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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Guilherme de Faria - Obra Gráfica

Quando escrevi em meu comentário Rubens e seu Ateliê de Gravura, que a Caixa Cultural teria dificuldades em nos proporcionar uma mostra com aquela qualidade não sabia que estava totalmente enganado, pois não é que nas instalações da Praça da Sé estão em cartaz duas magníficas exposições, esta de Guilherme de Farias e a de Ricardo Stumm.

Conheci a obra do artista neste evento e adorei.
Feitas com delicadeza e competência, nos agradam de imediato, fazendo com que as apreciemos com vagar e atenção, absorvendo toda suas emoções.

Além das lindas figuras femininas, há algumas gravuras com uma certa inspiração surrealista, que provavelmente tem sua origem nos sonhos do seu criador .

Um grande passeio, que ajuda a ampliar nosso horizontes.


Abaixo das imagens, fornecidas pela assessoria de imprensa da Caixa Cultural, carregadas em alta definição, o "press-release" dos curadores.



Cantaloupe Island - Herbie Hancock






"Dos Segredos" - Litografia - 1976 - 60x70cm

"Regaço" - Litografia - 1984 - 60x80cm

sem título - Nanquim e Ecoline - 2007 - 50x70cm

"Autoretrato" - Nanquim e Ecoline - sem data

"A Filha do Capitão" - Litografia - 1983 - 70x50cm


CAIXA CULTURAL SP APRESENTA A EXPOSIÇÃO ‘GUILHERME DE FARIA – OBRA GRÁFICA’
Mais de cem obras mostram o percurso do artista em 20 anos de atuação.
A Caixa Cultural São Paulo apresenta, de 17 de julho a 29 de agosto de 2010, a mostra ‘Guilherme de Faria - Obra Gráfica’, expondo um dos grandes ícones da gravura brasileira da década de 80 e que produziu (entre 1978 e 1993) mais de 600 edições documentadas, totalizando 83.000 litografias originais impressas a partir de matrizes em pedra litográfica. A exposição pretende formar uma síntese dessa enorme produção, que traduza o sucesso causado pelas gravuras de Guilherme de Faria, afastado da gravação há mais de 15 anos. A entrada é gratuita e o evento é patrocinado pela Caixa Econômica Federal.
São 130 peças entre gravuras e desenhos, vídeo da época mostrando o artista desenhando, matrizes originais em pedra e cobre, acervo fotográfico, demonstrações de como as pedras eram criadas pelo artista, montagem de atelier de litografia com prensa e impressor executando impressões de gravuras e ainda documentos curiosos como o arquivo das tiragens de gravura, além de estudos de cor e esboços de desenhos.
O curador Sérgio Pizoli busca privilegiar os momentos de produção intensa e estética, nas gravuras em metal, nas litografias dos anos 70 e nos desenhos de grande dimensão e também referenciar sua guinada comercial, com a qualidade invulgar de sua extensa produção litográfica da década de 80, construindo um grande mural com suas personagens femininas.
Ação educativa:
Ocorrerão em horários pré-agendados:
- atelier aberto com o artista, compreendendo a demonstração da produção de litografia - 17/07, sábado, às 11hs
- palestra e visita guiada com o artista que fecham ciclo didático sobre a Litografia - 14/08, sábado, às 11hs
Revelações sobre o meu desenho, com Guilherme de Faria
A anima é, de fato, o arquétipo da própria vida...
Carl Jung
Descobri cedo que a Arte não consiste no que está representado, mas em como está representado. Aconteceu em 1964 (já desenhava desde 1962), após assistir a uma determinada cena de um filme japonês que apresentava episódios da vida do samurai Miyamoto Musashi; a cena, uma espécie de koan (pequena fábula Zen, sem moral), produziu em mim um estado de satori (iluminação); ao chegar em casa, retirei parte das cerdas de um pincel nacional, fino, roliço e de cerda longa, e assim, com pouquíssimos fios, molhei-o na tinta nanquim e, com o pincel na vertical, o braço solto, sem olhar para nada, lancei o primeiro desenho, com a mente em branco, reflexo único e espontâneo: nasceu assim, num momento sem precedente, sem modelo, o primeiro desenho de nu feminino - preciso, fluido, sem emendas, sem retomadas, sem rasuras; fluiu o inconsciente pela ponta do pincel, num desenho gestual, Zen, como um sumiê japonês, mas com característica e temática ocidentais... Tinha 22 anos e o traço nasceu pronto, peculiar, expressivo. O sucesso de público foi imediato. Nos primeiros dez anos, produzi mais de dois mil desses desenhos, dado a instantaneidade e espontaneidade dessa maneira de trabalhar. Nunca tive modelos. E os eventuais retratos desenhados das mulheres que conheci e ou amei ao longo da vida, surgiram sem que elas posassem e quando menos esperávamos.
A mulher, tema da maioria destes desenhos, é uma só: a anima, conceito jungiano, que revela a mulher que todos temos no inconsciente humano: ...todo homem contém Eva, sua esposa, escondida no seu corpo. A temática é sempre um pretexto, o lado literário, mas pode ser o elemento revelador da personalidade do artista, da cultura de uma época, de um momento artístico etc.
(...)
Sem a presença de modelo, demorei uma década para perceber o que era essa mulher recorrente, que fluiu com tanta insistência e sem desgaste nos meus desenhos, mulher que jamais conheci e a quem acresci, em coloração, apenas os detalhes da roupa e o vermelho do cabelo... Foi quando descobri a “teoria da anima”, de Carl Jung: era a anima que se projetava no papel! Quase sempre de costas, como Jung a descreveu, em carta a um amigo. A anima é de índole erótica e emocional... Coincidências à parte, importa verificar e concluir que todo bom desenho é o seu grafismo puro, uma representação ‘abstrata’ e sedutora, um divertimento do e para o olhar.
Guilherme de Faria
Sobre o artista:
Guilherme de Faria (São Paulo-SP, 1942)
Pintor, gravador e desenhista. Em 1963, realiza sua primeira exposição individual na Galeria Ambiente, em São Paulo.
Entre as mostras de que participa, destacam-se: Exposição Jovem Desenho Nacional do Museu de Arte Contemporânea da USP, na Fundação Armando Álvares Penteado, São Paulo, 1965; Bienal Internacional de São Paulo, 1967; Coletiva de Artistas Brasileiros, na Zegri Gallery, Nova Iorque (Estados Unidos), 1967/1968; Panorama de Arte Atual Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1969/1971/1974; Brasil/Hoje/50 Anos Depois, na Galeria Collectio, São Paulo, 1973; 6 Gravadores Brasileiros, no Festival de Spoletto, Spoletto (Itália), 1975; I Bienal Latino-Americana - Retrospectiva 1962 a 1978, São Paulo, 1978; Tradição e Ruptura: Síntese de Arte e Cultura Brasileiras, na Fundação Bienal de São Paulo, 1984; Eros e Thanatos, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, 1988; Obras Para Ilustração do Suplemento Literário, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1993; Paisagens Imaginárias, na Galeria de Arte da Hebraica, São Paulo, 1996.
Exposições Individuais:
1963 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Ambiente
1964 - São Paulo SP - Individual, na Galeria São Luiz
1966 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Chelsea
1967 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Chelsea
1972 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Cosme Velho
1977 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Cosme Velho
1980 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Cosme Velho
1974 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Arte Global
1976 - Assunción (Paraguai) - Individual, no Centro de Estudos Brasileiros
1976 - Toronto (Canadá) - Individual, na Informall Art Gallery
1980 - Ribeirão Preto SP - Individual, na Casa da Cultura
1984 - São Paulo SP - Individual, na Artescultura Galeria
1984 - São Paulo SP - Individual, na Associação do Ministério Público do Estado de São Paulo
1986 - Quito (Equador) - Individual, no Colégio de Arquitetos de Pichincha
1987 - Brasília DF - Individual, na Performance Galeria de Arte
1987 - Penápolis SP - Individual, Itaugaleria
1988 - Guarujá SP - Individual, na Galeria do Centro Municipal Cultural do Guarujá
1990 - Belo Horizonte MG - Individual, na Novotempo Galeria de Arte
1996 - São Paulo SP - Guilherme de Faria: pinturas, na A Hebraica
Exposições Coletivas:
1963 - São Paulo SP - 1ª Exposição do Jovem Desenho Nacional, na Fundação Armando Álvares Penteado. Faculdade de Artes Plásticas
1964 - Belo Horizonte MG - 1ª Exposição do Jovem Desenho Nacional, no Museu de Arte da Pampulha
1965 - São Paulo SP - 1ª Exposição Jovem Desenho Nacional do MAC/USP, na Faap
1967 - São Paulo SP - 9ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1967 - Nova York (Estados Unidos) - Coletiva de Artistas Brasileiros, na Zegri Gallery
1969 - São Paulo SP - 1º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1971 - São Paulo SP - 3º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1973 - São Paulo SP - Brasil/Hoje/50 Anos Depois, na Galeria Collectio
1974 - São Paulo SP - 6º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/RJ
1975 - Spoletto (Itália) - 6 Gravadores Brasileiros, no Festival de Spoletto
1975 - Toronto (Canadá) - Coletiva, na Informal Gallery
1976 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria Arte Global
1977 - São Paulo SP - 9º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1978 - Rio de Janeiro RJ - 18ª Exposição Arte e Pensamento Ecológico, na Biblioteca Euclides da Cunha
1978 - São Paulo SP - 1ª Bienal Latino-Americana - Retrospectiva de suas obras 1962/1978
1978 - São Paulo SP - 16ª Arte e Pensamento Ecológico, na Cetesb
1979 - Buenos Aires (Argentina) - Trienal del Grabado
1979 - Tóquio (Japão) - 25 Contemporary Brazilian Artists
1980 - Buenos Aires (Argentina) - Pintores Populares y 3 Grabadores de Brasil, no Instituto Nacional de Bellas Artes
1980 - Flórida (Estados Unidos) - Five From Brazil, no Boca Raton Center For The Arts Inc.
1980 - São Paulo SP - 12º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1983 - Munique (Alemanha) - Litografias, na Galeria da Varig
1984 - São Paulo SP - Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal
1987 - São Paulo SP - 20ª Exposição de Arte Contemporânea, na Chapel Art Show
1988 - São Paulo SP - Eros e Thanatos, na Pinacoteca do Estado
1992 - Santo André SP - Litogravura: métodos e conceitos, no Paço Municipal
1993 - São Paulo SP - Exposição Luso-Nipo-Brasileira, no MAB/Faap
1993 - São Paulo SP - Obras para Ilustração do Suplemento Literário: 1956 - 1967, no MAM/SP
1996 - São Paulo SP - Mostra do Acervo, na Sudameris Galleria
1996 - São Paulo SP - Paisagens Imaginárias, na Galeria de Arte da Hebraica
1998 - São Paulo SP - Impressões: a arte da gravura brasileira, no Espaço Cultural Banespa-Paulista
1999 - São Paulo SP - Litografia: fidelidade e memória, no Espaço de Artes Unicid
Sobre o curador:
SÉRGIO PIZOLI (São Paulo-SP, 1950)
Formado em Letras pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Assis, 1972;
Pós-graduado em Comunicações e Semiótica pela PUC - São Paulo, 1979.
Pós- graduado em Política e Administração Cultural, nível Especialização, convênio PUC - São Paulo e Ministério da Cultura, 1986. Qualificações:
Vinte anos de experiência como programador e produtor cultural junto a empresas privadas e órgãos públicos. Produções realizadas na Pinacoteca do Estado SP, Museu da Casa Brasileira SP, Centro Cultural Correios Rio, FIESP, MASP, Paço das Artes – USP etc. Experiência em gerenciamento de mostras de artes plásticas e afins, com ênfase nas áreas de curadoria, produção e pesquisa. Realizações no SESC SP, Bienal de SP, Casa França Brasil, BankBoston, CAIXA Cultural, no Brasil; Fundação Vieira da Silva e Fundação Gulbenkian, em Lisboa, Portugal; Centro Cultural do BID, Washington D.C., USA e outros.
Também montou diversas exposições e organização de acervos; desde 1993, Curador e Conservador de Arte sobre Papel da Biblioteca José e Guita Mindlin. Amplo conhecimento da produção plástica e gráfica brasileira com contatos em todos os segmentos do meio artístico e de produção. Exposições individuais realizadas com os artistas: Maria Leontina, Darel, Sérgio Camargo, Ianelli, Renina Katz, Amílcar de Castro, Geraldo de Barros etc., além de exposições temáticas e coletivas sobre arte popular, produção gráfica e de jovens artistas.
Produção: GLATT & YMAGOS
SERVIÇO:
Exposição ‘Guilherme de Faria - Obra Gráfica’
Abertura para convidados e imprensa, e demonstração da produção de litografia em atelier aberto com o artista: dia 17 de julho de 2010, às 11h
Palestra e visita guiada com o artista: 14 de agosto de 2010, sábado, às 11hs
Datas: 17 de julho a 29 de agosto de 2010
Horário de visitação: de terça-feira a domingo, das 9h às 21h.
Local: CAIXA Cultural São Paulo (Sé) - Galeria Humberto Betetto - Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo/SP
Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400
Acesso para pessoas com necessidades especiais
Entrada: franca
Recomendação etária: livre
Patrocínio: Caixa Econômica Federal

3 comentários:

  1. Todas são lindas, mas, amei '"Regaço" - Litografia - 1984 - 60x80cm'... linda! bjs

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  2. Já eu prefiro o sem título, Nanquim e Ecoline - 2007 - 50x70cm. Adorei!

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  3. Gosto muito de suas "andanças" por galerias. Educar o olho e o espírito para a estética é um privilégio de poucos. Até agora tenho tido empatia com o seu gosto artístico. Nesta mostra fico com o estranhamento de "Dos Segredos", há nele a inquietação que me persegue... Beijos

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