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sexta-feira, 22 de março de 2013

A Arte Fantástica de Mário Gruber

Fantástica, menos pela fantasia e mais pelos resultados dos trabalhos apresentados.

É impossível não nos extasiarmos com tão magnífica obra, principalmente por serem resultado de gravações à mão em placas metálicas mostrando toda técnica apurada e sofisticada do artista.

Trabalhando sobre diversos temas apresenta o olhar eclético e atento com que Mário Gruber registrou suas observações.

As três pinturas presentes nesta mostra demonstram o pleno domínio das belas artes, carregando com honra a definição de artista. 

Chopin - Nocturnes - Op. 9, No.2 - Arthur Rubstein


Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa da Caixa Cultural.








CAIXA CULTURAL SP REVIVE A ARTE DE MÁRIO GRUBER

Primeira exposição póstuma do artista santista na cidade de São Paulo apresenta obras realizadas nos 60 anos de carreira

A CAIXA Cultural São Paulo inaugura, a partir de 16 de março, a exposição “A Arte Fantástica de Mário Gruber”, com curadoria de Denise Mattar. A mostra apresenta um panorama da obra de Mário Gruber, realizada ao longo de seis décadas de atividade artística. A exposição, que fica em cartaz até 12 de maio, tem entrada gratuita e patrocínio da Caixa Econômica Federal.
A mostra traz pinturas, gravuras e um extenso grupo de matrizes que evidenciam a habilidade de Gruber com o manejo da goiva e do buril, sua inventividade na experimentação e seu engajamento em questões humanitárias. A mostra exibe também uma cronologia ilustrada sobre o artista, fotos e vídeos realizados sobre sua vida e obra com depoimentos e recortes históricos.
“A Arte Fantástica de Mário Gruber” é a primeira exposição póstuma do artista, em São Paulo. A mostra se propõe a apresentar a obra, sempre superlativa, do artista, privilegiando as gravuras e utilizando recursos de cor, som e iluminação para proporcionar, ao público, um clima lúdico e intenso.
Sobre o artista:
Mário Gruber Correia (1927-2011) nasceu em Santos (SP) e faleceu na capital paulista, aos 84 anos. Pintor, gravador, escultor, muralista, desenhista, cenógrafo e professor, iniciou seus trabalhos como autodidata, em 1943. Três anos depois, estudou com o escultor Nicola Rollo, na Escola de Belas Artes de São Paulo, e passou a pintar em praça pública. Conquistou o primeiro prêmio de pintura em 1947. Trabalhou com Di Cavalcanti e Candido Portinari, estudou gravuras com Poty e foi aluno da École Nationale Supérieur de Beaux-Arts, com Édouard Goerg.
No Brasil, Gruber fundou o Clube de Gravura, em Santos, lecionou no Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo, na Fundação Álvarez Penteado (FAAP) e fundou a União dos Artistas Plásticos de São Paulo. Aprendeu técnicas de pintura em mural com Diego Rivera, no Chile. De 1974 a 1978, viveu em Paris, dedicando-se à calcografia. Montou ateliê em Nova Iorque, realizou obras de grande porte em espaços públicos de São Paulo (Estação Sé do Metrô e Memorial da América Latina), e foi homenageado com o curta-metragem “A Arte Fantástica de Mário Gruber”, em 1982. Na década de 2000, continuou a trabalhar intensamente, com uma produção anual de 100 a 120 obras e, mesmo com a saúde debilitada, manteve os projetos artísticos até sua morte, em 2011.
Serviço:
Exposição “A Arte Fantástica de Mário Gruber”
Abertura para convidados: 16 de março de 2013 (sábado) às 11h
Temporada: de 16 de março a 12 de maio de 2013 (terça-feira a domingo)
Horário: das 9h às 20h
Local: CAIXA Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo (SP)
Entrada: Franca
Classificação etária: livre
Informações: (11) 3321-4400
Patrocínio: Caixa Econômica Federal
Acesso para pessoas com necessidades especiais


quinta-feira, 28 de julho de 2011

Ordem Oculta de Bernardo Cid

Um dos grandes serviços prestados pela Caixa Cultural é a divulgação de trabalhos de artistas consagrados pela crítica, mas afastados do público.

Em suas exposições tive contato com profissionais de imenso valor, os quais ainda não conhecia e que acabei gostando instantaneamente.

Como foi o caso de Bernardo Cid. Sob a curadoria de Sérgio Pizoli são apresentados óleos, gravuras, desenhos, esculturas e objetos diversos que ilustram sua versatilidade magistral.

Gostei muito dos desenhos e gravuras, mas o que realmente me encantou foram as pinturas a óleo, em tons escuros sem serem sombrias, com uma carga potente de surrealismo e imagens do inconsciente.

O bônus da mostra é o magnífico catálogo, num primoroso trabalho de artes gráficas, que deve figurar em qualquer biblioteca que se preze.




Quebra pedra (Tom Jobim) - Mario Adnet



Abaixo das imagens o "press-release" fornecidos pela assessoria de imprensa da Caixa Cultural.










CAIXA CULTURAL SP APRESENTA A ORDEM OCULTA DE BERNARDO CID

Mais de cem peças formam um excepcional conjunto capaz de mostrar a grandiosidade do trabalho do artista

A Caixa Cultural São Paulo apresenta, entre os dias 23 de julho a 18 de setembro de 2011, a exposição “Fazer Arte - A Ordem Oculta de Bernardo Cid” com a curadoria de Sergio Pizoli e produção da Glatt & Imagos. A visitação da mostra é gratuita e conta com o patrocínio da Caixa Econômica Federal.

Composta por um conjunto de peças espalhadas em importantes acervos de instituições públicas e também por coleções particulares a mostra é considerada uma retrospectiva póstuma de Bernardo Cid (1925-1982), já que reúne 40 anos de trabalho artístico reverenciado por críticos e ocorre após quase três décadas do seu falecimento.

São mais de 100 peças expostas entre gravuras, desenhos, telas e esculturas, as quais, complementadas com as obras pertencentes ao acervo da família do artista, formam um excepcional conjunto capaz de mostrar a grandiosidade do trabalho do artista que, mesmo fora do circuito comercial, representa um grande expoente das artes plásticas brasileiras.

Apresentação

A exposição de Bernardo Cid homenageia um dos mais talentosos artistas plásticos das décadas de 60 e 70.

Autodidata, Cid começou a estudar pintura e desenho em 1945 e, já no início dos anos 50, passou a expor e receber o reconhecimento por meio de críticas e prêmios.

Seus cadernos e estudos em carvão, lápis e nanquim vêm comprovar que o desenho, como queria Mário de Andrade, é o fato(r) mais importante na produção artística.

Na gravura, onde se descobre excelente litógrafo, Cid ao sobrepor sobre as litografias, notícias e recortes de revistas e jornais usa e abusa da técnica da flotagem. Com isto, o artista retoma toda a tiragem e a renova, trabalhando-as, uma a uma.

Essa linguagem é magistralmente usada para criar peças de protesto durante os anos de repressão, que formam uma coleção exemplar desse período.

Sua pintura atravessa a nova figuração e, com o correr do tempo, vai aprimorando-se em telas de dimensões avantajadas, quase monocromáticas. O resultado plástico são duas séries de quadros extremamente entrosados na nova linguagem pictórica, exuberantes na construção dos seus personagens e temas e contrastantes na sua apresentação: uma série é totalmente terra e preto e a outra, fecunda, explode em azuis e verdes-água.

Artista:

Bernardo Cid (1925 - 1982) - Pintor, gravador, desenhista e escultor. Começa a pintar em 1945. Realiza em 1952, a 1ª. exposição individual na Galeria Ambiente, SP. Em 1959, com a escultura Jabuti, recebe o 1º. Prêmio de Escultura da Câmara Brasileira do Livro. Baseada nessa obra é concebida a estatueta do prêmio Jabuti, o mais antigo e prestigioso prêmio literário nacional. Nos anos 1960, participa do grupo Realismo Mágico, com Wesley Duke Lee (1931). No final daquela década, inicia trabalhos com um enfoque social, transitando do realismo mágico para um realismo com influências da pop arte.

Em 1968, integra o Grupo Austral, movimento artístico internacional sediado em Paris, ligado ao Phases. No ano seguinte é convidado por cineastas da National Film Board do Canadá para representar o artista brasileiro no documentário Comparaisons, veiculado pela TV Educativa.

Bernardo Cid participou do Salão Nacional de Arte Moderna, RJ, 1959; Bienal SP, 1959 e 1965; Salão Paulista de Arte Moderna, 1959 (Menção Honrosa, 1961; Prêmio Governador do Estado, 1968); Panorama da Arte Atual Brasileira, MAM SP, 1969 e 1976; Tradição e Ruptura: Síntese de Arte e Cultura Brasileiras, 1984; A Arte do Imaginário, Galeria Encontro das Artes, SP, 1985; 100 Obras Itaú, MASP, 1985; Bienal Brasil Século XX, Fund. Bienal -SP, 1994; Os Colecionadores - Guita e José Mindlin: Matrizes e Gravuras, FIESP,1998.

Curadoria: Sergio Pizoli

Produção: Glatt & Imagos

SERVIÇO:

Exposição “Fazer Arte - A Ordem Oculta de Bernardo Cid”

Abertura para convidados e imprensa: dia 23/07, às 11h e visita guiada com o curador às 12h

Visitação: de 23 de julho a 18 de setembro de 2011

Horário de visitação: de terça-feira a domingo, das 9h às 21h.

Local: CAIXA Cultural São Paulo (Sé) - Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo/SP

Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400

Acesso para pessoas com necessidades especiais

Entrada: franca
Recomendação etária: livre
Patrocínio: Caixa Econômica Federal

terça-feira, 19 de julho de 2011

Kislansky Cerâmicas – A cor do corpo

Bela exposição de esculturas, feitas em cerâmica, através da técnica de modelagem e queima da argila.

De um artista que é referência em seu "métier", apresenta sua diversidade de estilos, não se prendendo a uma única maneira de se expressar.

Muito interessante pois além de apresentar seus trabalhos, há também as explicações sobre o seu processo de criação e execução, mostrando-nos toda a sua complexidade.



Zimbo Trio - Poliedro


Abaixo das imagens, o "press-release" dos curadores, fornecidos pela assessoria de imprensa da Caixa Cultural.






A cor do corpo na Caixa Cultural SP

Mostra do artista plástico Kislansky reúne obras em cerâmica e fotografias


A Caixa Cultural São Paulo apresenta, de 9 de julho a 4 de setembro, a exposição “Kislansky Cerâmicas – A cor do corpo”, de Israel Kislansky. A mostra, que reúne 50 peças do artista, organizadas sob curadoria de Gilberto Habib Oliveira, é resultado de uma jornada empreendida pelo escultor, em direção a tons naturais da argila.

Kislansky explorou, em sua busca, a cristalização permanente dos minerais das argilas, para regressar à cor. O resultado dessa experiência se materializa, para o público, de duas formas complementares: um conjunto de esculturas de diferentes matizes e um roteiro didático sobre a argila, sua origem, produção, modos de uso e possibilidades de acabamento.

As peças, em argila natural ou esmaltada, são reunidas e apresentadas em grupos de cores e corpos, criando ambientes sensíveis e cenografias inusitadas.

A exposição conta ainda com fotografias do próprio artista plástico, para reafirmar o caráter cênico das obras, além de apresentar o ambiente de trabalho, os processos técnicos e outros detalhes de sua produção escultórica.

Sobre o artista:

Nascido em Salvador (BA), e radicado na capital paulista desde 1983, Israel Kislansky estudou com nomes como Lole Di Natale, Rubens Matuck e José Antônio Van Acker.

O artista é reconhecido pela atenção que dá aos aspectos “artesanais” da produção. Como, por exemplo, à fundição em metais, área na qual desenvolveu, junto ao SENAI, o projeto de criação do Centro Técnico em Fundição Artística, em Osasco (SP).

Em 2006, publicou o livro “Kislansky – O eterno e o moderno”, com textos de Enio Squeff e fotos de Edu Simões. Esta é a terceira exposição que realiza na Caixa Cultural. As anteriores ocorreram em Brasília e Salvador, em 2007.

Serviço:

Exposição “Kislansky Cerâmicas – A cor do corpo”

Data: 9 de julho a 4 de setembro de 2011

Hora: de terça a domingo, das 9h às 21h

Local: CAIXA Cultural São Paulo – Sé: Praça da Sé, 111, São Paulo (SP)

Visitas guiadas: Para instituições e escolas, a Caixa oferece transporte gratuito.

Informações/Agendamentos: (11) 3321-4400

Twitter da exposição: @A_cor_do_corpo

Facebook: http://www.facebook.com/a.cor.do.corpo

Entrada franca

Caixa Econômica Federal

Assessoria de Imprensa – Regional Paulista

(11) 3103-5413 / 5414 / 5723

cultura.sp@caixa.gov.br

www.caixa.gov.br

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Debret - Viagem ao Sul do Brasil

Uma memorável exposição, daquelas de lembrarmos por muito tempo, tanto pela importância do artista, como pela beleza das obras expostas.

Os 60 desenhos e aquarelas apresentados primam pela riqueza de detalhes, precisão do colorido e por trazer-nos paisagens de nossas terras que nunca conheceríamos de outra forma.

É de se admirar o preciosismo com que as obras foram executadas, quase todas em suportes de aproximadamente 30X15 cms, com minúcias que nos levam para dentro da cena.

Da coleção dos Museus Castro Maia, nos lembram da importância de Raimundo Ottoni de Castro Maia dentro do universo das artes plásticas brasileiras, que junto com Assis Chateaubriand, Roberto Marinho, Gilberto Chateaubriand, Armando Álvares Penteado entre outros criaram a memória pictórica brasileira, sejam como compradores de obras consagradas ou como mecenas de novos talentos, dispondo depois seus acervos à disposição do público.



Valsa de uma cidade - Tim Maia


Abaixo das imagens, carregadas em alta definição, o "press-release" fornecidos pela assessoria de imprensa da Caixa Cultural.









VIAGEM DE DEBRET COMEÇA PELA CAIXA CULTURAL SP

A mostra reúne 60 obras (aquarelas e desenhos) do famoso pintor francês

que retratam o sul do Brasil no início do Século XIX

A Caixa Cultural São Paulo inaugura, no dia 3 de maio, às 19h, a exposição “Debret – Viagem ao Sul do Brasil”. A mostra, com a curadoria de Anna Paola Baptista, reúne 60 aquarelas e desenhos, realizados pelo artista francês Jean-Baptiste Debret, que chegou ao Brasil em 1816, integrando a Missão Artística Francesa, e aqui permaneceu por 15 anos. Todo o conjunto pertence ao acervo dos Museus Castro Maya, detentor da maior coleção de obras de Debret existente no Brasil. A exposição segue até o dia 19 de junho, com entrada gratuita, na galeria Vitrine da Paulista.

A exposição é dividida em dois conjuntos: aquarelas e desenhos, feitos pelo artista na viagem ao Sul do Brasil, em 1827, na comitiva do imperador D. Pedro I, que percorreu os estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O artista pintou belas marinas da costa sul brasileira, paisagens da mata nativa, índios, brancos e negros, em seu cotidiano, destacando-se as festas e as tradições populares. O segundo conjunto é composto por célebres aquarelas realizadas no Rio de Janeiro, que retratam a vida urbana na Corte, desde a pompa do Império até o dia-a-dia de escravos, seus hábitos, vestimentas, e os trabalhos por eles executados. Toda a crônica do cotidiano urbano da cidade, e de seus habitantes, transparece nas aquarelas do artista.

Debret é o mais conhecido dos artistas que compunham a Missão Artística Francesa. Sua obra fez a crônica da vida urbana no Brasil imperial, apresentando os tipos humanos, hábitos, costumes e festas populares, além de espetaculares paisagens da mata atlântica e de marinas que revelam a iconografia histórica do Brasil, num grupo de obras que poucas vezes itinerou pelo país.

As obras, que compõem a exposição “Debret – viagem ao Sul do Brasil”, foram adquiridas pelo mecenas Raymundo Ottoni de Castro Maya, em Paris, no final dos anos 1930, com o intuito de resgatar os originais de Debret, que haviam servido de base para o livro Viagem pitoresca e histórica ao Brasil, que o artista lançou na França. O colecionador também adquiriu um importante material inédito, que ficara de fora da publicação.

Segundo a curadora Anna Paola, as imagens do sul contrariam algumas das mais marcantes características do trabalho de Debret: a flagrante sensação de intimidade e proximidade com a cena retratada, que emana de suas aquarelas sobre o Rio de Janeiro. Nas cenas do sul, ao contrário, predominam as vistas ao longe, tomadas a partir de um ponto de observação distante e alto.

“Alguns historiadores acreditam que Debret não chegou realmente a empreender o deslocamento ao sul, tendo se utilizado de relatos e desenhos de outros viajantes para compor os trabalhos” explica a curadora. “Até o momento, não temos documentos que resolvam essa questão, mas pergunto: isso é o mais importante? A viagem de Debret ao sul pode até não ter sido física, revela-se, porém, como construção mental e artística de uma paisagem, de uma representação que a coloca indubitavelmente na categoria de viagem”, completa.

A produção da mostra está a cargo de Izabel Ferreira, da Memória Visual Produção Cultural, e é patrocinada pela Caixa Econômica Federal.

Sobre Jean-Baptiste Debret

O artista nasceu em Paris, em uma família de artistas, sobrinho-neto do pintor e gravador François Boucher e primo de Jacques-Louis David, grande mestre do Neoclassismo. Estudou na Academia de Belas Artes e tornou-se um dos pintores oficiais do império francês, retratando as façanhas de Napoleão. Desgostoso com a morte de seu único filho e com a derrocada de Napoleão Bonaparte, o artista aceita participar da Missão Artística Francesa, que vem ao Brasil à convite de D. João VI.

Nos 15 anos passados no Brasil o artista retratou a vida urbana do Rio de Janeiro, o cotidiano da corte, desde as celebrações oficiais com desfiles militares até o dia-a-dia da damas, as vestimentas, seus hábitos e costumes, as tradições e festas populares, os escravos que tudo vendiam nas ruas da cidade, a bela arquitetura colonial e a floresta, a natureza luxuriosa da floresta atlântica brasileira.

Sobre os Museus Castro Maya

Os Museus Castro Maya, no Rio de Janeiro – Museu do Açude e Museu da Chácara do Céu –, têm origem na coleção de arte, formada ao longo da vida, pelo empresário, colecionador e mecenas das artes Raymundo Ottoni de Castro Maya (1894-1968).

Filho de colecionadores, Castro Maya conservou e aumentou significativamente a coleção herdada, adquirindo obras de arte, nacionais e estrangeiras, do Século IV a.C. ao Século XX. Sua coleção se apoia em múltiplos interesses, incluindo a arte moderna brasileira, arte oriental, arte européia dos séculos XIX e XX, Brasiliana, mobiliário, porcelana e prataria, azulejaria e louça do Porto, arte popular brasileira, livros raros etc.

Foi editor de livros e grande incentivador das artes, criador da Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil, da Sociedade dos Amigos da Gravura, fundador e primeiro presidente do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro, presidente da Associação de Amigos do Museu Nacional de Belas Artes e membro do Conselho Federal de Cultura. Chamado de “um Medicis dos nossos dias”, foi mecenas e amigo de artistas brasileiros de seu tempo.

Castro Maya foi pioneiro, no Brasil, ao transformar sua coleção particular em patrimônio público, criando em 1963 a Fundação Castro Maya, e doando-lhe suas coleções e suas residências.

As casas do Açude e da Chácara do Céu começaram a funcionar como museus, respectivamente, em 1964 e 1972. E foram tombadas, juntamente com todo o acervo, em 1974. Na década de 1980, se deu a extinção da Fundação Castro Maya e os museus passaram para a esfera pública federal, integrados ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) do Ministério da Cultura. Em 2009, passaram a ser vinculados ao Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM)

FICHA TÉCNICA:

Curadoria: Anna Paola Baptista

Coordenação Geral: Izabel Ferreira

Design de Montagem: Anderson Eleotério

Programação Visual: Mauro Campello

SERVIÇO:

Exposição Debret – Viagem ao Sul do Brasil

Abertura para convidados e imprensa: dia 03/05, às 19h

Visita guiada com a curadora: dia 03/05, às 20h30

Datas: de 4 de maio a 19 de junho de 2011

Horário de visitação: terça-feira a sábado, das 9h às 21h, e domingos e feriados das 10h às 21h

Local: CAIXA CULTURAL São Paulo (Paulista) – Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2083 – Cerqueira César, São Paulo (SP) – Metrô Consolação

Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400

Acesso para pessoas com necessidades especiais

Entrada: franca

Recomendação etária: livre

Patrocínio: Caixa Econômica Federal

quinta-feira, 14 de abril de 2011

DIONÍSIO DEL SANTO

Dionísio Del Santo consegui transformar seu concretismo, uma arte geométrica e matemática, em pura poesia, colocando dentro dos desenhos elementos que fazem a obra contar uma história, sem fugir do rigor e da exatidão desta escola, perfeitamente integrados dentro do contexto numa harmonia encantadora.

As serigrafias das séries Linhas Vibratórias (1973), Labirinto (1970), Espaço Rítmico (1970) e Sem Título (1982) provocam diferentes efeitos óticos entre si, só se trocando as cores de seu preenchimento.

Nas telas, interessantes composições geométricas, que exploram as cores, realçando os desenhos.

Há também lindas xilogravuras, que mostram uma técnica apurada nesta forma de expressão, feitas nos anos 50.

Para acompanhar este comentário, uma música do seu mais conhecido conterrâneo, Roberto Carlos, que neste mês faz 70 anos.


Fera Ferida - Roberto Carlos


Abaixo das imagens, fornecidas pela assessoria de imprensa do evento e da Caixa Cultural, o "press-release" dos curadores.










O CONCRETISMO DE DIONÍSIO DEL SANTO NA CAIXA CULTURAL SÃO PAULO

Exposição mostra a trajetória do artista capixaba evidenciada pelo figurativismo e sua particular apreensão da tradição construtiva brasileira

A CAIXA Cultural São Paulo inaugura, na próxima quarta-feira (02), às 19h, na Galeria Vitrine da Paulista, a mostra individual ‘Dionísio Del Santo e o Concretismo’, com 51 obras desse artista capixaba. Com curadoria de Maria Alice Milliet, a exposição abrange quase quatro décadas da produção do artista, reunindo 11 xilogravuras dos anos 1950; 30 serigrafias dos anos 1970 e 80 e, por fim, uma seleção de 10 óleos sobre tela realizados no final dos anos 1980 e início dos 90. A exposição foi organizada pela Fundação Nemirovsky, em módulos distintos, evidenciando a receptividade das idéias e técnicas, deixadas pelo Concretismo brasileiro, na obra do artista, morto em 1999.

“Cinquenta anos depois de seu declínio, o Concretismo é tomado como chancela de qualidade”, afirma Maria Alice no catálogo da mostra. “Ter participado do movimento concreto funciona, hoje, como salvo-conduto para o ingresso no hall da fama da arte brasileira”, completa. “Dionísio Del Santo, capixaba, residente durante toda sua vida produtiva no Rio de Janeiro, foi dos que beberam da tradição construtiva no convívio com os concretos”, assinala a curadora.

“Os princípios teóricos do movimento concreto e neoconcreto, fundamentados no raciocínio, ou seja, na dimensão clara do pensamento, foram decisivos para minha evolução”, dizia o artista, cuja produção combinava, de forma peculiar, o figurativismo ligado às tradições da xilogravura às linguagens de base geométrica e a racionalidade de seu processo de produção. Assumindo certo isolamento, Dionísio conseguiu “formalizar um código todo seu com teor, pode se dizer, semiótico ”, como apontou Mario Pedrosa na apresentação de sua exposição individual no Rio de Janeiro, em1970.

Para Maria Alice, “parecia inadmissível que um artista tão dotado e próximo aos concretistas, conservasse em sua pintura elementos figurativos, ainda que integrados à geometria plana das composições. Essa aparente contradição, somada ao retraimento natural do artista, acabou por prejudicar a receptividade de sua obra que, só recentemente, começa a ser devidamente valorizada”. O que o atraía no Concretismo, segundo a curadora, era a possibilidade de submeter os conteúdos subjetivos ligados ao seu passado, à vida rude que conhecera na infância, ao crivo da racionalidade, e assim libertar-se do peso dessa experiência traumática.

Sobre o artista:

Dionísio del Santo (Colatina - ES,1925 – Vitória - ES,1999). Gravador, desenhista e pintor. Nasceu no interior do Espírito Santo, numa família de modestos agricultores de origem italiana. Em 1943, muda-se para Vila Velha (ES), onde freqüenta cursos de geometria, perspectiva exata e desenho de observação. Em 1947, transfere-se para o Rio de Janeiro e realiza cursos livres de modelo vivo e teoria das cores na Associação Brasileira de Desenho (ABD), até 1952.

Retorna à sua terra natal em 1949, para expor no Clube Recreativo Colatinense, onde acaba provocando forte repúdio de seus conterrâneos. Essa rejeição determina sua fixação definitiva no Rio de Janeiro, onde sobrevive desenhando para gráficas.

Em 1957, entra em contato com o movimento concretista e realiza seus primeiros trabalhos abstratos. Em 1965, faz sua primeira individual no Rio de Janeiro, na Galeria Relevo. Nessa década, integra importantes coletivas, tais como: Opinião 66, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; a IX Bienal de São Paulo (1967), na qual recebe o Prêmio Itamaraty; o Salão Nacional de Arte Moderna (1968), no qual é contemplado com Isenção de Júri.

Em 1970, realiza individual na Galeria do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), no Rio de Janeiro, com apresentação de Mário Pedrosa, e participa da VII Bienal de Gravura de Tóquio (Japão). Em 1975, sua individual de serigrafias, na Galeria Contorno, em São Paulo, é apontada como a Melhor Exposição de Gravura do Ano, pela Associação Paulista de Críticos de Arte. Com a introdução de cordéis aplicados à tela, cria sua Pintura Cinética, que apresenta no Museu Nacional de Belas Artes (RJ), em 1976.

Em 1977, integra a mostra Projeto Construtivo na Arte, realizada no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro e, no ano seguinte, na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Segue expondo regularmente no Rio e em São Paulo. Em 1984/5, participa da exposição Tradição e Ruptura: síntese da Arte Brasileira, organizada pela Fundação Bienal de São Paulo. Em 1988, ocupa Sala Especial na VIII Mostra de Gravura Cidade de Curitiba (PR). Em 1989, tem lugar a Retrospectiva de sua obra, no Paço Imperial (RJ); exposição que, no ano seguinte, segue para o MAM de São Paulo. Em 1998, uma grande exposição de seus trabalhos inaugura o Museu de Arte do Espírito Santo, em Vitória.

Em 2008, o Museu capixaba – agora com o nome de Dionísio Del Santo acoplado – comemora seus dez anos de atividade com a apresentação de um importante conjunto de sua obra, cuja inserção na história da arte brasileira começa merecidamente a se consolidar.

Mais informações:

Décio Hernandez Di Giorgi

Adelante Comunicação Cultural

Email: dgiorgi@uol.com.br

Tel.: (011) 3589-6212 e 8255-3338

SERVIÇO:

Exposição Dionísio Del Santo e o Concretismo

Curadoria: Maria Alice Milliet

Abertura para convidados e imprensa: 02 de março de 2011, às 19h
Datas: 03 de março a 24 de abril de 2011
Horário de visitação: terça-feira a sábado, das 9h às 21h e domingos e feriados das 10h às 21h.

Local: CAIXA CULTURAL São Paulo – Galeria Vitrine da Paulista – Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2083 – Cerqueira César, São Paulo (SP) - Metro Consolação

Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400

Acesso a pessoas com necessidades especiais

Entrada: franca
Recomendação etária: livre
Patrocínio: Caixa Econômica Federal

terça-feira, 29 de março de 2011

Tatiana Blass

Uma exposição que não nos deixa indiferentes, ou gostamos ou a odiamos.
Com telas, uma vídeo instalação e esculturas tanto em cera que se derretem à nossa frente, quanto em metais, provocam sentimentos antagônicos.

As pinturas, parecem ter sido feitas às pressas, sem muita preocupação com o acabamento, mesmo tendo sido dito pela autora que há a intenção de se passar um sensação de fluidez, com o uso de tintas diluídas e e alguns pontos das obras, escorridas.

As esculturas, tanto as feitas em cima dos instrumentos sonoros, como as de parafina, demonstram maior rigor e capricho na execução.

Esta mostra, como podemos perceber pelo catálogo, é uma versão reduzida das que foram ou serão apresentadas em outras instalações da Caixa Cultural.




Horizontalizar - Letuce


Abaixo das imagens, fornecidas pela assessoria de imprensa do evento, o "press-release" dos curadores.












OBRAS DE TATIANA BLASS NA CAIXA CULTURAL SP

Artista plástica vem chamando a atenção por suas pinturas, esculturas e instalações que mexem com a percepção do observador

A CAIXA Cultural São Paulo inaugura, no dia 19 de março, a exposição de Tatiana Blass, na galeria D. Pedro II, no centro da capital paulista. A mostra, com texto e a curadoria do crítico de arte José Augusto Ribeiro, começa por São Paulo e segue para os espaços da Caixa Cultural em Salvador e Brasília, com acervo que reúne cerca de 14 obras, entre pinturas, tridimensionais e vídeo – parte delas inédita – que compõem um apanhado da produção da artista nos últimos cinco anos. A exposição com entrada gratuita fica aberta para visitação até 1º de maio.

Em comum, os trabalhos pensam as condições da experiência estética, no sentido “forte” de produção de conhecimento, ao negar a possibilidade de consumação do espetáculo e frustrar a expectativa por resultados “eficazes” e instantâneos na relação do sujeito com o trabalho de arte. As peças referem-se a diferentes manifestações do campo da cultura – à música, ao teatro, à literatura, ao circo, além, claro, das artes visuais –, quase sempre por meio de formas fraturadas, fechadas em circuitos ou em dissolução, cada uma no limite de sua respectiva linguagem, à beira da invisibilidade e do silêncio.

A mostra pretende, com este conjunto, apresentar ao público visitante um dos aspectos mais instigantes da obra de Tatiana Blass: justamente a diversidade de meios e suportes, mobilizados numa reflexão crítica sobre a visualidade e a percepção, sobre o poder sugestivo das imagens e a produção de sentido pelo observador.

A produção de Blass singulariza-se por abarcar problemas amplos, ligados à representação – para além daqueles vinculados apenas a especificidades técnicas, seja da pintura, da escultura, da literatura ou da imagem em movimento. E por se arriscar em formalizações que ultrapassam o controle absoluto sobre materiais de que lança mão – seja a tinta acrílica, a parafina, as chapas de latão com resistência elétrica ou os animais empalhados. A mostra exibe peças anteriores da artista e outras inéditas, com o objetivo de oferecer uma visada abrangente da trajetória em curso, inclusive com um encetamento para os próximos passos da produção.

Exposição Tatiana Blass

Abertura para convidados e imprensa: dia 19/03, às 11h

Visita Guiada aberta ao público com Artista e Curador: 20/03 às 17h

Visitação: de 19 de março a 1º de maio de 2011

Horário de visitação: de terça-feira a domingo, das 9h às 21h.

Local: CAIXA Cultural São Paulo (Sé) – Galeria D. Pedro II – Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo (SP)

Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400

Acesso para pessoas com necessidades especiais

Entrada: franca
Recomendação etária: livre
Patrocínio: Caixa Econômica Federal