, colaborando em jornais e revistas de São Paulo e do Rio de Janeiro. Entre suas publicações destacam-se diversos ensaios sobre o imaginário erótico nas artes e na literatura, e a tradução da História do Olho de Georges Bataille (Cosac & Naify, 2003). Publicou, dentre outros, os livros: Sade - A felicidade libertina (Imago, 1994), O Corpo impossível – A decomposição da figura humana, de Lautréamont a Bataille (Iluminuras/Fapesp, 2002), além de Lições de Sade – Ensaios sobre a imaginação libertina (Iluminuras, 2006).


Cecília Almeida Salles é mestre e doutora em Lingüística Aplicada e professora titular do Curso de Graduação Arte: História, Crítica e Curadoria e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica da PUC/SP, onde coordena também o Grupo de Pesquisa em Processos de Criação. É autora dos livros Gesto Inacabado (1998), Crítica Genética (2008) e Redes da Criação (2006), no qual ela analisa o processo de trabalho de vários artistas, entre os quais o de Louise Bourgeois.


Espetáculo de Denise Stoklos

LOUISE BOURGEOIS – FAÇO, DESFAÇO, REFAÇO

23 e 24 de julho, às 20h

Ingressos (grátis) devem ser retirados no Instituto Tomie Ohtake, de 12 a 22 de julho. O lugar estará garantido até 15 minutos antes da apresentação (150 lugares). Informações fone: 11.2245-1900.

Louise Bourgeois – Faço, Desfaço, Refaço de Denise Stoklos, antes de vir ao Brasil, em 2005, estreou no Teatro La Mama em NY, em fevereiro de 2000. Agora, por ocasião da exposição de Louise Bourgeois no Instituto Tomie Ohtake, a artista brasileira retoma especialmente o espetáculo em duas seções. Stoklos conviveu com Louise Bourgeois durante dois anos, quando pôde apreciar a sua relação com o crítico brasileiro Paulo Herkenhoff e com Jerry Gorovoy seu então assistente. “Vi cenas de convivências entre eles, de raríssimo esplendor”, afirma Stoklos. Foi através da fotógrafa australiana que ela conheceu os escritos de Louise Bourgeois que a levaram a querer incorporar a artista franco-americana. Depois, segundo Stoklos, o apoio de Herkenhoff foi essencial para tornar possível a realização do trabalho. “Tracey me apresenta, por viés, o monstro sagrado e Paulo convence, por voz ativa, a amiga a conceder em participar do empreendimento: montar uma peça com textos dela, eu “sendo” ela e com cenário de sua autoria”. Segundo a artista brasileira o seu processo, contudo, não é se disfarçar de Louise para usar o palco. “Uso textos dela que entendo que entendi e assim os apresento”, declara.

Ficha Técnica: Concepção, Tradução e Adaptação do texto, Dramaturgia, Direção, Coreografia, Figurino, Iluminação e Atuação: Denise Stoklos. Texto, cenário e música: Louise Bourgeois. Curadores (New York): Jerry Gorovoy e Paulo Hernkenhoff. Assistência de direção (New York): Wilson Lória. Fotografia, ambientação cênica, vídeo (NY. e Brasil): Thais Stoklos Kignel. Música especial: rap “OTTE” composto e interpretado por Louise Bourgeois com música de Satch Hoyt e Raimuntcho Matta. Iluminação: Marcel Gilber Assistência de direção (Brasil) e Produção: Patrícia Torres.


Exposição: LOUISE BOURGEOIS: O RETORNO DO DESEJO PROIBIDO

Abertura 07 de julho, às 20h (para convidados):

De 08 de julho a 28 de agosto, terça a domingo das 11h às 20h – entrada franca

Instituto Tomie Ohtake

Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) - Pinheiros SP Fone: 11.2245-1900

Informações à Imprensa

Marcy Junqueira – Pool de Comunicação

Contato: Martim Pelisson / Fone: 11.3032-1599

marcy@pooldecomunicacao.com.br / martim@pooldecomunicacao.com.br