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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

NELSON LEIRNER 2011-1961=50 ANOS

Retrospectiva da obra de Nelson Leirner, com trabalhos de diversas fases do artista, em diferentes estilos, linguagens e suportes.

Há nesta mostra obras geniais e deslumbrantes, mas há também obras menores, rasteiras, que parecem terem sido feitas às pressas.

O grande risco de uma exposição desta magnitude é apresentar fases menos inspiradas, ou menos valiosas de cada autor, causando uma certa decepção aos visitantes.

Minha relação com as instalações ainda é difícil, não consigo entendê-las e acho que não são nada mais do que cenários, como já disse Mauro Andriole em um comentário no meu post Aguilar no CCBB; ainda valendo a minha opinião expressada neste.



Birdland - Quincy Jones


Abaixo da imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa da FIESP.






SESI-SP APRESENTA EXPOSIÇÃO
NELSON LEIRNER 2011-1961=50 ANOS

Mostra reúne mais de 40 obras que atravessaram cinco décadas. Público poderá conhecer os trabalhos gratuitamente, a partir de 6 de setembro.


São Paulo, 30/8/2011 - Entre 6 de setembro e 6 de novembro de 2011, Nelson Leirner volta a São Paulo para repassar, na Galeria de Arte do SESI-SP, sua brilhante e controvertida trajetória. A mostra Nelson Leirner 2011-1961=50 anos apresentará, gratuitamente, a retrospectiva dos anos em que o artista reinou absoluto no meio da arte. Uma série que reúne as obras que o colocaram em posição de destaque na história da nossa arte. A mostra inclui, ainda, monumental e inédita instalação “Um, nenhum e cem mil”, realizada ao longo dos últimos 15 anos.
Sua obra é considerada uma das mais provocativas na história da arte brasileira, com trabalhos iconoclastas, fundamentados no persistente desmantelamento da noção de arte, na crítica de seus processos e valores e, acima de tudo, na compreensão do seu caráter grandioso.
A exposição tem curadoria de Agnaldo Farias e abarca três momentos decisivos da trajetória de Leirner: os primeiros anos, quando o artista mesmo fazendo uso de suportes convencionais – pintura, pintura/objeto e desenho – alcança resultados; a segunda fase, de meados de 1965 até 1994, quando alcança a maturidade sob a forma de obra polimórfica (troca a noção de criação pela de apropriação, realiza happenings, performances, intervenções em espaço público até trabalhos pautados na paródia do circuito artístico, passando por ensino da arte e a compreensão do espaço pedagógico como extensão de seu trabalho artístico; e a terceira fase, inaugurada com a mostra retrospectiva de 1994, sua primeira exposição do gênero, quando utiliza objetos industriais, materializadores do repertório infinito proporcionado pelas empresas comprometidas com o imaginário social, de crianças aos adultos, cuja devoção encontra um poderoso apoio em imagens e estatuetas.
Essa fase, em que o artista enxerga seu trabalho como um verdadeiro hobby, coroa-se com a realização da grande instalação “Um, nenhum e cem mil”, composta por objetos e trabalhos portáteis de toda sorte, a exemplo de colagens e intervenções gráficas realizadas sobre cartões postais, livros, revistas e tudo o mais que cai nas mãos do artista e o faz se sentir estimulado a acrescentar algo.


Saiba mais sobre o artista



Nelson Leirner é filho da escultora Felícia Leirner e do empresário Isaí Leirner. Desde a infância, a arte moderna está muito presente em sua vida. Seus pais conviveram com boa parte da vanguarda brasileira e ajudaram a fundar o Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP e a Galeria de Arte da Folha, além de instituírem o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea.
Tornou-se artista apenas na década de 50, estimulado por trabalhos de Paul Klee. Em 1956, passou a ter aulas de pintura com Joan Ponç. Dois anos depois, frequentou o Atelier-Abstração, de Flexor, mas não se entusiasmou com os cursos. Suas telas se aproximam da abstração informal de pintores como Alberto Burri e Antoni Tàpies. Entre 1961 e 1964, continuou com a pesquisa de materiais, mas seguiu em outra direção. Interessado nas poéticas dadaístas, produziu seus quadros com objetos recolhidos na rua, criando a série Apropriações.
Em 1964, o artista abandonou a pintura e passou a trabalhar com elementos prontos, fabricados industrialmente. A partir de então passou a recolher objetos de uso e deslocou seu sentido, como em Que Horas São D. Candida (1964). Seus trabalhos estão entre a escultura e o objeto. Dois anos mais tarde, a participação do espectador é incorporada em obras como Você Faz Parte I e II (1966). Ainda em 1966, fundou o Grupo Rex, com Wesley Duke Lee, Geraldo de Barros, Frederico Nasser, José Resende e Carlos Fajardo. O coletivo promove happenings e publica o jornal Rex Time. O grupo se volta a problemas como as relações da arte com o mercado, as instituições e o público.

Em 1967, montou a exposição Da Produção em Massa de uma Pintura, mostrando a série Homenagem a Fontana, uma das primeiras séries de múltiplos do país. As "pinturas" são produzidas industrialmente. Feitas de zíperes e tecidos, objetos que tradicionalmente não têm propriedades artísticas. No mesmo ano, enviou seu Porco Empalhado (1966) para o 4º Salão de Arte Moderna de Brasília. O júri aceita o trabalho. Leirner questionou o resultado e solicitou manifestação explicita dos critérios de admissão da mostra, criando polêmica com críticos como Mário Pedrosa e Frederico Morais. A partir da década de 1970, o teor questionador do trabalho migrou da ação direta para um sentido alegórico, que muitas vezes envolve o erotismo. Nessa época, Leirner se dedicou a outras linguagens, como o design, os múltiplos e o cinema experimental.

A presença de elementos da cultura popular brasileira, marcante desde os anos 1960, cresceu a partir da década de 1980. Em 1985, realizou a instalação O Grande Combate, em que utiliza imagens de santos, divindades afro-brasileiras, bonecos infantis e réplicas de animais. Desde o ano 2000, seu trabalho se apropria de imagens artísticas banalizadas pela sociedade de consumo. De maneira bem-humorada, lida com as reproduções da Gioconda (Mona Lisa), 1503/1506 de Leonardo da Vinci, e a Fonte, 1917 de Marcel Duchamp, como tema artístico. Com a mesma ironia, o artista replica em couro de boi imagens da tradição concreta brasileira, na série Construtivismo Rural.


SERVIÇO:
Exposição Nelson Leirner 2011-1961=50 anos
Vernissage: dia 5 de setembro de 2011, às 19h – fechada para convidados
Local: Galeria de Arte do SESI-SP - Av. Paulista, 1313 – metrô Trianon-Masp
Datas e horários: 6 de setembro a 6 de novembro de 2011 - segunda-feira, das 11h às 20h; terça a sábado, das 10 às 20 horas; domingo, das 10 às 19 horas.
Informações: (11) 3146-7405 / 3146-7406 / www.sesisp.org.br/centrocultural
Entrada: franca
Recomendação etária: Livre
Agendamento de grupos: (11) 3146-7396 – de segunda a sexta-feira, das 10h às 13h e das 14h às 17h.

_______________________________________________________________
SESI-SP e SENAI-SP / FIESP www.sesisp.org.br e www.sp.senai.br
Jornalistas responsáveis: Rosângela Gallardo, Rodrigo Marinheiro, Maysa Penna e Danusa Etcheverria
Apoio de atendimento: Karina Silva
E-mail: imprensa@sesisenaisp.org.br
Tels.: (11) 3146-7703 / 7702 / 7724

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Beuys e Bem Além – Ensinar como Arte

Demorei a escrever minhas impressões sobre esta exposição porque, sinceramente, tinha ficado sem saber o que dizer.

O mote da mostra, descrito no "press-release" abaixo das imagens, já dá a exata dimensão e seu objetivo, que é apresentar a relação entre Joseph Beuys e seus mais destacados alunos, com o contraponto, a convite dos curadores estrangeiros, de semelhante relação entre um destacado mestre brasileiro e seus pupilos, no caso Nelson Leirner.

Há nesta exposição, algumas obras de uma beleza ímpar, tanto no lado alemão, quanto no lado brasileiro, mas há também obras de tamanha vanguarda e arrojo que me fugiram, fiquei sem condições de apreciá-las plenamente.

É um passeio que vale muito a pena, pois ali temos contato com vários artistas e obras que dificilmente teremos outras oportunidades de conhecer ou rever.



Seu Tipo - Ney Matogrosso






INSTITUTO TOMIE OHTAKE

APRESENTA

Beuys e Bem Além – Ensinar como Arte

Coleção Deutsche Bank

Abertura: 12 de setembro, às 20h (convidados) – até 30 de outubro de 2011

Beuys e Bem Além – Ensinar como Arte apresenta obras em papel, diretamente do Acervo do Deutsche Bank, de autoria do influente artista alemão Joseph Beuys (1921-1986), e de seis de seus mais destacados alunos: Lothar Baumgarten (1944), Imi Knoebel (1940), Jörg Immendorff (1945 – 2007), Blinky Palermo (1945-1976), Katharina Sieverding (1944) e Norbert Tadeuz (1940). A exposição documenta a busca de Beuys, como artista e professor, durante o pós-guerra na Alemanha e demonstra a ampla gama de posturas, técnicas e meios que incentivou seus alunos a explorar.

Este projeto, que comemora os 100 anos da presença do Deutsche Bank no Brasil, foi idealizado pelos curadores da Coleção, Friedhelm Hütte, Liz Christensen e Christina März, e se completa ao colocar ao lado do núcleo de Beuys outro artista que, assim como ele, também inovou no ensino da arte e teve papel fundamental na formação de novas gerações. Desta forma, no Brasil, a convite dos idealizadores alemães, os curadores brasileiros, Agnaldo Farias e Paulo Miyada, agregaram à exposição obras do artista e professor iconoclasta Nelson Leirner (1932), juntamente com trabalhos de sete se seus ex-alunos: Caetano de Almeida (1964), Leda Catunda (1961), Dora Longo Bahia (1961), Iran do Espírito Santo (1963), Sergio Romagnolo (1957), Edgard de Souza (1962) e Laura Vinci (1962).

Portanto a mostra traz esta seleção de trabalhos – cerca de 100 vindos da Alemanha e 50 brasileiros – sob a ótica de uma curadoria que vincula arte e educação em uma turnê que passa por seis museus latino-americanos em cinco países deste continente. Não se tem aqui o propósito de identificar uma versão latino-americana de Joseph Beuys, mas sim perceber um intercâmbio de ideias sobre pedagogia e arte, a partir do contexto histórico de cada país. A mostra parte em busca de diferenças e de bases compartilhadas na forma de experimentação e diálogo.

Na condição de artistas e professores excepcionais, cujas aulas gozavam de grande popularidade, Beuys e Leirner revelam vários pontos de intersecção, sobretudo no tocante à natureza disseminadora de seus ensinamentos, o teor político de suas obras e os seus esforços voltados à propagação da arte ao maior número possível de pessoas.

As ideias radicais de Beuys sobre ensino, bem como suas teorias acerca do elevado papel do artista na sociedade, renderam-lhe reputação como um dos artistas mais importantes e polêmicos do século XX. “Minha maior obra de arte é ser professor”, declarou Beuys em uma entrevista concedida à revista Artforum em 1977. “O restante é um produto residual, uma mera demonstração.” A frase reflete a importância por ele atribuída ao magistério, que considerava extensão de sua própria atividade artística. Beuys lecionou oficialmente na Academia de Artes de Düsseldorf de 1961 a 1972 e, de forma alternativa, em projetos realizados em parceria com a Universidad Libre Internacional (1973 - 1988), uma proposta educacional concebida juntamente com o escritor alemão Heinrich Böll (1917-1985).

Beuys descobriu na prática do ensino uma plataforma para suas ideias utópicas e provocativas sobre a “arte como capital social”, e para atuar como defensor de uma abordagem mais ampla e democrática à arte, através da qual as pessoas pudessem participar da criação de novos modelos de arte como “escultura social”. Beuys colocou em xeque as convenções acadêmicas de seu tempo, fundadas na hierarquia, declarando que qualquer um poderia matricular-se em suas aulas de arte, sem nenhum portfólio como pré-requisito, sendo então demitido da Academia com grande alarde e repercussão. Exaltou o engajamento direto da arte à vida, promovendo o ativismo político, frequentando ao mesmo tempo aulas de desenho.

A prática pedagógica de Nelson Leirner, por sua vez, também nasceu de seu engajamento político como artista e da defesa apaixonada da liberdade de expressão, fruto de sua experiência anterior da arte e da cultura anestesiadas pela linha dura do regime militar, iniciada em 1969. Naquele período, Nelson lecionava arte na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e reinventava, em conjunto com seus colegas Julio Plaza, Regina Silveira e Walter Zanini, técnicas não convencionais de treinamento de artistas.

Os métodos adotados por Leirner para minar o sistema pedagógico vigente e rejeitar seu caráter pretensioso seriam memoráveis e, muitas vezes, impiedosos: ele era capaz de tecer elogios e analisar uma obra que alunos de níveis mais avançados poderiam julgar ingênua ou mal estruturada, dar notas seguindo critérios aleatórios, a partir, por exemplo, de cartas de baralho, ou acatar auto-avaliações de alunos, ainda que eles próprios não tivessem conhecimento do motivo pelo qual haviam sido solicitados a fazê-la. Uma simples mesa sobre a qual colocasse uma folha de papel poderia tornar-se espaço de trabalho, e uma sala de aula poderia transformar-se em alguma coisa entre um palco e um púlpito. As aulas de Leirner revelavam-se verdadeiras performances, muito procuradas por alunos de todos os níveis e até mesmo por estudantes já formados, que regressavam para ouvir suas proposições e participar de discussões abertas.

Assim como Beuys, as perguntas e provocações de Leirner tinham claramente o intuito de tirar as pessoas de sua zona de conforto e de rejeitar o mercado como medida ou objetivo de suas investigações. Os alunos de ambos os professores eram, e ainda são, influenciados por esses dois referenciais que vivenciaram regimes militares e por eles foram transformados. Os atos de lançar luzes sobre áreas obscuras e incentivar os alunos a explorarem e defenderem suas próprias posições de forma pessoal, conceitual e material atestaram o comprometimento pedagógico desses dois homens. Valendo-se do poder do humor, da oposição, da mitologia e da performance/representação pessoal, os próprios Beuys e Leirner empregaram a arte como instrumento de navegação para averiguar as falácias em construções de sentido em diferentes sociedades, tendo propiciado estratégias de direcionamento individual por meio da prática educacional e criativa.

Beuys e Bem Além – Ensinar como Arte foi anteriormente exibida em Santiago do Chile, Buenos Aires, Cidade do México e Monterrey, também no México, e em Bogotá.

Exposição: Beuys e Bem Além – Ensinar como Arte

Abertura convidados: 12 de setembro, às 20h

Visitação: de 13 de setembro a 30 de outubro de 2011, de terça a domingo, das 11h às 20h – entrada franca

Instituto Tomie Ohtake

Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) - Pinheiros SP Fone: 11.2245-1900

Informações à Imprensa

Marcy Junqueira – Pool de Comunicação

Contato: Martim Pelisson / Fone: 11.3032-1599

marcy@pooldecomunicacao.com.br / martim@pooldecomunicacao.com.br

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Alex Vallauri

Que agradável sensação tive quando entrei nesta galeria, as obras expostas me remeteram há 30 anos, quando Alex Vallauri tirou a arte das galerias e museus e a trouxe para as ruas.

Me veio a lembrança de, primeiro a surpresa, querer saber mais sobre quem é que rompia a aridez do cinza de nossa cidade, de uma maneira bem humorada, colorida e poética.

É claro que não sabia o nome do artista e nada sobre ele, mas a forte impressão deixada pelos seus trabalhos ficou no meu inconsciente.

Descobri neste evento que tais belezas foram feitas por quem teve profundo domínio das técnicas de pintura e conhecimento das artes no geral, que lhe deram as condições de ousar e inovar.

Apresentada na Galeria Jaqueline Martins, esta mostra vale a visita, pois apresenta a semente ou a centelha do Grafite no Brasil.

Para acompanhar o comentário, esta delicada música de Luiz Tatit, contemporânea a estas obras.



Esboço - Luiz Tatit

Abaixo das imagens, o "pres-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do evento.







Alex Vallauri ganha homenagem em

mostra na Galeria Jaqueline Martins

Galeria paulistana reúne obras relevantes do pioneiro da

street art no Brasil, conhecido pela apropriação de imagens

e intervenções urbanas. Abertura no dia 16 de abril

A Galeria Jaqueline Martins inaugura seu espaço expositivo no dia 16 de abril, às 12 horas, com a mostra Alex Vallauri, reunindo cerca de 40 obras icônicas daquele que é considerado um dos pioneiros da arte de rua no Brasil.

Organizada pela marchande, a mostra traz a público séries de serigrafias, off-sets, arte postal, carimbadas, moldes em PVC e papelão, pinturas e fotografias inéditas do artista, além de registros fotográficos de suas intervenções pela cidade de São Paulo.

Mágico, Bota, Pantera, Luva, Acrobatas, Cobra, Jacaré, Mercúrio e a celebrada personagem Rainha do Frango Assado. Quem viveu na São Paulo dos anos 1970 e 80 certamente se deparou com essas figuras estampadas nos muros da metrópole. O tempo e a falta de memória urbana, contudo, foram inclementes com a stencyl art e os grafittis do artista, restando hoje apenas duas intervenções públicas, localizadas na Liberdade e no Centro da cidade. Na mostra, estão reunidos registros de algumas delas.

São exibidas também as carimbadas e a pouco conhecida arte postal, realizada no final dos anos 1970, quando o artista enviava cópias de cartões-postais de São Paulo a seus amigos com a intervenção de sua coleção de mais de 400 carimbos vintage.

Circulação

A galeria realiza ampla distribuição de 1000 cartazes da mostra em espaços culturais e pontos de grande movimentação da cidade. Na abertura da exposição, sábado, serão oferecidos cerveja e pipoca em saquinhos com as irreverentes carimbadas e também bottons personalizados, bem ao gosto do artista.

Catálogo e fotos inéditas

A exposição é acompanhada de catálogo colorido com reproduções de obras e texto inédito de Suszanna Sassoun, amiga e marchande do artista nos anos 1980. A publicação conta com fotos inéditas e registros fotográficos de obras pela fotógrafa Vera Albuquerque.

O segundo semestre ano de 2011 reserva ainda duas celebrações relacionadas a Vallauri. A editora BEI lança livro assinado pelo crítico João Spinelli e o Museu Afro Brasil realiza exposição em sua homenagem.

Alex Vallauri (Etiópia, 1949 - São Paulo, 1987). Italiano nascido na Etiópia, o artista começa estudos de desenho ainda na adolescência, em Buenos Aires. Quando de sua mudança para São Paulo, em 1965, inicia-se nas artes gráficas desenvolvendo séries de gravuras de temática social e etnográfica. Em 1973, gradua-se em Comunicação Visual e Formação de Professores de Desenho na FAAP, onde posteriormente foi professor. Nesse período, realiza exposições na Associação dos Amigos do Museu de Arte Moderna e participa de coletivas no MAC USP e da XI e XIV edições Bienal de São Paulo. Seu interesse pela pintura mural, entretanto, tem início em 1978, após uma estada de dois anos em diversas cidades da Europa. São desse período as botas de salto alto e tantas outras imagens e símbolos do imaginário coletivo metropolitano, realizadas em diversos suportes por meio de máscaras vazadas de papelão recortado. De 1982 a 1983, o artista fixa residência em Nova York, onde realiza intervenções de grafitti em murais, além de cenários e exposições. De volta a São Paulo, desenvolve trabalhos com diversos jovens artistas entre os quais Waldemar Zaidler e Carlos Matuck. Seu súbito falecimento em 27 de março de 1987, em decorrência do vírus HIV, é hoje lembrado em todo o país como o Dia Nacional do Grafitti.

Galeria Jaqueline Martins

Fundada pela galerista que empresta o nome ao espaço, tem foco na jovem produção de artes da cidade e na reapresentação de artistas que, a exemplo de Alex Vallauri, ficaram fora do circuito das artes. Representa os artistas: Alzira Fragoso, Daniel Nogueira, Dudu Santos, Nicole Mouracade-Nim e Genilson Soares. Jaqueline Martins trabalha no mercado de arte há nove anos.

Serviço:

Evento: mostra Alex Vallauri

Abertura: sábado, 16 de abril, das 12 às 18 horas

Período expositivo: de 18 de abril a 21 de maio

Local: Galeria Jaqueline Martins

Endereço: Rua Virgilio de Carvalho Pinto, 74 – Pinheiros – São Paulo, SP

Telefone: (11) 2628 1943

Horários: de segunda a sexta das 11h30 às 19h; e sábados das 11h30 às 17h

Entrada franca e livre

www.galeriajaquelinemartins.com

Mais informações para a imprensa:

Décio Hernandez Di Giorgi

www.adelantecultural.com.br

Tel.: (11) 3589 6212 e 8255 3338

dgiorgi@uol.com.br

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Pinturas Cegas - Tomie Ohtake

Só alguém com profundo domínio das técnicas de pintura, do uso das paletas de cor e com um poder imenso de abstração e concentração, consegue criar uma imagem na cabeça e transpô-la com tal competência à tela sem o uso da visão.

Não há nas obras qualquer sinal de que as tintas foram misturadas aleatoriamente, não há nenhuma remontagem em cima de cada cor.

É de se admirar a idéia e o propósito de se encarar este desafio e concluí-lo com tal excelência.

Uma grande exposição, com com o bônus de podermos ver ou rever Relicário de Vik Muniz.


Metáfora - Gilberto Gil

Abaixo das imagens fornecidas pela assessoria de imprensa do evento, o "press-release" dos curadores.






INSTITUTO TOMIE OHTAKE

APRESENTA

TOMIE OHTAKE – PINTURAS CEGAS

Abertura: 12 de abril, às 20h – até 19 de junho de 2011

Paulo Herkenhoff coloca luz sobre as chamadas pinturas cegas de Tomie Ohtake nesta mostra que repensa a presença da artista na história e na historiografia da arte brasileira, com patrocínio da Mercedes-Benz do Brasil. A desafiadora tarefa de reunir as 30 obras provenientes de acervos e coleções particulares espalhadas pelo Brasil e exterior resulta na oportunidade de se contemplar, pela primeira vez, um conjunto expressivo desta série desconhecida do grande público, realizada há cerca de 50 anos (1959-1962), e pequena diante da extensa produção de pintora.

“No início da década de 1960, quando a arte brasileira se aprofunda diante do desafio da construção mais densa de uma alternativa não geométrica para a pintura, Tomie Ohtake oferece um novo paradigma para o processo pictórico com as pinturas cegas”, afirma Herkenhoff.

Segundo o curador, estas telas, concebidas de olhos cobertos, se problematizam como fenômeno do olhar. “A venda, como a cegueira para Diderot, ilumina o conhecimento sobre o olhar”. O crítico esclarece também que essas pinturas não buscam produzir uma imagem que corresponda à interioridade do Ser. “É uma pintura transiente: o acontecer pictórico acontecendo (...) nesse sentido, o trabalho das pinturas cegas é sempre uma operação crítica sobre o ocularcentrismo que rege a modernidade”.

O crítico ressalta que esta série articula o ponto cego (região no campo visual do disco ótico no qual a visão entra em colapso), o acaso e a intencionalidade – as bases do projeto de pintura de Tomie Ohtake. Neste conjunto pode-se reconhecer ainda a presença de elementos constantes ao longo de toda a produção posterior da artista, tais como o seu diálogo com o tempo, a importância do gesto e certa tensão em relação ao espaço. Trata-se, nestes casos, entretanto, da exploração de limites sensoriais e perceptivos que acabam por se converter em potências de linguagem e de expressividade.

Nas pinturas cegas de Tomie ocorre a predominância do dinâmico sobre o estático na formação do espaço que ela explora através do pincel, mantendo a tela como campo experimental de ação. “Ohtake contamina a medida com o tempo. A pincelada rápida, ou alongada por lentidão. A escuridão é espaço imensurável. (...) O paradoxo a que nos submete a pintura de Ohtake é uma poética que é simultaneamente produção de linguagem e de conhecimento e, ao mesmo tempo, se apresenta como experiência do não saber e da intuição”, afirma Herkenhoff.

A mostra tem ainda a intenção de refletir acerca do espaço reservado à produção de Tomie na historiografia da arte brasileira. Para o curador, os problemas acadêmicos levantados por esta série configuram-se como escotomas (pontos cegos) historiográficos da arte no Brasil, para utilizar a terminologia extraída das discussões conceituais dessa própria produção. Herkenhoff reivindica, assim, a necessidade de focos mais amplos para a disciplina de história da arte brasileira, bem como uma avaliação mais profunda das contribuições de Tomie Ohtake à arte contemporânea e à cultura do Brasil.

Exposição: Tomie Ohtake – Pinturas Cegas

Patrocínio: Mercedes-Benz do Brasil

Abertura: 12 de abril de 2011, às 20h (convidados)

Até 19 de junho de 2011, terça a domingo, das 11h às 20h – entrada franca

Instituto Tomie Ohtake

Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) - Pinheiros SP Fone: 11.2245-1900

Informações à Imprensa

Marcy Junqueira – Pool de Comunicação / Contato: Martim Pelisson

marcy@pooldecomunicacao.com.br / martim@pooldecomunicacao.com.br

Fone: 11.3032-1599 Fax: 11. 3814 -7000

terça-feira, 5 de abril de 2011

Paulo Von Poser - Imagens da Cidade de São Paulo

Belíssima exposição do artista contemporâneo paulistano Paulo Von Poser, que demonstra o amor por sua cidade através de esplêndidos trabalhos, feitos em diferentes técnicas que mostram distintas paisagens da São Paulo metropolitana.

Sua sensibilidade e delicadeza na execução dos trabalhos, provocam no observador uma certa ternura em relação à cidade, pois revelam nuances e particularidades quase sempre escondidas nesta selva de pedra.

No magnífico hall de entrada do prédio da BM&F, seu centro cultural sempre nos traz mostras de temáticas relacionadas a São Paulo, pena que seus horários de funcionamento não brindem os fins de semana, quando grande parte da população poderia usufruir plenamente destas belezas.

Para acompanhar o comentário escolhi a música Guerrilheiros de Vila Buarque do Grupo Beijo do Coral Universitário da USP, também considerado como da vanguarda da música paulista.




Guerrilheiros de Vila Buarque - Grupo Beijo

Abaixo das imagens fornecidas pela assessoria de imprensa da BM&F BOVESPA, o "press-release" dos curadores.










Espaço Cultural BM&FBOVESPA recebe Paulo von Poser

Exposição em cartaz a partir do dia 20/01 conta com obras inéditas e revela a paixão do artista pelas rosas e pelo centro de São Paulo em transformação

São Paulo, 11 de janeiro de 2011 – O Espaço Cultural BM&FBOVESPA abre seu calendário de exposições para 2011 com uma homenagem aos 457 anos da cidade de São Paulo. A partir de 20/01, o espaço exibe a exposição “Paulo von Poser na BM&FBOVESPA – Imagens da cidade de São Paulo”, que traz 28 obras, dentre serigrafias, fotografias, gravuras e pinturas do artista, que fez de sua paixão pela cidade – e pelas rosas – característica marcante em seu trabalho. O coquetel de lançamento da exposição ocorre em 19/01 para convidados. A mostra fica em cartaz para visitação pública até 08/04.

Com curadoria de Celso Fioravante, a exposição conta com obras inéditas, criadas pelo artista especialmente para a ocasião: são sete gravuras em metal da série Retratos da Cidade (2010), produzidas do alto do Edifício Martinelli. A exposição também traz a obra Dois Centros (2007), apresentada pela primeira vez ao público. Arquiteto e professor de desenho, formado pela FAU (Faculdade de Arquitetura de Urbanismo da USP), Paulo von Poser emprega traços rápidos e expressivos para registrar uma iconografia poética da cidade e estimular os transeuntes terem um novo olhar para estes espaços em transformação.

Em seus 25 anos de carreira, o artista produziu registros do Vale do Anhangabaú, Teatro Municipal, Viaduto do Chá, Largo São Francisco, Praça do Patriarca, entre outros, que podem ser vistos no Espaço Cultural BM&FBOVESPA. As rosas marcam sua presença em pinturas, gravuras e serigrafias – ora predominantes, ora fazendo contraste com os registros do concreto espaço urbano.

Os visitantes poderão conferir as imagens em obras como Guarani no Anhangabaú (Projeto da Lina – 2003/2004), Largo São Francisco e Arcadas (2009), Mapa na Palma da Mão (2010), Vista do Terraço do Hotel Othon (2004/2010), Patriarca (2004) e Rosa Urbana (2010).

A exposição Paulo von Poser na BM&FBOVESPA – Imagens da cidade de São Paulo conta ainda com um vídeo sobre o “roteiro do cobre”, que documenta o passo a passo de uma de suas gravuras, desde o momento da compra da chapa até o revelar da imagem em papel. No livro de visitas, o público será convidado a também passar pela experiência e assinar em uma placa de cobre usando uma ponta seca, instrumento de trabalho do artista.

Sobre Paulo von Poser

Paulo von Poser é, em suas palavras, o “primeiro neto paulista de família gaúcha” e recebeu o nome em homenagem à cidade, que se tornou sua paixão. Formou-se em arquitetura pela FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP) em 1982, onde lecionou. Também foi professor no Centro Universitário Belas Artes, na FAAP, na Escola da Cidade, Casa do Saber e na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de Santos, onde leciona atualmente. As rosas passaram a figurar suas obras a partir de 1989, quando seus desenhos apareceram no calendário do Museu de Arte Contemporânea. A partir de então, ele as reproduziu com diversas técnicas e em diferentes materiais, inclusive em corpos de modelos e sandálias. No final do ano passado (novembro), o artista lançou o livro “A Cidade e a Rosa” (Luste Editores), abordando esses dois temas.

Para fazer o download da galeria de imagens, clique nos links abaixo.

http://www2.bmf.com.br/downloadmidia/Exposicao_01.zip

http://www2.bmf.com.br/downloadmidia/Exposicao_02.zip

http://www2.bmf.com.br/downloadmidia/Exposicao_03.zip

http://www2.bmf.com.br/downloadmidia/Exposicao_04.zip

http://www2.bmf.com.br/downloadmidia/Exposicao_05.zip

http://www2.bmf.com.br/downloadmidia/Exposicao_06.zip

http://www2.bmf.com.br/downloadmidia/Exposicao_07.zip

Serviço

Paulo von Poser na BM&FBOVESPA – Imagens da cidade de São Paulo

Espaço Cultural BM&FBOVESPA

Praça Antonio Prado, 48, Centro de São Paulo

(próximo à estação São Bento do Metrô)

Visitação

Até 08/04/2011

De segunda a sexta-feira, das 10h às 18h

(Visitação monitorada até 17h)

Telefone: (11) 2565-6826

E-mail: visite@bvmf.com.br

Entrada franca

Sala de exposições com ar-condicionado e acesso para deficientes físicos

Sobre o Espaço Cultural BM&FBOVESPA

O Espaço Cultural consolida-se como centro de divulgação de arte aberto às várias tendências e escolas. Proporciona aos visitantes a oportunidade de apreciar obras de renomados artistas plásticos e mostras de cunho histórico. Inaugurado em janeiro de 2002, o Espaço Cultural BM&FBOVESPA já recebeu obras de artistas como Tarsila do Amaral, Candido Portinari, Benedito Calixto, Sacilotto e Barsotti, Waldomiro de Deus, Rubens Gerchman, dentre outros.

Para mais informações, acesse: http://www.bmf.com.br/portal/pages/cultural/index.asp

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terça-feira, 29 de março de 2011

Tatiana Blass

Uma exposição que não nos deixa indiferentes, ou gostamos ou a odiamos.
Com telas, uma vídeo instalação e esculturas tanto em cera que se derretem à nossa frente, quanto em metais, provocam sentimentos antagônicos.

As pinturas, parecem ter sido feitas às pressas, sem muita preocupação com o acabamento, mesmo tendo sido dito pela autora que há a intenção de se passar um sensação de fluidez, com o uso de tintas diluídas e e alguns pontos das obras, escorridas.

As esculturas, tanto as feitas em cima dos instrumentos sonoros, como as de parafina, demonstram maior rigor e capricho na execução.

Esta mostra, como podemos perceber pelo catálogo, é uma versão reduzida das que foram ou serão apresentadas em outras instalações da Caixa Cultural.




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Abaixo das imagens, fornecidas pela assessoria de imprensa do evento, o "press-release" dos curadores.












OBRAS DE TATIANA BLASS NA CAIXA CULTURAL SP

Artista plástica vem chamando a atenção por suas pinturas, esculturas e instalações que mexem com a percepção do observador

A CAIXA Cultural São Paulo inaugura, no dia 19 de março, a exposição de Tatiana Blass, na galeria D. Pedro II, no centro da capital paulista. A mostra, com texto e a curadoria do crítico de arte José Augusto Ribeiro, começa por São Paulo e segue para os espaços da Caixa Cultural em Salvador e Brasília, com acervo que reúne cerca de 14 obras, entre pinturas, tridimensionais e vídeo – parte delas inédita – que compõem um apanhado da produção da artista nos últimos cinco anos. A exposição com entrada gratuita fica aberta para visitação até 1º de maio.

Em comum, os trabalhos pensam as condições da experiência estética, no sentido “forte” de produção de conhecimento, ao negar a possibilidade de consumação do espetáculo e frustrar a expectativa por resultados “eficazes” e instantâneos na relação do sujeito com o trabalho de arte. As peças referem-se a diferentes manifestações do campo da cultura – à música, ao teatro, à literatura, ao circo, além, claro, das artes visuais –, quase sempre por meio de formas fraturadas, fechadas em circuitos ou em dissolução, cada uma no limite de sua respectiva linguagem, à beira da invisibilidade e do silêncio.

A mostra pretende, com este conjunto, apresentar ao público visitante um dos aspectos mais instigantes da obra de Tatiana Blass: justamente a diversidade de meios e suportes, mobilizados numa reflexão crítica sobre a visualidade e a percepção, sobre o poder sugestivo das imagens e a produção de sentido pelo observador.

A produção de Blass singulariza-se por abarcar problemas amplos, ligados à representação – para além daqueles vinculados apenas a especificidades técnicas, seja da pintura, da escultura, da literatura ou da imagem em movimento. E por se arriscar em formalizações que ultrapassam o controle absoluto sobre materiais de que lança mão – seja a tinta acrílica, a parafina, as chapas de latão com resistência elétrica ou os animais empalhados. A mostra exibe peças anteriores da artista e outras inéditas, com o objetivo de oferecer uma visada abrangente da trajetória em curso, inclusive com um encetamento para os próximos passos da produção.

Exposição Tatiana Blass

Abertura para convidados e imprensa: dia 19/03, às 11h

Visita Guiada aberta ao público com Artista e Curador: 20/03 às 17h

Visitação: de 19 de março a 1º de maio de 2011

Horário de visitação: de terça-feira a domingo, das 9h às 21h.

Local: CAIXA Cultural São Paulo (Sé) – Galeria D. Pedro II – Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo (SP)

Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400

Acesso para pessoas com necessidades especiais

Entrada: franca
Recomendação etária: livre
Patrocínio: Caixa Econômica Federal