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sexta-feira, 5 de abril de 2013

ESPELHOS DE PAPEL | Vik Muniz

Belíssimas colagens que demonstram o total domínio do artista em diversas técnicas, recriando obras icônicas da pintura universal.

Consegue, dentro dessa proposta, passar o impacto da obra original e as suas impressões e interpretações.

Trabalhos que expandem e extrapolam a mesmice que impera nas artes plásticas brasileiras, onde alguns artistas medíocres se dão uma importância irreal, assumindo uma capacidade ou competência que não possuem.

Vik Muniz não, é hoje um artista reconhecido e valorizado internacionalmente, que tem plena consciência de seu valor.

As peças expostas são as ampliações fotográficas das colagens que nos mostram todo seu esplendor. Normalmente essas ampliações grandiosas de obras com muitos pequenos detalhes expõem defeitos ou incongruências, o que não ocorre aqui, ao contrário realçam os detalhes, que quando vistos de longe apresentam todo o sentido das cenas.

Apesar de muito bem montada e com trabalhos estupendos, essa não é a maior mostra das obras de Vik Muniz em São Paulo após sua grande temporada no MASP, o Instituto Tomie Ohtake nos trouxe a exposição Relicário, que apresentava lindas obras em várias técnicas.

Uma pequena observação a fazer, as obras carecem de legendas, que me parece nos permitiriam melhor apreciá-las.



Vem morena vem - Jorge Ben

Abaixo das imagens e o "press-release" colhidos no site da assessoria de imprensa do evento.

The White Simphony

Ostritchh

After Breakfast

Virgin Lowres




 ESPELHOS DE PAPEL | Vik Muniz

Vik Muniz inaugura no dia 2 de abril, em São Paulo, a sua primeira mostra na galeria Nara Roesler, espaço que passou a representá-lo no Brasil desde o ano passado e no qual ele inicialmente estreou, em novembro último, no papel de curador, assinando uma coletânea dedicada à Op-art. Espelhos de papel, a nova exposição, com onze obras inéditas, é a primeira individual de Muniz no Brasil desde a histórica retrospectiva Vik, de 2009, que à epoca bateu os recordes de público do MAM carioca e do MASP paulista. As obras a serem apresentadas pertencem à nova série Imagens de Revista 2, na qual o artista vem trabalhando nos últimos dois anos. Tendo mais uma vez a fotografia como objeto final de sua produção, Vik volta a se apropriar dos fragmentos de revistas. Agora, no lugar dos pequenos discos regulares da série de 2003 (Imagens de Revista), ele utiliza papéis rasgados, criteriosamente escolhidos a partir de imagens de publicações variadas. “Elas precisam ser rasgadas para parecerem mais acidentais, como se tivessem caído ali como confetes”, diz ele sobre o processo de colagens. Vik Muniz joga com os limites da representação, recompondo imagens de obras referenciais que já fazem parte do repertório visual do espectador. A série atual parte do constante interesse do artista pelas ilusões de ótica e pelas brincadeiras, que ele diz explorar igualmente a sério. Vik conta que em visitas a museus observou que os espectadores, às vezes, se moviam para frente e para trás, numa espécie de transe, enquanto exploravam a fronteira mágica entre conceito e objeto. Para ele, justo nesse ponto de transição dá-se o encontro que considera o sublime em arte: “Esses são os momentos que contêm em sua transcendência a própria natureza da representação”. Em seu texto de apresentação da mostra Espelhos de papel, o jornalista Christopher Turner observa que, à primeira vista, as obras parecem familiares, uma galeria de imagens famosas, roubadas de outros artistas. “Mas quando olhadas de perto elas não são o que parecem”. Cada quadro é uma colagem composta por centenas de imagens artisticamente arrumadas de acordo com a gradação de cores: “Esse vertiginoso mosaico de imagens superpostas, que dissolvem o plano do quadro numa multiplicidade de pontos focais, foi escaneado e ampliado para que o espectador possa ver os cabelos, as fibras e até a celulose do papel cortado nas bordas”, escreve Turner. O conjunto de fotografias digitais C-print em grandes formatos, que constitui a montagem da Galeria Nara Roesler, foi selecionado pelo próprio Vik Muniz. A mostra Espelhos de papel inclui composições a partir das pinturas de Claude Monet (Vaso de flores), Gustave Coubert (A origem do mundo), Willem de Kooning (Mulher e bicicleta) e Wilhelm Eckersberg (Modelo feminino em frente ao espelho), entre outras. Os trabalhos foram produzidos nos estúdios do Brooklyn, em Nova York, e da Gávea, Rio de Janeiro, cidades entre as quais o artista se divide atualmente. Apropriando-se de matérias-primas como algodão, arame, açúcar, chocolate, diamante e até lixo para compor suas séries, Vik constrói uma obra original que provoca a percepção do público, sugerindo significações para imagens conhecidas. “Não importa o que se vê, mas como se vê”, ele diz. A série Imagens de Revista 2 foi inspirada no trabalho realizado por Vik Muniz em colaboração com catadores do Jardim Gramacho, o maior lixão do Rio de Janeiro, cujos dejetos originaram retratos clássicos em grande escala – além do documentário Lixo extraordinário, indicado ao Oscar. O artista traça um paralelo entre o lixo e o saturado mundo das imagens em que vivemos: “A sensação daquilo tudo na memória é similar ao lixo. Fazer um quadro com todos aqueles detritos é muito sintomático da maneira cheia de distrações como olhamos tudo hoje em dia”. Obras da série Imagens de Revista 2 têm sido exibidas em mostras internacionais com repercussão junto a críticos influentes. Sobre a individual de Vik Muniz na galeria Sikkema Jenkins & Company (Nova York, 2012), Roberta Smith escreveu para o jornal The New York Times. “É a impressão geral, trêmula, de superfícies que vibram, do excesso de detalhe, e da pintura sendo ativamente ultrapassada pela colagem, que prende os olhos. Essa fusão enlouquecida de matéria, mãos e lentes está sempre em jogo nas fotografias de Mr. Muniz, mas até esse momento não havia sido alcançada de forma tão firme”. Simultaneamente à mostra solo de Vik Muniz, a Galeria Nara Roesler apresenta, na programação paralela do projeto Roesler Hotel, a individual Atacama: 1234567 – da curadora chilena Alexia Tala, que traz pela primeira vez ao Brasil a obra do artista britânico Hamish Fulton.


O ARTISTA Vik Muniz (São Paulo, 1961) vive e trabalha em Nova York e no Rio de Janeiro. Sua obra transitou por distintos meios – escultura, desenho - antes de chegar à fotografia, objeto final das séries dos últimos anos. Descoberto pelo crítico de arte do jornal The New York Times, Charles Haggan, nos anos 90, quando estava radicado nos Estados Unidos, desde então o artista participou das mais importantes bienais mundiais, entre elas a 24ª Bienal de São Paulo (Brasil / 1998), a 49ª Bienal de Veneza (Itália / 2001) e a Bienal de Arte Contemporânea de Moscou, (Rússia / 2009). Vik realizou individuais e panorâmicas em diferentes países, sendo as mais recentes: Vik, no Centro de Arte Contemporânea de Málaga (Espanha / 2012); Relicário, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo (Brasil / 2011); e Vik Muniz, no Nichido Contemporary Art, em Tóquio (Japão / 2010). Foi o primeiro brasileiro convidado a participar como curador na nona versão do projeto Artist´s Choice (2008-2009), criado pelo MoMA de Nova York. Entre as mostras coletivas que integrou, destacam-se Swept away, no Museum of Arts and Design, em Nova York (2012); Pure paper, na galeria Rena Bransten, em São Francisco (2011); Fragments latino-américains, na Maison de l’Amérique Latine, em Paris (2010); e Surface tension, no Metropolitan Museum of Art, em Nova York (2009). O trabalho de Vik Muniz está presente nos acervos dos principais museus do mundo e já foi tema de livros publicados no Brasil e no exterior.


 AS OBRAS DE ESPELHOS DE PAPEL Woman and Bicycle, after Willem de Kooning Autumn's Garland, after Tom Thomson Female Model Standing Before a Mirror, after C.W. Eckersberg Vase of Flowers, after Claude Monet Rib of Beef, after Gustave Caillebotte Orchid and Three Brazilian Humming Bird, after Martin Johnson Heade-Cattleya The White Girl (Symphony in White), after James Abbott McNeill Whistler After Breakfast, after Elin Danielson-Gambogi The Origin of the World, after Gustave Courbet Study of Ostrich, after Nicasius Bernaerts The Ecstatic Virgin Anna Katharina Emmerich, after Gabriel Cornellius Ritter von Max 


SERVIÇO: ESPELHOS DE PAPEL | Vik Muniz Abertura: dia 02 de abril, às 18h Exposição: 02 de abril a 04 de maio de 2013 De segunda a sexta, das 10h às 19h | sábado, das 11h às 15h Galeria Nara Roesler: Av. Europa, 655 – Jardim Europa | Tel. 11 3063.2344 INFORMAÇÕES À IMPRENSA: Assessoria de imprensa de Espelhos de papel Factoria Comunicação Vanessa Cardoso – vanessa@factoriacomunicacao.com Eduardo Marques – eduardo@canivello.com.br Mario Canivello – mario@canivello.com.br (21) 2274-0131 e 2239-0835 Assessoria de imprensa da galeria Nara Roesler Agência Guanabara Diego Sierra - diego@agenciaguanabara.com.br Laila Abbou - laila@agenciaguanabara.com.br Tel. 11. 3062-6399

8 comentários:

  1. Maca, que trabalho lindo deste ARTISTA!
    Belo post.

    Bj

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    1. Wania, são mesmo lindos trabalhos, bastante instigantes. Bj.

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  2. Senti vontade de colar tudo na parede, colocar em portas retratos, trabalho de talento e arte provocante para o bem

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    1. Oi Ediney, é bem essa a sensação.
      Abraços.

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  3. Há anos fiz uns trabalhos em colagem. Era pura brincadeira, é claro, mas me estimulava experimentos e resoluções diferentes em meus trabalhos convencionais.
    Gostei muito de ver que tem artista que leva certas brincadeiras bem mais a sério.
    Bela postagem, Macário!

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    1. Olá José.
      Esse é um artista "multimídia", e um bom auto promotor, tem qualidades sim, se não não teria conseguido todo esse destaque.
      Abraços.

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  4. PERFEITO .ISTO É LINDO E PERFEITO .PARABENS MACARIO .MARGA

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    1. Oi Marga,

      Que bom que você gostou, aproveite essas pequenas dicas, e quando tiver tempo vá admirá-las in loco.
      bjs.

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